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15 de setembro de 2012

A fé que leva ao amor

 
 
Jesus pergunta quem é
desafiando, nas respostas, a fé...
para uns é o profeta Elias
para os discípulos, Ele é o Messias.
 
Ele é o Cristo libertador
que veio ao mundo vencer a morte e a dor...
é o Cristo Salvador
que nos pede uma fé que leve ao amor.
 
É preciso saber e perceber
qual o caminho a percorrer:
Caminho cuja meta é a Cruz,
sinal de vida, plena de Luz...,
opção radical pelo amor,
certeza de uma Vida maior.
 
Seguir o Messias, o Senhor
implica renunciar ao conforto da razão...
fazendo com que o bem saído das nossas mãos
não esconda as mãos que fazem todo o bem.
 
Pe. JAC

1 de setembro de 2012

Pureza de coração. (dois poemas para o 22.º domingo do tempo comum)

 
Que pureza?
 
Que pureza é essa
Que faz lavar o exterior
E se esquece do interior?
 
Que pureza é essa
Que se ocupa da aparência
E se esquece da essência?
 
Que pureza pode vir da lei?
Se não vem do coração
Mais não é que tradição
Mais não é que legalismo.
 
Nada pode haver de fora
Que entrando, deite fora
A virtude da pureza…
 
Dá-nos, Senhor, olhos para ver
E para julgar com a razão:
O que é recto e justo fazer
Nasce sempre no coração.
 
 
 
Perfeito… de amor
 
As leis dos homens são vazias
Se não assentarem no amor...
São regras que limitam os dias
Cheios de tanto, vazios de amor.
 
O que torna um gesto perfeito
Não é a aparente limpeza,
É o sentir com que é feito,
É a verdadeira pureza.
 
É preciso agir com verdade,
Sinceridade e honestidade...
Ser rosto do nosso interior,
Um coração cheio de Amor.
 
Somos o nosso coração...
Perfeito se for de Deus.
 
 
Pe. JAC

4 de agosto de 2012

Saciar a fome de vida






Estava Jesus retirado,
em lugar ermo e isolado,
Mas a multidão lá foi ter
esperando o que podia receber.

Jesus voltou falar...
e explicou à multidão:
Mais importante que a fome de comida
é saciar a fome de Vida,
amando cada irmão
ensinando a servir e a partilhar.

Com gestos de partilha e amor
confiando no Deus-Amor,
receberão o pão do Céu,
o próprio Jesus que de lá desceu.

Jesus, enviado de Deus,
formou os discípulos seus.
Ensinou a servir e a amar
e deu Vida para nos salvar.
Pe. JAC

16 de junho de 2012

A semente é a Palavra

 
A semente é a Palavra
que tem em si a irresistível força
de nascer, de florir e de crescer.

A semente é a Palavra
não é preciso puxar por ela
para que irrompa da terra.

A semente é a Palavra
que não precisa que o agricultor
esteja vigiando o desabrochar.

A semente é a Palavra
que aparece sempre depois
da desaparição do semeador.

A semente é a Palavra
é pequena, mas capaz
de fecundar o solo onde cai.

Só por si nasce a semente
da Palavra de Deus,
rosto vivo em Jesus.
Cresce e madura, dá fruto e dá flor
erguendo-se, bem alto, ao tamanho do amor.

A palavra de Deus
grão pequeno e vigoroso
é semente de amor.
Persiste e cresce em cada momento
mas sempre liberta nas asas do tempo.
 
Pe. JAC



 

Quem ouve… pratica!

A Palavra do Senhor,
Vivida e praticada
É a condição maior,
Para uma vida inteira dada.

Escutar com atenção
Praticar no dia-a-dia
É nossa grande missão
Para viver com alegria.

Como espada de dois gumes
Como pão que nos sustenta
Quem a ouve e a escuta
Vive dela e se alimenta.

Ser família de Jesus
É uma graça sem igual,
Tão fácil e tão especial:
É Ele que nos conduz.

Fala-nos, Senhor Jesus,
Porque és nosso bom pastor
És também a nossa Luz
Verdade, Vida e Amor.Pe. JAC

15 de maio de 2012

"Que vos ameis..."

"Que vos ameis..."
Mesmo quando as ideias forem diferentes
E não for possível ainda entendimento.

"Que vos ameis..."
Até quando houver acções oponentes:
Lembrai-vos do Seu único mandamento.

"Que vos ameis..."
Quando a concórdia não tiver lugar
E não fizer brotar compreensão e harmonia.

