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27 de setembro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Belas heranças recebidas e que se recebem. D. António Baltasar Marcelino



Diário da Missão Jubilar 7
 
D. António Marcelino sucedeu a D. Manuel de Almeida Trindade. Foi nomeado bispo coadjutor em 1980 e bispo coadjutor com direito de sucessão 1983. Em 1988, assumiu a titularidade da diocese que já bem conhecia.
Do atual bispo emérito de Aveiro destacamos a realização do II Sínodo Diocesano, que atualizou para a nossa Diocese o Concílio Vaticano II e o consequente novo Código de Direito Canónico de 1983.
A respeito do Sínodo escrevia: “Sínodo Diocesano quer dizer caminhada em comum dos cristãos da Diocese, para que, todos juntos, bispo, presbíteros, diáconos, religiosos e leigos, nos esforcemos, de modo organizado e constante, na nossa renovação segundo o Evangelho e na renovação cristã da Diocese, com as suas paróquias, comunidades, serviços, movimentos e instituições. Seguindo o nosso objetivo pastoral para estes anos – Da Comunhão à Missão – vamos, assim, empenhar-nos todos para que a nossa Igreja Diocesana seja, cada vez mais, uma verdadeira comunidade cristã e também, de modo bem visível, uma generosa e pronta servidora dos homens, nossos irmãos, e de toda a nossa sociedade aveirense”.
Na sua preocupação pela formação doutrinal e pastoral criou o Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro.
Criou o Fundo Diocesano de Compensação do Clero para a sustentação digna do clero e, como consequência da sua especial atenção ao mundo universitário, instituiu o Centro Universitário Fé e Cultura para o qual construiu um edifício apropriado.
Durante o seu episcopado, foi ainda comprado ao Estado o antigo “paço episcopal” para aí funcionarem serviços da Cáritas.
Promoveu a renovação e ampliação do edifício do “Clube Stella Maris”.
Para assinalar os 50 anos da restauração da Diocese, promoveu o Congresso dos Leigos de 08 a 11 de dezembro de 1988, que foi muito importante para o conhecimento da realidade diocesana e para a reflexão sobre a vocação dos leigos na Igreja.
De D. António Baltasar Marcelino a Diocese e a Igreja continuam a receber o serviço generoso e o acolhimento afetuoso ao jeito do Bom Pastor, bem como a lucidez de pensamento e a retidão das palavras sábias e proféticas. Comprova-o a crónica semanal que escreve no Jornal diocesano "Correio do Vouga" e que é publicada, consequentemente, em vários outros jornais do País.

26 de setembro de 2012

Diário da Missão Jubilar. As belas heranças recebidas. D. Manuel de Almeida Trindade


Diário da Missão 6
Depois de D. João Evangelista e de D. Domingos da Apresentação, a Diocese de Aveiro conheceu o seu terceiro bispo depois da Restauração em 1938. Trata-se de D. Manuel de Almeida Trindade que nasceu na freguesia de Monsanto da Beira (diocede de Portalegre-Castelo Braco). Ainda criança veio viver com seus pais para Avelãs de Cima (Anadia) terra da naturalidade de seus pais.

Do seu episcopado, ao longo de 25 frutuosos anos, destacamos a sua preocupação pela formação doutrinal e apostólica do laicado, segundo a doutrina do Concílio Vaticano II, no qual participou, mesmo antes de tomar posse da Diocese.
Promoveu a construção da casa diocesana de Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, sobretudo para a formação de leigos.
Criou o Círculo de Cultura Católica continuou as visitas pastorais na linha do modelo do seu antecessor, D. Domingos.
Promoveu a vinda para Aveiro de uma comunidade de religiosas contemplativas – as carmelitas. Depois, abriu o Seminário de Calvão a alunos e a alunas externos e trouxe para a Diocese o Movimento dos Cursos de Cristandade em 1963.
De D. Manuel, pelo que significou de mobilização, de animação cristã do mundo e de impacto na vida social e política portuguesa nos últimos 25 anos do século passado, destaca-se a “manifestação dos cristãos”, que decorreu em 13 de julho de 1975 na cidade de Aveiro, em que participaram muitas dezenas de milhares de pessoas. Das palavras do então bispo de Aveiro retemos o seu brado final:  “Existem cristãos em todas as Dioceses de Portugal. Oxalá que o exemplo de Aveiro os desperte, do Minho ao Algarve. E se apresentem em massa a apoiar os seus bispos. Que os cristãos adormecidos acordem finalmente. Acordem! Acordem!”.  E, de facto, a voz de D. Manuel foi ouvida uma vez que  “manifestações” do mesmo género se repetiram em Viseu, Bragança, Coimbra, Leiria e Braga.
Mais aqui

