Mostrar mensagens com a etiqueta jovens. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jovens. Mostrar todas as mensagens

17 de outubro de 2017

"Devemos ouvir os jovens!". Será mesmo?


XV ASSEMBLEIA ORDINÁRIA GERAL DO SÍNODO DOS BISPOS

Jovens, fé e discernimento vocacional



Com esta jornada, a Igreja quer ouvir a voz, a sensibilidade, a fé e também as dúvidas e críticas dos jovens. Devemos ouvir os jovens! (Papa Francisco, ao convocar uma reunião pré sinodal, agendada para Março de 2018)

Precisamos abordar os jovens não só para nos ajudar a entender "como" anunciar a mensagem cristã hoje, mas também para entender melhor "o que" o Senhor Jesus pede a sua Igreja hoje ", o que ele espera desse momento histórico" o que "cortar" e o que "em vez de encontrar dentro de sua missão. (Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral)

“Os jovens são importantes, têm papel decisivo no futuro e é preciso dar-lhes espaço, inseri-los e também receber os seus contributos”. (D. Joaquim Mendes)


Diante disto, estou convencido que não basta dizer e desejar que os jovens sejam ouvidos na Igreja/pela Igreja. Pergunto-me se eles querem mesmo falar à Igreja? Será que estão dispostos a isso? Ou reina entre nós a indiferença generalizada que advém da secularização?

Mais ainda: Será que nós os queremos mesmo escutar? Muitas vezes não estou certo disso...

Além disso: Será que criamos as condições/espaços/lugares para que os que querem falem e nós os escutemos?


Não conheço a totalidade das iniciativas diocesanas sobre esta matéria. Conheço algumas. Mas vou vendo o tempo a passar, as fases diocesanas a concluir-se, e vou constatando pouco entusiasmo. O que é pena! E também sinal. 



9 de agosto de 2017

Caminho de Santiago de Compostela


Carimba no coração o nome do irmão!

Preguiça e comodismo. Medo e tibieza. Férias e trabalho. Indisponibilidade e até incapacidade. De tudo isto fiz desculpa durante vários anos para evitar fazer o Caminho de Santiago!

Este ano, dou graças por ter realizado esta experiência espiritual, ciente de que para cada prova há uma esperança! Agora, mais que nunca, sei que até a maior peregrinação começa com um pequeno passo! Dá-lo é imperioso!
Canta assim a fadista: "É preciso perder pra depois se ganhar e mesmo sem ver acreditar"! Aquilo que se ganha na vida e para a vida, no Caminho, depois de "cada passo que demos em frente", "caminhando sem medo de errar", é sumamente mais saboroso que tudo.
Dou graças a Deus por quanto cada passo se revestiu simultaneamente de uma majestade e de uma simplicidade, de um assombro e de uma maravilha permanente. Dou graças a Deus porque no Caminho todos somos importantes, todos somos necessários, todos somos peregrinos.
Quem faz o Caminho em grupo, além dos selos na credencial, como que carimba no coração o nome daqueles que o acompanham. Foi isto que senti em relação a cada um dos que comigo se fizeram em frente, quando celebrei a eucaristia ou a reconciliação, quando partilhei a Palavra, o silêncio e o pão, quando acompanhei no passo firme ou arrastado, quando cantei ou dancei, quando ri e até quando chorei.
Agora, continuo a pedir que Deus me conceda o dom, reforçado também no Caminho, de saber e sentir que sou chamado a ser Padre e Pastor, sem deixar de ser Discípulo! Porque nada terei a dizer aos meus irmãos se não estiver disposto a caminhar com eles, e também fisicamente. Porque quero carimbar no coração o nome de cada irmão!


também publicado aqui

fotos aqui

18 de janeiro de 2017

Carta do Papa aos jovens



Carta do Papa aos jovens
por ocasião da apresentação do Documento preparatório
para a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos
Vaticano, 13 de janeiro de 2017

Caríssimos jovens!
É-me grato anunciar-vos que em outubro de 2018 se celebrará o Sínodo dos Bispos sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional». Eu quis que vós estivésseis no centro da atenção, porque vos trago no coração. Exatamente hoje é apresentado o Documento preparatório, que confio também a vós como «bússola» ao longo deste caminho.
Vêm-me à mente as palavras que Deus dirigiu a Abraão: «Sai da tua terra, deixa a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te mostrar!» (Gn 12, 1). Hoje estas palavras são dirigidas também a vós: são palavras de um Pai que vos convida a «sair» a fim de vos lançardes em direção de um futuro desconhecido, mas portador de realizações seguras, ao encontro do qual Ele mesmo vos acompanha. Convido-vos a ouvir a voz de Deus que ressoa nos vossos corações através do sopro do Espírito Santo.

