19 de junho de 2009

Sou feliz quando…


Amanhã o meu grupo da catequese celebra a Festa das Bem-aventuranças. Partilho o que lhes vamos oferecer, junto ao diploma...


Sou feliz quando sou pobre,

Quando não me apego ao material;

Assim sou livre e estou disponível

E comprometo-me na felicidade dos outros.

 

Sou feliz quando no coração tenho pureza,

Quando os meus critérios

São orientados pela ternura e amizade

Contribuindo para uma harmonia universal.

 

Sou feliz quando me comprometo com a justiça,

Se me torno defensor dos injustiçados,

Dos sofredores e excluídos

Que, felizmente, são os Teus preferidos.

 

Sou feliz quando sou manso,

Quando sou prudente nas relações,

Não reaccionário e primário

Quando pondero e uso de prudência.

 

Sou feliz quando sou misericordioso,

Quando perdoo o que me ofende,

Para ser perdoado quando ofendo

Quando do meu íntimo saem atitudes

De clemência, compaixão e amor

Por todos as criaturas de Deus.

 

Sou feliz quando promovo a paz,

Quando instauro para mim

A obrigação de lutar pela paz

E quando a procuro viver nas relações todas.

 

Sou feliz quando choro,

Quando sofro tantas feridas

Unidas ao sofrimento redentor de Cristo,

Quando sinto, vejo e aceito

O choro dos irmãos

E ajudo à sua consolação.

 

Sou feliz quando sou perseguido

Por causa de uma vida digna à imagem de Jesus,

Quando me olham de lado

Por viver iluminado pela luz de Deus.

 

Sou feliz sempre,

Seja qual for a minha situação,

A minha necessidade ou tribulação,

Logo que esteja com Jesus.

 

Sou feliz porque deixo que sejas Tu o meu refúgio,

O meu porto seguro,

O meu conforto, o meu abraço,

O meu sustento e a minha vida

O meu alimento e o meu guia.

 

Sou feliz quando és o meu centro

Que me deixo centrar em Ti;

 

Sou feliz até na morte

Se o meu sentido tem a tua orientação

Que leva à ressurreição e à vida.

 

Sou feliz, Jesus,

Porque aceito a Tua proposta de felicidade.

 

inédito

José António Carneiro

Arcebispo critica atrasos de comissão prevista na Concordata


No encerramento do Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja

O Arcebispo de Braga criticou ontem os atrasos no trabalho incumbido a uma Comissão criada entre República Portuguesa e a Igreja Católica, para estudar o desenvolvimento da cooperação quanto a bens da Igreja que integrem o património cultural português, no âmbito da Concordata assinada em 2004.

Na conclusão do II Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja, diante do director-geral da Direcção Geral dos Arquivos, Silvestre Lacerda, D. Jorge Ortiga defendeu a necessidade desta comissão começar a funcionar, volvidos que estão mais de cinco anos desde a entrada em funcionamento da Concordata entre a Santa Sé e Portugal.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa vincou a necessidade de «pôr a funcionar» o estipulado pela Concordata, concretamente ao nível da questão dos bens da Igreja. O documento assinado entre Portugal e a Santa Sé aponta, no número 3 do artigo 23, que «as autoridades competentes da República Portuguesa e as da Igreja Católica acordam em criar uma Comissão bilateral para o desenvolvimento da cooperação quanto a bens da Igreja que integram o património cultural português». Foi precisamente sobre a ausência de trabalho desta comissão que o Arcebispo lançou críticas, apontando que apenas realizou «uma ou duas» reuniões. 

«Estamos todos a trabalhar para a mesma sociedade», disse o prelado, anotando e valorizando, por outro lado, os projectos de colaboração que já vão sendo feitos entre Estado e Igreja, particularmente a disponibilização na web dos registos de baptismo, casamento e óbito desde o século XVI até aos dias de hoje, como apontou, ontem, Silvestre Lacerda.

Criticando a «falta de cultura da memória», D. Jorge Ortiga formulou votos para que as comunidades, a Igreja e as instituições exercitem o «fazer e o produzir documentação». Exaltando a qualidade técnica exigida no trabalho de preservação dos Arquivos Eclesiásticos, o prelado exortou à «articulação de sinergias entre instituições», dando nota do desejo que a Arquidiocese de Braga tem de centralizar e de criar condições para que paróquias, movimentos, associações de fiéis, confrarias e irmandades estimem e preservem o seu património documental.

Antes da intervenção de D. Jorge Ortiga, D. João Lavrador apontou os arquivos como «manancial de vida» e como «valor e tesouro» que é memória do passado. O Bispo Auxiliar do Porto e vogal da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais citou João Paulo II para destacar a «finalidade evangelizadora» dos bens culturais da Igreja, bem como a sua dimensão «cultural e humanística». E pediu que a Igreja se englobe neste trabalho, concretamente através do apoio e ajuda que as dioceses maiores podem dar às mais pequenas, sendo sinal visível da comunhão eclesial.

Disponibilizados na web

registos deste o século XVI

 Na sua intervenção, o director-geral da Direcção Geral dos Arquivos começou por destacar a preocupação manifestada pela Igreja no que respeita aos arquivos, saudando a realização do evento que ontem terminou no Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese de Braga. Silvestre Lacerda defendeu que é importante apostar na perspectiva integrada da gestão dos mesmos, assim como na qualificação dos técnicos arquivistas.

O também responsável pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo indicou que aquele organismo colocou na internet mais de 100 mil imagens relativas a registos de baptismo, casamentos e óbitos desde o século XVI. Para já estão colocados registos relativos às dioceses do Porto, Vila Real e Lisboa, estando já digitalizados os de Portalegre e Faro. O projecto arrancou em 2008 e está a caminhar em «bom ritmo» para que «brevemente» estejam disponíveis todos os registos, que são até uma mais-valia no processo de obtenção da dupla nacionalidade.    


Prioridade é sensibilizar a hierarquia da Igreja

 O II Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja estabeleceu ontem como prioridade deste organismo a sensibilização da hierarquia da Igreja e também das comunidades cristãs no que concerne à questão dos arquivos eclesiásticos, bem como a criação de um grupo técnico de trabalho a nível nacional. João Soalheiro estipulou ainda o desejo de levar a Bilbau uma equipa de bispos portugueses e técnicos arquivistas das dioceses portuguesas para conhecer o trabalho desenvolvido naquela diocese de Espanha, ao nível do arquivo histórico e eclesiástico.

No último dia dos trabalhos do Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja, que decorreu em Braga, os participantes debateram os pontos fortes e fracos da política arquivista da Igreja e estabeleceram, em nove pontos, as prioridades para os próximos anos, num âmbito – os arquivos eclesiásticos – que foram e são, em alguns casos, o “parente pobre” do vasto património da Igreja.

Concretamente foi apresentada e defendida a necessidade da constituição de uma equipa ou grupo técnico, quer a nível nacional quer a nível das dioceses portuguesas. Este grupo deverá trabalhar junto do secretariado nacional, com a presença de um bispo, e deverá possuir capacidade de criar e estabelecer orientações normativas para a Igreja Católica portuguesa.

Outro elemento apontado como urgência tem a ver com a sensibilização para a preservação do património documental da Igreja e para a formação dos técnicos. A sensibilização deve ser alargada, incluindo a hierarquia da Igreja, concretamente bispos e sacerdotes, mas deve também ser tida em conta na própria formação dos seminaristas. Além do mais, porque a questão da arquivística da Igreja será cada vez mais base de diálogo com a sociedade civil, convirá, segundo os conselheiros, incluir e abranger a própria sociedade civil e as suas estruturas.

A organização de um encontro nacional de arquivistas eclesiásticos, «não na sacristia, mas em locais onde possa haver diálogo com a sociedade», é, para João Soalheiro, uma das formas encontradas para responder à necessidade de sensibilização e formação na área do património documental e arquivos da Igreja.

Neste âmbito, o Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja decidiu, dentro das suas competências, desafiar o presidente de Conferência Episcopal Portuguesa e mais alguns bispos, que, acompanhados por uma comitiva de técnicos arquivistas das dioceses, possam visitar e conhecer o trabalho desenvolvido pela e na diocese de Bilbau, por ser um dos mais conceituados em Espanha.

No Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese, representantes das 21 dioceses portuguesas e de várias instituições eclesiais da área dos bens culturais e patrimoniais apontaram algumas lacunas ao nível da política arquivista da Igreja. Escassez de recursos económicos e financiamentos, inexistência de um diagnóstico nacional e diocesano ao nível da situação dos arquivos das Igrejas particulares, falta de consciência para a importância da preservação do património documental e inadequação e inexistência de infra-estruturas capazes de acolher o vasto património documental foram alguns dos pontos fracos elencados. 

João Soalheiro alertou também para a necessidade de se estabelecer contactos e articulações com as Cúrias diocesanas que são motores de produção documental. «Os Arquivos Eclesiásticos devem trabalhar em simbiose com as Cúrias», sustentou.

18 de junho de 2009

Nas Tuas mãos…



Um silêncio que me fere os ouvidos
Fala-me de Deus.
Um deserto cheio de nada
Revela-me o que sou,

O que sinto.

Eis a verdade que me habita:
Sou homem
Frágil, limitado.
Procuro o caminho,
O sentido,
A vontade d’Aquele que me fala o silêncio.

Procuro Deus
E encontro-O na brisa
Na flor do jardim.

Esse Deus que amo

No Qual deposito a minha vida

Em suas mãos

E sinto-me seguro e amado.

