13 de maio de 2009

Guimarães confirmada Capital Europeia da Cultura em 2012


Ministros da cultura europeus ratificam recomendação


É oficial. A cidade de Guimarães será Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2012, em conjunto com a cidade eslovena de Maribor. A cidade-berço foi, ontem à tarde, oficialmente designada capital durante a reunião de ministros da Cultura da União Europeia, em Bruxelas.
Os ministros dos 27, entre os quais José António Pinto Ribeiro, adoptaram ontem formalmente a recomendação elaborada, no final do ano passado, pelo painel de selecção europeu de avaliação das candidaturas, que confirmou o preenchimento de todos os requisitos por Guimarães e Maribor. Aquela decisão encerra um processo de selecção, iniciado há mais de dois anos, tendo a candidatura de Guimarães sido lançada no final de 2006 pela então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
A decisão tomada, ontem, em Bruxelas era aguardada com naturalidade pelos responsáveis autárquicos vimaranenses, que encararam a designação oficial como «uma etapa formal» de um processo que, na prática, vem já sendo preparado no terreno, com auscultações e reuniões permanentes.
O programa cultural da CEC 2012 ainda está longe de se encontrar definido, mas a gestão autárquica já decidiu que será executado por uma entidade empresarial municipal que deverá evoluir para a constituição de uma Fundação. Será uma entidade dotada com um capital de meio milhão de euros, tendo como único accionista o Município de Guimarães e, como objecto principal, o da realização do evento, dotado com um orçamento global de 110 milhões de euros, 70 dos quais destinados a novos equipamentos e a regeneração urbana. A estrutura empresarial deve avançar assim que o Tribunal de Contas se pronuncie sobre os estatutos e o Município espera igualmente, muito em breve, desejavelmente até final de Junho, trazer o primeiro-ministro José Sócrates e o ministro da Cultura a Guimarães para efectuar o anúncio público das obras a realizar neste âmbito.
Entretanto, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, defendeu, ontem, em Bruxelas que Guimarães deve aproveitar a designação como Capital Europeia da Cultura'2012 para se renovar, a nível industrial, urbano e social, através de um programa «muito ousado». De acordo com o governante, o programa deverá ter «um eixo social, um eixo urbano e um eixo económico», que deverá permitir a Guimarães prosseguir o trabalho de recuperação e reabilitação urbana, sobretudo no centro da cidade, levar as pessoas a «ocupar de novo» esse centro, e tornar a cidade «base de uma indústria muito tocada pelas indústrias criativas». «Aquilo que nós queremos é que a indústria de Guimarães passe a ser profundamente tocada pelas indústrias criativas e que, através deste projecto de Capital da Cultura, nós consigamos transformar também industrialmente e, portanto, economicamente» a cidade, declarou.
A nível urbano, «quer-se fazer a recuperação e reabilitação de todo o centro e de tudo aquilo que é possível e necessário recuperar em Guimarães», disse. O "eixo social" do programa de Guimarães prende-se precisamente com a vontade de que «as pessoas sejam de novo entrosadas com a cidade, venham de novo ocupar esse centro», apontou. «Através deste projecto queremos contribuir decisivamente para que haja uma perspectiva de futuro, de superação de crise, de capacidade de renovação dos tecidos urbanos e industriais, e das pessoas num sentido cada vez mais europeu e cada vez mais cosmopolita», resumiu. O ministro confirmou também que «o envelope financeiro está completamente definido» e que «o valor que está previsto neste momento é de 110 milhões de euros», num esforço que implica o empenhamento da autarquia e do Governo, com recurso a fundos comunitários.
Recorde-se que Portugal e Eslovénia tinham direito a apontar as duas cidades para 2012, tendo a escolha portuguesa recaído, em Outubro de 2006, em Guimarães, classificada pela UNESCO Património da Humanidade, enquanto a Eslovénia elegeu Maribor, a segunda principal localidade do país depois da capital Ljubljana. A designação "Capital Europeia da Cultura", uma iniciativa da Grécia, foi aprovada pelo Conselho em 1985, com o objectivo de contribuir para a aproximação entre os povos europeus. Lisboa, em 1994, e Porto, em 2001, neste caso em conjunto com a cidade holandesa de Roterdão, também já ostentaram o "título" de Capital Europeia da Cultura, este ano "nas mãos" de Linz (Áustria) e Vilnius (Lituânia).

Texto Rui de Lemos/DM

Jovens de Celorico celebram Dia da Família

O Grupo Esperança, constituído por jovens da paróquia de Santa Maria de Borba (Celorico de Basto), promove esta sexta-feira, Dia Internacional da Família, uma mesa redonda com o tema “A família na sua missão de acolher e proteger a vida e educar nos valores”.
Com a presença de quatro conferencistas – um casal e duas professoras –, o debate decorre na sede da Associação de Santa Maria de Borba da Montanha, a partir das 21h30.
Segundo o pároco, padre Rui Saraiva, «a comunidade foi reflectindo ao longo do ano sobre a vida, os seus amigos e inimigos, e como consequência disso pareceu-nos oportuno dinamizar esta Semana da Vida, que estamos a viver, com diversas actividades, entre elas a promoção desta mesa redonda».
O sacerdote refere que foram distribuídos anteriormente convites às famílias da comunidade, mas pretende-se «chegar ainda mais longe, porque achamos importante e oportuno reflectirmos sobre os verdadeiros valores que devemos defender, como é a vida, dom de Deus».
O grupo de jovens iniciou esta Semana da Vida, no passado domingo, interagindo com outro grupo de jovens, num encontro onde houve diversão e reflexão.
Sem esquecer Maria, geradora da Vida, durante toda esta a semana a oração do Terço estará a cargo do grupo.

Museu da Póvoa de Varzim debate preservação do património


Melchior Moreira e José Paulo Abreu intervêm em debate

O presidente da Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, e o presidente da Turel, cónego José Paulo Abreu, participam numa mesa redonda promovida pelo Museu Municipal de Etnografia e História, da Póvoa de Varzim, subordinada ao tema “Preservar e Consumir – o Património e o Turismo”.
A iniciativa que decorre esta sexta-feira, no Museu Municipal, está inserida num programa mais alargado que tem a finalidade de comemorar o Dia Internacional dos Museus, e que é composto por mesas redondas, exposições, feira de artesanato, teatro e música, decorrendo até à próxima segunda-feira, dia 18.
A inciativa, com o título “Turismo e Museus”, começa com a intervenção do cónego bracarense sobre “Património Religioso no contexto da oferta turística”, seguindo-se a de Melchior Moreira sobre “O papel dos Museus na oferta turístico-cultural do Norte de Portugal”.
No sábado, são várias as actividades propostas, com entrada gratuita, sendo que o museu encerra às 24h00. Assim, nesse dia são inauguradas, às 15h00, duas exposições que podem ser visitadas até 31 de Maio. A primeira, “O Turismo no Museu”, vai estar patente no Museu Municipal e é organizada pelo Posto de Turismo. Consiste na criação de um espaço alusivo à Praia e à sua evolução ao longo dos tempos. Por isso, contará com a exposição de materiais como imagens do início do século, panfletos turísticos e ainda a recriação dos pregões utilizados, por exemplo, na venda dos pães-de-leite e da língua-da-sogra.
“O Museu no Turismo” é o título da outra e consiste numa exposição fotográfica sobre a evolução do Museu, podendo ser visitada no Posto de Turismo.
Neste mesmo dia é inaugurada, também, a Feira de Artes, que decorre de acordo com o horário do Museu. Nela participam mais de uma dezena de artesãos poveiros que, para além das camisolas poveiras e dos bordados, se dedicam a artes como a bijutaria e construção bonecos em barro.
Às 16h00 de sexta, sábado e domingo, é a vez do teatro, com uma sessão de marionetas intitulada “O Homem que falou com os peixes”, que vai buscar a sua inspiração aos costumes poveiros, pela Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora.
A música estará igualmente presente ao longo destes três dias, com um concerto ao vivo no sábado às 21h00, e no domingo e segunda, às 17h00, pelos alunos da Escola de Música da Póvoa de Varzim

