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26 de novembro de 2011

Advento 2011. "Caroços de azeitonas" para o caminho


Advento
Tempo de graça.
Oportunidade.
Tempo para recentrar a vida no essencial,
Tempo para voltar o coração para Deus.
Tempo de (re)começo!
Tempo para preparar...
Deus Vem! 
Ao ler "Caroço de Azeitona" percebi como Erri de Luca, um não crente, marca a sua vida pela leitura de um "punhado" de versículos bíblicos, em hebraico, ao que ele chama "um caroço de azeitona", que fica a remoer na mente durante esse dia.
Aprendi a licção.
Neste tempo de Advento que começa proponho-me fazê-lo para mim, em primeiro, e a partilhá-lo. Retomo com a frequência diária o meu blogue para aqui colocar um "punhado de ideias", a partir da Palavra, para ficar como "caroço de azeitona, a remoer quem quiser...
Faço-o com a devida ligação à Caminhada de Advento-Natal 2011-2012, proposta pela Vigararia da Educação Cristã, da Diocese de Aveiro, com o lema "Família, Esperança e Dom!


 

12 de abril de 2011

Ufa: ainda consegui hoje porque me "segredaram" ao ouvido!



Olá a todos os companheiros de caminhada.

Sei que as desculpas não se pedem, evitam-se!
Mas hoje sinto-me na obrigação de as pedir.

Eu sei que todos sabem da dificuldade da vida dos padres por estes dias de quaresma. E a minha não é diferente!
Entre confissões, celebrações, vista aos doentes... o tempo todo se esvai!...
Deixai que vos diga que hoje estive de manhã a confessar, a sacramentar e a celebrar Missa com doentes e idosos da Casa de Repouso, em Barrô. De tarde, estive a visitar doentes também na paróquia de Barrô. Pelas 17h, em Fermentelos a confessar dezenas de pessoas. Às 19h15, em Águeda, a presidir à Missa. Às 21h00 na igreja da Trofa a confessar durante 1h30minutos...
E só agora, (porque na Trofa alguém me segredou ao ouvido que era eu a escrever no blogue!) ao chegar a casa, para descansar de um dia muito cheio, dei conta que era mesmo o meu dia de partilhar convosco, sugerindo passos para a nossa caminhada conjunta....
Por tudo peço perdão. Sei que estive a fazer hoje e nestes dias intensos de Quaresma o que é a minha obrigação, minha missão e meu ministério! Todos compreenderão, com certeza.

Mesmo assim, não podia dormir descansado sem umas linhas de partilha para a nossa caminhada.
Volto a pedir desculpa pela minha acentuada, mas também aparente ausência. Pelo menos na minha oração não me esqueço dos meus colegas caminhantes.

E hoje partilho apenas e só mais um poema, escrito como resposta a liturgia de hoje:


Sei que és o Filho de Deus, Jesus,
E que Te fizestes homem para ensinar
Por meio da vida que levastes.
Muitos não compreenderam
Interpretaram mal
Ou não quiseram compreender
Por seres incómodo.
Hoje, quero que me faças coerente
Na vida e nas palavras.
Retira-me a hipocrisia e a falsidade
Das acções que não se coadunam com as palavras.

Quero que sejas meu ânimo
Minha bússola orientadora.

Que sejas minha força:
Tua Palavra alimento,
Tua amizade entusiasmo.
E Tu sejas sempre o meu centro.

25 de março de 2011

Deus é meu Pai ou meu Patrão? - Caminhada da Quaresma-Páscoa 2011


Continuamos a querer firmar os nossos passos para depois, com coragem, podermos afirmar a nossa fé.
Mais um passo do nosso caminho. E que belo passo temos hoje. Reforça-se a nossa confiança na certeza de que Deus é Pai de Amor e não nosso patrão.
Conhecemos quase de cor a parábola chamada do filho pródigo, mas que poderá ser chamada, mais correctamente, do Pai Pródigo ou então dos Dois Filhos.
Há uns anos, ouvi o então Padre António Couto, hoje Bispo Auxiliar de Braga, falar deste texto com tanta profundidade e ao mesmo tempo tanta simplicidade e beleza que hoje, apesar de longo, não hesito em partilhar com todos a riqueza da mensagem.


«Temos a grande parábola de Lucas 15. Esta página lucana tem lugar garantido em qualquer antologia dos mais belos textos de todos os tempos.

