25 de setembro de 2012

Diário da Missão. As belas heranças recebidas. D. Domingos da Apresentação Fernandes




Diário da Missão 5

Sucedeu ao primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro, D. João Evangelista de Lima Vidal, D. Domingos da Apresentação Fernandes, que foi presbítero da Arquidiocese de Braga (que é também o meu presbitério).

De D. Domingos recordamos a Missão Regional, que envolveu na sua realização leigos, padres, religiosos e bispo diocesano. O bispo definia assim os objetivos desta Missão Regional na sua exortação pastoral O Primado da Evangelização: “Suscitar e renovar a fé, semear a esperança e despertar a caridade autêntica nas comunidades cristãs é retomar a linha de pregação apostólica neste mundo em crise”.

Chegado à diocese aveirense, onde foi bispo durante quatro anos, criou a Fraternidade Sacerdotal para apoio aos padres, instituiu o Seminário de Nossa Senhora da Apresentação em Calvão e promoveu a construção do seu edifício a partir do colégio anteriormente fundado pelo padre António Martins Batista.

Para fomentar a atualização pastoral do clero prosseguiu com as Semanas de Estudos Pastorais.

Por fim, deu grande incremento à catequese com cursos e encontros e a elaboração e promulgação do regulamento diocesano de catequese.


Pe. JAC

24 de setembro de 2012

Diário da Missão Jubilar. As belas heranças recebidas: D. João Evangelista de Lima Vidal




Diário da Missão Jubilar 4

Já enunciamos a lista dos bispos da Diocese de Aveiro restaurada. Apresentamos, por estes dias, em jeito de síntese, a ação de cada um deles e aquilo que de mais significativo aconteceu durante os seus episcopados.

Para a restauração da Diocese muito contribuiu a ação de D. João Evangelista, junto do papa Pio XI - processo no qual foi muito importante a amizade com o seu antigo condiscípulo cardeal Eugénio Pacelli, futuro Pio XII.

Desde o início, D. João Evangelista revelou profunda preocupação com a formação dos futuros padres, destacando-se a criação do Seminário de Santa Joana Princesa e o seu empenho determinante para a construção do seu atual edifício.

Procurou a unidade diocesana das três parcelas territoriais e populacionais, oriundas das dioceses de Coimbra, Porto e Viseu, estruturando a cúria e outros serviços diocesanos e promovendo também a realização do I Sínodo Diocesano (de 1941 a 1944).

Fruto da sua preocupação pelas famílias mais carenciadas da cidade de Aveiro, criou as “Florinhas do Vouga” que, ainda hoje é uma instituição diocesana de ação social.

Destaca-se ainda a realização do primeiro Curso de Pastoral Paroquial na Curia em 1949, de que veio a resultar a criação do Secretariado de Catequese e a realização do Congresso Catequístico e as Semanas de Estudos Pastorais.


Pe. JAC

23 de setembro de 2012

Diário da Missão. Coração agradecido que reza a Deus




Diário da Missão Jubilar 3

Porque hoje é domingo, neste caminho rumo ao início da Missão Jubilar, convido os corações agradecidos a rezar:
Senhor, nosso Deus,
nós Te confiamos a Igreja de Aveiro
e a nossa Missão Jubilar.

De Ti, Senhor, recebemos o convite
e partimos para anunciar
o evangelho das bem-aventuranças
e ser Teu rosto vivo junto de cada pessoa.

Que a Missão Jubilar seja
momento de renovação para a Igreja,
aurora de alento para o Mundo
e certeza de Páscoa perene para a Humanidade.

A Maria, nossa Mãe,
pedimos a força da fé e a alegria da confiança
para amar a Deus e servir os nossos irmãos.

Que Santa Joana, nossa Padroeira,
nos proteja e ajude
a «viver esta hora» de Missão Jubilar.

Amen.

(D. António Francisco, bispo de Aveiro)


Pe. JAC

22 de setembro de 2012

...Como crianças e sorrir. Poema acerca do evangelho do XXV domingo comum




Fazer caminho é mais que caminhar...
é tempo e espaço para ensinar,
é em cada passo reconhecer
uma oportunidade para crescer.

O sentido do caminho
não é a meta, nem o destino...
É aprender que a Vida
Passa pela Cruz... pegada e sentida!

