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17 de junho de 2018

[Somos apenas agricultores]

Somos apenas agricultores
Lavramos os campos
Espalhamos a semente
Mondamos e regamos
Mas a semente nasce e cresce por si
E no fim é sempre um milagre
A espiga de pão que nos é oferecida
Assim é o Reino de Deus
Semente à terra lançada
Que em nós vai crescendo
No silêncio dos dias
E no fim será sempre trigo com fruto
Ceifado
Colhido
Triturado
Farinha de pão
Assim é o Reino de Deus

D. Manuel António Santos 

19 de março de 2018

HÁ UM REINO SEMEADO... (5º domingo)




Há um Reino semeado nos campos do mundo
um Reino que germina e cresce no silêncio e em gestos pequenos
em sorrisos e olhares de esperança
em mãos estendidas para acolher e ofertar ternura e vida
nos beijos de uma mãe agradecida
no espanto do olhar de uma criança
na enfermeira que acaricia a dor
no médico que ausculta almas e corações
no professor que reparte lições
de sabedoria e futuro...
em arquitetos e engenheiros
padres e carpinteiros
na Irmã que reza e ama
naquele que grita e clama
contra a injustiça e a guerra
naquele que semeia florestas
e pinta a natureza de amores-perfeitos e giestas...

Há um Reino semeado nos campos do mundo
em sementes de justiça e paz
de ternura e solidariedade
um Reino com metas de liberdade
em caminhos de deserto e aliança
com oásis de fé e esperança
e que já está aí, semeado nos campos do mundo!

D. Manuel dos Santos

9 de março de 2018

A LUZ (4º domingo da Quaresma)


No caminho, que vou fazendo,
A luz, às vezes falta,
Deixando-me perdido!
A angústia, então, assalta
O meu coração aflito,
O meu ser sedento
De metas de infinito!

“Senhor, onde estás?”
Clamo, numa oração confiada!
Mas não é fácil escutar,
Na noite mal iluminada,
A tua presença de paz!

Eu sei, no entanto,
Que Tu, Senhor, caminhas ao meu lado,
A tua mão enxuga o meu pranto,
Ampara o meu ser de pobre cansado,
Perdido no silêncio dos dias,
Na angústia de uma solidão
Feita companhia!

É verdade que tudo pode terminar
Num qualquer Calvário, numa cruz,
Mas há a certeza de me acompanhar,
Nos caminhos da dor, a Luz
Que vem meus medos iluminar:
Jesus!

Pode ser luz pequena, escondida,
Feita mais silêncio que palavra,
Estrela breve, na noite sumida,
Mas é luz que me escuta e afaga
Nas estradas da dor sofrida,
E num silêncio que esmaga!

D. Manuel dos Santos


O TEMPLO CONTINUA DE PÉ (3º domingo domingo da quaresma)

O Templo continua de pé
com as suas escadas e torres
os seus sinos de bronze e arcadas góticas
e não falta um velho adornando a fachada
e viúvas acendendo candeias e limpando o pó.

O Templo continua de pé
mas já não se vêem crianças a ser oferecidas
pais a agradecer a vida ao Deus da Vida!

O Templo continua de pé
com os seus bancos vazios
o incenso apagado
e umas poucas de orações clandestinas
e até os santos foram arrumados
na sacristia!

O Templo continua de pé
à espera...
Deus continua de pé
à espera

D. Manuel dos Santos

26 de fevereiro de 2018

TABOR (2º domingo da Quaresma)



Senhor dos montes altos, dos cumes que rasgam os Céus,
Senhor do Calvário, do Horeb, do Moriá e do Tabor,
Deixa-nos contemplar teu rosto, ver em ti a luz de Deus,
E escutar a tua palavra de amado e amor!

Queremos ouvir de novo, nascida em nuvem esvanecente
A voz do Pai, voz testemunhante de teu ser divino,
De Filho amado! Queremos escutar essa voz atentamente,
Palavras do Céu que nos apontam o vero caminho!

Três tendas... a tentação de ficar no monte, abismados!
Mas é preciso partir a percorrer caminhos de sonho e pó,
A levar esperança, a saciar famintos, a libertar escravos
De si, a ser fermento de vida para o triste e só!

Senhor dos montes altos, ensina-nos a subir contigo
E a maravilhar-nos com teu rosto resplandecente!
Tantas vezes nos cruzamos com o teu sorriso amigo,
Sem descobrirmos que és Tu, perdão entre a gente!

