Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens

3 de julho de 2009

Sindicato acusa Actaris de violar lei do trabalho

Empresa diz que está dentro da legalidade

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro (STIENC) acusa a empresa Actaris (ex-Reguladora) de violar a lei do trabalho, ao nível da adaptabilidade do horário laboral. Por seu turno, Adélio Oliveira, da Actaris, garante que a multinacional do sector de material eléctrico e electrónico está dentro da legalidade, cumprindo os requisitos do novo contracto colectivo de trabalho.
Num comunicado enviado à imprensa, o STIENC dá conta que a empresa «afixou uma nota interna onde pretendia que os seus trabalhadores aderissem a um regime de laboração horária, que o Código do Trabalho apelida de “adaptabilidade”, e que considera possível, desde que a maioria dos seus trabalhadores, quando consultados, expressem essa aceitação».
Contudo, tal como «nos termos previstos no Código do Trabalho, os trabalhadores expressaram, por maioria esmagadora, a sua não aceitação à alteração horária que a empresa propunha, visto a mesma colidir, de forma irreconciliável, com os seus interesses particulares».
O organismo sindical aponta que a empresa, «que só tinha que acatar a decisão dos seus trabalhadores, não só o não fez como, de forma inqualificável, voltou à carga com a sua intenção inicial, voltando, passado uma semana, a colocar a mesma intenção aos seus trabalhadores, de recorrer à adaptabilidade horária». No mesmo registo, «os trabalhadores invalidaram as pretensões da empresa pela segunda vez».
O documento do STIENC refere que «para espanto de todos, a empresa, no pagamento do salário de Junho, descontou aos trabalhadores um valor correspondente a oito horas, com falta injustificada, considerando que, pela proposta que colocou à consideração dos trabalhadores e que estes rejeitaram, estes estariam obrigados ao cumprimento da alteração horária, mandando às malvas as considerações previstas no Código do Trabalho e a decisão dos trabalhadores».
Considerando a gravidade da situação, o sindicato enviou um ofício à Gerência da Actaris, «manifestando a sua estupefacção pelo sucedido», e «solicitou, com carácter urgente, a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho, esperando que a legalidade seja reposta, imediatamente».

Empresa está dentro da lei
Do lado da empresa, Adélio Oliveira manifestou que a questão está em fase de negociação com os trabalhadores, ressalvando, no entanto, que «desde 2006, que a Actaris está a funcionar no regime de adaptabilidade de horário».
A pretensa “guerra” que agora surge, parece ser motivada por alguns trabalhadores, alimentados por alguns sindicalistas, como denuncia o responsável, apontando o registo imaculado da centenária empresa ao nível do cumprimento das suas obrigações para com os trabalhadores.
Adélio Oliveira sustentou que a política seguida pela empresa com a finalidade de acabar com os turnos de trabalho, além de estar prevista no novo Código do Trabalho, foi a forma encontrada de manter a estabilidade económico-financeira da Actaris, sem recorrer a despedimentos ou ao lay-ff.

11 de junho de 2009

Reforço na educação juvenil para uso mais crítico dos media


Bispos ibérios concluíram encontro visitando o Diário do Minho


Dar mais prioridade à educação dos jovens para o «uso crítico, maduro e responsável dos meios de comunicação social» é uma das principais conclusões apresentadas pelos bispos das Comissões Episcopais das Comunicações Sociais de Portugal e Espanha. Num encontro que terminou ontem em Braga, os prelados apontam, em dez pontos, alguns contributos para que, por um lado, a Igreja seja «mais comunicativa» e, por outro, para que a sociedade em geral e os media em particular deixem espaço à manifestação da visão cristã da vida por parte dos católicos.
No documento conclusivo, os responsáveis ibéricos começam por reiterar a «valorização das ferramentas de comunicação social como dons que Deus concede à pessoa humana» e afirmam a adequação à missão da Igreja das novas tecnologias da comunicação, de modo que, «toda a acção pastoral seja mais comunicativa».
Entendendo como imprescindível, no âmbito do uso dos meios de comunicação social, a educação dos jovens, os participantes do encontro convidam «pais e educadores» a «acompanharem o uso das novas tecnologias, especialmente a internet», uma vez que «o mundo das comunicações sociais não pode ser uma “zona franca”, isento de responsabilidades éticas e morais, do cuidado e vigilância dos pais e dos educadores e da acção protectora das autoridades, chamadas a defender os menores de conteúdos inadequados».
Entretanto, da reunião de trabalho subordinada ao tema “A comunicação social entre a laicidade e o laicismo: possibilidades e obstáculos”, resulta a constatação de «um secularismo crescente» na sociedade actual «que lança suspeitas sobre toda a presença do facto religioso cristão no espaço público». Segundo os bispos, «muitos querem relegar a dimensão religiosa para o âmbito privado, sem deixar espaço para Deus na opinião pública», facto que obriga a reclamar «o direito dos católicos em mostrar a sua visão cristã da vida, sem complexos e com respeito pela pluralidade de expressão, que também exigem para si».
Os responsáveis das Comunicações Sociais das Igrejas Portuguesa e Espanhola afirmam «o direito e o dever da Igreja de, através de meios próprios ou pela presença de católicos nos meios públicos e privados, mostrarem as respostas que propõem para as questões das mulheres e dos homens de hoje».
Além disso, defendendo o direito à liberdade de expressão e em nome de uma «sã laicidade», reclamam o «respeito pelos sentimentos dos católicos nos media e o dever de o exigir legitimamente, não apenas às pessoas individuais, mas também às instituições que as representam».
«A comunicação social é assumida pela Igreja como uma oportunidade para o exercício, em liberdade, da sua missão no mundo de hoje», apontam os bispos, encorajando os «comunicadores cristãos a ampliar a presença da dimensão religiosa nos media e da comunicação na vida da Igreja».

Crise económica tem origem
na ausência de valores morais
O documento final do encontro que reuniu cinco bispos espanhóis e três portugueses e alguns sacerdotes e um leigo, constata que a actual crise económica tem origem «não apenas em causas económicas, mas sobretudo na ausência de valores morais». Neste sentido, os prelados encorajam os meios de comunicação a favorecer e a promover estes valores, «especialmente a solidariedade» e o «bem comum».
O encontro dos bispos responsáveis pelas Comunicações Sociais da Igreja de Portugal e Espanha não terminou sem os participantes passarem pela Redacção e Gráfica do Diário do Minho, onde foram recebidos pelo director e pelo administrador.
Nas instalações do DM, o padre José Miguel Pereira e o cónego Fernando Monteiro falaram aos prelados espanhóis deste órgão de informação que tal como indica o estatuto editorial é um «diário, regional, de inspiração cristã».
No final seguiram para a Sé Catedral de Braga.

10 de junho de 2009

Portugal e Espanha juntos na promoção dos media católicos


Encontro Ibérico das Comunicações Sociais da Igreja


A Igreja de Portugal e Espanha estão juntas na promoção dos media católicos e manifestam, ao mesmo tempo, preocupação pela forma como é tratada a matéria religiosa nos media laicos. Bispos e responsáveis das Comissões Episcopais da Comunicação Social de Portugal e Espanha terminam hoje uma reunião que decorreu em Braga e que serviu para partilhar projectos e debater temas relacionados com os media e a presença da Igreja na comunicação social.
No segundo dia do encontro, responsáveis da área apresentaram dados concretos das situações vividas nos dois países, uma vez que «os problemas que a Igreja Católica enfrenta a este nível são comuns a Portugal e Espanha» segundo afirmou D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Para o também Bispo do Porto, este encontro é «proveitoso para os dois países».
Com o tema “A Comunicação Social entre a laicidade e o laicismo: possibilidades e obstáculos” pretende-se olhar os desafios que a actualidade coloca à missão da Igreja no âmbito das comunicações sociais. O prelado destacou que a laicidade é algo positivo, mas o laicismo é uma «deriva negativa» que tem a ver com «a inconveniência da expressão pública do religioso».
O encontro ibérico que apresenta hoje de manhã as suas conclusões conta com a presença de três bispos portugueses e cinco espanhóis. Dois padres, um espanhol e outro português, um cónego português e um leigo também compõem o restante painel de participantes.
No Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese de Braga estes responsáveis ouviram o professor de Comunicação Social, da Universidade do Minho, Manuel Pinto. Depois, D. Fernando Sebastián, Arcebispo Emérito de Pamplona e o cónego João Aguiar Campos, presidente do Conselho de Gerência da Rádio Renascença, apresentaram as respectivas situações das Comunicações Sociais da Igreja.

