16 de novembro de 2017
I DIA MUNDIAL DOS POBRES - para um novo estilo de vida!
4 de setembro de 2015
O menino dorme?
5 de dezembro de 2011
Advento 2011. Reaprender a solicitude!
Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
A sua salvação está perto dos que O temem
e a sua glória habitará na nossa terra.
Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu.
O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos.
23 de fevereiro de 2011
Consolo solidário
Para suavizar a dor de tantas vidas
Para acompanhar nos momentos maus,
Ajudar a carregar pesos lancinantes de tantas cruzes
Em especial, dos excluídos e marginalizados.
A comunicar afecto
A dar força ao que ruiu
A consolar quem sofre
A sarar feridas
A amar todos como Tu.
A dar a boa notícia do Teu amor
Que é compassivo e clemente,
A recordar que é possível a fraternidade
E a igualdade é meta a atingir.
A tranquilizar os consumidos
A sossegar intranquilos e irritados
A criar clima de harmonia e acolhimento.
Aos Teu filhos todos
A todos os recantos escondidos
A levar a Tua mensagem de vida, paz e perdão.
A vida em abundância que brota de Ti,
A dignidade completa
O amor e o pão partido e repartido
Em fraterna solidariedade.
16 de setembro de 2009
“Chama da Solidariedade” quer chamar mais pessoas para a causa


Périplo iniciado em Braga termina sábado em Viseu
A “Chama da Solidariedade” iniciou ontem em Braga o seu périplo por algumas cidades portuguesas com a intenção de «chamar mais pessoas» para a causa da solidariedade. Numa singela cerimónia na Avenida Central que contou com a presença de vários digirentes distritais e nacionais ligados à solidariedade social foi exaltado o trabalho feito até ao momento neste nível e lançado o alerta para um envolvimento colectivo em torno das dificuldades das franjas mais desfavorecidas da população portuguesa.
Nesta cerimónia de partida, a tocha foi transportada de mão em mão por utentes e educadores de instituições sociais de Braga, desde a Avenida Central até à Avenida da Liberdade. O grupo “Zés Pereiras do Novais” deu animação e colorido à festa tal como as dezenas de crianças presentes.
O percurso da “Chama da Solidariedade” que saiu ontem de Braga termina no sábado em Viseu onde decorre a Festa da Solidariedade 2009. Até lá, a tocha passa por algumas cidades portuguesas.
O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, marcou presença neste «gesto simbólico», referindo que a inciativa pretende «exaltar o muito que se faz neste país em favor dos mais necessitados e carenciados» e «alertar para a necessidade deste envolvimento colectivo».
«Nós somos todos responsáveis por todos», disse, justificando a iniciativa que está empenhada em «chamar mais gente a causa».
Destacando o papel insubstituível das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Lino Maia revelou que «o que se faz no país em favor das populações mais carenciadas é feito por estas instituições». E deixou o pedido: «Quantos mais formos melhor se fará, melhor qualidade de vida se terá e mais esperança conseguiremos para o país».
O dirigente nacional apontou ainda que a crise económica que o país atravessa acentua o trabalho das IPSS que registaram este ano mais solicitações. «Os problemas decorrentes da crise, particularmente a fome e o desemprego» fizeram disparar o número de solicitações a instituições de solidariedade social. Além do mais, para o padre Lino Maia nem os «menores contributos recebidos pelas instituições» impediram de continuar a prestar os seus serviços nem justificaram o encerramento de qualquer uma.
«As IPSS continuam a fazer o seu trabalho e não se mandam utentes embora por contribuírem menos para a instituição», frisou.
Distrito de Braga
precisa mais que nunca
das IPSS
A cerimónia de acendimento da “Chama da Solidariedade” e da sua partida foi presenciada pelo governador civil de Braga. José Lopes felicitou a organização do evento destacando que «actos de solidariedade são indispensáveis e devem ser apoiados».
O governador civil reconheceu que a solidariedade é uma «necessidade permanente» mais ainda no distrito de Braga onde muitas pessoas continuam a precisar de apoios sociais.
«A solidariedade é um sentimento que deve unir todas as pessoas», afirmou, sustentando que a solidariedade «humaniza a vida».
No distrito de Braga há muitas pessoas a precisar de apoio social. «Sempre houve e hoje há mais», revelou José Lopes, declarando que o apoio dado à população mais necessitada serve também para «lhes dizer que não estão isoladas e sozinhas».
«Este gesto iniciado hoje é um sinal que pretende mostrar que nas dificuldade há sempre alguém pronto a ajudar», defendeu o representante do Governo em Braga.