Senhor dos montes altos, ensina-nos a subir, subir...
E a baixar ao encontro dos irmãos perdidos na dor!
Animados por tua palavra de amado, iremos partir
E levar ao mundo a tua mensagem de perdão e Amor!

D. Manuel dos Santos

A revelação da Transfiguração



Qual é o Filho que o texto nos revela? Revela-nos este Filho, como acentua a voz: “Este é o Filho”, o Jesus que se encontra entre vós, que vós, que vós conheceis, tão delicado, acessível, atraente e simultaneamente tão frágil, vulnerável, humilhado. O Filho é Jesus, que falou do sofrimento e da morte, cujo rosto apavorado contemplareis em Getsémani, empalidecido pela morte sobre a cruz. Este é o meu Filho; este é o ressuscitado, o luminoso, o glorioso. É difícil unir estes dois rostos, e, todavia, este único rosto é o Filho predilecto do Pai, que se aventura até á morte e que reflecte glória até ofuscar os próprios inimigos. É um mistério que nunca conseguiremos compreender completamente, a não ser no céu, e oscilaremos sempre entre os dois conhecimentos.
O Pai é-nos revelado como Aquele que diz “Escutai-O!” e que tem a coragem de revelar-Se neste Filho aparentemente contraditório para nós, porque débil e forte, frágil e poderoso, humilhado e glorioso. “Escutai-O”, isto é, suportai o duplo rosto do Filho, não vos deixeis desviar do seu rosto triste nem iludir pelo seu rosto glorioso. Somente na contemplação dos dois rostos, que na realidade é um, vereis o mistério do Pai que se revela na justiça e na misericórdia, no poder e na condescendência. Somos assim introduzidos naquele conhecimento sublime no qual a Igreja é chamada a progredir ao longo dos milénios mas que ainda não atingiu passados os dois mil anos. Espantamo-nos ao pensar como é possível que só nos últimos decénios a Teologia esteja a aprofundar o dogma da Trindade; é conhecido na sua história descritiva, mas continua escondido este rosto misterioso do Pai, do Filho e do Espírito.
Aprofundando o entusiasmo de Pedro, sentimo-nos solicitados a estender esta expressão a toda a vida cristã: “É belo estar aqui”, é belo pertencer a Cristo. (...) Descubro aqui o vosso carisma para o terceiro milénio: proceder de modo a que os outros achem bela a vossa vida e sejam levados a desejar participar da vida das vossas comunidades.
A outra reacção, que temos, de reverência pelo divino, impele-nos a manter o olhar fixo sobre Jesus ainda quando o seu rosto se esconde, como na noite da fé, noite que, provavelmente, estamos a viver na sociedade ocidental europeia. Manter o olhar fixo sobre Jesus com reverência, ainda que a nuvem se torne obscura. Por isso, devemos aceitar o entusiasmo e o temor, o alvoroço e a reverência, (...) sabendo que continuamos a contemplar o rosto de Cristo, presente mesmo na noite e na obscuridade.

Carlo Maria Martini

17 de fevereiro de 2018

DESERTO (1º domingo da Quaresma)




DESERTO

Se me adentro nele,
a imensidade e o silêncio
me envolverão...
desaparecerão medos e barreiras
e poderei aceder e permanecer
no mais íntimo de mim
em paz.

Começarei uma nova aventura
encontrar-me-ei contigo
jejuarei
e caminharei com gozo
ainda que me perca
entre as suas monótonas dunas.

Lugar de prova e experiência,
de presença e encontro contigo:
isso é o deserto
quando os olhos se mantêm fixos
naquele que abriu caminho
e cruzou a fronteira primeiro

Florentino Ulibarri


23 de janeiro de 2018

Jesus é Deus que passa, ama e chama. (3º domingo comum)


Jesus é Deus que desce ao nosso mundo,
Caminha pelas nossas estradas,
Percorre as nossas praias,
Visita as nossas casas,
Vem ter connosco aos nossos lugares de trabalho.

Jesus é Deus que passa, ama e chama.
Mas não nos chama a responder a um inquérito,
A preencher uma ficha,
Responder a uma entrevista,
Fazer uma inscrição,
Pagar a matrícula,
Aprender uma doutrina.

