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12 de fevereiro de 2010
Credo da Família
Cremos em Deus pai,
Filho e Espírito Santo,
Comunidade e lar
de cálido amor,
Que imbuiu de ternura
o universo
E encheu de carinho tudo quanto existe.
Cremos no amor
que brota de Deus,
Cristalino e desinteressado.
Cremos no carinho
que une o homem e a mulher
Nos caminhos da vida.
Cremos no amor que se projecta em cada filho que nasce.
Cremos na Família,
lar de convivência,
Onde se partilha diariamente o pão da unidade,
O acolhimento e o perdão.
Damos graças pelo muito
que nos foi dado
E comprometemo-nos
a tratá-lo como uma semente do amor original de Deus.
Maria, Mãe de Deus
Virgem santa gloriosa
De todas a mais formosa
Entre as mulheres da terra.
Ó santa Mãe de ternura
Imaculada e pura
Nosso canto a Ti se eleva.
No teu ventre, Jesus recebeste
E ao mundo apareceste
Como excelsa Mãe de Deus
Nesta vida, caminhantes
Atentos e vigilantes
Conduz-nos até aos Céus.
Ó Maria Mãe de Deus
Abençoa os filhos teus
Te pedimos nesta hora
E no fim da nossa vida
Senhora amada e querida
Vamos para Ti sem demora.
JAC 2006
6 de fevereiro de 2010
Oração do Abandono
Oração que partilharei com os cristãos neste V Domingo do Tempo Comum, Ano C
Meu Pai,
eu me abandono a Ti, faz de mim o que quiseres.
O que fizeres de mim, eu Te agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo.
Desde que a Tua vontade se faça em mim
e em tudo o que Tu criastes,
nada mais quero, meu Deus.
Nas Tuas mãos entrego a minha vida.
Eu Te a dou, meu Deus, com todo o amor do meu coração,
porque Te amo,
e é para mim uma necessidade de amor dar-me,
entregar-me nas Tuas mãos sem medida
com uma confiança infinita,
porque Tu és…
meu Pai!
Charles de Foucauld
Meu Pai,
eu me abandono a Ti, faz de mim o que quiseres.
O que fizeres de mim, eu Te agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo.
Desde que a Tua vontade se faça em mim
e em tudo o que Tu criastes,
nada mais quero, meu Deus.
Nas Tuas mãos entrego a minha vida.
Eu Te a dou, meu Deus, com todo o amor do meu coração,
porque Te amo,
e é para mim uma necessidade de amor dar-me,
entregar-me nas Tuas mãos sem medida
com uma confiança infinita,
porque Tu és…
meu Pai!
Charles de Foucauld
4 de fevereiro de 2010
Passos da vida
No silêncio de uma oração de joelhos
Peregrino pelos passos da minha vida
Contemplo belos passos já dados
E antevejo muitos outros para dar.
Mas, ressalta não poucas vezes
Passos inseguros e mal dados
Que não me levam para o caminho da luz
Senão para os atalhos das trevas e da escuridão.
Se pelos primeiros dou graças
E peço força para os continuar
Pelos outros peço perdão,
Arrependo-me e levanto a cabeça
E peço ainda mais força para os não tornar a dar.
1.02.2010
30 de janeiro de 2010
Ainda há muitos "Haitis"
Oração que vou partilhar com os cristãos com quem farei celebração da Palavra neste IV Domingo do Tempo Comum do Ano C
Ó Senhor Jesus
dá-nos a graça de te seguirmos
e de te não querermos reter para nós.
Tu és sem fronteiras,
queres chegar a todos
e em nada podes ficar aprisionado.
Faz que o amor seja a nossa lei,
a nossa maior lei, como foi tua.
Sem amor nada temos, nada somos, nada podemos…
Dá-nos a esperança, como Jeremias,
para ver o bom e o belo,
nascer entre as cinzas e as ruínas
que vão habitando o nosso mundo e não apenas no Haiti.
Há hoje muitos “Haitis” à face da terra que precisam do nosso amor.
16 de dezembro de 2009
III Domingo do Advento - a passos largos para o Natal
O Inverno vai adiantado
Mas é necessário esperar a primavera.
As flores e os frutos voltarão
Do deserto e da aridez há-de jorrar água viva.
A solidão há-de florir
E cobrir-se de alegria.
