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20 de outubro de 2009

Eucaristia Bendita Seja!

Com os cristãos da paróquia de Geraz do Minho, na Póvoa de Lanhoso, reflecti este domingo sobre o Santíssimo Sacramento. Deixo aqui a minha partilha. É longa e por isso peço desculpa.

1. FORÇA DOS FRACOS E ALEGRIA DOS TRISTES

A festa que celebramos em honra do Santíssimo Sacramento é oportunidade para, por um lado, reflectirmos sobre a importância da Eucaristia na vida dos cristãos e, por outro, para nos comprometermos mais na sua vivência em todas as suas dimensões.
Desde logo, convém recordarmos que a Eucaristia é o centro da vida da Igreja e como tal centro da vida dos cristãos.
Permitam-me reflectir convosco a Eucaristia a partir da sua relação com as virtudes teologais que, como bem sabem, são três: fé, esperança e caridade.
É imprescindível afirmar que sem as três não há verdadeira Eucaristia: não há missa sem fé, como não há missa sem esperança e sem caridade.
A Eucaristia, caríssimos cristãos, é a mais surpreendente das invenções divinas que estão no seu conjunto destinadas a penetrar de forma mais profunda a existência humana.
Sabemos que a Eucaristia constitui o cume da obra da salvação. Por isso, dentro da economia sacramental possui uma excelência e uma grandeza únicas porque confere não somente a graça mas também o próprio autor da graça que é Cristo.
Na Eucaristia tudo deriva de um amor até ao extremo de uma doação ilimitada de Cristo. A Eucaristia desempenha também um papel fundamental no crescimento da comunidade cristã porque continua a nutrir, na e pela sagrada comunhão, aqueles que são chamados a levar o testemunho de Cristo e a sua Boa Nova ao mundo. Ela concede força aos fracos, alegria aos tristes e alento espiritual aos tentados, aos desnorteados e aos desiludidos.
Depois destas poucas considerações passemos a analisar a relação da Eucaristia com as virtudes teologais, a começar pela fé.

2. MISTERIUM FIDEI

A exclamação “Mistério da Fé” que fazemos em cada missa é um apelo à fé. Só a fé e por meio dela se pode acolher a oferta sacrificial que se realiza pelas palavras “Isto é o meu corpo” “Isto é o meu sangue” e a presença que delas deriva.
A fé na Eucaristia não é de ordem secundária nem é um anexo. Jesus que montou a sua tenda no meio dos homens é o “pão vivo descido do céu” (Jo 6, 53) e quer dar-se como alimento, mas primeiro exige uma adesão de fé.
O Mestre pretende afirmar que não é possível seguir os seus passos sem acreditar na Eucaristia. Precisamos, por isso, de ter uma fé eucarística.
Acreditar que o pão e o vinho que vemos se tornam Corpo e Sangue de Cristo requer um impulso de fé, um salto invisível sempre renovado.
Passar dos sentidos, do que é sensível, ao mistério é aquilo que nos é pedido em cada celebração.
Então, aquela expressão do cânone da missa – “Mistério da Fé” – irrompe como grito de alegria. É a alegria do mistério de Cristo presente no meio do mundo por meio do Santíssimo Sacramento da sua presença.