Nas Tuas mãos eu quero estar.


inédito José António Carneiro
9/7/07, Singeverga
foto

Igreja atenta à preservação do património documental


Conselho Nacional dos Bens Patrimoniais da Igreja está a decorrer em Braga

Reflectir sobre o futuro do vasto património documental da Igreja Católica é um dos principais objectivos do II Conselho Nacional dos Bens Patrimoniais da Igreja, que está a decorrer em Braga, tendo como tema “Arquivos da Igreja – memória das comunidades ao serviço da sociedade”. Ontem, os participantes, além da análise da situação vivida nas dioceses portuguesas, tomaram conhecimento do caminho percorrido pelo Arquivo de Bizkaia, na diocese de Bilbau, um dos melhores em Espanha, e que foi apontado como exemplo a seguir.
Na sessão de abertura, o director do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja apontou alguns dos objectivos do encontro, que tem o ponto alto na manhã de hoje, com os trabalhos de grupo e consequente plenário sobre o caminho que está a ser feito nas dioceses de Portugal ao nível dos arquivos históricos. João Soalheiro sustentou que a missão do Conselho, sem ser normativa, é importante, apelidando-a de «obrigação ética» para a orientação do trabalho e as decisões dos bispos em relação ao património da Igreja.
O responsável pelo Conselho Nacional criado em 2008, pela Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, salientou que este grupo de trabalho deve «apoiar e sustentar a política arquivista e documental das dioceses».
Em relação a projectos em que está empenhada a Comissão dos Bens Patrimoniais da Igreja, referiu a assinatura em breve de um protocolo entre Ministério da Cultura e a Conferência Episcopal Portuguesa, designado “Rota das Catedrais”, e que visa requalificar algumas das catedrais de Portugal. Outro projecto que merece o empenho da Comissão, denominado “Projecto Cesareia”, visa estruturar e apoiar as 50 bibliotecas mais importantes da Igreja em Portugal.
Os trabalhos de ontem ficaram marcados por dois momentos. Primeiro, a directora do Archivo Histórico Eclesiástico de Bizkaia, Anabella Barroso, apresentou o trabalho feito nesta instituição, uma das mais conceituadas em Espanha. Depois, ao final da tarde, decorreu, em painel, uma partilha de experiência sobre o trabalho feito em Arquivos da Igreja, concretamente na Arquidiocese de Braga, no Patriarcado de Lisboa e na Fundação e Arquivo Miguel de Oliveira.
Anabella Barroso deu a conhecer os cerca de dois mil metros quadrados do arquivo diocesano de Bilbau, que tem, em média, cerca de três mil consultas mensais. Este espaço, que recolhe o património documental da Igreja diocesana, presta a atenção necessária às novas tecnologias, por exemplo a disponibilização total do arquivo aos interessados via internet.

Arquivo de Braga ainda é “bebé”
O cónego José Paulo Abreu partilhou com os presentes o ainda curto caminho feito na Arquidiocese de Braga ao nível do Arquivo Histórico, afirmando que, em relação ao trabalho feito na diocese de Bilbau, «Braga ainda é um bebé».
O também Vigário Geral da Arquidiocese apresentou, em multimédia, uma “visita guiada” ao Arquivo Arquidiocesano de Braga (AAB), começando por dar conta das dificuldades e problemas causados pelas condições do edifício. O AAB situa-se no edifício da Faculdade de Teologia, na Rua de Santa Margarida (em frente à Redacção do DM), e necessitou de algumas intervenções.
Actualmente, os responsáveis bracarenses estão a tratar do Fundo da Cúria – trasladado do Paço Arquiepiscopal –, concretamente os milhares de processos matrimoniais que contabilizam cerca de 80 por cento do espólio documental do arquivo que, recorde-se, diz respeito ao período pós Implantação da República.
Com cinco funcionários, o capitular disse que faltarão mais de 30 mil processos de casamento para terminar a primeira fase de limpeza, informatização e acondicionamento de uma das categorias documentais do Arquivo.
«Queremos abrir ao público, mas não sabemos ainda quando é que isso vai acontecer», confessou o cónego José Paulo Abreu, que pretende, num futuro ainda incerto, chegar ao segundo passo da constituição do AAB: tratar dos Arquivos Paroquiais e também dos Arquivos da Associações de Fiéis.

17 de junho de 2009

No horto com Cristo



No horto do esquecimento e da dor
Eu quero entrar conTigo.
Nele quero fazer-Te companhia
A ti que vives e sofres a solidão dos homens
Que carregas o peso da dor e do abandono.
Uns fugiram, outros dormem
Mas Tu velas por amor até ao fim.
Como faz doer a dor da solidão.
Tão profunda, tão aguda
Que as lágrimas já não são lágrimas
senão gotas de sangue
e pedaços de carne despedaçada.
Essa dor espiritual fere brutalmente
Talvez mais que o peso da cruz
Mais que os cravos na carne
Mais que o peso humano elevado no madeiro.
Tu sofres e eu quero sofrer conTigo.
Sei-me fraco, impotente
Não capaz de aliviar o sofrimento.
Mesmo assim esforço-me
Para o que puder.
Só Tu podes tudo
E livremente caminhas para a morte humana.
Mas não morres para Deus,
Para Ele ninguém morre
Muito menos o Filho amado.
E porque me sinto filho
Sei-me capaz de colaborar
Na Tua hora mais alta:
A do amor e da dor.
Faz-me firme
Mesmo na noite e na intempérie
Na tempestade e na solidão.

inédito JAC

Tempestades



Jesus acalma as nossas tempestades!!!

“Pequenos Cantores” cantaram e encantaram em Roma



Papa ouviu e abençoou grupo na Praça de São Pedro

Os “Pequenos Cantores de Amorim” chegaram a Portugal no passado domingo depois de 10 dias em que realizaram 8 apresentações públicas em Portugal e em Roma. O balanço é positivo, particularmente o da estadia na “Cidade Eterna”, onde cantaram e encantaram, merecendo o reconhecimento de quem os ouviu e a própria benção de Bento XVI, na audiência geral de quarta-feira.
Segundo o padre Guilherme Peixoto, «a vontade de regressar a Roma é enorme porque a meneira como nos receberam jamais sairá do nosso coração».
Encontros de coros, animações litúrgicas de Eucaristias e concertos foram os momentos em que o agrupamento musical formado há sete anos participou.
Em Roma, para onde partiram no dia 7, marcaram presença num encontro de coros na igreja de Santo Inácio, na terça-feira, dia 9. Com eles, estiveram grupos dos Estados Unidos, da Rússia e da Alemanha.
Passada a primeira actuação o grupo esteve na quarta-feira, na Praça de São Pedro, na audiência papal, naquele que foi, segundo o sacerdote, «um dos momentos especiais». Recorde-se que nesse encontro Bento XVI dirigiu uma saudação e bênção ao grupo português.
No Panteão de Roma, animaram a Eucaristia Vespertina do Corpo de Deus, presidida pelo monsenhor António Tedesco, destinada aos peregrinos de língua alemã e que «terminou com uma enorme salva de palmas para o coro» por parte dos presentes, como destaca o sacerdote, pároco de Amorim e Laundos.
Outro dos momentos altos desta viagem aconteceu no dia do “Corpo de Deus”, no qual, em plena Basílica São Pedro o grupo animou a Eucaristia. O padre Guilherme Peixoto conta que a igreja “sede” do Catolicismo deixou os “pequenos cantores” «completamente deslumbrados». E, no final, para manifestar o devido apreço pela qualidade da execução musical do grupo português, as pessoas que celebraram Eucaristia, «por duas vezes fizeram questão de aplaudir», conta o sacerdote.
A estadia em Roma foi finalizada com “chave de ouro” ,a sexta-feira, dia, num concerto em que «cada música era aplaudida como se fosse a última». Na Igreja do Instituto de Santo António dos Portugueses, o grupo apresentou-se com o tema “Pequenos Cantores de Amorim, 7 anos a levar e a louvar a Deus”. Este concerto destinou-se a ajudar a Associazione Dufashanye (Órfãos do Burundi), associação com sede em Roma.

16 de junho de 2009

Conhecer e seguir Jesus

Conhecer e seguir Jesus é um projecto interessante que aderi.
UMA COMUNIDADE PARA COMPARTILHARMOS A NOSSA EXPERIÊNCIA DE FÉ EM JESUS. CADA UM TEM UMA HISTÓRIA ÚNICA E UM PERCURSO ESPIRITUAL SINGULAR.

Aqui nesta página pode entrar nesta rede. Parabéns ao Paulo pela ideia.

15 de junho de 2009

Esclarecendo reportagem RAP

As cinco entradas que estão a seguir neste blogue referem-se a uma reportagem publicada no Diário do Minho de 15 de Junho, sobre Renovação da Acção Pedagógica (RAP), que está a ser desenvolvido e experimentado em Portugal. Este projecto traz vantagens aos escuteiros mas também muitas dificuldades e levantam alguns problemas...

Para os interessados é continuar a ler
os outros podem, se quiseram ver!

Corpo Nacional de Escutas está a renovar oferta educativa


Ivo Faria é o coordenador nacional da equipa do projecto do RAP


O Corpo Nacional de Escutas (CNE) está a experimentar novas metodologias e novas formas de trabalho direccionadas aos seus elementos nas diferentes secções. Renovação da Acção Pedagógica (RAP) é a designação deste projecto e Ivo Faria (IF) é o responsável nacional pela sua implementação. Causas da renovação, prazos e números, objectivos, mudanças e vantagens são algumas das questões a que responde o também chefe da Região de Braga do CNE, além de nos elucidar sobre os principais pontos de mudança que acarreta esta renovação. Tudo isto acontece após a celebração do Ano do Centenário do Escutismo e depois de os Escuteiros de Portugal terem visto um dos seus padroeiros ser canonizado por Bento XVI – falamos de São Nuno de Santa Maria (D. Nuno Álvares Pereira).

Texto e foto: José António Carneiro

DM – O que é e porquê um programa de renovação do Escutismo?
IF – A Renovação da Acção Pedagógica (RAP) é a uma tradução não literal de “Renewed Aproach to Programme”, que significa exactamente “Renovação da Abordagem ao Programa”. Este é um projecto de renovação desenvolvido a nível internacional pela Organização Mundial do Movimento Escutista para as associações repensarem o projecto educativo e a oferta pedagógica. A tradução portuguesa não é exactamente a mesma coisa, mas vai dar ao mesmo. A acção pedagógica é algo mais vasto que o programa.
A nível mundial começou a notar-se uma escassez de dirigentes e verificou-se que a taxa de penetração a nível da juventude estava a cair, particularmente nos países com mais escuteiros. Embora Portugal não padecesse nem padeça dessa dificuldade, os nossos projectos educativos já remontavam a 1992. Por isso, achou-se por bem renovarmos a nossa oferta educativa.

DM – Quais são os objectivos de base do RAP?
IF – Achamos que era importante reforçar a acção do Corpo Nacional de Escutas como associação de educação não-formal ou seja, na linha do aprender fazendo, sendo os próprios escuteiros agentes do seu crescimento.
Outro objectivo a cumprir passa por conferir maior coerência ao “edifício pedagógico” do CNE. Começou-se a achar que a forma como trabalhamos nas quatro secções – embora tendo místicas e formas de ser muito próprias, e em termos pedagógicos haver igualmente bastantes diferenças –, faltava algo que interligasse melhor as idades. Em Portugal, notámos que nas transferências ou passagens de secções perdíamos muitos elementos porque não se adaptam à secção seguinte.
Além destes, pretendeu-se introduzir inovações na pedagogia que nós não estávamos a incorporar e, ainda, dar mais actualidade à nossa acção sem perder valores, método e mística. Na prática, trata-se de ajustar a nossa acção aos tempos de hoje e à experiência acumulada.