É a história dos pecadores e dos publicanos, dos escribas e dos fariseus, de que todos temos um pouco. Todos se aproximam de Jesus: os primeiros para o escutar com alegria; os segundos para o criticar com azedume pelo facto de ele receber os primeiros e comer com eles. Há, portanto, aqui um comportamento novo, misericordioso, inclusivo e acolhedor por parte de Jesus. Por isso dele se aproximam os pecadores, até então marginalizados e hostilizados pela tradição religiosa vigente; por isso o criticam os fariseus e os escribas, os garantes da velha tradição religiosa, rigorosa e exclusivista.

A estes últimos conta Jesus uma parábola. (…) Note-se também que, para escutarmos correctamente «esta parábola» de Jesus, é do lado dos fariseus e dos escribas que nos devemos postar, dado que é para eles que Jesus conta a parábola. Para eles e para o nosso lado orgulhoso e exclusivista. É notório que, dado o desenrolar da história contada por Jesus, nos revemos habitualmente naquele filho que sai de casa e que acaba por voltar, sendo recebido por um Pai carinhoso que o espera de braços abertos. Mas, para que a história nos caia em cima, é do outro lado que nos devemos colocar. (…)
Mas já Jesus traz para a cena, sem deixar a audiência respirar, um Pai excepcionalmente maravilhoso e bom, em quem pulsa um imenso coração e vibram entranhas de misericórdia. Tem dois filhos, que nos representam a todos: um claramente pecador, que opta por sair de casa, depois de ter pedido ao pai a sua parte da herança. Note-se que todo o pai dá três coisas aos seus filhos: o pão, todos os dias; roupas novas, nos tempos festivos; a herança, uma única vez na vida, pouco antes de morrer. O pedido deste filho assume, portanto, um imenso dramatismo. Fazendo o pedido que faz, este filho como que mata o pai, ao mesmo tempo que morre como filho! Não quer mesmo mais ser filho nem depender de nenhum pai.
Parte para longe, gasta tudo, torna-se um assalariado desamparado, guarda porcos, vive abaixo de porco (não lhe é sequer permitido comer com os porcos, como os porcos!). É o seu ponto mais baixo. Pensa então em voltar para casa, mas como assalariado, não como filho. É então que a surpresa enche outra vez a cena. Quando nós regressamos a casa, a Deus, nunca encontraremos um Pai distraído, ou que mudou de residência, ou que responde de forma brusca e fria. Está lá sempre à nossa espera, de braços abertos, reabilita-nos como filhos fazendo-nos vestir «o primeiro vestido», o que tínhamos abandonado, o de filhos, faz uma festa, mata o vitelo gordo, prepara um banquete, chama uma orquestra! Alegria excessiva deste Pai pródigo de amor e misericórdia!
É aqui que surge o outro filho, retratado como um bom cumpridor de ordens, um «justo» fariseu, igualzinho aos fariseus «justos» que tinham aparecido no início da história. Tal como estes, também este filho se acha com direitos sobre Deus. Em Deus não vê um Pai, mas um patrão que tem de lhe pagar, pois «nunca transgrediu uma ordem dele». Sempre igualzinho aos fariseus que no início da história citicavam Jesus porque acolhia e comia com os pecadores, também este filho critica o seu pai por acolher e ter tudo preparado para comer com um pecador! O Pai implora-lhe que entre para o banquete da alegria. Mas a história termina sem nos dizer se este filho, que somos também nós, entra ou não entra. Final estratégico. Afinal a história de Jesus foi contada para os fariseus, e nós devemos ter compreendido que devemos tomar lugar ao lado deles, para sermos atingidos em cheio pela história. A história termina sem nos dizer se aquele filho, fariseu, entrou ou não entrou na sala da alegria. Não nos esqueçamos que a história foi contada para nós. É então a nós que cabe tomar a decisão! Como vemos Deus? Como um Pai ou um patrão? E os nossos irmãos são para nos alegrarmos com eles ou para os insultarmos?
É também interessante notar que os dois filhos desta história falam ao Pai, ao seu Pai comum, como fazem os cristãos. Como fazemos nós. Mas em nenhum momento da história se falam um ao outro. Se calhar, também como nós. Só sabemos falar por trás, entre raivas acumuladas e insultos. Parece que também neste aspecto a história de Jesus põe a nossa vida a descoberto!
Por último, a história que ouvimos mostra-nos e adverte-nos que tanto nos podemos perder lá longe, como o primeiro filho, como nos podemos perder em casa, como o segundo filho. Atenção, portanto: podemos andar perdidos em casa, numa casa fria, sem Pai e sem irmãos, sem lareira, sem mesa e sem alegria! Todos os cuidados, portanto!»
Com a devida vénia a D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga

Diante disto, só deixo a caneta e o coração rezar:

Tantas vezes me ausentei
procurando em atalhos
a felicidade verdadeira.