"Que vos ameis..."
Porque há sempre caminho para andar
A percorrer com coragem e alegria.

"Que vos ameis..."
Porque quem ama é de Deus
Porque Deus é Amor.

"Que vos ameis..."
Não de uma forma qualquer.

"Que vos ameis..."
Como Jesus amou,
Ele que viveu e Se entregou,
Que morreu e ressuscitou 
Que vos escolheu e destinou
A ser rosto do Amor.

"Que vos ameis..."
E isto basta!

Pe. JAC

6 de abril de 2012

Sexta-Feira Santa: Silêncio!

Silêncio! 
Jesus morreu!
Calem-se todas as vozes,
Calem-se todos os gritos!

A Palavra das palavras, que é Jesus falou.
Diante da Palavra feita vida,
Diante da Vida feita entrega e doação 
Também eu me calo.
Apenas contemplo. 
Busco a luz de Deus, pela Escritura,
Para olhar o sucedido.

O Filho de Deus feito homem,
Pregado no madeiro,
Por amor até ao fim.

Calo-me para que fale a contemplação.
Calo-me para que fale o silêncio,
Feito oração, feito súplica. 
Calo-me porque faltam as palavras.
Calo-me olhando para a Cruz:
"Eis o homem!"
Eis o nosso Rei.

Ei-lo no algo da Cruz,
Abraçando de uma vez toda a humanidade.

A Tua imagem, Senhor Jesus, morto na Cruz
Por amor a mim
Abarca-me e abraça-me por inteiro.

Agora espero e confio!
Sei que triunfarás
Porque o amor é forte,
Mais forte que a própria morte.

"Tudo está consumado!"
A salvação está operada na Cruz.
Dela, somos todos recebedores.

No escândalo e na loucura da Cruz
Se espelha, por inteiro, a glória de Deus
Sem poder, só podendo amar.

Terminaste a obra, Jesus.
Na manhã do terceiro dia, o Pai fará o resto
E cumprirá a promessa.

Senhor Jesus, já expiraste!
Nós suspiramos pela ressurreição.

Seja como Deus quer!

5 de abril de 2012

Quinta-Feira Santa: Na tua mesa!

Convidados por Ti, Senhor,
Estamos sentados à tua mesa,
Somos teus discípulos;
Cada um na sua individualidade
Porém, todos importantes para Ti.

Tu, Jesus, conheces todos,
Sabes quem Te seguirá e quem Te renunciará e negará,
Quem Te vai vender e quem se vai esquecer depressa...

Não, não permitas, Senhor...

Não permitas que desfrutemos da tua amizade
Para, logo depois, a pormos de lado...
Não permitas que Te abandonemos,
Que Te esqueçamos ou ignoremos...

Precisamos de Ti!

A nossa vida sem Ti fica ressequida,
Insatisfeita e vazia.

E não Te afastes de nós, por amor,
fica para sempre, assim bem perto,
Sentados na mesma mesa,
Juntos, conviviais e comensais,
Fundidos num único Amor!

Adaptado de Juan Jáuregu

21 de fevereiro de 2012

Sim! Esta Quaresma é tempo de graça.


Agora é tempo de graça.
A Quaresma não é só
Tempo de jejum e abstinência
De cor roxa e pensamentos de morte.

Quaresma é caminho de vida.
Recorda-nos que vimos do pó e ao pó voltaremos
E diz que Deus nos vai tirar da cinza.

Quaresma é caminho de baptismo,
Porque o nosso baptismo de criança
Deve tornar-se adulto
Já que é dia a dia que o coração de pedra
Se torna de carne
E a velha humanidade se renova.

Quaresma é caminho de luta.
Quaresma é tempo de graça
Mesmo na história desgraçada dos homens.
Porque onde abundou o pecado
Se multiplicou a graça e a misericórdia.
Porque não existe proporção
Entre a nossa culpa e o dom de Deus
Graças a Cristo.
Dele recebemos abundantemente
O dom gratuito e pleno do perdão
A plenitude da paz.

Sim! Esta Quaresma é tempo de graça.


Adaptado de Juan Jáuregui, Os domingos da Quaresma, ed. Salesianos.