DM – Quando arrancou?
IF – Em Portugal, o RAP arrancou em 2001 e, nessa altura, estabeleceram-se alguns objectivos. A fixação da proposta educativa, ou seja, o estabelecimento de um documento que sintetize aquilo que queremos fazer com os jovens, foi aprovado em 2003, tal como a fixação dos objectivos educativos finais, que são a expressão daquilo que o CNE procura que um caminheiro seja quando chega a hora da partida (22 anos). Três anos mais tarde foram fixados os objectivos educativos de secção (que são os finais de cada secção), foram definidas as áreas de progressão pessoal (pólos educativos) e, finalmente, foi aprovada a renovação do sistema de progresso.
A fase piloto deste projecto arrancou em Setembro de 2008 e terminará no próximo mês de Setembro.

DM – Quantos agrupamentos a nível nacional estão envolvidos na fase de experimentação?
IF – São cerca de 10 por cento dos agrupamentos, ou seja, 94, num universo de mais de 900. Na região escutista de Braga concentram-se a maior parte dos agrupamentos piloto. Da Arquidiocese são 24: Arentim, Barcelos, Calendário, Castelões, Caxinas, Cervães, Creixomil, Delães, Galegos Santa Maria, Guilhofrei, Louro, Medelo, Mesão Frio, Montariol, Moreira de Cónegos, Nossa Senhora do Amparo, Polvoreira, Requião, Ronfe, Santa Eufémia de Prazins, São Paio (Vila Verde), Sé Primaz, Silvares e Taipas.
A juntar a estes, estamos ainda responsáveis pelo supervisionamento do processo do RAP no único agrupamento piloto de Viana do Castelo – o de Monserrate.

DM – Quando vai ser alargado a todo o país?
IF – O projecto de experimentação, de alguma forma, já cobre todo o país. Vai ser alargado a toda a associação (mais de 900 agrupamentos) a partir de Janeiro de 2010, com o arranque da formação.

DM – Que inovações concretas introduz?
IF – Sem grandes desenvolvimentos, o RAP traz: uma proposta educativa para a associação; um novo sistema de progresso; um quadro simbólico e místico renovado; uma equipa de patronos renovada; modelos de vida para ajudar a enriquecer os imaginários das actividades e seis áreas de desenvolvimento pessoal.

DM – O que muda?
O sistema de progressão passa a ser mais flexível e adaptável a cada criança ou jovem. Temos também dois novos patronos: São Tiago e São Pedro.

DM – E o que deixa de existir com estas mudanças?
IF – Agora, o progresso deixa de ser baseado em provas.

DM – O RAP traz também a confecção de novos manuais e de nova literatura escutista?
IF – Sim, quatro novos manuais para os dirigentes (um por cada secção) e para os jovens e crianças. Para estes, não são bem manuais, são mais cadernos para registar experiências e vivências. O dos Lobitos e Exploradores chama-se “Caderno de Caça”; o dos Pioneiros, “Diário de Bordo”; e o dos Caminheiros, “Caderno de Percurso”.

DM – Quando chegarão aos escuteiros?
IF – Estão em versão “draft” para serem avaliados, a par da fase experimental. Há um concurso de ideias para formatos dos cadernos/diários. Estão também a ser produzidos subsídios para inserir nos mesmos com conteúdo flexível, uma vez que depende de cada criança/jovem.


Renovação Pedagógica
Alguns números e datas

69 mil – número aproximado de escuteiros a nível nacional, segundo censos de 2008.
16 mil – número aproximado de escuteiros na Região de Braga, a mais numerosa do país.
94 – é o número de agrupamentos que a nível nacional estão a testar o RAP.
24 – número de agrupamentos na Região de Braga que estão a testar o RAP.
1 – Monserrate é o único agrupamento de Viana do Castelo que está incluído na fase piloto do RAP.
2001 – data do arranque do projecto em Portugal.
2003 – aprovada a definição dos objectivos.
2006 – aprovada a organização das secções.
2008 – início da fase piloto.
2009 – conclusão da fase piloto.
2010 – início da implementação em todos os agrupamentos.

Sistema de progresso deixa de basear-se em provas


Liberdade de escolha recai no escuteiro

O sistema de progresso é uma das alterações mais relevantes que o projecto de Renovação da Acção Pedagógica (RAP) traz consigo, particularmente o facto de acabarem as provas para passar a existir oportunidades educativas, estabelecidas pelo método.
Este novo sistema de progresso assenta na ideia de que o caminho para se chegar ao topo é diferente em cada um dos escuteiros, deixando assim de existir provas, obrigatórias ou facultativas, opcionais ou de qualquer outra ordem. Por isso, se deixa de dizer que “a criança, adolescente ou jovem prestou provas”.
O objectivo deste sistema é ajudar cada escuteiro a envolver-se activamente e de forma consciente no seu próprio desenvolvimento e, por isso, está mais centrado no indivíduo, considerando as suas capacidades, baseando-se em objectivos educativos, e permitindo a aquisição de Conhecimentos, Competências e Atitudes (CCA).
Além do mais, é um factor de motivação que guia o jovem no seu desenvolvimento, sendo uma oportunidade de aprofundar habilidades próprias e de valorização pessoal ou de descoberta vocacional.
O sistema de progresso impulsiona o jovem a adquirir “rotinas” de análise e de planeamento da sua vida.
As vantagens deste novo sistema de progressão assentam, particularmente, na valorização do diagnóstico inicial e na negociação que se estabelece entre elemento e dirigente em relação ao caminho a percorrer e as metas a atingir.
O novo sistema potencia, igualmente, a relação entre os diversos intervenientes e entre pares na fase do diagnóstico e avaliação.
Porque o Corpo Nacional de Escutas (CNE) é um contributo à educação, juntamente com outras instituições, este novo sistema de progresso não esquece e envolve outros organismos que não apenas o agrupamento e a unidade. Por isso, os CCA podem ser adquiridos pelos escuteiros na sua vivência escolar, catequética, nos clubes a que pertencem e equipas de outros organismos, mas também no seio da secção e do bando, patrulha ou equipa, no desenrolar do dia-a-dia e das fases da vivência das caçadas, aventuras, empreendimentos e caminhadas.

Progresso tem três etapas
Com nomes ligados à mística e à simbologia da unidade, as etapas do progresso são formadas por diversos componentes: adesão, adesão informal, diagnóstico inicial, compromisso pessoal, passagem de secção, oportunidades educativas, relação educativa, avaliação e reconhecimento, desafio e partida.
Para a progressão pessoal, o escuteiro tem seis áreas de desenvolvimento estabelecidas pela proposta educativa. Existem três trilhos educativos em cada uma das seis áreas e cada trilho contém um ou mais objectivos educativos. Assim sendo, o escuteiro constrói a sua etapa de progresso, que são três, seleccionando um trilho de cada uma das áreas de desenvolvimento. No caminheirismo, o progresso já não se faz por trilhos, mas apenas por objectivos.
Este novo sistema de progresso deixa que a liberdade de escolha esteja reservada, em primeiro lugar, à criança, adolescente ou jovem. Agora, o papel do chefe de unidade limita-se ao apoio no diagnóstico e na selecção dos trilhos educativos que irão constituir as etapas pessoais e à observação da evolução dos CCA que contribuem para validar os objectivos educativos como atingidos.

Sete maravilhas
do método escutista

O método escutista é um sistema de auto-educação progressiva, baseado na Promessa e na Lei, numa educação pela acção e numa vida em pequenos grupos. Esta última envolve e aponta para a descoberta e a aceitação progressiva de responsabilidades pelos jovens e uma preparação para a autonomia com vista ao desenvolvimento do carácter, à aquisição de competências, à confiança, ao serviço dos outros e à capacidade de cooperação e de dirigismo. O método é, deste modo, a forma de o CNE educar os seus jovens, baseando-se em sete campos distintos, chamados internamente “as sete maravilhas do método”. Com mais de 100 anos de existência, o método escutista permite explorar, a partir da forma natural como os jovens se relacionam, diferentes opções educativas. Os sete âmbitos do método são: Aprender fazendo, mística e simbologia, sistema de patrulhas, Lei e Promessa, sistema de progressão pessoal, vida na natureza e relação educativa jovem/adulto.



Seis áreas a desenvolver
Proposta educativa do CNE

A proposta educativa do CNE pretende responder à questão “Educamos. Para quê?” e é também um dos pontos fundamentais onde o RAP incidiu. Assim sendo, a renovada proposta pretende que o movimento continue a ajudar os jovens a crescer, a procurar a própria felicidade e a contribuir para a felicidade dos outros, descobrindo e vivendo segundo os valores do Homem Novo.
O CNE procura através do seu método ajudar as crianças, adolescentes e jovens a educar-se para se tornarem conscientes do ser, do saber e do agir. A finalidade é que cada um, com estas competências, se torne homem ou mulher responsável e membro activo da comunidade, na construção de um mundo melhor.
A proposta educativa do CNE assenta em seis dimensões: desenvolvimento do carácter, desenvolvimento afectivo, desenvolvimento espiritual, desenvolvimento físico, desenvolvimento intelectual e desenvolvimento social.
Para a plena realização destas dimensões, o movimento estipulou objectivos educativos que definem, para cada área do desenvolvimento pessoal, o resultado que um jovem pode esperar alcançar no final de cada uma das etapas ou então no momento da partida.
A lógica destes objectivos educativos é gradual e interligada para que também a oferta educativa seja global e integral. Esta renovação da proposta educativa faz com que, agora, o jovem seja cada vez mais o centro da acção educativa.