25 de setembro de 2012

Diário da Missão. As belas heranças recebidas. D. Domingos da Apresentação Fernandes




Diário da Missão 5

Sucedeu ao primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro, D. João Evangelista de Lima Vidal, D. Domingos da Apresentação Fernandes, que foi presbítero da Arquidiocese de Braga (que é também o meu presbitério).

De D. Domingos recordamos a Missão Regional, que envolveu na sua realização leigos, padres, religiosos e bispo diocesano. O bispo definia assim os objetivos desta Missão Regional na sua exortação pastoral O Primado da Evangelização: “Suscitar e renovar a fé, semear a esperança e despertar a caridade autêntica nas comunidades cristãs é retomar a linha de pregação apostólica neste mundo em crise”.

Chegado à diocese aveirense, onde foi bispo durante quatro anos, criou a Fraternidade Sacerdotal para apoio aos padres, instituiu o Seminário de Nossa Senhora da Apresentação em Calvão e promoveu a construção do seu edifício a partir do colégio anteriormente fundado pelo padre António Martins Batista.

Para fomentar a atualização pastoral do clero prosseguiu com as Semanas de Estudos Pastorais.

Por fim, deu grande incremento à catequese com cursos e encontros e a elaboração e promulgação do regulamento diocesano de catequese.


Pe. JAC

11 de maio de 2012

Pastoral da cidade de Aveiro. “I have a dream!”

Martin Luther King tinha um sonho para a América das últimas décadas do século passado. “I have a dream” foi um grito de alerta, motor e propulsor de transformação social.

Vivemos todos de sonhos, de projectos, de ideais. Também ao nível da fé acontece o mesmo. O que é, senão ideal, o mandato de Cristo "Ide por todo o mundo".

Pedem-me a minha opinião pessoal acerca da pastoral da e na cidade de Aveiro. Também acerca disto eu tenho um sonho, que possivelmente se desdobrará em muitos sonhos a perseguir com a ousadia da fé acompanhada do discernimento dos sinais dos tempos.

Ninguém duvida que as mudanças culturais, sociológicas e demográficas que vamos assistindo trazem consigo desafios prementes e urgentes à missão da Igreja, em todos os lugares e com especial enfoque nas cidades. Não podemos entrar no rio (ou na ria!) dos queixumes pessimistas acerca da secularização e da laicização da sociedade em que vivemos. Não podemos cruzar os braços à espera que do céu venha a salvação, substituindo aquilo que temos nós de fazer. Nós não podemos continuar a fazer as mesmas coisas de sempre e esperar que os resultados sejam diferentes. Isso não é mais do que loucura.
A presença da Igreja na cidade precisa de ser reinventada, na fidelidade ao Evangelho e na ousadia de uma evangelização nova e renovada.
Daquilo que me é dado ver, uma vez que por missão tenho que exercer na cidade o meu ministério presbiteral, vou-me apercebendo de alguns obstáculos a uma acção conjunta da Igreja. E não significa isto que a culpa seja de um, mas porque não pode morrer solteira, não nos dispense de um acurado exame de consciência a todos. Sinto, muitas vezes, que os "canais" que já existem ainda não são suficientes para o "diálogo" desejado.