Alargando as declarações à comunicação social presente, o governador civil referiu-se aos incêndios no distrito de Braga, particularmente no ultimo fim-de-semana que foi «muito difícil» e «negro». Aliás, «ainda estão a deflagrar incêndios no distrito» e que estão a merecer um «grande empenho e esforço» das diversas corporações de bombeiros distritais.
«Estamos todos preocupados com essa situação» disse, anotando que as indicações de baixas de temperatura nos próximos dias são um bom sinal para quantos se empenham nas lutas contra os incêndios.
14 de agosto de 2009
Jovens e a doença mental: Campo de Férias I

Campo de férias termina hoje Casa de Saúde do Bom Jesus
Jovens convivem em Braga
com a diferença da doença mental
Dez jovens, oito raparigas e dois rapazes, quiseram, na Casa de Saúde do Bom Jesus, das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus passar uma semana em contacto com a realidade da doença mental. Nesta instituição de Braga, um grupo de jovens proveniente de Maciera de Sarnes, perto de Oliveira de Azeméis, mais uma jovem de Braga e outra de Vila Verde estiveram a participar num campo de férias solidário, onde o objectivo primordial é combater os estigmas de uma sociedade não aberta à diferença da doença mental.
O grupo juntou-se para participar num campo de férias solidário, actividade bastante comum entre as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, tal como acontece com os Irmãos Hospitaleiros de S. João de Deus, que estabelecem em conjunto um plano de actividades a desenvolver nas suas unidades de saúde mental. Durante uma semana, para além de actividades de carácter formativo, os jovens convivem directamente com os utentes da instituição que, na unidade bracarense são cerca de 400, divididos por várias unidades.
A Irmã Fernanda Oliveira, responsável pelo grupo juntamente com a Irmã Fernanda Caetano, acompanhadas por Carla Antão e por Susana Martins, disse ao Diário do Minho que se trata de uma actividade, com «longo historial dentro da instituição e dentro da própria congregação».
Ao longo dos dias, «os jovens têm encontros de formação, na linha do auto-conhecimento e dos valores, mas também contactam, quer na teoria quer na prática, com a realidade da doença mental». Além disso, há tempo específico para o grupo, para a inter-relação e para o convívio.
Estas iniciativas estão abertas a jovens com idades comprendidas entre os 15 e os 30 anos.
Para ficarem a conhecer, na teoria, a doença mental os jovens contam com a presença de técnicos e enfermeiros da instituição que exloram diversas dimensões das patologias mentais. A vertente prática requer o contacto com os doentes, particularmente ao nível do serviço das refeições. Também os momentos de tempo livre são aproveitados para falar com os utentes e para ouvir, algumas vezes, repetidamente, as suas histórias.
Neste campo de férias solidário um dia normal contém diferentes momentos. «Há tempos de serviço aos doentes, concretamente no período das refeições ou da higiene, mas o contacto com os utentes também pode passar por uma companhia num passeio pelo jardim, ou num ateliê ocupacional», aponta a Irmã Fernanda Oliveira.
O grupo começa o dia com oração da manhã e termina com a noite e um pequeno convívio-partilha antes do descanso.
Porque o campo tem também um carácter formativo durante o dia há sempre o desenvolvimento de um ou mais temas, que vão desde a descoberta da identidade pessoal, à questão dos valores, mas também à pessoa de Cristo e à questão vocacional, sem esquecer a realidade da doença mental.
Experiência
pode ser repetida
A religiosa responsável por coordenar o campo de férias sustentou que, de uma forma geral, os jovens que fazem esta experiência acabam por mudar algo neles próprios. As suas ideias «vão variando». «Ao início é tudo muito estranho, mas à medida que vão contactando com os doentes vão estabelecendo relação afectiva. No final do campo de férias, a despedida já é difícil», refere a Irmã Fernanda Oliveira.
«Porque, por norma, esta é uma experiência marcante, os interessados podem repeti-la noutras alturas, seja em campo de férias, seja em visitas esporádicas, previamente marcadas, à instituição», sustenta a Irmã.
Campo de Férias Solidário II
Jovens dizem que preconceitos são «disparatados»
Dar férias à praia
e dar tempo a quem precisa
Segundo a Irmã Fernanda Oliveira, que acompanha os jovens ao longo do dia, «este é grupo diferente do normal», concretamente pelo facto de se conhecerem bem, uma vez que oito são da mesma paróquia». As idades variam entre os 15 e os 17.