21 de janeiro de 2012

A hora da Missão. Mãos à obra! Homilia III Domingo Comum



O Evangelho do III domingo do tempo comum coloca-nos mesmo no princípio do Evangelho de Marcos, omitindo toda a vida de Jesus até por volta dos 30 anos! Aqui, Jesus começa a pregar a Boa Nova de Deus na Galileia. Antes apenas a pregação de João e o Baptismo de Jesus. Mas, o Cordeiro de Deus não ficou no deserto. Agora, apresenta-se no meio da realidade humana, atravessa os trilhos e os caminhos da existência quotidiana do seu tempo, onde pessoas concretas vivem, trabalham e sofrem. Aí, e só aí, começa a proclamar a Sua mensagem: «O Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e acreditai na Boa Nova».

A primeira coisa que Jesus faz é procurar colaboradores para esta tarefa da evangelização. Ele não quer empreendê-la sozinho. Por isso mesmo, ao passar junto do lago da Galileia, repara no trabalho de alguns pescadores. Chama-os. Convida-os a seguirem-n'O e propõe-lhes que mudem de trabalho: «Farei de vos pescadores de homens». Inesperadamente eles deixam tudo (trabalho, bens, família) e seguem-n'O.

Com isto o evangelista Marcos quer mostrar-nos muito mais que um episódio bonito da vida de Jesus. Pretende, isso sim, que todos os que lêem e escutam este evangelho, se sintam interpelados a dar a resposta livre e pronta de Pedro e dos outros discípulos. O que é verdadeiramente importante é que Jesus chama! Chama porque ama. E quem é chamado e amado responde seguindo e amando. Por isso, aqueles pescadores da Galileia são modelo para todos os discípulos de Jesus. E nós não ficamos à margem deste paradigma.

Há algumas perguntas que se impõem diante deste texto. Em primeiro lugar, qual é o Evangelho, a Boa Nova que Jesus começa a proclamar?

A resposta é simples e até ligeira: Jesus está presente e vivo, no meio dos homens para cumprir todas as promessas de vida, salvação, felicidade e libertação, vindas já do Antigo Testamento! É a boa notícia de que Deus não ficou lá longe, mas está presente em Jesus vivo, pessoa, em carne e osso e no meio de nós! Deus está mesmo à nossa mão. E chama cada um de nós a dar-Lhe as nossas mãos. Chama para nos deixarmos olhar e tocar, seduzir e “apanhar” por este Jesus. Este é o primeiro e fundamental passo para convertermos e transformarmos a nossa vida.

Basta aderir, dizer sim, acolher, acreditar, abrir o coração e seguir. Jesus não dita regras nem impõe, para já, qualquer código de conduta. A sua mensagem é Ele próprio. Não nos chama para seguirmos uma ideia, um programa, uma doutrina. Chama-nos a segui-lo a Ele, como o Caminho, a Verdade e a Vida!

Evangelizar devia ser isto. Num tempo em que em Igreja vamos falando tanto de nova evangelização deveríamos ter presente que evangelizar é levar a todos a boa notícia, de que Jesus está aí, como luz que dá sentido. Está e passa por aí, discreto, por entre a vida das pessoas, por cima e por debaixo das suas telhas, pelas ruas e praças, para dar vida e salvação.

Evangelizar é dizer a todos e, em especial, aos que sofrem, que Jesus está aí! Está na sua dor, como está no amor, com que são tratados, como grita no clamor dos esquecidos e abandonados.

Evangelizar é também dizer aos que já fazem o bem, mas que até desconhecem Deus, que esse Deus desconhecido está aí, escondido mesmo por entre os dedos das suas mãos. O Evangelho de Deus, a Boa Nova é isto mesmo: Jesus está vivo e presente. Jesus é a Vida da nossa vida!

A segunda pergunta a fazer perante este Evangelho poderia ser “Como evangelizar?”
Nós somos evangelizados para nos tornarmos evangelizadores. Como a Jonas, também o Senhor nos diz “Vai à grande cidade e apregoa a mensagem”.

Há várias formas de o fazer. Sublinho apenas estratégias para ajudar:
a) Evangelizar pela proclamação ou pregação: a Palavra de Deus não deve ficar-se pela Missa, mas deve passar para o diálogo fraterno, cordial e amigo, nos nossos ambientes.
b) Evangelizar por convocação: ter a coragem de convidar outros a vir, a participar. Trabalhando em pesca à linha e não à rede…
c) Evangelizar por atracção, irradiação ou contágio: o modo como vivemos pode, e acontece mesmo, atrair outros.
d) Evangelizar por levedura ou fermentação: é a forma menos aparente, mais lenta e oculta, mais demorada e paciente. No segredo do nosso trabalho humilde, numa Escola, numa instituição, numa empresa, numa associação, podemos ir mudando mentalidades, inovando caminhos, renovando estruturas de injustiça e abrindo-as a uma conduta e ética cada vez mais evangélica.
 
