23 de setembro de 2009

Lição para a vida







Segue, vivendo,
alegre cada dia
porque é uma maravilha
mais um dia para viver.

Vive, sentindo,
amando sem medida,
porque é uma graça sentir
que amas e és amado.

Ama sem mais
e sem olhar a quem
porque essa é a medida
de ter tornares alguém.

Torna-te aquilo que és
humano e filho de Deus
e assim serás feliz
e com toda a certeza
alcançarás os céus.

22.9.09

Até quando


Até quando Senhor?
Até quando... Meu Deus!!

É a vida! (lamento!)

Há coisas que não percebo.

Continuo o caminho com a força que vem do Alto, mas...


Deus está por mim. Deus está por nós!
Às vezes, sinto-me Job, ou Abraão com Isac antes do sacrifício.


Continuo a rezar: Vela por mim, Senhor, Amén!

22 de setembro de 2009

Admirável mistério




Admirável mistério do sacerdócio
Que toca em mãos humanas Deus
E traz aos homens de todos os tempos
Um pouco da ternura existente nos céus.

Admirável mistério de alegria
É o que se recebe na Ordenação
Para anunciar e celebrar Eucaristia
E levar a paz ao humano coração.

Servir todo inteiro a Jesus
Amando sem reservas nem fronteiras
Sempre pronto para abraçar.

É este o luminoso mistério da cruz
Que não conhece amarras nem barreiras
No sacerdote chamado a abençoar.


2.9.09

Escrito em Fátima, durante o VI Simpósio do Clero de Portugal.
A foto - foi tirada em Vila Verde pelo colega José Carlos Ferreira (um abraço!) e oferecida - assenta que nem uma luva. A cruz tem sempre algo de luminoso. Por muito escuro que possa ser o ambiente, a envolvência brilha e cintila porque da cruz brota e irradia a luz, melhor a LUZ que é Jesus! Aliás, isto lembra-me um refrão de uam música que escrevi há uns anos para um festival da Canção Religiosa:

Jesus és minha luz
só a ti eu quero ver
na tua morte de Cruz
és dom a bendizer
hoje e sempre, ó meu Jesus,
és a razão do meu viver!

21 de setembro de 2009

Fado de Deus


Triste fado é este que cantamos
de mãos atadas e presas à dor.
Fado triste é este que elevamos
sem o transformarmos em amor.

Muda sina várias vezes carregamos
sem espreitar o claro alvor
mas juntos, na certeza, entoamos
o mais belo hino ao amor.

Vem e acolhe-nos com ternura
Senhor Nosso Deus, a Vós confiados
na força e segurança do teu braço.

E segura-nos sempre com brandura
já que em Cristo fomos resgatados
na Cruz, o oblativo gesto do abraço.

4. 08. 2009

18 de setembro de 2009

Hoje falei de ti

Desculpa,
sei que tu és uma pessoa muito especial mas,
hoje falei de ti...
É... até foi de propósito!!!
Eu estava a falar com DEUS quando resolvi falar de ti.

Eu pedi que ELE te cobrisse de protecção
e te fizesse muito FELIZ.
ELE disse para eu não me preocupar.

E ainda me pediu que eu te dissesse que ELE te ama muito
e vai fazer o possível,
e principalmente o impossível,
para nunca te ver triste.
Pediu-me ainda para te dizer que ELE sabe que ás vezes
vais pensar que ELE
não está do teu lado,
ou que irás questionar
o porquê de muitas coisas terem acontecido, ou
não terem acontecido na tua vida.
Mas um dia irás olhar para trás e dizer:
Como DEUS faz as coisas certas,
hoje eu vejo que tudo está na hora certa e que ELE não falha..

Olha só quem veio comigo!!!
Ele quer-te abençoar.




obrigado mistério (Beta) pela partilha

16 de setembro de 2009

“Chama da Solidariedade” quer chamar mais pessoas para a causa



Périplo iniciado em Braga termina sábado em Viseu


A “Chama da Solidariedade” iniciou ontem em Braga o seu périplo por algumas cidades portuguesas com a intenção de «chamar mais pessoas» para a causa da solidariedade. Numa singela cerimónia na Avenida Central que contou com a presença de vários digirentes distritais e nacionais ligados à solidariedade social foi exaltado o trabalho feito até ao momento neste nível e lançado o alerta para um envolvimento colectivo em torno das dificuldades das franjas mais desfavorecidas da população portuguesa.
Nesta cerimónia de partida, a tocha foi transportada de mão em mão por utentes e educadores de instituições sociais de Braga, desde a Avenida Central até à Avenida da Liberdade. O grupo “Zés Pereiras do Novais” deu animação e colorido à festa tal como as dezenas de crianças presentes.
O percurso da “Chama da Solidariedade” que saiu ontem de Braga termina no sábado em Viseu onde decorre a Festa da Solidariedade 2009. Até lá, a tocha passa por algumas cidades portuguesas.
O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, marcou presença neste «gesto simbólico», referindo que a inciativa pretende «exaltar o muito que se faz neste país em favor dos mais necessitados e carenciados» e «alertar para a necessidade deste envolvimento colectivo».
«Nós somos todos responsáveis por todos», disse, justificando a iniciativa que está empenhada em «chamar mais gente a causa».
Destacando o papel insubstituível das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Lino Maia revelou que «o que se faz no país em favor das populações mais carenciadas é feito por estas instituições». E deixou o pedido: «Quantos mais formos melhor se fará, melhor qualidade de vida se terá e mais esperança conseguiremos para o país».
O dirigente nacional apontou ainda que a crise económica que o país atravessa acentua o trabalho das IPSS que registaram este ano mais solicitações. «Os problemas decorrentes da crise, particularmente a fome e o desemprego» fizeram disparar o número de solicitações a instituições de solidariedade social. Além do mais, para o padre Lino Maia nem os «menores contributos recebidos pelas instituições» impediram de continuar a prestar os seus serviços nem justificaram o encerramento de qualquer uma.
«As IPSS continuam a fazer o seu trabalho e não se mandam utentes embora por contribuírem menos para a instituição», frisou.

Distrito de Braga
precisa mais que nunca
das IPSS
A cerimónia de acendimento da “Chama da Solidariedade” e da sua partida foi presenciada pelo governador civil de Braga. José Lopes felicitou a organização do evento destacando que «actos de solidariedade são indispensáveis e devem ser apoiados».
O governador civil reconheceu que a solidariedade é uma «necessidade permanente» mais ainda no distrito de Braga onde muitas pessoas continuam a precisar de apoios sociais.
«A solidariedade é um sentimento que deve unir todas as pessoas», afirmou, sustentando que a solidariedade «humaniza a vida».
No distrito de Braga há muitas pessoas a precisar de apoio social. «Sempre houve e hoje há mais», revelou José Lopes, declarando que o apoio dado à população mais necessitada serve também para «lhes dizer que não estão isoladas e sozinhas».
«Este gesto iniciado hoje é um sinal que pretende mostrar que nas dificuldade há sempre alguém pronto a ajudar», defendeu o representante do Governo em Braga.
Alargando as declarações à comunicação social presente, o governador civil referiu-se aos incêndios no distrito de Braga, particularmente no ultimo fim-de-semana que foi «muito difícil» e «negro». Aliás, «ainda estão a deflagrar incêndios no distrito» e que estão a merecer um «grande empenho e esforço» das diversas corporações de bombeiros distritais.
«Estamos todos preocupados com essa situação» disse, anotando que as indicações de baixas de temperatura nos próximos dias são um bom sinal para quantos se empenham nas lutas contra os incêndios.

13 de setembro de 2009

Pai

Em dia de festa para o meu pai. Parabéns


Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...

composição de Fábio Jr.

Arcebispo incentiva catequistas a trabalhar em unidade pastoral



Mais de 3500 pessoas no Sameiro em dia de formação e convívio




O Arcebispo de Braga incentivou mais de 3500 catequistas a trabalhar em unidade pastoral, abrangendo as paróquias vizinhas ou mesmo o arciprestado. D. Jorge Ortiga encerrou, ontem no Sameiro, o Dia Arquidiocesano do Catequista e deixou claro que a catequese é um «ministério imprescindível» para a Igreja e para o mundo porque «tem por missão dizer quem é Cristo» e ensinar às jovens gerações os valores evangélicos que continuam «actualíssimos».
No encerramento da jornada de formação e convívio, que reuniu no Sameiro perto de quatro milhares de catequistas, o responsável máximo da Arquidiocese de Braga sustentou que é necessário começar a apostar num trabalho de unidade pastoral, mesmo em âmbito de catequese, uma vez que esse vai ser o futuro da Igreja, dada a diminuição do número de sacerdotes e a necessidade de estes se juntarem em unidades pastorais.
«É uma necessidade de reorganização da própria Igreja», frisou o prelado que aproveitou a celebração da Palavra para apelar a uma certa abertura dos catequistas para esta nova forma de trabalho, que já vai conhecendo boas experiências em algumas realidades da Arquidiocese.
D. Jorge Ortiga pediu também que todas as paróquias tenham um catequista coordenador e que este tenha consigo uma equipa que o ajude a suscitar iniciativas de formação para os catequistas.
Na mesma linha, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa desafiou a que aqueles que aceitam o ministério de ser catequistas o façam com «estabilidade e permanência». E explicou: «é importante haver nas comunidades catequistas que aceitem este ministério durante dois ou três anos, mas é também fundamental que haja homens e mulheres que abraçam este serviço como uma vocação para toda a vida».
Manifestando a gratidão da Arquidiocese e de toda a Igreja aos catequistas, D. Jorge Ortiga denunciou «um certo tempo – o de campanha eleitoral – em que se ouvem muitas palavras, promessas e discursos», mas que «esquece os valores». «Hoje fala-se de crise mas a maior é a crise de valores», frisou, alentando os catequistas a que se não envergonhem de defender valores como a honestidade, a verdade, a autenticidade, a coerência, a fidelidade e a transparência.
Antes do final da celebração – animada com vários cânticos – o Arcebispo Primaz entregou os diplomas aos catequistas que este ano terminaram o seu estágio de catequese. Por sua vez, estes fizeram o compromisso com a missão.