Atenção à ecologia
dos media
Manuel Pinto, da UM, apresentou uma comunicação com o próprio título do encontro ibérico e começou por falar aos participantes desta reunião de trabalho de algumas tendências que se observam actualmente no panorama dos media fazendo-o a partir de «um olhar antropológico e não tanto político» de modo a sublinhar e a relevar a forma como os media estruturam o quotidiano das pessoas.
O professor de Comunicação Social garantiu que esta é «uma instância fundamental para a forma como muitas pessoas pensam problemas importantes». Depois de valorizar mais o lado antropológico dos media e não tanto o seu lado comercial chamou a atenção para a «dimensão ecológica dos meios de comunicação social» já que «a qualidade de vida simbólica tem nos média um instância fundamental».

«Laicismo é
eufemismo de ateísmo»
Por sua vez, e depois de um breve intervalo, o antigo Bispo de Pamplona destacou as dificuldades que a Igreja espanhola vai sentindo, particularmente advenientes do laicismo e das transformações rápidas que a sociedade vai realizando. Para D. Fernando Sebastián «a instabilidade da sociedade espanhola favorece a assimilação pouco crítica das inovações culturais do laicismo».
Denunciando que o «laicismo é um eufemismo de ateísmo», o responsável espanhol apontou o dedo ao que chamou «privatização do religioso» e a muitas políticas socialistas que o governo de Luis Zapatero vai implementando. E denunciou: «em Espanha, ser religioso é como ser coleccionador de selos, ou ser alguém com ‘afición’».



RR cria “Prémio Monsenhor Lopes da Cruz”
Faz falta em Portugal
um diário católico nacional

Da situação da Comunicação Social da Igreja em Portugal falou o cónego João Aguiar salientando, a partir de uma afirmação recente do Patriarca de Lisboa, que o balanço da relação entre media e Igreja é positivo embora «em algumas circunstâncias seja necessário forrarmo-nos de paciência».
Segundo presidente do Conselho de Gerência da RR a religião, para uns, está presente como um «murmúrio» e, para outros, em «excesso». Relevando que a religião é um assunto que vende, fez também um “mea culpa” em nome da Igreja pela forma como esta vai olhando a problemática da comunicação social.
Como sugestão, o antigo director do Diário do Minho manifestou a opinião de que seria importante existir em Portugal um diário católico de tiragem nacional ou então um semanário. Sobre a questão da forma como é tratado o assunto religioso nos media João Aguiar defendeu que mais importante que fazer campanha pela Igreja é fundamental saber ler cristamente os acontecimentos sociais do dia-a-dia, à luz do Evangelho.
O responsável deu ontem a conhecer que a RR vai criar o “Prémio Monsenhor Lopes da Cruz”, no valor de 50 mil euros, com o objectivo de distinguir personalidades que tenham uma intervenção cultural marcada pelos valores da verdade, da ética e do sentido do bem comum.
Recorde-se que monsenhor Lopes da Cruz fundou revistas, dedicou-se ao cinema e ajudou a lançar a RTP, embora a sua maior obra tenha sido a criação da Renascença.

9 de junho de 2009

Mundo moderno deve ser reconstruído por valores humanos


D. António Couto em Vieira do Minho

O Bispo Auxiliar de Braga afirmou ontem que o mundo moderno deve ser reconstruído por valores humanos, como o amor, a verdade, a fidelidade e a confiança e «não tanto pela construção de bancos e outros edifícios». Denunciando uma cultura moderna que se vai voltando mais para a morte do que para a vida, D. António Couto pediu, na peregrinação arciprestal de Vieira do Minho, a mais de um milhar de pessoas que saibam viver os valores humanos e cristãos à imagem de Maria, «ícone mais perfeito de Deus» e «bússola para os nossos olhos».
No alto do monte, em Cantelães, o prelado que fez todo o percurso da peregrinação desde a igreja da vila até ao cruzeiro, começou por acolher os fiéis no que chamou «santuário a céu aberto» ou então «pequeno céu na terra». Com uma dezena de sacerdotes, D. António Couto presidiu à Eucaristia de encerramento da peregrinação e começou, cintando o Papa Bento XVI, por explicitar o sentido do verbo “adorar” que «implica boca-a-boca, beijar» e que manifesta «intimidade», «confiança», «amizade» e «ternura».
Na homilia, o Bispo Auxiliar afirmou que «a fé é uma segurança pessoal» que «assenta na confiança, na fidelidade e no fiar-se em Deus». Ao olhar o mundo moderno «a cair aos bocados, feito em cacos» defendeu que «as pessoas perderam a segurança e a confiança porque perderam a ternura e a intimidade».
Denunciando um certo relativismo e individualismo do mundo actual, presente na baixa taxa de natalidade que se vai registando, afirmou que «os lares estão a desfazer-se» e «os cemitérios e casas funerárias estão a aumentar». Assim, «diminuem as mães, diminui a ternura e o afecto e diminui também Deus», frisou.
Em dia de eleições para o Parlamento Europeu, o prelado não passou ao lado do tema e afirmou que a anunciada e registada abstenção alta revela falta de confiança e de fidelidade dos eleitores nos candidatos. «Há muita desconfiança e insegurança dos eleitores» afirmou D. António Couto.
A este respeito, apontou que há a necessidade de, cada vez mais, haver «verdade» nos programas eleitorais e acima de tudo nos candidatos. E apontou Nossa Senhora como exemplo: «se fôssemos eleger Maria a eleição seria mais participada porque Ela é de confiança, é fiel».
Com um discurso claro e simples, o prelado afirmou que «falta no mundo de hoje pessoas que vivam os valores que se vêem em Maria». Para o bispo «Maria é o ícone para a reconstrução dos valores em Portugal». «O mundo só pode subsistir se se basear na verdade, na ternura, no amor, na fraternidade e a solidariedade», referiu.
A peregrinação do arciprestado de Vieira do Minho a Nossa Senhora da Fé assinalou também os 250 anos da inauguração daquele santuário. Houve tempo, ainda, para uma equipa da paróquia de Cantelães levar a cabo uma campanha de angariação de fundos que revertem para a construção do Lar de Idosos Padre Lima, daquela comunidade. Segundo o padre Nuno Campos, é um projecto financiado pelo Pares que custa mais de 870 mil euros e para o qual a comunidade não tem dinheiro.

7 de junho de 2009

Portugueses desafiados a financiar projectos missionários


Fundação Evangelização e Culturas lança campanha

Mesmo em tempo de crise económica, os portugueses são desafiados a financiar alguns projectos missionários desenvolvidos pela Fundação Evangelização e Culturas (FEC) que acaba de lançar uma campanha nacional com o objectivo de angariar financiamentos para a implementação de dez projectos de cooperação a desenvolver em Angola, Moçambique, Timor-Leste e também em Portugal. Esta campanha realizada no âmbito da Plataforma de Voluntariado Missionário designa-se “Agir para desenvolver – Projectos de Esperança”.
Segundo um comunicado de imprensa da FEC os dez projectos, executados por dez organizações, pretendem ser «um contributo no combate à pobreza, através da actuação em diferentes áreas, como Educação, Economia Sustentável, Apoio Social, Animação Juvenil e Saúde».
Os projectos pretendem responder a necessidades específicas diagnosticadas pelos voluntários e missionários que diariamente estão com as populações e às quais a FEC quer responder.
Os portugueses são assim desafiados a contribuir e a financiar estes projectos que constituem uma resposta concreta aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Para contribuir e apoiar estas iniciativas os interessados podem enviar os donativos via CTT ou via internet. Mais infirmações dos projectos podem ser encontradas em www.agirparadesenvolver.org.

