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18 de julho de 2012

Dois anos de padre. Graças a Deus!

Faço dois anos de padre. Sim, é verdade! Dois anos é pouco. Sou ainda um "bebé", nestas andanças...
Mas tenho sempre bem presente para mim que as experiências significativas não valem tanto pela quantidade como valem pela qualidade! Ainda que quantitativamente dois anos sejam muitas semanas, muitos dias, muitas horas, imensos segundos... Quero dizer que qualitativamente tem sido infinitamente mais.
Nestes dois anos, muitas pessoas têm feito muito para que o ministério seja bem mais qualitativo do que quantitativo.
Quero agradecer por isso tudo, bom e menos bom, e às vezes mau...
Sei e reconheço que o ministério ordenado vale muito mais porque é Deus que age do que por aquilo que fazem os instrumentos. É assim mesmo que me sinto: instrumento, canal por onde jorra a vida e a abundância dos dons de Deus para o Povo que Ele ama como Pai e Mãe.
Dizia alguém: “o que custa são os primeiros cem”... Por isso, citando a resposta de um padre ordenado uma semana antes de mim: "venham os próximos 98!" que é como quem diz "venham os que Deus quiser dar!".
Aqui, como em tudo, nem sempre as coisas são como nós primeiramente queremos. Nem tudo corre, tantas vezes, como sonhamos. O que me faz andar é a correspondência ao chamamento de Deus. O que procuro é abrir-me cada dia à sedução de Deus. Porque Deus seduz aqueles que se deixam seduzir!


Seduziste-me Senhor
E eu me deixei seduzir.
Tu me dominaste
E venceste (Jr 20, 7-9)

A tua sedução
É toda amor
Por isso só seduzes
Quem se deixa seduzir.

Na tua sedução
Cheio de amor fiquei
E agora possa dar
O amor que encontrei.

Letra: adaptada de Joaquim Mexia Alves (Orando em Verso, pp. 22-26)
Música e Interpretação: Pe. JAC

Aqui sou feliz!

Há dois anos que fui ordenado...
Muitos dias já passaram,
Horas que nem me atrevo a contar...
Mas de uma coisa tenho a certeza
Não ganha o desalento nem a tristeza
Porque não há nada melhor que amar,
E entregar o meu coração
E ter Deus sempre a meu lado.

Ser padre é um desafio
Um dom, uma vocação...
É com Deus quebrar o vazio
Que possa haver em cada irmão.

Vivo feliz o eterno chamamento
Que preenche o meu sentimento
De entrega e de verdade,
De Amor e felicidade...
Vivo contigo, Senhor,
Em cada gesto, no meu olhar...
Inspiras-me o meu respirar
Para ser exemplo de entrega e de amor.

A Ti, Senhor,
Entrego meu coração,
A minha alma e cada oração,
Com todo o amor.

Obrigado a todos.
Pe. JAC

14 de julho de 2012

Vem comigo ser maior


Com Cristo eu sou criança
Sou retrato de esperança
Levo Deus no meu olhar
Sou alegre sem cansar.

Vem comigo, anunciar
Vem comigo ser maior
Ao mundo levar o amor
A todos sem mais abraçar.

Com Cristo eu sou jovem
Sonhador irreverente
Sou rosto, sou imagem
De serviço consciente.

Com Cristo eu sou Homem
Tantas coisas pra mudar.
Vou partir, vou em viagem
Ao mundo quero chegar.

Pe. JAC

21 de junho de 2012

"Meu Deus. Poesias de um seminarista" faz 6 anos!


Faz hoje 6 anos que foi apresentado o meu primeiro (e único, até ao momento!) livro de poesia intitulado "Meu Deus. Poesias de Um Seminarista". Uma edição patrocinada pela Junta de Freguesia para assinalar a data da elevação a Vila da terra que me viu nascer, S. Torcato.

Refresco a minha memória e, nela, a daqueles que me "seguem", revisitando o pequeno livro e a sessão de apresentação do mesmo. Deixo-vos, primeiro lugar, o texto que li nessa sessão, e depois partilho, dois poemas escritos no livro.


