30 de dezembro de 2011

Advento-Natal 2011-2012. Ano Novo




Santa Maria Mãe de Deus
Ano Novo
Dia Mundial da Paz
Maria
guardava
tudo
no seu coração!




Um ano novo começa. A aprendizagem a partir do Presépio continua.
Neste fim-de-semana, vamos guiados pelos pastores a ver o Menino nascido em Belém.
Os pastores são homens do campo, simbolizam a simplicidade e garantem que Deus acolhe a todos, sem se importar com a sua condição social. Para todos, Deus tem uma missão, por muito simples que sejam os instrumentos.
Uma vez mais resulta imperioso confirmar a certeza de que Deus nunca escolhe os capazes mas sempre capacita os escolhidos.
Para compreender, ainda que nunca totalmente, o mistério inaudito de um Deus feito como nós, apenas porque quer ser como nós, precisamos da humildade destes pastores.
Ano novo, vida nova. É sempre hora de recomeçar e estamos sempre a tempo!

Os pastores vieram, correndo.
Correndo, gastamos nós a vida
para conseguir o que ansiamos.
Se chegássemos a Ti correndo
com certeza nos mostravas
que Tu és a calma e a paz.
O presépio é o lugar da primeira mensagem,
é a marca do Teu estilo:
És simples e pequeno!
Nós que pensamos que somos o que temos,
temos de aprender Contigo
que viver é ser pobre e humilde.
Faz-nos pequenos e simples como os pastores.
Como Tua Mãe, faz-nos guardar tudo no coração.
Santa Maria Mãe de Deus, olha por nós!




Renascer

Quando eu deixar
aquilo que estorvar
e seguir aquela luz
que me seduz…

Quando me livrar
e puder renunciar
a tudo o que não conduz
a Ti, ó meu Jesus…

Então serei capaz
de ao mundo levar paz,
e assim poderá nascer
um novo modo de viver.

E os homens poderão
vencer toda a solidão
e só Deus triunfará.

Pensando com a razão
amando com o coração
será novo o Amanhã!

Pe. JAC

29 de dezembro de 2011

Natal 2011. Um Deus Menino!



No espaço que Deus me deu,
a Vida é uma esperança
e o ser uma promessa.

E o sonho?
Uma estrela.
E a verdade?
O horizonte expresso em afinidade.
E a alegria?
Uma primavera a tempo oportuno.
E a felicidade?
Um estilo apropriado.
E o homem?
Alguém que nasce?
E Deus?
Simplesmente Menino...
para todo aquele que, por Ele
se deixa identificar!

Pe. Olímpio, s.j.

27 de dezembro de 2011

Advento-Natal 2011. Natal é Jesus!


Natal é silêncio,
Mesmo no meio do barulho dos nossos dias!
Natal é partilha,
Mesmo no meio do espírito consumista e gastador!
Natal é alegria,
Mesmo no meio da tristeza advinda de tanta crise!
Natal é compromisso,
Mesmo no meio das nossas indiferenças!
Natal é acolhimento,
Mesmo no meio das nossas rejeições!
Natal é essência,
Mesmo no meio da nossa aparência!
Natal é A PALAVRA,
Mesmo no meio de tantas palavras!
Natal é divindade,
Mesmo no meio da nossa humanidade!
Natal é humanidade,
Mesmo no meio da divindade do Menino!
Natal é Jesus
No meio de nós!