Não bastará, para isso, que a nossa programação pastoral seja executada em comunhão e em unidade. Mas não nos podemos dispensar a esse trabalho. Os cristãos das nossas comunidades também precisam de se abrir por dentro. Precisamos de "corações ao alto", mas também de corações abertos, capazes de ultrapassar bairrismos, tantas vezes doentios, sem anular, contudo, a especificidade e a idiossincrasia de pequenas comunidades de pertença. E esta abertura não poderá passar apenas pelo coração dos pastores... Mas também isso é absolutamente necessário.
A acção da Igreja na cidade não se pode dispensar de realizar pontos de encontro significativos e marcantes para as pessoas. A presença da Igreja na cidade pode não se maciça, como noutros tempos, mas deverá ser interpelante, como luz que brilha e faz sentido. A presença da Igreja nas cidades, e em especial na de Aveiro, pode e deve ser discreta mas sentida, activa e protagonista sem ser a única.
O diálogo com as organizações e as instituições de todos os níveis, a criação de parcerias que busquem estratégias de resposta aos reais problemas das pessoas, a conjugação de esforços e o trabalho em rede, ao nível social, tem que ser um imperativo.
Eu tenho um sonho. Sonho uma Igreja simples e bela. Sonho uma Igreja minha casa e casa dos que quiserem. Sonho até com as palavras de D. Manuel Martins:

A Igreja é a minha casa.
Esta igreja onde eu nasci e onde quero morrer.
Nela me sinto bem.
Nela gosto de estar.
Aqui, eu penso, projecto, sonho, alimento-me.
Aqui, rezo, recordo, choro, zango-me, encontro-me.
Aqui sofro, aqui canto.
A Igreja é a minha casa!
Gostaria, tantas vezes, de a ver mais acolhedora, mais aberta, com mais espaços para pessoas outras (não é ela comunhão e sacramento?), mais gratuita, mais convidativa.
A Igreja é a minha casa!
E tenho pena que feche as portas, condene sem coração, corte com quem procura...
Eu amo muito a Igreja
Porque a Igreja é a minha casa.
Com defeitos?
Com a ruga dos anos?
Às vezes azeda?
Mas é a minha casa!

Então, porque lhe quero muito, vou pintá-la de fresco, vou rasgar-lhe mais portas, vou torná- la mais simpática, mais disponível, mais atenta.
Vou fazer com que cante mais a beleza da vida, perca o medo e salte para o mundo, grite os valores das pessoas e dos povos.
A Igreja é a minha casa!
Se eu quiser,
se tu quiseres,
se nós todos quisermos,
todos virão a ela e todos nela se sentirão bem.
Porque ela é o rosto de Deus.
Porque Deus habita nela.

Há ideais que vale a pena perseguir! Jesus Cristo é o grande ideal. A Igreja em Aveiro será fiel se O souber apresentar assim.


Pe. José António Carneiro
in Igreja Aveirense

17 de setembro de 2011

A mesma missão: ser transparência de Deus em terras aveirenses (Nota a respeito da nomeação para a Paróquia da Glória-Sé)













 
1.A qualidade das coisas boas da vida não pode ser medida por nenhuma quantidade. A qualidade das relações estabelecidas durante os quase dois anos passados em Águeda, mais concretamente nas nove paróquias que compõem a UPA, também não pode ser quantificada. Foram tempos – menos de dois anos é pouco, mas se somarmos os meses, os dias, as horas, os segundos já dá muito mais – ricos e belos, carregados de experiências, de partilha. Tempo de ser Igreja com os outros, nesta bela e exigente experiência de Unidade Pastoral.