12 de maio de 2009

Frei Herculano Alves critica absentismo pastoral

Igreja ainda não despertou
para a importância da Bíblia


O frei Herculano Alves, à margem do encontro que decorreu no Sameiro, disse ao Diário do Minho que a Igreja ainda não despertou nem acordou para a importância e para a centralidade da Bíblia. Referindo que iniciativas como a promulgação de um Ano Paulino ou de um Sínodo dos Bispos sobre a importância da Palavra de Deus são positivas, mas, muitas vez, não são devidamente destacadas e assumidas pela generalidade das paróquias e dos párocos.
O frade capuchinho entende que, ao nível de Igreja portuguesa, «há pouca atenção à dinamização bíblica». Aliás, esta desatenção é perceptível no facto de o Secretariado Nacional de Dinamização Bíblica não figurar sequer na lista dos movimentos, departamentos e organismos oficiais da Igreja Portuguesa.
«Infelizmente este movimento não é assumido a nível nacional pela Conferência Episcopal Portuguesa e, por isso, não tem o apoio da Igreja oficial, nem dos bispos nem dos párocos», lamentou frei Herculano Alves.
O Secretariado Nacional de Dinamização Bíblica «é uma iniciativa dos Capuchinhos que os bispos dizem apoiar, mas sem apoio directo, e nem sequer consta na lista dos movimentos da Igreja portuguesa», apontou o biblista.
Sendo o único movimento de dinamização bíblica existente a nível nacional, o secretariado da responsabilidade dos Capuchinhos não fecha as portas à possibilidade poder vir a acolher algum convite que possa surgir da Conferência Episcopal para assumir a dinamização da pastoral bíblica a nível oficial e em todo o território nacional. «Claro que esse convite não foi feito, mas se fosse, teríamos de ver quais seriam os objectivos estipulados para cumprir», finalizou.

Grupos bíblicos do Norte peregrinaram ao Sameiro



Jornada de formação e convívio centrada em S. Paulo

Mais de duas centenas de pessoas ligadas a diversos grupos bíblicos da região Norte estiveram ontem no Sameiro, em Braga, num encontro de formação e convívio promovido pelo Secretariado Nacional de Dinamização Bíblica. Com o tema “S. Paulo, Apóstolo da Palavra”, o dia teve uma pequena peregrinação na escadaria da basílica, uma Eucaristia, variadas encenações bíblicas e ainda oração do terço, na cripta, contando ainda com a presença dos frades capuchinhos António Martins, Luís Gonçalves, Manuel Arantes e Herculano Alves.
O encontro, que ocorreu pelo segundo ano consecutivo no Sameiro, teve como finalidade promover a interacção das pessoas dos grupos bíblicos do Norte, assim como «homenagear e olhar mais profundamente a figura de S. Paulo, o Apóstolo da Palavra», disse frei Luís Gonçalves. Assim, o santuário bracarense recebeu cristãos provenientes de grupos bíblicos da Arquidiocese de Braga e, ainda, das dioceses de Viana do Castelo, Porto, Aveiro e Coimbra.
Este encontro é uma proposta que os Capuchinhos fazem nas diversas semanas e cursos bíblicos que orientam em território nacional. Começou com uma peregrinação desde a estátua do Papa João Paulo II até à cripta do santuário. Neste percurso, segundo o frade da comunidade de Barcelos, foram lidos textos de S. Paulo acompanhados de reflexões. A caminhada contou ainda com uma largada de balões, que continham pequenas frases retiradas das 13 cartas paulinas incluídas no cânone bíblico.
A Eucaristia, ao final da manhã, foi presidida pelo padre Provincial e, nela, foi realçada e valorizada a liturgia da Palavra, com a realização de uma apresentação de dons, antes das leituras, para destacar que a Palavra de Deus é «pão», «livro», «semente», «espírito e vida da Igreja» e «água que sacia as sedes humanas».
Na homilia, o padre António Martins afirmou que «a salvação não está na política ou nas ciências, mas na fé em Cristo ressuscitado». Segundo o Provincial capuchinho «ser seguidor de Cristo implica desinstalar-se para dar respostas aos mundo moderno».
Relevante na celebração foi ainda o facto de o responsável pelo Secretariado Nacional de Dinamização Bíblica ter apelado à generosidade e à partilha dos presentes para que ajudassem um grupo de jovens de Barcelos, que desenvolve acções missionárias em Timor. «Este peditório, apesar da crise que vivemos, ajudará a ultrapassar uma crise maior que vive a população timorense», disse o padre Manuel Arantes.
Dentro da dinâmica paulina da jornada, no ofertório, foram levados ao altar os símbolos que compõem o logótipo do Ano Paulino, concretamente as datas, a cruz, a chama, a Bíblia, a espada e as algemas,
Já da parte de tarde, o grupo bíblico “Nova Luz”, de Arcozelo (Barcelos) apresentou uma dramatização sobre a prisão de Paulo e Silas. Bento Vale, responsável pelo grupo, disse ao Diário do Minho que, em primeiro lugar o grupo existe para ler e meditar a Palavra de Deus e anexo a isso, surgem pontualmente, alguns trabalhos e representações externas, como foi o caso de ontem.

11 de maio de 2009

A brincar se dizem as verdades! Socrat(es)inos


Na sua recente visita aos Estados Unidos, José Sócrates e respectiva comitiva, hospedaram-se num luxuoso hotel.


Ao fim da tarde José Sócrates pega no telefone, liga ao serviço dequartos e diz:

- TU TI TU TU TU TU.


A funcionária não compreende o que quer dizer José Sócrates e, pensando que se trata de uma mensagem cifrada, avisa o FBI.

Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI que, postos ao correntede tudo, mas não conseguindo decifrar a mensagem, decidem chamar a CIA.

Os serviços secretos mandam dois agentes ao hotel, os quais começam logo a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.


Entretanto, José Sócrates volta a telefonar e todos o ouvem repetir:

- TU TI TU TU TU TU.


Desesperados, os agentes resolvem recorrer ao tradutor oficial da Embaixada dos EUA, em Portugal. Um caça supersónico do Pentágono desloca-se ao aeroporto de Figo Maduro, e o tradutor é conduzido, sem mais delongas, aos EstadosUnidos.


Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação, o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de José Sócrates e......descobre o mistério: O Primeiro-ministro português queria dizer, no seu inglês técnico (daUniversidade Independente):


- TWO TEA TO 222 !!!!