Projectos respondem
a necessidades
São dez projectos que se dividem entre Angola, Moçambique, Timor-Leste e Também Portugal.
“Juntos na hi funda” é um projecto da responsabilidade das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres que pretende promover o desenvolvimento educativo e formativo das crianças e jovens da vila de Manjacaze (Moçambique). A requalificação, apetrechamento e dinamização da biblioteca local custa mais de 17 mil euros.
A paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Famões, (Angola) está com o projecto “Um Futuro para Nambuangongo”, com o objectivo de diminuir o abandono escolar e aumentar o grau de escolaridade das mulheres da aldeia. A reabilitação de um internato, a aquisição de mobiliário básico e reabilitação da casa da missão para apoio comunitário vai custar mais de 43 mil euros.
“Caminhos e Sorrisos” está a cargo do grupo “Diálogo”, dos Missionários do Verbo Divino, e pretende construir uma comunidade viva, autónoma e integrada na comunidade de Terraços da Ponte (Sacavém). Este projecto orçado em sete mil euros vai fazer a requalificação do espaço de culto, a organização da Festa da Família e a dinamização de colóquios.
“Ensino para Todos” quer aumentar a frequência escolar no Bairro Vunguine, em Boane (Moçambique) em 50 por cento. Com um orçamento de 43 mil euros, a Congregação dos Sagrados Corações vai construir e apetrechar três salas de aula, de forma a permitir às 500 crianças do bairro o acesso ao ensino básico.
Em Timor-Leste, a Juventude Hospitaleira quer combater a pobreza através do fomento de actividades económicas. “Padaria Comunitária” é o projecto destinado à comunidade de Laclubar que custa três mil euros e passa pela reconstrução do edifício da padaria e pela formação de responsáveis pela mesma, nomeadamente na área de gestão, segurança e higiene alimentar.
A Associação de Leigos Voluntários Dehonianos tem o projecto “Ensinar para Aprender em Luau” com a finalidade promover o desenvolvimento educativo em Moxico (Angola). Para a criação, informatização e apetrechamento da biblioteca central que dá apoio às 30 escolas locais e para o apetrechamento de 30 escolas com kit's didácticos são precisos mais de 31 mil euros.
“A Caminho do Futuro” vai criar uma sala de informática no Centro Social Flori, no Bairro das Mahotas, em Maputo (Moçambique). Este projecto custa mais de oito mil euros e está com as Irmãs Missionárias Dominicanas.
“Promoção pela Educação” é outros dos projectos que pretende promover o desenvolvimento integral de meninas do Centro de Acolhimento da zona de Humpata (Angola). A finalização da construção e apetrechamento deste centro com a dinamização de aulas de apoio e recuperação escolar e ainda animação de actividades lúdicas é um projecto da associação Sol Sem Fronteiras que está orçado em 50 mil euros.
“Partilhar é Amar”, da Associação Mãos Unidas Pe. Damião, quer promover o apoio social a crianças órfãs, mães solteiras, idosos e portadores de SIDA em Moçambique. Campanhas de sensibilização, realização de actividades para a promoção da mulher, de encontros mensais com as mães e de visitas domiciliárias custam, ao todo, mais de 35 mil euros.
“Grão a Grão” vai contribuir para a melhoria alimentar e aumento da qualidade de vida da comunidade do Gungo (Angola). São precisos mais de 11 mil euros para o Grupo Missionário Ondjoyetu fazer a implementação de um posto de moagem no centro da localidade e para a formação e iniciação de processos de produção de farinha.

6 de junho de 2009

Braga acolhe exposição de modelismo



Mais de mil peças de 300 artistas lusos e estrangeiros

São mais de mil peças da autoria de artistas portugueses e estrangeiros que se dedicam ao modelismo que vão estar expostas em Braga durante esta semana, em quatro pontos diferentes da cidade. A IV Exposição e II Concurso Internacional de Modelismo decorre de hoje até ao próximo domingo, dia 14, depois de alguns anos de interregno.
Organizada pela “Acesso ao pódio”, uma associação bracarense sem fins lucrativos que promove actividades de âmbito desportivo e cultural, esta iniciativa volta a acontecer em Braga depois de mais de uma década de interregno por causa da falta de apoios e incentivos. Paulo Braga, presidente da associação, disse ao Diário do Minho que este ano conseguiram-se apoios logísticos que permitiram o relançamento da iniciativa.
Câmara Municipal, INATEL, Refer e Íris e Voltares são as instituições que colaboram com a “Acesso ao Pódio” que, para além da exposição, promove um concurso dividido em diversas categorias: aviões, barcos, helicópteros, camiões, motos, maquetas, comboios e dioramas, tendo em conta as escalas das peças (1:24, 1:35 e 1:72).
Esta IV Exposição e II Concurso Internacional de Modelismo vai decorrer simultaneamente em quatro espaços privilegiados da cidade de Braga: Caminhos-de-Ferro, Inatel, Casa dos Crivos e Galeria S. Marcos. A sessão inaugural deste evento decore hoje, às 11h30, em frente ao largo da Estação dos Caminhos-de-Ferro de Braga, seguindo-se uma passagem pelas instalações da delegação de Braga do INATEL, na Avenida Central, e pela Galeria de S. Marcos e Casa dos Crivos.
A exposição estará aberta das 9h00 às 23h00 em todos os quatro espaços e, para Paulo Braga, é uma oportunidade para os bracarenses em geral, alunos, escolas e até estudantes universitários, verem com os próprios olhos peças únicas no mundo.
Segundo este responsável, esta exposição começou a ser preparada há mais de um ano e exigiu muito empenho e muitos contactos para que mais de 300 artistas pudessem expor na “cidade dos Arcebispos”. A mostra destes amantes do modelismo – recriação de peças em escala reduzidas – conta com participações de Portugal, Espanha, Brasil, África do Sul, Holanda e Alemanha.
O presidente da entidade promotora referiu que alguns dos nomes mais sonantes, quer portugueses quer estrangeiros, vão marcar presença nesta iniciativa que decorre tendo em conta o calendário das diversas exposições que se realizam no mundo sobre esta temática. António Seijas, Martin Requejo, José Carvalho ou Eduardo Graça são alguns dos expositores presentes.

Hospital S. Marcos aprovado ao nível da gestão de resíduos


Seminário contou com painel de convidados unânime

O Dia Mundial do Ambiente foi o dia escolhido pelo Hospital de S. Marcos (HSM) para mostrar que este está a verificar resultados positivos ao nível da gestão dos resíduos provenientes da sua política ambiental que conta com o apoio da Braval, da Agere e da Ambimed. Num seminário promovido ontem pela equipa da Gestão do Risco desta unidade hospitalar, representantes destas três empresas apresentaram os bons resultados obtidos pelo e no Hospital de S. Marcos, que se assume como instituição atenta e preocupada com as questões ambientais e de poupança energética.
O seminário denominado “Abrir uma janela para… o ambiente” contou com a presença de Lino Mesquita Machado, na abertura dos trabalhos, e o administrador do hospital destacou, desde logo, algumas das acções recentes, promovidas pelo hospital, que vão na linha da defesa do ambiente que é uma questão de saúde pública. «Mesmo antes de haver legislação sobre gestão de resíduos em hospitais, já aqui tínhamos normas concretas a cumprir nesse sentido», afirmou, salientando que o HSM está no bom caminho da promoção e defesa ambiental e na poupança energética.
Das empresas e instituições presentes no seminário, Pedro Machado, da Braval, foi o primeiro a intervir e a louvar a atitude pró-activa do S. Marcos. «Louvo e agradeço viver numa região que tem um hospital que se preocupa com o ambiente», sustentou logo de início.
O director geral executivo da empresa intermunicipal referiu-se às inovações introduzidas na Braval – precisamente ontem – que passa a designar-se Ecoparque Braval e que pretende, mais que fazer a recolha selectiva dos resíduos, a sua valoração, tendo em conta as medidas e as directrizes emanadas pela Comissão Europeia. «Se não cumprirmos os objectivos teremos taxas pesadas a pagar», afirmou.
Pedro Machado revelou ainda alguns dados do protocolo estabelecido entre HSM e Braval há um ano atrás que o levam a afirmar que «muito trabalho já foi feito, mas ainda há caminho a percorrer» no âmbito da melhoria pretendida ao nível da gestão de resíduos.

Taxa
da recolha de lixo
«é cara»
Da Agere marcou presença Nuno Ribeiro que defendeu a centralidade desta empresa no que diz respeito à questão da saúde pública. Apresentando as significativas melhorias avançadas pela empresa – Braga é um concelho com uma taxa de cobertura da rede de água na ordem dos 98 por cento e dos 95 por cento em relação ao saneamento – sustentou que já foram investidos pela empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga cerca de 50 milhões de euros na melhoria das condições. «Isto é saúde pública», frisou Nuno Ribeiro.
O responsável anotou ainda que no ano transacto foram poupados cerca de 400 mil metros cúbicos de água, facto que nota a atenção da empresa em relação ao tão badalado problema da falta de reservas hídricas.
Em relação à recolha dos lixos, Nuno Ribeiro sustentou que a colocação de ecopontos na cidade de Braga traduziu-se numa redução de lixo em cerca de 50 toneladas por dia. «Das 250 toneladas de lixo, em média, que a Agere recolhe diariamente, conseguimos baixar o número para 150», declarou.
Nuno Ribeiro fez também a apologia da Agere sobre as taxas pagas pelos munícipes. «Não temos saldos negativos, mas também não temos lucros», frisou, referindo que «a taxa é cara», mas «serve bem o munícipe».
Finalmente, Anabela Januário, da Ambimed, referiu-se ao trabalho feito no HSM em relação à gestão de resíduos hospitalares. Dando conta da legislação vigente, a responsável apresentou a divisão e fez a diferenciação dos quatro grupos de resíduos produzidos em hospitais ou estabelecimentos congéneres.
Recolha selectiva, regras de acondicionamento, tratamento e transporte dos resíduos hospitalares – equiparados a urbanos, hospitalares não perigosos, de risco biológico ou ainda de risco específico – foram pontos abordados por esta responsável que, como os anteriores, enalteceu o trabalho do hospital bracarense ao nível da política ambiental.
Neste seminário intervieram ainda Joana Castro, da Société Générale de Surveillance (SGS), sobre “Certificação ambiental. Que desafios?” e Amparo Barreiro e Marta Guilherme sobre “Avaliação do conforto térmico em hospitais e centros de saúde na Região Norte”, um projecto do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Norte.