Há muito tempo que andam com Jesus
e os discípulos ainda não aprenderam a lição da Cruz.

A lição do Messias Senhor
não é outra coisa que Amor:
Ensina que viver é servir,
como crianças e a sorrir.

Pe. JAC

Diário da Missão. O que recebemos não é peso mas impulso desafiador. Os bispos da Diocese restaurada
















Diário da Missão Jubilar 2

Não podemos ter memória curta. A memória também faz a Igreja, ou não fosse a Eucaristia o memorial do Senhor Ressuscitado. E a Eucaristia faz a Igreja.

Na Missão Jubilar, vivemos a hora que Deus nos dá para viver, com a certeza de sermos herdeiros de um passado e de uma história que nos impulsiona no presente e nos abre portas de futuro.


Na história da Diocese de Aveiro, o bispo foi e é o sinal visível da comunhão e do esforço desta Igreja peregrina.
É com estes timoneiros que a Igreja em Aveiro tem procurado ser no mundo em que vive luz e sal:
- D. João Evangelista de Lima Vidal, administrador apostólico a partir de 11 de dezembro 1938 e bispo residencial de 16 de janeiro de 1940 a 05 de janeiro de 1958;
- D. Domingos da Apresentação Fernandes, Bispo residencial de 29 de setembro de 1958 a 21 de janeiro de 1962;
- D. Manuel de Almeida Trindade, bispo residencial de 08 de dezembro de 1962 a 20 de janeiro de 1988;
- D. António Baltasar Marcelino, bispo residencial de 20 de janeiro de 1988 a 21 de setembro de 2006;
- D. António Francisco dos Santos, atual bispo residencial desde 08 de dezembro de 2006.


Na acção apostólica do bispo vemos o Espírito de Deus, alma da Igreja, a agir. A eles, sucessores do Apóstolos escolhidos por Jesus, como Mateus que hoje celebramos, devemos a lembrança da memória agradecida e a ajuda no serviço da missão que Deus nos dá.

Pe. JAC

21 de setembro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Ter consciência do passado para viver consciente o presente com esperança de futuro!


Diário da Missão Jubilar 1
Começo hoje no meu blogue um projeto ousado mas firme e decidido. Faço aqui uma espécie de compromisso pessoal. A Diocese de Aveiro vai iniciar daqui a um mês a Missão Jubilar dos 75 anos da sua Restauração. Procurarei dar eco, vez e voz, a este caminho jubilar, caminho de missão, com uma pequena publicação, em texto ou imagem, neste blogue, senão diária, pelo menos algumas semanais... Tarefa exigente e de alguma forma imprevisível, mas assumida conscientemente. A ver vamos com a ajuda de Deus.
 
A Diocese de Aveiro foi criada no século XVIII pelo papa Clemente XIV mediante o breve Militantis Ecclesiae gubernacula de 12 de abril de 1774, o qual foi executado em 24 de março de 1775. Em 30 de setembro de 1881, o papa Leão XIII extinguiu a Diocese através da bula Gravissimum Christi Ecclesiarum regendi et gubernandi munus, a qual foi executada em 04 de setembro de 1882.
Depois desta breve existência, a Diocese de Aveiro foi restaurada pelo papa Pio XI com a bula Omnium Ecclesiarum de 24 de agosto de 1938 e executada por D. João Evangelista de Lima Vidal a 11 de dezembro do mesmo ano. Completamos por isso, em 2013, os 75 anos de restauração da Diocese de Aveiro que importa celebrar, certos de que celebramos a nossa existência como Igreja de Cristo.
 
É esta celebração dos 75 anos da Restauração de Diocese de Aveiro motivo para a igreja diocesana viver a Missão Jubilar que começa precisamente daqui a um mês, numa ação designada "Génesis". Vive esta hora é lema que nos inclui, engloba e desafia a todos. Ouçamos as palavras do bispo da Diocese:
"Somos uma Diocese que se afirma na história viva da cidade e dos seus dez arciprestados. Trazemos connosco a memória agradecida da primeira Diocese de Aveiro, criada em 1774 e extinta em 1881. Guardamos na firmeza sólida da fé quanto de bem recebemos das Dioceses do Porto, de Coimbra e de Viseu, donde nascemos como Diocese.
Fizemos um longo caminho pastoral, percorrido por gerações de crentes, ao longo de setenta e cinco anos, criando na vida das pessoas e na estrutura da sociedade uma afirmação clara do valor da fé, uma identidade reconhecida como cristãos e uma unidade e comunhão enraizadas e fortalecidas na caridade.
Percorremos um caminho mais recente no horizonte do Jubileu, em quatro anos de programação pastoral marcados pela esperança cristã e num acrescido esforço mais próximo que a todos envolveu nesta caminhada para a Missão Jubilar." (D. António Francisco).

