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3 de agosto de 2009

Vila do Conde homenageou rendilheiras



Mais de 200 mil pessoas
já viram Feira do Artesanato


Mais de 200 mil pessoas já passaram em Vila do Conde para visitar a 32.ª Feira do Artesanato de Vila do Conde. O certame que arrancou no passado dia 25 de Julho termina no próximo domingo e, até ao momento, está a corresponder às expectativas da organização. Ontem o dia foi de festa para homenagear as mulheres vilacondenses, mestras na arte da renda de bilros.
Segundo Saraiva Dias, da organização da mostra, «a adesão das pessoas tem sido excelente, como em outros anos», colocando o êxito da feira «na raiz bem plantada, de todos os vilacondenses, em relação às tradições e ao artesanato».
Para este responsável, a feira de Vila do Conde traz todos os anos «aquilo que de melhor se faz em Portugal ao nível do artesanato». Neste sentido, «espelha a qualidade de tantas mãos de artesãos portugueses, de Norte a Sul, passando pelas regiões autónomas».
«Os artesãos portugueses fazem, a partir de materiais rudes, autênticas obras de arte», afirmou, salientando que, da parte da organização, existe o esforço de fazer representar nesta feira as várias regiões do país, mas também os diferentes tipos de artesanato.
Ontem, concretamente, o dia foi dedicado à renda de bilros e serviu para homenagear as mulheres vilacondenses que ainda se dedicam a este ofício. Para Saraiva Dias, trata-se de uma verdadeira arte que se vai desenvolvendo, ao longo dos séculos, com expressão em Portugal, apenas em Vila do Conde e Peniche. Aliás, os promotores convidaram, este ano, uma delegação de mulheres de Peniche, também elas exímias na arte da renda dos bilros para participar neste certame.
Em relação aos custos da organização, o responsável disse que não é uma iniciativa que sai cara, até porque há colaboração do município presidido por Mário Almeida. Ontem o presidente da autarquia quis também expressar a sua homenagem às mulheres rendilheiras tendo para isso participado num almoço, num dos restaurantes que está na feira. No final deste, as artesãs entoaram em uníssono e entusiasticamente, o hino das rendilheiras.
A 35.ª Feira do Artesanato de Vila do Conde continua até ao próximo dia 9, com mais de 11 mil metros quadrados de exposição e com a presença de mais de 200 artesãos, dos quais cerca de 100 trabalham ao vivo.

Cristãos queimados vivos no Paquistão

Horror no Paquistão: sete cristãos, entre os quais uma criança e quatro mulheres, foram queimados vivos por um grupo de fundamentalistas islâmicos nas proximidades de Gojra, província de Punjab. Outras 18 pessoas ficaram feridas durante o incêndio de mais de 50 casas causado por uma multidão de muçulmanos que protestavam pela suposta profanação de um exemplar do Alcorão.
O facto ocorreu anteontem na cidade de Gojra, que sofre com a violência religiosa desde quinta-feira, dia em que, segundo os muçulmanos, vários cristãos profanaram uma cópia do Alcorão. «Alguns muçulmanos locais acusaram Talib Masih, Mukhtar Masih e Imran Masih de queimar o Alcorão. Os acusados negaram veementemente o facto, mas uma multidão de muçulmanos irados queimou várias casas de cristãos», denunciou em comunicado a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão.
Segundo fontes citadas pela imprensa local, a maior parte dos actos violentos foi cometida por jovens que tinham os rostos cobertos com lenços e começaram a lançar gasolina contra as casas. A maioria dos moradores da colónia conseguiu escapar e colocar-se a salvo, mas pelo menos sete pessoas ficaram presas devido às chamas e morreram queimadas.
A Polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, e vários funcionários acudiram pouco depois ao local para convencer os líderes religiosos que pusessem fim aos protestos.
Segundo a Comissão Nacional de Justiça e Paz, organismo da Igreja Católica paquistanesa, estes ataques são frequentes em Punjab e são quase sempre ligados a falsas acusações de blasfémia.


Rádio Vaticano

2 de agosto de 2009

Curso Teológico-Pastoral ultrapassa limites da diocese


Faculdade de Teologia continua a formar ao nível da fé cristã



A Faculdade de Teologia de Braga continua este ano a proporcionar outras formações que apesar de não conferirem grau académico permitem a quem as frequenta a aquisição de conhecimentos ao nível dos principais conteúdos da fé cristã. São três as iniciativas desenvolvidas há já alguns anos em Braga: o Curso Teológico-Pastoral, a Formação Teológica Avançada e Média (Programa Sénior) e a Teologia Revisitada (Formação Permanente do Clero).
O Curso Teológico-Pastoral que a Faculdade de Teologia tem vindo a promover em diversos arciprestados da Arquidiocese de Braga mantém o mesmo esquema, possibilitando inscrições novas no início de cada semestre.
João Duque revelou que a intenção deste ano é abrir um pólo de formação em Fafe, com participação de Cabeceiras de Basto, de Celorico de Basto e de Mondim de Basto (ainda que esta última já esteja fora dos limites da Arquidiocese).
Recorde-se que esta formação com extensão universitária não confere qualquer grau académico e tem uma duração de três anos.
A Formação Teológica Avançada e Média (Programa Sénior) destina-se a alunos ouvintes sem conferir grau académico e continua nos moldes dos anos anteriores. Está estruturada em três anos e aborda os principais conteúdos da fé cristã. A leccionação decorre normalmente na parte da manhã.
Finalmente a Formação do Clero (Teologia Revisitada) segue adiante, uma vez que no último ano lectivo teve uma frequência regular, ao longo dos dois semestres, de cerca de 20 sacerdotes, da Arquidiocese de Braga e da Diocese de Viana do Castelo.
Além destas, João Duque garantiu que se mantêm as ofertas do ano passado ao nível da Administração Paroquial, Cristianismo Social e Família.

Faculdades da UCP-Braga leccionam primeiro doutoramento em religião


Teologia, Filosofia e Ciências Sociais unidas em projecto piloto



“Estudos da Religião” é a designação de um curso de doutoramento que vai ser leccionado através de um projecto piloto que junta as Faculdades de Teologia, de Filosofia e de Ciências Sociais, do Centro Regional de Braga, da Universidade Católica Portuguesa (UCP). A informação, avançada ao Diário do Minho por João Duque, refere ainda que se trata do primeiro doutoramento na área em Portugal, embora esta seja uma área científica muito comum no estrangeiro.
Os objectivos desta leccionação, que tem as inscrições abertas na secretaria da Faculdade de Filosofia, passam por porporcionar um contexto adequado para uma investigação multidisciplinar sobre o fenómeno religioso. Além disso, as três faculdades de Braga da UCP pretendem potenciar uma abordagem interdisciplinar do fenómeno religioso e proporcionar formação altamente qualificada.
Segundo a informação enviada ao DM, a leccionação da parte curricular terá lugar às sextas-feiras à noite e sábados de manhã, sendo que ocorrerá em dois semestres que abordarão temas como História das religiões nos mundos clássicos e lusófonos, Religião no pensamento e na literatura lusófonos, Pensamento pós-secular, Religião e violência, (Des)Encontros contemporâneos entre religião e ciência, Religião e tolerância: desafio educativo, Religiosidades contemporâneas: aproximações psico-sociológicas e Religião, multiculturalidade e laicidade. Depois, os restantes semestres destinam-se à elaboração da dissertação e ao respectivo seminário de acompanhamento.
Para leccionar o novo doutoramento sobre religião, as três faculdades contam com um vasto leque de docentes composto por um catedrático (Pio Alves de Sousa), um com provas de agregação prestadas (José da Silva Lima) e vários professores associados, auxiliares e assistentes das três faculdades bracarenses da UCP: Alfredo Dinis, Manuel Sumares, João Duque, José Gama, Isabel Varanda, António de Sousa Fernandes, José Paulo Abreu, José Carlos de Miranda, José Martins, José Dias Costa, Joaquim Machado, Diana Vallescar, Fabrizia Raguso e Joaquim Félix de Carvalho.