É urgente dar oportunidade à esperança:
Esperar com paciência
Aquele que já está no nosso meio.
Ele anda por aí e não o vemos.
Mas esperemo-Lo
E alcançaremos o dom maravilhoso da sua presença.
Vivamos unidos a Ele
Na certeza de que um dia sem Ele
É deixar-nos morrer.
Alegremo-nos, Ele está connosco.
É Emanuel e virá de novo para não mais nos deixar
Porque nunca desiste de nós
E procura-nos em todos os lugares.
JAC 2008
____________________________
Ide
Uma ordem, um pedido, uma missão!
Contar o que vemos, o que ouvimos
é a proposta que fazes, Senhor!
Como a Jeremias o Senhor pergunta: “Que vês tu?”
E eu respondo: vejo lama, lodo, lamaçal
destruição e guerra, miséria e fome.
Vejo caos.
Sim Senhor, vejo isso tudo!
Mas vejo a esperança que vem,
“vejo um ramo de amendoeira”
Vejo algo a germinar,
vejo cegos que vêem, vejo coxos a andar,
surdos que ouvem e mudos que bradam em alta voz.
Vejo um mundo novo a nascer, a partir de Ti.
Vejo a esperança,
a possibilidade de um futuro novo, uma nova ordem.
Vejo um reino que nasce e renasce
onde os pequenos são grandes e os débeis e frágeis são poderosos.
É o teu reino, Senhor,
é esse que queremos anunciar ao mundo
essa boa notícia a despontar e a florir na nossa vida.
JAC 2007
5 de dezembro de 2009
Preparai: 2.º domingo do Advento
Um conselho mais, Senhor, nos diriges.
Um convite concreto nos fazes.
Pela boca do Baptista exortas-nos
a preparar os caminhos
as veredas escarpadas
os trilhos da existência.
O que pedes afinal?
Que havemos de fazer?
Preparai um lugar no coração
limpo, joeirado, podado, cortado…
A erva daninha vai crescendo.
O joio impede a semente boa de frutificar.
Tu, a tua Palavra, sois a semente boa
necessitada da terra fértil do nosso coração.
Tantas vezes vais caindo no solo ingrato do nosso interior.
Dá-nos força para preparar a nossa casa interior,
o nosso coração,
para te acolher, bem preparados.
JAC
2007
Que havemos de fazer?
Diante da voz que brada no deserto
a interrogação é inevitável
e a resposta surge de rompante:
Preparai o caminho do Senhor
Aplanai um caminho para o nosso Deus.
A preparação exige, de si mesma, conversão.
Tanto mal se aloja no nosso coração
e é preciso limpá-lo.
É preciso pô-lo diante da Luz
trazê-lo da noite para o dia.
A pregação do profeta é também para nós, hoje:
não nos coloquemos à margem, mas centremo-nos
e re-centremos a vida no essencial.
Só com um coração puro e liberto
podemos acolher aquele que vem em nome do Senhor.
Só assim será Natal de verdade.
Que havemos de fazer?
Aos que se colocam diante da questão
certamente o Espírito do Senhor
dará a luz da resposta, a seu tempo.
JAC
2008
4 de dezembro de 2009
6.º dia do Advento: Preparando a Páscoa!!!
Parece que me enganei, mas penso que não…
Advento é hora e tempo de preparar a Páscoa.
Sim, começou o advento.
E a marcha, a caminhada dos tempos de Deus orienta-se já para aquele monte sobranceiro de Jerusalém. Para o Gólgota da nossa salvação. Para a gruta da ressurreição.
A luz do presépio de Belém aponta para a luz do sepulcro vazio, da vitória da vida sobre a morte, pelo Vivente.
Assim, mais que preparar Natal – o Natal de Jesus – é imperioso olhar já a noite da nossa salvação. Noite de Páscoa, de Luz, de entrega do Cordeiro inocente (ver abaixo S. João Damasceno sobre a fé), de abandono, de doação, de serviço. Claro que esta está precedida pela noite do nascimento, humilde e silencioso, como são as coisas de Deus.
Advento é tempo de espera. As mulheres são mais conhecedoras – até fisicamente – do verbo esperar. Mas, neste tempo de frente à eternidade do Deus que se faz tempo, história e pessoa… irrompe o Filho “no mundo em meses estabelecidos com nascimento, morte e ressurreição” (Erri de Luca).
