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17 de outubro de 2017

"Devemos ouvir os jovens!". Será mesmo?


XV ASSEMBLEIA ORDINÁRIA GERAL DO SÍNODO DOS BISPOS

Jovens, fé e discernimento vocacional



Com esta jornada, a Igreja quer ouvir a voz, a sensibilidade, a fé e também as dúvidas e críticas dos jovens. Devemos ouvir os jovens! (Papa Francisco, ao convocar uma reunião pré sinodal, agendada para Março de 2018)

Precisamos abordar os jovens não só para nos ajudar a entender "como" anunciar a mensagem cristã hoje, mas também para entender melhor "o que" o Senhor Jesus pede a sua Igreja hoje ", o que ele espera desse momento histórico" o que "cortar" e o que "em vez de encontrar dentro de sua missão. (Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral)

“Os jovens são importantes, têm papel decisivo no futuro e é preciso dar-lhes espaço, inseri-los e também receber os seus contributos”. (D. Joaquim Mendes)


Diante disto, estou convencido que não basta dizer e desejar que os jovens sejam ouvidos na Igreja/pela Igreja. Pergunto-me se eles querem mesmo falar à Igreja? Será que estão dispostos a isso? Ou reina entre nós a indiferença generalizada que advém da secularização?

Mais ainda: Será que nós os queremos mesmo escutar? Muitas vezes não estou certo disso...

Além disso: Será que criamos as condições/espaços/lugares para que os que querem falem e nós os escutemos?


Não conheço a totalidade das iniciativas diocesanas sobre esta matéria. Conheço algumas. Mas vou vendo o tempo a passar, as fases diocesanas a concluir-se, e vou constatando pouco entusiasmo. O que é pena! E também sinal. 



14 de novembro de 2012

Um laivo de lucidez


Diz o dicionário que "lucidez" é a "qualidade do que é lúcido". Mas poderemos ficar na mesma com esta resumida e ofusca definição. Diz ainda que é a "clareza de raciocínio" e as coisas começam a compor-se nas nossas cabeças. Não quero fazer apologia da "lucidez em demasia", porque "demasiada lucidez é culpada num mundo de cegos, que com a cegueira se contemplam sem desastre de maior" (Agustina Bessa-Luís). Trato de procurar ver com clareza e realismo, com razão e com fé, com pensamento e com sentimento.
Vivemos num tempo que não escolhemos viver, é bem certo. Mas uma coisa é certa: não temos outro tempo que não este que é agora. Embora reconheça, sentida e lucidamente, que reduzir a existência ao agora é tão errado quanto querer retirar o agora do tempo que temos.
Não é de agora que o equilíbrio é virtude. Mas, dá-me tantas vezes a impressão que equilíbrio ou virtude são coisas que não nos interessam muito...
Porque temos crise e ouvimos "ah, no meu tempo é que era". Porque temos crise diz-se à boca cheia "ah, isto há de compor-se". Esquecemos facilmente que é agora que se "joga" o "jogo" da vida, é agora que temos para viver. É verdade que nós esperamos ter "amanhã" (esperança), sabemos que tivemos "ontem" (memória) mas é "hoje" (realidade) o meu tempo, é agora a minha hora. Se há alguma coisa a fazer, pois não temos outra hora que não a de agora.
É verdade que o passado é mestre e que a memória não pode ser curta. Um e outra ensinam a distinguir/discernir e a optar melhor. Mas é agora que temos que para fazer opções.
Continuar a fazer as mesmas coisas de sempre e esperar que os resultados sejam diferentes não é mais do que loucura e falta de lucidez.
Querer fazer diferente, em si mesmo, não é loucura. Pode ser aventura. Pode até bater-se com a cabeça na parede, é verdade, particularmente se nos faltar a esperança e a memória, mas se não fizermos de hoje o nosso tempo - que é esse que Deus nos dá - que ficará do nosso tempo e da nossa passagem pela terra? De que serviu o passado? Que futuro se constrói?
Eu gostava de ser mais capaz de assumir o que tenho, e de não chorar "as cebolas do Egipto" ou projectar futuros irrealistas.
Gostava de reconhecer e aceitar as oportunidades que o tempo presente proporciona, à sociedade e à Igreja.
Gostava de olhar para trás e aprender, mas de não ficar apenas atrás...
Gostava que o mundo - pelo menos onde eu estou - ficasse um pouco melhor com a minha ajuda.
Gostava de não me demitir da missão e tarefa de ser sujeito, agente e promotor da construção de um mundo melhor.
Gostava também que a Igreja de Jesus Cristo, da qual faço parte, não perdesse a memória do passado, que continuasse a fazer Memória e em memória do seu fundador, mas sabendo que o tempo para o fazer é hoje.
Gostava... Gostava que a lucidez ainda tivesse lugar hoje, ainda que fosse apenas um laivo.