Durante a visita do DM à Casa de Saúde do Bom Jesus, os jovens foram apresentando suas ideias em relação à participação nesta iniciativa. Destacam por um lado que se trata de uma «nova experiência» que serve particularmente para extirpar «preconceitos» quanto à doença mental.
Aceitaram, como referiram em conversa, trocar uma semana de férias na praia por uma semana de férias solidárias da Casa de Saúde do Bom Jesus. Isto porque preferem dar férias à praia ou ao campismo para dar tempo a quem precisa, como é o caso dos doentes mentais.
Octávio Pinho, um dos dois rapazes do grupo, refere que esta nova experiência «é gratificante» já que «os doentes manifestam carinho por nós». «Para nós também é importante porque percebemos que são apenas pessoas diferentes», afirma o jovem de 15 anos, de Macieira de Sarnes.
Da mesma localidade, Mónica Oliveira vai mais adiante ao acentuar que a ideia generalizada segundo a qual os doentes mentais são violentos é errada. «Connosco são muito calmos», defende, sustentando que a iniciativa «é mais importante que qualquer semana de férias na praia ou no parque de campismo».
Daniela Costa é uma jovem bracarense, de 15 anos, cuja mãe trabalha na instituição bracarense. A outra jovem que não é do grupo de Macieira de Sarnes chama-se Sofia Sousa, tem 17 anos, e é de Rio Mau (Vila Verde). Esta última fez um trabalho curricular de Área de Projecto sobre a Casa de Saúde do Bom Jesus e, depois de uma experiência com toda a turma, durante um fim-de-semana, «decidi fazer este campo de férias».
Do tempo já passado na instituição, desde a passada sexta-feira, os jovens destacam a noite de sábado, concretamente a oração. Além disso, as várias dinâmicas propostas, quer pelas duas religiosas quer pelas colaboradoras que com elas dirigem o campo de férias, tem feito furor entre os jovens. A caminhada às escuras foi uma das que mais marcou o grupo.
Vanessa Pinto, Ana Santos, Joana Almeida, André Costa, Andreia Almeida, Sara Alves e os restantes já citados consideram que os pretensos (ou reais!) preconceitos da sociedade em relação à doença mental são «disparatados». «Os doentes mentais são queridos e depois de os conhecermos já não os podemos mais excluir ou marginalizar», conclui Mónica Oliveira.
10 de agosto de 2009
Fome mata mais que Gripe A
Bispo Emérito de Fátima deixa alerta no Santuário
Fome mata mais que a Gripe A
D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo Emérito de Leiria-Fátima sublinhou ontem, no Santuário de Fátima, a sua preocupação pelo aumento de casos da Gripe A (H1N1), mas deixou o alerta: «Nós lamentamos que muita gente morre de gripe. Muito mais morrem à fome, não têm pão para o seu estômago. Há uma diferença satânica entre os muito ricos, que esbanjam, e os pobres, que morrem à míngua, desidratados, desnutridos, sem assistência médica, sem o pão».
Durante a Eucaristia internacional celebrada no recinto, e na qual participaram alguns milhares de peregrinos, D. Serafim Silva recordou também o início da 37.ª Semana Nacional das Migrações, iniciativa da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, que decorre de 9 a 16 de Agosto, e terá o seu ponto alto na Peregrinação do Migrante e Refugiado ao Santuário de Fátima, esta quarta e quinta-feira.
Na sua reflexão às leituras da missa, e sugerindo a leitura da nova encíclica do Santo Padre “Caridade na verdade”, D. Serafim disse: «Nós queremos o progresso económico, o desenvolvimento sustentado, o crescimento controlado mas também a santificação, o desenvolvimento, o progresso de ordem espiritual».
Ainda durante a homilia, o prelado recordou Raul Solnado, actor e comediante português, falecido sábado, aos 79 anos de idade. «Ontem, gostei de ouvir nas comunicações sociais as referências laudatórias a um artista de teatro que morreu», disse.
1 de julho de 2009
Braga acolhe a mais abrangente associação de apoio a deficientes
“Nunca! Mas! Nunca Desistas” foi ontem oficializada
A cidade de Braga tem, desde ontem, a sede da mais abrangente associação destinada a apoiar pessoas com deficiência. A Associação “Nunca! Mas! Nunca Desistas” foi ontem constituída por escritura pública e resulta de um sonho de João Paulo Correia, um jovem portador de deficiência motora, o primeiro a conseguir uma medalha de ouro para Portugal, na categoria de Atletismo em cadeira de rodas, nos Jogos Paraolímpicos, em 2003.