Quando Deus disse a Abraão «Sai!», o que é que lhe queria dizer? Certamente, não para fugir dos seus, nem do mundo. O seu foi um convite forte, uma provocação, a fim de que deixasse tudo e partisse para uma nova terra. Qual é para nós hoje esta nova terra, a não ser uma sociedade mais justa e fraterna, à qual vós aspirais profundamente e que desejais construir até às periferias do mundo?
Mas hoje, infelizmente, o «Sai!» adquire inclusive um significado diferente. O da prevaricação, da injustiça e da guerra. Muitos de vós, jovens, estão submetidos à chantagem da violência e são forçados a fugir da sua terra natal. O seu clamor sobe até Deus, como aquele de Israel, escravo da opressão do Faraó (cf. Êx 2, 23).
Desejo recordar-vos também as palavras que certo dia Jesus dirigiu aos discípulos, que lhe perguntavam: «Rabi, onde moras?». Ele respondeu: «Vinde e vede!» (cf. Jo 1, 38-39). Jesus dirige o seu olhar também a vós, convidando-vos a caminhar com Ele. Caríssimos jovens, encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho? Estou convicto de que, não obstante a confusão e o atordoamento deem a impressão de reinar no mundo, este apelo continua a ressoar no vosso espírito para o abrir à alegria completa. Isto será possível na medida em que, inclusive através do acompanhamento de guias especializados, souberdes empreender um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na vossa vida. Mesmo quando o vosso caminho estiver marcado pela precariedade e pela queda, Deus rico de misericórdia estende a sua mão para vos erguer.
Na inauguração da última Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, perguntei-vos várias vezes: «As coisas podem mudar?». E juntos, vós gritastes um «Sim!» retumbante. Aquele brado nasce do vosso jovem coração, que não suporta a injustiça e não pode submeter-se à cultura do descartável, nem ceder à globalização da indiferença. Escutai aquele clamor que provém do vosso íntimo! Mesmo quando sentirdes, como o profeta Jeremias, a inexperiência da vossa jovem idade, Deus encoraja-vos a ir para onde Ele vos envia: «Não deves ter […] porque Eu estarei contigo para te libertar» (cf. Jr 1, 8).
Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre. Também a Igreja deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores. São Bento recomendava aos abades que, antes de cada decisão importante, consultassem também os jovens porque «muitas vezes é exatamente ao mais jovem que o Senhor revela a melhor solução» (Regra de São Bento III, 3).
Assim, inclusive através do caminho deste Sínodo, eu e os meus irmãos Bispos queremos, ainda mais, «contribuir para a vossa alegria» (2 Cor 1, 24). Confio-vos a Maria de Nazaré, uma jovem como vós, à qual Deus dirigiu o seu olhar amoroso, a fim de que vos tome pela mão e vos guie para a alegria de um «Eis-me!» pleno e generoso (cf. Lc 1, 38).
Com afeto paterno,


FRANCISCO

4 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Da Vocação à Missão – Amar a Deus é servir



 

Diário da Missão Jubilar 14

Sempre foi claro, como objetivo presente em cada ano, no espírito de todos nós e no horizonte de uma esperança fundada, a prioridade a dar à dinamização vocacional.

Coloco no centro das nossas intenções de oração e do nosso caminho de missão esta mesma prioridade pastoral que assumi desde a primeira hora, olhando o nosso Seminário e Pré-Seminário e as várias Comunidades Religiosas, Institutos e formas de consagração presentes na Diocese. Confio a Deus, com particular alegria e fundado júbilo, os seminaristas da nossa Diocese e todos os jovens que sentem o apelo do Senhor e se decidem a seguir o Mestre, com confiança e generosidade.

