No blogue do meu companheiro de ministério JPCosta encontrei esta sugestão e gostei. Valeu a pena ter espicaçado... Com a devida licensa coloco aqui. É grande mas vale a pena
Proposta de leitura do livro Caroço de Azeitona de Erri de Luca... É um livro pequeno mas de grande densidade e profundidade... Partilho uma possível abordagem e a entrevista do autor...
Caroço de azeitona
Entre nós, chama-se Antigo Testamento a uma recolha de escrituras sagradas do povo hebreu. Na sua língua de origem aparece sob o título de Mikrà / leitura. Porque é esse o seu valor de uso, o de ser lida em alta voz na assembleia dos ritos, nos sábados, nas festas. E mesmo quando alguém a lê por conta própria, nos tempos livres, separado dos outros, a regra impõe que mova os lábios, que não leia só com os olhos. O corpo deve participar, respiração e lábios pelo menos, acompanham a viagem das palavras antigas, fazendo-se portadores destas.
O acontecer destas escrituras é a revelação: um Deus, único e solitário, fez o mundo por meio da sua voz primeiro, da luz em seguida. Extraiu-o do nada, cuidando, com a mesma atenção, do imenso infinito e da partícula.
Uma boa parte da humanidade não tem consciência de ter saído de Deus. Muito aflige o acto de confiança, antes do acto de fé. Permaneço, como não crente, alguém que passa pelas escrituras sagradas e não um residente. Desloco-me ao longo das linhas paralelas de um outro alfabeto, fechado entre vinte e duas letras dispostas entre o alef e o tau, que se lêem em direcção contrária à nossa, em páginas que se desfolham ao contrário. Passo sobre esta língua com o dedo e com as pestanas e dou-me conta do choque, do impacto que sofreu. Uma vontade de se revelar e agir dentro do mundo precipitou-se sobre uma língua de palavras descarnadas, hostil a todo o conceito abstracto. Precipita sobre vocábulos de três sílabas com o acento colocado sobre a última, e transmite-lhes a tarantela febril da sua incandescência. Os verbos, pela urgência, comandam a frase, abrindo-a antes do sujeito, antecipando-o, mesmo quando se trata de Deus. Todas as vezes que se lê na tradução: «E Deus disse», esteja-se certo que em hebraico é: «E disse Deus». Porque nesta vontade de revelação o dizer é mais importante e urgente do que o próprio facto de ser Deus a falar.
Toda a criação, e o fazer seguinte, e todo o fazer segundo, que é o dos homens, escrevem-se dando precedência à obra do verbo. «Escuta Israel», recita, lendo o livro entre nós chamado de Deuteronómio e pelos hebreus Devarìm / palavras, a principal oração hebraica. Escutar é a primeira urgência, o primeiro pedido.
Ler as escrituras sagradas é obedecer a uma precedência do escutar. Começo as minhas manhãs com um punhado de versículos, para que o meu dia tenha um fio condutor. Posso depois dispersar-me durante o resto das horas correndo atrás do que tenho para fazer. No entanto mantive para mim um penhor de palavras duras, um caroço de azeitona para andar a girar na boca.
Errio de Luca
De uma entrevista ao Público (Ípsilon) por António Morujo:
É verdade que começa o dia lendo versículos da Bíblia “para que o dia tenha um fio condutor”?
Acordo todos os dias estudando o hebraico antigo. Não sou crente. Tenho necessidade disso para despertar, como algo que acompanha o café, para forçar a caixa fechada do meu crânio.
Porquê esse fascínio pelo texto bíblico?
Porque aquele é o formato original do qual descende toda a nossa civilização religiosa. Para mim aquele é um texto obrigatório. E aproveito de maneira escandalosa do facto de só eu o conhecer. E de poder desmascarar todas as traduções péssimas, ruins e mal intencionadas. Aproveito o talento que tenho, mas o texto deveria ser conhecido por todos.
É nesse sentido que fala da Bíblia como um caroço de azeitona?
Sim. As palavras que lia de manhã, quando trabalhava como operário, tinha-as como companhia para todo o resto do dia. Remastigava-as no trabalho das obras e fazia como se fosse um caroço de azeitona que me ficava na boca.
Já traduziu vários livros da Bíblia, escreveu “Em Nome da Mãe”, uma das mais belas narrativas ficcionadas do nascimento de Jesus. Há um livro ou uma personagem da Bíblia de que goste mais?
José. Nenhum dos evangelhos diz que era velho, podemos imaginá-lo jovem, belo e enamorado.
O seu nome vem do verbo hebraico yasaf, que quer dizer acrescentar. Yosef, à letra, é aquele que acrescenta. E o que acrescenta ele? Para já, a sua fé. Ele acredita na versão da sua noiva, grávida mas não dele. Acrescenta a sua fé à fé da rapariga que tinha acolhido aquela notícia.
Acrescenta-se ainda como esposo daquela rapariga, impedindo assim a condenação à morte, porque ela, perante a lei, era adúltera. E acrescenta-se enquanto segundo pai daquela estranha criatura aparecida no meio deles, Jesus, Yeshu em hebraico. Ele contribui e muito para esta história. No evangelho não é tido em conta mas nesses nove meses deu um contributo enorme.
Dê um exemplo das más traduções da Bíblia de que falou.
No original hebraico, não está a condenação de Eva de parir com dor. A palavra hebraica é esforço, fadiga. Não é dor, porque ali não há intenção punitiva da divindade. Há apenas uma verificação.
Àqueles dois, que comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal e que se encontraram nus, diz: “Vocês tornaram-se outra coisa, não pertencem já a nenhuma espécie animal; nenhuma espécie animal sabe que está nua; aconteceu uma mudança total”.
Está dizendo que a facilidade, a agilidade de parto ou a naturalidade com que os animais têm os filhos não acontecerá mais. E Adão diz logo: “Maldita a terra.” Porquê, se a terra não lhe fez nada? Porque há outra verificação: Adão não se contentará com o fruto espontâneo, mas esforçará a terra, irá afadigá-la também com o seu suor, irá desfrutá-la para tirar o maior lucro. A terra será maldita por causa do esgotamento dos recursos.
Não há, então, um castigo?
Vê-se que não há intenção punitiva, porque logo a seguir a divindade faz vestes de peles para cobrir aqueles dois nus. Este é o gesto mais afectuoso.
A palavra hebraica que aqui é traduzida como dor, aparece outras cinco vezes: quatro nos Provérbios e uma nos Salmos. Cinco vezes em seis é traduzida como esforço e fadiga. Ali, metem na boca da divindade uma condenação. E sobre isto baseou-se toda a subordinação feminina, a culpa de Eva.
Publicou há pouco em Itália um livro com o título “Penúltimas Notícias sobre Jesus”. Que notícias são essas?
São todas tomadas das histórias do Novo Testamento, do evangelho. São penúltimas porque as últimas, as respeitantes ao seu regresso, ao cumprimento da promessa, essas estão em suspenso. O cristianismo vive num intervalo entre o anúncio do fim, feito por Jesus, e o cumprimento deste anúncio. São dois mil anos de intervalo, de tempo suplementar.
E quem é esse Jesus?
É um Jesus em carne e osso, um Jesus ainda vivo, que está um tempo na oficina de carpinteiro do seu pai, até começar a sua missão. Vive num território ocupado militarmente por uma nação hostil, a maior potência militar. E pode dizer “dai a César o que é de César”, porque nada naquela moeda tem poder sobre o mundo. Por isso, é uma figura em carne e osso. Um hebreu daquele tempo.
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26 de novembro de 2009
21 de outubro de 2009
Coitado de ti, ó saramago, a falar para os peixes!