NOTA BENE: Se não avisarmos os eleitores portugueses teremo mais 4 anos de azar com Sócrates a Primeiro-Ministro.

foto

Oração: a beleza de uma comunicação




A oração é a irmã trémula do amor. (Victor Hugo)

A grandeza da oração reside principalmente no facto de não ter resposta, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio. (Antoine de Saint-Exupéry)

Rezar é para a religião o mesmo que pensar para a filosofia. Rezar é criar religião. (Friedrich Novalis)

A melhor oração é a mais clandestina. (Edmond Rostand)

Como o corpo se não for lavado fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura. (Mohandas Gandhi)

Parece, na verdade, que nós nos servimos das nossas orações como de um jargão e como aqueles que empregam as palavras santas e divinas em feitiçarias e em efeitos de magia. (Michel de Montaige, in "Ensaios")



(Obrigado Teresa Baía pela partilha da foto)
citaçoes daqui

Aprendi...




Aprendi que...
ninguém é perfeito enquanto não te apaixonas.


Aprendi que...
a vida é dura mas eu sou mais que ela!!

Aprendi que...
as oportunidades nunca se perdem,
aquelas que desperdiças alguém as aproveita.


Aprendi que...
quando te importas com rancores e amarguras
a felicidade vai para outra parte.

Aprendi que...
devemos sempre dar palavras boas
porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.

Aprendi que...
um sorriso é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.

Aprendi que...
não posso escolher como me sinto
mas posso sempre fazer alguma coisa.

Aprendi que...
quando o teu filho recém-nascido segura o teu dedo na sua mão
têm-te preso para toda a vida.

Aprendi que...
todos querem viver no cimo da montanha
mas toda a felicidade está durante a subida.

Aprendi que...
temos que gozar da viagem e não apenas pensar na chegada.

Aprendi que...
o melhor é dar conselhos só em duas circunstancias:
quando são pedidos e quando deles depende a vida.

Aprendi que...
quanto menos tempo se desperdiça
mais coisas posso fazer.

(Obrigado Jeira por enviares esta partilha)
imagens aqui e aqui

10 de maio de 2009

Arcebispo quer pastoral diocesana dinâmica e não acomodada


“Dei Verbum" será base de trabalho do próximo ano pastoral

O Arcebispo de Braga pediu ontem que toda a pastoral arquidiocesana seja mais dinâmica e não acomodada e que tenha em conta a «centralidade» da Palavra de Deus. D. Jorge Ortiga falava no Conselho Pastoral Arquidiocesano que reuniu para preparar o ano pastoral 2009-2010 que terá como base de trabalho a Constituição Dogmática do Concilio Vaticano II, “Dei Verbum”.
No Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese, D. Jorge Ortiga, acompanhado por D. António Couto, reuniu com os conselheiros para estabelecer a base de trabalho pastoral para o próximo ano, o segundo de um triénio dedicado à Palavra de Deus.
Na palavra de abertura dos trabalhos, o Arcebispo Primaz deu conta que o novo contexto moderno, terminado que está o «plurissecular regime de cristandade», deverá «provocar uma atitude de quem reconhece que vivemos em terra de missão», impelindo a Igreja a viver com uma «consciência missionária».
Desse modo, D. Jorge Ortiga desafiou a igreja arquidiocesana a «efectuar uma verdadeira conversão pastoral colocando a Palavra no centro do tempo que nos toca viver». Aliás, o prelado foi adiante ao dizer que «urge tornar nova a pastoral», não sendo possível contentar-se com pequenas adaptações, nem com conservações, «como se continuássemos no tempo da cristandade».
Outra das ideias deixadas pelo também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) foi a de que a «Palavra edifica a comunidade e que a verdadeira comunidade é a Palavra existente num determinado espaço». Para o prelado a Palavra não permite que a acção pastoral seja estática, mas «permanentemente desafiada a respostas que valem se carregadas da conversão».
Reconhecendo que a Palavra de Deus edifica comunidade, o Arcebispo referiu também que o centro dessa passa pela centralidade do «primeiro anúncio», embora haja a necessidade de «conjugar a primeira evangelização com a evangelização permanente». «A indiferença religiosa está presente em muitos contemporâneos, mas também caracteriza a vida de muitos praticantes que não conseguiram celebrar um verdadeiro encontro com a pessoa de Jesus», lamentou.
Por isso, D. Jorge Ortiga desafiou a «encontrar formas novas e prioridades muito concretas» para o anúncio da Boa Nova, sabendo, igualmente, que esta é para todos.

Cristianismo tem papel público
O presidente da CEP não terminou a sua palavra de abertura sem apontar o dedo a um certo “neutralismo” que alguns quadrantes da sociedade vão exigindo da Igreja. «Existe laicidade e respeitamos todos os contextos. Só que não podemos aceitar um neutralismo, pois acreditamos na universalidade da Boa Nova», afirmou.
Com estas palavras D. Jorge Ortiga defendeu o «papel público» do cristianismo que não pode ser ignorado. «Os cristãos, conscientes de uma laicidade inclusiva, sabem propor, com modelos modernos, uma originalidade de vida que sendo diferente não é algo de residual e arcaico, quase uma espécie em vias de extinção, mas segredo de um verdadeiro humanismo», frisou.

Próximo ano pastoral
para “acolher a Palavra”

Na reunião do Conselho Pastoral Arquidiocesano, o padre Sérgio Torres, apresentou o documento que servirá de base para o programa pastoral de 2009-2010. O objectivo geral será “acolher a Palavra” e procurará ser concretizado por meio de alguns objectivos específicos, concretamente pela dinamização do plano pastoral sobre a Palavra de Deus, pelo estudo e reflexão sobre a “Dei Verbum”, pela celebração do Ano Sacerdotal, promulgado por Bento XVI, e pela celebração dos 300 anos do Lausperene na Arquidiocese.
Os conselheiros abordaram ainda a questão das linhas de acção e ficaram a conhecer uma proposta para a vivência dos tempos litúrgicos do ano, baseada na “Dei Verbum”.
O Conselho Pastoral não terminou se que os presentes fizessem uma avaliação do trabalho desenvolvido pelo organismo nos últimos três anos, já que este conselho termina funções e, em Setembro, será nomeado outro. avaliação destacou que houve uma participação muito positiva os conselheiros. O padre Sérgio Torres afirmou mesmo que foi dos melhores Conselhos Pastorais da Arquidiocese.

Segurança Social pintou quartos da Oficina de S. José



Surge grupo de voluntariado do Instituto de Braga

O Centro Regional de Segurança Social de Braga esteve durante o dia de ontem na Oficina de S. José para desenvolver uma iniciativa de voluntariado com os seus colaboradores que beneficiou as instalações e também os utentes daquele Lar de Infância e Juventude.
A iniciativa ligou-se à comemoração do Dia da Segurança Social – que ocorreu anteontem – e que levou o instituto de Braga prolongar as comemorações e a avançar com a criação de um grupo de voluntariado constituído pelos seus colaboradores, e que apesar de não estar ainda formalizado como grupo, teve ontem a sua primeira actividade.
A directora da Segurança Social de Braga, Maria do Carmo Silva, marcou presença na instituição e disse ao Diário do Minho que os constituintes do grupo de voluntariado são colaboradores e também dirigentes do próprio Instituto de Segurança Social.
«Hoje (ontem) foi a vez Oficina de S. José por algumas razões: porque está a comemorar 120 anos e porque precisava das pinturas nos quartos», disse a responsável. «A Oficina de S. José é nossa parceira e portanto devemos também fazer acções de voluntariado junto dela», já que, «todos os dias, as direcções destas casas fazem voluntariado».
Para Maria do Carmo Silva estas iniciativas voluntárias irão continuar a realizar-se noutras instituições do distrito como forma a reconhecer e a agradecer o trabalho desenvolvido em prol dos utentes. «Na prática, é um trabalho de entreajuda», referiu, porque «as instituições sociais são motores de voluntariado».
Uma vez que a Segurança Social também apela ao voluntariado social esta é «a nossa forma de darmos o exemplo», frisou a directora de Braga da Segurança Social.
A acção promovida teve a ver com a pintura de uma das alas do edifício situado na Rua do Raio, concretamente os quartos dos utentes mais novos da Oficina de S. José. Foram quatro camaratas que ficaram, deste modo, mais coloridas e com mais animação nas paredes.
Diga-se também que as tintas e os materiais necessários à actividade foram oferecidos pelo AKI.