Adesão dos catequistas
superou expectativas

O Dia Arquidiocesano do Catequista arrancou com uma conferência/formação que foi orientada por Isabel Oliveira que é a responsável pela secção da catequese na Diocese do Porto. Na cripta do Sameiro, a oradora apresentou o tema “Palavra de Deus e Eucaristia” para realçar «os ensinamentos do Concílio e do Magistério eclesial» em relação à centralidade da Eucaristia na Igreja e na própria actividade pastoral, concretamente na catequese.
«Sem Eucaristia não há catequese, nem catequistas, porque não há pessoas apaixonadas por Cristo, que vivem, celebram e transmitem a sua fé», afirmou, relevando que «o catequista é um crente, uma pessoa de fé», que tem por missão «dizer Cristo».
Para que a celebração da Eucaristia seja verdadeiramente vivida, a responsável sugeriu que se faça um prévia catequese à própria celebração que ajude a perceber a simbologia, o rito e o mistério próprio da celebração.
Salientando, depois, a necessidade de ir «beber à fonte da Eucaristia», Isabel Oliveira afirmou que «sem Eucaristia o catequista não ama e não testemunha».
À margem da conferência de abertura do dia, o padre Luís Miguel Rodrigues, manifestou a sua satisfação pela adesão massiva dos catequistas da Arquidiocese. Para o responsável do Departamento Arquidiocesano de Catequese esta adesão dos catequistas demonstra a importância desta jornada e manifesta também a necessidade que os catequistas sentem em formar-se.
Esperados cerca de 2500 catequistas o número foi bem superior, marcando presença na jornada de formação e convívio mais de 3500 catequistas provenientes de todos os arciprestados. Mesmo assim, longe de atingir e de congregar todos os catequistas: a Arquidiocese de Braga tem cerca de 8500 mil, dos quais mais de seis mil estão registados no Departamento Arquidiocesano de Catequese.

11 de setembro de 2009

Bento XVI quer visitar Fátima


Federico Lombardi admite dificuldades da Igreja na relação com imprensa
Porta-voz do Vaticano expressa
desejo do Papa visitar Fátima

O padre Federico Lombardi, director da sala de imprensa da Santa Sé, confirmou ontem que Bento XVI «deseja» visitar Fátima, mas ainda não há nenhuma data prevista para a eventual viagem. Em conferência de imprensa, antes do início das Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais, o porta-voz do Vaticano afirmou que o Papa já foi convidado e «sabe muito bem qual é a importância de Fátima para o mundo e deseja vir, mas ainda não há data marcada».
A agenda do Papa para 2010 deverá ser conhecida dentro de «pouco tempo», dado que este é um dos temas em que o mesmo está a trabalhar, estabelecendo quais serão as viagens ao estrangeiro. A informação será comunicada, em primeiro lugar, às autoridades eclesiais e civis. «Estas autoridades, quando informadas pela Secretaria de Estado do Vaticano, são as que dizem ao seu povo que o Papa visitará o país», referiu.
O padre Lombardi afirmou que Bento XVI «ama os santuários marianos», lembrando alguns dos que já visitou nas suas viagens, com passagens muito importantes por Aparecida e Lourdes.
Este responsável precisou que na sua missão não se insere «o anúncio das viagens do Papa». Em Fátima, o padre Lombardi limitou-se a assegurar que, no próximo ano, Bento XVI não irá à Alemanha nem ao Vietname.

Dificuldades
na comunicação
O porta-voz do Vaticano falou dos «meses mais agitados» na comunicação do Vaticano e do Papa, no início deste ano, em particular nas questões relacionadas com os lefebvrianos e na declaração sobre o preservativo, no voo para África, em Março.
Segundo o padre Lombardi, a situação melhorou após a viagem à Terra Santa e a publicação da “Caritas in veritate”, que gerou «um novo interesse». O clima mais positivo foi confirmado também nas audiências do mês de Julho, em especial a visita de Barack Obama, presidente dos EUA, classificada como um «momento muito positivo para as relações internacionais da Santa Sé».
Federico Lombardi lembrou a queda de Bento XVI, em Les Combes, durante as suas férias, assegurando que o problema no punho direito já foi superado, estando em fase de reabilitação. O Papa retomou o trabalho na segunda parte do livro sobre Jesus, «pelo que podemos esperar a publicação na próxima Primavera, no início do próximo ano».
Na agenda próxima está a viagem à República Checa, em finais deste mês, «viagem breve, mas importante ao centro da Europa, num país muito secularizado que celebra 20 anos da queda do regime comunista». Em Outubro, tem lugar «o acontecimento mais importante do ano, o II Sínodo para África», que contará com a presença do Arcebispo de Braga e presidente de Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga.
Lombardi destacou o encontro do Papa com os artistas do mundo, marcado para o próximo dia 21 de Novembro, na Capela Sistina. Por agendar está ainda uma desejada visita à Sinagoga de Roma.



Relação com a imprensa é difícil

Questionado sobre uma suposta «má imprensa» que acompanha Bento XVI, o director da sala de imprensa da Santa Sé convidou «a ver as coisas com uma perspectiva mais ampla». «Nos primeiros anos de João Paulo II sempre ouvi falar mal de um Papa polaco que não percebia nada do mundo ocidental. Após 20 anos, tudo mudou. Não é que ele tenha nascido com o apreço e o amor de todos, teve 26 anos e meio de pontificado, viajou por todo o mundo, sofreu um atentado, tornou-se uma grande autoridade para a humanidade do seu tempo», relatou.
Nestes anos de pontificado, o Papa teve «momentos de sucesso e de fortes discussões». Para o padre Lombardi, Bento XVI tem má imprensa, mas em 2008, nos EUA, teve uma imprensa «extraordinariamente boa», na Austrália foi «muito boa», tal como na «França laica e anticlerical».
Depois do “caso Williamson”, cuja excomunhão foi levantada com outros três bispos ordenados por Monsenhor Lefebvre, o ano que passou «foi esquecido em dois dias». «O Papa tem uma grande coragem, como demonstrou na viagem à Terra Santa ou com a publicação da sua terceira encíclica, num mundo em crise», assegurou o porta-voz.
Na comparação dos dois últimos Papas, o padre Lombardi disse que o «amor popular» está ligado à forma de apresentar-se. Bento XVI tem uma «grande capacidade de comunicação conceptual, até superior à de João Paulo II» e distingue-se também na «relação mais próxima», manifestando «gentileza e humildade», «uma pessoa que escuta verdadeiramente».
O director da sala de imprensa da Santa Sé, que é também director-geral da Rádio Vaticano e do Centro Televisivo Vaticano admite que «é difícil captar estas dimensões através de instrumentos comunicativos ou no diálogo com as massas, através de grandes gestos. Bento XVI não tem o mesmo carisma, tem outros, que também são carismas de comunicação».
No que diz respeito às instituições comunicativas da Santa Sé, neste pontificado, o padre Lombardi lembrou que o jornal “L’Osservatore Romano” mudou muitíssimo no último ano e meio, embora admita que «as grandes novidades são a mudança da realidade, dos próprios instrumentos de comunicações, com o desenvolvimento da rede, dos sites, dos blogues, e que são novos para todos».
O porta-voz do Vaticano admite a necessidade de «desenvolver uma capacidade, seja de presença, seja de resposta às perguntas que chegam», referindo, entre outras, a nova página do Vaticano no youtube.

