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4 de novembro de 2012

Uma história de amor entrelaçado! Poema no XXXI domingo comum




De que vale aos homens
Passar os dias a cumprir ordens,
Se não souberem que o Amor
É o caminho proposto pelo Senhor?

De que vale uma fé
Carregada de obrigações,
Se não escutar a voz de Deus
E deixar que Ele molde os corações?

O que diz o mandamento
É convite para escutar
Porque Deus tem sempre algo novo para falar.

Todo e qualquer mandamento
Que oprime e não liberta
Não é mandado por Jesus.

O mandamento maior
É o do Amor entrelaçado
A Deus e aos irmãos.

Quando amar com o amor de Cristo
Não terei histórias de amor para contar.
Serei eu mesmo uma história de amor.


Pe. JAC

31 de outubro de 2012

Todos os Santos. A santidade é a normalidade do bem!





"A flor do mundo é a santidade. Essa forma de Deus presente em todos os tempos, em todas as latitudes, em todas as culturas. O que salva o mundo é a santidade: ela dá flexibilidade à dureza, torna uno o dividido, dá liberdade ao aprisionado, põe esperança nos corações abatidos, esconde o pão no regaço dos famintos, abraça-se à dor dos que choram e dança com outros a sua alegria. A santidade é um sulco invisível, mas torna tudo nítido em seu redor. A santidade é anónima e sem alarde. A santidade não é heróica: expressa-se no pequeno, no quotidiano, no usual. O pecado é a banalidade do mal. A santidade é a normalidade do bem. Como fica demonstrado neste poema de Maria de Lourdes Belchior:

«Hoje é dia de todos os santos: dos que têm auréola
e dos que não foram canonizados.
Dia de todos os santos: daqueles que viveram, serenos
e brandos, sem darem nas vistas e que no fim
dos tempos hão de seguir o Cordeiro.
Hoje é dia de todos os Santos: santos barbeiros e
santos cozinheiros, jogadores de football e porque
não? comerciantes, mercadores, caldeireiros e arrumadores
(porque não arrumadoras? se até
é mais frequente que sejam elas a encaminhar o espectador?)
Ao longo dos séculos, no silêncio da noite e à
claridade do dia foram tuas testemunhas; disseram sim/sim e não/não; gastaram palavras,
poucas, em rodeios, divagações. Foram teus
imitadores e na transparência dos seus gestos a
Tua imagem se divisava. Empreendedores e bravos
ou tímidos e mansos, traziam-te no coração,
Olharam o mundo com amor e os
homens como irmãos.
Do chão que pisavam
rebentava a esperança de um futuro de justiça e de salvação
e o seu presente era já quase só amor.
Cortejo inumerável de homens e mulheres que Te
seguiram e contigo conviveram, de modo admirável:
com os que tinham fome partilharam o seu pão
olharam compadecidos as dores do
mundo e sofreram perseguição por causa da Justiça
Foram limpos de coração e por isso
dos seus olhos jorrou pureza e dos seus lábios
brotaram palavras de consolação.
Amaram-Te e amaram o mundo.
Cantaram os teus louvores e a beleza da Criação.
E choraram as dores dos que desesperam.
Tiveram gestos de indignação e palavras proféticas
que rasgavam horizontes límpidos.
Estes são os que seguem o Cordeiro
porque te conheceram e reconheceram e de ti receberam
o dom de anunciar ao mundo a justiça e a salvação»."

(José Tolentino Mendonça, In Pai-nosso que estais na terra)




Pe. JAC

13 de outubro de 2012

A Vida é tão mais do que paisagem. Poema acerca do evangelho do XXVIII domingo comum





A Vida é tão mais do que paisagem...
é a totalidade duma viagem:
Não é só preciso partir e chegar,
é bom, no caminho, saber recomeçar.

O caminho que fazemos
não é tão grande quanto o que temos...
É aquilo que somos
que nos leva ao que alcançamos.

