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22 de fevereiro de 2012

Duas prendas!

Nestes últimos tempos, um bocado arredado do meu blogue, recebi duas prendas. Dois selos.
Outra da Utília

Obrigado a ambas!

Perdoem-me que desrespeite as regras e não o ofereça a ninguém em particular mas a todos aqueles que leio e também aos que me lêem.

Santa Quaresma para todos


O Liebster Blog é um prémio dado aos blogueiros u-and-coming, com menos de 200 seguidores.
Liebster, em alemão, significa favorito, querido, amado.
Desta forma, receber este selo significa que o seu blog é muito querido pelo blogueiro que lhe presenteou.



30 de dezembro de 2011

Advento-Natal 2011-2012. Ano Novo




Santa Maria Mãe de Deus
Ano Novo
Dia Mundial da Paz
Maria
guardava
tudo
no seu coração!




Um ano novo começa. A aprendizagem a partir do Presépio continua.
Neste fim-de-semana, vamos guiados pelos pastores a ver o Menino nascido em Belém.
Os pastores são homens do campo, simbolizam a simplicidade e garantem que Deus acolhe a todos, sem se importar com a sua condição social. Para todos, Deus tem uma missão, por muito simples que sejam os instrumentos.
Uma vez mais resulta imperioso confirmar a certeza de que Deus nunca escolhe os capazes mas sempre capacita os escolhidos.
Para compreender, ainda que nunca totalmente, o mistério inaudito de um Deus feito como nós, apenas porque quer ser como nós, precisamos da humildade destes pastores.
Ano novo, vida nova. É sempre hora de recomeçar e estamos sempre a tempo!

Os pastores vieram, correndo.
Correndo, gastamos nós a vida
para conseguir o que ansiamos.
Se chegássemos a Ti correndo
com certeza nos mostravas
que Tu és a calma e a paz.
O presépio é o lugar da primeira mensagem,
é a marca do Teu estilo:
És simples e pequeno!
Nós que pensamos que somos o que temos,
temos de aprender Contigo
que viver é ser pobre e humilde.
Faz-nos pequenos e simples como os pastores.
Como Tua Mãe, faz-nos guardar tudo no coração.
Santa Maria Mãe de Deus, olha por nós!




Renascer

Quando eu deixar
aquilo que estorvar
e seguir aquela luz
que me seduz…

Quando me livrar
e puder renunciar
a tudo o que não conduz
a Ti, ó meu Jesus…

Então serei capaz
de ao mundo levar paz,
e assim poderá nascer
um novo modo de viver.

E os homens poderão
vencer toda a solidão
e só Deus triunfará.

Pensando com a razão
amando com o coração
será novo o Amanhã!

Pe. JAC

15 de dezembro de 2011

Advento 2011. Afinal, ainda há profetas!?


[João Baptista] é aquele de quem está escrito: “Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de ti”.
Eu vos digo que entre os nascidos de mulher não há nenhum maior do que João”.





Senhor,
Nós pensávamos que os profetas estavam longe de nós,
Nós pensávamos que os profetas já tinham morrido,
Nós pensávamos que os nossos dias
Não eram dias de profecia…
E, contudo…
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos desperta.
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos interroga.
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos surpreende.
Quando menos o pensávamos,
Alguém grita verdade, generosidade, coerência,
E nos sentimos “apanhados”.
Pensávamos que não era tempo de profetas
E há profecias e há profetas.
Olhamos para o lado para nos escaparmos,
E ali, para onde fugimos,
Também há profetas.

(adapt. A. Ginel)

Deus continua a precisar de profetas. Não dos que, como João Baptista, devem anunciar a Sua vinda, mas dos profetas-mensageiros-discípulos que já vivem e resplandecem com essa vinda.
Precisamos de ser rosto de Deus no mundo!

11 de dezembro de 2011

Advento 2011. João e José. Imperativos de Alegria!


Alegrai-vos sempre        no Senhor.
Exultai de alegria:            
o Senhor está perto.