Apresentação do Livro

            Às sábias palavras “Deus quer, o homem sonha a obra nasce”, eu contraponho, em relação a este livro, “Deus quer, Deus sonha, Deus, pela obra, diz-se”. É assim que me sinto em relação a este livro. Posso dizer, com todas as letras, que o autor não sou eu mas Deus. Ele é que me inspirou tudo o que ele contém. Por isso, o livro é vontade de Deus, é o seu querer. O meu trabalho é de co-autoria. Eu passei para o papel o que Ele quis dizer. A minha reflexão é fruto da sua inspiração durante estes últimos cinco anos de formação teológica. Por isso, e porque a minha linguagem, como toda a linguagem, é limitada e imperfeita acautelo os leitores para o risco de que o que se diz sobre Deus não O dizer em totalidade.

            Quando falamos de Deus corremos esse risco, perigoso, porque falamos de uma realidade metafísica, transcendente, que não podemos açambarcar. Porque Deus é Totalmente Outro diferente de nós qualquer definição que façamos é insuficiente e imperfeita. Por isso, “Meu Deus” sem ser um compêndio de teologia é teologia na medida em que é um discurso sobre Deus. E porque a teologia se faz de joelhos, como dizia o teólogo Hans Urs von Balthasar, este livro é, para mim, um livro de oração. E porque de oração se trata permitam-me a leitura do poema “Que mistério é o Meu Deus” (o último poema a entrar nesta compilação).

            Não posso terminar estas palavras sem uma palavra aos propulsionadores deste livro. O primeiro já o referi atrás: Deus! É dele que depende o que escrevo. Além disso, merece todo o destaque a Junta de Freguesia, na pessoa do seu Presidente, o Dr. Bruno Fernandes, meu amigo em todas as horas. Ele, e com ele toda a Junta de Freguesia de S. Torcato e, por consequência, a Freguesia inteira, são os meus mecenas, os responsáveis destas páginas se tornarem um livro. Estendo o meu agradecimento ao Dr. Barroso da Fonte pela estima e amizade que mostrou na edição do livro. Por fim, mas imensamente fundamental, pelo apoio e amizade de anos, a D. Amélia que me colocou este “bichinho” que se chama poesia dentro de mim e que me impulsionou a publicar alguns escritos. Em suma, por mim só, por mérito pessoal, não teria chegado a esta publicação e, por isso, a minha atitude só pode ser uma: gratidão. E na certeza de que sozinho vos não posso recompensar rezo e peço a Deus por cada um de vós. Essa é, com toda a certeza, a melhor recompensa que vos posso ofertar.
José António Carneiro | 21 de Junho de 2006



Que mistério é o Meu Deus!
Procuro com insistência
Palavras p’ra te dizer
Mas que nada significam
No Teu mistério de ser!
As palavras em si mesmas
Não Te dizem com firmeza
Apontam algumas pistas
Que revelam Tua grandeza.
E no fim da reflexão
Que quer desvelar os véus
Eu só posso concluir:
Que mistério é o Meu Deus!

Sequela

Disponível para o reino
Aqui estou de mãos vazias
Pare Te seguir, Senhor
Nada menos me pedias.
Tudo que deixava
Nada fazia sentido
Mas nesta renúncia vi
Que nada tinha perdido.
Ao seguir-Te me realizo
Imerso na novidade
No Teu seguimento encontro
O caminho da felicidade!

Alguns dos poemas publicados no livro (que já esgotou há muito tempo!!!) estão musicados e cantados. Pode ouvi-los no meu canal do youtube aqui

16 de junho de 2012

A semente é a Palavra

 
A semente é a Palavra
que tem em si a irresistível força
de nascer, de florir e de crescer.

A semente é a Palavra
não é preciso puxar por ela
para que irrompa da terra.

A semente é a Palavra
que não precisa que o agricultor
esteja vigiando o desabrochar.

A semente é a Palavra
que aparece sempre depois
da desaparição do semeador.

A semente é a Palavra
é pequena, mas capaz
de fecundar o solo onde cai.

Só por si nasce a semente
da Palavra de Deus,
rosto vivo em Jesus.
Cresce e madura, dá fruto e dá flor
erguendo-se, bem alto, ao tamanho do amor.

A palavra de Deus
grão pequeno e vigoroso
é semente de amor.
Persiste e cresce em cada momento
mas sempre liberta nas asas do tempo.
 
Pe. JAC



 

Quem ouve… pratica!