Na linha deste propósito que assumimos neste tempo de Advento faço, para mim em primeiro lugar, e para quem quiser experimentar, uma simples sugestão de caminho.
Considero estes tempos litúrgicos tempos de graça, tempos favoráveis. São também tempos de conversão, de arrependimento, de recentrar a vida em Deus.
Advento deve ser tempo dos “3 P’s”. Explico: tempo de fazer coisas possíveis, coisas pequenas e fazendo-as aos poucos. É uma sugestão em aberto que pode ser aproveitada para pequenos gestos quotidianos. Para Deus, cada gesto conta, cada passo conta, cada palavra conta, cada sorriso conta, cada copo de água conta…
É triste a mercantilização do Natal. O espírito consumista da sociedade reduz e cinge o tempo do Advento à aquisição das prendas, das compras, do consumo… E nós cristãos corremos do risco de cair na armadilha, de não estarmos vigilantes, de passar ao lado da mensagem de Cristo.
Da minha parte comprometo-me a lutar contra este espírito consumista, desenfreado e veloz… Na simplicidade e no silêncio, proponho-me remar contra a corrente, forte e arrasadora, deste tempo…
Deste logo, na linha da mensagem da liturgia da Palavra de hoje, procurarei ser visão dos cegos, voz dos mudos, ouvido dos surdos… Na prática, procurarei que estas pessoas diferentes – indevidamente chamadas deficientes – tenham lugar de predilecção na minha vida. Sei que para Deus são predilectos, mas para mim, tantas vezes, não o são.
Fica este como meu compromisso de todo este tempo de Advento aliado à minha oração mais persistente e perseverante:
O Senhor é a minha luz e a minha salvação.
O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?
Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.
Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.
_______________
Jesus, vinde ao nosso encontro.
Nós queremos preparar a vossa vinda.
Nós queremos receber-Vos.
Nós esperamos que nos deis
A vossa luz, a vossa paz, o vosso amor. Amén.
____________________________
Em dia litúrgico de S. João Damasceno, deixo mais um anexo
Sobre a fé
(Cap. I: PG 95, 417-419) (Sec. VIII)
Vós me formastes, Senhor, do corpo de meu pai; Vós me formastes no ventre de minha mãe; Vós me fizestes sair à luz, menino e nu, porque as leis da natureza seguem sempre os vossos preceitos.
Com a bênção do Espírito Santo preparastes a minha criação e a minha existência, não por vontade do homem, nem por desejo da carne, mas pela vossa graça inefável. Preparastes o meu nascimento com um cuidado superior ao das leis naturais, fizestes-me sair à luz do dia adoptando-me como vosso filho e me contastes entre os filhos da vossa Igreja santa e imaculada.
Vós me alimentastes com o leite espiritual dos vossos divinos ensinamentos. Vós me sustentastes com o vigoroso alimento do Corpo de Cristo, nosso Deus, vosso Filho Unigénito, e me inebriastes com o cálice divino do seu Sangue vivificante, que Ele derramou pela salvação de todo o mundo.
Porque Vós, Senhor, nos amastes e nos destes o vosso único e amado Filho para nossa redenção, que Ele aceitou voluntariamente e livremente; mais ainda, Ele mesmo Se ofereceu em sacrifício como cordeiro inocente, porque sendo Deus Se fez homem e por sua vontade humana Se submeteu, tornando-Se obediente a Vós seu Pai, até à morte e morte de cruz.
E assim, Senhor Jesus Cristo, meu Deus, Vos humilhastes para me levardes aos ombros como ovelha perdida e me apascentastes em verdes pastagens; Vós me alimentastes com as águas da verdadeira doutrina por meio dos vossos pastores, aos quais Vós mesmo alimentais, para que, por sua vez, alimentem a vossa grei, escolhida e nobre.
Agora, Senhor, pela imposição das mãos do vosso sacerdote, Vós me chamastes para servir os vossos discípulos. Não sei por que razão me escolhestes; só Vós o sabeis.
Senhor, tornai mais leve o peso dos meus pecados, com que Vos ofendi tão gravemente; purificai o meu coração e a minha inteligência. Sede para mim como uma lâmpada luminosa que me conduz pelo recto caminho.