Iludido pensei que a encontrei
mas depressa constatei
que era pura falsidade.

Por terra caído
levanto-me confiante
e volto a Ti de novo.

Esperas-me de braços abertos – bem sei –
volte quando voltar, lá estarás
para me abraçar.

E não ficas por aí:
fazes festa comigo,
festa de encontro e acolhimento
festa de família,
porque és meu Pai
e eu serei sempre Teu filho.

Eis-me aqui sempre de novo.
Pe. JAC

Amanhã ou melhor domingo porque ainda publico este texto na sexta-feira, continuamos com Maria Luiza

9 de março de 2011

Quaresma: Vais faltar a um jantar romântico?


«Diz agora o Senhor: «Convertei-vos a Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos. Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é clemente e compassivo, paciente e misericordioso, pronto a desistir dos castigos que promete. Quem sabe se Ele não vai reconsiderar e desistir deles, deixando atrás de Si uma bênção, para oferenda e libação ao Senhor, vosso Deus? Tocai a trombeta em Sião, ordenai um jejum, proclamai uma reunião sagrada. Reuni o povo, convocai a assembleia, congregai os anciãos, reuni os jovens e as crianças. Saia o esposo do seu aposento e a esposa do seu tálamo. Entre o vestíbulo e o altar, chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, dizendo: ‘Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo e não entregueis a vossa herança à ignomínia e ao escárnio das nações. Porque diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?’». O Senhor encheu-Se de zelo pela sua terra e teve compaixão do seu povo.»
(Joel 2, 12-18)

Hoje é Quarta-Feira de Cinzas. Começamos o tempo litúrgico da Quaresma que coloca o acento e nos coloca a nós naquilo que é essencial: colocar o nosso coração em Deus, que nos chama para um belo jantar romântico de 40 dias.
A Quaresma surge como uma oportunidade dada por Deus, como graça, para fazermos caminho, a fim de não nos acomodarmos às nossas coisas, aos nossos umbigos, às nossas vidas.
É, por isso mesmo, tempo de deixar de lado o egoísmo e tempo para passarmos a ser mais teocêntricos e mais cristocêntricos.
Além disso, a Quaresma é possibilidade de nos recentrarmos. Pela voz do profeta Joel, com recurso a uma linguagem directa e incisiva – usando nada mais nade menos 12 verbos no imperativo – Deus diz agora – que é hoje – a todos nós: “Convertei-vos a Mim de todo o coração” e ainda “Rasgai os vossos corações”.

Com a devida vénia ao autor (que não consigo precisar) partilho um texto que encontrei num blogue e que ajuda a olhar de um modo diferente e belo este tempo favorável que nos é dado de graça e como graça.

Há dias, num programa de televisão, determinada figura pública, questionada sobre as discotecas, respondia que não gostava e não frequentava pois, mesmo que falassem aos gritos não conseguia ouvir, nem fazer-se ouvir. Além do mais, quando tinha coisas importantes para dizer, procurava lugares tranquilos, serenos e silenciosos. Nomeadamente, quando quer dizer à sua esposa que a ama, convida-a para um jantar romântico, pois em ambiente sereno e tranquilo, consegue ouvir e fazer-se ouvir.
Entendi, de imediato, a razão de ser da Quaresma: 40 Dias de Jantar Romântico. Deus quer dizer-nos que nos ama, pois “É Amor” (cf. 1 Jo 4, 8), quer convidar-nos a ser “Seus imitadores” (cf. Filip 3, 17), pois somos criados à sua imagem e semelhança (cfr. Génesis 1, 26 ss), o mesmo é dizer que nos criou com uma capacidade infinita de amar. Porque nos quer dizer isto, chama-nos à serenidade e sobriedade da Quaresma, pois só assim se consegue fazer ouvir. Na correria e na lufa-lufa do dia-a-dia, Ele tenta fazer-se presente e audível, chega mesmo a gritar, mas… não se consegue fazer ouvir, porque andamos distraídos, ocupados, descentrados, dispersos… por isso, nos convida à Quaresma. Convida-nos, ao jejum, à oração e à esmola. Convida-nos a entrar dentro de nós para O encontrar, pois: “«Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, Nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada»” (Jo 14, 23).
Para que tal suceda: menos diversão, menos barulho, menos televisão, menos internet, menos café, menos tabaco, menos alimento… mais silêncio, mais oração, mais escuta e meditação da Palavra de Deus, mais generosidade, mais atenção ao próximo, mais perdão… mais encontro com Deus: “Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem como se reflecte o sol no límpido cristal” (Beata Isabel da Santíssima Trindade).
Para que seja possível escutá-l’O: "É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração" (Os 2, 16), identificá-l’O e encontrá-l’O: “Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40), é fundamental que, na nossa vida, de discípulos, aconteça este anual Jantar Romântico de 40 dias, que desagua na nascente da Vida Nova, na festa da Vida Nova, na PÁSCOA. Em que poderemos cantar, com a vida, o Hino da alegria de nos encontrarmos mais parecidos com Cristo, que imprime em nós, ao longo deste “Jantar Romântico de 40 dias”, a Sua imagem: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).