21 de dezembro de 2011

Advento-Natal 2011. Acender a luz da Páscoa na noite de Natal


O frio de Dezembro propicia a reunião da nossa família, no calor dos afectos e na ternura de encontros significativos.
Dezembro! Mês de fundamental importância, para nós, cristãos, porque celebramos o Nascimento do Menino Deus, que vindo na fragilidade da natureza humana se aproxima de nós para nos elevar até à sua altura e estatura. Admirável “comércio” este de um Deus que se rebaixa até ao extremo para elevar a humanidade, para nos elevar a todos.
Dezembro! Mês de tantos sonhos e dos seus cumprimentos: Em primeiro, do sonho de Deus, que se quer aproximar, baixar, curvar, que quer montar a sua tenda no meio de nós, para habitar connosco. Sonho divino de um mundo novo, de paz e de prosperidade. Sonho de uma fraternidade estendida a todas as franjas da sociedade, a todos os rincões da terra, mesmo aos mais recônditos. Depois, mês do cumprimento dos nossos sonhos humanos que precisam, continuamente, que os recentremos em Deus, fazendo Dele o nosso sonho real e o melhor de todos os sonhos. Fazer que os nossos sonhos estejam em sintonia com os sonhos de Deus é tarefa a empreendermos, desde já. Escreve o padre Tolentino de Mendonça: “Queres saber de que cor são os sonhos de Deus? / Volta a olhar o mundo pela primeira vez”. O sonho de Deus é o nosso mundo vivo, tal como a Sua glória é que vivamos!
Em cada ano litúrgico somos plenamente formados e moldados para apreendermos a coragem da espera, até que o Senhor venha. O ano cristão litúrgico é uma espécie de pedagogia da paciência. Escreve Timothy Radcliffe: “O Advento treina-nos na paciência para não começar a celebrar demasiado cedo, resistindo à tentação de celebrar o nascimento de Cristo, antes de Ele vir”. E acrescenta, assertivo: “apesar de as lojas estarem [já] cheias de sinais a dizer «Feliz Natal»”.
De facto, Jesus Cristo é dom, presente, prenda e, por ser isso, espera-se o momento em que é dado e ofertado. Mas, esta esperança não é passividade. Nem etimologicamente falando. Do latim, attendere (esperar), significa esticar-se para a frente. A espera atira-nos sempre para a frente, abrindo-nos, sem forçar nada, ao que virá, tal como uma mãe que está para dar à luz. A este respeito, Erri de Luca escreve, bem acertado, em “O Caroço de Azeitona: “só as mulheres, as mães, sabem o que é o verbo esperar. O género masculino não tem constância nem corpo para hospedar esperas”.
Todavia, tanto o Advento como o Natal atiram-nos mais para a frente, para nos levar ainda mais longe: atira-nos até à Páscoa. A marcha do tempo da liturgia orienta os nossos passos, com Cristo, para Jerusalém, para o Gólgota da nossa salvação, para a gruta da ressurreição, donde brota a luz que traz sentido e finalidade a todos os sonhos, até ao da Encarnação de Deus.
Preparando e celebrando o Natal de Jesus, é imperioso olhar desde já a noite da nossa salvação. Noite de Páscoa, noite da Vida. Claro que precedida pela noite do nascimento, humilde e silencioso, pobre mas feliz, tal como são as coisas de Deus.
A luz do presépio de Belém aponta-nos a luz e o brilho refulgentes do sepulcro vazio, da vitória da vida sobre a morte, pelo Vivente. A luz da Páscoa é, assim mesmo, acesa na noite de Natal!
Este ano não deverá ser diferente!


Meu Menino Jesus!

Tuas mãos tudo partilham
Mesmo a vida que nos trouxeste
e teus olhos, felizes, brilham
pelo “sim” que ao Pai disseste.

Pequenino e despojado
para usar a nossa veste
Tu és o Deus enviado
e nosso irmão Te fizeste.

Jesus Menino em Belém,
em Nazaré, Tu cresceste
homem, em Jerusalém
morte injusta sofreste.

Esperança de um mundo novo
na Tua vinda nos deste
Salvador de todo o povo
sê bem-vindo, porque vieste! 

Pe. JAC 

[Publicado na edição de 21 de Dezembro, no Correio do Vouga]

15 de dezembro de 2011

Advento 2011. Afinal, ainda há profetas!?


[João Baptista] é aquele de quem está escrito: “Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de ti”.
Eu vos digo que entre os nascidos de mulher não há nenhum maior do que João”.





Senhor,
Nós pensávamos que os profetas estavam longe de nós,
Nós pensávamos que os profetas já tinham morrido,
Nós pensávamos que os nossos dias
Não eram dias de profecia…
E, contudo…
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos desperta.
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos interroga.
Quando menos o pensávamos,
Alguém nos surpreende.
Quando menos o pensávamos,
Alguém grita verdade, generosidade, coerência,
E nos sentimos “apanhados”.
Pensávamos que não era tempo de profetas
E há profecias e há profetas.
Olhamos para o lado para nos escaparmos,
E ali, para onde fugimos,
Também há profetas.

(adapt. A. Ginel)

Deus continua a precisar de profetas. Não dos que, como João Baptista, devem anunciar a Sua vinda, mas dos profetas-mensageiros-discípulos que já vivem e resplandecem com essa vinda.
Precisamos de ser rosto de Deus no mundo!