5 de junho de 2009

Peça musical “Paulo de Tarso” sobe ao palco do Auditório Vita


Grupo de Teatro S. João Bosco


A peça que o Grupo de Teatro S. João Bosco, constituída por seminaristas de Braga, vai apresentar no final deste ano lectivo é sobre a figura de Paulo de Tarso, como forma de assinalar o Ano Paulino. Trata-se de uma espécie de musical, escrito por seminaristas, com uma hora de duração, que será apresentado durante três noites (10, 11 e 12 de Junho) e uma tarde (14 de Junho) no Auditório Vita, em Braga.
A peça, que pretende contar a vida de S. Paulo, demorou cerca de três meses a preparar e conta com a participação de músicos e de alunos dos dois seminários da Arquidiocese.
Com produção do Grupo de Teatro S. João Bosco, músicas de Paulo Pires e letras de Ricardo Correia, “Paulo de Tarso” apresenta, num acto único, alguns momentos da vida de Paulo, intercalados com a execução musical dos chamados “hinos cristológicos” incluídos nos escritos paulinos.
Conversão, discurso no Areópago, Paulo na prisão, encontro com Lídia e viagem para Roma são alguns dos momentos representados com a apresentação da peça intercalada por cerca de 20 músicas originais. A Escritura e as pinturas de Ilda David’, expostas no Seminário Conciliar, serviram de base de inspiração aos autores.
Segundo Christofer Sousa e Paulo Pires, do Grupo de Teatro S. João Bosco, a peça termina com a execução de um «hino à Palavra» e ainda com o «hino da caridade».
No panfleto publicitário da iniciativa, os organizadores escrevem que «Paulo de Tarso» é «um nome conhecido», com «uma história bimilenar». A representação é «um cantar desse nome e um contar dessa história, sussurrado por entre sons e imagens transtemporais».
Os actores são seminaristas do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, os figurantes são do Seminário de Nossa Senhora da Conceição. Os músicos que estarão em palco são Filipa Almeida, Ana Pinheiro, José Domingues, Rúben Araújo, Marco Carvalho, Fábio Rio e Paulo Pires.
Os organizadores querem que a peça seja vista pelo maior número possível de pessoas, por isso a entrada é gratuita, e foi escolhido o Auditório Vita porque tem melhores condições e mais lugares que o salão de S. Frutuoso, na Rua D. Afonso Henriques.
De resto, a solidariedade move também o Grupo de Teatro do Seminário Conciliar, já que algumas receitas que possam vir de donativos feitos ao Grupo reverterão para a APPACDM de Braga.

Missa celebrada na cripta com projecção para o exterior

Peregrinação arquidiocesana ao Sameiro realiza-se domingo

A novidade mais relevante da peregrinação arquidiocesana a Nossa Senhora do Sameiro, que acontece este domingo, tem a ver com o facto da missa de encerramento ser celebrada na cripta do santuário. Para os peregrinos que porventura possam não ter lugar no interior da cripta e terão que ficar no recinto exterior, serão colocados dois painéis para fazer a projecção da celebração.
Depois da experiência do ano anterior em que a missa foi celebrada no recinto exterior, o cónego José Paulo Abreu, responsável da Confraria do Sameiro, disse ao Diário do Minho que a mudança de local da celebração é a única alteração relevante da peregrinação deste ano da Arquidiocese ao santuário mariano de Nossa Senhora do Sameiro.
Como habitual, a peregrinação sai da Sé de Braga, pelas 7h00, e segue o percurso normal, passando pelo Bom Jesus e chegando ao santuário localizado na freguesia de Espinho, pelas 11h00. Começa, de seguida, a Eucaristia que é presidida pelo Arcebispo Primaz e que pretende, segundo as intenções estabelecidas para este ano, «rezar por todos os desempregados, os sem pão, sem lar, carenciados, aflitos e os que vivem na miséria».
A juntar a estar intenções, não passará despercebido, segundo o também Vigário Geral da Arquidiocese, a celebração do Ano Paulino, que encerra oficialmente a 28 deste mês.
A Peregrinação Arquidiocesana ao Sameiro junta todos os anos milhares de pessoas numa devoção que pretende honrar Nossa Senhora, exaltando o seu papel fundamental na história da Salvação. As muitas paróquias com presença assídua fazem-se acompanhar de bandeiras, estandartes e cruzes paroquiais, numa peregrinação onde os cânticos, na sua maioria marianos, e a oração do Terço são também presença constante durante o trajecto de Braga até ao Sameiro.

Imitar Deus na atenção aos outros

D. António Couto pediu na “Católica” de Braga



D. António Couto pediu aos docentes, alunos e funcionários do Centro Regional de Braga, da Universidade Católica Portuguesa (UCP), que saibam imitar Deus na atenção aos outros. Na missa de encerramento de mais um ano académico, na capela da Universidade, foram lembradas ainda as pessoas ligadas à instituição que faleceram durante este ano, particularmente o padre António Ferreira Rodrigues.
O Bispo Auxiliar de Braga, apoiado na leitura (mal proclamada!) do livro de Tobias, falou da «bondade de Deus» uma vez que esse livro – que significa literalmente “Javé é bom” – contém «elementos essenciais e ordinários da existência humana» como «a compaixão e a misericórdia», «a doença», «as viagens e o acompanhamento dos viajantes», tendo como pano de fundo a figura atenta e bondosa de Deus.
Ressalvando a importância destes cenários bíblicos neste livro da Bíblia o prelado salientou que «Deus é companheiro de sempre» e que «a vida resume-se a amar Deus de todo o coração e a amar os irmãos da mesma maneira».
Nesta linha, o prelado pediu que todos saibam «fazer da vida atenção permanente aos irmãos», uma vez que «devemos fazer como Deus faz». E disse: «Não podemos perder de vista Deus que também não nos perde a nós da sua vista».

Padre António Rodrigues
foi recordado
Na presença de algumas dezenas de alunos, de professores e funcionários do Centro Regional, com a presença do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo (equipa formadora e seminaristas), o prelado que também está ligado à UCP não se esqueceu de pedir e rezar pelos que faleceram durante este ano e que estão ligados à instituição de ensino superior. Aliás, no início da celebração, foram enumerados, por um aluno, os nomes das pessoas ou familiares falecidos que de alguma forma estão ligados à “Católica” de Braga. De destacar, o padre António Ferreira Rodrigues, que foi professor durante várias décadas na Faculdade de Teologia, e que faleceu recentemente. «Que o Senhor receba aqueles que deixaram o nosso convívio e já partiram e que o carinho, a ternura e a atenção de Deus sejam o seu conforto», rezou D. António Couto a terminar a pequena homilia.
Mas, porque se tratava da missa de encerramento de mais um ano académico, o prelado não esqueceu de pedir a bênção de Deus para os «trabalhos académicos deste ano feitos de amor e com amor».
Acompanhado ao órgão por João Duque, director adjunto da Faculdade de Teologia, o professor José Carlos Miranda e um grupo de seminaristas sustentou o canto da assembleia litúrgica que decorreu em ambiente de calma e serenidade.
No final foi servido um “verde de honra” nos corredores da Faculdade de Teologia.