2.Aqui cresci também como homem e como cristão. Aqui aprendi a ser padre ao jeito e ao modo do coração do Bom e do Belo Pastor. Aqui recebi muito mais do que o pouquinho que dei. E isto gera gratidão no meu coração. Gratidão, em primeiro, a Deus que permitiu esta passagem em terras aguedenses. Gratidão à Igreja, quer a de Braga, que possibilitou a minha vinda, quer a de Aveiro, que concretizou essa vinda. Gratidão aos padres que comigo fizeram Unidade Pastoral. O Pe. José Camões, o Pe. Jorge Fragoso, o Pe. José Carlos e o Pe. Francisco Rebelo. Com eles foi e é fácil fazer equipa. Foi belo crescer como irmãos no ministério. Gratidão ao diácono Semedo e ao diácono Afonso, eu diácono como eles quando cheguei a Águeda, porque com eles aprendi esta entrega generosa ao Evangelho e à Igreja de Cristo. Gratidão ao santo Povo de Deus que nas nove paróquias da UPA querem fazer a sua fé mais consciente e madura. De Macieira, Préstimo e Castanheira, de Barrô e Borralha, de Trofa, Lamas e Segadães e de Águeda recebi, em todos os lados, belos testemunhos e exemplos de fé e de caminhada cristã, e conscientes compromissos na vida e na missão da Igreja, que se pretende e precisa para os nossos tempos. A minha gratidão estende-se a todos os padres do Arciprestado de Águeda. Em primeiro o seu arcipreste, Pe. Júlio Grangeia e todos os outros: padres Costa Leite, Manuel Armando, Paulo Gandarinho, João Paulo, e também ao Pe. Tavares. Obrigado a todos pelo testemunho de vida sacerdotal. Nos párocos reconheço o carinho, amizade e estima recíproca de todos os cristãos que peregrinam neste Arciprestado de Águeda.

3.Vou para a cidade de Aveiro mas uma boa parte do coração já fica e já tem o selo de Águeda. Parafraseando Ana Moura num belo fado, também eu hoje digo: “até ao fim do fim, eu vou-te amar”. Porque o podeis contar da minha parte, espero de todos, daqui em diante, a mesma amizade e a mesma oração. Pede-me a Igreja de Aveiro, por intermédio do seu Pastor, D. António Francisco, que sirva na comunidade paroquial da Glória, em Aveiro. É a comunidade onde se situa a igreja-mãe da Diocese, a Sé Catedral, onde nos poderemos encontrar em variados momentos e celebrações diocesanas que lá decorrem. Como sempre, e porque foi para isso que a Igreja me ordenou, aceitei a proposta, na certeza de que levo o mesmo entusiasmo que trouxe para Águeda, a mesma alegria e a mesma energia. Como me disse, recentemente, alguém que estimo: “Somos padres ao serviço da Igreja, onde quer que seja. Sempre “nómadas”. Assim quero continuar!

4.Permiti que saúde o Nuno Queirós, um nortenho como eu, que fará o seu estágio para a ordenação diaconal e presbiteral, aqui na UPA, neste Arciprestado de Águeda. Desejo que seja feliz nestas terras e possa ajudar outros a serem felizes, falando-lhes da grande felicidade que é seguir a Cristo, Modelo e Mestre, Caminho, Verdade e Vida.
5.António Machado, o poeta sevilhano, escreveu: Caminhante, são teus rastos/ o caminho, e nada mais;/ caminhante, não há caminho,/ faz-se caminho ao andar(…). Meus amigos: o nosso andar cruzou-se. Mas os nossos trilhos não terminam. Continuamos a andar ainda que com coordenadas diferentes. Mas vamos em frente. Prosseguimos seguros na mão de Deus. Até sempre!

Pe. José António Carneiro

27 de julho de 2011

Nova Missão! A mesma alegria!