João Correia assegurou, à margem da cerimónia da assinatura que permitiu a constituição da associação, que o princípio basilar é apoiar todas as pessoa com deficiência em todas as idades. É esta base e este princípio que leva o presidente a sustentar que a Associação “Nunca! Mas! Nunca Desistas” é a mais abrangente em território nacional, porque as respostas existentes ao nível da deficiência são muito direccionadas e sectoriais.
João Correia disse que a constituição da associação se trata de um primeiro passo, uma vez que, daqui a um ano, «esperamos constituir esta associação como fundação».
Por um lado, a associação pretende ajudar as pessoas deficientes com cuidados médicos, de saúde, particularmente ao nível da fisioterapia, mas a sua missão vai mais adiante ao pretender ser «uma palavra amiga e encorajadora» para as pessoas isoladas, em virtude de qualquer deficiência.
Outra vertente que a Associação “Nunca! Mas! Nunca Desistas” tem passa pelo apoio a atletas paraolímpicos. «Deparei-me com muitas dificuldades de ser atleta paraolímpico» disse João Correia, denunciando que «a legislação para proteger estas pessoas é quase inexistente».
Nesta linha, a associação nasceu das próprias dificuldades sentidas por João Correia e da constatação de que existem muitas pessoas portadoras de deficiência com as mesmas dificuldades e sem qualquer apoio.
Para já a associação conta com o apoio da Câmara Municipal de Braga, embora estejam já acordadas várias parcerias com Juntas de Freguesia do concelho.
A Associação “Nunca! Mas! Nunca Desistas” está sediada no Mercado do Carandá e pretende de momento atender as pessoas e proceder ao encaminhamento para as entidades capazes de responder às suas necessidades. Todavia, no futuro, «queremos ter uma equipa capaz de tratar e atender cada pessoa nos nossos espaços», e isso deverá ser conseguido com a constituição da fundação.
Finalmente, os responsáveis não fecham a porta à possibilidade de alargar a associação a um âmbito nacional.
4 de junho de 2009
Amor concretizado

Tem o mundo que habitamos
Vivendo em harmonia
Um presente que herdamos.
Mas, a par desta beleza
Há também gritos de dor
Da maldade e da frieza
De gente sem amor.
Aos que sofrem agonia
Temos que auxiliar
Com a Palavra da alegria
De Deus que só quer amar!
foto
22 de maio de 2009
Princípio da subsidiariedade impõe respeito pelas instituições sociais

Jornadas Teológicas encerram com críticas ao executivo de Sócrates
O padre Lino Maia exigiu ontem à noite, em Braga, que o Estado português respeite o princípio da subsidiariedade, concretamente em relação ao trabalho desenvolvido pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). O presidente da Confederação Nacional das IPSS falava no encerramento das XXI Jornadas Teológicas de Braga, que debateram a relação Igreja-Estado.
«O Estado tem o poder e pensa que, com isso, tem o saber e o dever», afirmou Lino Maia, denunciando «muitos atropelos» que o executivo de José Sócrates tem tido em relação ao papel e trabalho das IPSS, particularmente das que estão ligadas à Igreja Católica. Com esta atitude, de desrespeito e de não cumprimento do princípio da subsidiariedade, o Estado desincentiva o voluntariado e a própria cidadania, que busca a construção da causa comum, defendeu aquele responsável.
Numa comunicação em que apresentou dados recentes sobre o trabalho das IPSS, o padre portuense começou por destacar a questão dos ATL’s e do prolongamento do horário escolar, que foi um dos pontos em que o Estado português manifestou desrespeito ao princípio da subsidiariedade e ao papel e trabalho das instituições sociais.
Em relação a números, o padre Lino Maia revelou que em Portugal existem 4963 IPSS, embora perto de mil não desenvolvam qualquer tipo de acção. Das cerca de quatro mil com trabalho e provas dadas, o responsável disse que cera de 8 por cento dos números nacionais estão localizadas na região de Braga. Concretizando mais os dados, referiu ainda que 41 por cento das instituições existentes em território luso têm erecção canónica, e outras há que não a tendo também estão ligadas à Igreja Católica.
Além disso, o presidente da CNIS ressalvou que as estas instituições são em muitas regiões do país as maiores entidades empregadores contribuindo de forma visível para o desenvolvimento económico e social.
Diante de uma plateia constituída por alunos e docentes da Universidade Católica Portuguesa – com a presença de D. Jorge Ortiga e D. Eurico Nogueira –, o padre Lino Maia afirmou que «quase todos os portugueses estão de alguma forma tocados por estas instituições» e, ao todo, as IPSS englobam um universo de cerca de 600 mil utentes.
