12 de maio de 2011

Resto de Israel

Para ser o resto de Israel
é necessário descer montanhas,
segurar a manhã com a mão
e molhar o chão com o suor
do próprio corpo.

Para ser o resto de Israel
é preciso não temer,
não ter mais nada a perder,
cultivar solitário a última figueira
e dela esperar um único fruto.

Para ser o resto de Israel
é preciso e navegar nas lágrimas da última quimera desfeita,
é ter certeza que a mão que afaga jamais apedrejará.
É atender o pobre, é cuidar do ferido,
é servir a mesa do indigente, da viúva e do órfão,
e sempre que tiver feito tudo ao seu alcance,
sentir-se como um servo inútil.
(Fiz o que tinha a fazer.
Não sou o maior por causa disso.
Não me vanglorio.
Não atiro os “foguetes” e faço a festa da minha promoção!)

O resto de Israel
é como a última semente, na terra ressequida,
esperando uma gota de chuva.
É como a arca do ancião que
navegou em águas tenebrosas e
viu a criação ser quase toda
destruída e mesmo assim jamais
perder a esperança, pois ela mesma
é a esperança.

Ser o resto de Israel
é "brigar" com Deus para subir a
escada que leva ao paraíso e não
conseguindo vencer Deus, sair
ferido na coxa para sempre, e
mesmo assim não desistir.

O resto de Israel trás dentro de si a
certeza de Abraão e a liturgia de
Melquisedec.
Carrega consigo a
ternura de Maria e o medo dos
discípulos.
Tudo espera, tudo crê,
tudo conforta.
É amável, humilde e
puro. É terra e é água.
Não se assombra com dificuldades,
não teme o futuro, não se desola mais.
É a última semente da Terra.
Nela Deus vai colocar seu sopro.
Para ser o resto de Israel é preciso amar...


encontrei, li e adaptei um nadinha:
http://www.igrejanova.jor.br/Edmarabr04.pdf

7 de maio de 2011

Diante da luz me arrependo

Diante de Ti, Senhor,
Que és a luz
Coloco as minhas trevas
Para que possa iluminá-las.

Só diante de Ti que és a luz
Vejo a minha fraqueza e pequenez.

Só diante de Ti
Reconheço as minhas divisões
E as desuniões que produzo.

Mas, Tu não estás dividido!

Por isso, me arrependo
Escutando o Teu desafio.
Por isso, me abro à novidade
Do Reino que inauguras
E que és Tu mesmo,
Como Palavra doada e dada pelo Pai.

Pe. JAC

30 de abril de 2011

Às Mães: a todas sem excepção!


- às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;
- às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez - talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;
- às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;
- às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar...;
- às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho...;
- também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe...e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício...
A todas as Mães, a todas sem excepção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!

 
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Trav. do Possolo, 11, 3º
1350-252 Lisboa

20 de abril de 2011

Amor supremo e sublime: quarta-feira da semana santa

Sabes tudo, Senhor:
Quanto Te amo
e quanto Te traio.
Sabias desde o início, da traição de Judas
Mas nada impedes,
Deixas correr a história
Para discorrer a Palavra da Escritura
Para cumprir a vontade do Pai.

Apesar da traição, amas o traidor.

Amor supremo e sublime
sempre infinitamente mais.

Como a Judas, também a mim me amas
Mesmo conhecendo a minha fragilidade
Sempre me perdoas e esperas por mim
Sempre me escutas incondicionalmente

Como poderei agradecer
O Teu amor incondicional?

Aproveito para desejar a todos um Santo Tríduo Pascal e Santa Páscoa!

12 de abril de 2011

Ufa: ainda consegui hoje porque me "segredaram" ao ouvido!



Olá a todos os companheiros de caminhada.

Sei que as desculpas não se pedem, evitam-se!
Mas hoje sinto-me na obrigação de as pedir.