Grupo de investigação
sobre situação religiosa
no Norte do País
Entretanto, na Faculdade de Teologia de Braga, as novidades para o próximo anos lectivo não se ficam por aqui. Como já tinha sido anunciado há alguns meses, vai começar também uma especialização em Teologia Pastoral/Prática.
Esta nova formação pode conferir, conforme a frequência do curso, o doutoramento em Teologia Pastoral (frequência completa de oito semestres com a apresentação de tese de doutoramento), ou pode conferir licenciatura canónica ou o grau de mestrado especializado em Teologia Pastoral (frequência da parte curricular com elaboração de dissertação intermédia, no final do 4.º semestre).
Segundo o director adjunto da Faculdade de Teologia pretende-se impulsionar o desenvolvimento desta área, especificamente em Braga. João Duque sublinha ainda que um dos objectivos no novo curso é a criação de um grupo de investigadores para analisar a situação sócio-religiosa na região norte do País.

31 de julho de 2009

Jovens bracarenses a caminho de Taizé


Alertas sobre a Gripe A deixados pela organização e pela comunidade



Partem hoje rumo a Taizé 58 jovens de várias paróquias da Arquidiocese de Braga numa peregrinação que termina no próximo dia 10 de Agosto, e que é promovida pelo Departamento Arquidiocesano da Pastoral de Jovens (DAPJ), em colaboração com a equipa arciprestal de Guimarães/Vizela, da Pastoral Juvenil.
Como responsáveis pelo grupo seguem na comitiva Alberto Gonçalves, do DAPJ, e o padre Samuel Vilas Boas, pároco de três comunidades vimaranenses. A restante comitiva é constituída, particularmente, por jovens dos arciprestados de Famalicão, Vila do Conde e Guimarães.
A partida do grupo acontece em Famalicão, às 19h00, em Vila do Conde, às 19h30, e em Guimarães às 20h30.
No sábado, os jovens passarão o dia em Barcelona e, no domingo, em Cluny, celebrarão Eucaristia, presidida pelo padre Samuel Vilas Boas. No dia 9 de Agosto, o grupo estará em Bordéus para regressar a Portugal no dia 10.
Para esta peregrinação, o Arcebispo de Braga escreceu uma mensagem que figura no guião que vai ser entregue a cada participante. D. Jorge Ortiga pede que «a viagem a Taizé seja uma verdadeira peregrinação» e lança ainda o desafio de cada um se deixar encontrar pela Palavra.
A organização desta peregrinação não esqueceu a questão da Gripe A. Aliás, uma das procupações fundamentais prende-se com alguns alertas a respeito da pandemia. Segundo Alberto Gonçalves, todos os participantes foram elucidados sobre a pandemia através de um email com indicações a seguir, que se encontra igualmente na página da internet da comunidade de Taizé.

Taizé sem alarmes
sobre a Gripe A
Entretanto, o Irmão David, da Comunidade Ecuménica de Taizé, revelou que até ao momento não se registou qualquer caso de Gripe A na comunidade. Numa altura em que Taizé recebe milhares de pessoas vindas de todos os cantos do mundo, o responsável afirmou: «não tivemos nenhum caso, nem sequer suspeitas de Gripe A».
No dia de acolhimento, domingo, todas as pessoas recebem no seu tabuleiro de refeição, um papel informativo sobre as regras de higiene básicas de forma a evitar a transmissão do vírus. «No panfleto estão as informações básicas de higiene lançadas pela Organização Mundial de Saúde, mas também das autoridades locais», com quem o Irmão David se mantém em contacto.
Sem alarmes, esta é apenas mais uma medida que a comunidade desenvolveu para informar e controlar a propagação do vírus. Quem se inscreve para vir a Taizé, recebe igualmente informações sobre a Gripe A e também o pedido de se abster de viajar se sentir algum dos sintomas.
O Irmão David reconhece ter sido «difícil» pedir às pessoas para desistirem de vir a Taizé se tivessem sintomas, mas afirma que esta era a forma de «tranquilizar as que vêm, mas também alertar para o facto de que não basta a protecção individual, devemos proteger também os outros».
No dia-a-dia da comunidade não se percebem preocupações excessivas com a Gripe A. Não se vêem máscaras e na comunhão, muitos continuam a fazê-lo com a mão. O Irmão David reconhece não haver motivos para «histerias» e alerta apenas para as «precauções normais uma vez que o problema prende-se com a propagação».
Actualmente encontram-se em Taizé cerca de 3700 pessoas. Até ao final da semana estarão cerca de 4 mil pessoas. Os grupos mais numerosos são oriundos da Alemanha, Espanha, Polónia, Lituânia, Roménia, Ucrânia, Itália, Portugal, Inglaterra, num total de 60 nacionalidades.

29 de julho de 2009

Pressa inimiga da perfeição

Desde muito cedo que me fui habituando a ouvir que a pressa é inimiga da perfeição. Penso que é mais ou menos aceite este aforismo que incentiva à ponderação e à consciencialização. Pretendo hoje explanar dois exemplos em que esta afirmação cai que nem uma luva.
Primeiro: É um assunto triste, mas deve-se falar dele. Tem a ver com as mortes na estrada.
O tempo estival é, por norma e infelizmente, um período profícuo a acidentes de viação. Destes, igualmente de lamentar, resultam sempre muitas mortes, ou feridos graves e ligeiros, assim como, danos materiais.
Claro que se quisermos ir à raiz da questão temos de perceber que com o regresso de tantos e tantos portugueses que estão a trabalhar no estrangeiro o número de viaturas em circulação aumenta desmesuradamente.
Todavia, todos sabemos também que as principais causas dos acidentes ocorridos em Portugal são outras, como o álcool, as manobras arriscadas, o excesso de velocidade... e podíamos continuar a lista se achássemos que não estava dito o essencial – a pressa é inimiga da perfeição.
Mortes na estrada podem evitar-se com mais civismo, mais atenção, mais cuidado e, acima de tudo, (penso eu!) com mais educação e com mais calma que leva à perfeição.
Segundo: Também é um assunto triste e que deve ser falado. As pretensas inaugurações antes sequer das obras estarem terminadas! Bom e neste aspecto teríamos concretamente em Braga vários casos a apresentar, uma vez que estamos em tempo de campanhas eleitorais.
Olho apenas para a “fachada” do Instituto Ibérico de Nanotecnologia. Saber que toda aquela operação faustosa e enganadora serviu para uns quantos “tipos” de Portugal e Espanha se juntarem para apertar as mãos e para sorrirem para a foto (espero que não seja para o cartaz eleitoral!) só me causa indignação e revolta. E falta saber – como escreveu o Daniel Lourenço há uns dias – quanto custou aquilo?
Também aqui a pressa da inauguração do edifício que servirá para a investigação é inimiga da perfeição. É como se começasse mal logo à nascença.
Por isso, meus amigos, vamos com calma para sermos perfeitos!

4 de julho de 2009

Novo Bispo Auxiliar visitou Arquidiocese de Braga


D. Manuel Linda será ordenado a 20 de Setembro


O novo Bispo Auxiliar de Braga visitou ontem a Arquidiocese, contactando com D. Jorge Ortiga e com D. António Couto, e ficando a conhecer a “nova casa”, o Paço Arquiepiscopal, onde ficará instalado a partir de 20 de Setembro, ao que tudo indica dia da Ordenação episcopal, na Sé de Vila Real.
Na primeira visita à Arquidiocese, depois da nomeação do Papa Bento XVI, D. Manuel Linda esteve reunido com o Arcebispo Primaz e com D. António Couto para ouvir as primeiras indicações dos prelados da Arquidiocese bracarense.
No final da conversa, D. Jorge Ortiga, acompanhado por D. António Couto, mostrou a D. Manuel Linda o Paço Arquiepiscopal e os espaços anexos, particularmente a Galeria dos Arcebispos.
D. Manuel Linda confessou que sente alguma «preocupação» face à nomeação, por se tratar do início de um novo ministério. «Não sei o que é ser bispo», afirmou, mas «sei que venho para uma diocese com uma longa história, que tem sido dirigida por tantos santos Arcebispos, que tem sacerdotes extraordinários e bem formados e ainda um povo de Deus que forma um santo Povo de Deus».
O novo bispo entende a nova missão como colaboração efectiva com o Arcebispo de Braga e com o outro Bispo Auxiliar. «Não venho para fazer coisas, senão aquilo que me pedir o Arcebispo», frisou, prometendo para o seu novo ministério «proximidade afectiva e efectiva» e «simpatia», além de desejar «acalentar a esperança» e «pregar Jesus Cristo crucificado».
D. Manuel Linda deu a conhecer que tem também algumas preocupações pastorais, mas mais ao nível da Igreja universal. Em concreto, apontou a crise vocacional. Embora se manifestem «alguns sinais de superação», o número de padres ordenados não supera o número dos que morrem.
A par da crise vocacional, o novo bispo destacou igualmente a crise familiar. «As famílias estão em crise», afirmou, e isso deve ser motivo de preocupação para todos.
D. Jorge Ortiga, por seu turno, vê a nomeação de D. Manuel Linda como uma graça para a Arquidiocese particularmente por coincidir com o início do Ano Sacerdotal. Segundo o Arcebispo Primaz, tal como estabeleceu o Conselho Presbiteral, a aposta deste ano, do ponto de vista pastoral, passa por os bispos contactarem de uma forma mais próxima e especial com todos os sacerdotes de Braga.
Para o responsável máximo da Arquidiocese, a nomeação do reitor do Seminário de Vila Real, que estudou Humanidades na Faculdade de Filosofia de Braga, não se liga apenas à questão do trabalho pastoral. «O fundamental é o espírito de comunhão que podemos criar entre nós, bispos, e nossa com os sacerdotes», finalizou.