Como partilha que tirei daqui
Um pouco de Bíblia, retalhada, cosida e interpretada ao gosto popular, uma pitada de teoria da conspiração, mais a Inquisição, inveja a Roma, anti-papismo primário, insinuações pornográficas, umas manchas de incesto e parricídio, mais histórias de seminário e crimes do Padre Amaro e eis que temos sucesso editorial garantido, de Dan Brown a Saramago. A receita vence desde o século XVIII. As pessoas gostam do sórdido, escaldam de entusiasmo com grandes mentiras, inebriam-se com o apedrejamento de tudo quanto inspire ordem, hierarquia e autoridade.
Espanta-me que muitos ainda se alvorocem com um sub-género que nunca reuniu predicados elementares de integridade, que se repete e daí não sai. Espanta-me também que Saramago, em vez de Caim, não escolhesse a figura de Onan, mais conforme a expectativa de quem o lê.
Tanta indignação contra Saramago e tanta invectiva e desabafo acabam, como pedem as regras do mercado, por atrair clientes. Ora, tenho a certeza absoluta que nove em dez daqueles que compraram o Evangelho segundo Jesus Cristo o não leram e aqueles restantes que o fizeram não compreenderam coisa alguma. A obra é ilegível e deixa de ter piada a partir da segunda página, pois da abolição das regras de pontuação nascem o caos intelectivo, enunciativo e dialógico, que juntos, permitem a fruição de um texto, literário ou não. Mutatis mutandis, escrevam uma receita culinária sem virgulas, pontos finais e parágrafos e provocarão grandes indisposições que terminarão numa consulta de gastroenterologia. Assim é a obra de Saramago, sem tirar.
Depois, Saramago sofre de monomania religiosa, de doença da santidade invertida. Se literariamente é hoje um zero, também não possuiu qualquer autoridade em "Ciências da Bíblia". É um amador e como todos os amadores possui atevimento proporcional à ignorância. Tenho a absoluta certeza que o homem não sabe uma palavra em latim, nunca leu um tratado de apologética e desconhece coisa tão elementar como a Enciclopédia Católica. Depois, por tudo o que vai dizendo - deixai falar um ignorante, pois nunca devemos impedir um tolo de se enredar nas suas próprias palavras - parece confundir Teologia, Bíblia e História Eclesiástica. Se, em vez de o atacarem, o confrontassem com o seu [des]conhecimento, melhor serviço fariam. Infelizmente, parece haver uma lei de ouro nestas lutas sem interesse e sem consequência.
Saramago vai voltar a escrever sobre o tema. Está a queimar inutilmente os últimos dias da sua passagem por esta vida escrevendo coisas votadas ao esquecimento. É uma pena, pois se o Memorial tinha o seu quê de curioso e o Levantados do Chão ecoava o que de humano havia no Neorealejo, estas coisas são, como o foram os panfletos de Oitocentos, mero lixo doméstico.
Miguel Castelo Branco
Outros textos para ler
Mau costume, Joaquim Franco
26 de setembro de 2009
Papa na República Checa
Na igreja de Nossa Senhora das Vitórias, em Praga, na República Checa, o Papa Bento XVI coroou a famosa estátua do Menino Jesus. Nesta ocasião, o Papa Bento XVI rezou a seguinte oração:
Ó meu Senhor Jesus,
contemplamos-te menino
e cremos que és o Filho de Deus,
que se fez homem
no seio da Virgem Maria,
por obra do Espírito Santo.
Tal como em Belém,
também nós, com Maria, José,
os anjos e os pastores,
te adoramos e te reconhecemos
como nosso único Salvador.
Fizeste-te pobre
para nos enriqueceres com a tua pobreza.
Concede-nos que nunca esqueçamos os pobres
nem todos quantos sofrem.
Protege as nossas famílias,
abençoa todas as crianças do mundo,
e faz com que o amor que nos trouxeste
possa sempre reinar entre nós
e conduzir-nos a uma vida mais feliz.
Faz, ó Menino Jesus, com que todos
possam reconhecer a verdade do teu nascimento,
para que possam saber
que vieste para trazer
a toda a família humana
luz, alegria e paz.
Tu és Deus e vives e reinas
com o Deus Pai
na unidade do Espírito Santo,
um só Deus, por todos os séculos dos séculos.
Ámen.
11 de setembro de 2009
Gabinetes de imprensa na Igreja são urgência e mais-valia

Apelos do porta-voz da Santa Sé em Fátima
O director da Sala de imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, disse na abertura das Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais que «os media podem ser traiçoeiros: criam facilmente os seus protagonistas e depois desembaraçam-se deles em pouco tempo, ou tornam-nos prisioneiros do tipo de imagem que produziram deles».
O porta-voz do Vaticano falou sobre o lugar dos Gabinetes de imprensa nas estruturas da Igreja, a partir da sua experiência ao serviço de Bento XVI. Na sua prelecção sublinhou que «nós não somos propagandistas políticos, defensores de interesses particulares, ou simples profissionais do jornalismo. Somos, em primeiro lugar, crentes e cristãos. O que mais nos interessa é que o Evangelho de Jesus Cristo seja conhecido e compreendido através da palavra e do testemunho da Igreja. Se isso não acontece, perdemos tempo».
Federico Lombardi dividiu a sua conferência em dez proposições. Em relação ao Magistério da Igreja sobre os instrumentos de comunicação social realça que este «foi sempre positivo, desde o seu início; embora prudente e realista quanto às possíveis ambiguidades e aos riscos, encarou-os sempre como instrumentos úteis para o anúncio do Evangelho em âmbitos muito vastos, superiores àqueles que cada um de nós pode alcançar através do contacto directo com as pessoas».
Na proposição sobre as características que este serviço deve ter, o jesuíta salientou que «nunca devemos deixar de insistir no uso de uma linguagem clara, simples e compreensível, não demasiado abstracta e complicada, ou técnica». A rapidez da informação é outro alerta deixado pelo porta-voz do Vaticano: «É oportuno estar disponíveis e responder – pessoalmente ou através de uma pessoa delegada – quando nos procuram pelo telefone ou por e-mail». E completa: «Quanto mais cedo se der a resposta ou a informação correcta, melhor. Em geral, se formos capazes, é melhor sermos nós a orientar a informação, dando-a nós primeiro, do que correr atrás de uma informação incorrecta».
Ajudar
a que o Evangelho
chegue às pessoas
Promovidas pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja e a decorrer no Seminário do Verbo Divino, em Fátima, estas jornadas contam com a presença de vários conferencistas para abordar a temática dos gabinetes de imprensa na igreja.
O responsável por um Gabinete de comunicações sociais é «um animador e promotor de comunicação, alguém que ajuda a estar atento e a compreender a mudança da cultura e das tecnologias de comunicação para que o Evangelho possa chegar de modo novo às pessoas do nosso tempo», frisou o porta-voz da Santa Sé. E acentua: «Devemos também aproximar a instituição, ou a pessoa, que representamos do mundo da comunicação social, ajudá-las a exprimir-se de modo adequado, a fazer passar as suas mensagens através dos instrumentos apropriados».
Perante esta realidade, o padre Federico Lombardi sublinha que o ideal é que sejamos nós a «conduzir o jogo da comunicação, criando as ocasiões propícias e lançando as mensagens que temos a peito, e não nos tornarmos nós objecto do jogo dos media».
Saber manter
a virtude da discrição
No serviço da instituição é «importante saber cultivar a virtude da discrição», para dizer as coisas quando devem ser ditas, resistindo à tentação de as antecipar. E observou: «Se houver coisas realmente confidenciais, que, por bons motivos, não devem ser postas em público, não se devem revelar, no limite, nem sequer aos amigos». No mundo actual, «a discrição não existe ou não é considerada um valor, e não nos podemos queixar se circularem notícias que fomos nós próprios a dar».
Quem trabalha num Gabinete para as comunicações sociais «não tem de imediato, e em primeiro lugar, uma tarefa de comunicação destinada a um vasto público, mas um dever de comunicação para comunicadores sociais, que, por sua vez – por etapas sucessivas – atingem o público mais vasto».