A Palavra do Senhor,
Vivida e praticada
É a condição maior,
Para uma vida inteira dada.

Escutar com atenção
Praticar no dia-a-dia
É nossa grande missão
Para viver com alegria.

Como espada de dois gumes
Como pão que nos sustenta
Quem a ouve e a escuta
Vive dela e se alimenta.

Ser família de Jesus
É uma graça sem igual,
Tão fácil e tão especial:
É Ele que nos conduz.

Fala-nos, Senhor Jesus,
Porque és nosso bom pastor
És também a nossa Luz
Verdade, Vida e Amor.Pe. JAC

15 de maio de 2012

"Que vos ameis..."

"Que vos ameis..."
Mesmo quando as ideias forem diferentes
E não for possível ainda entendimento.

"Que vos ameis..."
Até quando houver acções oponentes:
Lembrai-vos do Seu único mandamento.

"Que vos ameis..."
Quando a concórdia não tiver lugar
E não fizer brotar compreensão e harmonia.

"Que vos ameis..."
Porque há sempre caminho para andar
A percorrer com coragem e alegria.

"Que vos ameis..."
Porque quem ama é de Deus
Porque Deus é Amor.

"Que vos ameis..."
Não de uma forma qualquer.

"Que vos ameis..."
Como Jesus amou,
Ele que viveu e Se entregou,
Que morreu e ressuscitou 
Que vos escolheu e destinou
A ser rosto do Amor.

"Que vos ameis..."
E isto basta!

Pe. JAC

27 de dezembro de 2011

Advento-Natal 2011. Natal é Jesus!


Natal é silêncio,
Mesmo no meio do barulho dos nossos dias!
Natal é partilha,
Mesmo no meio do espírito consumista e gastador!
Natal é alegria,
Mesmo no meio da tristeza advinda de tanta crise!
Natal é compromisso,
Mesmo no meio das nossas indiferenças!
Natal é acolhimento,
Mesmo no meio das nossas rejeições!
Natal é essência,
Mesmo no meio da nossa aparência!
Natal é A PALAVRA,
Mesmo no meio de tantas palavras!
Natal é divindade,
Mesmo no meio da nossa humanidade!
Natal é humanidade,
Mesmo no meio da divindade do Menino!
Natal é Jesus
No meio de nós!

4 de dezembro de 2011

Desafio de Natal. 2011. [a minha música para este Natal]



Eu queria ver o mundo
a viver a união.
Mas não vejo, mas não vejo
ainda não somos irmãos.

Por isso, neste Natal
vamos dar as nossas mãos
e ver que não há mal
que todos sejam irmãos!

Eu queria ver o mundo
sem guerras e sem dor.
Mas não vejo, mas não vejo
não vivemos o amor.

Por isso, neste Natal
vamos dar as nossas mãos
e ver que não há mal
que todos sejam irmãos!

31 de outubro de 2011

No trilho da felicidade. Rumo à santidade!

Acertada contradição!

Palavra contraditória!
Quem a pode escutar, ó Cristo?
Como podes querer que Te sigamos
Se estamos tão longe da tua lógica.

Pois, é verdade, e já quase me esquecia.
A tua lógica não tem lógica.
A tua lógica supera sempre a própria lógica.

Então, são felizes os pobres em espírito
Quando meio mundo anda atrás do euromilhões
E outra metade atrás de riquezas e “jackpots”?

São felizes os mansos 
Quando na sociedade os fortes é que vingam?

São felizes os que choram, ó Cristo?
Como é possível se todos buscam o bem-estar, o riso, a comédia...
E ninguém quer ouvir falar de dor, de sofrimento e de privação?

Dizes que são felizes os que anseiam cumprir a vontade de Deus 
e o mundo toma como lei maior a não dependência de preconceitos velhos 
ou de qualquer autoridade?

Como podes apontar a felicidade dos misericordiosos 
quando já ninguém se comove com a miséria e o sofrimento dos outros? 

Ó Cristo, que palavra lancinante e aguda é esta que nos envias como espada!

Ainda dizes que são felizes os puros e os sinceros de coração 
e a sociedade e os tribunais estão entupidos de casos de corrupção, 
de mesquinhez, de mentira e de esquemas e favorecimentos.

Para ti, os que constroem a paz são felizes, 
mas o mundo está cheio de guerra, de lutas, de oposições. 
Parece que só pela força e pela violência se vence e se singra. 