Eu sei que todos sabem da dificuldade da vida dos padres por estes dias de quaresma. E a minha não é diferente!
Entre confissões, celebrações, vista aos doentes... o tempo todo se esvai!...
Deixai que vos diga que hoje estive de manhã a confessar, a sacramentar e a celebrar Missa com doentes e idosos da Casa de Repouso, em Barrô. De tarde, estive a visitar doentes também na paróquia de Barrô. Pelas 17h, em Fermentelos a confessar dezenas de pessoas. Às 19h15, em Águeda, a presidir à Missa. Às 21h00 na igreja da Trofa a confessar durante 1h30minutos...
E só agora, (porque na Trofa alguém me segredou ao ouvido que era eu a escrever no blogue!) ao chegar a casa, para descansar de um dia muito cheio, dei conta que era mesmo o meu dia de partilhar convosco, sugerindo passos para a nossa caminhada conjunta....
Por tudo peço perdão. Sei que estive a fazer hoje e nestes dias intensos de Quaresma o que é a minha obrigação, minha missão e meu ministério! Todos compreenderão, com certeza.

Mesmo assim, não podia dormir descansado sem umas linhas de partilha para a nossa caminhada.
Volto a pedir desculpa pela minha acentuada, mas também aparente ausência. Pelo menos na minha oração não me esqueço dos meus colegas caminhantes.

E hoje partilho apenas e só mais um poema, escrito como resposta a liturgia de hoje:


Sei que és o Filho de Deus, Jesus,
E que Te fizestes homem para ensinar
Por meio da vida que levastes.
Muitos não compreenderam
Interpretaram mal
Ou não quiseram compreender
Por seres incómodo.
Hoje, quero que me faças coerente
Na vida e nas palavras.
Retira-me a hipocrisia e a falsidade
Das acções que não se coadunam com as palavras.

Quero que sejas meu ânimo
Minha bússola orientadora.

Que sejas minha força:
Tua Palavra alimento,
Tua amizade entusiasmo.
E Tu sejas sempre o meu centro.

1 de abril de 2011

Queria tanto...!



Cumprir os Teus mandamentos
É para mim motivo de alegria
Porque me invade o entusiasmo
E vivo a plenitude interior
Amando como Tu.

És Senhor de amor e compaixão
E tocas meu coração
para a ternura
Diante dos sofredores.

Amas até ao extremo, infinitamente.

Oxalá possa eu, na simplicidade quotidiana
Ter o Teu olhar profundo
Que vê o coração,
O Teu sentir compassivo
Que perdoa todo o mal,
O Teu amor ofertado
E imolado no alto da cruz.
 
Pe. JAC

25 de março de 2011

Deus é meu Pai ou meu Patrão? - Caminhada da Quaresma-Páscoa 2011


Continuamos a querer firmar os nossos passos para depois, com coragem, podermos afirmar a nossa fé.
Mais um passo do nosso caminho. E que belo passo temos hoje. Reforça-se a nossa confiança na certeza de que Deus é Pai de Amor e não nosso patrão.
Conhecemos quase de cor a parábola chamada do filho pródigo, mas que poderá ser chamada, mais correctamente, do Pai Pródigo ou então dos Dois Filhos.
Há uns anos, ouvi o então Padre António Couto, hoje Bispo Auxiliar de Braga, falar deste texto com tanta profundidade e ao mesmo tempo tanta simplicidade e beleza que hoje, apesar de longo, não hesito em partilhar com todos a riqueza da mensagem.


«Temos a grande parábola de Lucas 15. Esta página lucana tem lugar garantido em qualquer antologia dos mais belos textos de todos os tempos.

É a história dos pecadores e dos publicanos, dos escribas e dos fariseus, de que todos temos um pouco. Todos se aproximam de Jesus: os primeiros para o escutar com alegria; os segundos para o criticar com azedume pelo facto de ele receber os primeiros e comer com eles. Há, portanto, aqui um comportamento novo, misericordioso, inclusivo e acolhedor por parte de Jesus. Por isso dele se aproximam os pecadores, até então marginalizados e hostilizados pela tradição religiosa vigente; por isso o criticam os fariseus e os escribas, os garantes da velha tradição religiosa, rigorosa e exclusivista.