Um passo em frente rumo ao Natal, neste 3.º domingo do Advento.
Acompanha-nos na liturgia deste domingo, João.
Acompanha-nos na Caminhada Diocesana “Família Esperança e Dom”, José.
Um e outro nos desafiam, inquietam e nos incomodam. Cada um a seu modo. Um e outro, para nós, imperativos a uma alegria plena e total.
João (no hebraico significa “Deus faz graça”) continua a retirar do si as luzes e os holofotes para os direccionar para o Deus no meio de vós. João, a voz (phonê) do que clama do deserto, continua a aquietar-nos interiormente, e a mostrar-nos a Palavra-Pessoa (Logos, Verbum, Dabar). A pedir-nos que façamos a mais pequena e também mais difícil viagem de recomeço e reinício: a que vai da nossa superfície exterior ao interior do nosso coração.
José (do hebraico significa “aquele que acrescente”), mesmo calado e mudo na Escritura, desafia-nos à justiça, ao esforço, ao trabalho, à dedicação. Valores e atitudes que vão sendo postas de lado no tempo e na sociedade que vivemos. Mas que precisamos de redescobrir com alegria.
Domingo da Alegria (Gaudete). Alegria porque o Senhor Jesus está próximo. Alegria porque mesmo no meio das crises e das tristezas generalizadas, Deus não nos vira as costas. Alegria porque o nosso Deus não mora num lugar lá longe de nós, inacessível a nós, mas mora pertinho, dentro até, da nossa vida, do nosso coração. Ele constrói a sua habitação, morada, tenda, junto de nós. Somos templo de Deus!
Quantos vivemos desse modo?
Redescoberta esta certeza, feita esta pequena grande viagem, exultamos de alegria e mostraremos que temos rosto de gente salva.
E com Maria, até cantamos aquelas belas palavras, elevadas a salmo responsorial, na Eucaristia deste terceiro domingo do Advento.

A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.

O Todo-poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.

Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu-os de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia.

9 de dezembro de 2011

Advento 2011. Qual é o melhor caminho?


«Eu sou o Senhor, teu Deus,
que te ensino o que é para teu bem
e te conduzo pelo caminho que deves seguir».

No seguimento de Cristo, total e radicalmente, é necessário tomar decisões.
No confronto com a Palavra que, para nós, é Pessoa – porque Jesus Cristo é o Verbo de Deus – é imperioso discernir os melhores caminhos.
São esses bons caminhos que, desde sempre, Deus, por meio dos seus profetas, indica ao Seu Povo. Mas, nem sempre o Povo e NÓS ousamos e arriscamos seguir esses caminhos.
Não podemos, contudo, esquecer: Só o Caminho de Deus nos dá VIDA!

Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da Vida!

7 de dezembro de 2011

Advento 2011. Imaculada Conceição


Ó Senhora imaculada, silenciosa,
De sorriso virginal,
Frescura envolvida na canção formosa
Do amanhecer inicial.
Senhora do vestido simples da graça
Que íntima aurora Te deu,
Florindo, sobre a luz da terra que passa,
À luz primeira do Céu.
Senhora, o teu celeste olhar de padroeira
Floresça em nosso interior,
Abrindo a senda da pureza verdadeira
Que nos conduza ao Senhor.
Da Liturgia das Horas

6 de dezembro de 2011

Advento 2011. Creio que vens para mim!



O Senhor virá com todos os seus santos.
Naquele dia brilhará uma grande luz.





Quão suave e consolador é, para mim, ouvir: “Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada? E se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam.”
E logo depois sentir: “não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos”.
Ouço isto como palavra para mim, palavra dirigida a mim. E que bem me faz ouvir. Fortalece a minha confiança a certeza de que abandonado nas mãos de Deus, nada tenho a temer!
Este Advento continua a ser oportunidade gratuita para acreditar que Deus vem para me salvar!


Vem, Senhor Jesus,
Cumpre a tua palavra e a tua promessa.
Vem, Senhor Jesus,
Robustece a nossa fé, sara o nosso coração,
Elimina as nossas pretensões de poder viver sem ti.
Vem, Senhor Jesus,
Dá-nos consistência para levantar a cabeça
E descobrir-Te como nosso Salvador.
Amém.

Obrigado Senhor! Tu vens para me salvar!