E como entender que quem é perseguido pode ser feliz 
quando o mundo apregoa a liberdade total, a ausência de autoridade 
e a presença nos jogos de poder 
já que só com esses se pode subir na vida?

É mesmo uma palavra inaudível!
Não a consigo escutar sem me arrepiar!

O nosso mundo parece provar que é utópica, sem lugar concretizável.

O que me pedes e a todos é um coração pobre.
Só um coração pobre está disponível para seguir o trilho e o roteiro das bem-aventuranças.

Quero comprometer-me de novo e uma vez mais a encetá-lo 
Mesmo sabendo que vou contra-corrente.

Vou atrás daquele – Cristo – que ousou ir por outro lado, ousou ser diferente.

Vou com Ele e sou feliz
A caminho da santidade.

Pe. JAC
Todos os Santos

2 de agosto de 2011

Graças, Senhor. Primeiro aniversário da Missa Nova


Eu quero agradecer
O dom do Teu Amor
Ofertar o meu ser
Servindo o Evangelho
De Cristo meu Senhor.

Eu quero entregar
Meu sangue e meu suor
Para anunciar
O reinado de Deus
Que é o Salvador.

Quero ir pelo mundo fora
Sem nunca desistir
E quando for a hora
De regressar ao Pai
Estar pronto a partir.

Sei que me esperarás
Com amor paternal
E me libertarás
Desta vida mundana
Pra vida divinal.

Há um ano atrás cantava-se assim na minha Missa Nova. Música adaptada e letra orginal.

17 de junho de 2011

Esperar


A esperança está muito mais além
Do final feliz!
Esperar não é nem pode ser pensar
Que as coisas acabam bem.
Esperar é crer que as coisas significam
E que fazem sentido
Mesmo desconhecendo o modo
Como acabam as coisas.
Ninguém sabe o valor da esperança
Tão bem como sabem as mães.
Elas só confiam
E acreditam que tudo faz sentido.
Esperar é deixar Deus meter-se no agora
Porque só agora se joga a eternidade,
Ou melhor ainda: a eternidade é hoje, é agora!

Pe. JAC
Texto escrito depois de ler a bela Introdução do livro "Ser Cristão para quê", de Timothy Radcliffe, que aconselho vivamente.

7 de maio de 2011

Diante da luz me arrependo

Diante de Ti, Senhor,
Que és a luz
Coloco as minhas trevas
Para que possa iluminá-las.

Só diante de Ti que és a luz
Vejo a minha fraqueza e pequenez.

Só diante de Ti
Reconheço as minhas divisões
E as desuniões que produzo.

Mas, Tu não estás dividido!

Por isso, me arrependo
Escutando o Teu desafio.
Por isso, me abro à novidade
Do Reino que inauguras
E que és Tu mesmo,
Como Palavra doada e dada pelo Pai.

Pe. JAC

20 de abril de 2011

Amor supremo e sublime: quarta-feira da semana santa

Sabes tudo, Senhor:
Quanto Te amo
e quanto Te traio.
Sabias desde o início, da traição de Judas
Mas nada impedes,
Deixas correr a história
Para discorrer a Palavra da Escritura
Para cumprir a vontade do Pai.

Apesar da traição, amas o traidor.

Amor supremo e sublime
sempre infinitamente mais.

Como a Judas, também a mim me amas
Mesmo conhecendo a minha fragilidade
Sempre me perdoas e esperas por mim
Sempre me escutas incondicionalmente

Como poderei agradecer
O Teu amor incondicional?

Aproveito para desejar a todos um Santo Tríduo Pascal e Santa Páscoa!

1 de abril de 2011

Queria tanto...!



Cumprir os Teus mandamentos
É para mim motivo de alegria
Porque me invade o entusiasmo
E vivo a plenitude interior
Amando como Tu.

És Senhor de amor e compaixão
E tocas meu coração
para a ternura
Diante dos sofredores.

Amas até ao extremo, infinitamente.

Oxalá possa eu, na simplicidade quotidiana
Ter o Teu olhar profundo
Que vê o coração,
O Teu sentir compassivo
Que perdoa todo o mal,
O Teu amor ofertado
E imolado no alto da cruz.
 