A sua vasta experiência nesta área indica que «não devemos partir do pressuposto que os jornalistas são insidiosos ou mal intencionados». «Devemos ter consciência de que há jornalistas de todas as tendências e atitudes e que temos de procurar dar a cada um uma ajuda para ele dar um passo na direcção certa: da nossa parte, pô-los em condições de poderem fazer uma boa informação, se estiverem dispostos a isso». Para que a credibilidade seja um ponto deste trabalho, o porta-voz do Vaticano deixa um alerta: «Dar a todos o mesmo texto, ao mesmo tempo, manifestando para com todos eles o mesmo respeito pelo seu trabalho».
Na última tese do seu discurso, o director da Sala de imprensa da Santa Sé realça que o tempo actual abre muitas possibilidades à comunicação eclesial. «Não devemos ter uma visão demasiado centralista da Igreja: devemos equilibrar a universalidade com a capacidade criativa local. Devemos ser capazes de encorajar as iniciativas locais, saber fazer circular as experiências positivas e partilhá-las, procurar coordenar e integrar as contribuições para a comunicação dos diferentes níveis, mas valorizando as contribuições informativas e comunicativas que a Igreja universal nos oferece».
Diário do Minho/Ecclesia/Lusa
9 de setembro de 2009
Voto dos cristãos não é condicionado pela Igreja
Bispos apelam aos valores cristãos
A Igreja não dá orientação de votos eleitorais, mas pede aos cristãos que reflictam nos seus valores e na sua consciência cristã e votem em consonância. O apelo foi deixado ontem, em Fátima, pelo padre Manuel Morujão, no final da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Recordou a nota “O direito e o dever de votar”, o padre Manuel Morujão frisou ser um dever votar nas eleições, mas aponta a necessidade de «se votar segundo a consciência». «Seria uma contradição acreditar em valores familiares, matrimoniais, da moral, da ética, na economia, e na urna votar contrariamente à própria consciência».
Em fase de pré-campanha eleitoral, os partidos políticos apresentaram já os programas que levarão a sufrágio. O porta-voz da CEP indica que os eleitores, «olhando para os programas podem perceber em quem votar».
«Não se trata de votar na direita, na esquerda ou ao centro, mas de votar segundo um programa e os seus correspondentes valores, sendo coerente até ao fim».
Sem avaliar a evolução do debate eleitoral, o jesuíta sublinha ser importante a «consciência cristã, mesmo de qualquer cidadão de boa vontade, perceber se os mais desprotegidos são privilegiados, se os valores éticos, nomeadamente a defesa do casamento e da família, são defendidos nos debates».
Na agenda do Conselho Permanente esteve ainda a preparação da Assembleia Plenária da CEP, agendada os dias 9 a 12 de Novembro. Em causa, na Assembleia, estará a análise da pastoral da Igreja em Portugal. O porta-voz adianta que os bispos vão repensar a pastoral de forma a torná-la «mais organizada e unificada».
Desta reunião saiu também a informação de que a Comissão Episcopal das Missões, dirigida por D. António Couto, prepara um documento sobre a «dimensão missionária da Igreja» e que a CEP prepara ainda um texto sobre «o compromisso dos leigos na vida da Igreja e do mundo».
Em Outubro, a CEP inicia um serviço de “clipping”. «São recortes diários da imprensa diária que vamos enviar a todas as dioceses para que a Igreja se sinta em diálogo com o mundo e perceba o palpitar da vida do mundo para que também adeqúe as suas respostas ao mundo actual».
A Igreja não dá orientação de votos eleitorais, mas pede aos cristãos que reflictam nos seus valores e na sua consciência cristã e votem em consonância. O apelo foi deixado ontem, em Fátima, pelo padre Manuel Morujão, no final da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Recordou a nota “O direito e o dever de votar”, o padre Manuel Morujão frisou ser um dever votar nas eleições, mas aponta a necessidade de «se votar segundo a consciência». «Seria uma contradição acreditar em valores familiares, matrimoniais, da moral, da ética, na economia, e na urna votar contrariamente à própria consciência».
Em fase de pré-campanha eleitoral, os partidos políticos apresentaram já os programas que levarão a sufrágio. O porta-voz da CEP indica que os eleitores, «olhando para os programas podem perceber em quem votar».
«Não se trata de votar na direita, na esquerda ou ao centro, mas de votar segundo um programa e os seus correspondentes valores, sendo coerente até ao fim».
Sem avaliar a evolução do debate eleitoral, o jesuíta sublinha ser importante a «consciência cristã, mesmo de qualquer cidadão de boa vontade, perceber se os mais desprotegidos são privilegiados, se os valores éticos, nomeadamente a defesa do casamento e da família, são defendidos nos debates».
Na agenda do Conselho Permanente esteve ainda a preparação da Assembleia Plenária da CEP, agendada os dias 9 a 12 de Novembro. Em causa, na Assembleia, estará a análise da pastoral da Igreja em Portugal. O porta-voz adianta que os bispos vão repensar a pastoral de forma a torná-la «mais organizada e unificada».
Desta reunião saiu também a informação de que a Comissão Episcopal das Missões, dirigida por D. António Couto, prepara um documento sobre a «dimensão missionária da Igreja» e que a CEP prepara ainda um texto sobre «o compromisso dos leigos na vida da Igreja e do mundo».
Em Outubro, a CEP inicia um serviço de “clipping”. «São recortes diários da imprensa diária que vamos enviar a todas as dioceses para que a Igreja se sinta em diálogo com o mundo e perceba o palpitar da vida do mundo para que também adeqúe as suas respostas ao mundo actual».
14 de agosto de 2009
Arcebispo quer Igreja a combater males sociais

S. Bento da Porta Aberta recebe estes dias milhares de peregrinos
O Arcebispo de Braga pediu uma Igreja que seja capaz de combater com ousadia os «males da sociedade», uma vez que os cristãos, mantendo uma atitude de humildade e serviço, têm um papel determinante na transformação do mundo. Falando, ontem, em S. Bento da Porta Aberta, D. Jorge Ortiga relembrou quatro «caminhos ou aspectos da missão da Igreja» nos tempos que correm, e não esqueceu os emigrantes, em plena Semana das Migrações, e também o Ano Sacerdotal.
Na missa solene da romaria de S. Bento, o Arcebispo apontou que a missão da Igreja passa por «sair de si» e por «ir para fora» a fim de servir a sociedade. «Servir a sociedade significa que é preciso reconhecer o mal que há nela e combate-lo, mas também reconhecer as sementes de bem que existem nela, e que são fermento para a transformação do mundo», defendeu.
«A Igreja é contra o pessimismo e aberta à esperança e, por isso, não desiste da sua missão», disse, destacando que «as coisas podem ser diferentes», e que «a Igreja tem um papel importante no combate dos males sociais.
Num santuário apinhado com várias centenas de pessoas, o prelado acentuou que, em relação à missão da Igreja nos tempos actuais, sacerdotes e leigos são chamados a anunciar o Evangelho, com a consciência de que são simultaneamente destinatários e transmissores na mesma Palavra.
Depois, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), acompanhado por dois cónegos, Fernando Monteiro e José Marques, e três sacerdotes, denunciou que «o grande problema da sociedade actual é a ausência de Deus», sublinhando que «é o Homem que coloca Deus de lado». Para combater esta tendência, o Arcebispo defende que os «crentes devem fazer uma experiência pessoal com Deus», criando «verdadeira intimidade por meio da oração e dos sacramentos».
D. Jorge Ortiga, relevando a necessidade de intimidade com Deus, garantiu que «a religião não é nem pode ser uma mera tradição ou uma repetição de costumes», mas sim intimidade e comunhão, porque «até os cristãos correm o risco de falar de Deus e de viver sem Deus».
Aos peregrinos e devotos presentes, o prelado recordou ainda que outro caminho da missão da Igreja hoje é a «comunhão fraterna». A partir da etimologia de «abade» - tal como o foi S. Bento – D. Jorge Ortiga sentenciou que «é possível viver a diversidade e a diferença, com harmonia e concórdia».