A estes últimos conta Jesus uma parábola. (…) Note-se também que, para escutarmos correctamente «esta parábola» de Jesus, é do lado dos fariseus e dos escribas que nos devemos postar, dado que é para eles que Jesus conta a parábola. Para eles e para o nosso lado orgulhoso e exclusivista. É notório que, dado o desenrolar da história contada por Jesus, nos revemos habitualmente naquele filho que sai de casa e que acaba por voltar, sendo recebido por um Pai carinhoso que o espera de braços abertos. Mas, para que a história nos caia em cima, é do outro lado que nos devemos colocar. (…)
Mas já Jesus traz para a cena, sem deixar a audiência respirar, um Pai excepcionalmente maravilhoso e bom, em quem pulsa um imenso coração e vibram entranhas de misericórdia. Tem dois filhos, que nos representam a todos: um claramente pecador, que opta por sair de casa, depois de ter pedido ao pai a sua parte da herança. Note-se que todo o pai dá três coisas aos seus filhos: o pão, todos os dias; roupas novas, nos tempos festivos; a herança, uma única vez na vida, pouco antes de morrer. O pedido deste filho assume, portanto, um imenso dramatismo. Fazendo o pedido que faz, este filho como que mata o pai, ao mesmo tempo que morre como filho! Não quer mesmo mais ser filho nem depender de nenhum pai.
Parte para longe, gasta tudo, torna-se um assalariado desamparado, guarda porcos, vive abaixo de porco (não lhe é sequer permitido comer com os porcos, como os porcos!). É o seu ponto mais baixo. Pensa então em voltar para casa, mas como assalariado, não como filho. É então que a surpresa enche outra vez a cena. Quando nós regressamos a casa, a Deus, nunca encontraremos um Pai distraído, ou que mudou de residência, ou que responde de forma brusca e fria. Está lá sempre à nossa espera, de braços abertos, reabilita-nos como filhos fazendo-nos vestir «o primeiro vestido», o que tínhamos abandonado, o de filhos, faz uma festa, mata o vitelo gordo, prepara um banquete, chama uma orquestra! Alegria excessiva deste Pai pródigo de amor e misericórdia!
É aqui que surge o outro filho, retratado como um bom cumpridor de ordens, um «justo» fariseu, igualzinho aos fariseus «justos» que tinham aparecido no início da história. Tal como estes, também este filho se acha com direitos sobre Deus. Em Deus não vê um Pai, mas um patrão que tem de lhe pagar, pois «nunca transgrediu uma ordem dele». Sempre igualzinho aos fariseus que no início da história citicavam Jesus porque acolhia e comia com os pecadores, também este filho critica o seu pai por acolher e ter tudo preparado para comer com um pecador! O Pai implora-lhe que entre para o banquete da alegria. Mas a história termina sem nos dizer se este filho, que somos também nós, entra ou não entra. Final estratégico. Afinal a história de Jesus foi contada para os fariseus, e nós devemos ter compreendido que devemos tomar lugar ao lado deles, para sermos atingidos em cheio pela história. A história termina sem nos dizer se aquele filho, fariseu, entrou ou não entrou na sala da alegria. Não nos esqueçamos que a história foi contada para nós. É então a nós que cabe tomar a decisão! Como vemos Deus? Como um Pai ou um patrão? E os nossos irmãos são para nos alegrarmos com eles ou para os insultarmos?
É também interessante notar que os dois filhos desta história falam ao Pai, ao seu Pai comum, como fazem os cristãos. Como fazemos nós. Mas em nenhum momento da história se falam um ao outro. Se calhar, também como nós. Só sabemos falar por trás, entre raivas acumuladas e insultos. Parece que também neste aspecto a história de Jesus põe a nossa vida a descoberto!
Por último, a história que ouvimos mostra-nos e adverte-nos que tanto nos podemos perder lá longe, como o primeiro filho, como nos podemos perder em casa, como o segundo filho. Atenção, portanto: podemos andar perdidos em casa, numa casa fria, sem Pai e sem irmãos, sem lareira, sem mesa e sem alegria! Todos os cuidados, portanto!»
Com a devida vénia a D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga

Diante disto, só deixo a caneta e o coração rezar:

Tantas vezes me ausentei
procurando em atalhos
a felicidade verdadeira.

Iludido pensei que a encontrei
mas depressa constatei
que era pura falsidade.

Por terra caído
levanto-me confiante
e volto a Ti de novo.

Esperas-me de braços abertos – bem sei –
volte quando voltar, lá estarás
para me abraçar.

E não ficas por aí:
fazes festa comigo,
festa de encontro e acolhimento
festa de família,
porque és meu Pai
e eu serei sempre Teu filho.

Eis-me aqui sempre de novo.
Pe. JAC

Amanhã ou melhor domingo porque ainda publico este texto na sexta-feira, continuamos com Maria Luiza

9 de março de 2011

Quaresma: Vais faltar a um jantar romântico?