Este é o nosso tempo de sermos evangelizadores. Mas, o tempo é breve e passageiro, como recorda o Apóstolo. Por isso, mãos à obra que se faz tarde!

Pe. JAC

15 de janeiro de 2012

Que procurais? Homilia do II Domingo Comum

"Que procurais?" Eis a primeira palavra dia por Jesus no IV Evangelho. Começa com uma pergunta. Jesus é questionador. Mestre nessa e noutras artes.
Podíamos chamar a este II Domingo do Tempo Comum, o Domingo da Vocação, tema que trespassa as leituras que ouvimos proclamar, particularmente a I Leitura e o Evangelho.

Na primeira leitura,  ouvimos o belo chamamento de Samuel.
A Samuel podemos quase vê-lo como o acólito distraído que, por engano, responde a um chamamento. Está pronto para todo o serviço, mas está a dormir e não preparado quando é chamado! 

Samuel é rápido numa resposta, mas lento na escuta. E não esqueçamos que Samuel passava horas a fio no Templo e conhecia bem os cantos da casa. 
Ouve uma voz mas confunde-se, ainda não distingue a voz dos homens da voz de Deus.
Responde, mas engana-se quanto Àquele que o chama. Sabia a liturgia de cor, os rituais de cor, mas «ainda não conhecia o Senhor». 
E, só por meio do sumo sacerdote Eli, Samuel chega então a compreender que não deve olhar para o lado, mas ouvir para cima, escutar do Alto. É Deus que lhe fala. Que chama. Que ama. Que insiste e que persiste. 
A sua prontidão em servir deve tornar-se em primeiro lugar esforço por escutar, silêncio para ouvir, relação para conhecer. Antes de se pôr a pé, para servir ao altar, é preciso primeiro ajoelhar-se e dizer: «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta».

Também o Evangelho de João nos traz uma belíssima página vocacional.

Tudo começa como tinha que ser: O precursor, João Baptista, aponta o Cordeiro de Deus. João Baptista põe-nos em movimento, inquieta-nos. 
Atraídos pelo olhar Daquele desconhecido, os discípulos decidiram segui-lO à distância, quase tímidos e embaraçados. 
Até que o próprio Jesus, se volta e questiona: «Que procurais?».
Deste modo, suscita aquele diálogo que daria início à aventura de João, de André e de Simão, de Amaro que hoje celebramos e de tantos outros, também a nossa própria aventura.

Os discípulos, diante de uma pergunta tão directa, respondem com outra pergunta: «Mestre, onde Moras»? Ele perguntou-lhes o que procuravam e eles responderam a quem buscavam... Não respondem à pergunta de Jesus, mas querem entrar na intimidade do desconhecido. Não procuram uma coisa, nem sequer uma ideologia, uma doutrina ou uma verdade. Procuram uma pessoa. «Onde moras»? Procuram Alguém com quem viver, alguém cuja vida possam partilhar, Alguém para conviver, para viverem juntos.

Pediram-lhe a sua amizade. A sua companhia. A sua intimidade. E Jesus abriu-lhes o coração de par em par. E a resposta de Jesus é também um convite: "Vinde e vede". Aí mesmo os seus corações inquietos sentiam-se como se tivessem chegado a casa. De facto, com Jesus sentimo-nos sempre em casa.

O apelo/convite que nos faz o Evangelho, pode concretizar-se, em duas direcções:
* Buscar Jesus. Fazer dEle, a orientação, a direcção, o único desejo da vontade, a morada primeira e a pátria última do nosso coração. 

* Encontrar o Mestre, onde Ele está: No segredo da oração, na Luz da sua Palavra, na intimidade da Eucaristia, na comunhão da sua Igreja. 

Como aqueles primeiros discípulos, naquela tarde inesquecível, em que lhes ardia o coração ao escutar e ao pressentir Jesus, que cada um possa dizer baixinho: Ficai connosco, Senhor!... 
Eles foram ver onde Jesus morava e ficaram com Ele nesse dia... E, provavelmente, naquela noite não conseguiram dormir com tamanha alegria!
Nós encontramos Jesus aqui nesta Eucaristia. O que é que vai ser diferente?