Ponde as vossas palavras nos meus lábios; dai-me uma linguagem clara e fácil, mediante a língua de fogo do vosso Espírito, para que a vossa presença sempre me assista.
Apascentai-me, Senhor, e apascentai Vós comigo, para que o meu coração não se desvie nem para a direita nem para a esquerda; que o vosso Espírito me conduza pelo recto caminho e as minhas obras se realizem segundo a vossa vontade até ao último momento.
E Vós, nobre vértice da mais íntegra pureza, ilustre assembleia da Igreja, que esperais a ajuda de Deus, Vós, em quem Deus habita, recebei das nossas mãos a doutrina da fé, que fortifica a Igreja, tal como no-la transmitiram os nossos pais.
21 de novembro de 2009
Diz-me, Senhor
Sim, Jesus, és o meu Senhor e meu Rei!
Quero amar-Te servindo
E servir-Te sorrindo…
Diz-me, Senhor, o que queres que eu faça?
Olha as mãos que me deste
Estendidas, abertas e vazias…
Deixa que Te as empreste
Hoje, amanhã… todos os dias!
Diz-me, Senhor, onde queres que eu vá?
Olha os meus passos decididos!
Guia-os pelos teus caminhos
E faz com que não sejam perdidos…
Mesmo que andem sozinhos!
Diz-me, Senhor, o que queres que eu diga?
Queria ter as palavras certas,
Nem demais, nem de menos…
Faz com que haja portas abertas
E sejam os meus modos serenos!
Diz-me, Senhor, o que queres que eu faça?
Onde queres que eu vá?
O que queres que eu diga?
Deixa que Te sirva…
Que só para isso quero a minha vida!
Ámen!
Carminda Marques
Fome de Infinito
É Ele, o Reino
O Reino de Deus, o Reino que vem…;
É muito simples, é muito pouco:
Uma pequena semente,
Um nada de fermento…
É muito grande: mistério da vida, nesta pequena casca enegrecida,
Neste fragmento de massa lívida.
É Deus que nos ama; É Deus que vem caminhar
Para sempre ao nosso lado,
para dirigir os nossos passos incertos;
é o Filho que vem servir-se do som das nossas vozes,
para as harmonizar com a glória do Pai.
Ele dissera ao beduíno Abraão: faço aliança contigo,
E repete-nos: vou estar convosco para sempre (Mt 28, 20)
O filho veio para o meio de nós, passível e mortal.
Ei-lo, para sempre, constituído como Poder de Deus,
Aquele que nós ouvimos e vimos com os nossos olhos…,
Apalpámos com as nossas mãos… (1Jo 1, 1)
Companhia de Jesus que entre nós se apresenta
Aberta aos mais fracos, acolhedora para todos,
Que se instala sem ruído, sem congressos barulhentos,
Cuja carta é um pequeno livrinho de linguagem muito simples.
É demasiado discreto, demasiado apagado,
Para que alguns o vejam.
É tão simples como um serviço;
Apagado como uma serva delicada.
É silencioso, como uma semente na terra… que, noite e dia,
Germina e cresce (Mc 4, 26)
Os fariseus e os doutores de todos os tempos
Mantêm-se à distância.
Os filhos deste Reino são os pobres
Que nada têm neste mundo,
Que não têm bens que rebaixem os desejos:
Bem-aventurados os pobres,
Que não se revestem de uma força orgulhosa:
Bem-aventurados os mansos;
Que não se atordoam nas alegrias animais:
Bem-aventurados os aflitos;
Que não estão satisfeitos com as coisas tal como elas existem:
Bem-aventurados os que têm fome de justiça;
Que se não prevalecem dos seus direitos:
Bem-aventurados os misericordiosos.
Esses estão inteiramente dispostos a acolher Jesus-Rei. No seu coração
Como aquele pobre paralítico que jazia perto da piscina dos cinco pórticos
Como Zaqueu empoleirado na sua árvore…
Ambos renunciam ao pecado, ao que tinham,
Quando Jesus encontrou a sua miséria.
Jesus já o tinha dito ao doutor Nicodemos:
Para ver o Reino de Deus
É preciso nascer do Alto (Jo 3, 3).
M. Denis
Par Ti, Senhor
14 de novembro de 2009
Luz diante de nós…
O dia do Senhor virá como um ladrão,
Durante a noite (1Tes, 5, 4)
É preciso estar sempre pronto para acolher o Senhor.