Nenhuma riqueza humana
conquista qualquer tesouro no céu...
Para chegar ao coração de Deus
só se requer a riqueza do Amor.

Sejamos livres para amar
sem medo de crescer,
sem medo de correr e de nos perder
para que em Deus nos possamos encontrar.


Pe. JAC

9 de outubro de 2012

Diário da Missão. Nenhuma missão é impossível


Diário da Missão Jubilar 15
Nenhuma missão é impossível,
nenhum obstáculo intransponível
ao coração aberto a Deus...,
a Cristo e a cada irmão
porque sempre há a Luz
que ilumina o caminho da missão.

A missão que Deus nos lança
é por demais motivo de esperança;
É evidência de forte certeza
de vida e indescritível beleza,
de ter Fé e de Acreditar
nesta bela e terna Missão Jubilar.

Pe. JAC

6 de outubro de 2012

Liberdade infinita do Amor. Poema para o XXVII domingo comum




Não há outro nome para o Amor.
Toda a definição é (im)perfeita,
qualquer aproximação incompleta...

Amor é tão grande como o tempo,
mas não acaba com os dias nem as horas...
Não é um contrato, muito menos contratempo
como o são as leis ocas e vazias.

Jesus Cristo, Senhor,
ensina-nos o Amor...
verdadeiro e indestrutível,
eterno e indivisível...
sentimento uno,
partilhado (en)canto em uníssono...

Amor é a expressão maior da esperança,
como faz cada criança,
mesmo (des)protegida de plena razão
entrega todo o seu coração,
à liberdade infinita do Amor.


Pe. JAC

15 de setembro de 2012

A fé que leva ao amor

 
 
Jesus pergunta quem é
desafiando, nas respostas, a fé...
para uns é o profeta Elias
para os discípulos, Ele é o Messias.
 
Ele é o Cristo libertador
que veio ao mundo vencer a morte e a dor...
é o Cristo Salvador
que nos pede uma fé que leve ao amor.
 
É preciso saber e perceber
qual o caminho a percorrer:
Caminho cuja meta é a Cruz,
sinal de vida, plena de Luz...,
opção radical pelo amor,
certeza de uma Vida maior.
 
Seguir o Messias, o Senhor
implica renunciar ao conforto da razão...
fazendo com que o bem saído das nossas mãos
não esconda as mãos que fazem todo o bem.
 
Pe. JAC

1 de setembro de 2012

Pureza de coração. (dois poemas para o 22.º domingo do tempo comum)

 
Que pureza?
 
Que pureza é essa
Que faz lavar o exterior
E se esquece do interior?
 
Que pureza é essa
Que se ocupa da aparência
E se esquece da essência?
 
Que pureza pode vir da lei?
Se não vem do coração
Mais não é que tradição
Mais não é que legalismo.
 
Nada pode haver de fora
Que entrando, deite fora
A virtude da pureza…
 
Dá-nos, Senhor, olhos para ver
E para julgar com a razão:
O que é recto e justo fazer
Nasce sempre no coração.
 
 
 
Perfeito… de amor
 
As leis dos homens são vazias
Se não assentarem no amor...
São regras que limitam os dias
Cheios de tanto, vazios de amor.
 
O que torna um gesto perfeito
Não é a aparente limpeza,
É o sentir com que é feito,
É a verdadeira pureza.
 
É preciso agir com verdade,
Sinceridade e honestidade...
Ser rosto do nosso interior,
Um coração cheio de Amor.
 
Somos o nosso coração...
Perfeito se for de Deus.
 
 
Pe. JAC

4 de agosto de 2012

Saciar a fome de vida






Estava Jesus retirado,
em lugar ermo e isolado,
Mas a multidão lá foi ter
esperando o que podia receber.

Jesus voltou falar...
e explicou à multidão:
Mais importante que a fome de comida
é saciar a fome de Vida,
amando cada irmão
ensinando a servir e a partilhar.