Destacando o papel da Igreja na área social como um sinal eloquente, o responsável também defendeu que não se exige nem se percebe a construção de um centro social em qualquer parte.
Lino Maia frisou também a necessidade de apostar na qualidade do serviço desta instituições sociais, que por viverem muito à custa do voluntariado não se podem alhear dessa questão.
O presidente da Confederação Nacional das IPSS não terminou a sua intervenção sem pedir que seja definido um «quadro de direitos sociais» e que seja estabelecido o princípio da complementaridade entre o serviço público, privado lucrativo e privado sem fins lucrativos ao nível das IPSS.
Professores de EMRC são discriminados
O último dia das XXI Jornadas Teológicas foi preenchido com uma mesa redonda subordinada ao tema “Missão da Igreja na sociedade: que futuro?”. Além do padre Lino Maio e de João Duque, que moderou o debate, também participaram João Ferraz, membro do Secretariado Nacional de Educação Cristã, e André Folque, da Comissão Nacional para a Liberdade Religiosa, que defendeu que já vai sendo tempo de o Estado regulamentar a nova Concordata.
Já João Ferraz falou sobre as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) e teceu críticas em relação a alguma discriminação a que os docentes da disciplina são votados em algumas escolas.
Essa discriminação manifesta-se essencialmente na negação dada ao professor de EMRC em poder orientar “Direcção de Turma”, “Estudo Acompanhado” e também “Área de Projecto”. Ressalvando o fundo jurídico da leccionação da disciplina, expresso na Concordata de 2004, o docente denunciou ainda discrepâncias no cumprimento da lei por parte de algumas direcções regionais do Ministério da Educação. «A Direcção Regional do Centro tem maneiras de analisar a lei e de a executar, que são diferentes das maneiras que utiliza a Direcção Regional do Norte», afirmou.
João Ferraz apelou a que a Igreja, «se quer continuar a estar de livre direito na escola», aposte na formação e na profissionalização dos docentes de EMRC.
O presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Teologia, Duarte Gonçalves, encerrou as Jornadas com a leitura de algumas conclusões. Esta iniciativa, que já vai na vigésima primeira edição, também é da responsabilidade da “Cenáculo”, a Revista dos Alunos daquela Faculdade.
14 de maio de 2009
Braga prepara fundo de apoio ao emprego
Audiência com Sócrates apresenta preocupações do Vale do Ave e do Cávado
A Arquidiocese de Braga, a Associação Comercial de Braga, a Associação Industrial do Minho, a União de Sindicatos de Braga e a Universidade do Minho pretendem constituir, nas regiões do Vale do Ave e do Cávado, um fundo de emergência à empregabilidade e ao desenvolvimento empresarial.
No final de uma reunião que decorreu ao final da tarde de ontem, no Paço Arquiepiscopal de Braga, D. Jorge Ortiga disse que «este fundo deverá servir de apoio para criar o emprego e para o conservar, uma vez que as empresas devem ter a capacidade necessária para garantir a vida e a sustentabilidade às pessoas que vivem nesta região», disse.
Na presença dos restantes responsáveis das instituições, com excepção da UM que não esteve presente, o Arcebispo de Braga falou aos jornalistas e deu conta que esta será uma primeira medida, «com carácter de urgência», dado que a situação que a região atravessa é «grave» e, além disso, «tem tendência para se agravar».
O grupo formado pelas presidências das cinco entidades, está constituído há cerca de um mês «para reflectir sobre a situação que se vive nas regiões do Vale do Ave e Cávado», frisou o prelado.
No encontro de ontem, os responsáveis analisaram algumas considerações, que já estão em papel, e que darão origem a um documento para apresentar ao primeiro-ministro José Sócrates, numa audiência que vai ser pedida «nos próximos dias», como garantiu o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. «Fomos elencando um conjunto de medidas e soluções que analisaremos nos próximos dias e que levaremos ao Governo», afirmou.
Esse mesmo texto chegará às mãos de Fernando Moniz, Governador Civil de Braga, que, ao que tudo indica, poderá ser convidado para a próxima reunião de trabalho deste grupo. «A nossa intenção é testemunharmos uma preocupação por nós e pelas populações da nossa região», face ao momento crítico que atravessa, disse D. Jorge Ortiga, salientando que o grupo de trabalho constituído «não tem qualquer intuito político ou partidário».
Com a preocupação fundamental de dar um contributo para a superação da crise, os dirigentes bracarenses acreditam que a solução para o momento difícil que a região Norte atravessa, passa por dar as mãos. «Só de mãos dadas conseguiremos encontrar um caminho que dê resposta a tantas situações que se revestem de muita gravidade», defendeu o prelado.