Diário do Minho/Ecclesia/Lusa

Gabinetes de imprensa na Igreja são urgência e mais-valia


Apelos do porta-voz da Santa Sé em Fátima



O director da Sala de imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, disse na abertura das Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais que «os media podem ser traiçoeiros: criam facilmente os seus protagonistas e depois desembaraçam-se deles em pouco tempo, ou tornam-nos prisioneiros do tipo de imagem que produziram deles».
O porta-voz do Vaticano falou sobre o lugar dos Gabinetes de imprensa nas estruturas da Igreja, a partir da sua experiência ao serviço de Bento XVI. Na sua prelecção sublinhou que «nós não somos propagandistas políticos, defensores de interesses particulares, ou simples profissionais do jornalismo. Somos, em primeiro lugar, crentes e cristãos. O que mais nos interessa é que o Evangelho de Jesus Cristo seja conhecido e compreendido através da palavra e do testemunho da Igreja. Se isso não acontece, perdemos tempo».
Federico Lombardi dividiu a sua conferência em dez proposições. Em relação ao Magistério da Igreja sobre os instrumentos de comunicação social realça que este «foi sempre positivo, desde o seu início; embora prudente e realista quanto às possíveis ambiguidades e aos riscos, encarou-os sempre como instrumentos úteis para o anúncio do Evangelho em âmbitos muito vastos, superiores àqueles que cada um de nós pode alcançar através do contacto directo com as pessoas».
Na proposição sobre as características que este serviço deve ter, o jesuíta salientou que «nunca devemos deixar de insistir no uso de uma linguagem clara, simples e compreensível, não demasiado abstracta e complicada, ou técnica». A rapidez da informação é outro alerta deixado pelo porta-voz do Vaticano: «É oportuno estar disponíveis e responder – pessoalmente ou através de uma pessoa delegada – quando nos procuram pelo telefone ou por e-mail». E completa: «Quanto mais cedo se der a resposta ou a informação correcta, melhor. Em geral, se formos capazes, é melhor sermos nós a orientar a informação, dando-a nós primeiro, do que correr atrás de uma informação incorrecta».

Ajudar
a que o Evangelho
chegue às pessoas
Promovidas pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja e a decorrer no Seminário do Verbo Divino, em Fátima, estas jornadas contam com a presença de vários conferencistas para abordar a temática dos gabinetes de imprensa na igreja.
O responsável por um Gabinete de comunicações sociais é «um animador e promotor de comunicação, alguém que ajuda a estar atento e a compreender a mudança da cultura e das tecnologias de comunicação para que o Evangelho possa chegar de modo novo às pessoas do nosso tempo», frisou o porta-voz da Santa Sé. E acentua: «Devemos também aproximar a instituição, ou a pessoa, que representamos do mundo da comunicação social, ajudá-las a exprimir-se de modo adequado, a fazer passar as suas mensagens através dos instrumentos apropriados».
Perante esta realidade, o padre Federico Lombardi sublinha que o ideal é que sejamos nós a «conduzir o jogo da comunicação, criando as ocasiões propícias e lançando as mensagens que temos a peito, e não nos tornarmos nós objecto do jogo dos media».

Saber manter
a virtude da discrição
No serviço da instituição é «importante saber cultivar a virtude da discrição», para dizer as coisas quando devem ser ditas, resistindo à tentação de as antecipar. E observou: «Se houver coisas realmente confidenciais, que, por bons motivos, não devem ser postas em público, não se devem revelar, no limite, nem sequer aos amigos». No mundo actual, «a discrição não existe ou não é considerada um valor, e não nos podemos queixar se circularem notícias que fomos nós próprios a dar».
Quem trabalha num Gabinete para as comunicações sociais «não tem de imediato, e em primeiro lugar, uma tarefa de comunicação destinada a um vasto público, mas um dever de comunicação para comunicadores sociais, que, por sua vez – por etapas sucessivas – atingem o público mais vasto».
A sua vasta experiência nesta área indica que «não devemos partir do pressuposto que os jornalistas são insidiosos ou mal intencionados». «Devemos ter consciência de que há jornalistas de todas as tendências e atitudes e que temos de procurar dar a cada um uma ajuda para ele dar um passo na direcção certa: da nossa parte, pô-los em condições de poderem fazer uma boa informação, se estiverem dispostos a isso». Para que a credibilidade seja um ponto deste trabalho, o porta-voz do Vaticano deixa um alerta: «Dar a todos o mesmo texto, ao mesmo tempo, manifestando para com todos eles o mesmo respeito pelo seu trabalho».
Na última tese do seu discurso, o director da Sala de imprensa da Santa Sé realça que o tempo actual abre muitas possibilidades à comunicação eclesial. «Não devemos ter uma visão demasiado centralista da Igreja: devemos equilibrar a universalidade com a capacidade criativa local. Devemos ser capazes de encorajar as iniciativas locais, saber fazer circular as experiências positivas e partilhá-las, procurar coordenar e integrar as contribuições para a comunicação dos diferentes níveis, mas valorizando as contribuições informativas e comunicativas que a Igreja universal nos oferece».

Diário do Minho/Ecclesia/Lusa

10 de setembro de 2009

Recordes dos centros comerciais

Portugal é um país que dadas as suas dimensões não está muito habituado a bater recordes. Isto em todos os sectores da vida social, política, económica e até desportiva e muito mais, no que diz respeito ao volume de investimento em novas áreas comerciais, que aparece como um recorde português dos últimos tempos.
Segundo um estudo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W), em 2008, Portugal foi o quinto país da Europa a inaugurar maior volume de áreas comerciais.
O Diário de Notícias, pela “pena” de Hélder Robalo, apresentava, na sua edição de ontem, um Portugal ao nível dos grandes países europeus no que concerne à construção ou ampliação de grandes superfícies comerciais. O mesmo estudo prevê que até 2010 sejam construídos ou ampliados mais oito conjuntos comerciais.
O trabalho publicado no DN não refere, todavia, Braga (esse foi o meu espanto!), presumindo-se que as aventureiras construções na “Cidade dos Arcebispos” a este nível não figuram nesse mesmo estudo.
Merecem apontamento na peça jornalística o novo Espaço Guimarães e o Nassica Vila do Conde como as grandes superfícies a concluir. Mas, nem uma linha sobre Dolce Vita, Espaço Braga, Retail Park, Eleclerc, Braga Parque, tudo construções ou ampliações recentes de espaços comerciais localizados em Braga.
Percebi depois uma referência a “cidades de segunda linha”, nas quais continuará a ser feito este investimento, porque as “grandes” Lisboa e Porto estão saturadas.
Não duvido que se Portugal bate recordes a este nível, Braga tem um quota parte de responsabilidade. E é só olhar a quantidade de espaços comerciais da cidade.
Com isto não estou nem quero defender a construção de novas áreas comerciais, mas mostro o meu estupor pelo facto de Braga não ser citada ao nível do investimento em áreas comerciais.
Percebo que estes novos espaços dão emprego ou trabalho a muita gente. Porém, há algo que me preocupa e que o citado estudo vai apontando e que tem a ver com um certo resfriamento no investimento comercial já a partir de 2010. Quantos postos de trabalho ficam postos em risco? Não há dúvida que o sector está em crise e as coisas não vão para melhor.

9 de setembro de 2009

Iluminação


A iluminação que vem do alto!

Voto dos cristãos não é condicionado pela Igreja

Bispos apelam aos valores cristãos



A Igreja não dá orientação de votos eleitorais, mas pede aos cristãos que reflictam nos seus valores e na sua consciência cristã e votem em consonância. O apelo foi deixado ontem, em Fátima, pelo padre Manuel Morujão, no final da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Recordou a nota “O direito e o dever de votar”, o padre Manuel Morujão frisou ser um dever votar nas eleições, mas aponta a necessidade de «se votar segundo a consciência». «Seria uma contradição acreditar em valores familiares, matrimoniais, da moral, da ética, na economia, e na urna votar contrariamente à própria consciência».
Em fase de pré-campanha eleitoral, os partidos políticos apresentaram já os programas que levarão a sufrágio. O porta-voz da CEP indica que os eleitores, «olhando para os programas podem perceber em quem votar».
«Não se trata de votar na direita, na esquerda ou ao centro, mas de votar segundo um programa e os seus correspondentes valores, sendo coerente até ao fim».
Sem avaliar a evolução do debate eleitoral, o jesuíta sublinha ser importante a «consciência cristã, mesmo de qualquer cidadão de boa vontade, perceber se os mais desprotegidos são privilegiados, se os valores éticos, nomeadamente a defesa do casamento e da família, são defendidos nos debates».
Na agenda do Conselho Permanente esteve ainda a preparação da Assembleia Plenária da CEP, agendada os dias 9 a 12 de Novembro. Em causa, na Assembleia, estará a análise da pastoral da Igreja em Portugal. O porta-voz adianta que os bispos vão repensar a pastoral de forma a torná-la «mais organizada e unificada».
Desta reunião saiu também a informação de que a Comissão Episcopal das Missões, dirigida por D. António Couto, prepara um documento sobre a «dimensão missionária da Igreja» e que a CEP prepara ainda um texto sobre «o compromisso dos leigos na vida da Igreja e do mundo».
Em Outubro, a CEP inicia um serviço de “clipping”. «São recortes diários da imprensa diária que vamos enviar a todas as dioceses para que a Igreja se sinta em diálogo com o mundo e perceba o palpitar da vida do mundo para que também adeqúe as suas respostas ao mundo actual».

