4 de dezembro de 2012

Um dia vou falar de Ti... Hoje é o dia!





No mês em que celebramos o mistério da Palavra feita carne a proposta da Missão 11, da Missão Jubilar da diocese de Aveiro, não podia ser outra. Mostrar de forma bela e criativa pequenas mensagens/frases bíblicas.
Para já vai-se fazendo o convite através do Missão 11. Depois, oxalá que a Bíblia se possa ler, (des)continuadamente, em cada canto, rua e recanto da nossa diocese.

Desconhecer a Bíblia é desconhecer Cristo, dizia S. Jerónimo. A pergunta que deves pôr a partir daqui é: conheces verdadeiramente Cristo?

O Natal é o mistério do Deus feito Palavra. Mas só O descobrirás se o Advento, agora iniciado, for caminho ao encontro do monte do Deus de Jacob. Por isso, caminha à luz do Senhor!

1 de dezembro de 2012

Neste advento, tu podes renascer! Um poema para o primeiro domingo do Advento.




Anestesiados vamos passando
Como se tudo se resumisse a passar
E não nos colocamos, inquietos, a vigiar...
Atordoados pelo barulho voraz
E às escuras no meio de tanta luz
Não ouvimos a voz suave de Cristo Jesus.

Eis que chega, sempre novo, o advento
Como página em branco de outro tempo
Para elevar a Deus a nossa alma e oração.
Pode o mar agitar-se e a terra estremecer
Que aquilo que está para acontecer
Será a grandiosa e inaudita novidade...

Porque o que há de mais divino
No nosso tempo e no nosso mundo
"É viver cada segundo, como nunca mais!"
De rosto erguido e mãos levantadas
Elevemos a nossa voz para dizer:
Neste advento, tu também podes renascer!



Pe. JAC

Tu virás por mim, eu creio que sim

No dia do Festival Nacional Jovem da canção de mensagem que decorre em Fátima, neste primeiro domingo do Advento, ainda tive a oportunidade (e o pouco jeito) de escrever/compor uma canção...




Partilho o texto, e quando puder a versão cantada...


Sentado à beira da estrada, espero
Não me movo nem faço nada.
Perder este momento, não quero
Para que nada me distraia.
Sei que um dia, Tu virás, por mim
Não sei a hora e o momento,
Mas sei, e creio que sim
E com esse saber me contento.

(Letra inspirada em dois poemas, um de Joaquim Mexia Alves e outro de Carminda Marques)
Pe. JAC

26 de novembro de 2012

Um reino de amor! Um poema a Cristo Rei




O mundo não tem tamanho maior
do que quando visto com amor
daquele centro alto da Cruz
onde continua, vivo, Cristo Jesus.

É do alto desse trono da Cruz
que surge forte e brilhante a luz
que não ofusca e que só guia
que põe fora toda a quinquilharia
de um qualquer império militar,
e o muda, por dentro, sem combater,
em nova ordem onde reina o verbo amar.

Nesse reino de Cristo Jesus,
a única "arma" é o amor,
porque Deus reina sem poder
ou com o poder das mãos vazias,
estendidas e abertas,
como flechas que ferem, sem magoar,
e que fazem converter e mudar
o nosso coração cheio de clamor
não em casa de poder, mas só de amor!


Pe. JAC

22 de novembro de 2012

Fé e memórias do leigo que falou no Concílio





Não é descabido, nem pela riqueza de pensamento nem pelo testemunho de fé, ler e ouvir o filósofo Jean Guitton. Acresce a isto o facto de este ser, até ao momento, em toda a história da Igreja, o único leigo a quem foi dada a palavra num Concílio. Em pleno Ano da Fé, que assinala os 50 anos da abertura do Vaticano II, no qual usou da palavra, eis mais uma razão para ler. Sugiro uma entrevista concedida à jornalista italiana Francesca Pini, que dá origem ao livro com o título “No coração do infinito”.
Do alto dos seus 96, na altura em que concedeu esta entrevista (Jean Guitton faleceu em março de 1999, com 97 anos) o filósofo francês não se envergonha de falar da sua fé, e de dizer que acreditar é diferente de saber e de compreender; ao invés, acreditar é aderir na noite. Sempre procurando aproximar fé e razão, mas sem deixar de lado o seu catolicismo, chega a dizer: “O fundamento da minha vida de filósofo foi ajudar as pessoas a optarem por um Deus criador em vez do panteísmo”.
Amigo pessoal de Paulo VI, confessa, a certa altura deste livro, que depois de ter ficado viúvo, a mando de um dos confessores, foi a Roma dizer ao seu amigo: “Agora que a minha mulher morreu, gostaria de me fazer padre”. Ao pedido do amigo, Montini respondeu: “Segunda-feira diácono; terça-feira, padre; quarta-feira, bispo; quinta-feira, cardeal; sexta-feira, papa.” E, termina Guitton, comentando o momento à jornalista: “Troçou de mim”!
Com liberdade de espírito, abertura, franqueza, lucidez, sabedoria, mística e fé, eis Guitton à nossa mercê, para ser lido e apreendido, enquanto homem, filósofo, místico e, acima de tudo, cristão até ao fim!