13 de dezembro de 2011

Advento 2011. Embora seja noite [S. João da Cruz]


Bem eu sei a fonte que mana e corre
Embora seja noite.

Aquela eterna fonte está escondida
mas sei bem d’onde é suprida
embora seja noite.

Sua origem desconheço, pois não a tem
mas sei que toda origem dela vem,
embora seja noite.

Sei que não pode haver coisa tão bela
e que céus e terra bebem dela,
embora seja noite.

Sei bem que fundo nela não se acha,
e que ninguém pode atravessá-la,
embora seja noite.

Sua claridade não é nunca escurecida
e sei que sua luz toda já é vinda,
embora seja noite.

Sei ser tão caudalosas suas correntes
que regam céus, infernos e as gentes,
embora seja noite.

A corrente que nasce desta fonte
sei que é forte e onipotente,
embora seja noite.

E das duas a corrente que procede
sei que nenhuma delas a precede,
embora seja noite.

E esta eterna fonte está escondida
neste vivo Pão pra dar-nos vida,
embora seja noite.

Aqui ela está chamando as criaturas
e se fartam desta água, ainda que às escuras
porque é de noite.

Esta viva fonte que desejo
neste Pão de vida a vejo,
embora seja noite.

São João da Cruz (1542-1591)
o frade espanhol que dizia que somos aquilo que amamos

12 de dezembro de 2011

Advento 2011. Perguntas inconvenientes?


Naquele tempo, Jesus foi ao templo e, enquanto ensinava, aproximaram-se d’Ele os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, que Lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes tudo isto? Quem Te deu tal direito?» Jesus respondeu-lhes: «Vou fazer-vos também uma pergunta e, se Me responderdes a ela, dir-vos-ei com que autoridade faço isto. Donde era o baptismo de João? Do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a deliberar, dizendo entre si: «Se respondermos que é do Céu, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe destes crédito?’ E se respondermos que é dos homens, ficamos com receio da multidão, pois todos consideram João como profeta». E responderam a Jesus: «Não sabemos». Ele por sua vez disse-lhes: «Então não vos digo com que autoridade faço isto».
É verdade que as perguntas exigem respostas.
Jesus acorda com os seus inquiridores. Uma resposta por outra.
Mas… quando se é levado pela mesquinhez e pequenez depressa se é apanhado.
Para Jesus não há perguntas inconvenientes. Há perguntas mal intencionadas. Há perguntas mal feitas.
Como são as minhas perguntas? Mesmo aquelas que vejo respondidas!
E as que não vejo respondidas? São reformuladas?
A questão fundamental, aqui, baseia-se num certo modo de nos posicionarmos diante de Jesus Cristo!
Estamos mesmo bem posicionados?

11 de dezembro de 2011

Tarde Te amei!



“Tarde Te amei,
ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Te amei.
Tu estavas dentro de mim e eu estava fora;
e aí Te procurava, lançando-me, com brutalidade,
sobre as coisas belas feitas por Ti.
Tu chamaste-me, gritaste, venceste a minha surdez.
Tu brilhaste, refulgiste, dissipaste a minha cegueira.
Espalhaste o Teu perfume,
Eu respirei-o e agora anseio por Ti.
Provei-Te e agora anseio por Ti.
Provei-Te e agora sinto fome e sede.
Tocaste-me e ardo de desejo
pela tua paz.”
                       

Santo Agostinho, Confissões
É sempre, para mim, um consolo e um deslumbramento ler este texto que trespassa a história da minha vida/vocação

Advento 2011. João e José. Imperativos de Alegria!


Alegrai-vos sempre        no Senhor.
Exultai de alegria:            
o Senhor está perto.