Com gestos de partilha e amor
confiando no Deus-Amor,
receberão o pão do Céu,
o próprio Jesus que de lá desceu.

Jesus, enviado de Deus,
formou os discípulos seus.
Ensinou a servir e a amar
e deu Vida para nos salvar.
Pe. JAC

28 de junho de 2012

Humilde servo

Porque me chamas a mim

Humilde servo pecador

P’ra levar-Te, meu Senhor,

Mundo fora, até ao fim?

 

 É tão grande a missão

De chegar a cada irmão

E dizer-lhe: meu amigo,

Deus está sempre contigo.

 

Quero arriscar e partir

Vou viver para servir,

Levar Deus ao meu irmão,

Entregar meu coração.

pe. JAC



21 de junho de 2012

"Meu Deus. Poesias de um seminarista" faz 6 anos!


Faz hoje 6 anos que foi apresentado o meu primeiro (e único, até ao momento!) livro de poesia intitulado "Meu Deus. Poesias de Um Seminarista". Uma edição patrocinada pela Junta de Freguesia para assinalar a data da elevação a Vila da terra que me viu nascer, S. Torcato.

Refresco a minha memória e, nela, a daqueles que me "seguem", revisitando o pequeno livro e a sessão de apresentação do mesmo. Deixo-vos, primeiro lugar, o texto que li nessa sessão, e depois partilho, dois poemas escritos no livro.


Apresentação do Livro

            Às sábias palavras “Deus quer, o homem sonha a obra nasce”, eu contraponho, em relação a este livro, “Deus quer, Deus sonha, Deus, pela obra, diz-se”. É assim que me sinto em relação a este livro. Posso dizer, com todas as letras, que o autor não sou eu mas Deus. Ele é que me inspirou tudo o que ele contém. Por isso, o livro é vontade de Deus, é o seu querer. O meu trabalho é de co-autoria. Eu passei para o papel o que Ele quis dizer. A minha reflexão é fruto da sua inspiração durante estes últimos cinco anos de formação teológica. Por isso, e porque a minha linguagem, como toda a linguagem, é limitada e imperfeita acautelo os leitores para o risco de que o que se diz sobre Deus não O dizer em totalidade.

            Quando falamos de Deus corremos esse risco, perigoso, porque falamos de uma realidade metafísica, transcendente, que não podemos açambarcar. Porque Deus é Totalmente Outro diferente de nós qualquer definição que façamos é insuficiente e imperfeita. Por isso, “Meu Deus” sem ser um compêndio de teologia é teologia na medida em que é um discurso sobre Deus. E porque a teologia se faz de joelhos, como dizia o teólogo Hans Urs von Balthasar, este livro é, para mim, um livro de oração. E porque de oração se trata permitam-me a leitura do poema “Que mistério é o Meu Deus” (o último poema a entrar nesta compilação).

            Não posso terminar estas palavras sem uma palavra aos propulsionadores deste livro. O primeiro já o referi atrás: Deus! É dele que depende o que escrevo. Além disso, merece todo o destaque a Junta de Freguesia, na pessoa do seu Presidente, o Dr. Bruno Fernandes, meu amigo em todas as horas. Ele, e com ele toda a Junta de Freguesia de S. Torcato e, por consequência, a Freguesia inteira, são os meus mecenas, os responsáveis destas páginas se tornarem um livro. Estendo o meu agradecimento ao Dr. Barroso da Fonte pela estima e amizade que mostrou na edição do livro. Por fim, mas imensamente fundamental, pelo apoio e amizade de anos, a D. Amélia que me colocou este “bichinho” que se chama poesia dentro de mim e que me impulsionou a publicar alguns escritos. Em suma, por mim só, por mérito pessoal, não teria chegado a esta publicação e, por isso, a minha atitude só pode ser uma: gratidão. E na certeza de que sozinho vos não posso recompensar rezo e peço a Deus por cada um de vós. Essa é, com toda a certeza, a melhor recompensa que vos posso ofertar.
José António Carneiro | 21 de Junho de 2006



Que mistério é o Meu Deus!
Procuro com insistência
Palavras p’ra te dizer
Mas que nada significam
No Teu mistério de ser!
As palavras em si mesmas
Não Te dizem com firmeza
Apontam algumas pistas
Que revelam Tua grandeza.
E no fim da reflexão
Que quer desvelar os véus
Eu só posso concluir:
Que mistério é o Meu Deus!