Não é como os escribas que Jesus ensina ou examina.
Nem sequer nos entrega um projeto de vida,
Uns apontamentos, um guião, caneta, tinta, mata-borrão.
Chama-nos apenas a segui-lo no caminho:
«Vinde atrás de Mim!»,
E partilha logo connosco a sua vida toda,
Como uma boda.

Não nos põe primeiro a fazer um teste,
Não nos ama nem chama à condição,
Não tem lista de espera,
Não nos põe num estágio,
Num estado,
Num estrado,
Numa estante,
Mas num caminho!

E um dia mais tarde,
Ouvi-lo-emos dizer ainda: «Ide!».
É sempre no caminho que nos deixa.
Nunca se desleixa,
Não apresenta queixa,
Não paga ao fim do mês,
Pede e dá tudo de uma vez.

Vem, Senhor Jesus!
Vem e ama!
Vem e chama por mim outra vez!

António Couto, in Mesa de Palavras

12 de janeiro de 2018

Procurar: a condição crente!



A procura da vontade de Deus necessita de mediações humanas e, sobretudo, de mediadores humanos: de mestres, isto é, pessoas capazes de fazer e ser sinal, capazes de orientar o caminho de uma pessoa; e de pais, isto é, pessoas capazes de gerar para a vida segundo o Espírito. (…)
O pai espiritual é pessoa humilde que não seduz, não atrai para si, não tem os discípulos apegados a si, mas educa-os, condu-los à adesão teologal, faz-se mestre de liberdade guiando-os para a relação pessoal e inefável com o Senhor. É o homem ciente da importância dos limites e sabe pô-los àquele que guia e respeitá-los ele próprio. Só quem vive, não para si mesmo, mas para o Senhor, poderá ajudar outros a viver para o Senhor e a libertar-se da sua própria vontade.
«O que procurais?» São estas as palavras que Jesus dirige aos dois discípulos que começaram a segui-lo. É uma pergunta importante para nós hoje. Qualidade essencial do cristão é, de facto, o buscar a Deus. O cristão não é chamado a ser um militante hiperativo, mas o que procura Deus.


Luciano Manicardi, Comentário à Liturgia Dominical e Festiva

5 de janeiro de 2018

Onde o Sol está as estrelas não têm luz


Reis que vêm por elas,
não busquem mais as estrelas,
porque onde o sol está
as estrelas não têm luz.

Olhando suas belas luzes,
não siga mais a sua,
porque onde o sol está
as estrelas não têm luz.

Parem aqui, porque aqui está
quem dá luz aos céus:
Deus é o porto mais certo,
e se encontraram o porto
já não busque mais estrelas.

Não busque a estrela agora:
que sua luz escureceu
este Sol recém-nascido
nesta Virgem Aurora.

Não encontrará mais luz nelas,
o Menino já os ilumina,
porque onde está o sol
as estrelas não têm luz.

Ainda pretende se eclipsar,
não repare em seu pranto,
porque nunca chove tanto
como quando o sol resplandece.

Aquelas lágrimas belas
já escurecem as estrelas,
porque onde está o sol
as estrelas não têm luz. Amém.


retirado daqui

21 de dezembro de 2017

Maria, ímpar missão!



Não expliquemos. Contemplemos. “Revelação de 
um mistério envolvido em silêncio 
desde os séculos eternos”… (Rm 1,25). Não peçamos a 
Deus que ele justifique seu 
modo de agir para os nossos critérios “científicos”. 
Quanto sabemos das coisas da criação… 
e das do Criador? Admiremos o modo de Deus 
se tornar presente. E, sobretudo, 
não queiramos fazer da mãe de Jesus uma Maria 
qualquer. Será que temos medo de reconhecer 
que, em algumas pessoas, Deus faz coisas especiais? 
Estamos com ciúmes? 
Ora, não acha cada qual a sua namorada excepcional 
em comparação com as outras moças? 
Não neguemos a Deus esse prazer…
Essa admiração, porém, não é alienação. Só por ser 
verdadeiramente humano é que 
Jesus realiza entre nós uma missão verdadeiramente divina.
 Pois se fosse um anjo, nada teria 
a ver conosco. Jesus é tão humano como só Deus pode ser. 
Que ele é descendente de Davi 
significa que ele resume em si toda a história humana. 
Resume, recapitula, reescreve 
essa história. A história de Adão, a história de Davi, 
o “reinado”, da comunidade humana
 política e socialmente organizada. Será que desta vez 
vai dar certo – menos guerra, 
adultérios, idolatrias…? Da sua parte, a 
“qualidade divina” da obra está garantida. 
Deus está com ele, “Emanuel”. Mas, e da nossa parte?
Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