Emigrantes lembrados
Logo no início da solene celebração eucarística no novo santuário de S. Bento, D. Jorge Ortiga referiu-se aos emigrantes, concretamente aos que se encontravam na assembleia litúrgica.
Depois de uma palavra de «afectuosa saudação», o presidente da CEP destacou que os santuários ou os lugares de culto são para os emigrantes como que uma «recordação» da nacionalidade, mas simultaneamente lugares onde podem escutar a voz de Deus.
D. Jorge Ortiga não esqueceu, também, o Ano Sacerdotal e à luz do exemplo de vida de S. Bento rezou para que padres e leigos se deixem apaixonar cada vez mais por Cristo e pela Palavra e edifiquem a Igreja querida por Deus.
Amortizar as dívidas
Entretanto, à margem da celebração, o cónego Fernando Monteiro, presidente da Comissão Administrativa da Confraria de S. Bento da Porta Aberta, referiu que actualmente a instituição não tem projectos estruturais em curso. «Estamos numa fase de amortização de dívidas que foram assumidas para a construção do novo santuário» disse o capitular ao Diário do Minho.
Peregrinos
nos Primeiros Socorros
Nos últimos dias, o Posto de Atendimento e Primeiros Socorros de S. Bento da Porta Aberta recebeu várias centenas de peregrinos debilitados pelo cansaço de uma longa caminhada.
Os responsáveis da Delegação da Cruz Vermelha de Rio Caldo listaram mais de 200 atendimentos só desde o dia 10, primeiro dia da romaria a S. Bento, que termina amanhã.
Segundo os socorristas, as principais maleitas são bolhas nos pés e queixas ao nível dos músculos, para além de algumas lesões nas articulações dos membros inferiores.
3 de agosto de 2009
Cristãos queimados vivos no Paquistão
Horror no Paquistão: sete cristãos, entre os quais uma criança e quatro mulheres, foram queimados vivos por um grupo de fundamentalistas islâmicos nas proximidades de Gojra, província de Punjab. Outras 18 pessoas ficaram feridas durante o incêndio de mais de 50 casas causado por uma multidão de muçulmanos que protestavam pela suposta profanação de um exemplar do Alcorão.
O facto ocorreu anteontem na cidade de Gojra, que sofre com a violência religiosa desde quinta-feira, dia em que, segundo os muçulmanos, vários cristãos profanaram uma cópia do Alcorão. «Alguns muçulmanos locais acusaram Talib Masih, Mukhtar Masih e Imran Masih de queimar o Alcorão. Os acusados negaram veementemente o facto, mas uma multidão de muçulmanos irados queimou várias casas de cristãos», denunciou em comunicado a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão.
Segundo fontes citadas pela imprensa local, a maior parte dos actos violentos foi cometida por jovens que tinham os rostos cobertos com lenços e começaram a lançar gasolina contra as casas. A maioria dos moradores da colónia conseguiu escapar e colocar-se a salvo, mas pelo menos sete pessoas ficaram presas devido às chamas e morreram queimadas.
A Polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, e vários funcionários acudiram pouco depois ao local para convencer os líderes religiosos que pusessem fim aos protestos.
Segundo a Comissão Nacional de Justiça e Paz, organismo da Igreja Católica paquistanesa, estes ataques são frequentes em Punjab e são quase sempre ligados a falsas acusações de blasfémia.
Rádio Vaticano
O facto ocorreu anteontem na cidade de Gojra, que sofre com a violência religiosa desde quinta-feira, dia em que, segundo os muçulmanos, vários cristãos profanaram uma cópia do Alcorão. «Alguns muçulmanos locais acusaram Talib Masih, Mukhtar Masih e Imran Masih de queimar o Alcorão. Os acusados negaram veementemente o facto, mas uma multidão de muçulmanos irados queimou várias casas de cristãos», denunciou em comunicado a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão.
Segundo fontes citadas pela imprensa local, a maior parte dos actos violentos foi cometida por jovens que tinham os rostos cobertos com lenços e começaram a lançar gasolina contra as casas. A maioria dos moradores da colónia conseguiu escapar e colocar-se a salvo, mas pelo menos sete pessoas ficaram presas devido às chamas e morreram queimadas.
A Polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, e vários funcionários acudiram pouco depois ao local para convencer os líderes religiosos que pusessem fim aos protestos.
Segundo a Comissão Nacional de Justiça e Paz, organismo da Igreja Católica paquistanesa, estes ataques são frequentes em Punjab e são quase sempre ligados a falsas acusações de blasfémia.
Rádio Vaticano
2 de agosto de 2009
Curso Teológico-Pastoral ultrapassa limites da diocese
Faculdade de Teologia continua a formar ao nível da fé cristã
A Faculdade de Teologia de Braga continua este ano a proporcionar outras formações que apesar de não conferirem grau académico permitem a quem as frequenta a aquisição de conhecimentos ao nível dos principais conteúdos da fé cristã. São três as iniciativas desenvolvidas há já alguns anos em Braga: o Curso Teológico-Pastoral, a Formação Teológica Avançada e Média (Programa Sénior) e a Teologia Revisitada (Formação Permanente do Clero).
O Curso Teológico-Pastoral que a Faculdade de Teologia tem vindo a promover em diversos arciprestados da Arquidiocese de Braga mantém o mesmo esquema, possibilitando inscrições novas no início de cada semestre.
João Duque revelou que a intenção deste ano é abrir um pólo de formação em Fafe, com participação de Cabeceiras de Basto, de Celorico de Basto e de Mondim de Basto (ainda que esta última já esteja fora dos limites da Arquidiocese).
Recorde-se que esta formação com extensão universitária não confere qualquer grau académico e tem uma duração de três anos.
A Formação Teológica Avançada e Média (Programa Sénior) destina-se a alunos ouvintes sem conferir grau académico e continua nos moldes dos anos anteriores. Está estruturada em três anos e aborda os principais conteúdos da fé cristã. A leccionação decorre normalmente na parte da manhã.
Finalmente a Formação do Clero (Teologia Revisitada) segue adiante, uma vez que no último ano lectivo teve uma frequência regular, ao longo dos dois semestres, de cerca de 20 sacerdotes, da Arquidiocese de Braga e da Diocese de Viana do Castelo.
Além destas, João Duque garantiu que se mantêm as ofertas do ano passado ao nível da Administração Paroquial, Cristianismo Social e Família.
Faculdades da UCP-Braga leccionam primeiro doutoramento em religião
Teologia, Filosofia e Ciências Sociais unidas em projecto piloto
“Estudos da Religião” é a designação de um curso de doutoramento que vai ser leccionado através de um projecto piloto que junta as Faculdades de Teologia, de Filosofia e de Ciências Sociais, do Centro Regional de Braga, da Universidade Católica Portuguesa (UCP). A informação, avançada ao Diário do Minho por João Duque, refere ainda que se trata do primeiro doutoramento na área em Portugal, embora esta seja uma área científica muito comum no estrangeiro.
Os objectivos desta leccionação, que tem as inscrições abertas na secretaria da Faculdade de Filosofia, passam por porporcionar um contexto adequado para uma investigação multidisciplinar sobre o fenómeno religioso. Além disso, as três faculdades de Braga da UCP pretendem potenciar uma abordagem interdisciplinar do fenómeno religioso e proporcionar formação altamente qualificada.
Segundo a informação enviada ao DM, a leccionação da parte curricular terá lugar às sextas-feiras à noite e sábados de manhã, sendo que ocorrerá em dois semestres que abordarão temas como História das religiões nos mundos clássicos e lusófonos, Religião no pensamento e na literatura lusófonos, Pensamento pós-secular, Religião e violência, (Des)Encontros contemporâneos entre religião e ciência, Religião e tolerância: desafio educativo, Religiosidades contemporâneas: aproximações psico-sociológicas e Religião, multiculturalidade e laicidade. Depois, os restantes semestres destinam-se à elaboração da dissertação e ao respectivo seminário de acompanhamento.