Além disso, os cinco dirigentes entendem que «as medidas que o Governo tem apresentado poderão ser resposta» a muitos problemas, mas «surgem, no terreno, alguns entraves que impedem a sua concretização imediata».
Adão Mendes diz que é só fazer as contas
Mais 2200 desempregados
no final do mês de Maio
A principal preocupação manifestada pela ACB, pela AIMinho, pela USB, pela UM e pela Igreja de Braga assenta no facto de a taxa de desemprego na região estar acima dos 10 por cento (a nacional está pelos oito por cento) e com tendência para crescer aceleradamente nos próximos tempos.
O coordenador da USB não tem a menor dúvida de que, no final do mês de Maio, Braga registará mais 2100 ou 2200 desempregados em relação ao número de Abril. «Neste momento, estamos em condições de dizer que no fim de Maio vamos ter cerca de 2100 ou 2200 desempregados a mais do que aquilo que tínhamos antes deste mês», afirmou.
Para o sindicalista, esta estimativa faz-se com os dados das empresas que a USB tem acesso e não tem só a ver com a questão das falências. «Há muitas empresas que estão a reduzir o número de efectivos e algumas estão a fazê-lo em grandes dimensões», afirmou Adão Mendes, destacando que «grandes empresas vão mandar para o desemprego cerca de 300 trabalhadores».
Nesse sentido, o coordenador da USB referiu que esta crescente taxa de desemprego fica «um pouco invisível», porque «não se traduz directamente no encerramento de empresas», mas num «emagrecimento» das mesmas, que, tendo mais de mil trabalhadores, vão ficar, dentro de dois ou três meses, com 700 trabalhadores.
Adão Mendes deu conta, ainda, que contacta e constata com casos problemáticos de agregados familiares que vivem em condições de extrema pobreza. «Diariamente encontro verdadeiros dramas familiares que precisam de ajuda extremamente urgente e imediata», finalizou.
10 de maio de 2009
Segurança Social pintou quartos da Oficina de S. José


Surge grupo de voluntariado do Instituto de Braga
O Centro Regional de Segurança Social de Braga esteve durante o dia de ontem na Oficina de S. José para desenvolver uma iniciativa de voluntariado com os seus colaboradores que beneficiou as instalações e também os utentes daquele Lar de Infância e Juventude.
A iniciativa ligou-se à comemoração do Dia da Segurança Social – que ocorreu anteontem – e que levou o instituto de Braga prolongar as comemorações e a avançar com a criação de um grupo de voluntariado constituído pelos seus colaboradores, e que apesar de não estar ainda formalizado como grupo, teve ontem a sua primeira actividade.
A directora da Segurança Social de Braga, Maria do Carmo Silva, marcou presença na instituição e disse ao Diário do Minho que os constituintes do grupo de voluntariado são colaboradores e também dirigentes do próprio Instituto de Segurança Social.
«Hoje (ontem) foi a vez Oficina de S. José por algumas razões: porque está a comemorar 120 anos e porque precisava das pinturas nos quartos», disse a responsável. «A Oficina de S. José é nossa parceira e portanto devemos também fazer acções de voluntariado junto dela», já que, «todos os dias, as direcções destas casas fazem voluntariado».
Para Maria do Carmo Silva estas iniciativas voluntárias irão continuar a realizar-se noutras instituições do distrito como forma a reconhecer e a agradecer o trabalho desenvolvido em prol dos utentes. «Na prática, é um trabalho de entreajuda», referiu, porque «as instituições sociais são motores de voluntariado».
Uma vez que a Segurança Social também apela ao voluntariado social esta é «a nossa forma de darmos o exemplo», frisou a directora de Braga da Segurança Social.
A acção promovida teve a ver com a pintura de uma das alas do edifício situado na Rua do Raio, concretamente os quartos dos utentes mais novos da Oficina de S. José. Foram quatro camaratas que ficaram, deste modo, mais coloridas e com mais animação nas paredes.
Diga-se também que as tintas e os materiais necessários à actividade foram oferecidos pelo AKI.
Oficina reconhece
e agradece gesto
Para o director técnico da Oficina de S. José a iniciativa pioneira do Instituto de Segurança Social de Braga representa um caminhar no mesmo sentido entre as instituições que acolhem menores, como é o caso da Oficina de S. José, e a própria Segurança Social. «Temos dado conta que nos últimos tempos tem existido uma aproximação acentuada da Segurança Social a estas instituições, o que faz valorizar o nosso trabalho», referiu Serafim Gonçalves.