Um passo em frente rumo ao Natal, neste 3.º domingo do Advento.
Acompanha-nos na liturgia deste domingo, João.
Acompanha-nos na Caminhada Diocesana “Família Esperança e Dom”, José.
Um e outro nos desafiam, inquietam e nos incomodam. Cada um a seu modo. Um e outro, para nós, imperativos a uma alegria plena e total.
João (no hebraico significa “Deus faz graça”) continua a retirar do si as luzes e os holofotes para os direccionar para o Deus no meio de vós. João, a voz (phonê) do que clama do deserto, continua a aquietar-nos interiormente, e a mostrar-nos a Palavra-Pessoa (Logos, Verbum, Dabar). A pedir-nos que façamos a mais pequena e também mais difícil viagem de recomeço e reinício: a que vai da nossa superfície exterior ao interior do nosso coração.
José (do hebraico significa “aquele que acrescente”), mesmo calado e mudo na Escritura, desafia-nos à justiça, ao esforço, ao trabalho, à dedicação. Valores e atitudes que vão sendo postas de lado no tempo e na sociedade que vivemos. Mas que precisamos de redescobrir com alegria.
Domingo da Alegria (Gaudete). Alegria porque o Senhor Jesus está próximo. Alegria porque mesmo no meio das crises e das tristezas generalizadas, Deus não nos vira as costas. Alegria porque o nosso Deus não mora num lugar lá longe de nós, inacessível a nós, mas mora pertinho, dentro até, da nossa vida, do nosso coração. Ele constrói a sua habitação, morada, tenda, junto de nós. Somos templo de Deus!
Quantos vivemos desse modo?
Redescoberta esta certeza, feita esta pequena grande viagem, exultamos de alegria e mostraremos que temos rosto de gente salva.
E com Maria, até cantamos aquelas belas palavras, elevadas a salmo responsorial, na Eucaristia deste terceiro domingo do Advento.

A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.

O Todo-poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.

Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu-os de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia.

9 de dezembro de 2011

Advento 2011. Qual é o melhor caminho?


«Eu sou o Senhor, teu Deus,
que te ensino o que é para teu bem
e te conduzo pelo caminho que deves seguir».

No seguimento de Cristo, total e radicalmente, é necessário tomar decisões.
No confronto com a Palavra que, para nós, é Pessoa – porque Jesus Cristo é o Verbo de Deus – é imperioso discernir os melhores caminhos.
São esses bons caminhos que, desde sempre, Deus, por meio dos seus profetas, indica ao Seu Povo. Mas, nem sempre o Povo e NÓS ousamos e arriscamos seguir esses caminhos.
Não podemos, contudo, esquecer: Só o Caminho de Deus nos dá VIDA!

Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da Vida!

8 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição da Virgem Maria. A mais perfeita criatura humana!

Sois toda bela, Senhora Nossa.
Uma alma orientada
Desde sempre para o Senhor
Num impulso imenso de amor
Que brota do Amor.

Desde o primeiro instante da sua existência
Inteira e totalmente consagrada ao Senhor.
Desde o despertar da sua consciência
Não afrouxando ou fechando o impulso para Deus.

Impulso destinado a (re)erguer a humanidade caída,
Humanidade que representa plenamente,
E que, nela, estende ao Pai
Duas mãos que suplicam
para que caia o Orvalho
desça o Justo
para que venha a Paz
E apareça o Salvador!

Pureza virginal
Cândida inocência
Que, por todos, arrisca oferecer-se,
Sem limites, sem restrições
À santíssima vontade de Deus.

Lugar privilegiado
Trigo  imaculado sobre a eira
Donde vem para nós
A vida que sacia a nossa secura!

Pureza incomparável,
Diamante precioso,
Ornado do ouro mais fino
Habitado da luz mais pura
Que dá claridade
A tantos que jazem na escuridão.

Perfeita inocência
Que não é inconsistência infantil,
Que desfaz a sabedoria do mundo
E frustra a astúcia do Maligno
Que acredita, de corpo e alma,
Na Palavra recebida
E dela se faz escrava
Abrindo para nós
O paraíso selado,
Outrora, em Eva, fechado.

Candura generosa
Que diz, mesmo com medo, “Estou aqui!”
Um “Sim” perfeito e pleno
Perante o assombro dos Céus,
O amor definitivo entregue ao poder do Espírito
Para regenerar todos os humanos em Deus.

Glória da nossa terra,
Honra do nosso povo.
Jóia incomparável
Habitada pelo Espírito,
Por todas as chamas de amor.
Pentecostes em que participamos
Na coroa dos santos.

Mãe de uma geração imensa
Advogada dos pobres
Guia de todas as nossas misérias
Para a fonte caudalosa da Vida
Para o bendito fruto da Cruz
Que dá felicidade eterna e imortal
Aos filhos, para sempre, arrancados à morte.

Por Maria até Jesus!
A Ti clamamos hoje e sempre:
Ó Maria concebida sem pecado.
Rogai por nós que recorremos a Vós.
Amem!