Rezo por todos para que aproveitemos este banquete gratuito,
este belo jantar romântico:
Ó Deus Pai
Damos-Te graças
Porque nestes dias da Quaresma
És grande e amoroso connosco.

Chamas-nos para que reconheçamos a nossa realidade
E voltemos o nosso coração para Ti.

Confessamos que, como crianças,
Queremos viver de desejos à nossa medida.

Tu, ó Deus de bondade e compaixão,
Gritas e vens ao nosso encontro
Para mudarmos o rumo.

Damos-Te graças
Porque caminhas connosco
Neste tempo de Quaresma
Rumo à Páscoa do Teu Filho.

Amanhã caminhamos com a Maria Luiza

Pe. JAC

8 de março de 2011

Bloggers a Caminho na Quaresma-Páscoa 2011

Firma os teus passos. Afirma a tua fé!

À semelhança de outros momentos, um grupo de pessoas que têm blogue associa-se para uma caminhada conjunto, neste tempo de Quaresma-Páscoa, que já nos bate à porta.
Somos 17!
Hei-nos aqui Senhor, ao Teu dispor que esta caminhada seja feita segundo a Tua vontade.

Quarta-feira 
9/3/2010
Pe JAC
Quinta-feira
Maria Luiza

Sexta-feira
11/3/2010
Gisele

Sábado
12/3/2010
Felipa

Domingo
13/3/2010
Dulce

Segunda-feira
14/3/2010
Teresa

Terça
15/3/2010

Quarta-feira
16/3/2010
Ailaime

Quinta-feira
17/3/2010
Lucinha

Sexta-feira
18/3/2010
Joaquim

Sábado
19/3/2010
Marili

Domingo
20/3/2010
Malu

Segunda-feira
21/3/2010
Sandra

Terça-feira
22/3/2011
ACR Viana do Castelo

Quarta-feira
23/3/2011
Giovana

Quinta-feira
24/3/2011
Carmo

Sexta-feira
25/3/2011
Utilia
O caminho faz-se caminhando. Mãos à obra!

8 de janeiro de 2011

Conclusão da Caminhada de Advento/Natal 2010

Último dia
Domingo do Baptismo do Senhor


Deixa Deus falar:

Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão, para ser baptizado por ele. Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser baptizado por Ti e Tu vens ter comigo?». Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse. Logo que Jesus foi baptizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».
Mt 3, 13-17


Procura compreender o que Ele te diz:

Confundindo-se com os pecadores do Seu tempo, Jesus submete-se ao baptismo de penitência de João, num gesto de humildade, que enche de admiração o Precursor. O Pai, porém, glorifica o Seu Servo, proclamando que ele é o Seu Filho.
A Boa Notícia da salvação, começa pois, com este anúncio solene: Jesus Cristo, é, verdadeiramente, o Filho de Deus.
Ele desce para que nós subamos. O Jordão torna-nos filhos do Filho e irmãos em Jesus Irmão.
Hoje olhamosJesus vergado sobre a água do Jordão, a fim de nos dar o exemplo e para se mostrar integralmente solidário com a nossa humanidade.
É Deus Pai que nos apresente Jesus: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência.
Notemos que Jesus não é somente servo mas também Filho. É como Filho e Servo que o vemos.
O Baptismo de Jesus revela a sua missão: agir pela força do Espírito Santo, pregando, anunciando, fazendo milagres, vivendo em total e amorosa obediência ao Pai que o levará a estender os braços e a doar-se no alto da Cruz.
Isto porque o Filho Amado é também o Servo do Senhor.
Contemplando o belo quadro do baptismo renovemos as nossas promessas e compromissos baptismais.