O responsável disse ainda que a Oficina de S. José reconhece a atitude da Segurança Social e congratula-se e felicita o corpo directivo da mesma pela acção.
Também o cónego Fernando Monteiro, director interno da instituição, manifestou gratidão e reconhecimento pelo gesto que o instituto dirigido por Maria do Carmo Silva teve para com a instituição fundada há 120 anos.
9 de janeiro de 2009
24 Horas por Darfur
26 de dezembro de 2008
Campanha solidária encerra a 3 de Janeiro
levam “sorriso” a Cabo Verde
Texto: José António Carneiro
O grupo de jovens da paróquia de Vila Chã (Esposende) está a dinamizar, desde o princípio do mês de Dezembro, uma campanha que tem como intuito levar um sorriso a uma localidade de Cabo Verde. Com a designação “Um sorriso para São Domingos”, a campanha pretende prestar auxílio às povoações mais fragilizadas deste município cabo verdiano.
Esta campanha consiste, fundamentalmente, na angariação de fundos monetários, através da venda de rifas no valor de um euro, com a finalidade de sortear um cabaz.
A sinalização de São Domingos como localidade a apoiar foi feita pelo pároco e pelo seminarista de Vila Chã, respectivamente, Delfim Fernandes e o Paulo Sá, que no Verão passado realizaram lá uma missão solidária.
Entretanto, «na semana das missões foi projectado, antes da celebração eucarística, um filme demonstrativo das necessidades daquele povo. Foi assim que, tendo conhecimento deste projecto, o grupo de Jovens de Vila Chã decidiu unir-se para ajudar a que, algures no mundo, a muitos quilómetros de distância, alguém pudesse, neste Natal, ter um pouco mais daquilo que tanto nos sobra», lê-se num prospecto informativo da campanha.
Diga-se também que, em 2007, o mesmo grupo realizou a sua primeira campanha de Natal, essa destinada a uma aldeia de Timor-Leste.
Além disso, aqueles que quiserem podem fazer um donativo, através de transferência bancária para o NIB 0033.0000.4523.3538.5810.5, do banco Millennium BCP.
Para concluir esta acção de solidariedade social, vai decorrer no dia 3 de Janeiro próximo, a festa de encerramento desta campanha, no salão paroquial de Vila Chã, pelas 21h30. Este evento será animado com a ajuda de outros grupos de jovens do concelho que queiram responder positivamente ao convite dos organizadores. Mais uma vez, todas as receitas reverterão para a causa de São Domingos, em Cabo Verde.
O encerramento da campanha, segundo os organizadores, pretende reunir os vários grupos do concelho e provar que, «em tempos de crise, não há falência de esperança nem de boa vontade», referem os jovens de Vila Chã.
Arcebispo envia mensagem a doentes e idosos da diocese
Serviço de saúde mais humanizado
Texto e foto: José António Carneiro
Nas 551 paróquias de Braga, os doentes, os idosos e as pessoas que estão sozinhas podem contar com a proximidade e com a presença do Arcebispo Primaz, que reserva lugar no coração para estas pessoas.
Na visita pastoral a Nogueiró, D. Jorge Ortiga aproveitou a oportunidade para enviar a todas as pessoas que nestes dias estão mais fragilizadas e mais excluídas pela sociedade uma palavra de consolação e esperança, fundada na certeza de uma presença efectiva da Igreja nesses ambientes.
Tratando-se de uma visita pastoral, a uma paróquia onde existe uma casa de saúde mental e na qual o pároco é capelão do Hospital de São Marcos, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa falou da pastoral da saúde e da atenção que se deve ter para uma maior humanização dos serviços de saúde, quer público que privado.
Para a pobreza material a sociedade até vai olhando, principalmente nesta época natalícia com a realização de diversas campanhas de solidariedade, mas corre-se o risco de aqueles que estão doentes e sozinhos não serem tão bafejados por essa mesmas campanhas, denunciou.
Em relação a estes mais fragilizados e abandonados, D. Jorge Ortiga mostrou-se próximo e solícito e pediu que todos os agentes ligados à área da saúde mostrem essa mesma solicitude e atenção para com os doentes.
Na prática, o Arcebispo de Braga apelou a uma maior humanização do serviço de saúde e também a uma reestruturação da pastoral da saúde, de modo a que tudo seja feito para que nada falte, no momento oportuno, a estas pessoas.
O prelado afirmou, ainda, que gostaria de poder visitar todos os hospitais e estabelecimentos de saúde situados no território da Arquidiocese. Na impossibilidade de o fazer, enviou a todos os que lhes estão ligados, quer pessoal médico e auxiliar quer os próprios utentes e doentes, uma mensagem natalícia pautada pela proximidade e pela solicitude.
