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24 de janeiro de 2018

Fake news e jornalismo de paz [Mensagem do Papa Francisco]


(...) inspirando-nos numa conhecida oração franciscana, poderemos dirigir-nos, à Verdade em pessoa, nestes termos:

Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz.

Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não
cria comunhão.
Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos.
Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs.
Vós sois fiel e digno de confiança;
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;
onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia;
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;
onde houver exclusão, fazei que levemos partilha;
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos 
verdadeiros;
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança;
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade.
Amen.
Toda a mensagem aqui

18 de janeiro de 2012

Janeiro, mês da Paz e da Unidade - Feliz coincidência ou reforçado apelo?

  

Cada início de ano é uma oportunidade para mergulharmos na essencialidade das coisas, da vida e da fé. No mês que começa com o Dia Mundial da Paz, decore também a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Feliz coincidência ou necessário e reforçado apelo a cada um de nós?
A vivência da fé cristã impele-nos a fazer cada dia a viagem àquilo que vale, que conta, que tem valor. Logo no primeiro mês do ano civil somos desafiados a regressar à pátria da unidade e da paz, através destas duas celebrações. Na prática, trata-se de realizar, de refazer o mergulho na nossa fundação enquanto Igreja.
Não nos podemos dispensar, enquanto Igreja, sonhada por Deus, fundada por Cristo, de reconhecer que a falta de unidade entre os cristãos é um pecado grave, no meu entender, o mais grave que poderemos cometer.
Não me refiro apenas e só aos infelizes cismas, às terríveis separações que historicamente foram acontecendo com o passar dos anos por aqueles que professam a mesma fé em Jesus Cristo. Felizmente, vamos vendo e lendo sinais, réstias de luz e de esperança, de uma desejada e almejada unidade.
Refiro-me, aqui, muito expressamente à divisão que acontece todos os dias dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, da Igreja que somos, através das nossas palavras e atitudes de exclusão, de marginalização, de indiferença, de falta de acolhimento. Não se trata de reconhecer a divisão nos e dos outros. Trata-se efetivamente de reconhecer a divisão que cada um de nós produz. Quantas vezes geramos desunião e não comunhão, rancor e não amor, antipatia e não simpatia!
A fé cristã, fundada em Cristo, que passou na terra fazendo o bem, faz-nos viver e estar neste mundo como peregrinos. Aquilo que a Carta a Diogneto tão bem expressou, nos finais do século II: Os cristãos “habitam pátrias próprias mas como peregrinos; participam de tudo, como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira”. Como cristãos, precisamos de reassumir que a única comunidade em que podemos realizar-nos é a humanidade reunida em Cristo, que é Aquele no qual toda a Criação se reúne.
Como escreve Timothy Radcliffe: “Deus é Aquele no qual ninguém fica à margem, porque o centro de Deus está em toda a parte e a sua circunferência em parte nenhuma. É na vastidão de Deus que estaremos completamente à vontade, porque todos lá estarão. É assim que sou/estou em Igreja?”
“Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo” (Cf. 1 Cor 15, 51-58). Este é o tema proposto para a celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano, entre 18 e 25 de Janeiro.
Acreditamos como verdade fundacional da nossa fé em Cristo que Nele somos transformados. Mas, a partir de Cristo, também podemos e devemos transformar-nos diariamente, convertermo-nos gradualmente. Não nos podemos escusar de dar passos de unidade afetiva e efetiva no seio das nossas comunidades, das nossas paróquias, do nosso presbitério, da nossa diocese.
Assim sendo, ainda resulta mais premente a temática pastoral diocesana. Somos mesmo fraternidade de famílias? Somos muitos membros. Será que somos UM Corpo? Com certeza que nos vamos esforçando, mas ainda não o seremos na devida expressão. Não cruzemos, por isso, os braços, pensando que estamos bem como estamos. Ousemos a diferença! Ousemos a coragem! Ousemos ir de novo à pátria da unidade e da paz, baseada na unidade perfeita da Trindade, que não exclui a diversidade nem a alteridade. Ousemos ser um!
Outro belo sonho de Deus para nós! Ser um connosco e em nós e sermos um com todos os outros!

José António Carneiro
Padre. Vigário paroquial da Glória
Publicado no Jornal Correio do Vouga de 18/12/2012

1 de janeiro de 2012

É preciso viver em estado de permanente paixão! Homilia Ano Novo 2012.