O que respondes a Deus que te fala?

Tu, Senhor,
Baixando ao Jordão
Fizestes-nos subir para o Pai.
Faz que a partir deste Natal
Sejamos, de facto, Filhos e Irmãos.

Rezemos a oração dos filhos e dos irmãos:
Pai Nosso…

Avaliação da Caminhada:

Objectivamente, termina hoje a nossa caminhada. Com a Festa do Baptismo do Senhor termina o tempo litúrgico do Natal. Amanhã é já Segunda-feira da I Semana do Tempo Comum.
Cabe-me uma palavra geral, conclusiva desta nossa caminhada.
No cômputo geral, pareceu-me bem. A participação foi comprometida por todos. E até aquele impasse vivido na semana antes do Natal permitiu que todos nos pudessemos comprometer mais no intuito colocado no início da nossa caminhada.
Gostava de realçar a elevação espiritual colocada nas participações. Efectivamente o Espírito de Deus sopra onde quer e como quer e, não duvido que soprou nos nossos corações e mentes, durantes estas dezenas de dias de Advento e Natal.

Com a nossa caminhada não beneficiamos apenas nós. A página do Facebook (palmas ao Fernando Cassola!) permitiu alargar os nossos horizontes a outros “amigos reais e virtuais”. Também eles, com certeza, tiveram possibilidade de ter um Advento e um Natal mais rico, mais santo.
Mas, a palavra de agradecimento é para todos e para cada um!

Continuo a crer que as novas tecnologias da informação e da comunicação são âmbito privilegiado para a Igreja. E o Papa tem alertado para isso… Da minha parte não esmoreço nem desanimo em afirmar a minha fé em Jesus neste que é um espaço virtual. Creio que todos estão comigo neste propósito!

Depois de afirmar isto, possivelmente poderá não cair bem o que digo agora a seguir: espero e quero que continuem a existir este tipo de caminhadas, particularmente nos tempos litúrgicos mais fortes. No entanto, comprometendo-me nessas mesmas caminhadas, não assumirei mais nenhuma vez o papel de moderador/coordenador (como lhe quiserem chamar). Não há outro motivo para esta decisão a não ser a minha extrema dificuldade de tempo. Nove paróquias e mais todos os trabalhos pastorais arciprestais e diocesanos que me pedem não me permitem a necessária disponibilidade para esse trabalho, deixai-me dizer, mais logístico e organizativo. Espero que outros possam assumir esse trabalho já na próxima Quaresma/Páscoa.

Resta uma palavra final, carregada de esperança e confiança.
A mão do Senhor sustém-nos.
É lá que estamos gravados e tatuados.
Não esqueçamos que Ele está connosco até ao fim dos tempos.
Oxalá, possamos nós estar com Ele até ao fim do nosso tempo.

Bem haja a todos.

5 de janeiro de 2011

Caminhando carregado, mas agradecido!





Estou a estrear-me nesta "aventura" dos selinhos.
Chegaram-me como oferta singela e simpática de alguns bloggers amigos...
Contrariando as regras do jogo, não os ofereço a ninguém em particular, mas a todos os que vão tendo paciência de passar por aqui e ir lendo as minhas coisas.
Não é egoísmo, creiam, senão pura universalidade e dificuldade em eleger "vencedores", porque todos somos vencedores!

Aproveito para pedir desculpa pela minha "aparente" ausência dos últimos dias.
Efectivamente é um período complicado ao nível da agenda de celebrações para os padres... Não sou excepção!
Missas "dominicais" a 24, 25 e 26 de Dezembro e também a 31 de Dezembro e 1 e 2 de Janeiro...
Felizmente a Graça de Deus vai sustentando e alentando e tornando mais leve o "fardo".
Tenho seguido a nossa caminhada sem, contudo, me exprimir ou manifestar. Mas estou de corpo e alma nela, por estou Nele, Naquele que é a Luz e a Fortaleza, que é o Messias enviado como Salvador, a manifestar e a tornar visível o Amor de Deus ou o Deus de Amor, Aquele único que nos faz caminhar!