Ferreiros inaugurou renovada capela da Senhora da Misericórdia


D. António Couto presidiu celebração e elogiou novo espaço celebrativo





A paróquia de Ferreiros, do arciprestado de Braga, assistiu ontem à inauguração e bênção solene da restaurada capela de Nossa Senhora da Misericórdia, um investimento de 140 mil euros, totalmente suportado pela comunidade. A cerimónia foi presidida pelo Bispo Auxiliar de Braga D. António Couto que teceu elogios ao novo espaço celebrativo onde os crentes podem acorrer sempre para «pedir a bênção e a misericórdia de Nossa Senhora».
Na homilia da celebração, D. António Couto deixou o apelo a que todos saibam preservar o valor da memória, da história e do passado. Comentando particularmente o Evangelho – no dia em que a Igreja celebrou a festa da Natividade de Maria – o prelado, referindo-se à genealogia de Jesus, denunciou que a sociedade actual se volta mais para o futuro «relegando e esquecendo o passado e a história, que são a raiz de tudo».
Na presença dos padres Marcelino Paulo Ferreira e Miguel Paulo Simões, o Bispo que é também biblista anotou que «o povo bíblico, ao contrário de nós, é um povo com memoria», que não esquece os seus antepassados.
A genealogia de Jesus reforça que o filho de José e de Maria «não entra na história ao acaso e por acaso» e que «a Bíblia não tem memória curta, como nós, que nem sequer sabemos os nomes dos nossos bisavós ou trisavós».
Para D. António Couto é o amor permite não perder a memória nem esquecer o passado. Apontando o exemplo da religião judaica pediu estima pelo valor das gerações anteriores que são «a rede de pessoas que estão atrás de nós, porque lhe somos devedores». E defendeu: «Não devemos nunca esquecer a história para não perdermos a cadeia ou a rede de amor que nos liga».
Antes ainda de concluir a homilia, o Bispo Auxiliar disse, a respeito de Miqueias – o camponês bíblico – que há uma certa semelhança entre o século VIII antes de Cristo e o tempo actual. «Naquele tempo os reis eram ditadores e déspotas, exploravam o povo e sobrecarregavam-no de impostos». E atirou, depois, com ironia: «algo parecido com o tempo de hoje».
A cerimónia presidida por D. António Couto que decorreu na renovada capela localizada em Ferreiros começou com a bênção da cadeira presidencial, logo no início de Eucaristia. Depois, antes da Liturgia da Palavra, foi benzido o ambão, o lugar onde são feitas as leituras bíblicas e proclamado o Evangelho. Finda a oração dos fiéis, benzeu-se o altar, no momento em que se inicia a Liturgia Eucarística.



Nova igreja paroquial para breve

O padre Miguel Paulo Simões disse ao Diário do Minho que as obras do restauro interior da capela de Nossa Senhora da Misericórdia começou no passado mês de Maio e concluiu-se agora. Em relação às despesas, totalmente suportadas pelos fundos da comunidade, referiu que se tratou de um investimento na ordem dos 140 mil euros, sabendo-se que cerca de 45 mil destinaram-se ao restauro interior e o restante ao restauro exterior realizado já no ano passado.
Entretanto, o sacerdote revelou que o início da construção da nova igreja paroquial estará para breve e ocorrerá logo que se resolvam algumas questões burocráticas. O novo templo que pretende criar melhores condições para as celebrações litúrgicas da paróquia ficará situado na Rua da Gandra, em Ferreiros.
Refira-se, por fim que a festa em honra de Nossa Senhora de Misericórdia, em Ferreiros, termina este fim-de-semana. No domingo, a missa solene é às 08h00 e a procissão às 15h00. No final haverá um festival folclórico. Na sexta e sábado decorrem junto à capela actuações musicais.

7 de setembro de 2009

Bendita Mãe, Senhora Minha



Bendita Mãe, Senhora Minha
a teus pés rendido e quebrado
procuro alento e esperança
procuro luz, força e guarida:
reconnheço o que sou, ainda que com nuvens,
envergonhado, sinto-me vergado (mas, lamento!)
pelo peso da minha fragilidade
- é forte e grande a minha fragilidade.

Por isso, em tua casa, Senhora de Fátima,
venho pedir-te a graça, a ternura,
a companhia e a sabedoria;

Venho pedir-te a alegria
e a tua capacidade de servir:

Abençoa-me Senhora;
Aconchega-me em teu peito.

Junto da Mãe sempre me sinto bem.

inédito JAC
01.09.2009

Na Capelinha das Aparições, em Fátima, no VI Simpósio do Clero

Subir e ver longe


Há alturas em que é preciso
ver mais alto, mais longe, mais além;
mas as nuvens negras cercam a visão
e nada vemos.

Nesse momento é necessário
subir para ver melhor.
Iniciar a caminhada
por mais íngreme que seja
e deixar para trás e para baixo
as nuvens.

No topo conseguirei ver longe,
o horizonte inindável
de uma vida que se abre,
se escancara
rumo à felicidade.

inédito JAC
04.08.2009

Abraço na Cruz


Triste fado é este que cantamos
de mãos atadas e presas à dor.
Fado triste é este que elevamos
sem o transformarmos em amor.

Muda sina várias vezes carregamos
sem espreitar o claro alvor
mas juntos, na certeza, entoamos
o mais belo hino ao amor.

Vem e acolhe-nos com ternura
Senhor Nosso Deus, a Vós coniados
na força e segurança do teu braço.

E segura-nos sempre com brandura
já que em Cristo fomos resgatados
na Cruz, o oblativo gesto do abraço.

inédito JAC
4. 08. 2009

2 de setembro de 2009

Simpósio do Clero

Está a ser uma graça de Deus.
As reflexões têm sid profundas. A comunha presbiteral e eclesial que se respira fabulosa.

E Fátima é aquele lugar onde sempre nos sentimos bem.

Obrigado Senhora de Fátima
Fica sempre à nossa beira
É bom termos a ternura de uma mãe
como nossa companheira.

Cntinuação para todos e eu continuo a saga.

Vê-se já alguma luz.
O lampejos começam a fazer ver-se melhor.

31 de agosto de 2009

Simpósio do Clero

Começo amanhã a participação em mais um Simpósio do Clero de Portugal, em Fátima. Espero que seja uma semana de graça. Carregada de Deus. Com a protecção do Santo Cura de Ars, neste Ano Sacerdotal.

Depois das férias e antes da missão (!) um tempo para revitalizar a alma.

Cumprimentos a todos e até breve.

14 de agosto de 2009

É de louvar, mas...

Nestes últimos dias contactei com duas iniciativas protagonizadas por jovens que, em meu entender, são de louvar. E porque esta rubrica é de opinião, aproveito.
Falo, em primeiro lugar, do CABing 2009 que juntou mais de três dezenas de jovens, durante dez dias num “paraíso perdido”, junto às margens do Rio Homem, em Amares.
Promovido pelo Centro Académico de Braga este acampamento destina-se a universitários que aceitem o desafio de viver dez dias em desprendimento, contactando com a natureza, procurando crescer no auto-conhecimento, incentivando a inter-relação e, de alguma forma, buscar Deus.
Esta é uma iniciativa de louvar, mas no local contactei também com uma realidade que, a ser verdade, é grave e merece mão pesada das autoridades. Ao que parece as águas do Homem surgem em alguns dias «mais carregadas» e «com mais espuma», suspeitando-se, por isso, de descargas ilegais. É preciso estar atento para evitar a destruição de um pequeno “paraíso perdido” aqui tão perto.
Sublinho também uma iniciativa que decorreu na Casa de Saúde do Bom Jesus (hoje é notícia no DM), na qual um grupo de jovens passou uma semana a conviver com a doença mental.
Foi uma agradável surpresa ver rapazes e raparigas tirarem uma semana das férias e a trocá-la por uma iniciativa de carácter solidário. O contacto com os doentes mentais serviu-lhes, como disseram, «para perceber que são pessoas carinhosas», «não violentas» que apenas querem atenção e alguém para falar.
É de louvar esta iniciativa, mas é pena que seja feita por poucas pessoas. O contacto com a realidade da doença mental serve para acabar com os preconceitos «disparatados» como os definiram os jovens, em relação a estas patologias.
Não posso terminar sem louvar a iniciativa do novo treinador do Braga que quer colocar a fasquia alta (nem que para isso seja necessário recorrer a uma troca de palavras com Jorge Jesus, acusando-o de ter feito pouco com a equipa que tinha na cidade dos Arcebispos).
Todavia, quando se critica alguém há pelo menos um perigo: o de não conseguir fazer nem aquilo que os antecessores fizeram... E aí não se sabe até onde chega a Paciência!