5 de dezembro de 2011

Advento 2011. Reaprender a solicitude!


Ouvi, ó povos, a palavra do Senhor
e proclamai-a até aos confins da terra.
Não temais. Deus vem salvar-nos.

A passagem do tempo e da história traz consigo alterações significativas do modo de ser e de viver das pessoas.
Não vivemos alheios a essas mudanças que trazem coisas positivas e outras, tantas, negativas.
Uma das que se vai perdendo, acentuadamente, é a atenção e a solicitude pelos outros. Atenção simples, gratuita, desinteressada… por exemplo, a solicitude em ajudar a atravessar a rua ou ajudar a transportar um saco.
Gestos que o tempo vai gastando e que a novas gerações vão perdendo, infelizmente.
Aqueles que, no evangelho de hoje, transportam o paralítico até Jesus, dão-nos esse exemplo de solicitude, de solidariedade, de amor, de CARIDADE.
Esta pode ser uma excelente (re)aprendizagem neste Advento. Oxalá sejamos capazes, para podermos ver maravilhas!

E rezemos:
Escutemos o que diz o Senhor:
Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
A sua salvação está perto dos que O temem
e a sua glória habitará na nossa terra.

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu.

O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos.

2 de dezembro de 2011

Advento 2011. Queremos ser cegos?


O Senhor virá no esplendor da sua glória
visitar o seu povo e dar-lhe a paz e a vida eterna.

Reconhecer a fragilidade e a humanidade que somos é sinal de “decência mental” e de equilíbrio pessoal.
Não podemos pensar e viver como se fossemos mais do que o que somos na realidade. Isso seria viver na fantasia e na ilusão.
Os dois cegos que pedem a Jesus a cura da sua cegueira sabem bem o que são e o que precisam.
Jesus, que passa fazendo o bem, é capaz, depois do passo da fé que exige, de curar, sarar e salvar.
Hoje devemos pedir a cura das nossas tantas cegueiras, não tanto, possivelmente, de cegueiras físicas, mas de tanta cegueira “espiritual” e opcional, que nos leva a fechar os olhos, impedindo-nos de ver Deus e os irmãos.

Hoje deveríamos todos rezar:
O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.

Salmo 26 (27), 1.4.13-14 (R. 1ª)

1 de dezembro de 2011

Advento 2011. Prudentes ou Insensatos?

Vós estais perto, Senhor;
a vossa palavra é caminho da verdade.
São firmes todos os vossos mandamentos.
Vós existis desde toda a eternidade.


Se a Palavra da Vida que escutamos, que é Palavra-Pessoa, Jesus Cristo, Verbo, Logos, Dabar de Deus, não se faz vida em nós, corremos sempre o risco de um dia nos dizerem “Não vos conheço”.
O critério averiguador da qualidade do nosso seguimento de Cristo é efectivamente a prática da Palavra escutada, fazendo-se vida nas nossas vidas.
Seremos prudentes ou insensatos na medida em que a Palavra de Deus se faz “luz dos nossos passos e luzeiro dos nossos caminhos”.
Estamos sempre a tempo de começar, mesmo neste começo de Dezembro.
Em Dezembro, pode cair a chuva, vir as torrentes e soprar os ventos… se a casa que somos, porque “templos do Espírito Santo”, resistir é porque estamos plena e firmemente enraizados em Cristo, e o temos como “rochedo da nossa Salvação”.
Dou graças a Deus por todos os que ouvem a Palavra e a põem em prática.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos homens.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos poderosos.

Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
Eu Vos dou graças porque me ouvistes
e fostes o meu salvador.

Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos bendizemos.
O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz.
Salmo 117 (118), 1.8-9.19-21.25-27a

30 de novembro de 2011

Advento 2011. Partilhamos ou guardamos?

Caminhando Jesus junto ao mar da Galileia,
viu dois irmãos, Pedro e André, e chamou-os, dizendo:
Vinde comigo; farei de vós pescadores de homens.