3. SACRAMENTUM CARITATIS

A Eucaristia está também em profunda relação com a caridade. Não foi por acaso, estimados cristãos, que o Papa Bento XVI escreveu a exortação apostólica pós-sinodal “O Sacramento da Caridade”.
Além de “mistério da fé” (misterium fidei), a Eucaristia é também “sacramento da caridade” (sacramentum caritatis).
A fé, como sabemos, é animada pela caridade. Ora, caros cristãos, sempre que Jesus pedia uma adesão de fé, pedia também um movimento de amor pelo qual as pessoas se unissem a Ele e ao Pai.
Jesus recordou várias vezes o preceito “amarás o Senhor com todo o teu coração, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças” (Dt 6, 5; Mt 12, 30).
Este mandamento exige a pessoa toda inteira e encontra aplicação na Eucaristia: Cristo eucarístico dado a todos quer ser acolhido por todos na comunhão por meio desse mesmo amor.
Os que recebem e se alimentam da mesa eucarística são exortados a adorá-lo e a amá-lo nas mesmas circunstâncias que exige o preceito.
Mas, Jesus não se fica pelo amor ao Senhor e depressa junta o amor ao próximo. “Amarás o próximo como a ti mesmo” (Lc 19, 18; Mc 12, 13) é o segundo inciso do mesmo mandamento.
Na última Ceia, Jesus revela todo o alcance da caridade que pretende instaurar. Logo depois de instituir a Eucaristia enuncia um novo mandamento: “Assim como eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13, 34; 15, 12).
Jesus ordena que o imitemos no amor de quem se faz último, pequeno e oferecido. Amar como Jesus amou é um objectivo elevadíssimo mas alcançável àquele que recebe a forço do alto superando tendências egoístas e chegando à generosidade e à gratuidade do amor.
O alimento eucarístico – pão e vinho consagrados – deixa em nós uma potência de amor capaz de enfrentar dificuldades e superar obstáculos.
Santa Teresinha do Menino Jesus escreveu a respeito da força da caridade que brota da Eucaristia, uma belíssima poesia:

“Jesus minha sacra e santa vida
Tu sabes bem, meu Rei divino
Que sou um cacho dourado
Que deve desaparecer por ti.
Na prensa do sofrimento
Te provarei o meu amor eterno
Nada mais quero aqui na terra
Do que imolar-me em cada dia”.
[Poesia, 25]

A Eucaristia permite desenvolver múltiplas virtualidades do amor. Isto porque é o coração de Cristo que possui a plenitude do amor, essencialmente aquele que se doa até ao fim, sem limites nem reservas.
O inciso “como eu vos amei” desafia a seguir o amor de Cristo estabelecido no alto da cruz. Uma vertente desse amor tem a ver com a atitude do serviço expressa altamente no gesto desconcertante do “lava-pés”. Neste momento, Jesus faz-se servo de todos, dando um testemunho de impressionante humildade que brota da obediência e do amor.
Consciente da sua soberania, não recorre ao seu poder para esmagar ou dominar, mas para servir. Por isso, ninguém é tão humilde quanto Jesus.
Cada Eucaristia que celebramos reproduz esse gesto de humildade, porque Ele continua a fazer-se alimento e bebida daqueles que O amam. Põe-se ao serviço da humanidade, alimentando-a.
A Eucaristia é, assim, manifestação discreta de um amor humilde e gratuito. Cristo insiste em que o sigamos com humildade e a Eucaristia responde a esse temor de fugir da via dolorosa – da via crucis – fazendo brotar a caridade através do sacrifício e da entrega generosa e sem limites.

4. ESPERANÇA QUE NÃO ENGANA

A última das virtudes teologais – que na enunciação tradicional é a segunda – é a esperança. A Eucaristia revela-se rica de esperança, aquela que aponta o destino individual e o da humanidade.
Aquele que come a Eucaristia tem a vida eterna, pois os dons eucarísticos garantem, no fim dos tempos, a recompensa prometida por Cristo: “quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna”.
Do ponto de vista do destino da humanidade as palavras de S. Paulo são bem elucidativas: “todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste sangue anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.
A Eucaristia contribui assim para a vinda última e definitiva que aguardamos em “jubilosa esperança”, quando Cristo for tudo em todos.
Santo Inácio de Antioquia dizia que “a Eucaristia é fármaco de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver para sempre em Jesus Cristo”.
A Eucaristia, portanto, conduz à esperança e dá-lhe a força para esta se concretizar. Introduzindo Cristo na comunidade cristã, contribui para a sua vinda última.
O Santíssimo Sacramento da Eucaristia confere aos seguidores de Cristo e aos seus evangelizadores a força que necessitam. Esse augusto sacramento orienta para o futuro, para o ponto culminante, para o destino final, o banquete das núpcias do Cordeiro.
Por isso, a Eucaristia é fonte inesgotável de esperança, uma esperança que não engana nem se engana, como diz S. Paulo, porque é esperança em Cristo que nunca desilude.

5. EUCARISTIA, BENDITA SEJA!

Irmãos caríssimos, o Santíssimo Sacramento da Eucaristia e para nós penhor de salvação e garantia de que Cristo nos continua a amar e a querer permanecer connosco no meio das alegrias e das esperanças, mas também no meio do sofrimento e das tribulações.