«Diz agora o Senhor: «Convertei-vos a Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos. Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é clemente e compassivo, paciente e misericordioso, pronto a desistir dos castigos que promete. Quem sabe se Ele não vai reconsiderar e desistir deles, deixando atrás de Si uma bênção, para oferenda e libação ao Senhor, vosso Deus? Tocai a trombeta em Sião, ordenai um jejum, proclamai uma reunião sagrada. Reuni o povo, convocai a assembleia, congregai os anciãos, reuni os jovens e as crianças. Saia o esposo do seu aposento e a esposa do seu tálamo. Entre o vestíbulo e o altar, chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, dizendo: ‘Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo e não entregueis a vossa herança à ignomínia e ao escárnio das nações. Porque diriam entre os povos: Onde está o seu Deus?’». O Senhor encheu-Se de zelo pela sua terra e teve compaixão do seu povo.»
(Joel 2, 12-18)

Hoje é Quarta-Feira de Cinzas. Começamos o tempo litúrgico da Quaresma que coloca o acento e nos coloca a nós naquilo que é essencial: colocar o nosso coração em Deus, que nos chama para um belo jantar romântico de 40 dias.
A Quaresma surge como uma oportunidade dada por Deus, como graça, para fazermos caminho, a fim de não nos acomodarmos às nossas coisas, aos nossos umbigos, às nossas vidas.
É, por isso mesmo, tempo de deixar de lado o egoísmo e tempo para passarmos a ser mais teocêntricos e mais cristocêntricos.
Além disso, a Quaresma é possibilidade de nos recentrarmos. Pela voz do profeta Joel, com recurso a uma linguagem directa e incisiva – usando nada mais nade menos 12 verbos no imperativo – Deus diz agora – que é hoje – a todos nós: “Convertei-vos a Mim de todo o coração” e ainda “Rasgai os vossos corações”.

Com a devida vénia ao autor (que não consigo precisar) partilho um texto que encontrei num blogue e que ajuda a olhar de um modo diferente e belo este tempo favorável que nos é dado de graça e como graça.

Há dias, num programa de televisão, determinada figura pública, questionada sobre as discotecas, respondia que não gostava e não frequentava pois, mesmo que falassem aos gritos não conseguia ouvir, nem fazer-se ouvir. Além do mais, quando tinha coisas importantes para dizer, procurava lugares tranquilos, serenos e silenciosos. Nomeadamente, quando quer dizer à sua esposa que a ama, convida-a para um jantar romântico, pois em ambiente sereno e tranquilo, consegue ouvir e fazer-se ouvir.
Entendi, de imediato, a razão de ser da Quaresma: 40 Dias de Jantar Romântico. Deus quer dizer-nos que nos ama, pois “É Amor” (cf. 1 Jo 4, 8), quer convidar-nos a ser “Seus imitadores” (cf. Filip 3, 17), pois somos criados à sua imagem e semelhança (cfr. Génesis 1, 26 ss), o mesmo é dizer que nos criou com uma capacidade infinita de amar. Porque nos quer dizer isto, chama-nos à serenidade e sobriedade da Quaresma, pois só assim se consegue fazer ouvir. Na correria e na lufa-lufa do dia-a-dia, Ele tenta fazer-se presente e audível, chega mesmo a gritar, mas… não se consegue fazer ouvir, porque andamos distraídos, ocupados, descentrados, dispersos… por isso, nos convida à Quaresma. Convida-nos, ao jejum, à oração e à esmola. Convida-nos a entrar dentro de nós para O encontrar, pois: “«Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, Nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada»” (Jo 14, 23).
Para que tal suceda: menos diversão, menos barulho, menos televisão, menos internet, menos café, menos tabaco, menos alimento… mais silêncio, mais oração, mais escuta e meditação da Palavra de Deus, mais generosidade, mais atenção ao próximo, mais perdão… mais encontro com Deus: “Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem como se reflecte o sol no límpido cristal” (Beata Isabel da Santíssima Trindade).
Para que seja possível escutá-l’O: "É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração" (Os 2, 16), identificá-l’O e encontrá-l’O: “Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40), é fundamental que, na nossa vida, de discípulos, aconteça este anual Jantar Romântico de 40 dias, que desagua na nascente da Vida Nova, na festa da Vida Nova, na PÁSCOA. Em que poderemos cantar, com a vida, o Hino da alegria de nos encontrarmos mais parecidos com Cristo, que imprime em nós, ao longo deste “Jantar Romântico de 40 dias”, a Sua imagem: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).