Jovens e a doença mental: Campo de Férias I


Campo de férias termina hoje Casa de Saúde do Bom Jesus

Jovens convivem em Braga
com a diferença da doença mental



Dez jovens, oito raparigas e dois rapazes, quiseram, na Casa de Saúde do Bom Jesus, das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus passar uma semana em contacto com a realidade da doença mental. Nesta instituição de Braga, um grupo de jovens proveniente de Maciera de Sarnes, perto de Oliveira de Azeméis, mais uma jovem de Braga e outra de Vila Verde estiveram a participar num campo de férias solidário, onde o objectivo primordial é combater os estigmas de uma sociedade não aberta à diferença da doença mental.
O grupo juntou-se para participar num campo de férias solidário, actividade bastante comum entre as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, tal como acontece com os Irmãos Hospitaleiros de S. João de Deus, que estabelecem em conjunto um plano de actividades a desenvolver nas suas unidades de saúde mental. Durante uma semana, para além de actividades de carácter formativo, os jovens convivem directamente com os utentes da instituição que, na unidade bracarense são cerca de 400, divididos por várias unidades.
A Irmã Fernanda Oliveira, responsável pelo grupo juntamente com a Irmã Fernanda Caetano, acompanhadas por Carla Antão e por Susana Martins, disse ao Diário do Minho que se trata de uma actividade, com «longo historial dentro da instituição e dentro da própria congregação».
Ao longo dos dias, «os jovens têm encontros de formação, na linha do auto-conhecimento e dos valores, mas também contactam, quer na teoria quer na prática, com a realidade da doença mental». Além disso, há tempo específico para o grupo, para a inter-relação e para o convívio.
Estas iniciativas estão abertas a jovens com idades comprendidas entre os 15 e os 30 anos.
Para ficarem a conhecer, na teoria, a doença mental os jovens contam com a presença de técnicos e enfermeiros da instituição que exloram diversas dimensões das patologias mentais. A vertente prática requer o contacto com os doentes, particularmente ao nível do serviço das refeições. Também os momentos de tempo livre são aproveitados para falar com os utentes e para ouvir, algumas vezes, repetidamente, as suas histórias.
Neste campo de férias solidário um dia normal contém diferentes momentos. «Há tempos de serviço aos doentes, concretamente no período das refeições ou da higiene, mas o contacto com os utentes também pode passar por uma companhia num passeio pelo jardim, ou num ateliê ocupacional», aponta a Irmã Fernanda Oliveira.
O grupo começa o dia com oração da manhã e termina com a noite e um pequeno convívio-partilha antes do descanso.
Porque o campo tem também um carácter formativo durante o dia há sempre o desenvolvimento de um ou mais temas, que vão desde a descoberta da identidade pessoal, à questão dos valores, mas também à pessoa de Cristo e à questão vocacional, sem esquecer a realidade da doença mental.

Experiência
pode ser repetida
A religiosa responsável por coordenar o campo de férias sustentou que, de uma forma geral, os jovens que fazem esta experiência acabam por mudar algo neles próprios. As suas ideias «vão variando». «Ao início é tudo muito estranho, mas à medida que vão contactando com os doentes vão estabelecendo relação afectiva. No final do campo de férias, a despedida já é difícil», refere a Irmã Fernanda Oliveira.
«Porque, por norma, esta é uma experiência marcante, os interessados podem repeti-la noutras alturas, seja em campo de férias, seja em visitas esporádicas, previamente marcadas, à instituição», sustenta a Irmã.

Campo de Férias Solidário II



Jovens dizem que preconceitos são «disparatados»
Dar férias à praia
e dar tempo a quem precisa



Segundo a Irmã Fernanda Oliveira, que acompanha os jovens ao longo do dia, «este é grupo diferente do normal», concretamente pelo facto de se conhecerem bem, uma vez que oito são da mesma paróquia». As idades variam entre os 15 e os 17.
Durante a visita do DM à Casa de Saúde do Bom Jesus, os jovens foram apresentando suas ideias em relação à participação nesta iniciativa. Destacam por um lado que se trata de uma «nova experiência» que serve particularmente para extirpar «preconceitos» quanto à doença mental.
Aceitaram, como referiram em conversa, trocar uma semana de férias na praia por uma semana de férias solidárias da Casa de Saúde do Bom Jesus. Isto porque preferem dar férias à praia ou ao campismo para dar tempo a quem precisa, como é o caso dos doentes mentais.
Octávio Pinho, um dos dois rapazes do grupo, refere que esta nova experiência «é gratificante» já que «os doentes manifestam carinho por nós». «Para nós também é importante porque percebemos que são apenas pessoas diferentes», afirma o jovem de 15 anos, de Macieira de Sarnes.
Da mesma localidade, Mónica Oliveira vai mais adiante ao acentuar que a ideia generalizada segundo a qual os doentes mentais são violentos é errada. «Connosco são muito calmos», defende, sustentando que a iniciativa «é mais importante que qualquer semana de férias na praia ou no parque de campismo».
Daniela Costa é uma jovem bracarense, de 15 anos, cuja mãe trabalha na instituição bracarense. A outra jovem que não é do grupo de Macieira de Sarnes chama-se Sofia Sousa, tem 17 anos, e é de Rio Mau (Vila Verde). Esta última fez um trabalho curricular de Área de Projecto sobre a Casa de Saúde do Bom Jesus e, depois de uma experiência com toda a turma, durante um fim-de-semana, «decidi fazer este campo de férias».
Do tempo já passado na instituição, desde a passada sexta-feira, os jovens destacam a noite de sábado, concretamente a oração. Além disso, as várias dinâmicas propostas, quer pelas duas religiosas quer pelas colaboradoras que com elas dirigem o campo de férias, tem feito furor entre os jovens. A caminhada às escuras foi uma das que mais marcou o grupo.
Vanessa Pinto, Ana Santos, Joana Almeida, André Costa, Andreia Almeida, Sara Alves e os restantes já citados consideram que os pretensos (ou reais!) preconceitos da sociedade em relação à doença mental são «disparatados». «Os doentes mentais são queridos e depois de os conhecermos já não os podemos mais excluir ou marginalizar», conclui Mónica Oliveira.

Arcebispo quer Igreja a combater males sociais



S. Bento da Porta Aberta recebe estes dias milhares de peregrinos



O Arcebispo de Braga pediu uma Igreja que seja capaz de combater com ousadia os «males da sociedade», uma vez que os cristãos, mantendo uma atitude de humildade e serviço, têm um papel determinante na transformação do mundo. Falando, ontem, em S. Bento da Porta Aberta, D. Jorge Ortiga relembrou quatro «caminhos ou aspectos da missão da Igreja» nos tempos que correm, e não esqueceu os emigrantes, em plena Semana das Migrações, e também o Ano Sacerdotal.
Na missa solene da romaria de S. Bento, o Arcebispo apontou que a missão da Igreja passa por «sair de si» e por «ir para fora» a fim de servir a sociedade. «Servir a sociedade significa que é preciso reconhecer o mal que há nela e combate-lo, mas também reconhecer as sementes de bem que existem nela, e que são fermento para a transformação do mundo», defendeu.
«A Igreja é contra o pessimismo e aberta à esperança e, por isso, não desiste da sua missão», disse, destacando que «as coisas podem ser diferentes», e que «a Igreja tem um papel importante no combate dos males sociais.
Num santuário apinhado com várias centenas de pessoas, o prelado acentuou que, em relação à missão da Igreja nos tempos actuais, sacerdotes e leigos são chamados a anunciar o Evangelho, com a consciência de que são simultaneamente destinatários e transmissores na mesma Palavra.
Depois, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), acompanhado por dois cónegos, Fernando Monteiro e José Marques, e três sacerdotes, denunciou que «o grande problema da sociedade actual é a ausência de Deus», sublinhando que «é o Homem que coloca Deus de lado». Para combater esta tendência, o Arcebispo defende que os «crentes devem fazer uma experiência pessoal com Deus», criando «verdadeira intimidade por meio da oração e dos sacramentos».
D. Jorge Ortiga, relevando a necessidade de intimidade com Deus, garantiu que «a religião não é nem pode ser uma mera tradição ou uma repetição de costumes», mas sim intimidade e comunhão, porque «até os cristãos correm o risco de falar de Deus e de viver sem Deus».
Aos peregrinos e devotos presentes, o prelado recordou ainda que outro caminho da missão da Igreja hoje é a «comunhão fraterna». A partir da etimologia de «abade» - tal como o foi S. Bento – D. Jorge Ortiga sentenciou que «é possível viver a diversidade e a diferença, com harmonia e concórdia».

Emigrantes lembrados
Logo no início da solene celebração eucarística no novo santuário de S. Bento, D. Jorge Ortiga referiu-se aos emigrantes, concretamente aos que se encontravam na assembleia litúrgica.
Depois de uma palavra de «afectuosa saudação», o presidente da CEP destacou que os santuários ou os lugares de culto são para os emigrantes como que uma «recordação» da nacionalidade, mas simultaneamente lugares onde podem escutar a voz de Deus.
D. Jorge Ortiga não esqueceu, também, o Ano Sacerdotal e à luz do exemplo de vida de S. Bento rezou para que padres e leigos se deixem apaixonar cada vez mais por Cristo e pela Palavra e edifiquem a Igreja querida por Deus.

Amortizar as dívidas
Entretanto, à margem da celebração, o cónego Fernando Monteiro, presidente da Comissão Administrativa da Confraria de S. Bento da Porta Aberta, referiu que actualmente a instituição não tem projectos estruturais em curso. «Estamos numa fase de amortização de dívidas que foram assumidas para a construção do novo santuário» disse o capitular ao Diário do Minho.

Peregrinos
nos Primeiros Socorros
Nos últimos dias, o Posto de Atendimento e Primeiros Socorros de S. Bento da Porta Aberta recebeu várias centenas de peregrinos debilitados pelo cansaço de uma longa caminhada.
Os responsáveis da Delegação da Cruz Vermelha de Rio Caldo listaram mais de 200 atendimentos só desde o dia 10, primeiro dia da romaria a S. Bento, que termina amanhã.
Segundo os socorristas, as principais maleitas são bolhas nos pés e queixas ao nível dos músculos, para além de algumas lesões nas articulações dos membros inferiores.