Mística e simbologia renovadas com novos patronos e modelos


São Tiago e São Pedro passam a ser patronos de secções


No âmbito da mística e da simbologia do CNE, a Renovação da Acção Pedagógica (RAP) também traz alterações significativas, particularmente com a renovação da equipa de patronos e com a inserção de vários modelos de vida para ajudar a enriquecer os imaginários das actividades escutistas. Ainda que os responsáveis predefinam alguns modelos de vida e outras personalidades de relevo, essas listagens não estão truncadas, permanecendo, desse modo, a possibilidade de cada agrupamento ou secção poder incluir outros santos ou beatos ou outros exemplos de vida para os escuteiros.
A mística do programa educativo do CNE assenta num esquema de quatro etapas, com vista a uma formação humana e cristã integral, mais sólida e mais madura. Estas etapas são sequenciais – cada uma é trabalhada para uma secção, ainda que de forma não estanque – e complementam-se, na medida em que estão interligadas e adquirem o seu pleno sentido na sobreposição das partes. Estas etapas desenrolam-se na lógica de um caminho a percorrer, constituindo um itinerário de crescimento individual e comunitário proposto a cada escuteiro.
As alterações que o RAP traz são significativas, mas não implicam que tudo tenha sido ou vá ser alterado. Desde logo se destaca que os patronos do escutismo continuam inalteráveis, ou seja, Santa Maria (Mãe dos Escutas), São Jorge (patrono mundial do Escutismo) e São Nuno de Santa Maria (patrono do CNE).
O mesmo já não se poderá dizer em relação aos imaginários, patronos, símbolos, modelos de vida e exemplos das quatro secções, que surgem renovados com o projecto RAP.
O imaginário dos lobitos continua a ser a história de Máugli, personagem de “O Livro da Selva”, de Rudyard Kipling.
Ao nível da mística, o lobito louva Deus Criador, descobrindo-O no que o rodeia. A intenção é fazer com que quando um lobito descobre as maravilhas da natureza e vive alegre, contente, obediente, amigo de todos e disposto a imitar em tudo o Menino Jesus, percebe que Este o ama e aprende a louvar o Criador.
O símbolo da primeira secção é a Cabeça de Lobo que representa a unidade da alcateia.
São Francisco de Assis é o patrono e Santa Clara de Assis e os beatos Francisco e Jacinta exemplos de modelos de vida para os lobitos.
O imaginário da segunda secção continua, também, a ser a figura do explorador que parte à descoberta do desconhecido.
Ao nível da mística o explorador é desafiado a ir à descoberta da Terra Prometida. Assim, reconhece Deus na sua vida e aceita a Aliança que lhe propõe, pondo-se a caminho tal como o Povo do Antigo Testamento.
Os símbolos da segunda secção são a Flor de Lis, a vara, o chapéu, o cantil e a estrela.
O patrono deixa de ser São Jorge – ficou apenas como padroeiro do escutismo – e passa a ser São Tiago Maior. Abraão, Moisés, David, Santo António e Santa Isabel de Portugal são exemplos de modelos de vida.
Na lista dos grandes exploradores e que são também exemplo para os escuteiros da segunda secção figuram personagens como Fernão de Magalhães, Ernst Shackleton, Neil Armstrong, Gago Coutinho, Sacadura Cabral, Jacques Costeau, Diana Fossey ou o Infante D. Henrique. Outros poderão ser adicionados.
S. Pedro “protege” os pioneiros
O imaginário da terceira secção continua assente na figura do pioneiro insatisfeito e que busca a concretização do sonho, uma vez que, feita a descoberta do mundo que o rodeia, o pioneiro solta-se do supérfluo e põe mãos à obra.
Por isso, a mística desta secção desafia a construir a Igreja, levando o pioneiro a assumir o seu papel nessa construção, colocando os seus talentos ao serviço da comunidade e assumindo a tarefa de ser construtor de comunhão.
Os símbolos do pioneirismo são a rosa dos ventos, a machada, a gota de água e o “icthus”.
O patrono deixa de ser São João de Brito, que passa a ser modelo de vida, para começar a ser São Pedro, o primeiro “chefe” da Igreja.
Como modelos de vida para os pioneiros, além do já referido São João de Brito, o novo projecto elenca exemplos como Santa Teresinha do Menino Jesus e Santa Catarina de Sena.
Já em relação aos grandes pioneiros, a lista é mais alargada: Padre António Vieira, Einstein, Marie e Pierre Curie, Florence Nightingale e Isadora Duncan.
A última secção do escutismo – o caminheirismo – não tem um imaginário definido. Como jovens adultos, os caminheiros põem em prática as suas acções no terreno real, na vida do dia-a-dia.
Quanto à mística, o caminheiro é desfiado a orientar a vida para os valores do Homem Novo.
Os símbolos do caminheiro são a vara bifurcada, a mochila, o pão, o Evangelho, a tenda e o fogo.
São Paulo continua a ser o patrono da secção, ao passo que São João de Deus, Beata Teresa de Calcutá, Santa Teresa Benedita da Cruz, João Paulo II e Santo Inácio de Loyola figuram como exemplos de modelos de vida.
Finalmente, os caminheiros dispõem de uma plêiade de personalidades da história para seguir e imitar: Aristides Sousa Mendes, Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, Aung San Suu Kyi e Wangari Maathai.

Esclarecendo conceitos
da mística e simbologia


Dentro da mística e da simbologia do movimento há alguns conceitos que convém esclarecer, particularmente imaginário, mística, símbolos, patronos, modelos de vida e grandes figuras.
O imaginário é o ambiente que envolve um determinado grupo e que se traduz por um espírito e uma linguagem próprios. Envolve frequentemente uma história com heróis e símbolos e induz a um sentimento de pertença em relação ao grupo permitindo a transmissão de determinados valores.
A mística é uma proposta de enquadramento temático e de vivência espiritual para cada uma das quatro secções, que visa aprofundar a descoberta de Deus e a comunhão em Igreja.
Os símbolos são elementos ou objectos representativos de realidades, características ou atitudes que materializam o ideal proposto na mística de cada secção. Todas as secções têm o seu símbolo, podendo este ser único ou integrado num conjunto de símbolos complementares.
Patrono é um santo ou beato da Igreja Católica que no decurso da sua vida encarnou na plenitude os valores que se pretendem transmitir através da mística e do imaginário de uma determinada secção, sendo por isso escolhido como protector e exemplo de vivência para os jovens dessa mesma secção.
Os modelos de vida são figuras da Igreja Católica que, à semelhança do patrono, também encarnaram os valores e ideais da mística e do imaginário da secção e que exprimem a diversidade de caminhos e carismas possíveis para os viver.
As grandes figuras são personalidades que na sua vida realizaram grandes feitos, associados ao imaginário da secção, e que, de alguma forma marcaram a história da humanidade.

Maior compromisso e esforço supera dificuldades da fase piloto


Implementação do RAP na Região de Braga


Todas as mudanças acarretam em si mesmas mais dificuldades e exigências novas que, por sua vez, necessitam de maior compromisso, mais trabalho e simultaneamente exigem um desalojamento e desacomodação constantes nas formas de estar e trabalhar. Com a fase de experimentação da Renovação da Acção Pedagógica (RAP) a caminhar a passos largos para a sua conclusão, é natural que vários agrupamentos da maior região escutista do país sintam muitas dificuldades na implementação das novas metodologias.
A conclusão da fase de experimentação do RAP acontecerá em Setembro de 2009 e, com a aproximação do termo, vai sendo hora de avaliar a forma como tem estado a decorrer a fase piloto do projecto para que, em 2010, as novas metodologias sejam alargadas aos agrupamentos de todo o território nacional com a devida chancela e aprovação dos agrupamentos que o experimentaram.
O Diário do Minho auscultou alguns dos 24 agrupamentos da Região de Braga para perceber as implicações e as dificuldades sentidas na aplicação do RAP.
Não há agrupamento que não revele dificuldades ao nível da realização do diagnóstico inicial, que exige mais tempo, mais burocracia, mais responsabilidade, acompanhamento mais personalizado e contínuo e vem revelar a necessidade de os agrupamentos terem mais adultos/dirigentes.
Ilídio Vila, do Agrupamento de Arentim (Braga), disse ao DM que as maiores dificuldades encontradas são as que caracterizam todos os projectos que arrancam de novo. E concretizou: «mais tempo disponibilizado para planeamento, mais burocracia, a necessidade de mais adultos no agrupamento tornou-se mais premente, os guias têm sentido mais trabalho, o tempo que levam os diagnósticos iniciais e as negociações pessoais para atingir os objectivos individuais é demasiado, tendo em conta aquele que dispomos semanalmente para toda a actividade escutista».
Segundo Bernardino Miranda, do Agrupamento de Requião (Famalicão), os momentos de mudança nunca são fáceis, porque o próprio ser humano é um “animal de hábitos”.
Além disso, as dificuldades trazidas pelo RAP podem ser vistas por duas perspectivas: a do escuteiro e a do dirigente. «Ao escuteiro, o RAP pede uma maior autonomia e uma maior atenção ao seu progresso», ao passo que ao dirigente ou educador, para além de uma atenção cada vez mais individual e personalizada que deve dar aos seus escuteiros, deve ter em conta as suas vivências do dia-a-dia, na família, no grupo de amigos e na escola», referiu Bernardino Miranda.
No Agrupamento de Creixomil (Guimarães), a maior dificuldade tem sido a interiorização das novas regras e novas exigências. «A divisão em áreas pedagógicas vem trazer mais responsabilidade quer aos chefes quer aos escuteiros. Para os chefes, em particular, a exigência é maior dado que têm um trabalho mais profundo a desenvolver com o escuteiro e um acompanhamento mais permanente e personalizado», aclarou Manuel Soares. Mas «agora não basta chegar, é preciso continuar no trilho certo, ou seja, não chega fazer uma vez, é preciso fazer continuadamente».
O Agrupamento de Medelo é o único do Núcleo de Fafe que está a experimentar o RAP. Os responsáveis referem que as dificuldades desta implementação estão a ser «diminutas». Segundo José Maria, monitor do agrupamento e tutor de Núcleo de Fafe do projecto RAP, o sucesso desta implementação reside, por um lado, no facto de todos os dirigentes terem formação específica e, por outro, no facto de o Núcleo e a Região colmatarem as dificuldades que vão surgindo com formação e esclarecimentos pertinentes.
A avaliação do progresso individual de cada escuteiro que agora exige um acompanhamento contínuo, atento e quase geral da vida do elemento é uma das dificuldades maiores encontrada pelos responsáveis do Agrupamento de Cervães (Vila Verde).
Cristiano Barbosa apontou que «apesar de ser um método completo de avaliação, existem muitas barreiras a transpor», sendo a principal o número elevado de elementos escuteiros e o reduzido número de adultos e dirigentes.
Neste agrupamento está a ser difícil a compreensão dos elementos mais novos acerca dos objectivos a cumprir. «É muito difícil explicar a um miúdo de 11 ou 12 anos o que é um objectivo tão abstracto como “reconheço as minhas emoções e sei exprimi-las com naturalidade e sem magoar os outros”», revelou.
No primeiro agrupamento escutista criado em Portugal – o Agrupamento 1 da Sé (Braga) – também se têm sentido dificuldades na aplicação do RAP.
Luís Veloso apontou duas: a realização do diagnóstico inicial a todos os elementos do agrupamento, porque implica para os dirigentes um acréscimo de dezenas de horas na preparação e realização desse objectivo e na escassez de material de apoio na fase inicial deste processo.