Pe. JAC

8 de janeiro de 2012

A Luz que desponta leva-nos por caminhos novos. Homilia na Epifania do Senhor



Ainda em Natal, já mesmo a terminar o tempo, mas não a alegria e a certeza da presença do Deus Emanuel, a liturgia da Palavra leva-nos, agora com os Magos, até ao presépio. Sempre até ao presépio, o lugar onde Deus acampa, e, por isso, ir ao presépio é, acima de tudo, ir ao nosso coração, o verdadeiro presépio/morada do Menino Deus.
Continuamos, por isso, a aprender nesta bela escola do presépio. E aprendemos hoje com os Magos do Oriente.
Fabulosa catequese nos é dada nestas leituras. Enfoque especial ao Evangelho, sem deixarmos de acenar ao luminoso e esperançado texto de Isaías, na primeira leitura.

São, para mim, absolutamente secundárias as questões relativas à origem da estrela que os Magos seguiram. Também a questão dos seus nomes é secundária, extra-evangélica. Não importa se eram Baltasar, Belchior e Gaspar. Não importa se um era europeu, um africano e outro indiano. Não importa se eram reis ou não. Não é até fundamental saber se ofereceram mesmo ouro, incenso e mirra, mesmo que venha assim expresso na página do Evangelho.
Esta festa da epifania de Deus que celebramos está longe de ser uma pequena história infantil, alimentada no nosso imaginário, desenhada com as cores da superficialidade das novelas e das fábulas.

Afinal de contas, o que é que é essencial, nesta solenidade da Epifania?
Em primeiro lugar, epifania significa, do grego, manifestação. Trata-se, para nós cristãos, da manifestação do mistério de Deus, invisível e escondido desde sempre e, agora, tornado conhecido e visível, em Jesus que nasce no presépio. Jesus é o sacramento do Pai, a revelação do Pai. Em boa verdade, como expressa José Augusto Mourão, “a epifania é o cumprimento da missão do Filho [revelar e mostrar o Pai] e ponto de partida para a missão individual de cada cristão”. A epifania de Deus leva-nos à missão diária, quotidiana, fazendo-nos Suas testemunhas e sinais.

Importa perceber que a estrela que os Magos seguem, segundo relato de Mateus, é essa luz nova que desponta, no cumprimento pleno das palavras do profeta Balaão («Eu o vejo, mas não agora,/ eu o contemplo, mas não de perto:/ uma estrela desponta de Jacob,/ um ceptro se levanta de Israel» (Números 24,17) e do profeta Isaías, tomado como primeira leitura de hoje, («chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor » (Isaías 60,1).
Esta estrela que arde e brilha nos olhos e no coração dos Magos orienta os seus passos e, neles, os nossos passos, para a verdadeira Estrela que desponta e que é Jesus. E os Magos e, com eles, a humanidade que somos, orientamos para aquele Menino toda a nossa vida. É o que significa o verbo «adorar». Esta «adoração» é o verdadeiro presente a oferecermos ao Deus Menino, muito mais do que ouro, incenso e mirra.
Fazer deste Menino, que traz em Si a plenitude de Deus – verdadeiro Deus e verdadeiro Homem – centro e luz da nossa vida, é imperativo desta solenidade. É este Deus que os Magos adoram Naquele Menino com Maria, Sua Mãe.

Essencial, ainda na epifania, é perceber também, como a Deus lhe repugnam as portas. O presépio não tem portas. Deus quer as portas só para estarem abertas, nunca fechadas, para todo aquele que O quiser ver. Não é preciso marcar entrevista, nem audiência, nem tocar à campainha. Ele é verdadeiramente Emanuel, Connosco e em Nós. É num Deus assim que acredito.

Importante lição dos Magos, mesmo a terminar: depois de encontrar a Luz, que é o Menino Jesus, podemos e devemos seguir por outro caminho. Surpreendente! Até para regressarmos a casa precisamos de aprender um caminho novo! No nosso caso, poderá não ser caminho novo no percurso e no trajecto, mas deverá ser sempre renovado na motivação, no entusiasmo, na alegria e na certeza da presença da Luz de Deus em nós.
Um Santo Domingo.

1 de janeiro de 2012

É preciso viver em estado de permanente paixão! Homilia Ano Novo 2012.



1.Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar Eucaristia. Festa dos crentes, centro da vida cristã, sacramento da nossa salvação!
Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar Santa Maria Mãe de Deus e também nossa Mãe, a partir da Cruz, Medianeira de todas as graças e dons de Deus para nós!
Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar o Dia Mundial da Paz, que é Jesus, o Príncipe da Paz, nascido no Presépio de Belém.
Motivos solenes para esta solenidade litúrgica. Corações abertos e ao alto para acolher a bênção que Deus ensinou a Moisés, no Sinai, e que se estende, hoje e sempre, sobre nós. «O Senhor te abençoe e te proteja. / O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. / O senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz».
Bênção que é para nós e para todos os homens e mulheres de boa vontade vigor, força, êxito e felicidade.
Bênção que vem de Deus como dom, graça, gratuidade, prenda e presente, mas que não dispensa o nosso acolhimento e o nosso compromisso, em gestos concretos com os que caminham ao nosso lado.