12 de agosto de 2009

Duas capelas vandalizadas no Bom Jesus


Confraria apostada no reforço da segurança


Duas capelas do Bom Jesus foram vandalizadas durante a madrugada de ontem. Fonte da Confraria do Bom Jesus disse ao Diário do Minho que nada foi levado embora o caso esteja entregue à GNR para investigação. O futuro próximo reserva a aposta da Confraria na questão da segurança.
Contactada fonte da Confraria do Bom Jesus, o DM soube que não se tratou de um assalto apenas porque nada foi retirado já que as caixas das esmolas não tinham dinheiro, porque é retirado diariamente. Do acto de vandalismo há a registar danos materiais nas portas e nas caixas das esmolas de duas das 19 capelas existentes no Bom Jesus.
A GNR esteve no local para tomar conta da ocorrência e o processo seguirá agora os tramites legais, disse João Varanda, da Confraria do Bom Jesus.
O responsável fez saber que no processo de requalificação do património da Confraria vai ser considerada a questão da segurança, tendo em conta o significativo número de assaltos e de actos de vandalismo registados no local. «Teremos em atenção essa questão porque, infelizmente estes actos vão-se repetindo», lamentou.
Recorde-se que o Bom Jesus registou o último assalto há menos de dois meses.
Também o Arcebispo de Braga lamentou o sucedido e asseverou que serão tomadas as devidas diligências para que possam acabar estas situações. «Já não é muito aquilo que vai caindo nas caixas das esmolas e, por isso, há que zelar pela salvaguarda quer do património quer dos bens da Igreja», sustentou D. Jorge Ortiga.
Para o prelado é preferível tirar as próprias caixas das esmolas dos locais ou então proceder-se a um reforço significativo que salvaguarde o património religioso.
Relembre-se que recentemente foi apresentado um plano de investimento de 10 milhões de euros no Bom Jesus, dos quais mais de sete milhões já se encontram realizados. De momento segue-se a recuperação do património, concretamente, as capelas, o seu recheio e os fontanários. Numa conferência de imprensa, na qual foi dado a conhecer o conjunto das intervenções o Arcebispo de Braga afirmou que «o Bom Jesus é uma causa do mundo inteiro mas, essencialmente, de Braga».

Santuário de Fátima é palco para encontro dos migrantes


Cova da Iria recebe estes dias milhares de pessoas


O Santuário de Fátima é, por estes dias, palco de encontro para centenas de milhares de migrantes. A 37.ª Semana Nacional das Migrações, uma iniciativa da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana e da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), conta, hoje e a manhã, com a Peregrinação do Migrante e do Refugiado que é presidida pelo Bispo Auxiliar de Porto Alegre (Brasil), D. Alessandro Ruffinoni.
«Vamos dar uma atenção especial à comunidade brasileira radicada no país», disse Frei Francisco Sales, director da OCPM, acrescentando, contudo, que «os emigrantes portugueses não vão ser esquecidos porque é nesta altura que vêm a Portugal».
Francisco Sales afirmou que vão igualmente ser recordados «os emigrantes que morrem nas estradas de regresso a Portugal, particularmente em França», classificando esta situação como um drama.
«Pretende-se que seja um espaço de encontro dos migrantes com a sua fé, com Deus e com os outros e uma reflexão sobre a realidade migratória do tempo actual», adiantou o responsável.
Já o Bispo que no Brasil é responsável pela Pastoral para os Brasileiros no Exterior, vai defender que «o migrante não pode ser visto como problema nem pela Igreja nem pelo Estado».
«Os migrantes são muitas vezes ocasião de comunhão, diálogo integração», defende D. Alessandro Ruffinoni, sublinhando que eles precisam de acolhimento e trabalho, mas também transportam «riqueza de fé, de cultura e tradições» que valorizam «os povos que os acolhem».
A Peregrinação do Migrante e do Refugiado começa hoje às 18h30, na Capelinha das Aparições, com a habitual saudação aos fiéis, seguindo-se, três horas depois, a recitação do terço, a procissão de velas e a celebração da Eucaristia, presidida pelo presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana e Bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas.
Depois de uma noite de vigília, as cerimónias são retomadas amanhã de manhã, com a recitação do terço às 09h00, na Capelinha das Aparições.
Uma hora mais tarde começa a principal celebração eucarística da peregrinação internacional, presidida por Alessandro Ruffinoni, com a oferta do trigo – uma tradição que se repete desde 1940 em todos os dias 13 de Agosto – e a bênção dos doentes.

Segurança reforçada
Um dispositivo de 200 militares da GNR vão estar em Fátima a partir de hoje até sábado para garantir a segurança dos peregrinos e para orientar o trânsito que se prevê intenso por estes dias.
Aos automobilistas que se dirijam ao maior templo mariano do país, o tenente-coronel Nuno Paulino aconselha a terem cuidado na estrada e a estarem atentos à informação que a GNR vier a disponibilizar e que pode incluir, eventualmente, percursos alternativos para chegar a Fátima.
Quanto ao dispositivo de socorro, o comandante distrital de operações, Joaquim Chambel, revelou que este vai passar pelo reforço de meios humanos e materiais dos Bombeiros Voluntários de Fátima até ao fim-de-semana.
Está igualmente assegurado o reforço de escuteiros e dos elementos dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima, que colaboram no serviço de saúde do santuário.
Segundo o vereador com o pelouro da Protecção Civil da Câmara Municipal de Ourém, João Moura, na corporação de Fátima vão estar 70 bombeiros, apoiados por dez ambulâncias, 15 carros de fogo e duas motorizadas eléctricas.
«São duas motos, silenciosas, disponibilizadas por uma empresa de Leiria, a estrear nesta peregrinação, com dois socorristas que vão estar nas imediações do santuário», adiantou João Moura, realçando a sua importância para uma primeira abordagem aos peregrinos em caso de doença, «quando se espera que o calor vá continuar».



Instaladas unidades de informação
Santuário sem alarmismos
quanto à Gripe A

Entretanto, três unidades móveis de informação e reencaminhamento de pessoas suspeitas de estarem infectadas com gripe A (H1N1) vão ser instaladas sábado em Fátima. Fonte da delegação de saúde de Ourém, explicou que os espaços, onde vão estar enfermeiros, pretendem «divulgar informação sobre a gripe A», mas também «reencaminhar alguma situação suspeita».
Os hospitais para onde serão reencaminhados os doentes que apresentem sintomas da doença serão o Curry Cabral (para adultos) e o Dona Estefânia (crianças), em Lisboa.
A decisão de instalar os equipamentos no feriado de 15 de Agosto deve-se à possibilidade de este vir a ser o dia de maior afluxo de peregrinos a Fátima esta semana, eventualmente mais do que a Peregrinação do Migrante e do Refugiado, que decorre hoje e amanhã.
Ana Dinis realçou a importância de uma «atitude cívica» em matéria de Gripe A. «Se alguém adoecer deve ficar em casa e contactar a Linha Saúde 24», avisa, sublinhando que este é o «serviço mais organizado e mais seguro para todas as pessoas».
Por outro lado, a médica apela para que haja a preocupação de adoptar comportamentos correctos, como lavar as mãos ou manter a distância social.
Acrescentando que «os aglomerados de pessoas ao ar livre correm menos riscos do que os que estejam fechados», a responsável desaconselha aos peregrinos o uso de máscaras.
«As máscaras é para quem está doente ou tem de tratar dos doentes», salientou, sublinhando que a iniciativa de colocar as unidades móveis de divulgação não significa que haja a necessidade de entrar em pânico. «Estamos tranquilos», frisou.
O vereador da Câmara Municipal de Ourém com o pelouro da Protecção Civil adiantou que as unidades móveis vão ficar instaladas nos parques 1 e 10 do Santuário e em Aljustrel. «Não é uma situação de alarme. Estamos com os meios adequados para a situação actual», assegura.

11 de agosto de 2009

Casa de Saúde do Bom Jesus avança com Apoio Domiciliário


Enquanto espera de Roma aprovação do projecto de obras




A Casa de Saúde do Bom Jesus, em Braga, arrancou com três novos projectos que visam, por um lado, formar para a questão da doença mental, técnicos, famílias, profissionais de geriatria, cuidadores e pessoal auxiliar e, por outro, prestar cuidados no domicílio, identificando precocemente situações de descompensação e orientando as pessoas para os serviços locais de Saúde Mental. O director da instituição, Pedro Meneses, disse ao Diário do Minho que estes projectos acontecem agora, enquanto a instituição ligada às Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, aguarda a aprovação do projecto remodelação.
Segundo Pedro Meneses, em Maio, a instituição iniciou o serviço de Unidade Móvel de Apoio Domiciliário Integrado, que conta com o patrocínio do Alto Comissariado da Saúde. Com a designação “Consentido”, a nova unidade é constituída por uma equipa multidisciplinar que reúne enfermeiros, psiquiatras, assistentes sociais, e psicólogos.
Com o principal intuito de prestar assistência individualizada e especializada a pessoas com perturbação mental no domicílio, as suas acções não se cingem apenas à prestação de cuidados. Segundo Pedro Menezes, há ainda a intenção de identificar precocemente situações de descompensação, sem esquecer a luta contra o estigma, a discriminação e a exclusão social de doentes mentais.
Este novo serviço da Casa de Saúde do Bom Jesus decorre de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 18h00, e conta ainda com uma linha telefónica directa de aconselhamento e encaminhamento, nos mesmos dias, das 09h00 às 22h00. Os números são 253203000 ou 927820743.
Segundo o responsável da instituição, o serviço destina-se a pessoas com doença bipolar, depressão grave, psicose ou demência.