Pe. JAC
Texto publicado na edição de 14 de novembro, do Jornal Correio do Vouga.

5 de setembro de 2011

Do inesperado das coisas!


A inquietante busca do sentido das coisas
Leva-me a sentir, tantas vezes,
Que flutuo e navego em turbilhão.

A alegria do sentir-se amado e querido
Nem sempre causa satisfação e felicidade!

E pergunto-me se falhei e onde falhei…

Mas também aprendo com outros mestres
Que me dizem
Que nas coisas das relações
Nem sempre tem que haver falha!

Acontece!
Imprevisível!
Inesperado!

Mas, não deixa de ser um alerta
A deixar-me mais desperto
E a precaver o futuro!

8 de outubro de 2009

Porra lá para a presunção!!!

Todos os dias aprendemos coisas novas. Umas são boas outras nem por isso. Apesar de tudo é bom estar sempre a aprender.

Custa-me, no entanto, ver que o trabalho dos outros não é reconhecido. É um facto que nem todos somos nem temos de ser peritos em tudo. Mas há que reconhecer quando os outros dão o melhor de si.

Bom alegra-me é que Cristo via e vê bem o BEM das pessoas. Apesar de fracas, pecadoras, ele conseguia descortinar sempre uma luz de bem. Era essa - e é ainda - que leva à conversão.

Perdoem-me o desabafo. Mas às vezes não somos nada cristãos - como Cristo.

até breve

23 de setembro de 2009

Até quando


Até quando Senhor?
Até quando... Meu Deus!!

É a vida! (lamento!)

Há coisas que não percebo.

Continuo o caminho com a força que vem do Alto, mas...


Deus está por mim. Deus está por nós!
Às vezes, sinto-me Job, ou Abraão com Isac antes do sacrifício.


Continuo a rezar: Vela por mim, Senhor, Amén!

14 de agosto de 2009

É de louvar, mas...

Nestes últimos dias contactei com duas iniciativas protagonizadas por jovens que, em meu entender, são de louvar. E porque esta rubrica é de opinião, aproveito.
Falo, em primeiro lugar, do CABing 2009 que juntou mais de três dezenas de jovens, durante dez dias num “paraíso perdido”, junto às margens do Rio Homem, em Amares.
Promovido pelo Centro Académico de Braga este acampamento destina-se a universitários que aceitem o desafio de viver dez dias em desprendimento, contactando com a natureza, procurando crescer no auto-conhecimento, incentivando a inter-relação e, de alguma forma, buscar Deus.
Esta é uma iniciativa de louvar, mas no local contactei também com uma realidade que, a ser verdade, é grave e merece mão pesada das autoridades. Ao que parece as águas do Homem surgem em alguns dias «mais carregadas» e «com mais espuma», suspeitando-se, por isso, de descargas ilegais. É preciso estar atento para evitar a destruição de um pequeno “paraíso perdido” aqui tão perto.
Sublinho também uma iniciativa que decorreu na Casa de Saúde do Bom Jesus (hoje é notícia no DM), na qual um grupo de jovens passou uma semana a conviver com a doença mental.
Foi uma agradável surpresa ver rapazes e raparigas tirarem uma semana das férias e a trocá-la por uma iniciativa de carácter solidário. O contacto com os doentes mentais serviu-lhes, como disseram, «para perceber que são pessoas carinhosas», «não violentas» que apenas querem atenção e alguém para falar.
É de louvar esta iniciativa, mas é pena que seja feita por poucas pessoas. O contacto com a realidade da doença mental serve para acabar com os preconceitos «disparatados» como os definiram os jovens, em relação a estas patologias.
Não posso terminar sem louvar a iniciativa do novo treinador do Braga que quer colocar a fasquia alta (nem que para isso seja necessário recorrer a uma troca de palavras com Jorge Jesus, acusando-o de ter feito pouco com a equipa que tinha na cidade dos Arcebispos).
Todavia, quando se critica alguém há pelo menos um perigo: o de não conseguir fazer nem aquilo que os antecessores fizeram... E aí não se sabe até onde chega a Paciência!