Adaptado de Marcel Denis, usado nas homilias das Eucaristias que presido neste dia!
Pe. JAC

7 de dezembro de 2011

Advento 2011. Imaculada Conceição


Ó Senhora imaculada, silenciosa,
De sorriso virginal,
Frescura envolvida na canção formosa
Do amanhecer inicial.
Senhora do vestido simples da graça
Que íntima aurora Te deu,
Florindo, sobre a luz da terra que passa,
À luz primeira do Céu.
Senhora, o teu celeste olhar de padroeira
Floresça em nosso interior,
Abrindo a senda da pureza verdadeira
Que nos conduza ao Senhor.
Da Liturgia das Horas

6 de dezembro de 2011

Advento 2011. Creio que vens para mim!



O Senhor virá com todos os seus santos.
Naquele dia brilhará uma grande luz.





Quão suave e consolador é, para mim, ouvir: “Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada? E se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam.”
E logo depois sentir: “não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos”.
Ouço isto como palavra para mim, palavra dirigida a mim. E que bem me faz ouvir. Fortalece a minha confiança a certeza de que abandonado nas mãos de Deus, nada tenho a temer!
Este Advento continua a ser oportunidade gratuita para acreditar que Deus vem para me salvar!


Vem, Senhor Jesus,
Cumpre a tua palavra e a tua promessa.
Vem, Senhor Jesus,
Robustece a nossa fé, sara o nosso coração,
Elimina as nossas pretensões de poder viver sem ti.
Vem, Senhor Jesus,
Dá-nos consistência para levantar a cabeça
E descobrir-Te como nosso Salvador.
Amém.

Obrigado Senhor! Tu vens para me salvar!

5 de dezembro de 2011

Advento 2011. Reaprender a solicitude!


Ouvi, ó povos, a palavra do Senhor
e proclamai-a até aos confins da terra.
Não temais. Deus vem salvar-nos.

A passagem do tempo e da história traz consigo alterações significativas do modo de ser e de viver das pessoas.
Não vivemos alheios a essas mudanças que trazem coisas positivas e outras, tantas, negativas.
Uma das que se vai perdendo, acentuadamente, é a atenção e a solicitude pelos outros. Atenção simples, gratuita, desinteressada… por exemplo, a solicitude em ajudar a atravessar a rua ou ajudar a transportar um saco.
Gestos que o tempo vai gastando e que a novas gerações vão perdendo, infelizmente.
Aqueles que, no evangelho de hoje, transportam o paralítico até Jesus, dão-nos esse exemplo de solicitude, de solidariedade, de amor, de CARIDADE.
Esta pode ser uma excelente (re)aprendizagem neste Advento. Oxalá sejamos capazes, para podermos ver maravilhas!

E rezemos:
Escutemos o que diz o Senhor:
Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
A sua salvação está perto dos que O temem
e a sua glória habitará na nossa terra.

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu.

O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos.

4 de dezembro de 2011

Desafio de Natal. 2011. [a minha música para este Natal]



Eu queria ver o mundo
a viver a união.
Mas não vejo, mas não vejo
ainda não somos irmãos.

Por isso, neste Natal
vamos dar as nossas mãos
e ver que não há mal
que todos sejam irmãos!

Eu queria ver o mundo
sem guerras e sem dor.
Mas não vejo, mas não vejo
não vivemos o amor.

Por isso, neste Natal
vamos dar as nossas mãos
e ver que não há mal
que todos sejam irmãos!

3 de dezembro de 2011

Advento 2011. Voz de Portugal!? João Baptista é a Voz que clama no deserto!





No deserto,
João Baptista pregava
o arrependimento
e a conversão




Andamos, em Portugal, à procura da "Voz". Não sei a que encontraremos. Mas, o Evangelho do 2.º domingo do advento leva-nos a encontrar uma Voz diferente, uma voz que clama e grita no deserto! O texto introduz este fundamental personagem deste tempo litúrgico: João Baptista. Ele é o “Precursor”, ou seja, é aquele que prepara a vinda do Messias. A sua missão é aplanar e preparar o caminho do Senhor.
Podemos olhá-lo e vê-lo como o humilde “apresentador” do Messias. Ensina-nos, por meio do baptismo de penitência, que nos devemos purificar, a fim de nos convertermos, ou seja, de voltarmos, de novo, o nosso coração para Deus.
Preparar o caminho do Senhor exige de nós uma mudança interior, que nos leve a aceitar Deus como nosso Mestre, Pastor e Guia. É bem verdade que vertigem e a corrida da nossa vida diária podem afastar-nos deste desejo de mudança e de conversão.
Nesta Caminhada de Advento-Natal e neste 2.º domingo, olhamos a nossa família como suporte, apoio, porto seguro e abrigo. Também como família que somos, precisamos de fazer um esforço de purificação e de conversão, abrindo todas as portas e janelas do nosso coração ao Senhor que vem ao nosso encontro, trazendo vida, felicidade e sentido.