Pe. JAC

1 de março de 2011

Novidade



O mar é bom conselheiro
Porque de uma forma natural
Na infinidade da ida e da vinda
Nos traz sempre respostas novas.

Quando contemplo as ondas
Revejo-me nelas
Porque vejo todo o esforço
Para viver bem a vida.

Deste modo, a areia fina
Parece-me um jardim,
Onde as terras são as ondas
E as gaivotas alecrim.

23 de fevereiro de 2011

Consolo solidário

Colocaste-me no mundo
Para suavizar a dor de tantas vidas
Para acompanhar nos momentos maus,
Ajudar a carregar pesos lancinantes de tantas cruzes
Em especial, dos excluídos e marginalizados.

Envias-me a repartir ternura
A comunicar  afecto
A dar força ao que ruiu
A consolar quem sofre
A sarar feridas
A amar todos como Tu.
Envias-me pelo mundo
A dar a boa notícia do Teu amor
Que é compassivo e clemente,
A recordar que é possível a fraternidade
E a igualdade é meta a atingir.
Envias-me a despertar consciências adormecidas
A tranquilizar os consumidos
A sossegar intranquilos e irritados
A criar clima de harmonia e acolhimento.
Envias-me todos os dias, todos os momentos
Aos Teu filhos todos
A todos os recantos escondidos
A levar a Tua mensagem de vida, paz e perdão.
Envias-me para que consiga para todos
A vida em abundância que brota de Ti,
A dignidade completa
O amor e o pão partido e repartido
Em fraterna solidariedade.

21 de fevereiro de 2011

História de um poema



Luzes cintilam no meio da água
E jorra de lá, efervescente, uma suave claridade
Que invade
Qualquer adormecido.
Ecoam estalidos
De música ambiente
Que faz do frio, quente
E da noite
Aurora resplandecente.
Sentado à beira do caminho
Contemplo,
Vejo e apre(e)ndo
E sinto uma presença, ausente,
Que neste ambiente, frio-quente,
Se afigura inundada e alagada
E transforma um qualquer nada
Em amado Tudo!
(correspondência de poemas)

5 de janeiro de 2011

Caminhando carregado, mas agradecido!





Estou a estrear-me nesta "aventura" dos selinhos.
Chegaram-me como oferta singela e simpática de alguns bloggers amigos...
Contrariando as regras do jogo, não os ofereço a ninguém em particular, mas a todos os que vão tendo paciência de passar por aqui e ir lendo as minhas coisas.
Não é egoísmo, creiam, senão pura universalidade e dificuldade em eleger "vencedores", porque todos somos vencedores!

Aproveito para pedir desculpa pela minha "aparente" ausência dos últimos dias.
Efectivamente é um período complicado ao nível da agenda de celebrações para os padres... Não sou excepção!
Missas "dominicais" a 24, 25 e 26 de Dezembro e também a 31 de Dezembro e 1 e 2 de Janeiro...
Felizmente a Graça de Deus vai sustentando e alentando e tornando mais leve o "fardo".
Tenho seguido a nossa caminhada sem, contudo, me exprimir ou manifestar. Mas estou de corpo e alma nela, por estou Nele, Naquele que é a Luz e a Fortaleza, que é o Messias enviado como Salvador, a manifestar e a tornar visível o Amor de Deus ou o Deus de Amor, Aquele único que nos faz caminhar!

Continuamos a caminhar até Domingo, Festa do Baptismo do Senhor, sempre iluminados pela Luz da Sua divina Presença, feita pequena, pequenina, a mais pequena de todas, no mistério do Natal.

Brilhai (Epifania)

Um desafio incessante
nos diriges neste dia
em que emerges sempre novo
nesta Tua epifania.

Uma estrela conduziu
os “pobres” aos teu encontro
e chegando ao local
sentiram alegria e assombro.

Este mistério de nascer
tão simples, tão pequenino
manifesta a glória do Senhor
num Deus feito Menino.

Vens coberto de amor
não escolhes nenhum povo
porque a tua salvação
destina-se ao homem todo.

A luz que Te indica
aponta algo maior:
a presença incarnada
do Messias Salvador.

Recebida a Tua luz
a todo o homem mandai:
Na noite deste mundo
como estrelas, brilhai!

Desejo para todos um 2011 cheio de Paz, Pão e Amor!




Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...