15 de junho de 2009

Dirigentes de Braga elogiam mudanças pedagógicas incluídas pelo RAP



A maior parte dos agrupamentos da Região de Braga do CNE que estão a experimentar as novas metodologias trazidas pela Renovação da Acção Pedagógica (RAP) é unânime e consensual a defender que apesar da maior exigência, as vantagens e os aspectos positivos suplantam dificuldades e críticas apontadas ao novo projecto.
No caso de Arentim, um agrupamento que está a completar o seu 5.º ano de vida, o RAP tem sido «uma oportunidade para repensar o caminho há pouco iniciado e, assim, redireccionar os esforços». Ilídio Vila entende que apesar das dificuldades, «tem sido positivo todo o empenho que a maioria dos escuteiros e dirigentes têm dedicado à nova metodologia». Este responsável no agrupamento de Braga pela implementação do RAP não duvida que o projecto de renovação traz mais exigência, mais empenho, mas, sobretudo, permite repensar o caminho a seguir. «O interesse dos jovens e das crianças é mais notório tendo em conta algumas das alterações efectuadas», afirmou.
O chefe do Agrupamento 257 de Requião vê na maior aproximação que o RAP exige entre os vários agentes que fazem parte do dia-a-dia do escuteiro um dos aspectos mais positivos e relevantes do projecto de renovação.
Contudo, as vantagens não se ficam por aqui e Bernardino Miranda elenca também os objectivos educativos que «estão mais actuais do que nunca». «Cada vez mais, o jovem está no centro da nossa acção», contou ao DM. Para os educadores e dirigentes, este projecto trouxe «regras mais bem definidas» e uma «maior consciência da missão de educar».
O responsável aponta, ainda, com agrado a renovação feita ao nível da mística e da simbologia, agora «mais rica», permitindo dar uma formação humana e cristã integral, mais «sólida e madura».
Para o chefe do Agrupamento de Creixomil a aceitação dos escuteiros em relação às novas exigências a que estão sujeitos está a ser um dos pontos positivos desta fase piloto do RAP.
Manuel Soares entende que as vantagens iniciadas com o novo projecto são «a todos os níveis», concretamente nas seis áreas de desenvolvimento previstas, que melhoram significativamente a evolução do escuteiro como homem, com cristão e como cidadão. O RAP ajuda, também, na aceitação do próximo, aproxima os escuteiros ainda mais de Deus, de Jesus e da sua Palavra. «Ajuda-nos a conhecer-nos melhor a nós próprios e a sermos efectivamente diferentes para melhor daqueles que não têm a sua vida alicerçada nos valores, práticas e vivência que o escutismo, embora com mais de 100 anos de vida, ainda continua a oferecer aos jovens», revelou.
Em Medelo, do ponto de vista das vantagens do RAP salienta-se o «empenho dos rapazes e raparigas em conseguir o máximo, para assim atingir a anilha de mérito». «Não somos apologistas do facilitismo, mas a dedicação dos guias, chefes de grupo e chefes de unidade torna tudo mais simples», aponta José Maria, que enaltece a «interligação entre as quatro secções», como outra das vantagens do RAP.
Para os responsáveis do agrupamento vilaverdense de Cervães, o projecto de renovação do movimento está bem trabalhado em termos de mística. Além disso, «não há dúvidas que este sistema de progresso em termos de conteúdos é muito mais coerente com o mundo de hoje, e faz todo o sentido na óptica do crescimento individual e colectivo dos jovens», declarou Cristiano Barbosa.
No Agrupamento da Sé, apesar de ser um «trabalho difícil» e que, à partida, exige um maior número de dirigentes, uma das grandes vantagens do RAP é o diagnóstico inicial porque «deu para entender qual a realidade do agrupamento», disse Luís Veloso.
O Agrupamento de Silvares destaca a maior qualidade que o RAP traz ao escutismo. Os diagnósticos iniciais que levam os dirigentes a conhecer melhor cada um dos elementos, a exigência feita aos escuteiros de serem eles a escolher os objectivos a alcançar, o facto de haver mais encontros com as equipas de animação e a melhor preparação das reuniões do grupo são aspectos concretos que o RAP veio melhorar.
Porfírio Faria apontou que as inovações inseridas trazem muito de positivo ao movimento melhorando significativamente a forma de educar as crianças e jovens. «Traz muito mais trabalho é certo, mas só com mais trabalho e mais exigência se pode fazer escutismo de qualidade», frisou.
Apesar das dificuldades, o Agrupamento das Caxinas está com a motivação em alta para colaborar no crescimento dos jovens escuteiros.
A maior virtude do RAP reside numa maior aproximação entre os escuteiros, pais e dirigentes, em especial com o diagnóstico inicial, no qual «os pais tiveram uma longa conversa particular com os dirigentes sobre os seus filhos, revelando situações que escapam ao dirigente», referiu o chefe da segunda secção do Agrupamento das Caxinas.
O positivo que o RAP traz, para os escuteiros das Taipas, é o fortalecimento da relação elemento-chefe. Além desta, o progresso pessoal de cada elemento e a motivação que os escuteiros demonstram para atingir os seus objectivos parece ser uma vantagem do novo projecto que apesar de ter algumas arestas para ajustar, desperta nos elementos mais interesse.
Em Montariol regista-se como positivo, desde logo, a oportunidade do RAP, além da boa estruturação e enquadramento do novo método. As mudanças favorecem a autonomia de cada elemento, a simbologia está mais enriquecida, há mais ligação entre as secções e há maior flexibilidade de objectivos, sustentam os dirigentes.

Agrupamentos da fase piloto
da Região de Braga e Viana

Dos 24 agrupamentos da Região de Braga que estão a experimentar as novas metodologias da Renovação da Acção Pedagógica (RAP), oito pertencem ao Núcleo de Guimarães, o mais numeroso da Região. Segue-se Famalicão com cinco, Braga com três, e Barcelos e Vila Verde com dois. Os núcleos de Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Fafe e Cego de Maio têm um agrupamento nesta fase piloto. Destaque ainda para o Agrupamento de Monserrate que é o único da Região de Viana do Castelo que está na fase de experimentação, com supervisão da Região de Braga.