15 de setembro de 2012

A fé que leva ao amor

 
 
Jesus pergunta quem é
desafiando, nas respostas, a fé...
para uns é o profeta Elias
para os discípulos, Ele é o Messias.
 
Ele é o Cristo libertador
que veio ao mundo vencer a morte e a dor...
é o Cristo Salvador
que nos pede uma fé que leve ao amor.
 
É preciso saber e perceber
qual o caminho a percorrer:
Caminho cuja meta é a Cruz,
sinal de vida, plena de Luz...,
opção radical pelo amor,
certeza de uma Vida maior.
 
Seguir o Messias, o Senhor
implica renunciar ao conforto da razão...
fazendo com que o bem saído das nossas mãos
não esconda as mãos que fazem todo o bem.
 
Pe. JAC

9 de setembro de 2012

Effathá (23. domingo comum)






Um surdo-mudo pagão,
Impuro de coração,
Que não ouve os sussurros dos céus
Não fala da vida e não ouve Deus.
Um surdo mudo resistente
Trouxeram, sem mais, a Jesus
Para que lhe desse, ali à frente
Cura e vida, liberdade e luz.
Mas é preciso ensiná-lo a ouvir,
É preciso dar-lhe o poder de falar...
Tocar o seu coração para o abrir
À grandeza e à beleza de amar.
É pedido ao surdo mudo
Que corresponda e colabore
Que de o passo para Jesus
Acto decisivo e fundamental:
É preciso abrir-se desde dentro
Para desbloquear os sentidos
Presos e impedidos
De reconhecer os outros.
É preciso que deixemos
Que Jesus toque nossos corações
Que cure a nossa surdez
E nos faça anunciadores...
Porque ninguém O pode seguir
Se não ouvir Dele falar.


Pe. JAC

1 de setembro de 2012

Pureza de coração. (dois poemas para o 22.º domingo do tempo comum)

 
Que pureza?
 
Que pureza é essa
Que faz lavar o exterior
E se esquece do interior?
 
Que pureza é essa
Que se ocupa da aparência
E se esquece da essência?
 
Que pureza pode vir da lei?
Se não vem do coração
Mais não é que tradição
Mais não é que legalismo.
 
Nada pode haver de fora
Que entrando, deite fora
A virtude da pureza…
 
Dá-nos, Senhor, olhos para ver
E para julgar com a razão:
O que é recto e justo fazer
Nasce sempre no coração.
 
 
 
Perfeito… de amor
 
As leis dos homens são vazias
Se não assentarem no amor...
São regras que limitam os dias
Cheios de tanto, vazios de amor.
 
O que torna um gesto perfeito
Não é a aparente limpeza,
É o sentir com que é feito,
É a verdadeira pureza.
 
É preciso agir com verdade,
Sinceridade e honestidade...
Ser rosto do nosso interior,
Um coração cheio de Amor.
 
Somos o nosso coração...
Perfeito se for de Deus.
 
 
Pe. JAC

25 de agosto de 2012

Poesia que brota do Evangelho. Dois poemas sobre S. João 6, 60-69




Aonde ir?

Para onde ir, Senhor,
Se Tu és a vida e o amor?
Para onde ir, Jesus,
Se Teu caminho é todo luz?

Seguir-Te é dom de Deus
Concedido ao que abre o coração
Ao que sente a dor de cada irmão
E lhe aponta o caminho dos céus.

Seguir-Te é comungar Teu pão
Que sacia a fome de vida e verdade.
É aceitar da tua bondade
A alegria que inebria o coração.

Seguir-Te é beber da Tua fonte
Que fortalece nossa caminhada
E que faz de cada nossa jornada
Suave peregrinação ao Teu santo monte.

Para onde ir, Jesus?
Só a Ti e para Ti.
Não queremos ir embora
Só em Ti, em cada hora
E só Contigo, mundo fora.