Para leccionar o novo doutoramento sobre religião, as três faculdades contam com um vasto leque de docentes composto por um catedrático (Pio Alves de Sousa), um com provas de agregação prestadas (José da Silva Lima) e vários professores associados, auxiliares e assistentes das três faculdades bracarenses da UCP: Alfredo Dinis, Manuel Sumares, João Duque, José Gama, Isabel Varanda, António de Sousa Fernandes, José Paulo Abreu, José Carlos de Miranda, José Martins, José Dias Costa, Joaquim Machado, Diana Vallescar, Fabrizia Raguso e Joaquim Félix de Carvalho.
Grupo de investigação
sobre situação religiosa
no Norte do País
Entretanto, na Faculdade de Teologia de Braga, as novidades para o próximo anos lectivo não se ficam por aqui. Como já tinha sido anunciado há alguns meses, vai começar também uma especialização em Teologia Pastoral/Prática.
Esta nova formação pode conferir, conforme a frequência do curso, o doutoramento em Teologia Pastoral (frequência completa de oito semestres com a apresentação de tese de doutoramento), ou pode conferir licenciatura canónica ou o grau de mestrado especializado em Teologia Pastoral (frequência da parte curricular com elaboração de dissertação intermédia, no final do 4.º semestre).
Segundo o director adjunto da Faculdade de Teologia pretende-se impulsionar o desenvolvimento desta área, especificamente em Braga. João Duque sublinha ainda que um dos objectivos no novo curso é a criação de um grupo de investigadores para analisar a situação sócio-religiosa na região norte do País.
8 de abril de 2009
Igreja e sociedade devem respeitar pessoas deficientes
APACI celebrou Páscoa na matriz de Barcelos
A Igreja e sociedade em geral devem estar atentas e educadas para o respeito da diferença e para a integração social de pessoas portadoras de deficiência. Foi desta forma que o padre Abílio Cardoso – recentemente nomeado monsenhor – conclui a celebração pascal da Associação de Pais e Amigos de Crianças Inadaptadas (APACI), uma instituição que celebrou ontem 31 anos de existência como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).
Na igreja matriz de Barcelos, pouco antes de terminar a celebração, o também Prior da Colegiada desafiou a instituição a participar com alguma regularidade – «uma vez por mês», disse em concreto – numa Eucaristia da comunidade paroquial com a finalidade de ir educando quer a Igreja quer a sociedade civil para a atenção e o respeito a ter em relação às pessoas portadoras de deficiência.
Elogiando e ressalvando o trabalho que a instituição faz com os utentes, o monsenhor Abílio Cardoso deu o mote aos presentes para cantar os parabéns à instituição barcelense, fundada por Maria Eduarda Rego, actual presidente, e por Abílio Araújo, entretanto falecido.
Ao Diário do Minho a presidente da instituição falou do sonho futuro da APACI e que passa pela construção de uma casa para acolher 24 utentes. A instituição vai apresentar uma candidatura ao Programa Operacional do Potencial Humano (POPH) para que a construção dessa infra-estrutura que ficará sediada em S. Veríssimo (Barcelos) e para a qual já existe projecto e o apoio assumido da autarquia chefiada por Fernando Reis.
Maria Eduarda Rego revelou ainda que a APACI pretende fazer a reintegração de crianças e jovens deficientes e trabalhar pela dignificação dessas pessoas e suas famílias. Com 200 utentes, esta IPSS tem diversas valências como Intervenção Precoce, Ensino Especial, Ensino Profissional, Centro de Recursos, Centro de Actividades Ocupacionais, Unidade Residencial e Apoio Domiciliário.
Celebração animada
em igreja cheia
A celebração pascal da APACI foi animada e com igreja cheia, contando com a ajuda do coro da própria instituição na dinamização dos cânticos. Também o monsenhor Abílio Cardoso se uniu ao espírito festivo da celebração e, na homilia, deslocou-se até junto da assembleia para, de uma forma dialogada, extrair das leituras da missa uma mensagem concreta para os presentes.
O Prior de Barcelos começou por despertar a atenção da assembleia para o que verdadeiramente conta na Páscoa. Depois de as crianças e jovens terem chegado a Jesus o sacerdote atirou: «pois as amêndoas, as campainhas, as festas e os foguetes são importantes, mas estão em função de Cristo, que é o centro».
Dando o “salto da fé” para a ressurreição defendeu: «Jesus foi traído e entregue na noite das trevas e da morte, e com a sua ressurreição faz-se dia e alegria para todos».
Aos pais e familiares das crianças e jovens utentes da APACI pediu que continuem a amar os seus filhos e a quere-los com o mesmo amor e predilecção que Deus, em Jesus, os quer.
«O Evangelho faz-nos olhar para todos como irmãos. Ainda com mais sentimento e mais fervor quando esse outro é mais frágil, mais dependente e mais necessitado», concluiu.
29 de março de 2009
Alcoolismo juvenil deve entrar na agenda da Pastoral Familiar
Arcebispo de Braga pediu atenção à educação sexual
O Arcebispo de Braga defendeu ontem que o problema do aumento do consumo de álcool entre os jovens portugueses deve figurar na agenda de trabalho das equipas de Pastoral Familiar e também da Igreja. Do mesmo modo, para D. Jorge Ortiga a questão actual da educação sexual nas escolas merece por parte dos agentes que trabalham em prol da família atenção e discernimento.
O responsável máximo da Arquidiocese de Braga falava ontem numa reunião com os responsáveis dos movimentos ligados à Pastoral da Família e enumerou três âmbitos de acção em que essas associações podem e devem apostar. Os ataques à instituição familiar continuam de muitos lados, uns mais dissimulados que outros e, nessa linha, a Igreja deve dar uma resposta efectiva aos problemas reais das famílias.
As recentes notícias que dão conta do aumento significativo no consumo de álcool entre os jovens portugueses preocupam o prelado bracarense. Por isso, a questão deve ser olhada de frente e a Igreja não se pode alhear a esse problema.
A par deste, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa colocou os problemas que podem advir da aplicação da lei da educação sexual nas escolas concretamente da falta de qualidade de manuais que podem vir a ser utilizados na disciplina. «Tive oportunidade de olhar alguns livros que poderão ser usados na disciplina e o panorama não é muito animador», afirmou D. Jorge Ortiga.
Com uma carga horária mínima de 12 horas por ano lectivo nos ensinos básico e secundário, a educação sexual dos filhos é, para o Arcebispo de Braga, uma questão à qual os pais não se podem demitir, correndo-se o risco de os danos serem graves.
D. Jorge Ortiga apontou ainda o projecto que a Arquidiocese quer levar a cabo e que tem a ver com a construção da Casa Alavanca destinada a «levantar» aqueles que, por variados motivos, experimentam carências sociais. Destacando a necessidade de estar atento aos que sofrem privações e que, por dificuldades económicas próprias do tempo de crise, não têm uma vida condigna, o Arcebispo Primaz afirmou que a nova estrutura não se destina apenas à cidade de Braga, mas estará ao serviço de toda a Arquidiocese. Por isso mesmo é que uma parte do Contributo Penitencial deste ano se destina a essa causa.
Em jeito de balanço, D. Jorge Ortiga disse aos presentes que já foram feitas coisas boas para as famílias, particularmente durante o último triénio pastoral dedicado à família, como por exemplo a criação do CAFVida. Contudo, o caminho não está acabado e, por isso, é necessário continuar. «É a partir das famílias que a Igreja trabalha com as famílias», disse o Arcebispo.
Recordando o trabalho feito por leigos que viu durante os dias da recente visita a Angola, representando junto do Papa os bispos portugueses, D. Jorge Ortiga pediu um compromisso reforçado aos elementos da Pastoral Familiar da Arquidiocese.