Sequela

Disponível para o reino
Aqui estou de mãos vazias
Pare Te seguir, Senhor
Nada menos me pedias.
Tudo que deixava
Nada fazia sentido
Mas nesta renúncia vi
Que nada tinha perdido.
Ao seguir-Te me realizo
Imerso na novidade
No Teu seguimento encontro
O caminho da felicidade!

Alguns dos poemas publicados no livro (que já esgotou há muito tempo!!!) estão musicados e cantados. Pode ouvi-los no meu canal do youtube aqui

15 de maio de 2012

"Que vos ameis..."

"Que vos ameis..."
Mesmo quando as ideias forem diferentes
E não for possível ainda entendimento.

"Que vos ameis..."
Até quando houver acções oponentes:
Lembrai-vos do Seu único mandamento.

"Que vos ameis..."
Quando a concórdia não tiver lugar
E não fizer brotar compreensão e harmonia.

"Que vos ameis..."
Porque há sempre caminho para andar
A percorrer com coragem e alegria.

"Que vos ameis..."
Porque quem ama é de Deus
Porque Deus é Amor.

"Que vos ameis..."
Não de uma forma qualquer.

"Que vos ameis..."
Como Jesus amou,
Ele que viveu e Se entregou,
Que morreu e ressuscitou 
Que vos escolheu e destinou
A ser rosto do Amor.

"Que vos ameis..."
E isto basta!

Pe. JAC

5 de abril de 2012

Quinta-Feira Santa: Na tua mesa!

Convidados por Ti, Senhor,
Estamos sentados à tua mesa,
Somos teus discípulos;
Cada um na sua individualidade
Porém, todos importantes para Ti.

Tu, Jesus, conheces todos,
Sabes quem Te seguirá e quem Te renunciará e negará,
Quem Te vai vender e quem se vai esquecer depressa...

Não, não permitas, Senhor...

Não permitas que desfrutemos da tua amizade
Para, logo depois, a pormos de lado...
Não permitas que Te abandonemos,
Que Te esqueçamos ou ignoremos...

Precisamos de Ti!

A nossa vida sem Ti fica ressequida,
Insatisfeita e vazia.

E não Te afastes de nós, por amor,
fica para sempre, assim bem perto,
Sentados na mesma mesa,
Juntos, conviviais e comensais,
Fundidos num único Amor!

Adaptado de Juan Jáuregu

29 de dezembro de 2011

Natal 2011. Um Deus Menino!



No espaço que Deus me deu,
a Vida é uma esperança
e o ser uma promessa.

E o sonho?
Uma estrela.
E a verdade?
O horizonte expresso em afinidade.
E a alegria?
Uma primavera a tempo oportuno.
E a felicidade?
Um estilo apropriado.
E o homem?
Alguém que nasce?
E Deus?
Simplesmente Menino...
para todo aquele que, por Ele
se deixa identificar!

Pe. Olímpio, s.j.