Rezo por todos para que aproveitemos este banquete gratuito,
este belo jantar romântico:
Ó Deus Pai
Damos-Te graças
Porque nestes dias da Quaresma
És grande e amoroso connosco.

Chamas-nos para que reconheçamos a nossa realidade
E voltemos o nosso coração para Ti.

Confessamos que, como crianças,
Queremos viver de desejos à nossa medida.

Tu, ó Deus de bondade e compaixão,
Gritas e vens ao nosso encontro
Para mudarmos o rumo.

Damos-Te graças
Porque caminhas connosco
Neste tempo de Quaresma
Rumo à Páscoa do Teu Filho.

Amanhã caminhamos com a Maria Luiza

Pe. JAC

8 de março de 2011

Bloggers a Caminho na Quaresma-Páscoa 2011

Firma os teus passos. Afirma a tua fé!

À semelhança de outros momentos, um grupo de pessoas que têm blogue associa-se para uma caminhada conjunto, neste tempo de Quaresma-Páscoa, que já nos bate à porta.
Somos 17!
Hei-nos aqui Senhor, ao Teu dispor que esta caminhada seja feita segundo a Tua vontade.

Quarta-feira 
9/3/2010
Pe JAC
Quinta-feira
Maria Luiza

Sexta-feira
11/3/2010
Gisele

Sábado
12/3/2010
Felipa

Domingo
13/3/2010
Dulce

Segunda-feira
14/3/2010
Teresa

Terça
15/3/2010

Quarta-feira
16/3/2010
Ailaime

Quinta-feira
17/3/2010
Lucinha

Sexta-feira
18/3/2010
Joaquim

Sábado
19/3/2010
Marili

Domingo
20/3/2010
Malu

Segunda-feira
21/3/2010
Sandra

Terça-feira
22/3/2011
ACR Viana do Castelo

Quarta-feira
23/3/2011
Giovana

Quinta-feira
24/3/2011
Carmo

Sexta-feira
25/3/2011
Utilia
O caminho faz-se caminhando. Mãos à obra!

1 de março de 2011

Novidade



O mar é bom conselheiro
Porque de uma forma natural
Na infinidade da ida e da vinda
Nos traz sempre respostas novas.

Quando contemplo as ondas
Revejo-me nelas
Porque vejo todo o esforço
Para viver bem a vida.

Deste modo, a areia fina
Parece-me um jardim,
Onde as terras são as ondas
E as gaivotas alecrim.

23 de fevereiro de 2011

Consolo solidário

Colocaste-me no mundo
Para suavizar a dor de tantas vidas
Para acompanhar nos momentos maus,
Ajudar a carregar pesos lancinantes de tantas cruzes
Em especial, dos excluídos e marginalizados.

Envias-me a repartir ternura
A comunicar  afecto
A dar força ao que ruiu
A consolar quem sofre
A sarar feridas
A amar todos como Tu.
Envias-me pelo mundo
A dar a boa notícia do Teu amor
Que é compassivo e clemente,
A recordar que é possível a fraternidade
E a igualdade é meta a atingir.
Envias-me a despertar consciências adormecidas
A tranquilizar os consumidos
A sossegar intranquilos e irritados
A criar clima de harmonia e acolhimento.
Envias-me todos os dias, todos os momentos
Aos Teu filhos todos
A todos os recantos escondidos
A levar a Tua mensagem de vida, paz e perdão.
Envias-me para que consiga para todos
A vida em abundância que brota de Ti,
A dignidade completa
O amor e o pão partido e repartido
Em fraterna solidariedade.

21 de fevereiro de 2011

História de um poema


Como eu gostava de inventar uma palavra…
A palavra Amor onde coubesse a razão.
Tento (d)escrever o que sinto…
E perco-me… como versos de um poema
Que subitamente chegam ao fim.
Gostava até de saber escrever poemas
Só para contar como é bom perder-me,
Mudar de verso e continuar…
E permanecer igual como perfume
Numa tira de papel.
Eu paro… porque a razão não se escreve,
O amor não se conta,
E os poemas não são meus.
… E as histórias continuam a escrever-se em poemas.
 (correspondência de poemas)

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...