Formar para cuidar bem
A par deste projecto que beneficia directamente as pessoas portadoras de doença mental, a Casa de Saúde do Bom Jesus, criou também, em parceria, dois projectos na área da formação. “Projecto Aprender e Cuidar” e “Cuidar-se para cuidar” são as designações das novas iniciativas formativas, que funcionam em regime pós-laboral e são gratuitos.
O primeiro conta com o apoio da Segurança Social e do Ministério da Saúde e é organizado em parceria com a Câmara Municipal de Braga. Beatriz Miguens e Teresa Machado coordenam o projecto que arrancou em Maio com o curso “Sensibilizar para cuidar”, durante 30 horas. Nos meses de Junho e Julho decorreu, durante 40 horas, o curso “Cuidar para envelhecer de forma activa” e para os meses de Outubro e Novembro, será ministrado, em 60 horas, o curso “Intervir para prevenir”.
Destinado a cuidadores de doentes mentais, “Cuidar-se para cuidar” decorre durante 180 horas formativas. As acções designam-se “Saber cuidar”, “Qualidade no cuidar”, “A arte de cuidar”, “Cuidar-se”, “O cuidador cuida-se” e “Cuidar por amor”. Também em regime pós-laboral, esta formação é financiada pelo Alto Comissariado da Saúde.



Projecto de obras
está em Roma

Pedro Meneses revelou ainda ao DM que o Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus está a analisar, em Roma, o projecto de remodelação e de melhoramento da instituição que em Braga tem cerca de 400 utentes.
O responsável adiantou que o projecto, que já foi reestruturado, pretende, acima de tudo, proporcionar bem-estar e melhores condições aos utentes e funcionários da Casa de Saúde do Bom Jesus.
Pedro Meneses informou que o projecto aposta na criação de unidades mais pequenas que permitem uma melhor orgânica e possibilita o agrupamento de doentes mais homogéneos, para um tratamento mais especializado e personalizado.
Entretanto, a Casa de Saúde do Bom Jesus aguarda a publicação de nova legislação no que respeita à Rede de Cuidados Continuados para a Psiquiatria.

10 de agosto de 2009

Fome mata mais que Gripe A


Bispo Emérito de Fátima deixa alerta no Santuário
Fome mata mais que a Gripe A

D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo Emérito de Leiria-Fátima sublinhou ontem, no Santuário de Fátima, a sua preocupação pelo aumento de casos da Gripe A (H1N1), mas deixou o alerta: «Nós lamentamos que muita gente morre de gripe. Muito mais morrem à fome, não têm pão para o seu estômago. Há uma diferença satânica entre os muito ricos, que esbanjam, e os pobres, que morrem à míngua, desidratados, desnutridos, sem assistência médica, sem o pão».
Durante a Eucaristia internacional celebrada no recinto, e na qual participaram alguns milhares de peregrinos, D. Serafim Silva recordou também o início da 37.ª Semana Nacional das Migrações, iniciativa da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, que decorre de 9 a 16 de Agosto, e terá o seu ponto alto na Peregrinação do Migrante e Refugiado ao Santuário de Fátima, esta quarta e quinta-feira.
Na sua reflexão às leituras da missa, e sugerindo a leitura da nova encíclica do Santo Padre “Caridade na verdade”, D. Serafim disse: «Nós queremos o progresso económico, o desenvolvimento sustentado, o crescimento controlado mas também a santificação, o desenvolvimento, o progresso de ordem espiritual».
Ainda durante a homilia, o prelado recordou Raul Solnado, actor e comediante português, falecido sábado, aos 79 anos de idade. «Ontem, gostei de ouvir nas comunicações sociais as referências laudatórias a um artista de teatro que morreu», disse.

Arcebispo exortou à caridade em tempo de crise económica




Morreu um peregrino a caminho do Santuário da Franqueira





O Santuário de Nossa Senhora da Franqueira, em Barcelos, recebeu, durante do dia de ontem, milhares de peregrinos e devotos de Nossa Senhora. O Arcebispo de Braga presidiu à Eucaristia, ao final da manhã, e explanando alguns ensinamentos de Bento XVI, contidos na última encíclica papal, exortou à caridade, sem esquecer o tempo de crise social e económica e o período de reflexão política que se vive em Portugal, como preparação das próximas Eleições Legislativas (27 de Setembro) e Autárquicas (11 de Outubro).
No recinto em frente ao santuário mariano, localizado na freguesia de Pereira (Barcelos), D. Jorge Ortiga pediu que os cristãos se comprometam com a justiça e com o bem comum. Concretizando, o prelado afirmou que «Portugal, um pouco como todo o mundo, está a atravessar uma crise social e económica» e que, o período de reflexão política que se vive, assim como os programas eleitorais dos partidos, devem olhar os «problemas concretos e reais das pessoas», concretamente a pobreza e a falta de emprego.
Neste sentido, acentuou o pedido para que, particularmente os cristãos, se saibam comprometer em favor da justiça. E atirou: «Não só a justiça dos tribunais que às vezes é defendida, mas outras vezes nem tanto».
Em contrapartida, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa pediu uma justiça que assuma o respeito pela dignidade de pessoas e que se traduza em igualdade de direitos e de deveres.
Noutra linha, e desenvolvendo algumas ideias de Bento XVI, expressas na “Caritas in veritate”, D. Jorge Ortiga defendeu que «a busca do bem-estar individual não de deve sobrepor à busca do bem comum». Para o Arcebispo é fundamental que cada pessoa tenha consciência de que a sociedade é formada por um «nós todos» e que o caminho da construção de um mundo melhor deve assentar na ideia da solidariedade e do bem comum.
Já a terminar a homilia, o Arcebispo Primaz, recordou aos fiéis o exemplo de Nossa Senhora, concretamente a sua «disponibilidade» e a sua «caridade interventiva», que se traduziu em serviço desinteressado aos outros. E concluiu: «caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e se entregou por nós» e «que Nossa Senhora da Franqueira abençoe o vosso concelho de Barcelos e proteja todos os portugueses».
A peregrinação saiu às 08h00, da matriz de Barcelos. Pelas 11h00, chegou ao recinto do santuário. Logo que ali chegou, foram várias as centenas de pessoas que sentiram cumprida a sua devoção ou promessa e foram-se embora, fazendo o percurso descendente, igualmente a pé, enquanto o Arcebispo, acompanhado por diversos párocos, presidia à missa de encerramento.

Homem morre
de ataque cardíaco
Entretanto, a pererginação a Nossa Senhora da Franqueira ficou marcada pela morte de um homem de 67 anos de idade. Segundo informações dos Bombeiros de Barcelinhos, a vítima sofreu uma paragem cárdio-respiratória enquanto seguia em peregrinação e, apesar de ter sido imediatamente assistido, acabou por falecer ainda no local. Posteriormente, foi transportado para a morgue do Hospital de Barcelos.

8 de agosto de 2009

CABing 2009: Contra-me outra história II







CABing termina depois de 10 dias intensos
Universitários em acampamento
nas margens do Rio Homem


São 36 jovens. A maior parte universitários, mas também há pré-universitários e licenciados. Estão reunidos há alguns dias em ambiente de total desprendimento e isolamento, junto ao Rio Homem, na freguesia de Sequeiros (Amares). Trata-se de mais uma edição do CABing, acampamento para universitários levado a cabo pelo Centro Académico de Braga (CAB) e que termina esta segunda-feira, depois de dez dias intensos de animação, de convívio de auto-conhecimento e de oração, a partir da temática “Conta-me outra história”.
Este acampamento pretende propiciar aos universitários uma experiência diferente, com uma forte componente espiritual, mas também com jogos, competição, dinâmicas e entretenimentos, com o claro objectivo de “mexer por dentro” e marcar quem participa.
Rui Ferreira e António Ary assumem os papéis de director e adjunto do acampamento. Indispensável também é o capelão. O padre Luís Ferreira do Amaral assume essas funções, presidindo às orações e à Eucaristia, num espaço sobranceiro a todo o campo.
Para tratar, por um lado, das lides domésticas, mas também para desempenhar a figura maternal foi escolhida Helena Vilaça, aluna de mestrado em Química Medicinal, na Universidade do Minho.
Com este núcleo trabalha uma equipa de animação que preparou o imaginário e, de alguma forma, superintende todas as actividades.
Com a maior parte dos participantes oriundos da zona de Braga e de Guimarães, o CABing 2009 conta com a presença de representantes do Porto, Coimbra ou Lisboa. Da capital, por exemplo, vieram Matilde Santos e Leonor Beirão. A primeira é estudante do 2.º ano de Enfermagem e a segunda de Gestão, no mesmo ano. Do Porto veio o estudante de Matemática Pedro Pamplona, enquanto que da “cidade dos estudantes” veio Carolina Cabo, que estuda no 3.º ano de Medicina.
Como equipa, este quatro jovens responderam às questões colocadas de forma conjunta. Salientando o espírito de companheirismo e de entreajuda de todos os participantes concordam em colocar o CABing como uma «grande experiência de crescimento», num «meio ambiente puro», «em contacto com a natureza» e longe da «confusão das cidades».
«Neste acampamento aprendemos a ver o essencial da vida», atira Guilherme Magalhães, estudante de Medicina, juntando-se à conversa.
Aproveitando a deixa, lança-se a questão: «O que é essencial?». Neste momento, as respostas vão caindo a conta-gotas: «o alimento, a partilha com os outros, a inter-relação». Parecendo estar esquecido no rol apresentado, surge outra interrogação em jeito de provocação: «Então, e Deus não é essencial?». «Essencialíssimo» foi a resposta saída de rompante, completada logo a seguir por uma convincente: «Aqui, em tudo o que fazemos estamos com Deus, não só nos momentos de oração e na missa».
Já a terminar, referem que «o CABing é mais dar do que receber». «Vimos com a ideia de dar alguma coisa, mas, no somatório geral, acabámos sempre por receber muito mais do que aquilo que damos», referem.