Opção de Vida

As palavras de Jesus
São tão duras quanto doces...
Desafiam a razão,
(Des)Confortam o coração.

Ele que é o Pão dos céus,
Enviado à humanidade
Para lhe dar a eternidade...,
Ele, o caminho para Deus,
Não obriga ninguém
A segui-Lo mais além.

Não é fácil, nem instinto...
Aceitar o desconforto
De viver como discípulo,
De ser verdadeiro apóstolo...,
De estar sempre a caminhar,
E saber que nunca se vai chegar,
Ao exemplo maior:
Jesus, perfeição do Amor.

Seguir Jesus é opção.
A opção de Vida!


(Acerca do Evangelho do XXI domingo do tempo comum, ano B)

Pe. JAC

18 de agosto de 2012

Permanecer em Jesus




Quase tudo parece passar...
O tempo passa quase a voar,
E o vento não sabe parar.

O que há para ficar
Neste mundo sempre a mudar?!

Fica o que é de Deus!
Fica o exemplo de Jesus,
Que ganhou a Vida na Cruz...
Mas antes de morrer
Nos desafiou a crer
Que é preciso Nele permanecer...

Permanece quem Dele comer,
E quem Dele beber...
Quem ousar comungar
Palavra e Pão, Corpo e Sangue
E com Ele se entregar.

Somos todos convidados
Para o banquete do Senhor...
Somos todos desafiados
A permanecer no Seu Amor.

Afinal, tudo pode ficar...
Permanecer eternamente...



Pe. JAC

15 de agosto de 2012

Nossa Senhora da Assunção. Dormição de Maria




Celebramos hoje a mais antiga festa de Nossa Senhora. Desde o século V, primeiro no Oriente, depois no Ocidente, mesmo com nomes diferentes, a Igreja inteira celebra neste dia 15 de Agosto, a festa da Mãe de Deus, Maria Santíssima.

A Mãe do Céu indica-nos o caminho para Deus, mas também nos aponta o caminho da atenção e da solicitude com os irmãos.




Senhora da Visitação ou da Saudação,
que corres ligeira sobre os montes,
Senhora da Assunção ou da Dormição,
Santa Maria Rainha,
vela por nós, fica à nossa beira.
É bom ter a esperança como companheira.
(D. António Couto)


Pe. JAC

10 de agosto de 2012

Viver eternamente




Não percebiam os Judeus
Como Jesus desceu dos céus...
(Des)Conheciam a sua origem,
Sabiam só quem era o pai e a mãe.

Com calma Jesus explicou
Que foi o Deus que O criou...
E por isso Ele é o Pão
De Vida eterna, da salvação.

É preciso Acreditar,
Que a fome a saciar
Não pode ser passageira,
Nem fugaz...
Tem de ser a Vida inteira
E do Amor que Deus nos traz.

A nossa Vida é um projecto
Pensado por Deus em concreto...
Temos um caminho a seguir
Um sonho real para descobrir:
Seguir Cristo, Senhor,
Caminhar à luz do seu Amor,
Comungar o Pão de Deus,
Aceitar que somos filhos seus
E viver intensamente,
E Viver eternamente...

Pe. JAC

4 de agosto de 2012

Saciar a fome de vida






Estava Jesus retirado,
em lugar ermo e isolado,
Mas a multidão lá foi ter
esperando o que podia receber.

Jesus voltou falar...
e explicou à multidão:
Mais importante que a fome de comida
é saciar a fome de Vida,
amando cada irmão
ensinando a servir e a partilhar.

Com gestos de partilha e amor
confiando no Deus-Amor,
receberão o pão do Céu,
o próprio Jesus que de lá desceu.

Jesus, enviado de Deus,
formou os discípulos seus.
Ensinou a servir e a amar
e deu Vida para nos salvar.
Pe. JAC

1 de agosto de 2012

Das surpresas...




No segundo aniversário da celebração da Missa Nova...

Das surpresas...

Surge irrompendo a rotina
Acorda toda a lógica da calma
Inaugura um novo estado na alma
Que qualquer negrume logo de ilumina.

Atinge fortemente o coração
Que faz sentir para lá de qualquer dor
Assim grita triunfante o amor
Cantando a melodia da ilusão.