Não somos ilhas. Como tal a nossa vida não faz sentido vivida egoisticamente. O género humano realiza-se plenamente na comunhão, nunca na solidão.
Como cristãos, também não existimos isoladamente e a vivência nossa fé passa por um permanente “apontar” Cristo aos homens e mulheres do nosso tempo, que caminham ao nosso lado nesta “aldeia global”.
André, irmão de Simão Pedro. Hoje olhamos este Apóstolo, escolhido por Jesus. Tocado no mais profundo do seu ser, foi capaz de não querer Cristo só para si. Quis partilhar Cristo, quis levar Pedro, seu irmão, à mesma experiência do encontro.
E nós: partilhamos ou guardamos?

29 de novembro de 2011

Advento 2011. Senhor eu espero em Vós!


O Senhor virá com todos os seus Santos.
Naquele dia brilhará uma grande luz.

A esperança cristã é a virtude que nos faz crer que no fim as coisas farão sentido!
Há muitas sombras, tempestades, nuvens a obscurecer a claridade da presença de Deus em nós..
Mas, somos privilegiados, nós, cristãos, porque temos derramado em nossos corações o Espírito Santo.
É por Ele que podemos rezar.
Somos felizes, mesmo não vendo e palpando Deus, quando somos capazes de mostrar e irradiar a sua presença a todas as pessoas.
Somos felizes porque cremos que o sonho de um mundo justo e harmónico se concretiza na vinda do Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso irmão e amigo.

12 de abril de 2011

Ufa: ainda consegui hoje porque me "segredaram" ao ouvido!



Olá a todos os companheiros de caminhada.

Sei que as desculpas não se pedem, evitam-se!
Mas hoje sinto-me na obrigação de as pedir.

Eu sei que todos sabem da dificuldade da vida dos padres por estes dias de quaresma. E a minha não é diferente!
Entre confissões, celebrações, vista aos doentes... o tempo todo se esvai!...
Deixai que vos diga que hoje estive de manhã a confessar, a sacramentar e a celebrar Missa com doentes e idosos da Casa de Repouso, em Barrô. De tarde, estive a visitar doentes também na paróquia de Barrô. Pelas 17h, em Fermentelos a confessar dezenas de pessoas. Às 19h15, em Águeda, a presidir à Missa. Às 21h00 na igreja da Trofa a confessar durante 1h30minutos...
E só agora, (porque na Trofa alguém me segredou ao ouvido que era eu a escrever no blogue!) ao chegar a casa, para descansar de um dia muito cheio, dei conta que era mesmo o meu dia de partilhar convosco, sugerindo passos para a nossa caminhada conjunta....
Por tudo peço perdão. Sei que estive a fazer hoje e nestes dias intensos de Quaresma o que é a minha obrigação, minha missão e meu ministério! Todos compreenderão, com certeza.

Mesmo assim, não podia dormir descansado sem umas linhas de partilha para a nossa caminhada.
Volto a pedir desculpa pela minha acentuada, mas também aparente ausência. Pelo menos na minha oração não me esqueço dos meus colegas caminhantes.

E hoje partilho apenas e só mais um poema, escrito como resposta a liturgia de hoje:


Sei que és o Filho de Deus, Jesus,
E que Te fizestes homem para ensinar
Por meio da vida que levastes.
Muitos não compreenderam
Interpretaram mal
Ou não quiseram compreender
Por seres incómodo.
Hoje, quero que me faças coerente
Na vida e nas palavras.
Retira-me a hipocrisia e a falsidade
Das acções que não se coadunam com as palavras.

Quero que sejas meu ânimo
Minha bússola orientadora.

Que sejas minha força:
Tua Palavra alimento,
Tua amizade entusiasmo.
E Tu sejas sempre o meu centro.

25 de março de 2011

Deus é meu Pai ou meu Patrão? - Caminhada da Quaresma-Páscoa 2011


Continuamos a querer firmar os nossos passos para depois, com coragem, podermos afirmar a nossa fé.
Mais um passo do nosso caminho. E que belo passo temos hoje. Reforça-se a nossa confiança na certeza de que Deus é Pai de Amor e não nosso patrão.
Conhecemos quase de cor a parábola chamada do filho pródigo, mas que poderá ser chamada, mais correctamente, do Pai Pródigo ou então dos Dois Filhos.
Há uns anos, ouvi o então Padre António Couto, hoje Bispo Auxiliar de Braga, falar deste texto com tanta profundidade e ao mesmo tempo tanta simplicidade e beleza que hoje, apesar de longo, não hesito em partilhar com todos a riqueza da mensagem.