Oficina reconhece
e agradece gesto
Para o director técnico da Oficina de S. José a iniciativa pioneira do Instituto de Segurança Social de Braga representa um caminhar no mesmo sentido entre as instituições que acolhem menores, como é o caso da Oficina de S. José, e a própria Segurança Social. «Temos dado conta que nos últimos tempos tem existido uma aproximação acentuada da Segurança Social a estas instituições, o que faz valorizar o nosso trabalho», referiu Serafim Gonçalves.
O responsável disse ainda que a Oficina de S. José reconhece a atitude da Segurança Social e congratula-se e felicita o corpo directivo da mesma pela acção.
Também o cónego Fernando Monteiro, director interno da instituição, manifestou gratidão e reconhecimento pelo gesto que o instituto dirigido por Maria do Carmo Silva teve para com a instituição fundada há 120 anos.

7 de maio de 2009

Consagração à Mãe




Ó Santa Mãe, Senhora de Fátima
E teus pés, prostrado e caído por terra
Venho agradecer-Te a tua protecção maternal.

Tu velas por mim
Como Mãe atenta e solícita,
Por mim que tanto preciso.

Mas aqui, no altar do mundo
Venho também reconhecer a minha miséria
O quão pecador sou.

Peço, Senhora, que inclines sempre o Teu olhar
Que não me tires da vista
E que a todo o momento me chames à verdade.

Que eu saiba, como Tu, ser discípulo de Cristo
Que guarda a Palavra
Que a torna acção na vida concreta;
Que saiba anunciar,
Transmitir o Evangelho.
Que me sinta Igreja, corpo de Cristo,
Do Teu Filho e Filho de Deus.

A Ele também me entrego
E nEle, com Ele e por Ele,
Entregar-me a Ti,
Consagrar-me de todo o coração,
Com todas minhas as forças e por inteiro.

O Maria Virgine, Mater Dei, ora pro nobis.
Totus tuus.

inédito José António Carneiro

D. Manuel Martins visitou prisão de Braga



Bispo Emérito de Setúbal pediu
redescoberta da dignidade pessoal

O Bispo Emérito de Setúbal esteve ontem à tarde no Estabelecimento Prisional de Braga e desafiou os reclusos a serem solidários e a aproveitarem todas as oportunidades que surjam no tempo de reclusão para redescobrirem o valor e a dignidade da pessoa humana. D. Manuel Martins participou na V Semana de Fé e Cultura, naquele estabelecimento, e transmitiu à população prisional de Braga uma mensagem de esperança e de confiança, apesar da contrariedade da falta de liberdade.
Numa das salas da prisão de Braga, D. Manuel Martins começou por falar do valor da solidariedade, defendendo que esta se pode viver dentro da própria cadeia, embora o lugar fundamental para a sua vivência seja a família, e daí se alargue a todos os âmbitos da vida. «A primeira lição que vos quero deixar é esta: O homem íntegro é solidário», afirmou aos presentes.
Desfiando vários episódios da sua vida, o prelado falou ainda da comunicação como aspecto fundamental da realização da pessoa humana.
D. Manuel Martins recordou aspectos do seu ministério episcopal, particularmente a entrada na diocese de Setúbal, no período pós 25 de Abril. Com ironia e boa disposição, foi recordando que é conhecido, em alguns quadrantes, por “bispo vermelho”. «É um facto que tomei como missão andar no meio do povo», frisou.
«Em alguns momentos achei que era mais necessário estar numa manifestação de trabalhadores do que celebrar missa», revelou aos reclusos.
Sobre a sua proximidade em relação à população prisional, destacou que, como bispo, visitou grande parte das cadeias portuguesas.
Em Setúbal, D. Manuel Martins visitava semanalmente a cadeia. «Falava com todos os reclusos e tomava nota do nome e da proveniência para falar com os párocos e estes falarem com as suas famílias».
Nesta linha, o prelado defendeu que «quando alguém visita um recluso deve fazê-lo sabendo que se visita um irmão que é imagem do próprio Deus».
Como é característica, D. Manuel Martins lançou “farpas” a algumas situações que vão ocorrendo na vida social portuguesa e, também, na vida da Igreja. «Faz parte da filosofia democrática actual que, quando alguém “grande” faz asneira, mandam-no logo para a Europa», denunciou, arrancando alguns comentários da plateia. «Muitos dos que estão presos – e são “pequenos” – deviam estar em liberdade e muitos dos que estão em liberdade – e são “grandes” – deviam estar presos», disse o bispo.
Concretamente sobre a vida eclesial, falou das designadas «elevações», ressalvando que, na Igreja, quando alguém é destacado para qualquer missão é sempre com o intuito de ajudar outros a elevarem-se. «Não há promoções na Igreja», afirmou.
Da plateia vieram, no final da intervenção, algumas perguntas para o prelado, mas também alguns elogios, sustentado a verticalidade e a coragem que sempre teve na denúncia das injustiças.

Prisão de Braga vai ter
grupo de voluntariado

O Estabelecimento Prisional de Braga vai voltar a ter um grupo de voluntariado, constituído a partir do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo. A informação foi revelada pelo padre João Miguel Torres, que ficará, como noutros tempos, responsável por este grupo.
Em declarações, o sacerdote referiu que «o projecto educativo do Seminário prevê que os seminaristas tenham algumas experiências de visita à cadeia, como já vai acontecendo com alguns seminaristas».
A ideia é retomar o grupo de voluntariado – que, há alguns anos, chegou a ser o maior do país – na prisão de Braga. A partir daí, poderão advir outros projectos e iniciativas, referiu o sacerdote.