3 de junho de 2009

Turismo religioso: 7 milhões de pessoas/ano


Santuários de Braga seguem atrás de Fátima no “ranking” dos mais visitados

O turismo religioso em Portugal envolve cerca de sete milhões de pessoas por ano e, embora não haja estatísticas oficiais, deve corresponder a cerca de 10 por cento do movimento turístico total, gerando receitas anuais de 700 milhões de euros. Atrás do Santuário de Fátima que lidera o “ranking” português dos locais mais visitados seguem quatro santuários localizados na Arquidiocese de Braga: Sameiro, Bom Jesus, São Bento da Porta Aberta e Penha.
A não existência de estatísticas oficiais, e de apenas estimativas da Secretaria de Estado do Turismo, explica-se pelo facto do turismo religioso ou turismo com destinos religiosos estar integrado naquilo que é chamado de “turismo cultural” (“touring cultural”). Esta opção gera críticas por parte de responsáveis do sector, críticas essas que estão de hoje até sábado, na agenda de trabalho do II Congresso Ibero-Americano de Destinos Religiosos, que se realiza em simultâneo com o V Congresso Internacional de Cidades-Santuário, em Fátima.
A inclusão do turismo religioso no designado turismo cultural é criticada por investigadores e operadores, que defendem a reformulação do Plano Estratégico de Turismo.
A falta de dados fidedignos sobre este sector de actividade turística é reconhecida tanto pelo Turismo de Portugal como pela Associação Mundial de Turismo Religioso (WRTA), cujo presidente, Kevin Wright, referiu que «não há dados específicos sobre Portugal, além dos que se referem ao Santuário de Fátima».
Kevin Wright mencionou à Lusa que o Santuário faz um «excelente trabalho» nessa área, embora se refiram apenas às peregrinações e número de peregrinos que se registam nos seus serviços.
A nível mundial, o turismo religioso movimenta entre 300 e 330 milhões de pessoas por ano, gerando receitas de 15 a 18 mil milhões de euros.
Portugal terá uma fatia de cerca de dois por cento desse tráfego turístico, disse Varico Pereira, da cooperativa Turel, indicando que o turismo religioso envolve cerca de sete milhões de pessoas/ano, dos quais cinco milhões têm Fátima como destino.
A nível mundial, Lourdes (França) é um dos principais destinos turísticos religiosos, com seis milhões de visitantes, mas a peregrinação a Kumbha Mela (Índia), que se realiza durante dois meses de 12 em 12 anos, reuniu, em 2001, 75 milhões de pessoas.
Santiago de Compostela (Espanha), um exemplo de gestão turística que vai ser apresentado neste congresso, recebe mais de quatro milhões de visitantes, enquanto a peregrinação anual a Meca atinge os 2,5 milhões de visitantes.
Em Portugal, Fátima é o principal destino, com cerca de cinco milhões de visitantes por ano, a larga distância dos restantes locais, quase todos situados no Norte.
Segundo Varico Pereira, responsável da Turel, os santuários do Bom Jesus e de Nossa Senhora do Sameiro, de São Bento da Porta Aberta, e também de Nossa Senhora da Penha, todos na Arquidiocese de Braga, surgem depois na lista dos locais religiosos mais visitados, com cerca de um milhão de turistas/ano.
Para este responsável, é preciso não esquecer que 75 por cento do património português é de origem religiosa, pelo que a grande maioria das visitas é feita a locais religiosos, «o que representa um grande potencial de desenvolvimento».

excerto Diário do Minho

29 de maio de 2009

Padre preso por "Obama". Chocado!


Perseguido pela justiça

[Norman Weslin é o nome do padre que foi preso por protestar contra o prémio que o "Obamaborto" - como chama Wagner o presidente dos EUA - ganhou duma universidade católica. Representamos, nós católicos pró-vida - como se fosse possível haver católicos pró-aborto -, esse padre e queremos dar apoio à sua atitude. "Você é louco? Apoiando um criminoso?" Eu quero aprovar mil vezes o Pe. Norman Weslin do que apoiar esse presidente medíocre que é Barack Obama, financiador do assassinato de inocentes. Deus tenha misericórdia de todos, inclusive do Pe. Norman.]

Protesto contra Obamaborto dá cadeia


Um padre foi preso na companhia de 18 pessoas nos Estados Unidos, na última semana, por protestar contra uma homenagem ao presidente Obamaborto em uma universidade católica. Padre Norman Weslin representava mais de 100.000 pessoas de diversas nacionalidades que se manifestaram, por meio de abaixo-assinado, contrárias a recepção que a academia americana de Notre Dame faria ao extremista pró-aborto que governa o país.

A “PUC” americana perdeu 13 milhões de dólares em doações retidas por causa da homenagem a Obamaborto.





"Parte-se-me o coração"

"Nunca visto na história dos Estados Unidos"

"Só posso chorar pelo país"


Atam-lhe as mãos:


Cai no chão e reza à Virgem Maria.


O sacerdote exorta os policiais a pensarem: “vocês estão prendendo um sacerdote católico por tentar salvar a vida de uma criança?! Pensem! Não percebem que estão raciocinando ao contrário?”

Alan Keyes



Outras detenções:








notícia aqui
e aqui

26 de maio de 2009

Cristãos devem limpar sinais de corrupção do mundo




Vigário geral na peregrinação à Senhora do Pilar

O cónego José Paulo Abreu desafiou os cristãos do arciprestado da Póvoa de Lanhoso a trabalhar na transformação do mundo actual, concretamente limpando dele todos os «sinais de corrupção, falta de verdade e de egoísmo». Na homilia da peregrinação arciprestal ao santuário de Nossa Senhora do Pilar, o vigário geral da Arquidiocese desafiou ainda os milhares de pessoas presentes a não esquecerem a oração do rosário que é a devoção do amor a Nossa Senhora.
Na Eucaristia, concelebrada por uma dezena de párocos, no anfiteatro natural situado junto ao templo mariano, o capitular que presidiu à celebração começou por dar conta da festa litúrgica da Ascensão que «convida a olhar para o Céu, onde está o Filho, juntamente com Deus Pai e com Nossa Senhora». «Ela, no céu, é medianeira de todas as graças e intercessora», afirmou, exortando a que todos os cristãos «coloquem junto de Deus as suas intenções, por meio das mãos de Nossa Senhora».
A festa da Ascensão representa a «entronização de Jesus», fazendo-o «Senhor de tudo, à direita do Pai» mas, permite igualmente contemplar a figura de Nossa Senhora que também teve a honra de ser elevada ao Céu, como recompensa da sua vida cheia de graça e cheia de Deus. Na sua vida terrena, Maria foi «perfeita no amor».
Com veemência, o cónego José Paulo Abreu distinguiu duas formas de as pessoas se situarem perante a vida. Por um lado, «podemos escolher viver nas trevas, com atitudes de ódio, inveja e egoísmo, e estamos, assim, a preparar o inferno». Todavia, «temos também a possibilidade de vivermos na luz, com atitudes de amor, de serviço, de solidariedade e de respeito», afirmou o presidente da celebração, ressalvando que «assim se prepara o Céu».
Mediante a liturgia da Palavra, o vigário geral ainda ressalvou o desafio constantemente colocado aos cristãos e que tem a ver com a construção do Reino de Deus no mundo. «É preciso lutar contra os demónios e expulsar as serpentes ou seja, é urgente combater o mal do mundo e lutar contra as tentações». O capitular elencou de seguida que «o combate ao mal faz-se lutando contra toda a corrupção, o egoísmo e a falta de verdade».
A terminar a reflexão, o sacerdote pediu que os cristãos não esqueçam a devoção do rosário ou do terço. «Como em momentos vários da vida usamos flores para significar a nossa estima e o nosso amor a alguém – elencou o nascimento, as diversas festas, o casamento e até a morte – não podemos esquecer de dar rosas a Nossa Senhora», disse. «Cada ‘Ave Maria’ que rezamos é uma rosa que depomos junto de Nossa Senhora», finalizou.
A peregrinação arciprestal à Senhora do Pilar, apesar de alguma chuva que foi caindo, juntou milhares de pessoas. As paróquias povoenses aderiram ao apelo lançado pelos párocos e fizeram-se representar com estandartes, bandeiras e cruzes paroquias. De realçar a presença de muitos movimentos de apostolado mas, também, de muitas associações e instituições civis, desde logo a Câmara Municipal, com Manuel Baptista a incorporar a peregrinação até ao alto do monte.