2.Hoje, uma vez mais, e como temos feito desde o início do Advento, queremos aprender na escola do presépio. Hoje, especialmente, seguimos o caminho e os passos dos pastores, e aprendemos de Maria, a contemplar esse rosto de Jesus Menino, que nos manifesta a totalidade de Deus, irrompendo a carne do mundo, apenas porque quis e quer e porque ama!
São os pastores, que, acordando, nos guiam ao presépio e nos ensinam a ver o que tantos quiseram ver e não viram e ouvir e não ouviram: o Menino do Presépio, envolvido em panos, é mesmo Deus. «A humanidade de Deus é o traço decisivo do cristianismo e da cultura ocidental», assim escreveu o dominicano José Augusto Mourão, falecido este ano.

3.Fabulosa e inédita Mensagem que Bento XVI escreve para este Dia Mundial da Paz. Dirige-a especialmente aos jovens. “Educar os jovens para a justiça e para a paz”. A merecer a nossa leitura, a nossa meditação e a nossa acção.
Aqui eleva-se a fasquia. Reconhece-se na juventude o vigor e o entusiasmo que o nosso mundo precisa, em tempos difíceis, marcados por tantas crises, com especial enfoque na crise económica e financeira. Evoca-se a acção, que vimos inúmeras vezes, nos últimos tempos, de jovens sedentos, inquietos, insatisfeitos. Não é por acaso que a Revista “Time” elegeu como personalidade do ano 2011, a figura do “Manifestante”.
Bento XVI deixa na sua Mensagem uma palavra de incentivo, de proximidade de compreensão, de carinho, de estima e de admiração a todos os jovens. É a esses que o Papa pede ousadia e coragem sabendo que a Igreja olha-os com esperança.
E escreve-lhes: “Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.” É grande e belo o desafio que lhes faz!
Mas a palavra do Papa volta-se às famílias, olhando-as como “células originais da sociedade” e como primeiras educadoras das jovens gerações. Papel fundamental dado aos pais, no seu dever e missão de educar os seus filhos. “Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem”, escreve Bento XVI.
Palavra papal virada, ainda, aos responsáveis das instituições com tarefas educativas. “Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar activamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna”, diz na mesma Mensagem.
Palavra do Papa a alertar os responsáveis políticos, “pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar” e ainda palavra desafiadora aos meios de comunicação social que têm a função não só de informar, mas também de contribuir e “concorrer notavelmente para a educação dos jovens”.
Mensagem desafiadora! A não ignorar. A pegar, a ler, e a fazer por todos, sem excepção.

4.Neste início de ano gostava de desafiar cada um e cada uma ainda com as palavras do dominicano José Augusto Mourão: “O que é preciso é viver em estado permanente de paixão e fazer da vida a beleza, a procurar”.
Claro que procurando a vida, procuramos Deus, origem e fundamento da nossa existência humana. E procurando Deus, e encontrando-O encontramo-nos e achamos o sentido e a felicidade que ansiamos e pela qual suspiramos cada dia!

Pe. JAC

15 de dezembro de 2011

Advento 2011. Afinal, ainda há profetas!?


[João Baptista] é aquele de quem está escrito: “Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de ti”.
Eu vos digo que entre os nascidos de mulher não há nenhum maior do que João”.





Senhor,
Nós pensávamos que os profetas estavam longe de nós,
Nós pensávamos que os profetas já tinham morrido,
Nós pensávamos que os nossos dias
Não eram dias de profecia…
E, contudo…
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos desperta.
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos interroga.
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos surpreende.
Quando menos o pensávamos,
Alguém grita verdade, generosidade, coerência,
E nos sentimos “apanhados”.
Pensávamos que não era tempo de profetas
E há profecias e há profetas.
Olhamos para o lado para nos escaparmos,
E ali, para onde fugimos,
Também há profetas.

(adapt. A. Ginel)

Deus continua a precisar de profetas. Não dos que, como João Baptista, devem anunciar a Sua vinda, mas dos profetas-mensageiros-discípulos que já vivem e resplandecem com essa vinda.
Precisamos de ser rosto de Deus no mundo!