«Temos a grande parábola de Lucas 15. Esta página lucana tem lugar garantido em qualquer antologia dos mais belos textos de todos os tempos.

É a história dos pecadores e dos publicanos, dos escribas e dos fariseus, de que todos temos um pouco. Todos se aproximam de Jesus: os primeiros para o escutar com alegria; os segundos para o criticar com azedume pelo facto de ele receber os primeiros e comer com eles. Há, portanto, aqui um comportamento novo, misericordioso, inclusivo e acolhedor por parte de Jesus. Por isso dele se aproximam os pecadores, até então marginalizados e hostilizados pela tradição religiosa vigente; por isso o criticam os fariseus e os escribas, os garantes da velha tradição religiosa, rigorosa e exclusivista.

A estes últimos conta Jesus uma parábola. (…) Note-se também que, para escutarmos correctamente «esta parábola» de Jesus, é do lado dos fariseus e dos escribas que nos devemos postar, dado que é para eles que Jesus conta a parábola. Para eles e para o nosso lado orgulhoso e exclusivista. É notório que, dado o desenrolar da história contada por Jesus, nos revemos habitualmente naquele filho que sai de casa e que acaba por voltar, sendo recebido por um Pai carinhoso que o espera de braços abertos. Mas, para que a história nos caia em cima, é do outro lado que nos devemos colocar. (…)
Mas já Jesus traz para a cena, sem deixar a audiência respirar, um Pai excepcionalmente maravilhoso e bom, em quem pulsa um imenso coração e vibram entranhas de misericórdia. Tem dois filhos, que nos representam a todos: um claramente pecador, que opta por sair de casa, depois de ter pedido ao pai a sua parte da herança. Note-se que todo o pai dá três coisas aos seus filhos: o pão, todos os dias; roupas novas, nos tempos festivos; a herança, uma única vez na vida, pouco antes de morrer. O pedido deste filho assume, portanto, um imenso dramatismo. Fazendo o pedido que faz, este filho como que mata o pai, ao mesmo tempo que morre como filho! Não quer mesmo mais ser filho nem depender de nenhum pai.
Parte para longe, gasta tudo, torna-se um assalariado desamparado, guarda porcos, vive abaixo de porco (não lhe é sequer permitido comer com os porcos, como os porcos!). É o seu ponto mais baixo. Pensa então em voltar para casa, mas como assalariado, não como filho. É então que a surpresa enche outra vez a cena. Quando nós regressamos a casa, a Deus, nunca encontraremos um Pai distraído, ou que mudou de residência, ou que responde de forma brusca e fria. Está lá sempre à nossa espera, de braços abertos, reabilita-nos como filhos fazendo-nos vestir «o primeiro vestido», o que tínhamos abandonado, o de filhos, faz uma festa, mata o vitelo gordo, prepara um banquete, chama uma orquestra! Alegria excessiva deste Pai pródigo de amor e misericórdia!
É aqui que surge o outro filho, retratado como um bom cumpridor de ordens, um «justo» fariseu, igualzinho aos fariseus «justos» que tinham aparecido no início da história. Tal como estes, também este filho se acha com direitos sobre Deus. Em Deus não vê um Pai, mas um patrão que tem de lhe pagar, pois «nunca transgrediu uma ordem dele». Sempre igualzinho aos fariseus que no início da história citicavam Jesus porque acolhia e comia com os pecadores, também este filho critica o seu pai por acolher e ter tudo preparado para comer com um pecador! O Pai implora-lhe que entre para o banquete da alegria. Mas a história termina sem nos dizer se este filho, que somos também nós, entra ou não entra. Final estratégico. Afinal a história de Jesus foi contada para os fariseus, e nós devemos ter compreendido que devemos tomar lugar ao lado deles, para sermos atingidos em cheio pela história. A história termina sem nos dizer se aquele filho, fariseu, entrou ou não entrou na sala da alegria. Não nos esqueçamos que a história foi contada para nós. É então a nós que cabe tomar a decisão! Como vemos Deus? Como um Pai ou um patrão? E os nossos irmãos são para nos alegrarmos com eles ou para os insultarmos?
É também interessante notar que os dois filhos desta história falam ao Pai, ao seu Pai comum, como fazem os cristãos. Como fazemos nós. Mas em nenhum momento da história se falam um ao outro. Se calhar, também como nós. Só sabemos falar por trás, entre raivas acumuladas e insultos. Parece que também neste aspecto a história de Jesus põe a nossa vida a descoberto!
Por último, a história que ouvimos mostra-nos e adverte-nos que tanto nos podemos perder lá longe, como o primeiro filho, como nos podemos perder em casa, como o segundo filho. Atenção, portanto: podemos andar perdidos em casa, numa casa fria, sem Pai e sem irmãos, sem lareira, sem mesa e sem alegria! Todos os cuidados, portanto!»
Com a devida vénia a D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga

Diante disto, só deixo a caneta e o coração rezar:

Tantas vezes me ausentei
procurando em atalhos
a felicidade verdadeira.

Iludido pensei que a encontrei
mas depressa constatei
que era pura falsidade.

Por terra caído
levanto-me confiante
e volto a Ti de novo.

Esperas-me de braços abertos – bem sei –
volte quando voltar, lá estarás
para me abraçar.

E não ficas por aí:
fazes festa comigo,
festa de encontro e acolhimento
festa de família,
porque és meu Pai
e eu serei sempre Teu filho.

Eis-me aqui sempre de novo.
Pe. JAC

Amanhã ou melhor domingo porque ainda publico este texto na sexta-feira, continuamos com Maria Luiza

9 de março de 2011

Quaresma: Vais faltar a um jantar romântico?


«Diz agora o Senhor: «Convertei-vos a Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos. Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é clemente e compassivo, paciente e misericordioso, pronto a desistir dos castigos que promete. Quem sabe se Ele não vai reconsiderar e desistir deles, deixando atrás de Si uma bênção, para oferenda e libação ao Senhor, vosso Deus? Tocai a trombeta em Sião, ordenai um jejum, proclamai uma reunião sagrada. Reuni o povo, convocai a assembleia, congregai os anciãos, reuni os jovens e as crianças. Saia o esposo do seu aposento e a esposa do seu tálamo. Entre o vestíbulo e o altar, chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, dizendo: ‘Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo e não entregueis a vossa herança à ignomínia e ao escárnio das nações. Porque diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?’». O Senhor encheu-Se de zelo pela sua terra e teve compaixão do seu povo.»
(Joel 2, 12-18)

Hoje é Quarta-Feira de Cinzas. Começamos o tempo litúrgico da Quaresma que coloca o acento e nos coloca a nós naquilo que é essencial: colocar o nosso coração em Deus, que nos chama para um belo jantar romântico de 40 dias.
A Quaresma surge como uma oportunidade dada por Deus, como graça, para fazermos caminho, a fim de não nos acomodarmos às nossas coisas, aos nossos umbigos, às nossas vidas.
É, por isso mesmo, tempo de deixar de lado o egoísmo e tempo para passarmos a ser mais teocêntricos e mais cristocêntricos.
Além disso, a Quaresma é possibilidade de nos recentrarmos. Pela voz do profeta Joel, com recurso a uma linguagem directa e incisiva – usando nada mais nade menos 12 verbos no imperativo – Deus diz agora – que é hoje – a todos nós: “Convertei-vos a Mim de todo o coração” e ainda “Rasgai os vossos corações”.

Com a devida vénia ao autor (que não consigo precisar) partilho um texto que encontrei num blogue e que ajuda a olhar de um modo diferente e belo este tempo favorável que nos é dado de graça e como graça.