É preciso estar sempre pronto, como as virgens prudentes,
Que se tinham abastecido de azeite para as suas lâmpadas.
Como os servos que esperam pelo amo,
Prolongando a sua vigília.
É preciso estar preparado para prestar contas, como aqueles que receberam de seu amo, antes da partida deste, talentos para fazer render.
Porque não somos da noite, nem das trevas,
Devemos viver na luz (1Tes 5,5).
Não durmamos, pois, como os outros, mas vigiemos
E sejamos sóbrios (1Tes5,6).
O nosso destino não é a cólera, mas o acolhimento do Pai,
Acolhimento caloroso para o pobre filho pródigo que regressa a casa.
É preciso saber que Cristo inscreveu os nossos nomes no Livro da Vida.
Cristo ressuscitou, está à direita do Pai,
E intercede por nós.
Se o renegar-mos, renegar-nos-á,
Mas podemos ter a certeza que nenhuma criatura poderá separar-nos do amor de Deus,
Manifestado em nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8, 39).
Enquanto esperamos o Dia, devemos glorificar o Pai, dando muito fruto (Jo 15, 8).
Aguardamos novos céus, uma nova terra,
Nos quais habitará a justiça (2Pd 3, 13),
E só o vencedor será revestido de túnicas brancas.
Paulo compara a vida a uma corrida no estádio,
Onde qualquer concorrente se abstém de tudo (1Cor 9, 25).
Diz aos seus cristãos que não passem os dias
A olhar para as nuvens, para não perderem a chegada de Jesus:
Nós vos ordenamos e recomendamos,
No Senhor Jesus Cristo, que trabalhásseis tranquilamente,
Para comerdes um pão que vos pertença (2Tes 3, 12).
Deve-se fazer mais ainda:
É preciso trabalhar para ter que repartir
Com o necessitado (Ef 4, 28).
Pensai no Senhor, confrontado com o balanço dos nossos dias com a sua regra de vida.
Bastar-nos-á dizer: «Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome?» (Mt 7, 22).
«Quando te vimos com fome, com sede ou sem abrigo?» (Mt 25, 44).
Ao vencedor fá-lo-ei sentar comigo
No meu trono, tal como eu, que também fui vencedor
E me sentei com meu Pai no trono dele (Ap 3, 21).
Eis que vem um Dia
Ardente como uma fornalha,
E todos os soberbos, todos os que cometem o mal,
Serão como a palha (Mal 4, 1).
Marcel Denis
Para Ti, Senhor…
Durante a noite (1Tes, 5, 4)
É preciso estar sempre pronto para acolher o Senhor.
É preciso estar sempre pronto, como as virgens prudentes,
Que se tinham abastecido de azeite para as suas lâmpadas.
Como os servos que esperam pelo amo,
Prolongando a sua vigília.
É preciso estar preparado para prestar contas, como aqueles que receberam de seu amo, antes da partida deste, talentos para fazer render.
Porque não somos da noite, nem das trevas,
Devemos viver na luz (1Tes 5,5).
Não durmamos, pois, como os outros, mas vigiemos
E sejamos sóbrios (1Tes5,6).
O nosso destino não é a cólera, mas o acolhimento do Pai,
Acolhimento caloroso para o pobre filho pródigo que regressa a casa.
É preciso saber que Cristo inscreveu os nossos nomes no Livro da Vida.
Cristo ressuscitou, está à direita do Pai,
E intercede por nós.
Se o renegar-mos, renegar-nos-á,
Mas podemos ter a certeza que nenhuma criatura poderá separar-nos do amor de Deus,
Manifestado em nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8, 39).
Enquanto esperamos o Dia, devemos glorificar o Pai, dando muito fruto (Jo 15, 8).
Aguardamos novos céus, uma nova terra,
Nos quais habitará a justiça (2Pd 3, 13),
E só o vencedor será revestido de túnicas brancas.
Paulo compara a vida a uma corrida no estádio,
Onde qualquer concorrente se abstém de tudo (1Cor 9, 25).
Diz aos seus cristãos que não passem os dias
A olhar para as nuvens, para não perderem a chegada de Jesus:
Nós vos ordenamos e recomendamos,
No Senhor Jesus Cristo, que trabalhásseis tranquilamente,
Para comerdes um pão que vos pertença (2Tes 3, 12).