Espero que da Missão Jubilar surjam frutos abundantes de novas vocações (...)
 
A abrir este belo caminho da Missão, quero deixar uma palavra de particular incentivo e comunhão aos sacerdotes, dedicados, generosos e imprescindíveis colaboradores em toda a Missão. É com todos vós, irmãos sacerdotes, que quero caminhar em Missão Jubilar. (...)
Connosco estão os diáconos permanentes, a viverem a alegria do ministério ordenado a que foram chamados (...)

Temos a alegria de ter, em todos os Arciprestados, Comunidades Religiosas e é significativa a presença e a diversidade dos carismas de consagração secular. (...)
Somos uma Diocese jovem no tempo e na presença de milhares de jovens cristãos, desde a Universidade, às Escolas, às Famílias, às Comunidades e aos Movimentos, que sente este crescer da vida e da fé em tantos sinais de esperança e de dinamismo pastoral que à juventude se devem. Vós sois, em tempo de Missão Jubilar, mensageiros ativos da alegria da juventude e da firmeza da fé que vos habita.

As crianças de hoje são os herdeiros do amanhã e é também para eles e com eles, nas famílias, nas catequeses e nas escolas que queremos celebrar e viver a Missão Jubilar. No vosso encanto queremos ler o brilho do olhar de Deus sobre a nossa terra. Na vossa alegria aprenderemos o fascínio da Missão que tomareis nas mãos como um belo sonho de criança que vai comandar as vossas vidas para sempre.

Confio esta Missão ao desvelo, à oração e ao carinho dos doentes, dos idosos e de todos os que sofrem. Vós sois alavancas do mundo e convosco descobrimos valores preciosos que nos ajudam a dar sentido à vida e valor à missão.

Não esqueço aqueles que nesta hora difícil de crise económica e de precariedade de trabalho sentem mais provações e vivem a braços com situações de pobreza. Queremos caminhar com todos vós em Missão, que aqui se faz experiência de partilha e vivência mais sentida de fraternidade. Também aqui se cumpre o lema da nossa Diocese: Amar a Deus é servir.

(...)
 
Somos «Barco» que se faz ao largo, sem medo e de amarras soltas. Somos «âncora» de horas firmes e «farol» de esperança para navegar em alto mar. Somos «luz» e «sal», à boa maneira do Evangelho de Jesus e utilizando a linguagem tão própria das gentes da Ria e do Mar. Somos peregrinos em busca de Deus e mensageiros das bem-aventuranças nas terras de Aveiro.
 
da Mensagem de D. António Francisco
 
Pe. JAC 

1 de junho de 2012

Concílio Vaticano II e os jovens. Novo livro em co-autoria


Acabo de receber "Vaticano II. 50 anos, 50 olhares", da Editora Paulus.

Uma edição comemorativa do Concílio Ecuménico Vaticano II, na qual também assino um pequeno texto (como os demais 49), acerca do grande acontecimento que foi o último concílio da Igreja, concretamente em relação aos jovens e à pastoral juvenil.


Confesso que ver o meu nome ao lado/junto dos restantes nomes/autores, me assusta um bom bocado... mas também não me deixa triste.


(Brevemente numa livraria perto de si... Por mim, pode/deve comprar!)

«Nasci mais de 15 anos depois do encerramento do Concílio Ecuménico Vaticano II. Sou, portanto, herdeiro "afastado" desta reunião conciliar convocada pelo Papa João XXIII. Aliás, sou tão herdeiro deste Concílio como de todos os outros realizados na história milenar da Igreja, salvaguardando as devidas distâncias temporais.
A minha formação teológica "bebeu" já desta nova aragem trazida pelo Vaticano II. De facto, tendo decorrido há umas boas décadas ainda se pode dizer, e hoje também, passados cinquenta anos, que se tratou e trata de uma aragem nova, de um sopro renovado do Espírito, que conduz a Igreja.»


24 de maio de 2012

Este mundo… outra cor! FÉstival 2012


Eu sonhava acordado
Que um dia ia partir
Nunca iria desistir
Sempre com Deus a meu lado.
O caminho é difícil
Mas eu tenho que tentar…
Deus faz-me acreditar
Que com Ele é mais fácil.