Vítor Feytor Pinto apontou falhas no documento do PS


Educação sexual nas escolas é uma urgência

O monsenhor Vítor Feytor Pinto defendeu que o projecto de Lei do PS sobre a educação sexual nas escolas deve inserir mais e melhor «os valores espirituais e afectivos» na educação da sexualidade e não deve usar a terminologia de «aulas de educação sexual», já que se trata de um problema «transversal». O coordenador nacional da Pastoral da Saúde falava, nos Serviços Centrais da Arquidiocese, no IV Fórum Interdisciplinar de Professores, promovido pela Pastoral Universitária da Arquidiocese de Braga em colaboração com a Vigararia para a Cultura e Diálogo.
Apesar de alguns pontos em desacordo, Feytor Pinto reconheceu que o documento do PS contém «elementos positivos» e, principalmente, que a educação sexual é uma urgência. «Não podemos incumbir à família essa missão porque a maior parte delas não está preparada para isso», afirmou ao Diário do Minho, à margem do encontro .
«Se nas famílias mais evoluídas eu até poderia responsabilizar os pais pela educação sexual dos filhos, na generalidade dos lares portugueses isso não se pode exigir porque não pensam nem se preocupam com nisso».
É por esta razão, que o coordenador nacional da Pastoral da Saúde entende que «a escola tem de estabelecer uma linha de complementaridade com a família». Todavia, a dificuldade está no facto de encontrar a melhor forma para a fazer.
O responsável considera que «os professores que até têm capacidade para dar uma instrução biológica e fisiológica, não terão a mesma capacidade para introduzir os valores de referência que levam a criança, o adolescente e o jovem a saber quando dizer sim ou quando dizer não, em ordem à actividade».
E porque o documento da bancada socialista fala em aulas de educação sexual também isto levanta problemas e gera em Feytor Pinto algum descontentamento e mal-estar. «A sexualidade é um assunto transversal, que não tem a ver com aulas e que deve incluir os seus muitos intervenientes». E defende: «o que não podemos fazer é deixar que cresça uma sociedade e um grupo etário de crianças e adolescentes sem o elemento de uma educação profunda nesta área da vida humana».
O IV Fórum Interdisciplinar de Professores reflectiu sobre “O que diz a Igreja sobre a sexualidade” e o coordenador nacional da Pastoral da Saúde começou por defender que «a sexualidade não é um tema delicado, mas fundamental, porque o valor máximo que o ser humano tem é o da sua sexualidade». Além disso, é através desta que o ser humano se torna cooperador da acção criadora de Deus.
Para o monsenhor Feytor Pinto, «as pessoas têm-se limitado a passar de modo muito superficial sobre esta realidade tão importante», sendo «urgente falar e debater as questões ligadas à educação da sexualidade humana».
Neste ponto, torna-se igualmente fundamental olhar para os problemas fracturantes que vêm anexados à questão da sexualidade.
O orador desenvolveu particularmente quatro: homossexualidade, prevenção da sida, planeamento familiar e, finalmente, educação sexual.
Face à actual definição de sexualidade marcadamente vista como exercício sexual, Feytor Pinto contrapôs o «pensamento brilhante de João Paulo II», particularmente expresso na Familiaris Consortio, onde define a sexualidade como um «dinamismo integrante e integral, que atinge a vida toda do homem (corpo, alma e sentimento), desde a concepção até à morte, e leva o ser humano à doação total de si num grande projecto de vida».

Peregrinos de Fátima “abençoados”


Caminhada de fé saíu da Sé de Braga termina dia 12 em Fátima

O Arcebispo de Braga presidiu a uma Eucaristia que assinalou a saída de um grupo de peregrinos, constituído por 54 pessoas, que vão a pé até Fátima, onde chegarão no próximo dia 12.
Na homilia, uma «partilha espontânea e amiga», D. Jorge Ortiga apontou três aspectos da peregrinação em geral. «Ao peregrinar, propomos atingir uma meta, vamos a um lugar, há um percurso estabelecido, neste caso, o Santuário de Fátima, e lá o encontro com a Mãe». Este aspecto deve fazer pensar que a vida tem uma meta e uma finalidade.
Além do mais, a caminhada tem sempre «exigências». «O peregrino deve libertar-se do acidental e caminhar com o essencial», de modo que seja facilitada a tarefa de caminhar.
Finalmente, o prelado salientou que o facto de a caminhada ser feita em grupo torna-se uma «oportunidade para uma maior consciência de que caminhamos com os outros, sendo mais fácil, assim, atingir os objectivos».
Esta peregrinação, apelidada de “Peregrinação das Farmácias”, é uma caminhada com fé. Segundo Fernanda Santos, mentora da iniciativa, «só a fé nos permite caminhar assim. Vamos ter momentos difíceis, mas a fé vai fazer ultrapassar tudo», disse.
A ideia surgiu já há muito tempo, sendo depois materializada. Foi contratada uma empresa de organização de eventos, por causa da «logística pesada» e porque se pretendia uma peregrinação ou caminhada com seriedade, mas também com segurança, conforto e bem-estar.
Num tempo de crise, os muitos apoios e patrocínios conseguidos para esta iniciativa permitiram aos caminhantes fazer a peregrinação «quase de graça». Aliás, antes da saída, os promotores reembolsaram os participantes em 50 euros, facto saudado e aclamado pelos peregrinos.

6 de maio de 2009

Voluntários precisam-se!



Apraz-me registar com muita alegria e satisfação a realização da V Semana de Fé e Cultura, uma iniciativa que se realiza em benefício da população do Estabelecimento Prisional de Braga. Durante esta semana são várias as actividades programadas que pretendem ajudar a “rasgar horizontes”.
Ressalvo esta iniciativa porque, em tempos de estudante universitário, também estive ligado à sua organização, inserido na Pastoral Prisional de Braga, como seminarista. Também eu tive oportunidade de labutar com outros companheiros para conseguirmos trazer à prisão de Braga, ou fora dela, pessoas que, pelo seu mérito de vida, fossem exemplo e testemunho para os presos.
Lembro as canseiras e as dificuldades sentidas do dia-a-dia, das visitas à cadeia, dos cursos, formações, palestras, encontros e toda uma panóplia de actividades que preparávamos, apenas a pensar no bem que podiam fazer aos reclusos.
No meio disto, havia um excelente grupo – numeroso e bom – de voluntários e voluntárias que se empenhava nesta missão.
A Pastoral Prisional de Braga tinha, nesse tempo, (como hoje, com certeza!) excelentes relações com a direcção, os guardas, com o grupo de professores da Escola EB2, 3 André Soares, com a capelania, o Seminário Conciliar e a Arquidiocese...
Claro que todos estes intervenientes percebiam que a Pastoral Prisional realizava uma trabalho pertinente e até mesmo necessário. Não eram apenas visitas, quer a reclusos, quer a muitas das suas famílias, nem eram só orações e missas: era formação, partilha de conhecimentos e de competências, era educação, era, acima de tudo, preparação para uma reinserção social, a todos os níveis.
Por isso, alegro-me conhecer hoje pessoas (e conheço casos) que encontrei na prisão e que seguiram com as vidas em frente e hoje estão inseridas na sociedade.
Faço votos para que esta semana cumpra todos os seus objectivos.
Mas reforço a ideia: era bom ver de novo um grande grupo de voluntários na prisão de Braga, para bem dos reclusos. Voluntários precisam-se!

5 de maio de 2009

O que nos une e não o que separa!

Obrigrado Zé Ferreira por me mostrares

Resistir/Declinar


Desejo ir ter contigo, ó meu sustento,

Aqui não terei mais satisfação

E geme e chora meu pobre coração

Porque longe está o Céu que eu contemplo.

 

Desejo unir-me a Ti, ó bom Senhor,

Cumprida está aqui minha missão

Estende-me o Teu olhar e a Tua mão

Segura-me se caio, por amor.