Em gratidão, por mim e por vós rezo:

Eucaristia, fonte de vida, imortalidade,
Imensidão de graça e verdade.
Eucaristia, Corpo e Sangue do Senhor,
Sacramento e milagre de amor.

Eucaristia, primavera constante de inovação,
Corpo e Sangue de Cristo, sob a aparência de Pão.
Eucaristia, banquete pascal,
Refeição que nos dá o essencial.

Eucaristia, dom gratuito de Deus Amor!
Doação infinita de Cristo Senhor.
Eucaristia, sol radioso que alumia e fortalece,
Conforto e remédio de quem padece.

Eucaristia, mistério pascal e dimensão de eternidade,
Fogo de amor, grandeza e fecundidade.
Eucaristia, pão dos famintos que se querem renovar,
Sacramento de vida que se consagra, no altar.

Eucaristia, sorriso de Deus, partilha com o irmão,
Loucura de um Deus que quer habitar nosso coração.
Eucaristia, alimento reconfortante que nos conduz a Deus,
Fonte fecunda que revigora os filhos Seus.

Eucaristia, força criadora da Humanidade,
Amor profundo do Deus Trindade.
Eucaristia, gerada na Cruz do Senhor,
a maior invenção de Deus Amor!

Eucaristia, Sacramento de esperança e comunhão,
Presença de Cristo, nosso irmão.
Eucaristia, o grande suporte da vida da Igreja,
Pão dos fracos e dos fortes, Bendita seja.
[Irmã Maria Aurora, FMNS, adaptado]

16 de outubro de 2009

Adoro te devote




Este domingo vou pregar ao Santíssimo Sacramento. Isso faz-me reler e partilhar São Tomás de Aquino. Aliás, a partilha é um elemento da Eucaristia.

Adoro te devote

Ó Jesus, eu te adoro, hóstia cândida
Sob aparência de pão nutres a alma.
Só em ti meu coração se abandonará
Pois tudo é vão quando te contemplo.

Olhar, gosto e tacto não te alcançam
Mas a tua palavra permanece firme em mim:
És Filho de Deus, nossa verdade;
Nada mais há de autêntico, quando tu nos falas.

Na cruz escondeste a divindade,
Embora sobre o altar velas pela humanidade;
Homem-Deus, a fé a mim te revela,
Como ao bom ladrão, dá-me o céu, um dia.

Mesmo que tuas chagas não me mandes tocar
Grito com Tomé: “Tu és o meu Senhor”;
Cresça em mim a fé, quero em ti esperar,
Só em teu amor encontra paz o meu coração.

És memória eterna da morte do Senhor,
Pão vivo, vida, em mim tu te transformas
Faz com que a minha mente de ti a luz extraia,
E do teu maná em si conserve sabor.

Qual pelicano, nutre-nos de ti;
Do pecado, grito: “Lava-me, Senhor”.
Teu sangue é fogo, que queima o nosso erro,
Uma só centelha a todos pode salvar.

Agora fito a Hóstia que te esconde de mim.
Ardo com a sede com que anseio ver-te:
Quando esta carne se dissolver,
O teu rosto, luz, se revelará.

Ámen.

13 de junho de 2009

Arcebispo Primaz incentiva criação de Escola de Leitores



Milhares de pessoas nas ruas celebraram “Corpo de Deus”