Eu quero seguir Jesus!
Quero falar do seu Nome
A tantos que têm fome,
A tantos que não têm luz!
Eu quero seguir Jesus!
Quero espalhar o amor.
Quero, de novo, pintar
Este mundo doutra cor.

E eu fui sem resistir
Ser discípulo de Deus,
Guiado pelos céus
Tantos povos fiz sorrir.
Ai de mim se me esquecer
Que testemunhar é viver;
Ser feliz é acreditar
Que com Deus é bom sonhar.

Vídeo

Original: Pe. JAC
Grupo DOXA
Paróquia de Nossa Senhora da Glória-Sé de Aveiro | FÉstival 2012

27 de maio de 2011

Rasgar páginas de manuais desactualizados

São frequentes, em demasia até, as acusações e críticas vindas de tantos lados a uma Igreja Católica que permanece fechada, não cativante, não acolhedora, sem lugar para as pessoas, incapaz de mostrar um rosto alegra, um rosto mais de Domingo de Páscoa do que de Sexta-Feira Santa. (Ainda que ambos se precisem mutuamente).
Há lamentos – uns com sentido, outros nem tanto – muitos até de cristãos que celebram missa dominical (lamentos que dariam volumes de livros da Lamentações), queixando-se que agora os jovens não vão à Igreja, não estão dispostos a ajudar em nada. Acusam-nos de estarem inactivos, desactivados, acomodados, perdidos navegando na internet, encontrando-se e “amigando-se” nas redes sosicias, com os fones do MP3 ou MP4 metidos nos ouvidos, indiferentes ao que acontece à volta.

Eu gosto de me convencer (e estou!) de que as coisas não são tão “quadradas” quanto isso. Claro que também estou convencido de que já não estamos na Cristandade, que o Crsitianismo é Proposta, nunca imposição! Gosto desta ideia, que não é leviana nem desresponsabilizadora.

Creio, com Timothy Radcliffe, que a Igreja Católica nada terá a dizer aos jovens se não estiver empenhada e comprometida em caminhar com eles, e não só fisicamente.
Creio, claro está, que não basta esperar que eles apareçam à sacristia! Mas, creio que se aparecerem merecem ser acolhidos, bem tratados, queridos.

Creio que há um movimento de dentro para fora que precisamos todos de fazer. Em relação a toda a sociedade e especialmente em relação aos jovens.
As propostas de hoje são tentadoras.
A proposta “Jesus Cristo” também tem que ser.
É preciso rasgar horizontes e até rasgar páginas de “manuais” desactualizados.
É preciso sair e ir ao encontro!

14 de agosto de 2009

Campo de Férias Solidário II



Jovens dizem que preconceitos são «disparatados»
Dar férias à praia
e dar tempo a quem precisa



Segundo a Irmã Fernanda Oliveira, que acompanha os jovens ao longo do dia, «este é grupo diferente do normal», concretamente pelo facto de se conhecerem bem, uma vez que oito são da mesma paróquia». As idades variam entre os 15 e os 17.
Durante a visita do DM à Casa de Saúde do Bom Jesus, os jovens foram apresentando suas ideias em relação à participação nesta iniciativa. Destacam por um lado que se trata de uma «nova experiência» que serve particularmente para extirpar «preconceitos» quanto à doença mental.
Aceitaram, como referiram em conversa, trocar uma semana de férias na praia por uma semana de férias solidárias da Casa de Saúde do Bom Jesus. Isto porque preferem dar férias à praia ou ao campismo para dar tempo a quem precisa, como é o caso dos doentes mentais.
Octávio Pinho, um dos dois rapazes do grupo, refere que esta nova experiência «é gratificante» já que «os doentes manifestam carinho por nós». «Para nós também é importante porque percebemos que são apenas pessoas diferentes», afirma o jovem de 15 anos, de Macieira de Sarnes.
Da mesma localidade, Mónica Oliveira vai mais adiante ao acentuar que a ideia generalizada segundo a qual os doentes mentais são violentos é errada. «Connosco são muito calmos», defende, sustentando que a iniciativa «é mais importante que qualquer semana de férias na praia ou no parque de campismo».
Daniela Costa é uma jovem bracarense, de 15 anos, cuja mãe trabalha na instituição bracarense. A outra jovem que não é do grupo de Macieira de Sarnes chama-se Sofia Sousa, tem 17 anos, e é de Rio Mau (Vila Verde). Esta última fez um trabalho curricular de Área de Projecto sobre a Casa de Saúde do Bom Jesus e, depois de uma experiência com toda a turma, durante um fim-de-semana, «decidi fazer este campo de férias».
Do tempo já passado na instituição, desde a passada sexta-feira, os jovens destacam a noite de sábado, concretamente a oração. Além disso, as várias dinâmicas propostas, quer pelas duas religiosas quer pelas colaboradoras que com elas dirigem o campo de férias, tem feito furor entre os jovens. A caminhada às escuras foi uma das que mais marcou o grupo.
Vanessa Pinto, Ana Santos, Joana Almeida, André Costa, Andreia Almeida, Sara Alves e os restantes já citados consideram que os pretensos (ou reais!) preconceitos da sociedade em relação à doença mental são «disparatados». «Os doentes mentais são queridos e depois de os conhecermos já não os podemos mais excluir ou marginalizar», conclui Mónica Oliveira.