 

Senti as alegrias do caminho

Também as agruras do andar

Mas, por tua força e sustento, resisti…

 

E parto para Deus, não vou sozinho,

Levo tantos que amei e quero amar

Pois, tudo guardo, bom e mau, que eu vivi.

inédito José António Carneiro

1 de maio de 2009

Igreja e PCP de mãos dadas contra a crise


D. Jorge Ortiga e Jerónimo de Sousa analisaram situação do país
Igreja e PCP em caminhada comum
contra os problemas sociais

O secretário-geral do PCP reconheceu ontem, em Braga, o trabalho que a Igreja Católica tem feito para combater os problemas sociais e defendeu que há uma caminhada a fazer em conjunto, de forma a dar resposta à situação dramática em que se encontram cada vez mais portugueses. Jerónimo de Sousa falava após um encontro com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que pediu «esperança e uma certa dose de optimismo» para combater a crise.
O líder comunista referiu que, «dentro do respeito pelas diferenças entre um partido político e uma organização religiosa», é possível uma convergência que ajude a encontrar soluções para fazer face a um cenário de «agravamento da situação económica e social, de uma profunda crise, que atinge particularmente quem menos tem e menos pode» e que origina casos desesperados de pobreza e exclusão social.
«É possível uma convergência, com todas as diferenças que existem. É possível uma caminhada em torno destas grandes questões sociais. Pela acção da Igreja, direccionada para os problemas sociais, e tendo em conta a identidade do meu partido, que se afirma dos trabalhadores, há um caminho comum a percorrer, uma luta que é preciso travar com um conteúdo de esperança e confiança que é possível uma vida melhor», sublinhou.
Jerónimo de Sousa reconheceu «o esforço que está a ser feito pela Igreja», nomeadamente de voluntariado, solidariedade, denúncia das situações mais dramáticas e apelo às instituições para que as resolvam. Por isso, e uma vez que ambos têm um conhecimento significativo da realidade social, entende que a actuação conjunta é possível, com a Igreja a continuar com a sua «acção social, directrizes e concepções» e o PCP «a lutar, a chamar os trabalhadores a não baixarem os braços e a apresentar propostas na Assembleia da República».
Contudo, o comunista considerou que esta actuação não deve servir para diminuir a responsabilidade do Estado: «Por muitos esforços generosos que a Igreja e outras instituições façam, se o Governo, através das suas políticas, não assumir as responsabilidade que constam da Constituição da República, os esforços serão no mínimo insuficientes e naturalmente ineficazes no quadro de uma crise que não se sabe quando vai terminar».
O secretário-geral comunista referiu que o partido tem «uma visão estratégica sobre a forma de ultrapassar a crise, mas o que se trata agora é de atender às situação urgentes, particularmente no plano social». O líder defendeu o «alargamento dos critérios de atribuição do subsídio de desemprego, uma vez que mais de 50 por cento dos desempregados, particularmente os jovens, não têm acesso a esse apoio», a fiscalização do “lay-off” e dos despedimentos colectivos.


O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa sublinhou que «a Igreja está próxima da população e conhece as suas necessidades e também se inquieta com o dramatismo de algumas situações». D. Jorge Ortiga lembrou que já não é a primeira vez que manifesta publicamente as suas preocupações com a situação social. «É com esperança e uma certa dose de optimismo que conseguiremos ultrapassar esse dramatismo. Analisar é fundamental, conhecer é imprescindível e denunciar é uma atitude que diz respeito a todos e faz falta», declarou.
O Arcebispo de Braga defendeu que a luta contra a crise se faz «dando as mãos e esperando que o Estado seja capaz de dar uma resposta aos problemas». Na sua perspectiva, a situação exige igualmente que cada um na sua área se comprometa a minorar os problemas sociais. «A Igreja está empenhada em encontrar soluções para os problemas», declarou, assegurando que se solicitarem a sua ajuda esta instituição «estará na primeira fila para dar a Portugal um futuro melhor».
O prelado referiu que «há pessoas que pensam que a doutrina da Igreja é rígida e fixa», quando no seu dia-a-dia «procura a verdade de modo permanente». «Ela procura dialogar com todas as pessoas e estruturas que estão comprometidas no terreno», sublinhou.
D. Jorge Ortiga assegurou que, como Arcebispo de Braga e presidente da Conferência Episcopal, tem «mantido a atitude de dialogar, de receber, de acolher todos os partidos políticos, independentemente da sua cor e ideologia porque é a partir da partilha de ideias que se encontra o caminho mais certo e mais seguro». «Faço isto fora da campanha eleitoral porque nessa altura não me quero confundir ou identificar com ninguém», acrescentou.
O prelado sublinhou a «atitude de pluralismo», reiterando que «a Igreja não está de lado nenhum, nem contra ninguém, mas a favor da dignidade humana» e que «luta para que os homens e as mulheres possam ter uma vida digna, alicerçada na justiça e com condições para que isso aconteça». «A Igreja cumpre as tarefas do anúncio de uma doutrina, da denúncia das situações graves e do compromisso de ajudar a encontrar respostas para esses problemas», enfatizou.

Texto Luísa Teresa Ribeiro
Foto Avelino Lima

Diário do Minho, 1 de Maio

Vila do Conde incentiva criação de micro-empresas



Câmara apresenta medidas para combater a crise

A Câmara Municipal de Vila do Conde quer combater os efeitos da crise económica e atacar o problema do desemprego, que afecta o concelho, com um fundo de 500 mil euros, para incentivar a criação de micro e pequenas empresas. A informação foi avançada ontem por Mário Almeida ao falar deste projecto, no âmbito do Programa FINICIA, promovido pelo Ministério da Economia, através do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI).
O edil de Vila do Conde referiu que a adesão do município ao Programa FINICIA, para além das grandes expectativas que traz, visa robustecer o tecido empresarial do concelho, estimulando investimento, melhorando produtos e serviços e modernizando instalações.
Este programa é um mecanismo financeiro de apoio a micro e pequenas empresas com actividade essencialmente local, que podem receber até 45 mil euros cada. O fundo é constituído por 500 mil euros, sendo que 20 por cento é participação camarária e os restantes 80 provenientes de uma instituição de crédito.
Ainda em fase de negociações com a entidade bancária, uma vez que o próprio programa impõe limites à taxa de juro, a autarquia, que vai investir qualquer coisa como 100 mil euros neste programa, pretende que este fundo de apoio às empresas esteja implementado no concelho dentro de dois mês.

Mário Almeida deu conta ainda da alteração das taxas cobradas na feira semanal de Vila do Conde e do Mercado Municipal. Inserida numa política de promoção do emprego, a autarquia vai descer as taxas cobradas naqueles espaços comerciais, reduzindo-as em cerca de 30 por cento, o que implica para o município uma «perda na ordem dos 120 mil euros por ano».
Dentro destas medidas, o autarca destacou ainda que o pagamento relativo ao aluguer do espaço na feira semanal passa a ser efectuado mensalmente, num valor fixo, durante 48 semanas, em vez das 52 do ano civil, fazendo com que as despesas dos feirantes fiquem diminuídas em 30 por cento.