24 de maio de 2009

"Directa com Deus" cativou 700 jovens





Jovens responderam em massa
e “aguentaram” até ao Sameiro

Cerca de 700 jovens responderam ao apelo lançado pelo Grupo Peregrinos que organizou e promoveu anteontem à noite a III edição da Noite UP’S – Upa para o Sameiro. Os participantes deram, desta forma, uma resposta cabal ao mote “Será que aguentas?”, que serviu de tema geral desta peregrinação nocturna, superando os objectivos da organização.
As principais ruas da cidade de Braga ganharam nova e diferente vida. Segundo afirmou Paulo Barbosa ao Diário do Minho, depois de lançado o desafio, que se trata de uma «proposta cristã radicalmente diferente», os participantes «mostram-se à altura», havendo, durante a noite, «tempo para pensar, reflectir, rir e ser-se surpreendido».
A noite iniciou-se com a apresentação dos diferentes grupos presentes, desde Lisboa aos do Norte do país. Alguns temas paulinos foram dramatizados com pormenor, não faltando sequer os cavalos nas passagens retratadas na Escritura relativas ao Apóstolo. S. Paulo esteve ainda numa apresentação “em directo” com os jovens a pressagiar o quão proveitosa poderia ser o início de uma caminhada sem dormir.
Depois da abertura, D. Jorge Ortiga presidiu à Eucaristia na igreja de Tibães, que foi concelebrada pelos padres dos vários movimentos implicados na organização da iniciativa. O coro da missa de Finalistas animou a celebração.
Nas ruas a caminho do centro da cidade, os grupos de Jovens em Caminhada brindaram os presentes com alegorias referentes à temática paulina, desde a sua conversão – ou experiência a caminho de Damasco – até às dificuldades que sentiu em evangelizar os não crentes.
Já com a noite longa, o Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo acolheu os participantes, na única igreja da arquidiocese dedicada a S. Paulo, que foi palco de várias manifestações religiosas pensadas para jovens e levadas a cabo pelos Jovens Sem Fronteiras.
Por volta da 05h00, o Parque da Ponte de S. João, preparado a rigor pelos jovens de S. Mamede d’ Este, acolheu o momento “Blog do Paulo” que foi um dos muitos momentos em que os participantes tiveram um papel activo na noite.
Na Rodovia, o jesuíta João de Brito lançou os pontos de oração que auxiliaram os peregrinos a encararem com fé, o trajecto seguinte que levou até ao Bom Jesus do Monte.
Já no alto do Sameiro, ao romper do dia, e “quando as pilhas teimavam em apagar-se”, os jovens ainda encontraram força interior para um encontro com Nossa Senhora.
Segundo uma das peregrinas, «o mote “Será que aguentas?” numa “directa com Deus” é uma questão fulcral para grande parte dos participantes, pois muitas vezes duvidámos de nós mesmos, da nossa fé, e, só quando colocados à prova, é que vamos descobrindo até onde vamos, o que somos e o que podemos ser».
Paulo Barbosa, um dos pioneiros na organização desta iniciativa, salientou o modo ordeiro e correcto que decorreu a peregrinação, apesar de um ligeiro atraso. Passada que está a Noite UP’S, o Grupo de Peregrinos, agradecendo o apoio e a participação de todos, deixou já o convite para as próximas actividades, concretamente o Hi-God. Será que os mesmos vão responder?

23 de maio de 2009

Novo livro de Silva Lima é só «aparentemente» um manual


“Fazei Vós, também” apresentado ontem em Braga

O mais recente livro de José da Silva Lima é só «aparentemente» um livro para estudantes de teologia, destinado a alunos que estão a fazer o percurso académico para serem sacerdotes e clérigos. Esta foi a primeira afirmação de José Luis Corzo Toral, do Instituto Pastoral de Madrid, proferida ontem à tarde, em Braga, na sessão de apresentação de “Teologia Prática Fundamental. Fazei Vós, também”, da autoria daquele docente da Faculdade de Teologia de Braga.
Perante uma plateia de amigos e familiares do autor e de docentes e alunos da Universidade Católica, com destaque para a presença de D. Jorge Ortiga e D. Eurico Nogueira, o docente espanhol salientou a criatividade do autor, num «esplêndido livro» que vai contra todos os «costumes deste tipo de manuais» e desenvolve a temática da teologia prática com «absoluta originalidade».
Corzo Toral acentuou que a originalidade de Silva Lima começa logo pelo modo como abre o livro, com um capítulo dedicado à Eucaristia, que é a primeira acção da Igreja que a constitui e configura.
Mas a criatividade manifestada no decurso do volumoso livro de Silva Lima revela-se noutros pontos que Corzo Toral – que esteve no júri das Provas de Agregação a que o autor se submeteu recentemente na Faculdade de Teologia – apontou aos presentes. «Ao autor não falta imaginação criativa, nem qualidade narrativa nem qualidades de escritor», afirmou. Essa criatividade é compaginada com os textos bíblicos (de onde retirou o subtítulo do livro) e com a história lusitana, concretamente no capítulo dedicado a São Martinho de Dume e ao Beato D. Frei Bartolomeu dos Mártires. A utilização de imagens da Igreja, incluídas no Novo Testamento, o aprofundamento do Concílio Vaticano II, em especial a Constituição Dogmática “Gaudium et Spes”, e ainda as ideias e chaves pastorais de João Paulo II são factores que contribuem para a originalidade do livro ontem apresentado.
Numa sessão marcada pela leitura de alguns trechos do próprio livro, Corzo Toral destacou também que a obra de Silva Lima está aberta não só à leitura por parte de futuros padres, mas também à dos cristãos comprometidos ou dos que têm interesses culturais e religiosos.
Além do mais, “Fazei Vós, também” é, segundo o docente espanhol, um «livro muito oportuno para os bispos», chegando, em alguns momentos, a ser «um manual do ministério episcopal».

Colecção enriquecida
com escritos
de docentes de Braga
Antes da apresentação, João Duque manifestou a alegria da Faculdade de Teologia por mais um docente do núcleo de Braga contribuir para a Colecção de Estudos Teológicos da Universidade Católica. O director adjunto da Faculdade de Teologia referiu que o livro de Silva Lima é a quinta participação de docentes de Braga nessa colecção.

22 de maio de 2009

Princípio da subsidiariedade impõe respeito pelas instituições sociais


Jornadas Teológicas encerram com críticas ao executivo de Sócrates


O padre Lino Maia exigiu ontem à noite, em Braga, que o Estado português respeite o princípio da subsidiariedade, concretamente em relação ao trabalho desenvolvido pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). O presidente da Confederação Nacional das IPSS falava no encerramento das XXI Jornadas Teológicas de Braga, que debateram a relação Igreja-Estado.
«O Estado tem o poder e pensa que, com isso, tem o saber e o dever», afirmou Lino Maia, denunciando «muitos atropelos» que o executivo de José Sócrates tem tido em relação ao papel e trabalho das IPSS, particularmente das que estão ligadas à Igreja Católica. Com esta atitude, de desrespeito e de não cumprimento do princípio da subsidiariedade, o Estado desincentiva o voluntariado e a própria cidadania, que busca a construção da causa comum, defendeu aquele responsável.
Numa comunicação em que apresentou dados recentes sobre o trabalho das IPSS, o padre portuense começou por destacar a questão dos ATL’s e do prolongamento do horário escolar, que foi um dos pontos em que o Estado português manifestou desrespeito ao princípio da subsidiariedade e ao papel e trabalho das instituições sociais.
Em relação a números, o padre Lino Maia revelou que em Portugal existem 4963 IPSS, embora perto de mil não desenvolvam qualquer tipo de acção. Das cerca de quatro mil com trabalho e provas dadas, o responsável disse que cera de 8 por cento dos números nacionais estão localizadas na região de Braga. Concretizando mais os dados, referiu ainda que 41 por cento das instituições existentes em território luso têm erecção canónica, e outras há que não a tendo também estão ligadas à Igreja Católica.
Além disso, o presidente da CNIS ressalvou que as estas instituições são em muitas regiões do país as maiores entidades empregadores contribuindo de forma visível para o desenvolvimento económico e social.
Diante de uma plateia constituída por alunos e docentes da Universidade Católica Portuguesa – com a presença de D. Jorge Ortiga e D. Eurico Nogueira –, o padre Lino Maia afirmou que «quase todos os portugueses estão de alguma forma tocados por estas instituições» e, ao todo, as IPSS englobam um universo de cerca de 600 mil utentes.
Destacando o papel da Igreja na área social como um sinal eloquente, o responsável também defendeu que não se exige nem se percebe a construção de um centro social em qualquer parte.
Lino Maia frisou também a necessidade de apostar na qualidade do serviço desta instituições sociais, que por viverem muito à custa do voluntariado não se podem alhear dessa questão.
O presidente da Confederação Nacional das IPSS não terminou a sua intervenção sem pedir que seja definido um «quadro de direitos sociais» e que seja estabelecido o princípio da complementaridade entre o serviço público, privado lucrativo e privado sem fins lucrativos ao nível das IPSS.

Professores de EMRC são discriminados
O último dia das XXI Jornadas Teológicas foi preenchido com uma mesa redonda subordinada ao tema “Missão da Igreja na sociedade: que futuro?”. Além do padre Lino Maio e de João Duque, que moderou o debate, também participaram João Ferraz, membro do Secretariado Nacional de Educação Cristã, e André Folque, da Comissão Nacional para a Liberdade Religiosa, que defendeu que já vai sendo tempo de o Estado regulamentar a nova Concordata.
Já João Ferraz falou sobre as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) e teceu críticas em relação a alguma discriminação a que os docentes da disciplina são votados em algumas escolas.
Essa discriminação manifesta-se essencialmente na negação dada ao professor de EMRC em poder orientar “Direcção de Turma”, “Estudo Acompanhado” e também “Área de Projecto”. Ressalvando o fundo jurídico da leccionação da disciplina, expresso na Concordata de 2004, o docente denunciou ainda discrepâncias no cumprimento da lei por parte de algumas direcções regionais do Ministério da Educação. «A Direcção Regional do Centro tem maneiras de analisar a lei e de a executar, que são diferentes das maneiras que utiliza a Direcção Regional do Norte», afirmou.
João Ferraz apelou a que a Igreja, «se quer continuar a estar de livre direito na escola», aposte na formação e na profissionalização dos docentes de EMRC.
O presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Teologia, Duarte Gonçalves, encerrou as Jornadas com a leitura de algumas conclusões. Esta iniciativa, que já vai na vigésima primeira edição, também é da responsabilidade da “Cenáculo”, a Revista dos Alunos daquela Faculdade.