Um ano para “arranhar”
Porfírio Faria, do Agrupamento 456 de Silvares (Guimarães), anotou que a súbita mudança no sistema de progresso, os diagnósticos iniciais, a iniciativa das crianças e jovens para escolherem os trilhos e os objectivos a atingir são algumas das dificuldades mais visíveis e sentidas.
Além disso, o dirigente vimaranense mostrou que a logística não acompanhou devidamente os agrupamentos piloto que sentiram muitas dificuldades em arrancar com pouco ou quase nenhum material de apoio.
A aplicação do RAP só estará no seu esplendor no próximo ano já que este está a ser um ano experimental, com muitas dificuldades e dúvidas. «É um ano para ‘arranhar’», afirmou.
No Agrupamento 994 das Caxinas, também existem dificuldades até pelo facto de ser o único do Núcleo Cego do Maio (que engloba 17 agrupamentos de Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Esposende), que aderiu à fase piloto do RAP.
Deste modo, «algumas questões de orgânica, comunicação, organização ou outras que surgem no dia-a-dia, têm de ser resolvidas pela experiência pessoal dos dirigentes», refere Milton Castro.
Também para o Agrupamento de Caldas das Taipas (Guimarães) as dificuldades maiores residem no diagnóstico inicial para cada elemento e também no facto de a nova forma de trabalhar implicar maior envolvimento dos dirigentes e dos elementos.
No Agrupamento 660 de Montariol (Braga), a maior dificuldade é a limitação do tempo para pôr em prática as novas metodologias e, por isso, dois anos desta fase piloto talvez fosse o ideal e não um ano. Este método ajuda ao crescimento autónomo de cada elemento mas, há algumas dificuldades em motivar.

Dirigentes de Braga elogiam mudanças pedagógicas incluídas pelo RAP



A maior parte dos agrupamentos da Região de Braga do CNE que estão a experimentar as novas metodologias trazidas pela Renovação da Acção Pedagógica (RAP) é unânime e consensual a defender que apesar da maior exigência, as vantagens e os aspectos positivos suplantam dificuldades e críticas apontadas ao novo projecto.
No caso de Arentim, um agrupamento que está a completar o seu 5.º ano de vida, o RAP tem sido «uma oportunidade para repensar o caminho há pouco iniciado e, assim, redireccionar os esforços». Ilídio Vila entende que apesar das dificuldades, «tem sido positivo todo o empenho que a maioria dos escuteiros e dirigentes têm dedicado à nova metodologia». Este responsável no agrupamento de Braga pela implementação do RAP não duvida que o projecto de renovação traz mais exigência, mais empenho, mas, sobretudo, permite repensar o caminho a seguir. «O interesse dos jovens e das crianças é mais notório tendo em conta algumas das alterações efectuadas», afirmou.
O chefe do Agrupamento 257 de Requião vê na maior aproximação que o RAP exige entre os vários agentes que fazem parte do dia-a-dia do escuteiro um dos aspectos mais positivos e relevantes do projecto de renovação.
Contudo, as vantagens não se ficam por aqui e Bernardino Miranda elenca também os objectivos educativos que «estão mais actuais do que nunca». «Cada vez mais, o jovem está no centro da nossa acção», contou ao DM. Para os educadores e dirigentes, este projecto trouxe «regras mais bem definidas» e uma «maior consciência da missão de educar».
O responsável aponta, ainda, com agrado a renovação feita ao nível da mística e da simbologia, agora «mais rica», permitindo dar uma formação humana e cristã integral, mais «sólida e madura».
Para o chefe do Agrupamento de Creixomil a aceitação dos escuteiros em relação às novas exigências a que estão sujeitos está a ser um dos pontos positivos desta fase piloto do RAP.
Manuel Soares entende que as vantagens iniciadas com o novo projecto são «a todos os níveis», concretamente nas seis áreas de desenvolvimento previstas, que melhoram significativamente a evolução do escuteiro como homem, com cristão e como cidadão. O RAP ajuda, também, na aceitação do próximo, aproxima os escuteiros ainda mais de Deus, de Jesus e da sua Palavra. «Ajuda-nos a conhecer-nos melhor a nós próprios e a sermos efectivamente diferentes para melhor daqueles que não têm a sua vida alicerçada nos valores, práticas e vivência que o escutismo, embora com mais de 100 anos de vida, ainda continua a oferecer aos jovens», revelou.
Em Medelo, do ponto de vista das vantagens do RAP salienta-se o «empenho dos rapazes e raparigas em conseguir o máximo, para assim atingir a anilha de mérito». «Não somos apologistas do facilitismo, mas a dedicação dos guias, chefes de grupo e chefes de unidade torna tudo mais simples», aponta José Maria, que enaltece a «interligação entre as quatro secções», como outra das vantagens do RAP.
Para os responsáveis do agrupamento vilaverdense de Cervães, o projecto de renovação do movimento está bem trabalhado em termos de mística. Além disso, «não há dúvidas que este sistema de progresso em termos de conteúdos é muito mais coerente com o mundo de hoje, e faz todo o sentido na óptica do crescimento individual e colectivo dos jovens», declarou Cristiano Barbosa.
No Agrupamento da Sé, apesar de ser um «trabalho difícil» e que, à partida, exige um maior número de dirigentes, uma das grandes vantagens do RAP é o diagnóstico inicial porque «deu para entender qual a realidade do agrupamento», disse Luís Veloso.
O Agrupamento de Silvares destaca a maior qualidade que o RAP traz ao escutismo. Os diagnósticos iniciais que levam os dirigentes a conhecer melhor cada um dos elementos, a exigência feita aos escuteiros de serem eles a escolher os objectivos a alcançar, o facto de haver mais encontros com as equipas de animação e a melhor preparação das reuniões do grupo são aspectos concretos que o RAP veio melhorar.
Porfírio Faria apontou que as inovações inseridas trazem muito de positivo ao movimento melhorando significativamente a forma de educar as crianças e jovens. «Traz muito mais trabalho é certo, mas só com mais trabalho e mais exigência se pode fazer escutismo de qualidade», frisou.
Apesar das dificuldades, o Agrupamento das Caxinas está com a motivação em alta para colaborar no crescimento dos jovens escuteiros.
A maior virtude do RAP reside numa maior aproximação entre os escuteiros, pais e dirigentes, em especial com o diagnóstico inicial, no qual «os pais tiveram uma longa conversa particular com os dirigentes sobre os seus filhos, revelando situações que escapam ao dirigente», referiu o chefe da segunda secção do Agrupamento das Caxinas.
O positivo que o RAP traz, para os escuteiros das Taipas, é o fortalecimento da relação elemento-chefe. Além desta, o progresso pessoal de cada elemento e a motivação que os escuteiros demonstram para atingir os seus objectivos parece ser uma vantagem do novo projecto que apesar de ter algumas arestas para ajustar, desperta nos elementos mais interesse.
Em Montariol regista-se como positivo, desde logo, a oportunidade do RAP, além da boa estruturação e enquadramento do novo método. As mudanças favorecem a autonomia de cada elemento, a simbologia está mais enriquecida, há mais ligação entre as secções e há maior flexibilidade de objectivos, sustentam os dirigentes.

Agrupamentos da fase piloto
da Região de Braga e Viana

Dos 24 agrupamentos da Região de Braga que estão a experimentar as novas metodologias da Renovação da Acção Pedagógica (RAP), oito pertencem ao Núcleo de Guimarães, o mais numeroso da Região. Segue-se Famalicão com cinco, Braga com três, e Barcelos e Vila Verde com dois. Os núcleos de Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Fafe e Cego de Maio têm um agrupamento nesta fase piloto. Destaque ainda para o Agrupamento de Monserrate que é o único da Região de Viana do Castelo que está na fase de experimentação, com supervisão da Região de Braga.

Região de Braga
1 Sé (Braga)
5 Ronfe (Guimarães)
13 Barcelos (Barcelos)
89 Delães (Famalicão)
200 Polvoreira (Guimarães)
257 Requião (Famalicão)
291 Calendário (Famalicão)
312 Louro (Famalicão)
323 Santa Eufémia de Prazins (Guimarães)
346 Cervães (Vila Verde)
418 S. Paio (Vila Verde)
441 Castelões (Famalicão)
456 Silvares (Guimarães)
527 Amparo (Póvoa de Lanhoso)
566 Creixomil (Guimarães)
618 Galegos Santa Maria (Barcelos)
660 Montariol (Braga)
663 Moreira de Cónegos (Guimarães)
666 Caldas das Taipas (Guimarães)
702 Mesão Frio (Guimarães)
966 Medelo (Fafe)
994 Caxinas (Cego de Maio)
1004 Guilhofrei (Vieira do Minho)
1273 Arentim (Braga)

Viana do Castelo
103 Monserrate (Viana do Castelo)

Relíquias da Santa Margarida Alacoque em Braga



Arcebispo denuncia sociedade
com «défice de coração»


O Arcebispo de Braga denunciou ontem à tarde que a sociedade actual vive um «défice de coração» que não lhe permite olhar para os outros numa atitude de serviço e dedicação. No Mosteiro da Visitação de Santa Maria, em Braga, D. Jorge Ortiga presidiu a uma Eucaristia finda a qual as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque seguiram para o mosteiro visitandino de Vila das Aves sem antes passarem por Balasar.
Na capela do mosteiro cheia de fiéis, o prelado alertou para a necessidade da «formação do coração». Apoiado no pensamento de Bento XVI, em “Deus é Amor”, D. Jorge Ortiga pediu o empenho dos cristãos, em particular, na dedicação e na atenção aos outros, à imagem do coração trespassado de Cristo, que se entregou por todos.
Denunciando a ausência de corações como o do Bom Pastor, ou do Bom Samaritano ou do pai da parábola do Filho Pródigo, o Arcebispo frisou que a atenção ao próximo se deve manifestar «nas pequenas coisas do dia-a-dia» e não tanto quando acontece qualquer problema ou calamidade. «É preciso solidariedade nas pequenas coisas», disse, sustentando que ao mundo actual «falta humanismo».
Como desafio à Igreja arquidiocesana, o prelado exortou a que os cristãos saibam viver o amor não tanto como mandamento imposto mas como consequência espontânea da fé cristã.
«A nossa Arquidiocese pode cair no perigo de ser demasiadamente ritualista e devocional entrando num estado de insensibilidade perante os problemas da sociedade», afirmou. Nesta linha, pediu que a passagem das relíquias de Santa Margarida Maria – «a quem Cristo revelou as maravilhas do seu coração cheio de amor» - seja uma oportunidade para os cristãos aumentarem a sua sensibilidade às interpelações do amor.