Este ano não se celebra
Dia Arquidiocesano da Família
A reunião começou com uma oração/meditação orientada pelo assistente, padre Domingos Paulo Oliveira, que também deu conta do trabalho desenvolvido pelo CAFVida nos dois anos de existência. O também pároco da Sé e de S. João de Souto, com o cónego Manuel Joaquim Costa, referiu ainda o CAF de Ribeirão e falou das conversações que estão em curso para a criação destes centros em Guimarães e em Vila do Conde.
Nos assuntos abordados o destaque vai para a celebração do Dia Arquidiocesano da Família que este ano, por coincidir com a celebração dos 50 anos da inauguração do monumento a Cristo Rei, em Almada, não se vai realizar. A este respeito, o prelado pediu a mobilização de toda a Arquidiocese para participar numa celebração de alcance nacional, junto ao Rio Tejo, que vai decorrer no dia 17 de Maio, pelas 16h00, e que conta com a presença do cardeal José Saraiva Martins, como legado papal.
A VII Jornada da Família, que terá lugar no dia 16 de Maio, também está a ser preparada. “A família e a Palavra” é o tema deste ano, que se divide em duas vertentes: “A família em comunicação” e “A família formada pela Palavra”.
A reunião que decorreu no Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese serviu ainda para se apresentarem as actividades desenvolvidas pelas equipas de Pastoral Familiar, particularmente as dificuldades e os anseios.
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24 de março de 2009
As "polémicas" afirmações papais ou "A polémica do latex"
Desmorona-se um mundo inteiro! O Papa disse que o preservativo não é solução para o problema da Sida. Percebo e tolero as opiniões oponentes. Mas é mentira o que disse o Papa?
Continue a ler o que encontrei num blogue que sigo:
Continue a ler o que encontrei num blogue que sigo:
Em entrevista ao National Review, Edward C. Green, diretor do Projeto de Pesquisa em Prevenção da AIDS da Universidade de Harvard, afirmou que as "controversas" afirmações feitas pelo Papa Bento XVI sobre o uso de preservativos estão corretas.
"O Papa está certo", disse "ou para ser mais preciso, as melhores evidências que temos confirmam as palavras do Papa". Ele destaca que "os preservativos têm-se provado ineficientes 'num nível populacional'".
"Existe," acrescenta Green "uma associação consistente demonstrada pelos nossos melhores estudos, incluindo as 'Pesquisas Demográficas de Saúde', financiadas pelos EUA, entre uma maior disponibilidade e uso de preservativos e uma taxa superior (não inferior) de infecção pelo HIV. Isto pode ocorrer devido em parte a um fenómeno conhecido como 'compensação de risco', o que significa que quando se utiliza uma 'tecnologia' de redução de risco, tais como preservativos, algumas vezes perde-se o benefício (redução de risco), por 'compensação', ou seja, por que passam a ocorrer mais oportunidades do que se teria sem a tecnologia de redução de risco".
Green acrescentou: "Também constatamos o que foi afirmado pelo Papa, a 'monogamia' é a única resposta positiva para a AIDS na África, ao contrário da 'abstinência'. A melhor e mais recente evidência empírica mostra que a redução de parceiros sexuais múltiplos e concorrentes é, isoladamente, a mais importante mudança de comportamento que pode ser associada com uma redução na taxa de infecção pelo HIV."
Green dá ainda notícias animadoras, o Papa não está só. "Mais e mais especialistas em AIDS estão aderindo a isto. Os dois países com a pior epidemia de HIV, Suazilândia e Botsuana, ambos lançaram campanhas para desencorajar parceiros múltiplos e concorrentes, e incentivar a fidelidade."
Um livro apresentado no site da sua unidade de pesquisa, em que Green aponta lições da luta contra a AIDS nos países em desenvolvimento, explica:
«As soluções médicas financiadas principalmente por grandes doadores têm tido um impacto pequeno na África, o continente mais duramente atingido pela AIDS. Ao contrário, é uma mudança de comportamento relativamente simples e de baixo custo - acentuando o crescimento da monogamia e o atraso da iniciação sexual entre os jovens - que têm resultado nos maiores avanços na luta contra a AIDS e na redução de sua extensão.»
"O Papa está certo", disse "ou para ser mais preciso, as melhores evidências que temos confirmam as palavras do Papa". Ele destaca que "os preservativos têm-se provado ineficientes 'num nível populacional'".
"Existe," acrescenta Green "uma associação consistente demonstrada pelos nossos melhores estudos, incluindo as 'Pesquisas Demográficas de Saúde', financiadas pelos EUA, entre uma maior disponibilidade e uso de preservativos e uma taxa superior (não inferior) de infecção pelo HIV. Isto pode ocorrer devido em parte a um fenómeno conhecido como 'compensação de risco', o que significa que quando se utiliza uma 'tecnologia' de redução de risco, tais como preservativos, algumas vezes perde-se o benefício (redução de risco), por 'compensação', ou seja, por que passam a ocorrer mais oportunidades do que se teria sem a tecnologia de redução de risco".
Green acrescentou: "Também constatamos o que foi afirmado pelo Papa, a 'monogamia' é a única resposta positiva para a AIDS na África, ao contrário da 'abstinência'. A melhor e mais recente evidência empírica mostra que a redução de parceiros sexuais múltiplos e concorrentes é, isoladamente, a mais importante mudança de comportamento que pode ser associada com uma redução na taxa de infecção pelo HIV."
Green dá ainda notícias animadoras, o Papa não está só. "Mais e mais especialistas em AIDS estão aderindo a isto. Os dois países com a pior epidemia de HIV, Suazilândia e Botsuana, ambos lançaram campanhas para desencorajar parceiros múltiplos e concorrentes, e incentivar a fidelidade."
Um livro apresentado no site da sua unidade de pesquisa, em que Green aponta lições da luta contra a AIDS nos países em desenvolvimento, explica:
«As soluções médicas financiadas principalmente por grandes doadores têm tido um impacto pequeno na África, o continente mais duramente atingido pela AIDS. Ao contrário, é uma mudança de comportamento relativamente simples e de baixo custo - acentuando o crescimento da monogamia e o atraso da iniciação sexual entre os jovens - que têm resultado nos maiores avanços na luta contra a AIDS e na redução de sua extensão.»
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6 de fevereiro de 2009
28 de janeiro de 2009
Simpósio sobre Religião e Ciência
Religião deve estar mais aberta
aos desenvolvimentos científicos
A religião na actualidade, apesar dos muitos limites existentes, deve mais aberta aos desenvolvimentos científicos e, com isso, colocar-se numa atitude de respeito e diálogo com os diversos campos do saber científico, concretamente com a Biologia, a Genética e as Neurociências. Foi esta a posição defendida por José Queiroz da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), no Simpósio de Filosofia da Religião e Ciências da Religião, organizado pelo Mestrado/Doutoramento em Filosofia da Religião da Faculdade de Filosofia (FacFil) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e o Grupo Pós-Religare daquela instituição brasileira.
Numa conferência intitulada “Deus e a espiritualidade sob olhares científicos pós-modernos: limites e possibilidades da nova Biologia, da Genética e da Neurociência no campo da(s) Ciência(s) da Religião”, o docente defendeu a tese da complementaridade entre as novas descobertas científicas com as Ciências da Religião e apelou a uma conjugação de esforços.
Apresentando modelos fundamentalistas actuais (enfoque especial para Richard Dawkins, com o livro “Deus, um delírio”) salientou a necessidade de os vários campos do saber, especialmente as Neurociências e a Filosofia e a Teologia, darem as mãos.
No entanto, o docente mostrou, por meio de muitos trabalhos e estudos, que se está a registar uma certa aproximação por parte da ciência em geral à religião, lamentando que o contrário não se esteja a assistir.
Para se superar divergências e se poder experimentar uma certa complementaridade existente entre as duas áreas de saber, este especialista brasileiro asseverou que o respeito mútuo é o primeiro e insubstituível passo a dar.