Continuamos a caminhar até Domingo, Festa do Baptismo do Senhor, sempre iluminados pela Luz da Sua divina Presença, feita pequena, pequenina, a mais pequena de todas, no mistério do Natal.

Brilhai (Epifania)

Um desafio incessante
nos diriges neste dia
em que emerges sempre novo
nesta Tua epifania.

Uma estrela conduziu
os “pobres” aos teu encontro
e chegando ao local
sentiram alegria e assombro.

Este mistério de nascer
tão simples, tão pequenino
manifesta a glória do Senhor
num Deus feito Menino.

Vens coberto de amor
não escolhes nenhum povo
porque a tua salvação
destina-se ao homem todo.

A luz que Te indica
aponta algo maior:
a presença incarnada
do Messias Salvador.

Recebida a Tua luz
a todo o homem mandai:
Na noite deste mundo
como estrelas, brilhai!

Desejo para todos um 2011 cheio de Paz, Pão e Amor!




17 de dezembro de 2010

A nossa caminhada continua durante o Tempo de Natal…

Como nos comprometemos, seguiremos a nossa caminhada durante o tempo de Natal. É verdade que são menos dias, e sobram bloggers. Mas há lugar para todos, todos devem caminhar…
Mesmo assim, sinto-me na obrigação de fazer uma listagem para este tempo. Vale o que vale… qualquer discordância é só comunicar e acertar….
O Tempo de Natal começa, rigorosamente, na tarde do dia 24 com a celebração de I Vésperas do Natal do Senhor e termina, este ano, com a Festa do Baptismo do Senhor, no dia 9 de Janeiro, que é também o I Domingo do Tempo Comum. Mas faremos aqui o nosso encerramento…
Permitam dizer que pelo facto de ser um blogger por dia a escrever a reflexão isso não invalida que os outros, além de aproveitar e comentar os post’s de cada um, possam colocar partilhas nos seus blogues. Particularmente neste tempo de Natal e nos dias mais fortes como Natal e Ano Novo…
Então, depois da Lucinha (http://lucinhasdreamgarden.blogspot.com/) que escreve amanhã, sábado, dia 18 de Dezembro, voltamos ao início.
Domingo, 19 de Dezembro, Utília http://demaosdadasnacaminhada.blogspot.com/
Segunda-feira, 20 de Dezembro, Teresa http://teresa-desabafos.blogspot.com/
Terça-feira, 21 de Dezembro, Dulce http://degraudesilencio.blogspot.com/
Na quarta-feira, dia 22 de Dezembro, a seu pedido, o Joaquim (http://queeaverdade.blogspot.com ) brinda-nos com um conto de Natal.
Na quinta-feira, dia 23, é a vez da Gisele Pontes http://giselepontes.blogspot.com/ 
Nos dias 24 e 25 de Dezembro, por serem dias “cheios de Luz”, não fica ninguém responsável por postar. Mesmo assim, seguindo a sugestão da Utília, todos os bloggers envolvidos nesta caminhada poderão colocar um post relatando a experiência desta caminhada conjunta…
No dia 26, domingo da Sagrada Família, reflectimos com Alfa e Omega http://sentidomaior.blogspot.com/
Na segunda-feira, 27, escreve a Mer http://retirodoeden.blogspot.com/  
Na terça-feira, 28, a Regina escreve www.reginamurbach-renascer.blogspot.com/
Na quarta-feira, 29, escreve a Ailime http://rotasdiferentes.blogspot.com/
Na quinta-feira, 30, escreve a Fá http://partilhas-em-fa-m.blogspot.com/
Na sexta-feira, 31, escreve a Felipa http://cristo-sempre.blogspot.com/
Como fizemos nos dias 24 e 25, também no dia 1 e 2 de Janeiro, não fica ninguém responsável por colocar reflexão. Sugere-se que cada um coloque a sua reflexão como bem entender…
Depois, no dia 3 de Janeiro, cabe à Sandra http://teologar.blogspot.com/
Dia 4, cabe à Canela http://marcomcanela.blogspot.com/
Dia 6, fica o Cassola http://sobre-a-vida.blogspot.com/
E, se todos me permitirem, concluo, no dia 9 http://caritasdei.blogspot.com/  
Mesmo assim, neste último dia, Festa do Baptismo do Senhor, todos podem deixar uma prece, um pedido, uma oração, ou outra, nos seus blogues, em jeito de encerramento da caminhada….
Continuamos a caminhar à luz do Senhor, com a bênção do Menino Deus, que vem para nos salvar!

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...