A surpresa bate sempre sem contar
E quando chega só que ser acolhida
Mesmo que quebre a barreira do sentido.

E traz o meigo desejo de amar
Na existência criada para ser vivida
Como jogo jogado, mas nunca perdido.

Foto na Capela Árvore da Vida, Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, em Braga

Pe. JAC

Dois anos de Missa Nova! Graças, Senhor

Há dois anos atrás na paróquia de S. Torcato, em Guimarães, apresentava-me aos meus conterrâneos e amigos presidindo, no belíssimo santuário, à chamada Missa Nova.

Tratou-se, basicamente, de um dia de festa popular, aberta a todos e absolutamente inclusiva (até para os que chegavam de excursão!).

Lágrimas, choro, palmas e alegria... houve de tudo. E tudo guardo no coração.

Recordo e agradeço o dia e a vida, Àquele que me chamou a ser sacerdote do Seu Filho.
Nesse dia, cantaram-se estes versos que escrevi:







Eu quero agradecer
O dom do Teu Amor
Ofertar o meu ser
Servindo o Evangelho
De Cristo meu Senhor.

Eu quero entregar
Meu sangue e meu suor
Para anunciar
O reinado de Deus
Que é o Salvador.
Quero ir pelo mundo fora
Sem nunca desistir
E quando for a hora
De regressar ao Pai
Estar pronto a partir.
Sei que me esperarás
Com amor paternal
E me libertarás
Desta vida mundana
Pra vida divinal.

Pe. JAC

28 de julho de 2012

Milagre da partilha: comprar em Deus sem dinheiro




Naquele tempo,
Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia,
ou de Tiberíades.
Seguia-O numerosa multidão,
por ver os milagres que Ele realizava nos doentes.
Jesus subiu a um monte
e sentou-Se aí com os seus discípulos.
Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo os olhos
e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro,
Jesus disse a Filipe:
«Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?»
Dizia isto para o experimentar,
pois Ele bem sabia o que ia fazer.
Respondeu-Lhe Filipe:
«Duzentos denários de pão não chegam
para dar um bocadinho a cada um».
Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
«Está aqui um rapazito
que tem cinco pães de cevada e dois peixes.
Mas que é isso para tanta gente?»
Jesus respondeu: «Mandai sentar essa gente».
Havia muita erva naquele lugar
e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães, deu graças
e distribuiu-os aos que estavam sentados,
fazendo o mesmo com os peixes;
E comeram quanto quiseram.
Quando ficaram saciados,
Jesus disse aos discípulos:
«Recolhei os bocados que sobraram,
para que nada se perca».
Recolheram-nos e encheram doze cestos
com os bocados dos cinco pães de cevada
que sobraram aos que tinham comido.
Quando viram o milagre que Jesus fizera,
aqueles homens começaram a dizer:
«Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo».
Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei,
retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.

Milagre da partilha

Apenas com peixe e pão,
Somado em número de perfeição...
Jesus transformou o insignificante
Em repasto saboroso e abundante.

Comprar em Deus, sem dinheiro,
Movido pela fome e necessidade
É o apelo que se ouve inteiro
De Cristo Jesus, Mestre da Bondade.

Ele sacia a multidão,
Alimentando alma e coração
Com todo o amor e caridade,
De partilha em (com)unidade.

Nada se podia perder...
Disse o Messias Senhor
Toda a migalha de amor
É para guardar e (re)colher.

O povo dependente não percebeu
Que Ele era o Salvador do mundo...
E logo Cristo partiu
Para um lugar isolado e profundo...
Ao encontro do Criador
Deus da Vida, Deus do Amor.



Pe. JAC

21 de julho de 2012

Há partir e voltar… descansar também faz parte!




Naquele tempo,
os Apóstolos voltaram para junto de Jesus
e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Então Jesus disse-lhes:
«Vinde comigo para um lugar isolado
e descansai um pouco».
De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir
que eles nem tinham tempo de comer.
Partiram, então, de barco
para um lugar isolado, sem mais ninguém.
Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam;
e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar
e chegaram lá primeiro que eles.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e compadeceu-Se de toda aquela gente,
que eram como ovelhas sem pastor.
E começou a ensinar-lhes muitas coisas.




Os discípulos que partiram em missão,
Livres do que limita o coração
Voltaram para contar a Jesus,
Como espalharam a Palavra que é Luz.