12 de dezembro de 2011

Advento 2011. Perguntas inconvenientes?


Naquele tempo, Jesus foi ao templo e, enquanto ensinava, aproximaram-se d’Ele os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, que Lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes tudo isto? Quem Te deu tal direito?» Jesus respondeu-lhes: «Vou fazer-vos também uma pergunta e, se Me responderdes a ela, dir-vos-ei com que autoridade faço isto. Donde era o baptismo de João? Do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a deliberar, dizendo entre si: «Se respondermos que é do Céu, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe destes crédito?’ E se respondermos que é dos homens, ficamos com receio da multidão, pois todos consideram João como profeta». E responderam a Jesus: «Não sabemos». Ele por sua vez disse-lhes: «Então não vos digo com que autoridade faço isto».
É verdade que as perguntas exigem respostas.
Jesus acorda com os seus inquiridores. Uma resposta por outra.
Mas… quando se é levado pela mesquinhez e pequenez depressa se é apanhado.
Para Jesus não há perguntas inconvenientes. Há perguntas mal intencionadas. Há perguntas mal feitas.
Como são as minhas perguntas? Mesmo aquelas que vejo respondidas!
E as que não vejo respondidas? São reformuladas?
A questão fundamental, aqui, baseia-se num certo modo de nos posicionarmos diante de Jesus Cristo!
Estamos mesmo bem posicionados?

11 de dezembro de 2011

Advento 2011. João e José. Imperativos de Alegria!


Alegrai-vos sempre        no Senhor.
Exultai de alegria:            
o Senhor está perto.



Um passo em frente rumo ao Natal, neste 3.º domingo do Advento.
Acompanha-nos na liturgia deste domingo, João.
Acompanha-nos na Caminhada Diocesana “Família Esperança e Dom”, José.
Um e outro nos desafiam, inquietam e nos incomodam. Cada um a seu modo. Um e outro, para nós, imperativos a uma alegria plena e total.
João (no hebraico significa “Deus faz graça”) continua a retirar do si as luzes e os holofotes para os direccionar para o Deus no meio de vós. João, a voz (phonê) do que clama do deserto, continua a aquietar-nos interiormente, e a mostrar-nos a Palavra-Pessoa (Logos, Verbum, Dabar). A pedir-nos que façamos a mais pequena e também mais difícil viagem de recomeço e reinício: a que vai da nossa superfície exterior ao interior do nosso coração.
José (do hebraico significa “aquele que acrescente”), mesmo calado e mudo na Escritura, desafia-nos à justiça, ao esforço, ao trabalho, à dedicação. Valores e atitudes que vão sendo postas de lado no tempo e na sociedade que vivemos. Mas que precisamos de redescobrir com alegria.
Domingo da Alegria (Gaudete). Alegria porque o Senhor Jesus está próximo. Alegria porque mesmo no meio das crises e das tristezas generalizadas, Deus não nos vira as costas. Alegria porque o nosso Deus não mora num lugar lá longe de nós, inacessível a nós, mas mora pertinho, dentro até, da nossa vida, do nosso coração. Ele constrói a sua habitação, morada, tenda, junto de nós. Somos templo de Deus!
Quantos vivemos desse modo?
Redescoberta esta certeza, feita esta pequena grande viagem, exultamos de alegria e mostraremos que temos rosto de gente salva.
E com Maria, até cantamos aquelas belas palavras, elevadas a salmo responsorial, na Eucaristia deste terceiro domingo do Advento.

A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.

O Todo-poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.

Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu-os de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia.

8 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição da Virgem Maria. A mais perfeita criatura humana!

Sois toda bela, Senhora Nossa.
Uma alma orientada
Desde sempre para o Senhor
Num impulso imenso de amor
Que brota do Amor.

Desde o primeiro instante da sua existência
Inteira e totalmente consagrada ao Senhor.
Desde o despertar da sua consciência
Não afrouxando ou fechando o impulso para Deus.

Impulso destinado a (re)erguer a humanidade caída,
Humanidade que representa plenamente,
E que, nela, estende ao Pai
Duas mãos que suplicam
para que caia o Orvalho
desça o Justo
para que venha a Paz
E apareça o Salvador!

Pureza virginal
Cândida inocência
Que, por todos, arrisca oferecer-se,
Sem limites, sem restrições
À santíssima vontade de Deus.

Lugar privilegiado
Trigo  imaculado sobre a eira
Donde vem para nós
A vida que sacia a nossa secura!

Pureza incomparável,
Diamante precioso,
Ornado do ouro mais fino
Habitado da luz mais pura
Que dá claridade
A tantos que jazem na escuridão.