1.Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar Eucaristia. Festa dos crentes, centro da vida cristã, sacramento da nossa salvação!
Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar Santa Maria Mãe de Deus e também nossa Mãe, a partir da Cruz, Medianeira de todas as graças e dons de Deus para nós!
Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar o Dia Mundial da Paz, que é Jesus, o Príncipe da Paz, nascido no Presépio de Belém.
Motivos solenes para esta solenidade litúrgica. Corações abertos e ao alto para acolher a bênção que Deus ensinou a Moisés, no Sinai, e que se estende, hoje e sempre, sobre nós. «O Senhor te abençoe e te proteja. / O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. / O senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz».
Bênção que é para nós e para todos os homens e mulheres de boa vontade vigor, força, êxito e felicidade.
Bênção que vem de Deus como dom, graça, gratuidade, prenda e presente, mas que não dispensa o nosso acolhimento e o nosso compromisso, em gestos concretos com os que caminham ao nosso lado.

2.Hoje, uma vez mais, e como temos feito desde o início do Advento, queremos aprender na escola do presépio. Hoje, especialmente, seguimos o caminho e os passos dos pastores, e aprendemos de Maria, a contemplar esse rosto de Jesus Menino, que nos manifesta a totalidade de Deus, irrompendo a carne do mundo, apenas porque quis e quer e porque ama!
São os pastores, que, acordando, nos guiam ao presépio e nos ensinam a ver o que tantos quiseram ver e não viram e ouvir e não ouviram: o Menino do Presépio, envolvido em panos, é mesmo Deus. «A humanidade de Deus é o traço decisivo do cristianismo e da cultura ocidental», assim escreveu o dominicano José Augusto Mourão, falecido este ano.

3.Fabulosa e inédita Mensagem que Bento XVI escreve para este Dia Mundial da Paz. Dirige-a especialmente aos jovens. “Educar os jovens para a justiça e para a paz”. A merecer a nossa leitura, a nossa meditação e a nossa acção.
Aqui eleva-se a fasquia. Reconhece-se na juventude o vigor e o entusiasmo que o nosso mundo precisa, em tempos difíceis, marcados por tantas crises, com especial enfoque na crise económica e financeira. Evoca-se a acção, que vimos inúmeras vezes, nos últimos tempos, de jovens sedentos, inquietos, insatisfeitos. Não é por acaso que a Revista “Time” elegeu como personalidade do ano 2011, a figura do “Manifestante”.
Bento XVI deixa na sua Mensagem uma palavra de incentivo, de proximidade de compreensão, de carinho, de estima e de admiração a todos os jovens. É a esses que o Papa pede ousadia e coragem sabendo que a Igreja olha-os com esperança.
E escreve-lhes: “Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.” É grande e belo o desafio que lhes faz!
Mas a palavra do Papa volta-se às famílias, olhando-as como “células originais da sociedade” e como primeiras educadoras das jovens gerações. Papel fundamental dado aos pais, no seu dever e missão de educar os seus filhos. “Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem”, escreve Bento XVI.
Palavra papal virada, ainda, aos responsáveis das instituições com tarefas educativas. “Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar activamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna”, diz na mesma Mensagem.
Palavra do Papa a alertar os responsáveis políticos, “pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar” e ainda palavra desafiadora aos meios de comunicação social que têm a função não só de informar, mas também de contribuir e “concorrer notavelmente para a educação dos jovens”.
Mensagem desafiadora! A não ignorar. A pegar, a ler, e a fazer por todos, sem excepção.

4.Neste início de ano gostava de desafiar cada um e cada uma ainda com as palavras do dominicano José Augusto Mourão: “O que é preciso é viver em estado permanente de paixão e fazer da vida a beleza, a procurar”.
Claro que procurando a vida, procuramos Deus, origem e fundamento da nossa existência humana. E procurando Deus, e encontrando-O encontramo-nos e achamos o sentido e a felicidade que ansiamos e pela qual suspiramos cada dia!

Pe. JAC

30 de dezembro de 2011

Advento-Natal 2011-2012. Ano Novo




Santa Maria Mãe de Deus
Ano Novo
Dia Mundial da Paz
Maria
guardava
tudo
no seu coração!




Um ano novo começa. A aprendizagem a partir do Presépio continua.
Neste fim-de-semana, vamos guiados pelos pastores a ver o Menino nascido em Belém.
Os pastores são homens do campo, simbolizam a simplicidade e garantem que Deus acolhe a todos, sem se importar com a sua condição social. Para todos, Deus tem uma missão, por muito simples que sejam os instrumentos.
Uma vez mais resulta imperioso confirmar a certeza de que Deus nunca escolhe os capazes mas sempre capacita os escolhidos.
Para compreender, ainda que nunca totalmente, o mistério inaudito de um Deus feito como nós, apenas porque quer ser como nós, precisamos da humildade destes pastores.
Ano novo, vida nova. É sempre hora de recomeçar e estamos sempre a tempo!