CABing 2009: Contra-me outra história I


Rui Ferreira é o director de campo do acampamento
CABing pretende “chocar”
e “mexer dentro” dos participantes

Com o director do acampamento o Diário do Minho (DM) procurou perceber o desenvolvimento do CABing 2009. Rui Ferreira (RF) repondeu as questões salientando quais as dimensões desenvolvidas nos dez 10 de acampamento, o que é que propõe e oferece a iniciativa e, ainda, como decorre um dia normal ou quais os jogos e actividades realizadas durante o acampamento para universitários. O jesuíta reforçou a ideia de que esta iniciativa, inspirada nos campos de férias da Companhia de Jesus, deixou claro que em muitos momentos a vida tem acessórios e mais e que algum desprendimento só faz bem. Caminhada nocturna, dinâmicas e orações são sempre momentos fortes do acamapamneto.


M: O que é que o CABing oferece aos universitários que se inscrevem para participar?
RF: O CABing oferece, em primeiro lugar, dez dias diferentes, de animação e de convívio como proposta de mudança. A ideia é estar um período distante daquilo que normalmente preenche o nosso quotidiano. Deixar as nossas seguranças, certezas e comodismos. Certamente, neste dias, alguma coisa “mexe dentro” daqueles participam e alguns não resistem ao choque.
As propostas de actividades que a equipa de animação faz visam também “mexer por dentro”, quer ao nível da fé, da relação com os outros, do contacto com a natureza e ao nível do auto-conhecimento.
Há, por isso, quatro vectores fundamentais neste acampamento: Deus, natureza, amizade e serviço.

DM: Como se exploram essas dimensões e esses pilares do acampamento?
RF: Para explorar a dimensão espiritual, reservam-se alguns momentos, concretamente de oração. De manhã, temos o “Bom dia, Senhor” que é a oração da manhã, na qual o capelão lança alguns desafios e algumas propostas para o dia.
Todos os dias pegamos num conto mais ou menos conhecido da nossa infância (Pinóquio, Patinho Feio, Bela Adormecida, Capuchinho Vermelho) e tentamos fazer a ponte de ligação com o Evangelho. Já chegamos até à conclusão que a história do Pinóquio tem muito a ver com o Evangelho.
Além disso, temos a proposta da missa diária.
Para explorar a relação com a natureza, quase que basta o local onde nos encontramos. Depois, as actividades propostas vão na linha de manter os participantes em contacto directo com a natureza, quer nos jogos da manhã quer nos da tarde.
Para fortalecer os laços da amizade e do serviço a “roda” (local de reunião do campo) é fundamental como espaço de encontro e de conversa. Também existem outras pequenas iniciativas como o amigo secreto e o chá antes de dormir, como momentos para o convívio e o fortalecimento da relação.
Este campo funciona como um grupo só e não como cada um para si.

DM: Como é um dia normal no acampamento?
RF: A alvorada é pelas 08h30. Depois segue-se um momento de ginástica matinal: dois animadores vestem-se de forma criativa e orientam uma pequena sessão matinal de ginástica.
Depois vem o pequeno almoço e entretanto uma equipa prepara o repasto da manhã e outra lava a loiça do jantar.
Seguem-se jogos que normalmente metem água, para aproveitar a própria altura do banho.
Depois do almoço há o tempo da “sesta” que serve para descanso e para lavar roupa e louça.
À tarde faz-se outro jogo seguindo-se um tempo livre antes da missa.
À sobremesa do jantar uma equipa prepara, diariamente, um sketch, representando uma história concreta.
Costuma fazer-se, depois disso, algum jogo nocturno com mais movimento, aproveitando o escuro e as potencialidades do local. Depois disso é descanso.

DM: Quais são os momentos fortes do acampamento?
RF: No meu entender é a caminhada que se realiza sempre a meio do acampamento. Trata-se de um dia e meio de caminhada, com dormida ao relento. Costuma ser um momento fulcral do acampamento.
A sensação de ir pela noite por locais que não conhecemos com o indispensável nas mochilas, sabendo que vamos dormir ao relento cria experiências fortes nos participantes. O regresso ao campo é quase sempre um momento de festa, porque apesar de não termos o conforto das nossas casas é como que um regresso ao berço.
Este é um tempo que serve essencialmente para se conhecer melhor aquelas pessoas que ainda não tivemos oportunidade de conhecer. Depois da caminhada, normalmente o campo dá uma reviravolta e as pessoas ficam mais animadas.

DM: Que tipo de jogos costumam desenvolver?
RF: São sempre diversificados. Todos têm uma finalidade e há alguns que são sempre muito marcantes. Este ano vamos fazer o jogo dos Ricos e dos Pobres. Trata-se de um pequeno-almoço servido por escalões estabelecidos a partir do rendimento das equipas ao longo do acampamento. Uns tem direito a croissants com queijo e fiambre e outros apenas a pão e água. Costuma ser também um momento forte do acampamento, despertando ódios e amores.
Na sequência disso, realizam-se trabalhos de campo para eles ganharem dinheiro. A ideia é mostrar que na vida é preciso trabalhar para conseguirmos as coisas.
Temos também uma manhã de auto-gestão sem a equipa de animação. De manhãzinha, sem acordarmos ninguém deixamos um bilhete a dizer que fomos descansar e que eles estão conta própria. É sempre interessante ver as reacções deles, ver aqueles que de alguma forma, assumem um pouco a liderança. É um momento que aproveitamos para filmar, sem que eles saibam, é claro.

CABing 2009: Contra-me outra história


Bruna Pereira, professora de Ensino Básico
«O choque inicial é difícil e
quase desisti nos primeiros dias»

Bruna Pereira participa pela terceira vez num acampamento para universitários promovido pelo CAB. O primeiro foi para conhecer o ambiente e nos restantes já incorporou a equipa de animação. Mas, para esta professora do Ensino Básico «as coisas foram difíceis». «No primeiro acampamento que participei, há cinco anos atrás, quis ir-me embora ao fim dos primeiros dias», revelou, adiantando que «o choque inicial foi muito difícil». Hoje, Bruna Pereira entende que uma iniciativa deste género exige muito desprendimento, e «na primeira experiência, vinha muito agarrada às coisas materiais», reconhece. «É fundamental ter aquele choque inicial que eu tive», defende, entre sorrisos, e dando conta de que «o CABing é uma experiência que vale muito a pena», pelas pessoas novas que se conhecem e pela aprendizagens que daí advêm. «Nestes ambientes, onde temos apenas o essencial e o básico para viver estamos sempre dispostos a aprender coisas novas», afirmou.



CABing favorece
espírito participativo

Ricardo Dias participa no segundo CABing, o primeiro como animador. Por esse facto, está mais numa «atitude de aprender, acatando as dicas que os mais “rodados” nestas andanças vão dando», disse. Para este animador, a actividade mais marcante até ao momento foi o início do acampamento. «O primeiro jogo deu para ver que o grupo de participantes era muito interessante e que mostravam um entreajuda formidável». «Este é um grupo que está aberto à surpresa e à novidade – refere – e isso traz mais entusiasmo ao acampamento». Da mesma opinião é Helena Vilaça, também elemento da animação, destacando que o acampamento tem corrido bem e enaltecendo o «espírito participativo» do grupo. Esta estudante de mestrado na UM entende que a experiência que já viveu na aldeia açoriana de Rabo de Peixe lhe dá alguma «bagagem e traquejo» para iniciativas como o CABing.



Descargas ilegais?
Um “paraíso perdido”
aqui ao pé de Braga

A edição deste ano do CABing decorre numa propriedade privada, na freguesia de Sequeiros, em Amares, mesmo nas margens do Rio Homem. Segundo o padre Luís Ferreira do Amaral os proprietários foram «impecáveis», cedendo gratuitamente um espaço bastante requisitado para acampamentos. Depois de estar no local mais acredito que há muitos “paraísos perdidos”, sem muitas vezes darmos conta deles. Aquela propriedade, com a variedade de vegetação que ostenta, com as zonas de sol e de sombra que proporciona e, acima de tudo, com rio mesmo ao lado constituem um desses espaços paradisíacos para os apaixonados pela natureza. Pena que, segundo alguns populares e moradores da localidade, as águas do Homem apareçam algumas vezes «mais carregadas» e «com mais espuma» que noutros dias. Serão descargas ilegais? A pergunta impõem-se sem mais e exige atenção das autoridades.

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...