Jesus, ao recebe-los,
Disse aos Seus apóstolos:
Agora é preciso descansar,
Para logo recomeçar.

E de barco partiram
Para lugar quase escondido...
Mas quando chegaram
Jesus ficou compadecido
Com o imenso povo sem pastor
Sedento de um gesto de amor.

Não se pode esquecer
Que para bem evangelizar
É sempre preciso partir e voltar.
É preciso o mundo percorrer
E é preciso parar para descansar
Naquele que sempre nos sustenta...
Que é o Deus Amor que nos alimenta.


Um santo domingo para todos, os que ainda trabalham e os que já descansam... Para uns e outros que seja sempre em Cristo!


Pe. JAC

18 de julho de 2012

Dois anos de padre. Graças a Deus!

Faço dois anos de padre. Sim, é verdade! Dois anos é pouco. Sou ainda um "bebé", nestas andanças...
Mas tenho sempre bem presente para mim que as experiências significativas não valem tanto pela quantidade como valem pela qualidade! Ainda que quantitativamente dois anos sejam muitas semanas, muitos dias, muitas horas, imensos segundos... Quero dizer que qualitativamente tem sido infinitamente mais.
Nestes dois anos, muitas pessoas têm feito muito para que o ministério seja bem mais qualitativo do que quantitativo.
Quero agradecer por isso tudo, bom e menos bom, e às vezes mau...
Sei e reconheço que o ministério ordenado vale muito mais porque é Deus que age do que por aquilo que fazem os instrumentos. É assim mesmo que me sinto: instrumento, canal por onde jorra a vida e a abundância dos dons de Deus para o Povo que Ele ama como Pai e Mãe.
Dizia alguém: “o que custa são os primeiros cem”... Por isso, citando a resposta de um padre ordenado uma semana antes de mim: "venham os próximos 98!" que é como quem diz "venham os que Deus quiser dar!".
Aqui, como em tudo, nem sempre as coisas são como nós primeiramente queremos. Nem tudo corre, tantas vezes, como sonhamos. O que me faz andar é a correspondência ao chamamento de Deus. O que procuro é abrir-me cada dia à sedução de Deus. Porque Deus seduz aqueles que se deixam seduzir!


Seduziste-me Senhor
E eu me deixei seduzir.
Tu me dominaste
E venceste (Jr 20, 7-9)

A tua sedução
É toda amor
Por isso só seduzes
Quem se deixa seduzir.

Na tua sedução
Cheio de amor fiquei
E agora possa dar
O amor que encontrei.

Letra: adaptada de Joaquim Mexia Alves (Orando em Verso, pp. 22-26)
Música e Interpretação: Pe. JAC

Aqui sou feliz!

Há dois anos que fui ordenado...
Muitos dias já passaram,
Horas que nem me atrevo a contar...
Mas de uma coisa tenho a certeza
Não ganha o desalento nem a tristeza
Porque não há nada melhor que amar,
E entregar o meu coração
E ter Deus sempre a meu lado.

Ser padre é um desafio
Um dom, uma vocação...
É com Deus quebrar o vazio
Que possa haver em cada irmão.

Vivo feliz o eterno chamamento
Que preenche o meu sentimento
De entrega e de verdade,
De Amor e felicidade...
Vivo contigo, Senhor,
Em cada gesto, no meu olhar...
Inspiras-me o meu respirar
Para ser exemplo de entrega e de amor.

A Ti, Senhor,
Entrego meu coração,
A minha alma e cada oração,
Com todo o amor.

Obrigado a todos.
Pe. JAC

16 de julho de 2012

Chamados a ir...




Jesus chamou os doze
E enviou-os dois a dois
Livres de tudo o que prende.

A missão não é solitária
Ousa chegar à totalidade.
Quem parte vai em comunidade
Com o rosto e a marca da bondade.

Hoje, é Jesus que te convida
A ser discípulo consciente,
A ser verdadeiro exemplo
A testemunhar a Fé com a Vida.

Ouve o que Jesus te diz
Ousa ser feliz...
Aceita o desafio
Vai para o mundo,
E quebra o vazio.
Com sorrisos dilui a dor
E anuncia sem medo
A beleza de Deus amor.


Pe. JAC

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...