Região de Braga
1 Sé (Braga)
5 Ronfe (Guimarães)
13 Barcelos (Barcelos)
89 Delães (Famalicão)
200 Polvoreira (Guimarães)
257 Requião (Famalicão)
291 Calendário (Famalicão)
312 Louro (Famalicão)
323 Santa Eufémia de Prazins (Guimarães)
346 Cervães (Vila Verde)
418 S. Paio (Vila Verde)
441 Castelões (Famalicão)
456 Silvares (Guimarães)
527 Amparo (Póvoa de Lanhoso)
566 Creixomil (Guimarães)
618 Galegos Santa Maria (Barcelos)
660 Montariol (Braga)
663 Moreira de Cónegos (Guimarães)
666 Caldas das Taipas (Guimarães)
702 Mesão Frio (Guimarães)
966 Medelo (Fafe)
994 Caxinas (Cego de Maio)
1004 Guilhofrei (Vieira do Minho)
1273 Arentim (Braga)

Viana do Castelo
103 Monserrate (Viana do Castelo)

11 de junho de 2009

Reforço na educação juvenil para uso mais crítico dos media


Bispos ibérios concluíram encontro visitando o Diário do Minho


Dar mais prioridade à educação dos jovens para o «uso crítico, maduro e responsável dos meios de comunicação social» é uma das principais conclusões apresentadas pelos bispos das Comissões Episcopais das Comunicações Sociais de Portugal e Espanha. Num encontro que terminou ontem em Braga, os prelados apontam, em dez pontos, alguns contributos para que, por um lado, a Igreja seja «mais comunicativa» e, por outro, para que a sociedade em geral e os media em particular deixem espaço à manifestação da visão cristã da vida por parte dos católicos.
No documento conclusivo, os responsáveis ibéricos começam por reiterar a «valorização das ferramentas de comunicação social como dons que Deus concede à pessoa humana» e afirmam a adequação à missão da Igreja das novas tecnologias da comunicação, de modo que, «toda a acção pastoral seja mais comunicativa».
Entendendo como imprescindível, no âmbito do uso dos meios de comunicação social, a educação dos jovens, os participantes do encontro convidam «pais e educadores» a «acompanharem o uso das novas tecnologias, especialmente a internet», uma vez que «o mundo das comunicações sociais não pode ser uma “zona franca”, isento de responsabilidades éticas e morais, do cuidado e vigilância dos pais e dos educadores e da acção protectora das autoridades, chamadas a defender os menores de conteúdos inadequados».
Entretanto, da reunião de trabalho subordinada ao tema “A comunicação social entre a laicidade e o laicismo: possibilidades e obstáculos”, resulta a constatação de «um secularismo crescente» na sociedade actual «que lança suspeitas sobre toda a presença do facto religioso cristão no espaço público». Segundo os bispos, «muitos querem relegar a dimensão religiosa para o âmbito privado, sem deixar espaço para Deus na opinião pública», facto que obriga a reclamar «o direito dos católicos em mostrar a sua visão cristã da vida, sem complexos e com respeito pela pluralidade de expressão, que também exigem para si».
Os responsáveis das Comunicações Sociais das Igrejas Portuguesa e Espanhola afirmam «o direito e o dever da Igreja de, através de meios próprios ou pela presença de católicos nos meios públicos e privados, mostrarem as respostas que propõem para as questões das mulheres e dos homens de hoje».
Além disso, defendendo o direito à liberdade de expressão e em nome de uma «sã laicidade», reclamam o «respeito pelos sentimentos dos católicos nos media e o dever de o exigir legitimamente, não apenas às pessoas individuais, mas também às instituições que as representam».
«A comunicação social é assumida pela Igreja como uma oportunidade para o exercício, em liberdade, da sua missão no mundo de hoje», apontam os bispos, encorajando os «comunicadores cristãos a ampliar a presença da dimensão religiosa nos media e da comunicação na vida da Igreja».

Crise económica tem origem
na ausência de valores morais
O documento final do encontro que reuniu cinco bispos espanhóis e três portugueses e alguns sacerdotes e um leigo, constata que a actual crise económica tem origem «não apenas em causas económicas, mas sobretudo na ausência de valores morais». Neste sentido, os prelados encorajam os meios de comunicação a favorecer e a promover estes valores, «especialmente a solidariedade» e o «bem comum».
O encontro dos bispos responsáveis pelas Comunicações Sociais da Igreja de Portugal e Espanha não terminou sem os participantes passarem pela Redacção e Gráfica do Diário do Minho, onde foram recebidos pelo director e pelo administrador.
Nas instalações do DM, o padre José Miguel Pereira e o cónego Fernando Monteiro falaram aos prelados espanhóis deste órgão de informação que tal como indica o estatuto editorial é um «diário, regional, de inspiração cristã».
No final seguiram para a Sé Catedral de Braga.

10 de junho de 2009

Portugal e Espanha juntos na promoção dos media católicos


Encontro Ibérico das Comunicações Sociais da Igreja


A Igreja de Portugal e Espanha estão juntas na promoção dos media católicos e manifestam, ao mesmo tempo, preocupação pela forma como é tratada a matéria religiosa nos media laicos. Bispos e responsáveis das Comissões Episcopais da Comunicação Social de Portugal e Espanha terminam hoje uma reunião que decorreu em Braga e que serviu para partilhar projectos e debater temas relacionados com os media e a presença da Igreja na comunicação social.
No segundo dia do encontro, responsáveis da área apresentaram dados concretos das situações vividas nos dois países, uma vez que «os problemas que a Igreja Católica enfrenta a este nível são comuns a Portugal e Espanha» segundo afirmou D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Para o também Bispo do Porto, este encontro é «proveitoso para os dois países».
Com o tema “A Comunicação Social entre a laicidade e o laicismo: possibilidades e obstáculos” pretende-se olhar os desafios que a actualidade coloca à missão da Igreja no âmbito das comunicações sociais. O prelado destacou que a laicidade é algo positivo, mas o laicismo é uma «deriva negativa» que tem a ver com «a inconveniência da expressão pública do religioso».
O encontro ibérico que apresenta hoje de manhã as suas conclusões conta com a presença de três bispos portugueses e cinco espanhóis. Dois padres, um espanhol e outro português, um cónego português e um leigo também compõem o restante painel de participantes.
No Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese de Braga estes responsáveis ouviram o professor de Comunicação Social, da Universidade do Minho, Manuel Pinto. Depois, D. Fernando Sebastián, Arcebispo Emérito de Pamplona e o cónego João Aguiar Campos, presidente do Conselho de Gerência da Rádio Renascença, apresentaram as respectivas situações das Comunicações Sociais da Igreja.

Atenção à ecologia
dos media
Manuel Pinto, da UM, apresentou uma comunicação com o próprio título do encontro ibérico e começou por falar aos participantes desta reunião de trabalho de algumas tendências que se observam actualmente no panorama dos media fazendo-o a partir de «um olhar antropológico e não tanto político» de modo a sublinhar e a relevar a forma como os media estruturam o quotidiano das pessoas.
O professor de Comunicação Social garantiu que esta é «uma instância fundamental para a forma como muitas pessoas pensam problemas importantes». Depois de valorizar mais o lado antropológico dos media e não tanto o seu lado comercial chamou a atenção para a «dimensão ecológica dos meios de comunicação social» já que «a qualidade de vida simbólica tem nos média um instância fundamental».

«Laicismo é
eufemismo de ateísmo»
Por sua vez, e depois de um breve intervalo, o antigo Bispo de Pamplona destacou as dificuldades que a Igreja espanhola vai sentindo, particularmente advenientes do laicismo e das transformações rápidas que a sociedade vai realizando. Para D. Fernando Sebastián «a instabilidade da sociedade espanhola favorece a assimilação pouco crítica das inovações culturais do laicismo».
Denunciando que o «laicismo é um eufemismo de ateísmo», o responsável espanhol apontou o dedo ao que chamou «privatização do religioso» e a muitas políticas socialistas que o governo de Luis Zapatero vai implementando. E denunciou: «em Espanha, ser religioso é como ser coleccionador de selos, ou ser alguém com ‘afición’».



RR cria “Prémio Monsenhor Lopes da Cruz”
Faz falta em Portugal
um diário católico nacional

Da situação da Comunicação Social da Igreja em Portugal falou o cónego João Aguiar salientando, a partir de uma afirmação recente do Patriarca de Lisboa, que o balanço da relação entre media e Igreja é positivo embora «em algumas circunstâncias seja necessário forrarmo-nos de paciência».
Segundo presidente do Conselho de Gerência da RR a religião, para uns, está presente como um «murmúrio» e, para outros, em «excesso». Relevando que a religião é um assunto que vende, fez também um “mea culpa” em nome da Igreja pela forma como esta vai olhando a problemática da comunicação social.
Como sugestão, o antigo director do Diário do Minho manifestou a opinião de que seria importante existir em Portugal um diário católico de tiragem nacional ou então um semanário. Sobre a questão da forma como é tratado o assunto religioso nos media João Aguiar defendeu que mais importante que fazer campanha pela Igreja é fundamental saber ler cristamente os acontecimentos sociais do dia-a-dia, à luz do Evangelho.
O responsável deu ontem a conhecer que a RR vai criar o “Prémio Monsenhor Lopes da Cruz”, no valor de 50 mil euros, com o objectivo de distinguir personalidades que tenham uma intervenção cultural marcada pelos valores da verdade, da ética e do sentido do bem comum.
Recorde-se que monsenhor Lopes da Cruz fundou revistas, dedicou-se ao cinema e ajudou a lançar a RTP, embora a sua maior obra tenha sido a criação da Renascença.