31 de julho de 2009

Jovens bracarenses a caminho de Taizé


Alertas sobre a Gripe A deixados pela organização e pela comunidade



Partem hoje rumo a Taizé 58 jovens de várias paróquias da Arquidiocese de Braga numa peregrinação que termina no próximo dia 10 de Agosto, e que é promovida pelo Departamento Arquidiocesano da Pastoral de Jovens (DAPJ), em colaboração com a equipa arciprestal de Guimarães/Vizela, da Pastoral Juvenil.
Como responsáveis pelo grupo seguem na comitiva Alberto Gonçalves, do DAPJ, e o padre Samuel Vilas Boas, pároco de três comunidades vimaranenses. A restante comitiva é constituída, particularmente, por jovens dos arciprestados de Famalicão, Vila do Conde e Guimarães.
A partida do grupo acontece em Famalicão, às 19h00, em Vila do Conde, às 19h30, e em Guimarães às 20h30.
No sábado, os jovens passarão o dia em Barcelona e, no domingo, em Cluny, celebrarão Eucaristia, presidida pelo padre Samuel Vilas Boas. No dia 9 de Agosto, o grupo estará em Bordéus para regressar a Portugal no dia 10.
Para esta peregrinação, o Arcebispo de Braga escreceu uma mensagem que figura no guião que vai ser entregue a cada participante. D. Jorge Ortiga pede que «a viagem a Taizé seja uma verdadeira peregrinação» e lança ainda o desafio de cada um se deixar encontrar pela Palavra.
A organização desta peregrinação não esqueceu a questão da Gripe A. Aliás, uma das procupações fundamentais prende-se com alguns alertas a respeito da pandemia. Segundo Alberto Gonçalves, todos os participantes foram elucidados sobre a pandemia através de um email com indicações a seguir, que se encontra igualmente na página da internet da comunidade de Taizé.

Taizé sem alarmes
sobre a Gripe A
Entretanto, o Irmão David, da Comunidade Ecuménica de Taizé, revelou que até ao momento não se registou qualquer caso de Gripe A na comunidade. Numa altura em que Taizé recebe milhares de pessoas vindas de todos os cantos do mundo, o responsável afirmou: «não tivemos nenhum caso, nem sequer suspeitas de Gripe A».
No dia de acolhimento, domingo, todas as pessoas recebem no seu tabuleiro de refeição, um papel informativo sobre as regras de higiene básicas de forma a evitar a transmissão do vírus. «No panfleto estão as informações básicas de higiene lançadas pela Organização Mundial de Saúde, mas também das autoridades locais», com quem o Irmão David se mantém em contacto.
Sem alarmes, esta é apenas mais uma medida que a comunidade desenvolveu para informar e controlar a propagação do vírus. Quem se inscreve para vir a Taizé, recebe igualmente informações sobre a Gripe A e também o pedido de se abster de viajar se sentir algum dos sintomas.
O Irmão David reconhece ter sido «difícil» pedir às pessoas para desistirem de vir a Taizé se tivessem sintomas, mas afirma que esta era a forma de «tranquilizar as que vêm, mas também alertar para o facto de que não basta a protecção individual, devemos proteger também os outros».
No dia-a-dia da comunidade não se percebem preocupações excessivas com a Gripe A. Não se vêem máscaras e na comunhão, muitos continuam a fazê-lo com a mão. O Irmão David reconhece não haver motivos para «histerias» e alerta apenas para as «precauções normais uma vez que o problema prende-se com a propagação».
Actualmente encontram-se em Taizé cerca de 3700 pessoas. Até ao final da semana estarão cerca de 4 mil pessoas. Os grupos mais numerosos são oriundos da Alemanha, Espanha, Polónia, Lituânia, Roménia, Ucrânia, Itália, Portugal, Inglaterra, num total de 60 nacionalidades.