Por sua vez, o director-adjunto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP) interveio com uma apresentação sobre “Experiência religiosa e metafísica: breve leitura de Jean-Luc Marion”.
João Duque, que é também docente de Mestrado/Doutoramento na FacFil, defendeu, depois de aflorar alguns pontos do filósofo e teólogo francês, que há uma certa «identidade necessária» entre a fenomenologia da doação e a metafísica.
O teólogo que é também secretário da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo concluiu com a afirmação de que «a experiência religiosa é sempre uma experiência metafísica e simultaneamente pós-metafísica».
Dois blocos de comunicações
preencheram o dia
Durante o dia de ontem, os participantes tiveram tempo para ouvir duas séries de comunicações sendo que a primeira foi subordinada ao tema “A lógica do dom” e contou com as seguintes palestras: “Reconhecimento, dom e comunicação não violenta” por Helena Catalão; “Sacrum facere: Sacrifício do dom” por Pedro Valinho e “A perspectiva da kenosis na dinâmica de instrumentalização da experiência religiosa no contemporâneo” a cargo de Adelino Oliveira.
O segundo bloco de comunicações deteve-se no tema “Pós-modernidade e privatização da fé” e contou com duas intervenções: Elias Couto referiu-se ao “Laicismo pós-moderno e privatização da fé” e Artur Galvão abordou “A privatização da religião no pensamento de Richard Rorty”.
O segundo dia do simpósio concluiu-se com uma intervenção de José Augusto Mourão sobre “O embaraço da linguagem e do testemunho”. O docente de Semiótica da Universidade Nova de Lisboa falou sobre o problema da linguagem e das palavras, concretamente daquelas que, segundo o sacerdote, «nos fazem pôr de pé», como são «Deus e Mãe».
Em declarações ao Diário do Minho, o coordenador do Mestrado/Doutoramento em Filosofia da Religião, Manuel Sumares, afirmou que o simpósio, que termina hoje, tem decorrido dentro do previsto pelos organizadores.
Salientando a boa relação existente com a PUCSP referiu que foi, precisamente, esta simbiose entre as duas instituições que levou à organização deste evento, para o qual, segundo o docente, «não é preciso graus académicos, senão o gosto pelo assunto».
No futuro, concluiu, não estão postas de lado outras possibilidades de trabalhos e organizações em parceria entre as duas instituições de ensino superior.
Apatia e amoralidade política
levam ao descrédito dos partidos
“A religião numa era pós-cristã” foi a conferência proferida por José Rui Costa Pinto e que abriu a parte da tarde do dia de ontem. O docente da Faculdade de Filosofia criticou a «apatia e a amoralidade política» que geram descrédito da classe e desencanto dos mais jovens e das instituições em geral.
Ainda sobre a questão política disse que também os partidos políticos estão descredibilizados e, como tal, exige-se uma «cidadania mais activa» como superação da política partidária.
Em relação ao lugar na religião na sociedade pós-moderna defendeu que «as religiões são componentes legítimas das sociedades e que, do ponto de vista social, apesar de não ser normativa, a religião é referencial de sentido e, do ponto de vista político, a neutralidade do Estado não significa ausência de ética e de espiritualidade».
O sacerdote jesuíta acentuou ainda o contributo do cristianismo em especial ao nível do valor da pessoa e da sua dignidade fundamental.
aos desenvolvimentos científicos
A religião na actualidade, apesar dos muitos limites existentes, deve mais aberta aos desenvolvimentos científicos e, com isso, colocar-se numa atitude de respeito e diálogo com os diversos campos do saber científico, concretamente com a Biologia, a Genética e as Neurociências. Foi esta a posição defendida por José Queiroz da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), no Simpósio de Filosofia da Religião e Ciências da Religião, organizado pelo Mestrado/Doutoramento em Filosofia da Religião da Faculdade de Filosofia (FacFil) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e o Grupo Pós-Religare daquela instituição brasileira.
Numa conferência intitulada “Deus e a espiritualidade sob olhares científicos pós-modernos: limites e possibilidades da nova Biologia, da Genética e da Neurociência no campo da(s) Ciência(s) da Religião”, o docente defendeu a tese da complementaridade entre as novas descobertas científicas com as Ciências da Religião e apelou a uma conjugação de esforços.
Apresentando modelos fundamentalistas actuais (enfoque especial para Richard Dawkins, com o livro “Deus, um delírio”) salientou a necessidade de os vários campos do saber, especialmente as Neurociências e a Filosofia e a Teologia, darem as mãos.
No entanto, o docente mostrou, por meio de muitos trabalhos e estudos, que se está a registar uma certa aproximação por parte da ciência em geral à religião, lamentando que o contrário não se esteja a assistir.
Para se superar divergências e se poder experimentar uma certa complementaridade existente entre as duas áreas de saber, este especialista brasileiro asseverou que o respeito mútuo é o primeiro e insubstituível passo a dar.
Por sua vez, o director-adjunto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP) interveio com uma apresentação sobre “Experiência religiosa e metafísica: breve leitura de Jean-Luc Marion”.
João Duque, que é também docente de Mestrado/Doutoramento na FacFil, defendeu, depois de aflorar alguns pontos do filósofo e teólogo francês, que há uma certa «identidade necessária» entre a fenomenologia da doação e a metafísica.
O teólogo que é também secretário da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé e Ecumenismo concluiu com a afirmação de que «a experiência religiosa é sempre uma experiência metafísica e simultaneamente pós-metafísica».
Dois blocos de comunicações
preencheram o dia
Durante o dia de ontem, os participantes tiveram tempo para ouvir duas séries de comunicações sendo que a primeira foi subordinada ao tema “A lógica do dom” e contou com as seguintes palestras: “Reconhecimento, dom e comunicação não violenta” por Helena Catalão; “Sacrum facere: Sacrifício do dom” por Pedro Valinho e “A perspectiva da kenosis na dinâmica de instrumentalização da experiência religiosa no contemporâneo” a cargo de Adelino Oliveira.
O segundo bloco de comunicações deteve-se no tema “Pós-modernidade e privatização da fé” e contou com duas intervenções: Elias Couto referiu-se ao “Laicismo pós-moderno e privatização da fé” e Artur Galvão abordou “A privatização da religião no pensamento de Richard Rorty”.
O segundo dia do simpósio concluiu-se com uma intervenção de José Augusto Mourão sobre “O embaraço da linguagem e do testemunho”. O docente de Semiótica da Universidade Nova de Lisboa falou sobre o problema da linguagem e das palavras, concretamente daquelas que, segundo o sacerdote, «nos fazem pôr de pé», como são «Deus e Mãe».
Em declarações ao Diário do Minho, o coordenador do Mestrado/Doutoramento em Filosofia da Religião, Manuel Sumares, afirmou que o simpósio, que termina hoje, tem decorrido dentro do previsto pelos organizadores.
Salientando a boa relação existente com a PUCSP referiu que foi, precisamente, esta simbiose entre as duas instituições que levou à organização deste evento, para o qual, segundo o docente, «não é preciso graus académicos, senão o gosto pelo assunto».
No futuro, concluiu, não estão postas de lado outras possibilidades de trabalhos e organizações em parceria entre as duas instituições de ensino superior.
Apatia e amoralidade política
levam ao descrédito dos partidos
“A religião numa era pós-cristã” foi a conferência proferida por José Rui Costa Pinto e que abriu a parte da tarde do dia de ontem. O docente da Faculdade de Filosofia criticou a «apatia e a amoralidade política» que geram descrédito da classe e desencanto dos mais jovens e das instituições em geral.
Ainda sobre a questão política disse que também os partidos políticos estão descredibilizados e, como tal, exige-se uma «cidadania mais activa» como superação da política partidária.
Em relação ao lugar na religião na sociedade pós-moderna defendeu que «as religiões são componentes legítimas das sociedades e que, do ponto de vista social, apesar de não ser normativa, a religião é referencial de sentido e, do ponto de vista político, a neutralidade do Estado não significa ausência de ética e de espiritualidade».