9 de junho de 2009

Mundo moderno deve ser reconstruído por valores humanos


D. António Couto em Vieira do Minho

O Bispo Auxiliar de Braga afirmou ontem que o mundo moderno deve ser reconstruído por valores humanos, como o amor, a verdade, a fidelidade e a confiança e «não tanto pela construção de bancos e outros edifícios». Denunciando uma cultura moderna que se vai voltando mais para a morte do que para a vida, D. António Couto pediu, na peregrinação arciprestal de Vieira do Minho, a mais de um milhar de pessoas que saibam viver os valores humanos e cristãos à imagem de Maria, «ícone mais perfeito de Deus» e «bússola para os nossos olhos».
No alto do monte, em Cantelães, o prelado que fez todo o percurso da peregrinação desde a igreja da vila até ao cruzeiro, começou por acolher os fiéis no que chamou «santuário a céu aberto» ou então «pequeno céu na terra». Com uma dezena de sacerdotes, D. António Couto presidiu à Eucaristia de encerramento da peregrinação e começou, cintando o Papa Bento XVI, por explicitar o sentido do verbo “adorar” que «implica boca-a-boca, beijar» e que manifesta «intimidade», «confiança», «amizade» e «ternura».
Na homilia, o Bispo Auxiliar afirmou que «a fé é uma segurança pessoal» que «assenta na confiança, na fidelidade e no fiar-se em Deus». Ao olhar o mundo moderno «a cair aos bocados, feito em cacos» defendeu que «as pessoas perderam a segurança e a confiança porque perderam a ternura e a intimidade».
Denunciando um certo relativismo e individualismo do mundo actual, presente na baixa taxa de natalidade que se vai registando, afirmou que «os lares estão a desfazer-se» e «os cemitérios e casas funerárias estão a aumentar». Assim, «diminuem as mães, diminui a ternura e o afecto e diminui também Deus», frisou.
Em dia de eleições para o Parlamento Europeu, o prelado não passou ao lado do tema e afirmou que a anunciada e registada abstenção alta revela falta de confiança e de fidelidade dos eleitores nos candidatos. «Há muita desconfiança e insegurança dos eleitores» afirmou D. António Couto.
A este respeito, apontou que há a necessidade de, cada vez mais, haver «verdade» nos programas eleitorais e acima de tudo nos candidatos. E apontou Nossa Senhora como exemplo: «se fôssemos eleger Maria a eleição seria mais participada porque Ela é de confiança, é fiel».
Com um discurso claro e simples, o prelado afirmou que «falta no mundo de hoje pessoas que vivam os valores que se vêem em Maria». Para o bispo «Maria é o ícone para a reconstrução dos valores em Portugal». «O mundo só pode subsistir se se basear na verdade, na ternura, no amor, na fraternidade e a solidariedade», referiu.
A peregrinação do arciprestado de Vieira do Minho a Nossa Senhora da Fé assinalou também os 250 anos da inauguração daquele santuário. Houve tempo, ainda, para uma equipa da paróquia de Cantelães levar a cabo uma campanha de angariação de fundos que revertem para a construção do Lar de Idosos Padre Lima, daquela comunidade. Segundo o padre Nuno Campos, é um projecto financiado pelo Pares que custa mais de 870 mil euros e para o qual a comunidade não tem dinheiro.

7 de junho de 2009

Portugueses desafiados a financiar projectos missionários


Fundação Evangelização e Culturas lança campanha

Mesmo em tempo de crise económica, os portugueses são desafiados a financiar alguns projectos missionários desenvolvidos pela Fundação Evangelização e Culturas (FEC) que acaba de lançar uma campanha nacional com o objectivo de angariar financiamentos para a implementação de dez projectos de cooperação a desenvolver em Angola, Moçambique, Timor-Leste e também em Portugal. Esta campanha realizada no âmbito da Plataforma de Voluntariado Missionário designa-se “Agir para desenvolver – Projectos de Esperança”.
Segundo um comunicado de imprensa da FEC os dez projectos, executados por dez organizações, pretendem ser «um contributo no combate à pobreza, através da actuação em diferentes áreas, como Educação, Economia Sustentável, Apoio Social, Animação Juvenil e Saúde».
Os projectos pretendem responder a necessidades específicas diagnosticadas pelos voluntários e missionários que diariamente estão com as populações e às quais a FEC quer responder.
Os portugueses são assim desafiados a contribuir e a financiar estes projectos que constituem uma resposta concreta aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Para contribuir e apoiar estas iniciativas os interessados podem enviar os donativos via CTT ou via internet. Mais infirmações dos projectos podem ser encontradas em www.agirparadesenvolver.org.

Projectos respondem
a necessidades
São dez projectos que se dividem entre Angola, Moçambique, Timor-Leste e Também Portugal.
“Juntos na hi funda” é um projecto da responsabilidade das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres que pretende promover o desenvolvimento educativo e formativo das crianças e jovens da vila de Manjacaze (Moçambique). A requalificação, apetrechamento e dinamização da biblioteca local custa mais de 17 mil euros.
A paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Famões, (Angola) está com o projecto “Um Futuro para Nambuangongo”, com o objectivo de diminuir o abandono escolar e aumentar o grau de escolaridade das mulheres da aldeia. A reabilitação de um internato, a aquisição de mobiliário básico e reabilitação da casa da missão para apoio comunitário vai custar mais de 43 mil euros.
“Caminhos e Sorrisos” está a cargo do grupo “Diálogo”, dos Missionários do Verbo Divino, e pretende construir uma comunidade viva, autónoma e integrada na comunidade de Terraços da Ponte (Sacavém). Este projecto orçado em sete mil euros vai fazer a requalificação do espaço de culto, a organização da Festa da Família e a dinamização de colóquios.
“Ensino para Todos” quer aumentar a frequência escolar no Bairro Vunguine, em Boane (Moçambique) em 50 por cento. Com um orçamento de 43 mil euros, a Congregação dos Sagrados Corações vai construir e apetrechar três salas de aula, de forma a permitir às 500 crianças do bairro o acesso ao ensino básico.
Em Timor-Leste, a Juventude Hospitaleira quer combater a pobreza através do fomento de actividades económicas. “Padaria Comunitária” é o projecto destinado à comunidade de Laclubar que custa três mil euros e passa pela reconstrução do edifício da padaria e pela formação de responsáveis pela mesma, nomeadamente na área de gestão, segurança e higiene alimentar.
A Associação de Leigos Voluntários Dehonianos tem o projecto “Ensinar para Aprender em Luau” com a finalidade promover o desenvolvimento educativo em Moxico (Angola). Para a criação, informatização e apetrechamento da biblioteca central que dá apoio às 30 escolas locais e para o apetrechamento de 30 escolas com kit's didácticos são precisos mais de 31 mil euros.
“A Caminho do Futuro” vai criar uma sala de informática no Centro Social Flori, no Bairro das Mahotas, em Maputo (Moçambique). Este projecto custa mais de oito mil euros e está com as Irmãs Missionárias Dominicanas.
“Promoção pela Educação” é outros dos projectos que pretende promover o desenvolvimento integral de meninas do Centro de Acolhimento da zona de Humpata (Angola). A finalização da construção e apetrechamento deste centro com a dinamização de aulas de apoio e recuperação escolar e ainda animação de actividades lúdicas é um projecto da associação Sol Sem Fronteiras que está orçado em 50 mil euros.
“Partilhar é Amar”, da Associação Mãos Unidas Pe. Damião, quer promover o apoio social a crianças órfãs, mães solteiras, idosos e portadores de SIDA em Moçambique. Campanhas de sensibilização, realização de actividades para a promoção da mulher, de encontros mensais com as mães e de visitas domiciliárias custam, ao todo, mais de 35 mil euros.
“Grão a Grão” vai contribuir para a melhoria alimentar e aumento da qualidade de vida da comunidade do Gungo (Angola). São precisos mais de 11 mil euros para o Grupo Missionário Ondjoyetu fazer a implementação de um posto de moagem no centro da localidade e para a formação e iniciação de processos de produção de farinha.