Hoje o Bispo da Diocese de Aveiro torna público o Movimento Eclesiástico ou seja, o conjunto das nomeações que realiza em cada ano para o trabalho pastoral da diocese. O Jornal Correio do Vouga apresenta essas nomeações. Entre elas, figura também o meu nome com a nova missão que me pede a Igreja que peregrina entre o mar, a ria e a serra, por terras de Aveiro.
Depois de ano e meio por terras de Águeda, onde cheguei em Outubro de 2009 ainda como diácono, pede-me a Igreja, por intermédio de D. António Francisco, que sirva na comunidade paroquial da Glória (Sé), em plena cidade de Aveiro, como Vigário Paroquial.
No dia da minha ordenação, no ano passado, prometi ao meu Arcebispo e aos meus superiores obediência e fidelidade, atitudes que assumo e quero continuar a assumir, com determinação e na prossecução dos objectivos delineados para a minha vida: ser feliz, seguindo Jesus Cristo! Foi com esse espírito que aceitei a nova missão que passa agora por terras aveirenses, sem alterar a alegria, o ânimo, o entusiasmo, a energia, mas mantendo também as minhas tantas limitações e falhas…
Ainda não é tempo para agradecimentos nem para despedidas (se é que tem que haver despedidas!!!). Para já, este fim-de-semana regresso a Águeda para continuar o caminho e o trabalho que tenho marcado com a ainda minha equipa sacerdotal da UPA. Seguem-se, depois, as Jornadas Mundiais da Juventude onde quero estar de corpo e alma, com tantos jovens da diocese. E depois logo se verá. Mas tudo será sempre para maior glória de Deus!
Nada mais que isto está acertado. Sei que estarei na Paróquia da Glória, no próximo ano pastoral, com o Pe. Fausto e com o Pe. Virgílio, para continuar a ser feliz e a ser transparência de Deus para todos.
Como me disse, recentemente, alguém que estimo: “Somos padres ao serviço da Igreja, onde quer que seja. Sempre “nómadas”.
Assim quero continuar!

Pe. JAC

28 de outubro de 2010

Um ano em Águeda e 100 dias de padre


Quis Deus, na sucessão dos dias e na evolução dos tempos, que passasse um ano da minha chegada a Águeda (28 de Outubro de 2009) precisamente no dia que completo 100 dias de sacerdote (18 de Julho de 2010).
Uns podem dizer que é obra do acaso, eu prefiro ver como sinal de Deus…
Estamos habituados a ver a avaliação dos 100 dias ou de um ano a muitos níveis. (Por exemplo, 100 dias de governação de Sócrates, ou 1 ano de Obama à frente dos destinos dos EUA).
Não quero entrar por aí. Não se trata de fazer estatísticas.
Hoje quero apenas agradecer, porque é o sentimento que em abarca.
Agradecer a Deus o dom da vida, da fé, do sacerdócio e tantos dons!
Agradecer a família, a humana, de sangue, sempre o porto seguro onde me encontro, âncora das tribulações e das dificuldades!
Agradecer a família, a espiritual, a Igreja, o espaço da comunhão, da partilha, do crescer junto, de mãos dadas, em comunidade, ou seja em comum unidade de vidas e de vontades!
Agradecer tantos amigos, perto e longe, mas com um lugar no seu coração para mim!

A Diocese de Aveiro, o Arciprestado de Águeda, as Paróquias da UPA tem sido um tempo/lugar formidável, para o meu crescimento enquanto Padre-Pastor, à imagem do Coração do Bom Pastor, o Senhor que ama e que chama…
A vida sacerdotal e serviço, entrega e doação.
Quero continuar a ser transparência de Deus, na vida concreta e diária das pessoas. Quero ser sinal que aponta e indica, pedindo sempre ao Senhor a capacidade apontar o caminho e nunca ofuscar a sua Luz.
Quero hoje, como sempre, ser mais e continuar a ser padre para Deus e para quem mais precisar.


Ser mais com Cristo

Ando em busca do sentido
Que me leve à felicidade
E quero alcançar a verdade
Que tantas vezes tenho perdido.

Ser mais à tua imagem
Ser mais como Jesus
Ser mais é uma vantagem
Carregando e levando a minha cruz.

Só por Cristo eu vou certo
Só com Ele ando perto
Só em Cristo estou aberto
A ser mais e melhor e a não parar!