Festa das Cruzes em Barcelos




Barcelos acolhe até domingo milhares de pessoas
Tapetes de flores naturais evocam
Ano Paulino e milagre das Cruzes



Os tradicionais tapetes de pétalas de flores naturais continuam a ser uma das atracões maiores da Festa das Cruzes, de Barcelos, que arrancou ontem e termina este domingo. Este ano os dois tapetes floridos, expostos em pleno Tempo Senhor Bom Jesus da Cruz, evocam o Milagre das Cruzes e também a figura de S. Paulo, explorando o facto de a Igreja Católica estar a celebrar o Ano Paulino.
José Gomes é o responsável pela confecção dos dois tapetes e disse ao Diário do Minho que a execução das obras envolveu directamente cerca de duas dezenas de pessoas, sem contar as equipas que andaram, nos últimos dias, a apanhar as flores em campos e quintas de Barcelos, Esposende, Póvoa de Varzim, Ponte de Lima e Vila Verde.
«Começamos a fazer estes quadros no passado domingo de tarde e terminamos ontem (anteontem)», disse o responsável pela criação dos quadros há mais de 20 anos. São muitas horas na confecção dos dois tapetes que deverão ser vistos por milhares de pessoas, até domingo.
As flores são na sua maioria naturais, há excepção de algumas, poucos, que não se encontram facilmente nos campos da região, disse José Gomes, que é mesário da Real irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz.
O primeiro dia da Festa das Cruzes, de Barcelos, contou ainda com uma feira de Artesanato, no Largo da Porta Nova.
Algumas bancas, em frente ao templo, expunham trabalhos manuais realizados por alguns artesãos do concelho.
«Gosto muito de fazer imagens com o presépio e também com Santo António», disse Lurdes Ferreira, de Galegos S. Martinho, enquanto idealizava mais uma peça no local.
A Festa das Cruzes de 2009 continua hoje com um dos momentos altos destes dias. A Batalha de Flores começa, em Barcelos, a partir das 15h00 e promete congregar milhares de pessoas.
Uma nota de registo, relevante dado o incómodo que pode causar aos visitantes, é o facto de o centro da cidade estar a receber actualmente obras de remodelação de vias rodoviárias, o que dificulta a mobilidade e acima de tudo o aparcamento.

30 de abril de 2009

Separação




Querer-te mal, porquê? Foste quem eras!
Um corpo gentil e perfeito
Que se moldava ao meu
A qualquer modo e jeito,
No bosque de todos os sonhos.

Que culpa tinhas tu quando esperavas
O lugar prometido no meu peito
E sais da vida e do meu leito
Com a simplicidade que chegavas.

A culpa tenho-a eu
Porque fui triste
Ao desejar no alto do meu sonho
Abraçar o bem que não existe.

Fui essa coisa fútil e complicada
Não me encontrando onde pensava
E encontrando-me onde não há nada.

inédito José António Carneiro

Noite UP’S tem inscrições abertas


Dia 22 de Maio, de Tibães ao Sameiro

Pelo terceiro ano consecutivo realiza-se, em Braga, a Noite UP’S – Upa para o Sameiro, que se realiza a 22 de Maio, a partir das 21h30. Os interessados já podem fazer a inscrição para mais uma caminhada nocturna de Tibães ao Sameiro, apelidada “Uma directa com Deus”.
Segundo uma nota enviada pelos organizadores, as inscrições estão abertas a todos os interessados com mais de 16 anos. Os que quiserem participar nesta caminhada que sai do Mosteiro de Tibães, pelas 21h30, podem fazer a sua inscrição pelo e-mail noiteups2009@gmail.com, ou preenchendo a ficha de inscrição e deixando-a no Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese, na Rua de S. Domingos, em Braga.
A iniciativa é organizada pelo Grupo “Peregrinos”, que dá conta que o site www.noite-ups.blogspot.com contém informações actualizadas sobre a iniciativa. Além disso, os interessados podem ainda ver o vídeo promocional da noite em http://www.youtube.com/watch?v=5KyTvx2cRrM.
A iniciativa tem congregado centenas de jovens nas edições anteriores e os promotores desafiam mais jovens a participar na criativa caminhada que termina com o pequeno almoço servido junto à basílica do Sameiro.
Recorde-se que a inscrição tem o valor de quatro euros, incluíndo o transporte de regresso ao mosteiro.
O programa da noite tem lugar de destaque para o Banquete eucarístico, às 23h00. Além disso, estão previstos vários momentos de interesse: 2000 anos barreiras (00h45), Trust me (02h00), Blog do Paulo (03h00), Parar para arrancar (04h30), Pit Stop (05h45) e Meta (08h00).

29 de abril de 2009

Nos caminhos da solidariedade


Buscando razões para a vida
Deparei-me com o imenso
De grotescos atentados…

Tanto sangue, tanta lágrima

Vi escorrer, adormecido,

Entrei num tormento
De um velho a sofrer.

Os gritos, desvarios exuberantes
De mulheres maltratadas, encontrei
E, sofrendo como elas, me escondi
Envergonhado e inerte.

Um mundo paralisado
Sem garra e sem vida,
Qual cadáver,
Deambula, tranquilo, despreocupado.

Felizmente, a esperança nunca morre

Quando pomos bem atentos os ouvidos
E agimos solidários, pela Palavra.

Porque fazemos a vida de palavras
Transformadas em acção, acreditei
Na Palavra, excelente, do Meu Deus:

“Amai como Eu vos amei!”.


inédito José António Carneiro
foto tirada daqui

«Homossexualidade revela imaturidade afectiva»


Padre Vasco Pinto de Magalhães falou ao Clero de Braga

O padre Vasco Pinto de Magalhães defendeu ontem, em Braga, que a «homossexualidade revela imaturidade afectiva» e não é mais que «uma dificuldade de identificação com a complementaridade». O jesuíta falava ao presbitério bracarense, em mais uma Jornada de Formação do Clero, que teve uma particular incidência na celebração do Ano Paulino, com a visita à exposição de Ilda David’ e com a leitura da Carta de S. Paulo aos Gálatas.
A partir do tema “Relação interpessoal. Da liberdade à libertação”, o padre Vasco Pinto de Magalhães dividiu a sua apresentação em três pontos, desenvolvidos em três tempos de intervenção, entre a manhã e a tarde. Foi a terminar o segundo momento que o sacerdote, ao falar das patologias das relações interpessoais, aflorou a questão da homossexualidade, referindo que, antes de mais, esta se liga à questão da educação e que é um «problema de imaturidade e de não desenvolvimento saudável da afectividade».
Para o jesuíta, a homossexualidade tem a ver com a «dificuldade de superação da síndrome de Narciso», ligada à fase dos sete anos de vida da criança. «A síndrome de Narciso é uma excessiva fixação na fase pré-adolescente, em que a criança se procura a si mesma, e, se mais tarde, não supera isso, com a descoberta da complementaridade, está lançada a base para a homossexualidade», afirmou.
Todavia, antes ainda de se referir às patologias das relações interpessoais, o sacerdote que trabalha com jovens universitários, em alguns centros da Companhia de Jesus, começou por destacar a dinâmica privilegiada dessas relações, concretamente o «investimento arriscado» e o «mecanismo de feedback».
Desenvolvendo o segundo, explicou que “feedback” é «fazer eco de uma informação», é uma «restituição de informação». Ao nível das relações interpessoais, é «acolher o outro nas palavras, lê-lo no seu contexto e restituir a informação sem fazer qualquer juízo valorativo».
Sobre este mecanismo e sobre o seu uso em ambiente pastoral, o padre Vasco Pinto de Magalhães frisou que o “feedback” deve ser «mais descritivo que valorativo», «concreto», «deve olhar mais a necessidade do outro que recebe do que o alívio de quem diz», «deve buscar a utilidade», sempre com «sentido de oportunidade».
O encontro, que juntou cerca de uma centena de sacerdotes, serviu ainda para o orador apresentar a correlação entre felicidade e amor.
Para o jesuíta, acompanhado na mesa pelo padre Luís Marinho, «a felicidade é, antes de mais, um dever que um direito», e é também «o modo de a pessoa ser fecunda (felix)», porque «a felicidade é aquilo que cada um pode dar de si aos outros».
Apoiado no pensamento de Teilhard de Chardin, destacou que «a felicidade depende do exercício gradual da pessoa aprender a centrar-se, a descentrar-se e a sobrecentrar-se».
O «centrar-se» liga-se ao «recto amor e apreço de si próprio», que inclui «capacidade de auto-crítica e auto-avaliação». O «descentrar-se», que é simultâneo ao anterior, tem a ver com o «perceber o valor do outro», colocando-o como «centro de gravidade». Estes dois exigem um outro, que esteja para além dos dois, e que é transcendente. «O sobrecentrar-se é encontrar alguém que alarga os horizontes e que oferece ideais», afirmou.
Vasco Pinto de Magalhães apontou, depois disso, «os graus do amor», começando por colocar no primeiro «a aceitação do outro», que implica «comportar-se de tal modo que o outro possa ser outro diante de mim, sem necessidade de se defender».
Num segundo grau, o sacerdote colocou «a amizade» que «só é possível entre poucos» e que «supõe simpatia mútua e mútua liberdade». No terceiro grau, colocou «a conjugalidade» como «descoberta da complementaridade» e, por fim, colocou «a adoração», que se reserva ao Absoluto.