6 de junho de 2009

Braga acolhe exposição de modelismo



Mais de mil peças de 300 artistas lusos e estrangeiros

São mais de mil peças da autoria de artistas portugueses e estrangeiros que se dedicam ao modelismo que vão estar expostas em Braga durante esta semana, em quatro pontos diferentes da cidade. A IV Exposição e II Concurso Internacional de Modelismo decorre de hoje até ao próximo domingo, dia 14, depois de alguns anos de interregno.
Organizada pela “Acesso ao pódio”, uma associação bracarense sem fins lucrativos que promove actividades de âmbito desportivo e cultural, esta iniciativa volta a acontecer em Braga depois de mais de uma década de interregno por causa da falta de apoios e incentivos. Paulo Braga, presidente da associação, disse ao Diário do Minho que este ano conseguiram-se apoios logísticos que permitiram o relançamento da iniciativa.
Câmara Municipal, INATEL, Refer e Íris e Voltares são as instituições que colaboram com a “Acesso ao Pódio” que, para além da exposição, promove um concurso dividido em diversas categorias: aviões, barcos, helicópteros, camiões, motos, maquetas, comboios e dioramas, tendo em conta as escalas das peças (1:24, 1:35 e 1:72).
Esta IV Exposição e II Concurso Internacional de Modelismo vai decorrer simultaneamente em quatro espaços privilegiados da cidade de Braga: Caminhos-de-Ferro, Inatel, Casa dos Crivos e Galeria S. Marcos. A sessão inaugural deste evento decore hoje, às 11h30, em frente ao largo da Estação dos Caminhos-de-Ferro de Braga, seguindo-se uma passagem pelas instalações da delegação de Braga do INATEL, na Avenida Central, e pela Galeria de S. Marcos e Casa dos Crivos.
A exposição estará aberta das 9h00 às 23h00 em todos os quatro espaços e, para Paulo Braga, é uma oportunidade para os bracarenses em geral, alunos, escolas e até estudantes universitários, verem com os próprios olhos peças únicas no mundo.
Segundo este responsável, esta exposição começou a ser preparada há mais de um ano e exigiu muito empenho e muitos contactos para que mais de 300 artistas pudessem expor na “cidade dos Arcebispos”. A mostra destes amantes do modelismo – recriação de peças em escala reduzidas – conta com participações de Portugal, Espanha, Brasil, África do Sul, Holanda e Alemanha.
O presidente da entidade promotora referiu que alguns dos nomes mais sonantes, quer portugueses quer estrangeiros, vão marcar presença nesta iniciativa que decorre tendo em conta o calendário das diversas exposições que se realizam no mundo sobre esta temática. António Seijas, Martin Requejo, José Carvalho ou Eduardo Graça são alguns dos expositores presentes.

Hospital S. Marcos aprovado ao nível da gestão de resíduos


Seminário contou com painel de convidados unânime

O Dia Mundial do Ambiente foi o dia escolhido pelo Hospital de S. Marcos (HSM) para mostrar que este está a verificar resultados positivos ao nível da gestão dos resíduos provenientes da sua política ambiental que conta com o apoio da Braval, da Agere e da Ambimed. Num seminário promovido ontem pela equipa da Gestão do Risco desta unidade hospitalar, representantes destas três empresas apresentaram os bons resultados obtidos pelo e no Hospital de S. Marcos, que se assume como instituição atenta e preocupada com as questões ambientais e de poupança energética.
O seminário denominado “Abrir uma janela para… o ambiente” contou com a presença de Lino Mesquita Machado, na abertura dos trabalhos, e o administrador do hospital destacou, desde logo, algumas das acções recentes, promovidas pelo hospital, que vão na linha da defesa do ambiente que é uma questão de saúde pública. «Mesmo antes de haver legislação sobre gestão de resíduos em hospitais, já aqui tínhamos normas concretas a cumprir nesse sentido», afirmou, salientando que o HSM está no bom caminho da promoção e defesa ambiental e na poupança energética.
Das empresas e instituições presentes no seminário, Pedro Machado, da Braval, foi o primeiro a intervir e a louvar a atitude pró-activa do S. Marcos. «Louvo e agradeço viver numa região que tem um hospital que se preocupa com o ambiente», sustentou logo de início.
O director geral executivo da empresa intermunicipal referiu-se às inovações introduzidas na Braval – precisamente ontem – que passa a designar-se Ecoparque Braval e que pretende, mais que fazer a recolha selectiva dos resíduos, a sua valoração, tendo em conta as medidas e as directrizes emanadas pela Comissão Europeia. «Se não cumprirmos os objectivos teremos taxas pesadas a pagar», afirmou.
Pedro Machado revelou ainda alguns dados do protocolo estabelecido entre HSM e Braval há um ano atrás que o levam a afirmar que «muito trabalho já foi feito, mas ainda há caminho a percorrer» no âmbito da melhoria pretendida ao nível da gestão de resíduos.

Taxa
da recolha de lixo
«é cara»
Da Agere marcou presença Nuno Ribeiro que defendeu a centralidade desta empresa no que diz respeito à questão da saúde pública. Apresentando as significativas melhorias avançadas pela empresa – Braga é um concelho com uma taxa de cobertura da rede de água na ordem dos 98 por cento e dos 95 por cento em relação ao saneamento – sustentou que já foram investidos pela empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga cerca de 50 milhões de euros na melhoria das condições. «Isto é saúde pública», frisou Nuno Ribeiro.
O responsável anotou ainda que no ano transacto foram poupados cerca de 400 mil metros cúbicos de água, facto que nota a atenção da empresa em relação ao tão badalado problema da falta de reservas hídricas.
Em relação à recolha dos lixos, Nuno Ribeiro sustentou que a colocação de ecopontos na cidade de Braga traduziu-se numa redução de lixo em cerca de 50 toneladas por dia. «Das 250 toneladas de lixo, em média, que a Agere recolhe diariamente, conseguimos baixar o número para 150», declarou.
Nuno Ribeiro fez também a apologia da Agere sobre as taxas pagas pelos munícipes. «Não temos saldos negativos, mas também não temos lucros», frisou, referindo que «a taxa é cara», mas «serve bem o munícipe».
Finalmente, Anabela Januário, da Ambimed, referiu-se ao trabalho feito no HSM em relação à gestão de resíduos hospitalares. Dando conta da legislação vigente, a responsável apresentou a divisão e fez a diferenciação dos quatro grupos de resíduos produzidos em hospitais ou estabelecimentos congéneres.
Recolha selectiva, regras de acondicionamento, tratamento e transporte dos resíduos hospitalares – equiparados a urbanos, hospitalares não perigosos, de risco biológico ou ainda de risco específico – foram pontos abordados por esta responsável que, como os anteriores, enalteceu o trabalho do hospital bracarense ao nível da política ambiental.
Neste seminário intervieram ainda Joana Castro, da Société Générale de Surveillance (SGS), sobre “Certificação ambiental. Que desafios?” e Amparo Barreiro e Marta Guilherme sobre “Avaliação do conforto térmico em hospitais e centros de saúde na Região Norte”, um projecto do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Norte.