Os pastores vieram, correndo.
Correndo, gastamos nós a vida
para conseguir o que ansiamos.
Se chegássemos a Ti correndo
com certeza nos mostravas
que Tu és a calma e a paz.
O presépio é o lugar da primeira mensagem,
é a marca do Teu estilo:
És simples e pequeno!
Nós que pensamos que somos o que temos,
temos de aprender Contigo
que viver é ser pobre e humilde.
Faz-nos pequenos e simples como os pastores.
Como Tua Mãe, faz-nos guardar tudo no coração.
Santa Maria Mãe de Deus, olha por nós!




Renascer

Quando eu deixar
aquilo que estorvar
e seguir aquela luz
que me seduz…

Quando me livrar
e puder renunciar
a tudo o que não conduz
a Ti, ó meu Jesus…

Então serei capaz
de ao mundo levar paz,
e assim poderá nascer
um novo modo de viver.

E os homens poderão
vencer toda a solidão
e só Deus triunfará.

Pensando com a razão
amando com o coração
será novo o Amanhã!

Pe. JAC

2 de janeiro de 2009

Encontro pela Paz na Póvoa de Varzim

Flores brancas lançadas ao mar
Intempérie não afasta
defensores da paz







Pelo exemplo a que se assistiu ontem pode-se dizer que, “faça sol ou faça chuva”, as gentes poveiras abraçaram com força o ideal do encontro pela paz, que celebra este ano a décima edição. Ontem, debaixo de uma bátega de água, na Póvoa de Varzim, mais de uma centena de pessoas participou no já tradicional lançamento de flores brancas ao mar, como gesto que, segundo os organizadores, simboliza o desejo de ver a paz chegar, via Atlântico, a todos os continentes e regiões do mundo.
Com o objectivo de semear valores que defendem e promovem a paz, a organização cumpriu o habitual programa, primeiro, com uma largada de pombas e, depois, com o lançamento das flores da Taça da Paz ao mar. Nem a música faltou pois dois elementos do Grupo de Sopros de Amorim executaram um pequeno trecho musical.
No já apelidado Cais da Paz, começaram a concentrar-se, cerca das 16h00, as pessoas tentando encontrar a melhor protecção possível para a chuvada. A respeito desta, com algum sentido de humor, dizia um popular que «São Pedro quis associar-se a este encontro com a bênção da chuva».
Também os dois “padrinhos” da iniciativa – Mário Ferraz e o vereador Luís Diamantino – salientaram ao Diário do Minho que a intempérie que se abateu ontem veio provar o quanto as pessoas acreditam nesta luta silenciosa pela paz. Provou também que o encontro não se fica apenas por gestos simbólicos, mas envereda já em acções concretas. «As pessoas deixaram o conforto e o calor das suas casas porque acreditam na paz e na construção de um mundo melhor», disse o vereador municipal.
A presença de mais de uma centena de pessoas, nesta edição de 2009, valerá mais, como sinal profundo, do que uma multidão que estivesse presente num dia solarengo, destacou Luís Diamantino.

Semear a paz
ao nível da educação
O vereador da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, afirmou que o Encontro pela Paz – este ano com o título “10 anos unidos pelas paz” – tem como finalidade semear e educar.
Ao DM salientou que «mantém a esperança que com estes gestos, palavras e atitudes de não violência se possa contribuir para mudar o mundo». Junto ao Oceano Atlântico afirmou ainda: «somos apenas uma gosta», mas «acreditamos que se formos muitas gotas nos transformaremos num oceano imenso».
O vereador referiu aos presentes que é preciso gente que acredite nesta causa. «Se acreditarmos havemos de mudar o mundo e se passarmos a palavra a uma só pessoa que seja isso será já princípio de mudança», desafiou.
«Todos os dias são dias importantes para fazermos a paz e ajudarmos à sua construção» defendeu, mas o Dia Mundial da Paz celebrado ontem, tem um relevo e significado especiais.
Por seu turno, Mário Ferraz, que é o principal mentor da iniciativa, salientou a finalidade destes encontros como contributo para uma educação de futuro e para o futuro.
As crianças são o símbolo da esperança e do futuro e, por isso, a iniciativa está voltada para elas, apostando na educação das gerações mais jovens ao nível dos valores da paz.
Os frutos destes encontros não serão, por isso, tanto para se ver a curto prazo, mas pretende-se que os homens e mulheres do futuro – as crianças de hoje – estejam despertas e bem formadas em relação ao valor da paz e de uma cultura de não violência.

(fotos Avelino Lima/texto José António Carneiro)

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...