13 de junho de 2009

Arcebispo Primaz incentiva criação de Escola de Leitores



Milhares de pessoas nas ruas celebraram “Corpo de Deus”


O Arcebispo de Braga voltou ontem a pedir que os arciprestados invistam na criação de Escolas de Leitores. No dia do “Corpo de Deus”, que levou milhares de pessoas às ruas da cidade, D. Jorge Ortiga defendeu e reafirmou a importância do ministério do leitor e deixou desafios à «inovação» como forma de debelar dificuldades e de garantir a «estabilidade necessária que impede situações de insegurança social».
Presidindo à celebração que decorreu na Sé Catedral, o prelado afirmou que «a qualidade das celebrações está a merecer uma renovada consciencialização sobre o papel e a importância dos leitores». D. Jorge Ortiga destacou, depois, que o Concílio Vaticano II ainda não provocou nos cristãos «aquela sensibilidade que a recepção duma coisa preciosa para a vida deveria suscitar».
A partir do pensamento de Bento XVI, o Arcebispo revelou, procurando concretizar o plano pastoral sobre a Palavra de Deus, que a reforma litúrgica «não passa só por alteração das cerimónias», correndo-se o risco de serem apenas «exterioridades sem conteúdos e verdadeiro valor celebrativo».
Com a Sé Catedral totalmente cheia, D. Jorge Ortiga referiu que a Eucaristia é, também, «encontro de um corpo solidário», não devendo acontecer que «depois da celebração alguém se sinta só». Sentenciando que «o anonimato não pode ser atitude dos católicos» desafiou os fiéis à partilha e à comunhão de bens materiais, à imagem do que faziam as primeiras comunidades cristãs.
Baseando-se na dimensão do amor fraterno denunciou o «passivismo» de muitas pessoas com necessidades económicas e de outra ordem que esperam respostas das entidades e instituições existentes, mas não se colocam numa atitude mais pró-activa. «Os Centros Sociais Paroquiais e outras instituições da Igreja são só e apenas uma parte da solução» dos problemas da sociedade. Além do mais, «contentar-se com receber ajudas, de direito ou de caridade, pode ser um engano», frisou, contrapondo que «só apostando na inovação e acreditando nas capacidades, se consegue a estabilidade necessária que impede situações de insegurança social».
A missa solene, em dia litúrgico do “Corpo de Deus”, foi concelebrada por algumas dezenas de sacerdotes. O coro do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo encarregou-se da animação litúrgica.

Tarde de sol permitiu
milhares nas ruas
A procissão do “Corpo de Deus” saiu da Sé Catedral logo no final da missa e também esta incorporou várias centenas de fiéis. As principais ruas do casto histórico da cidade estavam “apinhadas” de pessoas, umas com atitudes de verdadeiros “espectadores”, outros com uma atitude mais participativa, que inclusivamente ajoelhavam à passagem do pálio, onde o Arcebispo Primaz transportava, na custódia, o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, ou então entoavam, juntamente com o coro, os tradicionais cânticos eucarísticos.
Incorporados na procissão iam particularmente muitos cristãos das 63 paróquias do arciprestado, acompanhados, na maior parte dos casos, pelos párocos.
Cruzes paroquiais, velas e bandeiras (maioritariamente do Santíssimo Sacramento, foram os símbolos e objectos transportados pelos “pegadores”. Destaque também para a presença de muitas crianças e adolescentes que celebraram, em muitos casos hoje, a Primeira Comunhão ou a Profissão de Fé (Comunhão Solene).
Antes do pálio, que encerrou a procissão, o sol fazia reluzir as pedras preciosas de oito mitras que pertencem ao Tesouro-Museu da Sé Catedral e que foram usadas por alguns Arcebispos de Braga ao longo da história.

11 de junho de 2009

Reforço na educação juvenil para uso mais crítico dos media


Bispos ibérios concluíram encontro visitando o Diário do Minho


Dar mais prioridade à educação dos jovens para o «uso crítico, maduro e responsável dos meios de comunicação social» é uma das principais conclusões apresentadas pelos bispos das Comissões Episcopais das Comunicações Sociais de Portugal e Espanha. Num encontro que terminou ontem em Braga, os prelados apontam, em dez pontos, alguns contributos para que, por um lado, a Igreja seja «mais comunicativa» e, por outro, para que a sociedade em geral e os media em particular deixem espaço à manifestação da visão cristã da vida por parte dos católicos.
No documento conclusivo, os responsáveis ibéricos começam por reiterar a «valorização das ferramentas de comunicação social como dons que Deus concede à pessoa humana» e afirmam a adequação à missão da Igreja das novas tecnologias da comunicação, de modo que, «toda a acção pastoral seja mais comunicativa».
Entendendo como imprescindível, no âmbito do uso dos meios de comunicação social, a educação dos jovens, os participantes do encontro convidam «pais e educadores» a «acompanharem o uso das novas tecnologias, especialmente a internet», uma vez que «o mundo das comunicações sociais não pode ser uma “zona franca”, isento de responsabilidades éticas e morais, do cuidado e vigilância dos pais e dos educadores e da acção protectora das autoridades, chamadas a defender os menores de conteúdos inadequados».
Entretanto, da reunião de trabalho subordinada ao tema “A comunicação social entre a laicidade e o laicismo: possibilidades e obstáculos”, resulta a constatação de «um secularismo crescente» na sociedade actual «que lança suspeitas sobre toda a presença do facto religioso cristão no espaço público». Segundo os bispos, «muitos querem relegar a dimensão religiosa para o âmbito privado, sem deixar espaço para Deus na opinião pública», facto que obriga a reclamar «o direito dos católicos em mostrar a sua visão cristã da vida, sem complexos e com respeito pela pluralidade de expressão, que também exigem para si».
Os responsáveis das Comunicações Sociais das Igrejas Portuguesa e Espanhola afirmam «o direito e o dever da Igreja de, através de meios próprios ou pela presença de católicos nos meios públicos e privados, mostrarem as respostas que propõem para as questões das mulheres e dos homens de hoje».
Além disso, defendendo o direito à liberdade de expressão e em nome de uma «sã laicidade», reclamam o «respeito pelos sentimentos dos católicos nos media e o dever de o exigir legitimamente, não apenas às pessoas individuais, mas também às instituições que as representam».
«A comunicação social é assumida pela Igreja como uma oportunidade para o exercício, em liberdade, da sua missão no mundo de hoje», apontam os bispos, encorajando os «comunicadores cristãos a ampliar a presença da dimensão religiosa nos media e da comunicação na vida da Igreja».

Crise económica tem origem
na ausência de valores morais
O documento final do encontro que reuniu cinco bispos espanhóis e três portugueses e alguns sacerdotes e um leigo, constata que a actual crise económica tem origem «não apenas em causas económicas, mas sobretudo na ausência de valores morais». Neste sentido, os prelados encorajam os meios de comunicação a favorecer e a promover estes valores, «especialmente a solidariedade» e o «bem comum».
O encontro dos bispos responsáveis pelas Comunicações Sociais da Igreja de Portugal e Espanha não terminou sem os participantes passarem pela Redacção e Gráfica do Diário do Minho, onde foram recebidos pelo director e pelo administrador.
Nas instalações do DM, o padre José Miguel Pereira e o cónego Fernando Monteiro falaram aos prelados espanhóis deste órgão de informação que tal como indica o estatuto editorial é um «diário, regional, de inspiração cristã».
No final seguiram para a Sé Catedral de Braga.

10 de junho de 2009

Bravissimo, Figueira!



Cada vez mais surpreendido!
A Isabel Figueira escreve sobre qualquer coisa!
Até sobre política e abstenção.
Para lá dos erros de português, não lhe faltam acertadas considerações políticas.

Parece discurso das "miss": «Se for» "quero acabar com a fome, a miséria e a injustiça"... blá, blá, blá...

Há que poupar o latim.

Ah, e o Braga Maldita, ainda não deve ter dado conta desta nova maravilha do Correio e da sua colunista, especializada em nada (pela forma como começa todos os textos: não sou especialista, mas escrevo....)

Portugal e Espanha juntos na promoção dos media católicos


Encontro Ibérico das Comunicações Sociais da Igreja


A Igreja de Portugal e Espanha estão juntas na promoção dos media católicos e manifestam, ao mesmo tempo, preocupação pela forma como é tratada a matéria religiosa nos media laicos. Bispos e responsáveis das Comissões Episcopais da Comunicação Social de Portugal e Espanha terminam hoje uma reunião que decorreu em Braga e que serviu para partilhar projectos e debater temas relacionados com os media e a presença da Igreja na comunicação social.
No segundo dia do encontro, responsáveis da área apresentaram dados concretos das situações vividas nos dois países, uma vez que «os problemas que a Igreja Católica enfrenta a este nível são comuns a Portugal e Espanha» segundo afirmou D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Para o também Bispo do Porto, este encontro é «proveitoso para os dois países».
Com o tema “A Comunicação Social entre a laicidade e o laicismo: possibilidades e obstáculos” pretende-se olhar os desafios que a actualidade coloca à missão da Igreja no âmbito das comunicações sociais. O prelado destacou que a laicidade é algo positivo, mas o laicismo é uma «deriva negativa» que tem a ver com «a inconveniência da expressão pública do religioso».
O encontro ibérico que apresenta hoje de manhã as suas conclusões conta com a presença de três bispos portugueses e cinco espanhóis. Dois padres, um espanhol e outro português, um cónego português e um leigo também compõem o restante painel de participantes.
No Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese de Braga estes responsáveis ouviram o professor de Comunicação Social, da Universidade do Minho, Manuel Pinto. Depois, D. Fernando Sebastián, Arcebispo Emérito de Pamplona e o cónego João Aguiar Campos, presidente do Conselho de Gerência da Rádio Renascença, apresentaram as respectivas situações das Comunicações Sociais da Igreja.