5 de junho de 2009

Peça musical “Paulo de Tarso” sobe ao palco do Auditório Vita


Grupo de Teatro S. João Bosco


A peça que o Grupo de Teatro S. João Bosco, constituída por seminaristas de Braga, vai apresentar no final deste ano lectivo é sobre a figura de Paulo de Tarso, como forma de assinalar o Ano Paulino. Trata-se de uma espécie de musical, escrito por seminaristas, com uma hora de duração, que será apresentado durante três noites (10, 11 e 12 de Junho) e uma tarde (14 de Junho) no Auditório Vita, em Braga.
A peça, que pretende contar a vida de S. Paulo, demorou cerca de três meses a preparar e conta com a participação de músicos e de alunos dos dois seminários da Arquidiocese.
Com produção do Grupo de Teatro S. João Bosco, músicas de Paulo Pires e letras de Ricardo Correia, “Paulo de Tarso” apresenta, num acto único, alguns momentos da vida de Paulo, intercalados com a execução musical dos chamados “hinos cristológicos” incluídos nos escritos paulinos.
Conversão, discurso no Areópago, Paulo na prisão, encontro com Lídia e viagem para Roma são alguns dos momentos representados com a apresentação da peça intercalada por cerca de 20 músicas originais. A Escritura e as pinturas de Ilda David’, expostas no Seminário Conciliar, serviram de base de inspiração aos autores.
Segundo Christofer Sousa e Paulo Pires, do Grupo de Teatro S. João Bosco, a peça termina com a execução de um «hino à Palavra» e ainda com o «hino da caridade».
No panfleto publicitário da iniciativa, os organizadores escrevem que «Paulo de Tarso» é «um nome conhecido», com «uma história bimilenar». A representação é «um cantar desse nome e um contar dessa história, sussurrado por entre sons e imagens transtemporais».
Os actores são seminaristas do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, os figurantes são do Seminário de Nossa Senhora da Conceição. Os músicos que estarão em palco são Filipa Almeida, Ana Pinheiro, José Domingues, Rúben Araújo, Marco Carvalho, Fábio Rio e Paulo Pires.
Os organizadores querem que a peça seja vista pelo maior número possível de pessoas, por isso a entrada é gratuita, e foi escolhido o Auditório Vita porque tem melhores condições e mais lugares que o salão de S. Frutuoso, na Rua D. Afonso Henriques.
De resto, a solidariedade move também o Grupo de Teatro do Seminário Conciliar, já que algumas receitas que possam vir de donativos feitos ao Grupo reverterão para a APPACDM de Braga.

Missa celebrada na cripta com projecção para o exterior

Peregrinação arquidiocesana ao Sameiro realiza-se domingo

A novidade mais relevante da peregrinação arquidiocesana a Nossa Senhora do Sameiro, que acontece este domingo, tem a ver com o facto da missa de encerramento ser celebrada na cripta do santuário. Para os peregrinos que porventura possam não ter lugar no interior da cripta e terão que ficar no recinto exterior, serão colocados dois painéis para fazer a projecção da celebração.
Depois da experiência do ano anterior em que a missa foi celebrada no recinto exterior, o cónego José Paulo Abreu, responsável da Confraria do Sameiro, disse ao Diário do Minho que a mudança de local da celebração é a única alteração relevante da peregrinação deste ano da Arquidiocese ao santuário mariano de Nossa Senhora do Sameiro.
Como habitual, a peregrinação sai da Sé de Braga, pelas 7h00, e segue o percurso normal, passando pelo Bom Jesus e chegando ao santuário localizado na freguesia de Espinho, pelas 11h00. Começa, de seguida, a Eucaristia que é presidida pelo Arcebispo Primaz e que pretende, segundo as intenções estabelecidas para este ano, «rezar por todos os desempregados, os sem pão, sem lar, carenciados, aflitos e os que vivem na miséria».
A juntar a estar intenções, não passará despercebido, segundo o também Vigário Geral da Arquidiocese, a celebração do Ano Paulino, que encerra oficialmente a 28 deste mês.
A Peregrinação Arquidiocesana ao Sameiro junta todos os anos milhares de pessoas numa devoção que pretende honrar Nossa Senhora, exaltando o seu papel fundamental na história da Salvação. As muitas paróquias com presença assídua fazem-se acompanhar de bandeiras, estandartes e cruzes paroquiais, numa peregrinação onde os cânticos, na sua maioria marianos, e a oração do Terço são também presença constante durante o trajecto de Braga até ao Sameiro.

Imitar Deus na atenção aos outros

D. António Couto pediu na “Católica” de Braga



D. António Couto pediu aos docentes, alunos e funcionários do Centro Regional de Braga, da Universidade Católica Portuguesa (UCP), que saibam imitar Deus na atenção aos outros. Na missa de encerramento de mais um ano académico, na capela da Universidade, foram lembradas ainda as pessoas ligadas à instituição que faleceram durante este ano, particularmente o padre António Ferreira Rodrigues.
O Bispo Auxiliar de Braga, apoiado na leitura (mal proclamada!) do livro de Tobias, falou da «bondade de Deus» uma vez que esse livro – que significa literalmente “Javé é bom” – contém «elementos essenciais e ordinários da existência humana» como «a compaixão e a misericórdia», «a doença», «as viagens e o acompanhamento dos viajantes», tendo como pano de fundo a figura atenta e bondosa de Deus.
Ressalvando a importância destes cenários bíblicos neste livro da Bíblia o prelado salientou que «Deus é companheiro de sempre» e que «a vida resume-se a amar Deus de todo o coração e a amar os irmãos da mesma maneira».
Nesta linha, o prelado pediu que todos saibam «fazer da vida atenção permanente aos irmãos», uma vez que «devemos fazer como Deus faz». E disse: «Não podemos perder de vista Deus que também não nos perde a nós da sua vista».

Padre António Rodrigues
foi recordado
Na presença de algumas dezenas de alunos, de professores e funcionários do Centro Regional, com a presença do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo (equipa formadora e seminaristas), o prelado que também está ligado à UCP não se esqueceu de pedir e rezar pelos que faleceram durante este ano e que estão ligados à instituição de ensino superior. Aliás, no início da celebração, foram enumerados, por um aluno, os nomes das pessoas ou familiares falecidos que de alguma forma estão ligados à “Católica” de Braga. De destacar, o padre António Ferreira Rodrigues, que foi professor durante várias décadas na Faculdade de Teologia, e que faleceu recentemente. «Que o Senhor receba aqueles que deixaram o nosso convívio e já partiram e que o carinho, a ternura e a atenção de Deus sejam o seu conforto», rezou D. António Couto a terminar a pequena homilia.
Mas, porque se tratava da missa de encerramento de mais um ano académico, o prelado não esqueceu de pedir a bênção de Deus para os «trabalhos académicos deste ano feitos de amor e com amor».
Acompanhado ao órgão por João Duque, director adjunto da Faculdade de Teologia, o professor José Carlos Miranda e um grupo de seminaristas sustentou o canto da assembleia litúrgica que decorreu em ambiente de calma e serenidade.
No final foi servido um “verde de honra” nos corredores da Faculdade de Teologia.

3 de junho de 2009

Turismo religioso: 7 milhões de pessoas/ano


Santuários de Braga seguem atrás de Fátima no “ranking” dos mais visitados

O turismo religioso em Portugal envolve cerca de sete milhões de pessoas por ano e, embora não haja estatísticas oficiais, deve corresponder a cerca de 10 por cento do movimento turístico total, gerando receitas anuais de 700 milhões de euros. Atrás do Santuário de Fátima que lidera o “ranking” português dos locais mais visitados seguem quatro santuários localizados na Arquidiocese de Braga: Sameiro, Bom Jesus, São Bento da Porta Aberta e Penha.
A não existência de estatísticas oficiais, e de apenas estimativas da Secretaria de Estado do Turismo, explica-se pelo facto do turismo religioso ou turismo com destinos religiosos estar integrado naquilo que é chamado de “turismo cultural” (“touring cultural”). Esta opção gera críticas por parte de responsáveis do sector, críticas essas que estão de hoje até sábado, na agenda de trabalho do II Congresso Ibero-Americano de Destinos Religiosos, que se realiza em simultâneo com o V Congresso Internacional de Cidades-Santuário, em Fátima.
A inclusão do turismo religioso no designado turismo cultural é criticada por investigadores e operadores, que defendem a reformulação do Plano Estratégico de Turismo.
A falta de dados fidedignos sobre este sector de actividade turística é reconhecida tanto pelo Turismo de Portugal como pela Associação Mundial de Turismo Religioso (WRTA), cujo presidente, Kevin Wright, referiu que «não há dados específicos sobre Portugal, além dos que se referem ao Santuário de Fátima».
Kevin Wright mencionou à Lusa que o Santuário faz um «excelente trabalho» nessa área, embora se refiram apenas às peregrinações e número de peregrinos que se registam nos seus serviços.
A nível mundial, o turismo religioso movimenta entre 300 e 330 milhões de pessoas por ano, gerando receitas de 15 a 18 mil milhões de euros.
Portugal terá uma fatia de cerca de dois por cento desse tráfego turístico, disse Varico Pereira, da cooperativa Turel, indicando que o turismo religioso envolve cerca de sete milhões de pessoas/ano, dos quais cinco milhões têm Fátima como destino.
A nível mundial, Lourdes (França) é um dos principais destinos turísticos religiosos, com seis milhões de visitantes, mas a peregrinação a Kumbha Mela (Índia), que se realiza durante dois meses de 12 em 12 anos, reuniu, em 2001, 75 milhões de pessoas.
Santiago de Compostela (Espanha), um exemplo de gestão turística que vai ser apresentado neste congresso, recebe mais de quatro milhões de visitantes, enquanto a peregrinação anual a Meca atinge os 2,5 milhões de visitantes.
Em Portugal, Fátima é o principal destino, com cerca de cinco milhões de visitantes por ano, a larga distância dos restantes locais, quase todos situados no Norte.
Segundo Varico Pereira, responsável da Turel, os santuários do Bom Jesus e de Nossa Senhora do Sameiro, de São Bento da Porta Aberta, e também de Nossa Senhora da Penha, todos na Arquidiocese de Braga, surgem depois na lista dos locais religiosos mais visitados, com cerca de um milhão de turistas/ano.
Para este responsável, é preciso não esquecer que 75 por cento do património português é de origem religiosa, pelo que a grande maioria das visitas é feita a locais religiosos, «o que representa um grande potencial de desenvolvimento».