Deve-se fazer mais ainda:
É preciso trabalhar para ter que repartir
Com o necessitado (Ef 4, 28).
Pensai no Senhor, confrontado com o balanço dos nossos dias com a sua regra de vida.
Bastar-nos-á dizer: «Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome?» (Mt 7, 22).
«Quando te vimos com fome, com sede ou sem abrigo?» (Mt 25, 44).
Ao vencedor fá-lo-ei sentar comigo
No meu trono, tal como eu, que também fui vencedor
E me sentei com meu Pai no trono dele (Ap 3, 21).
Eis que vem um Dia
Ardente como uma fornalha,
E todos os soberbos, todos os que cometem o mal,
Serão como a palha (Mal 4, 1).
Marcel Denis
Para Ti, Senhor…
Estamos aqui
Como é bom, Senhor, saber que o teu amor é infinito
E que a tua palavra é semente de esperança
A germinar no nosso coração!
Ainda que o pecado afaste de nós a graça,
O Deus da graça jamais nos abandonará!
Assim como «o pássaro canta,
Mesmo que se parta o ramos,
Porque sabe que tem asas»,
Também aqueles que crêem na tua palavra, Senhor,
Encontram razões para uma alegria sempre nova!
Tu vieste, Senhor, para que todos tenham vida
E a tenhamos em abundância de amor…
Queremos ser fiéis testemunhas da alegria dessa certeza:
Trazer na alma o cântico novo da gratidão,
No olhar, a semente de uma esperança sem fim
E nos gestos, amor à medida da tua vontade:
«Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei!»
Estamos aqui, Senhor, seres limitados…
Com projectos de infinito!
Porque cremos em Ti, Ressuscitado e Glorioso,
Fonte da Água viva que alimenta a nossa fé e o nosso amor…
Estamos aqui!
Carminda de Sousa Marques
Fome de Infinito. Rezar com o Evangelho
E que a tua palavra é semente de esperança
A germinar no nosso coração!
Ainda que o pecado afaste de nós a graça,
O Deus da graça jamais nos abandonará!
Assim como «o pássaro canta,
Mesmo que se parta o ramos,
Porque sabe que tem asas»,
Também aqueles que crêem na tua palavra, Senhor,
Encontram razões para uma alegria sempre nova!
Tu vieste, Senhor, para que todos tenham vida
E a tenhamos em abundância de amor…
Queremos ser fiéis testemunhas da alegria dessa certeza:
Trazer na alma o cântico novo da gratidão,
No olhar, a semente de uma esperança sem fim
E nos gestos, amor à medida da tua vontade:
«Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei!»
Estamos aqui, Senhor, seres limitados…
Com projectos de infinito!
Porque cremos em Ti, Ressuscitado e Glorioso,
Fonte da Água viva que alimenta a nossa fé e o nosso amor…
Estamos aqui!
Carminda de Sousa Marques
Fome de Infinito. Rezar com o Evangelho
10 de novembro de 2009
Semana de Oração pelos Seminários
Palavra incriada e criadora,
Palavra incarnada e reveladora,
Palavra do Pai, salvadora,
Palavra no Espírito Presente,
Palavra que convoca e provoca,
Palavra que chama e envia.
És Tu, Senhor Jesus, a Palavra
definitiva da História;
És Tu, Senhor Jesus, a Palavra
do Pai que se faz ouvir pela força
do Espírito Santo;
És Tu, Senhor Jesus, a Palavra
que toda a humanidade espera.
Faz de nós instrumentos
audazes e fortes
Para que a tua Palavra
se faça ouvir
Na autenticidade do
nosso testemunho,
Na coerência da nossa vida.
Faz de nós mensageiros
fiéis e credíveis
Para que a tua Palavra
seja recebida
Nos corações de tantos jovens
Que querem construir um
mundo melhor,
Que querem colaborar na
edificação do Reino,
Que querem encontrar o seu
lugar na Igreja.
Faz, Senhor, que estejamos
atentos à tua voz
Para que à primeira Palavra
nos levantemos sem demora
E avancemos de imediato
para a missão.
Faz, Senhor, que o nosso
testemunho seja a
nossa oração
Pelos Seminários e
pelos seminaristas
E por todos os jovens a quem
a tua Palavra chama
e envia.