Atenção à ecologia
dos media
Manuel Pinto, da UM, apresentou uma comunicação com o próprio título do encontro ibérico e começou por falar aos participantes desta reunião de trabalho de algumas tendências que se observam actualmente no panorama dos media fazendo-o a partir de «um olhar antropológico e não tanto político» de modo a sublinhar e a relevar a forma como os media estruturam o quotidiano das pessoas.
O professor de Comunicação Social garantiu que esta é «uma instância fundamental para a forma como muitas pessoas pensam problemas importantes». Depois de valorizar mais o lado antropológico dos media e não tanto o seu lado comercial chamou a atenção para a «dimensão ecológica dos meios de comunicação social» já que «a qualidade de vida simbólica tem nos média um instância fundamental».

«Laicismo é
eufemismo de ateísmo»
Por sua vez, e depois de um breve intervalo, o antigo Bispo de Pamplona destacou as dificuldades que a Igreja espanhola vai sentindo, particularmente advenientes do laicismo e das transformações rápidas que a sociedade vai realizando. Para D. Fernando Sebastián «a instabilidade da sociedade espanhola favorece a assimilação pouco crítica das inovações culturais do laicismo».
Denunciando que o «laicismo é um eufemismo de ateísmo», o responsável espanhol apontou o dedo ao que chamou «privatização do religioso» e a muitas políticas socialistas que o governo de Luis Zapatero vai implementando. E denunciou: «em Espanha, ser religioso é como ser coleccionador de selos, ou ser alguém com ‘afición’».



RR cria “Prémio Monsenhor Lopes da Cruz”
Faz falta em Portugal
um diário católico nacional

Da situação da Comunicação Social da Igreja em Portugal falou o cónego João Aguiar salientando, a partir de uma afirmação recente do Patriarca de Lisboa, que o balanço da relação entre media e Igreja é positivo embora «em algumas circunstâncias seja necessário forrarmo-nos de paciência».
Segundo presidente do Conselho de Gerência da RR a religião, para uns, está presente como um «murmúrio» e, para outros, em «excesso». Relevando que a religião é um assunto que vende, fez também um “mea culpa” em nome da Igreja pela forma como esta vai olhando a problemática da comunicação social.
Como sugestão, o antigo director do Diário do Minho manifestou a opinião de que seria importante existir em Portugal um diário católico de tiragem nacional ou então um semanário. Sobre a questão da forma como é tratado o assunto religioso nos media João Aguiar defendeu que mais importante que fazer campanha pela Igreja é fundamental saber ler cristamente os acontecimentos sociais do dia-a-dia, à luz do Evangelho.
O responsável deu ontem a conhecer que a RR vai criar o “Prémio Monsenhor Lopes da Cruz”, no valor de 50 mil euros, com o objectivo de distinguir personalidades que tenham uma intervenção cultural marcada pelos valores da verdade, da ética e do sentido do bem comum.
Recorde-se que monsenhor Lopes da Cruz fundou revistas, dedicou-se ao cinema e ajudou a lançar a RTP, embora a sua maior obra tenha sido a criação da Renascença.

9 de junho de 2009

Mundo moderno deve ser reconstruído por valores humanos


D. António Couto em Vieira do Minho

O Bispo Auxiliar de Braga afirmou ontem que o mundo moderno deve ser reconstruído por valores humanos, como o amor, a verdade, a fidelidade e a confiança e «não tanto pela construção de bancos e outros edifícios». Denunciando uma cultura moderna que se vai voltando mais para a morte do que para a vida, D. António Couto pediu, na peregrinação arciprestal de Vieira do Minho, a mais de um milhar de pessoas que saibam viver os valores humanos e cristãos à imagem de Maria, «ícone mais perfeito de Deus» e «bússola para os nossos olhos».
No alto do monte, em Cantelães, o prelado que fez todo o percurso da peregrinação desde a igreja da vila até ao cruzeiro, começou por acolher os fiéis no que chamou «santuário a céu aberto» ou então «pequeno céu na terra». Com uma dezena de sacerdotes, D. António Couto presidiu à Eucaristia de encerramento da peregrinação e começou, cintando o Papa Bento XVI, por explicitar o sentido do verbo “adorar” que «implica boca-a-boca, beijar» e que manifesta «intimidade», «confiança», «amizade» e «ternura».
Na homilia, o Bispo Auxiliar afirmou que «a fé é uma segurança pessoal» que «assenta na confiança, na fidelidade e no fiar-se em Deus». Ao olhar o mundo moderno «a cair aos bocados, feito em cacos» defendeu que «as pessoas perderam a segurança e a confiança porque perderam a ternura e a intimidade».
Denunciando um certo relativismo e individualismo do mundo actual, presente na baixa taxa de natalidade que se vai registando, afirmou que «os lares estão a desfazer-se» e «os cemitérios e casas funerárias estão a aumentar». Assim, «diminuem as mães, diminui a ternura e o afecto e diminui também Deus», frisou.
Em dia de eleições para o Parlamento Europeu, o prelado não passou ao lado do tema e afirmou que a anunciada e registada abstenção alta revela falta de confiança e de fidelidade dos eleitores nos candidatos. «Há muita desconfiança e insegurança dos eleitores» afirmou D. António Couto.
A este respeito, apontou que há a necessidade de, cada vez mais, haver «verdade» nos programas eleitorais e acima de tudo nos candidatos. E apontou Nossa Senhora como exemplo: «se fôssemos eleger Maria a eleição seria mais participada porque Ela é de confiança, é fiel».
Com um discurso claro e simples, o prelado afirmou que «falta no mundo de hoje pessoas que vivam os valores que se vêem em Maria». Para o bispo «Maria é o ícone para a reconstrução dos valores em Portugal». «O mundo só pode subsistir se se basear na verdade, na ternura, no amor, na fraternidade e a solidariedade», referiu.
A peregrinação do arciprestado de Vieira do Minho a Nossa Senhora da Fé assinalou também os 250 anos da inauguração daquele santuário. Houve tempo, ainda, para uma equipa da paróquia de Cantelães levar a cabo uma campanha de angariação de fundos que revertem para a construção do Lar de Idosos Padre Lima, daquela comunidade. Segundo o padre Nuno Campos, é um projecto financiado pelo Pares que custa mais de 870 mil euros e para o qual a comunidade não tem dinheiro.

7 de junho de 2009

Portugueses desafiados a financiar projectos missionários


Fundação Evangelização e Culturas lança campanha

Mesmo em tempo de crise económica, os portugueses são desafiados a financiar alguns projectos missionários desenvolvidos pela Fundação Evangelização e Culturas (FEC) que acaba de lançar uma campanha nacional com o objectivo de angariar financiamentos para a implementação de dez projectos de cooperação a desenvolver em Angola, Moçambique, Timor-Leste e também em Portugal. Esta campanha realizada no âmbito da Plataforma de Voluntariado Missionário designa-se “Agir para desenvolver – Projectos de Esperança”.
Segundo um comunicado de imprensa da FEC os dez projectos, executados por dez organizações, pretendem ser «um contributo no combate à pobreza, através da actuação em diferentes áreas, como Educação, Economia Sustentável, Apoio Social, Animação Juvenil e Saúde».
Os projectos pretendem responder a necessidades específicas diagnosticadas pelos voluntários e missionários que diariamente estão com as populações e às quais a FEC quer responder.
Os portugueses são assim desafiados a contribuir e a financiar estes projectos que constituem uma resposta concreta aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Para contribuir e apoiar estas iniciativas os interessados podem enviar os donativos via CTT ou via internet. Mais infirmações dos projectos podem ser encontradas em www.agirparadesenvolver.org.

Projectos respondem
a necessidades
São dez projectos que se dividem entre Angola, Moçambique, Timor-Leste e Também Portugal.
“Juntos na hi funda” é um projecto da responsabilidade das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres que pretende promover o desenvolvimento educativo e formativo das crianças e jovens da vila de Manjacaze (Moçambique). A requalificação, apetrechamento e dinamização da biblioteca local custa mais de 17 mil euros.
A paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Famões, (Angola) está com o projecto “Um Futuro para Nambuangongo”, com o objectivo de diminuir o abandono escolar e aumentar o grau de escolaridade das mulheres da aldeia. A reabilitação de um internato, a aquisição de mobiliário básico e reabilitação da casa da missão para apoio comunitário vai custar mais de 43 mil euros.
“Caminhos e Sorrisos” está a cargo do grupo “Diálogo”, dos Missionários do Verbo Divino, e pretende construir uma comunidade viva, autónoma e integrada na comunidade de Terraços da Ponte (Sacavém). Este projecto orçado em sete mil euros vai fazer a requalificação do espaço de culto, a organização da Festa da Família e a dinamização de colóquios.
“Ensino para Todos” quer aumentar a frequência escolar no Bairro Vunguine, em Boane (Moçambique) em 50 por cento. Com um orçamento de 43 mil euros, a Congregação dos Sagrados Corações vai construir e apetrechar três salas de aula, de forma a permitir às 500 crianças do bairro o acesso ao ensino básico.
Em Timor-Leste, a Juventude Hospitaleira quer combater a pobreza através do fomento de actividades económicas. “Padaria Comunitária” é o projecto destinado à comunidade de Laclubar que custa três mil euros e passa pela reconstrução do edifício da padaria e pela formação de responsáveis pela mesma, nomeadamente na área de gestão, segurança e higiene alimentar.
A Associação de Leigos Voluntários Dehonianos tem o projecto “Ensinar para Aprender em Luau” com a finalidade promover o desenvolvimento educativo em Moxico (Angola). Para a criação, informatização e apetrechamento da biblioteca central que dá apoio às 30 escolas locais e para o apetrechamento de 30 escolas com kit's didácticos são precisos mais de 31 mil euros.
“A Caminho do Futuro” vai criar uma sala de informática no Centro Social Flori, no Bairro das Mahotas, em Maputo (Moçambique). Este projecto custa mais de oito mil euros e está com as Irmãs Missionárias Dominicanas.
“Promoção pela Educação” é outros dos projectos que pretende promover o desenvolvimento integral de meninas do Centro de Acolhimento da zona de Humpata (Angola). A finalização da construção e apetrechamento deste centro com a dinamização de aulas de apoio e recuperação escolar e ainda animação de actividades lúdicas é um projecto da associação Sol Sem Fronteiras que está orçado em 50 mil euros.
“Partilhar é Amar”, da Associação Mãos Unidas Pe. Damião, quer promover o apoio social a crianças órfãs, mães solteiras, idosos e portadores de SIDA em Moçambique. Campanhas de sensibilização, realização de actividades para a promoção da mulher, de encontros mensais com as mães e de visitas domiciliárias custam, ao todo, mais de 35 mil euros.
“Grão a Grão” vai contribuir para a melhoria alimentar e aumento da qualidade de vida da comunidade do Gungo (Angola). São precisos mais de 11 mil euros para o Grupo Missionário Ondjoyetu fazer a implementação de um posto de moagem no centro da localidade e para a formação e iniciação de processos de produção de farinha.