excerto Diário do Minho

26 de maio de 2009

Cristãos devem limpar sinais de corrupção do mundo




Vigário geral na peregrinação à Senhora do Pilar

O cónego José Paulo Abreu desafiou os cristãos do arciprestado da Póvoa de Lanhoso a trabalhar na transformação do mundo actual, concretamente limpando dele todos os «sinais de corrupção, falta de verdade e de egoísmo». Na homilia da peregrinação arciprestal ao santuário de Nossa Senhora do Pilar, o vigário geral da Arquidiocese desafiou ainda os milhares de pessoas presentes a não esquecerem a oração do rosário que é a devoção do amor a Nossa Senhora.
Na Eucaristia, concelebrada por uma dezena de párocos, no anfiteatro natural situado junto ao templo mariano, o capitular que presidiu à celebração começou por dar conta da festa litúrgica da Ascensão que «convida a olhar para o Céu, onde está o Filho, juntamente com Deus Pai e com Nossa Senhora». «Ela, no céu, é medianeira de todas as graças e intercessora», afirmou, exortando a que todos os cristãos «coloquem junto de Deus as suas intenções, por meio das mãos de Nossa Senhora».
A festa da Ascensão representa a «entronização de Jesus», fazendo-o «Senhor de tudo, à direita do Pai» mas, permite igualmente contemplar a figura de Nossa Senhora que também teve a honra de ser elevada ao Céu, como recompensa da sua vida cheia de graça e cheia de Deus. Na sua vida terrena, Maria foi «perfeita no amor».
Com veemência, o cónego José Paulo Abreu distinguiu duas formas de as pessoas se situarem perante a vida. Por um lado, «podemos escolher viver nas trevas, com atitudes de ódio, inveja e egoísmo, e estamos, assim, a preparar o inferno». Todavia, «temos também a possibilidade de vivermos na luz, com atitudes de amor, de serviço, de solidariedade e de respeito», afirmou o presidente da celebração, ressalvando que «assim se prepara o Céu».
Mediante a liturgia da Palavra, o vigário geral ainda ressalvou o desafio constantemente colocado aos cristãos e que tem a ver com a construção do Reino de Deus no mundo. «É preciso lutar contra os demónios e expulsar as serpentes ou seja, é urgente combater o mal do mundo e lutar contra as tentações». O capitular elencou de seguida que «o combate ao mal faz-se lutando contra toda a corrupção, o egoísmo e a falta de verdade».
A terminar a reflexão, o sacerdote pediu que os cristãos não esqueçam a devoção do rosário ou do terço. «Como em momentos vários da vida usamos flores para significar a nossa estima e o nosso amor a alguém – elencou o nascimento, as diversas festas, o casamento e até a morte – não podemos esquecer de dar rosas a Nossa Senhora», disse. «Cada ‘Ave Maria’ que rezamos é uma rosa que depomos junto de Nossa Senhora», finalizou.
A peregrinação arciprestal à Senhora do Pilar, apesar de alguma chuva que foi caindo, juntou milhares de pessoas. As paróquias povoenses aderiram ao apelo lançado pelos párocos e fizeram-se representar com estandartes, bandeiras e cruzes paroquias. De realçar a presença de muitos movimentos de apostolado mas, também, de muitas associações e instituições civis, desde logo a Câmara Municipal, com Manuel Baptista a incorporar a peregrinação até ao alto do monte.

24 de maio de 2009

"Directa com Deus" cativou 700 jovens





Jovens responderam em massa
e “aguentaram” até ao Sameiro

Cerca de 700 jovens responderam ao apelo lançado pelo Grupo Peregrinos que organizou e promoveu anteontem à noite a III edição da Noite UP’S – Upa para o Sameiro. Os participantes deram, desta forma, uma resposta cabal ao mote “Será que aguentas?”, que serviu de tema geral desta peregrinação nocturna, superando os objectivos da organização.
As principais ruas da cidade de Braga ganharam nova e diferente vida. Segundo afirmou Paulo Barbosa ao Diário do Minho, depois de lançado o desafio, que se trata de uma «proposta cristã radicalmente diferente», os participantes «mostram-se à altura», havendo, durante a noite, «tempo para pensar, reflectir, rir e ser-se surpreendido».
A noite iniciou-se com a apresentação dos diferentes grupos presentes, desde Lisboa aos do Norte do país. Alguns temas paulinos foram dramatizados com pormenor, não faltando sequer os cavalos nas passagens retratadas na Escritura relativas ao Apóstolo. S. Paulo esteve ainda numa apresentação “em directo” com os jovens a pressagiar o quão proveitosa poderia ser o início de uma caminhada sem dormir.
Depois da abertura, D. Jorge Ortiga presidiu à Eucaristia na igreja de Tibães, que foi concelebrada pelos padres dos vários movimentos implicados na organização da iniciativa. O coro da missa de Finalistas animou a celebração.
Nas ruas a caminho do centro da cidade, os grupos de Jovens em Caminhada brindaram os presentes com alegorias referentes à temática paulina, desde a sua conversão – ou experiência a caminho de Damasco – até às dificuldades que sentiu em evangelizar os não crentes.
Já com a noite longa, o Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo acolheu os participantes, na única igreja da arquidiocese dedicada a S. Paulo, que foi palco de várias manifestações religiosas pensadas para jovens e levadas a cabo pelos Jovens Sem Fronteiras.
Por volta da 05h00, o Parque da Ponte de S. João, preparado a rigor pelos jovens de S. Mamede d’ Este, acolheu o momento “Blog do Paulo” que foi um dos muitos momentos em que os participantes tiveram um papel activo na noite.
Na Rodovia, o jesuíta João de Brito lançou os pontos de oração que auxiliaram os peregrinos a encararem com fé, o trajecto seguinte que levou até ao Bom Jesus do Monte.
Já no alto do Sameiro, ao romper do dia, e “quando as pilhas teimavam em apagar-se”, os jovens ainda encontraram força interior para um encontro com Nossa Senhora.
Segundo uma das peregrinas, «o mote “Será que aguentas?” numa “directa com Deus” é uma questão fulcral para grande parte dos participantes, pois muitas vezes duvidámos de nós mesmos, da nossa fé, e, só quando colocados à prova, é que vamos descobrindo até onde vamos, o que somos e o que podemos ser».
Paulo Barbosa, um dos pioneiros na organização desta iniciativa, salientou o modo ordeiro e correcto que decorreu a peregrinação, apesar de um ligeiro atraso. Passada que está a Noite UP’S, o Grupo de Peregrinos, agradecendo o apoio e a participação de todos, deixou já o convite para as próximas actividades, concretamente o Hi-God. Será que os mesmos vão responder?

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...