Há dias, num programa de televisão, determinada figura pública, questionada sobre as discotecas, respondia que não gostava e não frequentava pois, mesmo que falassem aos gritos não conseguia ouvir, nem fazer-se ouvir. Além do mais, quando tinha coisas importantes para dizer, procurava lugares tranquilos, serenos e silenciosos. Nomeadamente, quando quer dizer à sua esposa que a ama, convida-a para um jantar romântico, pois em ambiente sereno e tranquilo, consegue ouvir e fazer-se ouvir.
Entendi, de imediato, a razão de ser da Quaresma: 40 Dias de Jantar Romântico. Deus quer dizer-nos que nos ama, pois “É Amor” (cf. 1 Jo 4, 8), quer convidar-nos a ser “Seus imitadores” (cf. Filip 3, 17), pois somos criados à sua imagem e semelhança (cfr. Génesis 1, 26 ss), o mesmo é dizer que nos criou com uma capacidade infinita de amar. Porque nos quer dizer isto, chama-nos à serenidade e sobriedade da Quaresma, pois só assim se consegue fazer ouvir. Na correria e na lufa-lufa do dia-a-dia, Ele tenta fazer-se presente e audível, chega mesmo a gritar, mas… não se consegue fazer ouvir, porque andamos distraídos, ocupados, descentrados, dispersos… por isso, nos convida à Quaresma. Convida-nos, ao jejum, à oração e à esmola. Convida-nos a entrar dentro de nós para O encontrar, pois: “«Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, Nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada»” (Jo 14, 23).
Para que tal suceda: menos diversão, menos barulho, menos televisão, menos internet, menos café, menos tabaco, menos alimento… mais silêncio, mais oração, mais escuta e meditação da Palavra de Deus, mais generosidade, mais atenção ao próximo, mais perdão… mais encontro com Deus: “Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem como se reflecte o sol no límpido cristal” (Beata Isabel da Santíssima Trindade).
Para que seja possível escutá-l’O: "É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração" (Os 2, 16), identificá-l’O e encontrá-l’O: “Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40), é fundamental que, na nossa vida, de discípulos, aconteça este anual Jantar Romântico de 40 dias, que desagua na nascente da Vida Nova, na festa da Vida Nova, na PÁSCOA. Em que poderemos cantar, com a vida, o Hino da alegria de nos encontrarmos mais parecidos com Cristo, que imprime em nós, ao longo deste “Jantar Romântico de 40 dias”, a Sua imagem: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).

Rezo por todos para que aproveitemos este banquete gratuito,
este belo jantar romântico:
Ó Deus Pai
Damos-Te graças
Porque nestes dias da Quaresma
És grande e amoroso connosco.

Chamas-nos para que reconheçamos a nossa realidade
E voltemos o nosso coração para Ti.

Confessamos que, como crianças,
Queremos viver de desejos à nossa medida.

Tu, ó Deus de bondade e compaixão,
Gritas e vens ao nosso encontro
Para mudarmos o rumo.

Damos-Te graças
Porque caminhas connosco
Neste tempo de Quaresma
Rumo à Páscoa do Teu Filho.

Amanhã caminhamos com a Maria Luiza

Pe. JAC

8 de março de 2011

Bloggers a Caminho na Quaresma-Páscoa 2011

Firma os teus passos. Afirma a tua fé!

À semelhança de outros momentos, um grupo de pessoas que têm blogue associa-se para uma caminhada conjunto, neste tempo de Quaresma-Páscoa, que já nos bate à porta.
Somos 17!
Hei-nos aqui Senhor, ao Teu dispor que esta caminhada seja feita segundo a Tua vontade.

Quarta-feira 
9/3/2010
Pe JAC
Quinta-feira
Maria Luiza

Sexta-feira
11/3/2010
Gisele

Sábado
12/3/2010
Felipa

Domingo
13/3/2010
Dulce

Segunda-feira
14/3/2010
Teresa

Terça
15/3/2010

Quarta-feira
16/3/2010
Ailaime

Quinta-feira
17/3/2010
Lucinha

Sexta-feira
18/3/2010
Joaquim

Sábado
19/3/2010
Marili

Domingo
20/3/2010
Malu

Segunda-feira
21/3/2010
Sandra

Terça-feira
22/3/2011
ACR Viana do Castelo

Quarta-feira
23/3/2011
Giovana

Quinta-feira
24/3/2011
Carmo

Sexta-feira
25/3/2011
Utilia
O caminho faz-se caminhando. Mãos à obra!

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...