O sacerdote jesuíta acentuou ainda o contributo do cristianismo em especial ao nível do valor da pessoa e da sua dignidade fundamental.
13 de janeiro de 2009
Relíquias de Santa Margarida Maria de Alacoque
De 12 a 16 de Junho
Braga, Vila das Aves e Póvoa de Varzim
acolhem relíquias de Margarida Maria
José António Carneiro
Os dois mosteiros da Ordem da Visitação de Santa Maria existentes na Arquidiocese de Braga e a igreja do Sagrado Coração de Jesus na Póvoa de Varzim vão acolher, entre os dias 12 e 16 de Junho, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque. A informação foi confirmada pelo padre Dário Pedroso que é o responsável do Apostolado da Oração na diocese.
Conforme a notícia avançada pelo Diário do Minho, as relíquias desta monja que recebeu uma série de revelações sobre a consagração e amor ao Sagrado Coração de Jesus vão estar cerca de dois meses em Portugal, por causa da celebração dos 50 anos da inauguração do Santuário de Cristo-Rei, edificado junto ao Rio Tejo, em Almada.
O sacerdote jesuíta, contactado pelo DM, garantiu que no programa da visita das relíquias a Braga era imperioso incluir os dois mosteiros da Ordem da Visitação de Santa Maria que existem na diocese. Deste modo, as comunidades religiosas sediadas na Rua Irmãos Roby, em Maximinos (Braga), e na Rua da Visitação, em Vila das Aves (Santo Tirso) terão a oportunidade de pelo menos durante uma noite poderem ter as relíquias para «rezar e gozar».
O terceiro centro que vai receber as relíquias de Santa Margarida Maria é a Basílica do Sagrado Coração de Jesus, na Póvoa de Varzim. Para o padre Dário Pedroso esta escolha é compreensível já que se trata de um dos maiores centros de toda a Arquidiocese de devoção ao Sagrado Coração de Jesus, tão estimado e querido pela monja visitandina.
Desta forma, com a passagem em três zonas diferentes da Arquidiocese pretende-se que todos os cristãos tenham a possibilidade de participar nas celebrações que acontecerão nestes locais.
A respeito, precisamente, das celebrações o sacerdote jesuíta que é Vigário Episcopal dos Religiosos deu a conhecer que o Santuário de Cristo-Rei está incumbido da missão de facultar um guião para todas as dioceses portuguesas.
Braga, Vila das Aves e Póvoa de Varzim
acolhem relíquias de Margarida Maria
José António Carneiro
Os dois mosteiros da Ordem da Visitação de Santa Maria existentes na Arquidiocese de Braga e a igreja do Sagrado Coração de Jesus na Póvoa de Varzim vão acolher, entre os dias 12 e 16 de Junho, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque. A informação foi confirmada pelo padre Dário Pedroso que é o responsável do Apostolado da Oração na diocese.
Conforme a notícia avançada pelo Diário do Minho, as relíquias desta monja que recebeu uma série de revelações sobre a consagração e amor ao Sagrado Coração de Jesus vão estar cerca de dois meses em Portugal, por causa da celebração dos 50 anos da inauguração do Santuário de Cristo-Rei, edificado junto ao Rio Tejo, em Almada.
O sacerdote jesuíta, contactado pelo DM, garantiu que no programa da visita das relíquias a Braga era imperioso incluir os dois mosteiros da Ordem da Visitação de Santa Maria que existem na diocese. Deste modo, as comunidades religiosas sediadas na Rua Irmãos Roby, em Maximinos (Braga), e na Rua da Visitação, em Vila das Aves (Santo Tirso) terão a oportunidade de pelo menos durante uma noite poderem ter as relíquias para «rezar e gozar».
O terceiro centro que vai receber as relíquias de Santa Margarida Maria é a Basílica do Sagrado Coração de Jesus, na Póvoa de Varzim. Para o padre Dário Pedroso esta escolha é compreensível já que se trata de um dos maiores centros de toda a Arquidiocese de devoção ao Sagrado Coração de Jesus, tão estimado e querido pela monja visitandina.
Desta forma, com a passagem em três zonas diferentes da Arquidiocese pretende-se que todos os cristãos tenham a possibilidade de participar nas celebrações que acontecerão nestes locais.
A respeito, precisamente, das celebrações o sacerdote jesuíta que é Vigário Episcopal dos Religiosos deu a conhecer que o Santuário de Cristo-Rei está incumbido da missão de facultar um guião para todas as dioceses portuguesas.
8 de janeiro de 2009
Natal Ortodoxo
Distância da terra natal não impediu festa
Cristãos ortodoxos de Braga
celebraram Natal com fé e alegria
Texto: José António Carneiro
A Igreja Ortodoxa celebrou ontem a festa de Natal de Jesus e a comunidade religiosa que se reúne na igreja da Lapa, em Braga, não ficou alheia a esta celebração que, apesar da distância da terra natal e da saudade da família, foi vivida com fé e alegria. Várias cerimónias religiosas repletas de cânticos tradicionais, encontros e convívios familiares recheados de iguarias como trigo cozido e mel são alguns dos rituais obrigatórios para os ortodoxos nestes dias festivos.
A Natividade foi celebrada ontem pelos ortodoxos, 13 dias depois do dia 25 de Dezembro porque estes cristãos seguem o Calendário Juliano. Este calendário solar criado pelo imperador romano Júlio César tem um desfasamento de 13 dias em relação ao nosso Calendário Gregoriano.
Pelo facto de não ser feriado em Portugal e porque muitos patrões não dispensaram as pessoas dos seus trabalhos, a festa ortodoxa do Natal que se estende por três dias, em Braga, ficou reduzida a dois.
No dia de Natal propriamente dito [ontem] algumas dezenas cristãos ortodoxos participaram, na Lapa, numa Eucaristia festiva e solene, cheia de simbologia e repleta de cânticos. Os padres Dmytro Tkachuk e Vasyl Bundzyak, da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kiev (Ucrânia) presidiram à celebração. Já ao final da tarde, realizou-se uma outra celebração sustentada principalmente em cânticos sobre o nascimento de Jesus Cristo. Não mais que uma dúzia de pessoas marcaram presença mas a celebração decorreu com uma seriedade e solenidade irrepreensíveis.

Cristãos ortodoxos de Braga
celebraram Natal com fé e alegria
Texto: José António Carneiro
A Igreja Ortodoxa celebrou ontem a festa de Natal de Jesus e a comunidade religiosa que se reúne na igreja da Lapa, em Braga, não ficou alheia a esta celebração que, apesar da distância da terra natal e da saudade da família, foi vivida com fé e alegria. Várias cerimónias religiosas repletas de cânticos tradicionais, encontros e convívios familiares recheados de iguarias como trigo cozido e mel são alguns dos rituais obrigatórios para os ortodoxos nestes dias festivos.
A Natividade foi celebrada ontem pelos ortodoxos, 13 dias depois do dia 25 de Dezembro porque estes cristãos seguem o Calendário Juliano. Este calendário solar criado pelo imperador romano Júlio César tem um desfasamento de 13 dias em relação ao nosso Calendário Gregoriano.
Pelo facto de não ser feriado em Portugal e porque muitos patrões não dispensaram as pessoas dos seus trabalhos, a festa ortodoxa do Natal que se estende por três dias, em Braga, ficou reduzida a dois.
No dia de Natal propriamente dito [ontem] algumas dezenas cristãos ortodoxos participaram, na Lapa, numa Eucaristia festiva e solene, cheia de simbologia e repleta de cânticos. Os padres Dmytro Tkachuk e Vasyl Bundzyak, da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kiev (Ucrânia) presidiram à celebração. Já ao final da tarde, realizou-se uma outra celebração sustentada principalmente em cânticos sobre o nascimento de Jesus Cristo. Não mais que uma dúzia de pessoas marcaram presença mas a celebração decorreu com uma seriedade e solenidade irrepreensíveis.
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