24 de maio de 2009

"Directa com Deus" cativou 700 jovens





Jovens responderam em massa
e “aguentaram” até ao Sameiro

Cerca de 700 jovens responderam ao apelo lançado pelo Grupo Peregrinos que organizou e promoveu anteontem à noite a III edição da Noite UP’S – Upa para o Sameiro. Os participantes deram, desta forma, uma resposta cabal ao mote “Será que aguentas?”, que serviu de tema geral desta peregrinação nocturna, superando os objectivos da organização.
As principais ruas da cidade de Braga ganharam nova e diferente vida. Segundo afirmou Paulo Barbosa ao Diário do Minho, depois de lançado o desafio, que se trata de uma «proposta cristã radicalmente diferente», os participantes «mostram-se à altura», havendo, durante a noite, «tempo para pensar, reflectir, rir e ser-se surpreendido».
A noite iniciou-se com a apresentação dos diferentes grupos presentes, desde Lisboa aos do Norte do país. Alguns temas paulinos foram dramatizados com pormenor, não faltando sequer os cavalos nas passagens retratadas na Escritura relativas ao Apóstolo. S. Paulo esteve ainda numa apresentação “em directo” com os jovens a pressagiar o quão proveitosa poderia ser o início de uma caminhada sem dormir.
Depois da abertura, D. Jorge Ortiga presidiu à Eucaristia na igreja de Tibães, que foi concelebrada pelos padres dos vários movimentos implicados na organização da iniciativa. O coro da missa de Finalistas animou a celebração.
Nas ruas a caminho do centro da cidade, os grupos de Jovens em Caminhada brindaram os presentes com alegorias referentes à temática paulina, desde a sua conversão – ou experiência a caminho de Damasco – até às dificuldades que sentiu em evangelizar os não crentes.
Já com a noite longa, o Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo acolheu os participantes, na única igreja da arquidiocese dedicada a S. Paulo, que foi palco de várias manifestações religiosas pensadas para jovens e levadas a cabo pelos Jovens Sem Fronteiras.
Por volta da 05h00, o Parque da Ponte de S. João, preparado a rigor pelos jovens de S. Mamede d’ Este, acolheu o momento “Blog do Paulo” que foi um dos muitos momentos em que os participantes tiveram um papel activo na noite.
Na Rodovia, o jesuíta João de Brito lançou os pontos de oração que auxiliaram os peregrinos a encararem com fé, o trajecto seguinte que levou até ao Bom Jesus do Monte.
Já no alto do Sameiro, ao romper do dia, e “quando as pilhas teimavam em apagar-se”, os jovens ainda encontraram força interior para um encontro com Nossa Senhora.
Segundo uma das peregrinas, «o mote “Será que aguentas?” numa “directa com Deus” é uma questão fulcral para grande parte dos participantes, pois muitas vezes duvidámos de nós mesmos, da nossa fé, e, só quando colocados à prova, é que vamos descobrindo até onde vamos, o que somos e o que podemos ser».
Paulo Barbosa, um dos pioneiros na organização desta iniciativa, salientou o modo ordeiro e correcto que decorreu a peregrinação, apesar de um ligeiro atraso. Passada que está a Noite UP’S, o Grupo de Peregrinos, agradecendo o apoio e a participação de todos, deixou já o convite para as próximas actividades, concretamente o Hi-God. Será que os mesmos vão responder?