Para o Arcebispo, a época de Natal pode e deve ficar marcada por um reforço de campanhas que possibilitem uma maior atenção ao humano, na sua dimensão integral. «Há situações de debilidade, de solidão e de doença que não podem passar alheias quer à sociedade quer à Igreja», afirmou.
Sobre o trabalho da Igreja ao nível da assistência manifestou o desejo de ver cada dia concretizadas as obras de misericórdia. Os párocos deverão ser os primeiros nessa solicitude que pode, com certeza, ser cumprida por outros agentes de pastoral, concretamente pelos Ministros Extraordinários da Comunhão.
“10 milhões de estrelas” bate rocorde
pela Cáritas Arquidiocesana
Texto: José António Carneiro
A Cáritas Arquidiocesana vendeu, até ao momento, mais de 23 mil velas, no âmbito da campanha “10 milhões de estrelas”, um número que satisfaz os organizadores já que é indicativo da solidariedade dos bracarenses, apesar da crise que vai dificultando as finanças das famílias portuguesas, em geral, e do Norte, em particular.
Segundo Eva Ferreira, da Cáritas de Braga, o aumento das vendas é significativo já que no ano passado a fasquia ficou pelas 18 mil vendas. A juntar às 23 mil velas deste ano já vendidas colocam-se mais três mil, entretanto pedidas à Cáritas de Lisboa.
Uma das inovações desta campanha de solidariedade, tem a ver com o facto de, em Braga, se ter alargado os locais de venda ao público. Este ano, os organizadores conseguiram a colaboração de escolas, colégios e outras instituições de ensino, assim como de movimentos juvenis, como os escuteiros e, também, de empresas da região (Aki e Continente).
Na Avenida Central, em Braga, está localizada a habitual “Tenda da Paz” onde as pessoas podem comprar as velas para acender na noite de consoada e, também, para receber mais informações sobre a campanha “10 milhões de estrelas”, que começou em todo o país no passado sábado.
Sobre a noite de 24 de Dezembro, Eva Ferreira diz que é importante as pessoas que aderiram à campanha e compraram velas as acendam e coloquem nas janelas das suas casas, para se cumprirem os objectivos da campanha.
Apoiar Refeitório Social
e pigmeus de Mongoumba
Eva Ferreira disse ao Diário do Minho que, como habitual, a campanha tem duas finalidades. Por um lado, apoiar projectos da própria Cáritas Arquidiocesana e, por outro, contribuir para um projecto sinalizado a nível nacional ou internacional.
Para este segundo, a Cáritas dispensa 30 por cento das receitas da campanha. Este ano, para assinalar a celebração do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, este apoio vai promover a integração de pigmeus de Mongoumba, uma população minoritária da República Centro Africana. Concretamente, destina-se a projectos sociais nos âmbitos da educação e da saúde.
A restante percentagem, 70 por cento, vai sem empregue no Refeitório Social da Cáritas de Braga. Este serviço apoia cerca de 35 pessoas da cidade, com refeições de segunda a sexta-feira. Estes beneficiados são pessoas sinalizadas pela Cáritas que têm problemas de exclusão, baixo rendimento, doença, entre outros.
Colégio João Paulo II entregou prendas
A celebração serviu para assinalar, por um lado, o encerramento do primeiro trimestre das aulas e, também, da catequese e, por outro, para apresentar este material recolhido junto da comunidade educativa, numa iniciativa intitulada “Vamos aquecer o Menino”.
Maria Helena Gonçalves, directora do colégio, disse ao Diário do Minho que a resposta à campanha de solidariedade social foi «muito generosa», quer pelos alunos quer pelos pais.
Num texto lido durante o ofertório, a responsável salientou que a iniciativa quis possibilitar «que seja Natal e não Dezembro», «que se acenda um presépio no mundo» e «que se acenda um presépio nos olhos de todas as crianças».
Da parte do colégio, ficou ressalvado o compromisso de contribuir para que «o Natal e a consoada sejam uma festa universal» .
Já Marta Figueiredo, em representação da APCB, agradeceu a iniciativa e manifestou que a instituição se sente «honrada» pelo afecto e pelo gesto solidário do Colégio João Paulo II.
Presidida pelo pároco de Dume, a Eucaristia serviu para celebrar, antecipadamente, o Natal. «Queremos agradecer ao Menino Jesus tudo aquilo de bom que recebemos ao longos deste primeiro período escolar», afirmou o padre Armindo Ribeiro Alves.
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