7 de outubro de 2011

Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário. Aprender na escola de Maria a ser discípulo de Jesus Cristo.
Partilho e rezo:

Sobre a morte de Maria

I

O mesmo grande Anjo que outrora
lhe trouxera a mensagem da conceção,
ali estava, aguardando a sua atenção,
e disse: o tempo do teu aparecimento é agora.
E ela perturbou-se como antes e mostrou
ser de novo a serva, assentindo profundamente.
Mas ele irradiava e, aproximando-se infinitamente,
desapareceu como que no rosto dela e mandou
aos Apóstolos que se tinham afastado
que se juntassem na casa da encosta,
a casa da Ceia derradeira. Eles vieram a passo pesado
e entraram cheios de temor: ali se encontrava posta
sobre estreito leito, aquela que tinha mergulhado
misteriosamente no declínio e na eleição,
imaculada, como criatura de indiviso coração,
escutando o coro angelical com ar maravilhado.
Então, quando os viu atrás das suas velas,
expectantes, arrancou-se ao excesso de harmonia
das vozes e ofereceu-lhes ainda as duas vestes belas,
de todo o coração, as únicas que possuía,
e ergueu a sua face para este aqui e aquele além...
(Ó fonte de inomináveis lágrimas em caudais!)

Mas ela reclinou-se nos seus requebros finais
e atraiu os céus para tão perto de Jerusalém
que a sua alma, ao escapar,
apenas teve de um pouco se elevar:
e já a levava Aquele que tudo dela sabia
para a Natureza divina a que ela pertencia.

II

Quem poderia pensar que até à sua chegada
o vasto Céu imperfeito era?
O Ressuscitado ocupara a sua morada,
porém a seu lado, havia vinte e quatro anos, estivera
um trono vazio. E todos já começavam
a habituar-se à pura ausência
que estava como que fechada, pois a ofuscavam
os raios de luz do Filho em permanência.

E assim ela também, ao entrar no Céu naquele dia,
não se dirigiu a Ele, por muito que o desejasse;
ali não havia ligar, só Ele lá se encontrava e resplandecia
numa claridade que a ela lhe doía.
Porém, como agora essa figura comovente
aos bem-aventurados se juntasse
e discretamente, luz na liz, um lugar viesse ocupar,
expandu-se então do seu ser um brilho incandescente
de tal intensidade que o Anjo que ela estava a iluminar
gritou, ofuscado: quem é esta?
Houve um silêncio de espanto. Depois todos viram em festa
Deus Pai nas alturas Nosso Senhor deter
de modo a, envolto na luz do amanhecer,
o lugar vazio, como um pouco de compunção,
se mostrar, uma réstia de solidão
como algo que ainda suportava, um nada
de tempo terreno, uma cicatriz sarada.
Olharam para ela: o seu olhar com receio aí pousou,
profundamente inclinado, como se sentisse: eu sou
a sua dor mais longa; e, de súbito, caiu para diante.
Mas os Anjos consigo a tomaram
e a apoiaram e cantaram de felicidade exultante
e a elevaram e no lugar cimeiro a colocaram.

III

Porém, diante do Apóstolo Tomé, chegado
já demasiado tarde, apareceu
o rápido Anjo, há muito para tal compenetrado,
e junto ao lugar da sepultura a ordem deu:

afasta a pedra para o lado. Queres saber
onde está aquela que comove o teu coração?
Vê: como almofada de alfazema, a jazer
se encontrou ali, em breve posição,
para que a Terra tivesse o seu odor
nas dobras, como um pano raro.
Tudo o que está morto (tu o sentes), toda a dor
Estão envoltos no seu aroma claro.

Olha para a mortalha: onde está a brancura
que a torne mais deslumbrante, sem a alterar?
A luz que emana desta morta pura
mais a iluminou do que a luz solar.

Não te admiras de quão suavemente lhe escapou?
Quase como se ela ainda aí estivesse, nada saiu do lugar.
Porém todo o Céu nas alturas se agitou:
Homem, ajoelha-te, segue-me com o olhar e começa a cantar.