O Arcebispo de Braga voltou ontem a pedir que os arciprestados invistam na criação de Escolas de Leitores. No dia do “Corpo de Deus”, que levou milhares de pessoas às ruas da cidade, D. Jorge Ortiga defendeu e reafirmou a importância do ministério do leitor e deixou desafios à «inovação» como forma de debelar dificuldades e de garantir a «estabilidade necessária que impede situações de insegurança social».
Presidindo à celebração que decorreu na Sé Catedral, o prelado afirmou que «a qualidade das celebrações está a merecer uma renovada consciencialização sobre o papel e a importância dos leitores». D. Jorge Ortiga destacou, depois, que o Concílio Vaticano II ainda não provocou nos cristãos «aquela sensibilidade que a recepção duma coisa preciosa para a vida deveria suscitar».
A partir do pensamento de Bento XVI, o Arcebispo revelou, procurando concretizar o plano pastoral sobre a Palavra de Deus, que a reforma litúrgica «não passa só por alteração das cerimónias», correndo-se o risco de serem apenas «exterioridades sem conteúdos e verdadeiro valor celebrativo».
Com a Sé Catedral totalmente cheia, D. Jorge Ortiga referiu que a Eucaristia é, também, «encontro de um corpo solidário», não devendo acontecer que «depois da celebração alguém se sinta só». Sentenciando que «o anonimato não pode ser atitude dos católicos» desafiou os fiéis à partilha e à comunhão de bens materiais, à imagem do que faziam as primeiras comunidades cristãs.
Baseando-se na dimensão do amor fraterno denunciou o «passivismo» de muitas pessoas com necessidades económicas e de outra ordem que esperam respostas das entidades e instituições existentes, mas não se colocam numa atitude mais pró-activa. «Os Centros Sociais Paroquiais e outras instituições da Igreja são só e apenas uma parte da solução» dos problemas da sociedade. Além do mais, «contentar-se com receber ajudas, de direito ou de caridade, pode ser um engano», frisou, contrapondo que «só apostando na inovação e acreditando nas capacidades, se consegue a estabilidade necessária que impede situações de insegurança social».
A missa solene, em dia litúrgico do “Corpo de Deus”, foi concelebrada por algumas dezenas de sacerdotes. O coro do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo encarregou-se da animação litúrgica.

Tarde de sol permitiu
milhares nas ruas
A procissão do “Corpo de Deus” saiu da Sé Catedral logo no final da missa e também esta incorporou várias centenas de fiéis. As principais ruas do casto histórico da cidade estavam “apinhadas” de pessoas, umas com atitudes de verdadeiros “espectadores”, outros com uma atitude mais participativa, que inclusivamente ajoelhavam à passagem do pálio, onde o Arcebispo Primaz transportava, na custódia, o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, ou então entoavam, juntamente com o coro, os tradicionais cânticos eucarísticos.
Incorporados na procissão iam particularmente muitos cristãos das 63 paróquias do arciprestado, acompanhados, na maior parte dos casos, pelos párocos.
Cruzes paroquiais, velas e bandeiras (maioritariamente do Santíssimo Sacramento, foram os símbolos e objectos transportados pelos “pegadores”. Destaque também para a presença de muitas crianças e adolescentes que celebraram, em muitos casos hoje, a Primeira Comunhão ou a Profissão de Fé (Comunhão Solene).
Antes do pálio, que encerrou a procissão, o sol fazia reluzir as pedras preciosas de oito mitras que pertencem ao Tesouro-Museu da Sé Catedral e que foram usadas por alguns Arcebispos de Braga ao longo da história.

17 de fevereiro de 2009

Braga assinala 300 anos de Lausperene



A Arquidiocese de Braga vai assinalar, no próximo ano pastoral, os 300 anos da instituição do Lausperene Quaresmal com uma exposição eucarística itinerante e com diversos momentos celebrativos em todos os 14 arciprestados.
Este acontecimento, que foi abordado anteontem, na segunda parte do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, vai permitir, segundo o cónego José Paulo Abreu, que todas as 551 paróquias da Arquidiocese se comprometam na iniciativa, seja colocando algum do seu espólio à disposição, seja ainda, participando em momentos de oração e celebração.
Em declarações ao Diário do Minho, o Vigário Geral da Arquidiocese de Braga confirmou que a iniciativa está a ser devidamente preparada com a finalidade de assinalar a data e sem esquecer a ligação ao triénio pastoral dedicado à Palavra de Deus.
Ainda sem grandes datas marcadas e sabendo-se apenas que a comemoração vai começar em Setembro, no início do ano pastoral 2019-2010, o cónego José Paulo Abreu fez saber que para substituir os encontros com São Paulo, orientados por D. António Couto, em quatro locais da Arquidiocese durante este ano, vai ser apresentada uma exposição eucarística em cada um dos arciprestados.
Para esta, as paróquias serão convidadas a disponibilizar algum do seu espólio artístico e litúrgico, como custódias, paramentos com símbolos eucarísticos, sacrários, cálices, patenas, cibórios entre outras peças que mantenham ligação ao Lausperene, como por exemplo, as tradicionais tribunas.
Estas mostras deverão estar em cada um dos arciprestados entre duas e três semanas e deverão contar com a participação de todos os cristãos, manifestando, por um lado, a fé e a devoção ao Santíssimo Sacramento e alimentando, por outro, um salutar bairrismo em visitar uma exposição que terá peças provenientes das paróquias de cada um.
A esta vertente mais cultural e artística deverá corresponder, segundo o capitular bracarense que é natural de Guimarães, um clima celebrativo em toda a Arquidiocese, valorizando-se particularmente a celebração da Palavra e a Eucaristia.
Neste sentido, pretende-se que as paróquias participem em momentos de oração comunitária, interparoquial ou arciprestal, seja preparando esses mesmos momentos, seja apenas marcando presença e rezando.
Finalmente, esta celebração dos 300 anos do Lausperene Quaresmal não pretende ficar alheia à dimensão da Palavra de Deus até porque o acolhimento da Boa Nova por parte dos cristãos também se faz na Eucaristia, o Santíssimo Sacramento.