13 de maio de 2009

Jovens de Celorico celebram Dia da Família

O Grupo Esperança, constituído por jovens da paróquia de Santa Maria de Borba (Celorico de Basto), promove esta sexta-feira, Dia Internacional da Família, uma mesa redonda com o tema “A família na sua missão de acolher e proteger a vida e educar nos valores”.
Com a presença de quatro conferencistas – um casal e duas professoras –, o debate decorre na sede da Associação de Santa Maria de Borba da Montanha, a partir das 21h30.
Segundo o pároco, padre Rui Saraiva, «a comunidade foi reflectindo ao longo do ano sobre a vida, os seus amigos e inimigos, e como consequência disso pareceu-nos oportuno dinamizar esta Semana da Vida, que estamos a viver, com diversas actividades, entre elas a promoção desta mesa redonda».
O sacerdote refere que foram distribuídos anteriormente convites às famílias da comunidade, mas pretende-se «chegar ainda mais longe, porque achamos importante e oportuno reflectirmos sobre os verdadeiros valores que devemos defender, como é a vida, dom de Deus».
O grupo de jovens iniciou esta Semana da Vida, no passado domingo, interagindo com outro grupo de jovens, num encontro onde houve diversão e reflexão.
Sem esquecer Maria, geradora da Vida, durante toda esta a semana a oração do Terço estará a cargo do grupo.

28 de abril de 2009

Dia Arquidiocesano da Juventude







Número de participantes abaixo das expectativas
D. António Couto desafia jovens
a arriscar e a dar passos em frente

Os jovens cristãos da Arquidiocese foram ontem desafiados pelo Bispo Auxiliar de Braga a arriscar e a dar passos em frente para fazer com que a sociedade e o mundo actual, «confuso e baralhado», seja mais belo e mais atraente. D. António Couto falava em Vila Nova de Famalicão, em pleno Jardim de Sinçães, no encerramento do Dia Arquidiocesano da Juventude, que reuniu cerca de mil jovens, número que ficou abaixo das expectativas da organização.
Depois das actividades previstas, D. António Couto, em representação do Arcebispo de Braga, que participou no Vaticano na cerimónia de canonização de S. Nuno de Santa Maria, pediu coragem para arriscar e dar passos em frente. Apoiado no que chamou «a parábola da tartaruga», o prelado disse que «às vezes vale a pena arriscar e transgredir, ou seja, dar passos em frente».
Servindo-se ainda do contratempo, causado pelo forte vento que se levantou a meio da tarde, e que dificultou a construção de uma tenda gigante – na linha do imaginário paulino – o Bispo Auxiliar afirmou, num misto de ironia e seriedade: «treinai na construção de tendas, mas deixai-lhe sempre buracos para que de dentro se veja o céu e para que o céu lhe veja o interior».
Os jovens agradeceram as palavras desafiadoras do prelado com uma forte e sentida salva de palmas. Aliás, esta foi uma das imagens de marca do dia, sinal da alegria e do ambiente festivo que envolveu toda a jornada.

Barcelos acolhe encontro de 2010
Nesta sessão de encerramento, antes da actuação do padre espanhol D. José, o Departamento Arquidiocesano da Pastoral Juvenil entregou os primeiros 14 cartões aos jovens que concluíram o curso de animadores. O padre Vilas Boas, coordenador da Pastoral Juvenil, aproveitou para destacar que esta é uma aposta da Arquidiocese, tanto é que já estão mais 60 jovens a fazer o curso. A informação da não realização, este ano, do Fátima Jovem, provocou um manifesto desagrado dos jovens que só se animaram quando o sacerdote revelou que no próximo ano voltará de nova a acontecer, mas agora melhorado.
Antes de terminar a intervenção e antes de se entregaram as lembranças, o responsável arquidiocesano deu a conhecer que Barcelos é o arciprestado que vai receber a celebração do Dia Arquidiocesano da Juventude em 2010, no segundo domingo a seguir à Páscoa.
O dia foi preenchido em Famalicão e alguns jovens, em declarações ao Diário do Minho, afirmaram que podiam ser menos actividades porque o tempo não dava para tudo. Depois da missa, os participantes percorreram vários pontos da cidade, divididos pelos símbolos relativos ao cartaz do Ano Paulino, ou seja correntes, Bíblia, cruz, fogo, espada e datas. Além destes pontos, havia outros intermédios, com algumas actividades para os jovens executarem.
Para quem participou do dia, com o lema “Viajar com S. Paulo nas sendas da Palavra”, o balanço foi positivo, particularmente pela congregação dos jovens e pelo convívio estabelecido entre todos.