21 de maio de 2009

Matilde Sousa Franco revela pressões da bancada socialista


No primeiro dia das Jornadas Teológicas de Braga


A deputada da Assembleia da República Matilde Sousa Franco revelou que tem sofrido pressões da bancada socialista pela sua posição contrária à legalização do aborto e à lei do divórcio e ainda pela sua oposição aberta à forma como está a ser debatida a questão da educação sexual e da distribuição gratuita dos preservativos nas escolas. A deputada falava anteontem à noite, em Braga, na abertura das XXI Jornadas Teológicas, que analisam este ano a relação Igreja-Estado.
Na intervenção, a viúva de Sousa Franco traçou uma radiografia aberta e sem preconceitos da realidade parlamentar portuguesa e falou das lutas que tem travado no Parlamento, concretamente em relação ao voto contra as propostas de lei sobre questões fracturantes que o executivo de José Sócrates tem trazido a debate.
A deputada apresentou uma comunicação com o título “No caminho da esperança. A religião é fundamental em política”, e serviu-se do exemplo de Tony Blair, que se converteu ao catolicismo, para defender que qualquer deputado deverá assumir as suas convicções religiosas.
Sem receios, Matilde Sousa Franco afirmou que é «militante católica», «historiadora» e «política temporária». Dando conta da sua história política, revelou que não é candidata pelo PS às próximas eleições legislativas, apesar de «não estar zangada com ninguém». «Comuniquei a minha decisão por carta ao senhor primeiro-ministro, datada de 3 de Abril de 2009», afirmou.
Destacando que o Parlamento é uma «boa, mas difícil experiência», a deputada manifestou perplexidade pelo facto de em Portugal, onde há uma maioria de católicos, estes estarem tão pouco representados no Parlamento em número e em pessoas que agem como tal. E denunciou, a partir de um estudo recente de Conceição Teixeira, que os candidatos a deputados parlamentares fazem «carreirismo político» e estão apenas preocupados em «manterem-se na política a todo o custo».
Perante uma plateia constituída por alunos da Universidade Católica Portuguesa – com a presença de D. Jorge Ortiga e de D. Eurico Nogueira –, Matilde Sousa Franco não hesitou em afirmar: na Assembleia da República, «sou cristã católica, fazendo questão de manter o compromisso que assumi com Nossa Senhora, de agir de acordo com os princípios cristãos, em coerência com a minha consciência e honrando o compromisso que assumi com o PS».
Sobre a sua actividade como deputada independente pelo PS, contou que avisou José Sócrates – que a convidou pessoalmente para o cargo – que votaria contra a legalização do aborto e contra todas as questões que fossem contra a sua consciência.
Assim, além desta, Matilde Sousa Franco votou contra as propostas do PS na votação da lei do financiamento dos partidos políticos, na lei da Procriação Medicamente Assistida, na lei do divórcio e na lei do pluralismo e da não concentração dos meios de comunicação social, ontem vetada pela segunda vez pelo Presidente da República (ver página 22).
A viúva de Sousa Franco vê-se no Parlamento como «uma voz solitária» que procura estabelecer «pontes com outros deputados». Convergente com Manuel Alegre do ponto de vista social, apesar do desagrado da direcção do partido, defende os princípios da Doutrina Social da Igreja, particularmente a protecção dos mais fracos, dos trabalhadores e das cooperativas.
Além do mais, contou também, «defendo os professores, protestei contra as taxas moderadoras, defendo as pequenas e médias empresas e ainda defendi a canonização de São Nuno de Santa Maria», tendo que arranjar uma «justificação laica», para as «faltas resultantes da minha ida a Roma».

Educação sexual nas escolas
Para Matilde Sousa Franco, a educação sexual nas escolas deverá existir, embora não concorde com a forma como está a ser trabalhada a questão.
No seu entender, o nome deverá ser alterado, sugerindo, deste modo, «educação para a felicidade», e englobando temas de cidadania, saúde, sexualidade, não violência e respeito pela natureza.
«Disse que votaria contra, mas acabei por não votar por causa de uma queda que dei no Parlamento pouco antes do plenário da votação em Fevereiro», confidenciou.
Matilde Sousa Franco considera errado que a proposta tenha sido «apresentada de surpresa» e «só depois tenha sido debatida publicamente na AR».
As XXI Jornadas Teológicas, organizadas pelos alunos da Faculdade de Teologia de Braga, receberam ontem à noite Luís Lobo-Fernandes e terminam hoje com uma mesa redonda sobre “Missão da Igreja na sociedade: que futuro”. Começa às 21h15, com entrada livre.

20 de maio de 2009

São Paulo inspira jovens na Noite UP’S 2009


Peregrinação nocturna ao Sameiro esta sexta-feira

A III edição da Noite UP’S – Upa para o Sameiro – tem este ano uma forte componente paulina, como forma de assinalar a celebração do ano dedicado a S. Paulo. Em conferência de imprensa, os organizadores apresentaram um programa mais enriquecido, com o tema “Será que aguentas?”, que se liga à corrida da fé dos crentes nas primeiras comunidades, dentro das quais se destaca figura do Apóstolo das Nações.
Paulo Barbosa, um dos primeiros dinamizadores do Grupo Peregrinos, que organiza a iniciativa, referiu que «não se tratando de uma prova física de esforço, aos participantes é-lhes exigido algo radical, uma vez que são convidados a atingir uma meta e a caminhar na demanda da fé».
O também docente de Educação Moral e Religiosa Católica deu conta que, na edição deste ano, os participantes serão surpreendidos com novos conteúdos, embora a base anterior permaneça, particularmente ao nível dos locais de passagem, enriquecidos com algumas mais valias.
Com o tema delineado para esta edição, os promotores querem pôr os participantes a pensar e a questionar-se. Além disso, o Grupo Peregrinos avalia com agrado o aumento de participantes na noite. Recorde-se quem, no primeiro ano, foram cerca de 300 e, no ano passado, o número duplicou. Pelo volume e ritmo das inscrições, o número deste ano rondará as mesmas seis centenas.
Com o enriquecimento do programa também ocorreu o aumento de grupos e entidades que colaboram na dinamização da peregrinação nocturna ao Sameiro. Além dos habituais, este ano o grupo de jovens de S. Mamede d’Este junta-se á organização, com a preparação de um momento da iniciativa.
Recorde-se que com o Grupo Peregrinos participam nesta organização o Centro Académico de Braga, a Comissão Nacional Justiça e Paz, a Pastoral Arquidiocesana Juvenil, o Corpo Nacional de Escutas, os Jovens em Caminhada, os Jovens Sem Fronteiras, os Missionários Combonianos, o Movimento Schoenstatt, o grupo de jovens da Oliveira (Guimarães), para além do estreante. A Câmara Municipal de Braga colabora particularmente ao nível do apoio logístico, tal como a Confraria de Nossa Senhora do Sameiro, a paróquia de Mire de Tibães e o Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo.

Programa inclui paragem
na igreja de S. Paulo

Rui Ferreira falou com mais pormenor do programa da noite desta sexta-feira, salientando que todo ele terá uma especial marca sobre o Ano Paulino. A abertura acontecerá às 22h00, num momento apelidado significativamente “3,2,1… Partida”. Uma vez mais, D. Jorge Ortiga preside, às 23h00, à Eucaristia, na igreja paroquial de Mire de Tibães, de onde segue, de seguida, a peregrinação na direcção de Braga. Neste percurso decorrerão diversas surpresas com o tema geral “2000 anos barreiras”, que pretendem abordar sucintamente a história do cristianismo. Os Jovens em Caminhada estão responsáveis por desenvolver este momento, onde destacarão a ideia da perseguição de que os cristãos foram alvo nos primeiros séculos do cristianismo.
Na única igreja da Arquidiocese dedicada a S. Paulo – a igreja do Seminário Conciliar, que nasceu como Colégio de S. Paulo há quase 450 anos – os jovens participarão num momento de oração com a denominação “Trust me”.
Depois, no Parque da Ponte, os jovens de S. Mamede d’Este vão apresentar o momento “Blog do Paulo”, sobre as cartas do Apóstolo, seguindo-se depois, na Rodovia, o momento “Parar para Arrancar” que consiste no início de uma oração pessoal e silenciosa até ao Bom Jesus.
Junto ao monumento erigido pela devoção à Paixão de Cristo, haverá uma paragem – “Bits stop” – com animação e um reforço alimentar para os participantes aguentarem a última etapa que levará à meta colocada no Sameiro. Neste período, será rezado o terço e, pelas 8h00, será servido o pequeno almoço.
As inscrições para a iniciativa estão abertas até amanhã nos Serviços Centrais da Arquidiocese ou no blogue www.noite-ups.blogspot.com.