Exposição do Santíssimo
e não exposição de flores

Como já se deu a entender, a instituição do louvor perene (Lausperene) deve-se à cúria e à solicitude de D. Rodrigo de Moura Teles que o estendeu a toda a Arquidiocese nos cerca de 28 anos em que foi Arcebispo de Braga e Primaz de Espanha.
Segundo Silva Araújo, num trabalho publicado a propósito do 3.º Congresso Eucarístico Nacional que se realizou em Braga em 1999, o Secretariado Permanente do Conselho Pastoral considerou os lausperenes «momentos de importância ímpar». A cadeia existente na Arquidiocese, acrescentou, «é um estímulo que terá de ser aproveitado, não para uma “exposição” de flores ou feira de vaidades», mas para educar e conduzir a um encontro transformante com Cristo.
O reitor da Basílica dos Congregados recorda ainda que «em vários locais, pondo de lado a respeitável tradição do adorno das tribunas, altas e distantes, decidiu-se expôr o Santíssimo em cima do altar», facto que considera mais correcto e mais respeitador das orientações do Magistério da Igreja.
Para Silva Araújo «o Lausperene deve ser vivido como momento forte de tomada de consciência do que a Santíssima Eucaristia é» e também de como se deve viver ao longo do dia. Além disso, a adoração prestada a Jesus persente na Eucaristia «deve ser um momento privilegiado para reflectirmos sobre o dever de eucaristizar a vida, vivendo-a em acção de graças e colocando-a ao serviço dos outros» conclui o texto de Sila Araújo.



Tradição enraizada
na cidade de Braga

Conservando-se a tradição cujo início remonta ao tempo de D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728), a abertura do Lausperene Quaresmal na cidade de Braga decorre como habitualmente na Quarta-feira de Cinzas, este ano no dia 25. Assim, neste dia na Sé Catedral, a partir das 8h30 começa o Lausperene que vai percorrer dezenas de igrejas principalmente do centro urbano da cidade (ver calendário nesta página). Pelas 21h30 tem lugar, também na Sé, a Eucaristia com a imposição das cinzas, assinalando o início da caminhada quaresmal.
A exposição do Santíssimo Sacramento para adoração dos fiéis é uma devoção com raízes profundas e assumida pelas diferentes comunidades paroquiais e religiosas de Braga.

Calendário
do Lausperene
de 2009

Fevereiro 25 – 26 Sé Primaz
27 – 28 Seminário Conciliar
Março 01 – 02 Misericórdia
03 – 04 Penha
05 – 06 Salvador
07 – 08 Santo Adrião
09 – 10 Cividade
11 – 12 Lapa
13 – 14 Asilo de S. José
15 – 16 Ferreiros e Terceiros
17 – 18 São João do Souto
19 – 20 São Lázaro
21 – 22 Santa Cruz
23 – 24 São Victor
25 – 26 Maximinos
27 – 28 Pópulo
29 – 30 Hospital
Abril 31 – 1 Carmo
2 – 3 Congregados
4 – 5 S. Vicente
6 – 7 Senhora-a-Branca
8 – 9 Instituto Mons. Airosa

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...