Pe. JAC

2 de julho de 2010

Livres para levar à sociedade actual Jesus Cristo-Nota Pastoral do Bispo de Aveiro sobre as ordenações presbiterais




1. Decorre nestes dias, na Casa Diocesana, o segundo turno de Retiro Espiritual dos sacerdotes da Diocese. Inspira-se este Retiro no espírito do Ano Sacerdotal que o Santo Padre Bento XVI nos convidou a viver desde Junho de 2009 a Junho de 2010, em datas balizadas pela solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

Na Carta de Abertura do Ano Sacerdotal, o Santo Padre lembrava as palavras do Cura d’Ars, ao afirmar: “Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina”.

Quando, no passado mês de Maio, Bento XVI visitou Portugal, ao falar na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, aos sacerdotes e seminaristas recordava-nos que a Bem-aventurada Virgem Maria nos guia e acompanha no caminho de fidelidade para sermos “livres e santos, para que em cada um de nós cresça Cristo, o verdadeiro consagrado do Pai e o Pastor ao qual os sacerdotes emprestam voz e gestos e de Quem são presença; livres para levar à sociedade actual Jesus Cristo morto e ressuscitado”.

Passado que foi o Ano sacerdotal, surge agora o tempo novo para continuar a aprofundar o dom e a beleza do sacerdócio apostólico, sacramento do amor redentor de Jesus Cristo, no meio deste Povo Sacerdotal que é a Igreja.

2. É neste espírito de radicalidade e de fidelidade renovadas que a graça do Ano Sacerdotal trouxe e confiou à sua Igreja que vos anuncio com grande alegria a ordenação presbiteral do diácono José Carlos da Silva Lopes, no próximo dia 11 de Julho, na Sé de Aveiro, às 16 horas, e do diácono José António Carneiro no dia 18 do mesmo mês, na Basílica do Sameiro, em Braga, às 15,30 horas.

O diácono José Carlos é natural da paróquia de S. Tiago de Ribeira de Fráguas, no Arciprestado de Albergaria-a-Velha, e será a partir da ordenação membro do Presbitério de Aveiro. O diácono José António é natural da paróquia de São Torcato, no Arciprestado de Guimarães, da Arquidiocese de Braga, onde está incardinado, tendo realizado o estágio pastoral na nossa Diocese e continuando aqui como presbítero no próximo ano.

Convido a Diocese a acompanhar com oração confiante, com afecto fraterno e com expressiva presença na Celebração de Ordenação estes nossos irmãos, que constituem um dom abençoado de Deus à Igreja de Aveiro.

Quero manifestar às suas famílias, comunidades e Seminários a gratidão de toda a Igreja Diocesana. Foram muitos, aqueles que Deus colocou no seu caminho e fez seus mediadores na hora do chamamento e no percurso de crescimento na fé, na vocação, no discernimento e na decisão destes jovens que se aproximam com alegria do ministério sacerdotal. Que Deus a todos recompense e dê à sua Igreja o dom da confiança e a certeza da fé que nos dizem que o testemunho dos sacerdotes suscita novas vocações no coração generoso de tantos jovens a quem Jesus continua a dizer: “Vem. Segue-me” (Mc 2, 14).

3.Em tempo de ordenações de novos presbíteros, tem mais sentido fazer das palavras e dos sentimentos com que o Santo Padre Bento XVI se dirigiu aos sacerdotes e consagrados (as), a voz e a gratidão de toda a Igreja: “A todos vós que doastes a vida a Cristo, desejo exprimir o apreço e o reconhecimento eclesial. Obrigado pelo vosso testemunho muitas vezes silencioso e nada fácil, obrigado pela vossa fidelidade ao Evangelho e à Igreja”.

Os primeiros discípulos perguntaram a Jesus: «Mestre, onde moras? «Vinde ver» (Jo 1,39), disse-lhes Jesus. E os discípulos viram e permaneceram.

Que também hoje os jovens, que querem ser discípulos e apóstolos de Cristo, encontrem e vejam a morada do Mestre, que é Jesus, no rosto, no coração e no testemunho de quantos decidem ser padres!

Aveiro, 29 de Junho de 2010, Solenidade de S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos.

D. António Francisco dos Santos
Bispo de Aveiro

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...