10 de junho de 2009

Bravissimo, Figueira!



Cada vez mais surpreendido!
A Isabel Figueira escreve sobre qualquer coisa!
Até sobre política e abstenção.
Para lá dos erros de português, não lhe faltam acertadas considerações políticas.

Parece discurso das "miss": «Se for» "quero acabar com a fome, a miséria e a injustiça"... blá, blá, blá...

Há que poupar o latim.

Ah, e o Braga Maldita, ainda não deve ter dado conta desta nova maravilha do Correio e da sua colunista, especializada em nada (pela forma como começa todos os textos: não sou especialista, mas escrevo....)

28 de maio de 2009

Novidade fora de horas

Deixo uma novidade fora de horas: a Isabel Figueira escreveu a segunda crónica no Correio do Minho.

Como demorou tanto tempo entre a primeira e a segunda pensei que sairia um texto de classe mas afinal...

Ainda chegeui a pensar que os responsáveis do jornal tivessem interrompido a colaboração da "colonista" mas afinal...

"Nada de novo debaixo do sol".

13 de maio de 2009

Isabel Figueira sabe escrever

Estou abismado: A Isabel Figueira sabe escrever! O Correio do Minho comprova-o!

copiado da página online do Correio do Minho

Desafio

Escrita em Dia Gosto de desafios novos. Quando o ‘Correio do Minho’ me convidou para fazer uma coluna quinzenal, fiquei hesitante.
Nunca tinha experimentado esta área, tão difícil, que é escrever, passar as nossas emoções, dar opinião.
Mas tal como descobri, há pouco tempo, que amo a representação, ser actriz, também vou tentar descobrir como sou a escrever.
O ‘Correio do Minho’ é o mais importante jornal desta região que, por sinal, tem das populações mais jovens da Península Ibérica. Não podia, mesmo, recusar este convite. É uma honra e espero corresponder de igual forma.
Apesar de ser muito falada na Imprensa, pretendo falar pouco sobre outras pessoas. Quando isso acontecer, será para destacar os méritos, os traços vincados de quem faz e tenta fazer bem.
Fala-se muito de crise, mas muito pouco de esperança. Este espaço tentará ser alegre e de energia positiva.
Afinal de contas, não é de optimismo que Portugal precisa?




Parabéns pela qualidade!

23 de janeiro de 2009

O que ficou do Natal?




Passou o tempo de Natal
e o que é que ficou?

Será que ficou o nascido
ou esse Menino foi vencido
pela sociedade consumista
que enche a boca de paz e amor
mas isso é apenas fogo de vista?

Passou o Natal
e não digam que é Natal quando o homem quiser.

O tempo passou e com o que é que ficamos?

Oxalá tenhamos aberto as portas,
as do coração, é claro.

Se assim foi,
há-de continuar a ser Natal
porque estamos agraciados,
cheios da graça de Deus,
e essa leva-nos a ter
os mesmos sentimentos de Cristo.

inédito José António Carneiro
29/12/2008

16 de outubro de 2008

Somos pontes...


Sinto-me assim, como ponte.

Somos assim, aliás, não somos ilhas.

Precisamos de outras pedrinhas para fazermos caminho.

Sozinhos nada podemos.

Aqui está Deus. Com Ele posso tudo.

Com Ele podemos tudo. 

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...