Rainer Maria Rilke

3 de outubro de 2011

De joelhos

Relendo os textos de Rina Risitano, sobre a arte de Sieger Köder:

"De joelhos.
O choro e o pecado do mundo pesam sobre ti - sustentáculo do Universo.
A escuridão e o horror precipitam-se sobre a trave da tua Cruz - o implacável e cruel juiz, os corpos atormentados das vítimas da violência e dos vícios: o pecado do mundo.
De joelhos.
O teu corpo, ó Vivente, manchado de sangue...
O teu braço direito em tensão, firme, estendido, sólido - como baluarte.
A mão direita firmemente assente sobre a pedra dura - dando apoio, segurança...
A cabeça inclinada sobre o coração, fonte da tua força.
Determinado como estás a não perder nenhum dos teus pequeninos que te foram confiados.
Tu, a pedra angular.
Tu, o pilar do Universo.
Tu carregas-nos a todos!"

2 de agosto de 2011

Graças, Senhor. Primeiro aniversário da Missa Nova


Eu quero agradecer
O dom do Teu Amor
Ofertar o meu ser
Servindo o Evangelho
De Cristo meu Senhor.

Eu quero entregar
Meu sangue e meu suor
Para anunciar
O reinado de Deus
Que é o Salvador.

Quero ir pelo mundo fora
Sem nunca desistir
E quando for a hora
De regressar ao Pai
Estar pronto a partir.

Sei que me esperarás
Com amor paternal
E me libertarás
Desta vida mundana
Pra vida divinal.

Há um ano atrás cantava-se assim na minha Missa Nova. Música adaptada e letra orginal.

17 de junho de 2011

Esperar


A esperança está muito mais além
Do final feliz!
Esperar não é nem pode ser pensar
Que as coisas acabam bem.
Esperar é crer que as coisas significam
E que fazem sentido
Mesmo desconhecendo o modo
Como acabam as coisas.
Ninguém sabe o valor da esperança
Tão bem como sabem as mães.
Elas só confiam
E acreditam que tudo faz sentido.
Esperar é deixar Deus meter-se no agora
Porque só agora se joga a eternidade,
Ou melhor ainda: a eternidade é hoje, é agora!

Pe. JAC
Texto escrito depois de ler a bela Introdução do livro "Ser Cristão para quê", de Timothy Radcliffe, que aconselho vivamente.

11 de junho de 2011

Espírito Santo. Pentecostes de hoje!


1. Vinde, Espírito Santo, Deus amável,
Dom inefável da SABEDORIA!
Dai-nos o gosto de saborearmos
Como sois bom e fonte de alegria.


2. Vinde, Espírito Santo, Deus glorioso,
Dom luminoso do ENTENDIMENTO!
Enchei de vida todo o Universo:
A Criação é o vosso sacramento!


3. Vinde, Espírito Santo, Deus amigo,
Divino abrigo, Dom do bom CONSELHO!
Dai-nos a graça do discernimento,
P'ra decidir à luz do Evangelho!


4. Vinde, Espírito Santo, Deus-Senhor:
dai-nos valor e Dom da FORTALEZA!
Quando tentados, a fidelidade;
Na hesitação, a graça da firmeza!


5. Vinde, Espírito Santo, Omnisciente:
A nossa mente implora o Dom da CIÊNCIA,
P'ra conhecermos e para louvarmos
Vossos sinais e a vossa providência!


6. Vinde, Espírito Santo, Deus-Ternura!
Vós sois doçura: dai-nos a PIEDADE!
Ao Pai queremos ter amor de filhos;
Com os irmãos, viver em amizade!


7. Vinde, Espírito Santo, Deus-Amor:
Dai-nos TEMOR, o Dom da admiração!
Vossa presença faça a nossa vida
Estremecer de assombro e de emoção.

7 de maio de 2011

Diante da luz me arrependo

Diante de Ti, Senhor,
Que és a luz
Coloco as minhas trevas
Para que possa iluminá-las.

Só diante de Ti que és a luz
Vejo a minha fraqueza e pequenez.

Só diante de Ti
Reconheço as minhas divisões
E as desuniões que produzo.

Mas, Tu não estás dividido!

Por isso, me arrependo
Escutando o Teu desafio.
Por isso, me abro à novidade
Do Reino que inauguras
E que és Tu mesmo,
Como Palavra doada e dada pelo Pai.

Pe. JAC

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...