18 de dezembro de 2017

Refulgir a Luz. [João Baptista]


João Batista é “a voz que clama no deserto, que “aplaina o caminho do Senhor”. Ele foi enviado por Deus como precursor e como “testemunha da luz”, para despertar a fé. 
Ser testemunha da luz como João Batista é não ser auto-referencial, não centrar-se em si mesmo nem dar importância a si mesmo, nem centrar "holofotes" em si mesmo. É não ter luz própria mas refulgir uma outra luz. É viver de maneira convicta que Deus é a Luz verdadeira.
A testemunha da luz não fala muito, vive com Deus, comunica o que faz viver, transmite a Boa Nova, convida a crer, a esperar e a amar. Com a sua própria vida de testemunho atrai, desperta e contagia, pois transmite a confiança em Deus. 
Assim, a vida está cheia de pequenos testemunhos no nosso dia a dia. São pessoas cheia de de fé, humildes, pessoas boas que vivem segundo a verdade e o amor. Elas são testemunhas da luz que aplainam o caminho para Deus e são exemplos da Boa Nova para nós.

11 de dezembro de 2017

Descobrir o essencial!



Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mudar de rota, a mudar de orientação da vida para voltar para o Senhor.
Trata-se, além disso, de descobrir o essencial. João é símbolo da essencialidade e simplificação: os textos falam da sua sobriedade de alimento e da sua pobreza no vestir. A essencialidade da sua mensagem espiritual está ligada à essencialidade do seu viver, do seu corpo, voz, espera.

Luciano Manicardi, Comentário à Liturgia Dominical e Fesiva. Ano B.

2 de dezembro de 2017

Atenção e vigilância são os nomes do Advento



A primeira atitude importante para viver bem é: acautelar-se ou prestar atenção. Atenção quer dizer tensão para, tender para, porque o segredo da nossa vida está para além de nós.
Todos sabemos o que significa uma vida distraída, fazer uma coisa pensando noutra, encontrarmo-nos com as pessoas de modo superficial, e nem sequer recordar a cor dos olhos de quem acabamos de ver ou de fixar. Por isso: prestai atenção!
A segunda atitude é: vigiai. Vigiai porque há um futuro, porque não está tudo aqui, porque tendes uma perspectiva. 
É a vigilância de quem perscruta, na noite, as primeiras luzes da aurora, a vigilância de quem presta muita atenção às pessoas. Atenção e vigilância são os nomes do Advento, e passar pelo mundo como dentro de um imenso santuário, vigiando com veneração diante de cada pessoa, diante de cada traço de Deus.

Ermes Rochi e Marina Marcolini, in A esperança que nasce da Palavra

27 de novembro de 2017

De Que(m) Estamos à Espera?


O Advento mantém-nos humildes, sabendo que somos beneficiários diretos da paciência de Deus para connosco, e que, sem qualquer tempo e esforço despendidos por nós, fomos finalmente recompensados.
Enquanto esperamos juntos na fila durante o Advento, façamo-lo com bom humor e continuemos a dizer "sim" a tudo aquilo que a salvação reserva para nós: sim ao amor pessoal de Deus, sim ao reino de justiça e paz de Jesus, sim a cada oportunidade de servir o Evangelho, e sim a saber que o nosso Deus é nosso companheiro a cada passo da nossa caminhada.
Richard Leonard, sj, De que estamos à espera?, pág, 25 


foto e mais aqui:
http://www.snpcultura.org/de_que_estamos_a_espera_procurando_sentido_advento_natal.html

23 de novembro de 2017

Cristo Rei do Amor!



Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes

a um dos meus irmãos mais pequeninos,
a Mim o fizestes.
Mt 25, 31-46




Há três coisas que me encantam neste evangelho. A primeira é que nos é apresentada aqui uma ideia verdadeiramente impressionante de Deus: Deus é Aquele que estende a mão porque tem necessidadeDevemos enamorar-nos deste Deus enamorado e necessitado como todos os enamorados (...).
A segunda coisa maravilhosa é que os arquivos de Deus não estão cheios dos nossos pecados, como se Ele os tivesse recolhido e posto de parte para os lançar contra nós no último dia. Depois de perdoados, os pecados deixam de existir, são anulados, cancelados, desaparecem. Os arquivos de Deus não estão cheios de pecados mas dos nossos gestos de bondade.
E a terceira coisa é a seguinte: o juízo de Deus está divinamente truncado, porque Ele não olhará para toda a nossa vida, mas apenas para as coisas boas da nossa vidaO tema do juízo não é o pecado, é o bem: esta é a grandeza da nossa fé, a grandeza do coração de Deus.

Ermes Ronchi e Marina Marcolini 

17 de novembro de 2017

Valoriza os teus talentos! Não os enterres, nem congeles, não guardes só para ti!



O Evangelho está cheio de uma teologia simples, a teologia da semente, do fermento, de inícios que devem florescer. Cabe-nos a nós o trabalho paciente e inteligente de quem cuida dos rebentos. (…)
A parábola dos talentos é o poema da criatividade, mas sem voos retóricos. (…) Aquilo que tu podes fazer é apenas uma gota no oceano, mas é essa gota que pode dar sentido a toda a tua vida.
A parábola dos talentos é um convite a não ter medo, porque o medo paralisa, torna-nos vencidos e estéreis. Quantas vezes temos renunciado a vencer apenas pelo medo de ficar derrotados. O Evangelho ajuda-nos de três formas: a não ter medo, a não meter medo e a libertar do medo. (…)
Não há nenhuma tirania, nenhum capitalismo da quantidade no Evangelho. Com efeito quem devolve dez talentos não é melhor do que quem entrega quatro. (…) Qualquer que seja o dom que recebeste, pequeno ou grande, o essencial é que tu o valorizes. As contas de Deus não são quantitativas, mas qualitativas.



Ermes Ronchi e Marina Marcolini, in A esperança que nasce da Palavra

13 de outubro de 2017

Um Deus que serve!


EVANGELHO – Mt 22,1-14. XXVIII Domingo do Tempo Comum

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete, os bois e os cevados foram abatidos, tudo está pronto. Vinde às bodas’. Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse então aos servos: ‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes’. Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial. E disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’. Mas ele ficou calado. O rei disse então aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí haverá choro e ranger de dentes’. Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos».



Esta parábola ajuda-nos a não nos enganarmos sobe Deus. Muitas vezes, pensamos Nele como um Deus que chama a servi-lo e, pelo contrário, é Ele que nos serve. Muitas vezes tememo-lo como o Deus dos sacrifícios e, no entanto, Ele é o Deus que toma a peito a nossa alegria. 
Pensamos Nele distante, marginalizado, contudo Ele está no coração da vida, dentro desta sala do mundo, como uma promessa de felicidade. E prefere a felicidade dos seus filhos à sua fidelidade. Porque a alegria é como uma escada de luz que pousa no coração e se eleva até Deus.

Ermes Ronchi e Marina Marcolini, in “A Esperança que nasce da Palavra”  

19 de fevereiro de 2016

Contemplar




Jesus quando Te recebo na Eucaristia
Acredito que me fortaleces.

Quando Te contemplo no pão e no vinho
Sei que és a minha vida.

Acredito de verdade
Que ao receber-te no meu coração
Me pareço mais conTigo.

Obrigado Jesus
Por Te dares a mim.


Faz-me sempre acreditar em Ti.





2 de outubro de 2015

Hoje é o dia dos Anjos da Guarda.



Cristo, que nos guarda, diz Santo Agostinho,
Adormeceu apenas uma vez, para nos salvar.
Acordou, e não dormirá jamais.
Estamos, pois, salvos e seguros,
Com Alguém sempre por perto e vigilante.
Mas é bom saber também
Que este Alguém
É Aquele-que-nos-ama,
Aquele-que-nos-chama,
A nós que adormecemos tantas vezes.
Mas, ainda assim, deu-nos também os Anjos da Guarda,
Para serem a nossa companhia,
De noite e de dia,
E acenderem na nossa alma uma luzinha de alegria
Do tamanho de um grãozinho de mostarda.
Hoje é o dia dos Anjos da Guarda.
Obrigado, Senhor, por nos dares estes companheiros,
E também mensageiros,
Vigilantes e atentos,
Que guiam os nossos passos em todos os momentos.

D. António Couto

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...