15 de maio de 2009

Prisão de Braga acorda novos projectos de voluntariado


Seminário Conciliar, Convento de Montariol e CAB são parceiros

O Estabelecimento Prisional de Braga assinou ontem alguns acordos de cooperação com entidades da cidade para a criação de novos projectos de voluntariado a desenvolver dentro dos muros da cadeia e em benefício dos reclusos. O Centro Académico de Braga surge como o mais recente parceiro e vai proporcionar sessões de yoga e um gabinete de encaminhamento jurídico de apoio à população prisional.
A juntar a estes novos projectos, também o Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo e o Convento de Montariol assinaram com a direcção da cadeia de Braga acordos que permitem continuar a assegurar a organização da Semana de Cultura e ainda fazer ressurgir antigos projectos como “Correio da Esperança” e “Rasgar horizontes”.
A cerimónia contou com a presença do director do Estabelecimento Prisional de Braga, José Alves de Sousa, da equipa de técnicos de tratamento penitenciário e da chefia da guarda prisional, bem como dos responsáveis das respectivas entidades que acordaram projectos com a cadeia. O Convento de Montariol esteve representado por Frei José Pinto, o Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, pelo padre João Torres e o Centro Académico de Braga pelo padre Luís Ferreira do Amaral.
Dos projectos acordados ontem, o do yoga e do encaminhamento jurídico da responsabilidade do CAB são os que mais novidade trazem, uma vez que os restantes projectos, de uma forma ou de outra, já se realizaram ou ainda realizam naquele estabelecimento.
O encaminhamento jurídico vai ser executado, mediante uma visita semanal à prisão, por advogados estagiários e por uma advogada. O objectivo é desenvolver a consciência cívica da população prisional e esclarecer acerca dos direitos e dos meios de defesa que têm ao dispor.
O acordo prevê que estes advogados tenham uma acção delimitada, atendendo aos princípios deontológicos da profissão e sem nunca ultrapassar competências, concretamente em relação aos advogados oficiosos.
Para evitar qualquer ilegalidade, a Ordem dos Advogados (AO) foi consultada sobre este grupo de voluntariado assim como o pelouro das Prisões do Conselho Geral da AO que, de resto, salientou que o Estabelecimento Prisional de Coimbra tem a funcionar uma actividade do mesmo género.
O CAB vai ainda desenvolver, por intermédio de Ana Oliveira e Cláudia Horta, duas vezes por semana e abertas a todos os reclusos, sessões de yoga e relaxamento. Este projecto tem uma duração de três meses, e cada sessão terá no máximo 12 reclusos.

Seminaristas do 5.º ano
compõem grupo
O grupo do Seminário Conciliar de Braga é constituído pelo moderador de Pastoral do 5.º ano, padre João Torres, que no passado foi coordenador da Pastoral Prisional de Braga. Com o sacerdote, neste grupo de voluntariado estão os seminaristas Jorge Barbosa, Pedro Marques e José Miguel Cardoso e ainda o diácono Manuel Baptista.
Segundo o padre João Torres, este grupo surge da necessidade de retomar o grupo de voluntariado – que, há alguns anos, chegou a ser o maior do país – na prisão de Braga.
Sobre os projectos com directa responsabilidade deste grupo disse que “Rasgar horizontes” tem por missão a realização de sessões de cinema em que a selecção dos filmes tem como pressuposto criar um ambiente de reflexão em torno de cada um dos filmes visionados, promovendo o debate, a troca de ideias e impressões.
Já o “Correio da Esperança” pretende que os reclusos mantenham contacto com alguém do mundo exterior ao Estabelecimento Prisional. Todas as cartas são dirigidas para uma morada comum e posteriormente distribuídas a um voluntário que se disponibilizará para manter contacto com um recluso.

Frei Pinto continua capelão
O Convento de Montariol, particularmente o Frei José Pinto, que é o capelão do estabelecimento prisional, continua como responsável pelo acompanhamento religioso dos reclusos. Este acompanhamento faz-se com apoio espiritual, com celebrações eucarísticas, com celebrações marianas (terço), e com visitas pontuais quer do Arcebispo de Braga quer de grupos de jovens católicos.

14 de maio de 2009

Braga prepara fundo de apoio ao emprego


Audiência com Sócrates apresenta preocupações do Vale do Ave e do Cávado

A Arquidiocese de Braga, a Associação Comercial de Braga, a Associação Industrial do Minho, a União de Sindicatos de Braga e a Universidade do Minho pretendem constituir, nas regiões do Vale do Ave e do Cávado, um fundo de emergência à empregabilidade e ao desenvolvimento empresarial.

No final de uma reunião que decorreu ao final da tarde de ontem, no Paço Arquiepiscopal de Braga, D. Jorge Ortiga disse que «este fundo deverá servir de apoio para criar o emprego e para o conservar, uma vez que as empresas devem ter a capacidade necessária para garantir a vida e a sustentabilidade às pessoas que vivem nesta região», disse.

Na presença dos restantes responsáveis das instituições, com excepção da UM que não esteve presente, o Arcebispo de Braga falou aos jornalistas e deu conta que esta será uma primeira medida, «com carácter de urgência», dado que a situação que a região atravessa é «grave» e, além disso, «tem tendência para se agravar».

O grupo formado pelas presidências das cinco entidades, está constituído há cerca de um mês «para reflectir sobre a situação que se vive nas regiões do Vale do Ave e Cávado», frisou o prelado.

No encontro de ontem, os responsáveis analisaram algumas considerações, que já estão em papel, e que darão origem a um documento para apresentar ao primeiro-ministro José Sócrates, numa audiência que vai ser pedida «nos próximos dias», como garantiu o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. «Fomos elencando um conjunto de medidas e soluções que analisaremos nos próximos dias e que levaremos ao Governo», afirmou.

Esse mesmo texto chegará às mãos de Fernando Moniz, Governador Civil de Braga, que, ao que tudo indica, poderá ser convidado para a próxima reunião de trabalho deste grupo. «A nossa intenção é testemunharmos uma preocupação por nós e pelas populações da nossa região», face ao momento crítico que atravessa, disse D. Jorge Ortiga, salientando que o grupo de trabalho constituído «não tem qualquer intuito político ou partidário».

Com a preocupação fundamental de dar um contributo para a superação da crise, os dirigentes bracarenses acreditam que a solução para o momento difícil que a região Norte atravessa, passa por dar as mãos. «Só de mãos dadas conseguiremos encontrar um caminho que dê resposta a tantas situações que se revestem de muita gravidade», defendeu o prelado.

Além disso, os cinco dirigentes entendem que «as medidas que o Governo tem apresentado poderão ser resposta» a muitos problemas, mas «surgem, no terreno, alguns entraves que impedem a sua concretização imediata».

 

Adão Mendes diz que é só fazer as contas

Mais 2200 desempregados

no final do mês de Maio

 

A principal preocupação manifestada pela ACB, pela AIMinho, pela USB, pela UM e pela Igreja de Braga assenta no facto de a taxa de desemprego na região estar acima dos 10 por cento (a nacional está pelos oito por cento) e com tendência para crescer aceleradamente nos próximos tempos.

O coordenador da USB não tem a menor dúvida de que, no final do mês de Maio, Braga registará mais 2100 ou 2200 desempregados em relação ao número de Abril. «Neste momento, estamos em condições de dizer que no fim de Maio vamos ter cerca de 2100 ou 2200 desempregados a mais do que aquilo que tínhamos antes deste mês», afirmou.

Para o sindicalista, esta estimativa faz-se com os dados das empresas que a USB tem acesso e não tem só a ver com a questão das falências. «Há muitas empresas que estão a reduzir o número de efectivos e algumas estão a fazê-lo em grandes dimensões», afirmou Adão Mendes, destacando que «grandes empresas vão mandar para o desemprego cerca de 300 trabalhadores».

Nesse sentido, o coordenador da USB referiu que esta crescente taxa de desemprego fica «um pouco invisível», porque «não se traduz directamente no encerramento de empresas», mas num «emagrecimento» das mesmas, que, tendo mais de mil trabalhadores, vão ficar, dentro de dois ou três meses, com 700 trabalhadores.

Adão Mendes deu conta, ainda, que contacta e constata com casos problemáticos de agregados familiares que vivem em condições de extrema pobreza. «Diariamente encontro verdadeiros dramas familiares que precisam de ajuda extremamente urgente e imediata», finalizou.

 


Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...