Jornada de formação teve forte componente paulina
A jornada de formação do Clero da Arquidiocese de Braga decorreu ontem, no Auditório S. Frutuoso, no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, e teve uma forte componente direccionada para a celebração do Ano Paulino, particularmente, com a visita à exposição de Ilda David’, que está patente no Seminário, e com a leitura da Carta aos Gálatas, na igreja dedicada ao Apóstolo dos Gentios.
A respeito da exposição, o padre Joaquim Félix disse que esta já foi visitada por mais de 2.300 pessoas, e, apesar de ser um «investimento arriscado da Arquidiocese e do Seminário Conciliar», os ecos «têm sido muito positivos».
O almoço decorreu no Seminário, juntamente com os seminaristas.

Dez grávidas abençoadas em Braga


Associação Famílias celebrou padroeira


A igreja paroquial de S. Lázaro, em Braga, acolheu ontem, ao final da tarde, a já habitual bênção das grávidas, uma celebração organizada pela Associação Famílias, no dia da sua padroeira, Santa Joana Beretta Molla. O padre Roberto Mariz exortou dez grávidas, bem como os demais presentes, a comprometerem-se com a vida, com a alegria, com o trabalho e com a Igreja, a exemplo da santa italiana canonizada por João Paulo II em 2004.
No rito de bênção que decorreu depois da homilia, o sacerdote explicou que esta acontece «para que a mãe ame, desde já, o fruto que tem em seu seio». Feita a bênção e terminadas as saudações, os presentes manifestaram a sua alegria com uma salva de palmas para as futuras mães.
Na homilia, o pároco de S. Lázaro começou por enaltecer o trabalho desenvolvido pela Associação Famílias, constituída por leigos, em prol da família e da defesa da vida.
A respeito da memória litúrgica de Santa Joana Beretta Molla, o sacerdote, que é responsável pela Pastoral Familiar ao nível da Zona Pastoral da Cidade, defendeu que a santa italiana é exemplo de compromisso com a vida, porque, na quarta gravidez, Santa Joana, apesar dos problemas, «exigiu que os médicos salvassem a filha».
Além disso, o padre Roberto Mariz destacou que, em vida, «Joana Beretta Molla irradiava alegria, paz interior e felicidade», o que por si mesmo revela «gosto por viver».
O sacerdote destacou, por fim que, como médica, Santa Joana é também para todos exemplo ao nível do «compromisso com o trabalho», e como crente, é exemplo pelo «testemunho de amor e compromisso com a Igreja».
Esta celebração aconteceu pelo quarto ano consecutivo.

28 de abril de 2009

Dia Arquidiocesano da Juventude







Número de participantes abaixo das expectativas
D. António Couto desafia jovens
a arriscar e a dar passos em frente

Os jovens cristãos da Arquidiocese foram ontem desafiados pelo Bispo Auxiliar de Braga a arriscar e a dar passos em frente para fazer com que a sociedade e o mundo actual, «confuso e baralhado», seja mais belo e mais atraente. D. António Couto falava em Vila Nova de Famalicão, em pleno Jardim de Sinçães, no encerramento do Dia Arquidiocesano da Juventude, que reuniu cerca de mil jovens, número que ficou abaixo das expectativas da organização.
Depois das actividades previstas, D. António Couto, em representação do Arcebispo de Braga, que participou no Vaticano na cerimónia de canonização de S. Nuno de Santa Maria, pediu coragem para arriscar e dar passos em frente. Apoiado no que chamou «a parábola da tartaruga», o prelado disse que «às vezes vale a pena arriscar e transgredir, ou seja, dar passos em frente».
Servindo-se ainda do contratempo, causado pelo forte vento que se levantou a meio da tarde, e que dificultou a construção de uma tenda gigante – na linha do imaginário paulino – o Bispo Auxiliar afirmou, num misto de ironia e seriedade: «treinai na construção de tendas, mas deixai-lhe sempre buracos para que de dentro se veja o céu e para que o céu lhe veja o interior».
Os jovens agradeceram as palavras desafiadoras do prelado com uma forte e sentida salva de palmas. Aliás, esta foi uma das imagens de marca do dia, sinal da alegria e do ambiente festivo que envolveu toda a jornada.

Barcelos acolhe encontro de 2010
Nesta sessão de encerramento, antes da actuação do padre espanhol D. José, o Departamento Arquidiocesano da Pastoral Juvenil entregou os primeiros 14 cartões aos jovens que concluíram o curso de animadores. O padre Vilas Boas, coordenador da Pastoral Juvenil, aproveitou para destacar que esta é uma aposta da Arquidiocese, tanto é que já estão mais 60 jovens a fazer o curso. A informação da não realização, este ano, do Fátima Jovem, provocou um manifesto desagrado dos jovens que só se animaram quando o sacerdote revelou que no próximo ano voltará de nova a acontecer, mas agora melhorado.
Antes de terminar a intervenção e antes de se entregaram as lembranças, o responsável arquidiocesano deu a conhecer que Barcelos é o arciprestado que vai receber a celebração do Dia Arquidiocesano da Juventude em 2010, no segundo domingo a seguir à Páscoa.
O dia foi preenchido em Famalicão e alguns jovens, em declarações ao Diário do Minho, afirmaram que podiam ser menos actividades porque o tempo não dava para tudo. Depois da missa, os participantes percorreram vários pontos da cidade, divididos pelos símbolos relativos ao cartaz do Ano Paulino, ou seja correntes, Bíblia, cruz, fogo, espada e datas. Além destes pontos, havia outros intermédios, com algumas actividades para os jovens executarem.
Para quem participou do dia, com o lema “Viajar com S. Paulo nas sendas da Palavra”, o balanço foi positivo, particularmente pela congregação dos jovens e pelo convívio estabelecido entre todos.

27 de abril de 2009

Um ramo de amendoeira




Um ramo de amendoeira
Floresce em pleno Inverno.
Apesar da intempérie
Do frio arrasador
Da turbulência gélida
Que tudo arrasta para o lamaçal.

Apesar do lodo mórbido
Que tudo suja
O ramo brota verde
Como esperança de futuro
Como anúncio primaveril
Como augúrio de algo novo
Que está crescendo e a florir.

É como este ramo
Pueril e verdejante
Que eu quero ser.

É assim que pretendo
Situar-me perante a vida:
O bom e mau que possa trazer.


inédito José António Carneiro

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...