Perfeita inocência
Que não é inconsistência infantil,
Que desfaz a sabedoria do mundo
E frustra a astúcia do Maligno
Que acredita, de corpo e alma,
Na Palavra recebida
E dela se faz escrava
Abrindo para nós
O paraíso selado,
Outrora, em Eva, fechado.

Candura generosa
Que diz, mesmo com medo, “Estou aqui!”
Um “Sim” perfeito e pleno
Perante o assombro dos Céus,
O amor definitivo entregue ao poder do Espírito
Para regenerar todos os humanos em Deus.

Glória da nossa terra,
Honra do nosso povo.
Jóia incomparável
Habitada pelo Espírito,
Por todas as chamas de amor.
Pentecostes em que participamos
Na coroa dos santos.

Mãe de uma geração imensa
Advogada dos pobres
Guia de todas as nossas misérias
Para a fonte caudalosa da Vida
Para o bendito fruto da Cruz
Que dá felicidade eterna e imortal
Aos filhos, para sempre, arrancados à morte.

Por Maria até Jesus!
A Ti clamamos hoje e sempre:
Ó Maria concebida sem pecado.
Rogai por nós que recorremos a Vós.
Amem!

Adaptado de Marcel Denis, usado nas homilias das Eucaristias que presido neste dia!
Pe. JAC

6 de dezembro de 2011

Advento 2011. Creio que vens para mim!



O Senhor virá com todos os seus santos.
Naquele dia brilhará uma grande luz.





Quão suave e consolador é, para mim, ouvir: “Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada? E se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam.”
E logo depois sentir: “não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos”.
Ouço isto como palavra para mim, palavra dirigida a mim. E que bem me faz ouvir. Fortalece a minha confiança a certeza de que abandonado nas mãos de Deus, nada tenho a temer!
Este Advento continua a ser oportunidade gratuita para acreditar que Deus vem para me salvar!


Vem, Senhor Jesus,
Cumpre a tua palavra e a tua promessa.
Vem, Senhor Jesus,
Robustece a nossa fé, sara o nosso coração,
Elimina as nossas pretensões de poder viver sem ti.
Vem, Senhor Jesus,
Dá-nos consistência para levantar a cabeça
E descobrir-Te como nosso Salvador.
Amém.

Obrigado Senhor! Tu vens para me salvar!

3 de dezembro de 2011

Advento 2011. Voz de Portugal!? João Baptista é a Voz que clama no deserto!





No deserto,
João Baptista pregava
o arrependimento
e a conversão




Andamos, em Portugal, à procura da "Voz". Não sei a que encontraremos. Mas, o Evangelho do 2.º domingo do advento leva-nos a encontrar uma Voz diferente, uma voz que clama e grita no deserto! O texto introduz este fundamental personagem deste tempo litúrgico: João Baptista. Ele é o “Precursor”, ou seja, é aquele que prepara a vinda do Messias. A sua missão é aplanar e preparar o caminho do Senhor.
Podemos olhá-lo e vê-lo como o humilde “apresentador” do Messias. Ensina-nos, por meio do baptismo de penitência, que nos devemos purificar, a fim de nos convertermos, ou seja, de voltarmos, de novo, o nosso coração para Deus.
Preparar o caminho do Senhor exige de nós uma mudança interior, que nos leve a aceitar Deus como nosso Mestre, Pastor e Guia. É bem verdade que vertigem e a corrida da nossa vida diária podem afastar-nos deste desejo de mudança e de conversão.
Nesta Caminhada de Advento-Natal e neste 2.º domingo, olhamos a nossa família como suporte, apoio, porto seguro e abrigo. Também como família que somos, precisamos de fazer um esforço de purificação e de conversão, abrindo todas as portas e janelas do nosso coração ao Senhor que vem ao nosso encontro, trazendo vida, felicidade e sentido.

Senhor, exiges de nós um esforço de purificação,
de memória e de coração.
Queres que mergulhemos no íntimo do nosso “eu”,
para que nos encontremos e Te encontremos a Ti.
Estamos prontos para fazer essa viagem ao interior do nosso coração.
Prontos a abrir portas e janelas, a deixar entrar a Tua voz desafiante.
Queremos preparar a vinda do Messias, do Teu Filho Único.
Queremos que Ele venha a nós
para que nós possamos ir a Ele!
Queremos mergulhar na fonte do nosso Baptismo
e reactualizarmos, a cada dia, a nossa conversão.

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...