23 de abril de 2009

Dia Arquidiocesano da Juventude decorre em Famalicão

“Viajar com S. Paulo nas sendas da Palavra”

A cidade de Vila Nova de Famalicão acolhe este domingo mais de um milhar de jovens provenientes dos arciprestados da Arquidiocese de Braga para a celebração do Dia Arquidiocesano da Juventude.
“Viajar com S. Paulo nas sendas da Palavra” é o tema da jornada que pretende ser de reflexão e de formação, mas também de convívio e divertimento entre os jovens. «Jogar e aprender para apreender Paulo» poderia ser o lema deste dia, segundo revelou o padre José Carlos Vilas Boas.
O dia arranca às 9h00 com o acolhimento a todos os participantes, junto à Casa das Artes, na cidade famalicense. «Música e alegria são os ingredientes indispensáveis para acolher», referiu o responsável do Departamento Arquidiocesano da Pastoral da Juventude. Este momento de acolhimento servirá ainda para se preparar e ensaiar os cânticos e os momentos da celebração eucarística, que acontece logo de seguida, às 10h00, e é presidida pelo padre Vilas Boas.
No final desta, começa a “Viagem com S. Paulo”. Os grupos vão embarcar para passar por diversas cidades alusivas à vida do Apóstolo dos Gentios. Segundo o responsável do Departamento Arquidiocesano da Pastoral da Juventude, «em diversos pontos da cidade de Famalicão estarão assinaladas algumas das cidades relevantes na vida e na actividade apostólica e missionária de S. Paulo».
Nestes pontos previamente indicados, serão trabalhadas diversas vertentes de Paulo, a partir do cartaz relativo ao Ano Paulino. «Serão momentos de reflexão e de procurar algumas respostas para as dificuldades existentes ao nível do conhecimento de S. Paulo», apontou o sacerdote.
Esta viagem com o Apóstolo, feita por grupos, durará até por volta das 15h00, para que 30 minutos depois todos os participantes possam estar de novo junto à Casa das Artes, onde será feito um novo trabalho, particularmente a partir das datas mais importantes da vida de S. Paulo. «A ideia é – segundo o coordenador da iniciativa – ver o Paulo do seu tempo como provocação para os dias de hoje».
Será também este aspecto que se tentará ressaltar na encenação que os Jovens em Caminhada vão apresentar com o tema “Para mim viver é Cristo”.
Ainda antes do fecho da jornada, o Bispo Auxiliar de Braga, D. António Couto, dirige uma mensagem a todos os participantes do encontro. No final, serão entregues as recordações do dia.
De registar que neste momento o Departamento Arquidiocesano da Pastoral Juvenil entregará o cartão de animador aos primeiros 14 jovens da diocese que terminaram a formação que o departamento propõe. Actualmente, mais de 40 jovens estão também em formação, completando o curso em três níveis estabelecido pelos responsáveis arquidiocesanos.
O dia encerrará com um concerto de música de inspiração cristã a cargo de um padre espanhol. D. José é o nome artístico do sacerdote que actuará em Famalicão entre as 16h00 e as 17h30.

Este ano não há “Fátima Jovem”
A actividade anual que leva, por norma, milhares de jovens portugueses ao Santuário de Fátima, designada Fátima Jovem, não irá acontecer este ano, revelou o padre Vilas Boas, porque o departamento nacional está inactivo e porque os responsáveis diocesanos ligados à Pastoral de Jovens querem reformular essa actividade. Entretanto, nos dias 1 e 2 de Maio, em Fátima, os departamentos diocesanos da Pastoral Juvenil reúnem-se com o intuito de repensar essa actividade.

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...