6 de junho de 2009

Braga acolhe exposição de modelismo



Mais de mil peças de 300 artistas lusos e estrangeiros

São mais de mil peças da autoria de artistas portugueses e estrangeiros que se dedicam ao modelismo que vão estar expostas em Braga durante esta semana, em quatro pontos diferentes da cidade. A IV Exposição e II Concurso Internacional de Modelismo decorre de hoje até ao próximo domingo, dia 14, depois de alguns anos de interregno.
Organizada pela “Acesso ao pódio”, uma associação bracarense sem fins lucrativos que promove actividades de âmbito desportivo e cultural, esta iniciativa volta a acontecer em Braga depois de mais de uma década de interregno por causa da falta de apoios e incentivos. Paulo Braga, presidente da associação, disse ao Diário do Minho que este ano conseguiram-se apoios logísticos que permitiram o relançamento da iniciativa.
Câmara Municipal, INATEL, Refer e Íris e Voltares são as instituições que colaboram com a “Acesso ao Pódio” que, para além da exposição, promove um concurso dividido em diversas categorias: aviões, barcos, helicópteros, camiões, motos, maquetas, comboios e dioramas, tendo em conta as escalas das peças (1:24, 1:35 e 1:72).
Esta IV Exposição e II Concurso Internacional de Modelismo vai decorrer simultaneamente em quatro espaços privilegiados da cidade de Braga: Caminhos-de-Ferro, Inatel, Casa dos Crivos e Galeria S. Marcos. A sessão inaugural deste evento decore hoje, às 11h30, em frente ao largo da Estação dos Caminhos-de-Ferro de Braga, seguindo-se uma passagem pelas instalações da delegação de Braga do INATEL, na Avenida Central, e pela Galeria de S. Marcos e Casa dos Crivos.
A exposição estará aberta das 9h00 às 23h00 em todos os quatro espaços e, para Paulo Braga, é uma oportunidade para os bracarenses em geral, alunos, escolas e até estudantes universitários, verem com os próprios olhos peças únicas no mundo.
Segundo este responsável, esta exposição começou a ser preparada há mais de um ano e exigiu muito empenho e muitos contactos para que mais de 300 artistas pudessem expor na “cidade dos Arcebispos”. A mostra destes amantes do modelismo – recriação de peças em escala reduzidas – conta com participações de Portugal, Espanha, Brasil, África do Sul, Holanda e Alemanha.
O presidente da entidade promotora referiu que alguns dos nomes mais sonantes, quer portugueses quer estrangeiros, vão marcar presença nesta iniciativa que decorre tendo em conta o calendário das diversas exposições que se realizam no mundo sobre esta temática. António Seijas, Martin Requejo, José Carvalho ou Eduardo Graça são alguns dos expositores presentes.

Hospital S. Marcos aprovado ao nível da gestão de resíduos


Seminário contou com painel de convidados unânime

O Dia Mundial do Ambiente foi o dia escolhido pelo Hospital de S. Marcos (HSM) para mostrar que este está a verificar resultados positivos ao nível da gestão dos resíduos provenientes da sua política ambiental que conta com o apoio da Braval, da Agere e da Ambimed. Num seminário promovido ontem pela equipa da Gestão do Risco desta unidade hospitalar, representantes destas três empresas apresentaram os bons resultados obtidos pelo e no Hospital de S. Marcos, que se assume como instituição atenta e preocupada com as questões ambientais e de poupança energética.
O seminário denominado “Abrir uma janela para… o ambiente” contou com a presença de Lino Mesquita Machado, na abertura dos trabalhos, e o administrador do hospital destacou, desde logo, algumas das acções recentes, promovidas pelo hospital, que vão na linha da defesa do ambiente que é uma questão de saúde pública. «Mesmo antes de haver legislação sobre gestão de resíduos em hospitais, já aqui tínhamos normas concretas a cumprir nesse sentido», afirmou, salientando que o HSM está no bom caminho da promoção e defesa ambiental e na poupança energética.
Das empresas e instituições presentes no seminário, Pedro Machado, da Braval, foi o primeiro a intervir e a louvar a atitude pró-activa do S. Marcos. «Louvo e agradeço viver numa região que tem um hospital que se preocupa com o ambiente», sustentou logo de início.
O director geral executivo da empresa intermunicipal referiu-se às inovações introduzidas na Braval – precisamente ontem – que passa a designar-se Ecoparque Braval e que pretende, mais que fazer a recolha selectiva dos resíduos, a sua valoração, tendo em conta as medidas e as directrizes emanadas pela Comissão Europeia. «Se não cumprirmos os objectivos teremos taxas pesadas a pagar», afirmou.
Pedro Machado revelou ainda alguns dados do protocolo estabelecido entre HSM e Braval há um ano atrás que o levam a afirmar que «muito trabalho já foi feito, mas ainda há caminho a percorrer» no âmbito da melhoria pretendida ao nível da gestão de resíduos.

Taxa
da recolha de lixo
«é cara»
Da Agere marcou presença Nuno Ribeiro que defendeu a centralidade desta empresa no que diz respeito à questão da saúde pública. Apresentando as significativas melhorias avançadas pela empresa – Braga é um concelho com uma taxa de cobertura da rede de água na ordem dos 98 por cento e dos 95 por cento em relação ao saneamento – sustentou que já foram investidos pela empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga cerca de 50 milhões de euros na melhoria das condições. «Isto é saúde pública», frisou Nuno Ribeiro.
O responsável anotou ainda que no ano transacto foram poupados cerca de 400 mil metros cúbicos de água, facto que nota a atenção da empresa em relação ao tão badalado problema da falta de reservas hídricas.
Em relação à recolha dos lixos, Nuno Ribeiro sustentou que a colocação de ecopontos na cidade de Braga traduziu-se numa redução de lixo em cerca de 50 toneladas por dia. «Das 250 toneladas de lixo, em média, que a Agere recolhe diariamente, conseguimos baixar o número para 150», declarou.
Nuno Ribeiro fez também a apologia da Agere sobre as taxas pagas pelos munícipes. «Não temos saldos negativos, mas também não temos lucros», frisou, referindo que «a taxa é cara», mas «serve bem o munícipe».
Finalmente, Anabela Januário, da Ambimed, referiu-se ao trabalho feito no HSM em relação à gestão de resíduos hospitalares. Dando conta da legislação vigente, a responsável apresentou a divisão e fez a diferenciação dos quatro grupos de resíduos produzidos em hospitais ou estabelecimentos congéneres.
Recolha selectiva, regras de acondicionamento, tratamento e transporte dos resíduos hospitalares – equiparados a urbanos, hospitalares não perigosos, de risco biológico ou ainda de risco específico – foram pontos abordados por esta responsável que, como os anteriores, enalteceu o trabalho do hospital bracarense ao nível da política ambiental.
Neste seminário intervieram ainda Joana Castro, da Société Générale de Surveillance (SGS), sobre “Certificação ambiental. Que desafios?” e Amparo Barreiro e Marta Guilherme sobre “Avaliação do conforto térmico em hospitais e centros de saúde na Região Norte”, um projecto do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Norte.

5 de junho de 2009

Peça musical “Paulo de Tarso” sobe ao palco do Auditório Vita


Grupo de Teatro S. João Bosco


A peça que o Grupo de Teatro S. João Bosco, constituída por seminaristas de Braga, vai apresentar no final deste ano lectivo é sobre a figura de Paulo de Tarso, como forma de assinalar o Ano Paulino. Trata-se de uma espécie de musical, escrito por seminaristas, com uma hora de duração, que será apresentado durante três noites (10, 11 e 12 de Junho) e uma tarde (14 de Junho) no Auditório Vita, em Braga.
A peça, que pretende contar a vida de S. Paulo, demorou cerca de três meses a preparar e conta com a participação de músicos e de alunos dos dois seminários da Arquidiocese.
Com produção do Grupo de Teatro S. João Bosco, músicas de Paulo Pires e letras de Ricardo Correia, “Paulo de Tarso” apresenta, num acto único, alguns momentos da vida de Paulo, intercalados com a execução musical dos chamados “hinos cristológicos” incluídos nos escritos paulinos.
Conversão, discurso no Areópago, Paulo na prisão, encontro com Lídia e viagem para Roma são alguns dos momentos representados com a apresentação da peça intercalada por cerca de 20 músicas originais. A Escritura e as pinturas de Ilda David’, expostas no Seminário Conciliar, serviram de base de inspiração aos autores.
Segundo Christofer Sousa e Paulo Pires, do Grupo de Teatro S. João Bosco, a peça termina com a execução de um «hino à Palavra» e ainda com o «hino da caridade».
No panfleto publicitário da iniciativa, os organizadores escrevem que «Paulo de Tarso» é «um nome conhecido», com «uma história bimilenar». A representação é «um cantar desse nome e um contar dessa história, sussurrado por entre sons e imagens transtemporais».
Os actores são seminaristas do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, os figurantes são do Seminário de Nossa Senhora da Conceição. Os músicos que estarão em palco são Filipa Almeida, Ana Pinheiro, José Domingues, Rúben Araújo, Marco Carvalho, Fábio Rio e Paulo Pires.
Os organizadores querem que a peça seja vista pelo maior número possível de pessoas, por isso a entrada é gratuita, e foi escolhido o Auditório Vita porque tem melhores condições e mais lugares que o salão de S. Frutuoso, na Rua D. Afonso Henriques.
De resto, a solidariedade move também o Grupo de Teatro do Seminário Conciliar, já que algumas receitas que possam vir de donativos feitos ao Grupo reverterão para a APPACDM de Braga.

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...