Ámen.
7 de novembro de 2009
Não basta que Te demos muito…
Não basta, Senhor, que Te demos muito.
Não Te basta receberes muito
Porque tu queres tudo!
Tu deste tudo o que tinhas!
E o que eras.
Quem dá o que tem – seja muito ou pouco –
Cai em graça,
Fica agraciado
Porque só Te podemos servir a Ti.
Não podemos servir a dois senhores.
Tu queres que Te sirvamos
Unicamente a Ti.
Nada devemos antepor a Cristo.
Tu queres tudo
– Ainda que seja pouco.
Queres-nos todos inteiros
– Ainda que sejamos frágeis
Não nos queres fragmentados, nem às partes
Mas totalmente dados.
Também Tu te deste todo.
Queres todo o nosso coração,
O nosso entendimento,
A nossa vida,
A nossa pessoa.
A viúva “valia” pouco aos olhos do seu mundo
Mas deu mais que todos os ricos
Porque se deu toda inteira.
Totus tuus.
É o grito que ressalta e ressoa hoje no meu coração.
Porque se quero ser teu
Tenho que me dar sem reservas e por inteiro.
Não posso ser discípulo
Sem seguir e aprender
A atitude da rica pobre viúva:
Renunciar a tudo
Para me entregar e dar só a Ti.
JAC
03.11.09
XXXII Domingo Tempo Comum. Ano B
Este fim-de-semana vou celebrar na Borralha e em Barrô (sábado) e no Préstimo, Macieira e Castanheira (domingo)
6 de novembro de 2009
Maravilhamento
Onde houver maravilhamento haverá abertura à novidade de Deus, à impossível possibilidade seu amor, à esperança.
Bruno Forte, As quatro noites da salvação.
Bruno Forte, As quatro noites da salvação.
3 de novembro de 2009
Que eu viva por Ti
Senhor,
Levam-me a ti inteirinho,
Apropria-te de mim, passado a limpo.
Não permitas que nem mesmo
A mais insignificante fibra do meu ser
Seja por ti desconhecida.
Vive somente tu em mim
E faz
Com que eu viva somente para ti.
31 de outubro de 2009
Solenidade de Todos os Santos
Bem o sabemos, há um Livro da Vida.
E aquele que não foi encontrado inscrito no Livro da Vida
Foi lançado no lago de fogo.
Bem avisado o que vende tudo o que tem
Para adquirir o tesouro escondido no campo.
Vai e, cheio de alegria, vende tudo o que possui,
Para obter o tesouro.
Vai vender tudo, como aquele que encontrou uma pérola de grande valor…
É o que se faz quando se quer adquirir o Reino dos Céus.
Não devemos, efectivamente, adormecer
Sobre falsos bens, bens perecíveis
Que não têm pejo de nos trair no momento da morte:
Há os que se interessam pelo dinheiro, outros pela glória,
Outros pela ciência, a beleza, os prazeres…
Tudo isto é perecível e por vezes desonesto.
Um homem rico teve uma enorme colheita:
Pensa em deitar abaixo os seus celeiros para construir uns maiores,
A fim de aí guardar bens para muitos anos…
Insensato! Nesta mesma noite, virão exigir-te a tua alma!
E os teus bens para quem serão? (Lc 12, 20)
O conselho de Jesus é, antes, de fazer circular os bens,
De pensar nos pobres, de dar gratuitamente,
De fazermos para nós «um tesouro inesgotável».
Porque, «onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração».
O mau rico era um homem ocupado em comer bem.
Não tinha tempo para se distrair de tão séria ocupação.
Não tinha notado o pobre Lázaro,
Junto ao seu portão, a morrer de fome.
Aí está! Era dessas pessoas que estão sempre muito ocupadas,
Demasiado ocupadas para pensar nos outros,
E que, um dia, ficarão muito admiradas quando lhes disserem:
«Ide para longe de mim…
Eu estava nu, esfomeado, na prisão, doente…
E vós nada fizestes por mim…».
Estas pessoas têm boa consciência,
Fizeram-se uma boa consciência…
Tinham mais que fazer que pensar nos pobres, nos miseráveis…
Já pagavam bastantes impostos!
O Reino dos Céus não se adquire sem esforço.
Jesus diz-nos que só os violentos o arrebatam!