Senhor, exiges de nós um esforço de purificação,
de memória e de coração.
Queres que mergulhemos no íntimo do nosso “eu”,
para que nos encontremos e Te encontremos a Ti.
Estamos prontos para fazer essa viagem ao interior do nosso coração.
Prontos a abrir portas e janelas, a deixar entrar a Tua voz desafiante.
Queremos preparar a vinda do Messias, do Teu Filho Único.
Queremos que Ele venha a nós
para que nós possamos ir a Ele!
Queremos mergulhar na fonte do nosso Baptismo
e reactualizarmos, a cada dia, a nossa conversão.

2 de dezembro de 2011

Advento 2011. Queremos ser cegos?


O Senhor virá no esplendor da sua glória
visitar o seu povo e dar-lhe a paz e a vida eterna.

Reconhecer a fragilidade e a humanidade que somos é sinal de “decência mental” e de equilíbrio pessoal.
Não podemos pensar e viver como se fossemos mais do que o que somos na realidade. Isso seria viver na fantasia e na ilusão.
Os dois cegos que pedem a Jesus a cura da sua cegueira sabem bem o que são e o que precisam.
Jesus, que passa fazendo o bem, é capaz, depois do passo da fé que exige, de curar, sarar e salvar.
Hoje devemos pedir a cura das nossas tantas cegueiras, não tanto, possivelmente, de cegueiras físicas, mas de tanta cegueira “espiritual” e opcional, que nos leva a fechar os olhos, impedindo-nos de ver Deus e os irmãos.

Hoje deveríamos todos rezar:
O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.

Salmo 26 (27), 1.4.13-14 (R. 1ª)

1 de dezembro de 2011

Advento 2011. Prudentes ou Insensatos?

Vós estais perto, Senhor;
a vossa palavra é caminho da verdade.
São firmes todos os vossos mandamentos.
Vós existis desde toda a eternidade.


Se a Palavra da Vida que escutamos, que é Palavra-Pessoa, Jesus Cristo, Verbo, Logos, Dabar de Deus, não se faz vida em nós, corremos sempre o risco de um dia nos dizerem “Não vos conheço”.
O critério averiguador da qualidade do nosso seguimento de Cristo é efectivamente a prática da Palavra escutada, fazendo-se vida nas nossas vidas.
Seremos prudentes ou insensatos na medida em que a Palavra de Deus se faz “luz dos nossos passos e luzeiro dos nossos caminhos”.
Estamos sempre a tempo de começar, mesmo neste começo de Dezembro.
Em Dezembro, pode cair a chuva, vir as torrentes e soprar os ventos… se a casa que somos, porque “templos do Espírito Santo”, resistir é porque estamos plena e firmemente enraizados em Cristo, e o temos como “rochedo da nossa Salvação”.
Dou graças a Deus por todos os que ouvem a Palavra e a põem em prática.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos homens.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos poderosos.

Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
Eu Vos dou graças porque me ouvistes
e fostes o meu salvador.

Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos bendizemos.
O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz.
Salmo 117 (118), 1.8-9.19-21.25-27a

30 de novembro de 2011

Advento 2011. Partilhamos ou guardamos?

Caminhando Jesus junto ao mar da Galileia,
viu dois irmãos, Pedro e André, e chamou-os, dizendo:
Vinde comigo; farei de vós pescadores de homens.


Não somos ilhas. Como tal a nossa vida não faz sentido vivida egoisticamente. O género humano realiza-se plenamente na comunhão, nunca na solidão.
Como cristãos, também não existimos isoladamente e a vivência nossa fé passa por um permanente “apontar” Cristo aos homens e mulheres do nosso tempo, que caminham ao nosso lado nesta “aldeia global”.
André, irmão de Simão Pedro. Hoje olhamos este Apóstolo, escolhido por Jesus. Tocado no mais profundo do seu ser, foi capaz de não querer Cristo só para si. Quis partilhar Cristo, quis levar Pedro, seu irmão, à mesma experiência do encontro.
E nós: partilhamos ou guardamos?

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...