E no entanto os conselhos, os apelos, não faltaram:
«Vinde ao Banquete! A sala está preparada!».
Mas, lá está, é preciso fazer violência sobre si mesmo,
Quando se acaba de comprar um campo,
Se vai experimentar uma junta de bois, ou acaba de se casar…
Estamos muito ocupados, só pensamos nos nossos bens,
E, durante esse tempo, «a porta fechou-se»!
O «jovem rico» também ficou bloqueado
No caminho da perfeição: tinha muitos bens!
«A leve tribulação de um momento, diz S. Paulo,
Prepara-nos para uma eternidade de glória» (Ef 1, 18).
Marcel Denis
30 de outubro de 2009
Acertada contradição
Palavra contraditória!
Quem a pode escutar, ó Cristo?
Como podes querer que te sigamos
Se estamos tão longe da tua lógica.
Pois, é verdade, e quase me esquecia.
A tua lógica não tem lógica.
Então, são felizes os pobres em espírito
Quando meio mundo anda atrás do euromilhões
E outra metade atrás de riquezas e “jackpots”?
São felizes os mansos
Quando na sociedade os fortes é que vingam?
São felizes os que choram, ó Cristo?
Como é possível se todos buscam o bem-estar, o riso, a comédia, a ironia
E ninguém quer ouvir falar de dor, de sofrimento e de privação?
Dizes que são felizes os que anseiam cumprir a vontade de Deus
e o mundo toma como lei maior a não dependência de preconceitos ultrapassados
ou de qualquer autoridade?
Como podes apontar a felicidade dos misericordiosos
quando já ninguém se comove com a miséria e o sofrimento dos outros?
Ó Cristo, que palavra lancinante é esta que nos envias como espada!
Ainda dizes que são felizes os puros e os sinceros de coração
e a sociedade e os tribunais estão entupidos de casos de corrupção,
de mesquinhez, de mentira e de esquemas e favorecimentos.
Para ti, os que constroem a paz são felizes,
mas o mundo está cheio de guerra, de lutas, de oposições.
Parece que só pela força e pela violência se vence e se singra.
E como entender que quem é perseguido pode ser feliz
quando o mundo apregoa a liberdade total, a ausência de autoridade
e a entrada nos jogos poderosos
já que só com esses se pode subir na vida?
É mesmo uma palavra inaudível!
O nosso mundo parece provar que é utópica, sem lugar concretizável.
O que me pedes e a todos é um coração pobre.
Só um coração pobre está disponível para seguir o trilho das bem-aventuranças.
Quero encetá-lo também
Mesmo sabendo que vou contra-corrente.
Vou atrás daquele – Cristo – que ousou ir por outro lado, ousou ser diferente.
Vou com Ele e sou feliz
A caminho da santidade.
JAC
30.10.09
Solenidade Todos os Santos.
13 de outubro de 2009
Sem medo
Caí!
Envergonhei-me primeiro
E não tenho coragem de olhar-te!
Lutei!
Pensando que estava sozinho.
Mas não!
Tu lá estavas
Sempre próximo e disponível
Amoroso como Pai e Mãe.
Venci!
Tu estavas – e estás – por mim.
Que mais posso desejar?
Agora não me envergonho de cair
Sei que me ajudarás a levantar-me!
Obrigado pela providência!
JAC
10.10.09
25 de setembro de 2009
O choro pode durar uma noite; mas a alegria vem pela manhã
Exaltar-te-ei, ó Senhor, porque tu me levantaste, e não permitiste que meus inimigos se alegrassem sobre mim.
Ó Senhor, Deus meu, a ti clamei, e tu me curaste.
Senhor, fizeste subir a minha alma, conservaste-me a vida, dentre os que descem à cova.
Cantai louvores ao Senhor, vós que sois seus santos, e louvai o seu santo nome.
Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo.
Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: Jamais serei abalado.
Tu, Senhor, pelo teu favor fizeste que a minha montanha permanecesse forte; ocultaste o teu rosto, e fiquei conturbado.
Ouve, Senhor, e tem compaixão de mim!
Ó Senhor, sê o meu suporte!
Tornaste o meu pranto em regozijo, tiraste o meu cilício, e me cingiste de alegria;
para que a minha alma te cante louvores, e não se cale.
Senhor, Deus meu, eu te louvarei para sempre.
cf. Salmo 30
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