In Correio do Vouga, 22/11/2012


Pe. JAC

Deixar Deus brilhar em cada coração. Poema no XXXIII domingo comum







Pode o sol desaparecer
e o céu escurecer...
Podem as estrelas cair,
e a lua não surgir...
Não há-de vencer a escuridão
em qualquer esperançado coração.

Da debilidade cresce a força,
do desânimo renasce esperança...
Do aparente nada a totalidade
da Fé toda a tranquilidade...
É na escuridão que brilha a Luz
trazida pelo Filho do Homem, Jesus!

É o fim do meu mundo egoísta que acontece
é o começo dos novos céus e nova terra...
É de amor e de esperança a mensagem
que nos faz entrar em devir e em viagem
para pôr fim ao negrume da escuridão
e deixar que Deus brilhe em cada coração.


Pe. JAC

14 de novembro de 2012

Um laivo de lucidez


Diz o dicionário que "lucidez" é a "qualidade do que é lúcido". Mas poderemos ficar na mesma com esta resumida e ofusca definição. Diz ainda que é a "clareza de raciocínio" e as coisas começam a compor-se nas nossas cabeças. Não quero fazer apologia da "lucidez em demasia", porque "demasiada lucidez é culpada num mundo de cegos, que com a cegueira se contemplam sem desastre de maior" (Agustina Bessa-Luís). Trato de procurar ver com clareza e realismo, com razão e com fé, com pensamento e com sentimento.
Vivemos num tempo que não escolhemos viver, é bem certo. Mas uma coisa é certa: não temos outro tempo que não este que é agora. Embora reconheça, sentida e lucidamente, que reduzir a existência ao agora é tão errado quanto querer retirar o agora do tempo que temos.
Não é de agora que o equilíbrio é virtude. Mas, dá-me tantas vezes a impressão que equilíbrio ou virtude são coisas que não nos interessam muito...
Porque temos crise e ouvimos "ah, no meu tempo é que era". Porque temos crise diz-se à boca cheia "ah, isto há de compor-se". Esquecemos facilmente que é agora que se "joga" o "jogo" da vida, é agora que temos para viver. É verdade que nós esperamos ter "amanhã" (esperança), sabemos que tivemos "ontem" (memória) mas é "hoje" (realidade) o meu tempo, é agora a minha hora. Se há alguma coisa a fazer, pois não temos outra hora que não a de agora.
É verdade que o passado é mestre e que a memória não pode ser curta. Um e outra ensinam a distinguir/discernir e a optar melhor. Mas é agora que temos que para fazer opções.
Continuar a fazer as mesmas coisas de sempre e esperar que os resultados sejam diferentes não é mais do que loucura e falta de lucidez.
Querer fazer diferente, em si mesmo, não é loucura. Pode ser aventura. Pode até bater-se com a cabeça na parede, é verdade, particularmente se nos faltar a esperança e a memória, mas se não fizermos de hoje o nosso tempo - que é esse que Deus nos dá - que ficará do nosso tempo e da nossa passagem pela terra? De que serviu o passado? Que futuro se constrói?
Eu gostava de ser mais capaz de assumir o que tenho, e de não chorar "as cebolas do Egipto" ou projectar futuros irrealistas.
Gostava de reconhecer e aceitar as oportunidades que o tempo presente proporciona, à sociedade e à Igreja.
Gostava de olhar para trás e aprender, mas de não ficar apenas atrás...
Gostava que o mundo - pelo menos onde eu estou - ficasse um pouco melhor com a minha ajuda.
Gostava de não me demitir da missão e tarefa de ser sujeito, agente e promotor da construção de um mundo melhor.
Gostava também que a Igreja de Jesus Cristo, da qual faço parte, não perdesse a memória do passado, que continuasse a fazer Memória e em memória do seu fundador, mas sabendo que o tempo para o fazer é hoje.
Gostava... Gostava que a lucidez ainda tivesse lugar hoje, ainda que fosse apenas um laivo.

Pe. JAC
Texto publicado na edição de 14 de novembro, do Jornal Correio do Vouga.

11 de novembro de 2012

Gestos de amor não têm preço! Poema no XXXII domingo comum




De que interessa o que temos
quando não damos o que somos?
A Jesus não importa o dinheiro,
apenas que se seja verdadeiro e inteiro!

Quando a riqueza da aparência
não coincide com a essência,
a riqueza material
é vazio anódino e banal...
Passa o tempo a contar
o menos que pode dar...
E só dá para se ver
quão grande é seu "poder".

Ricos para Deus são os sábios,
que não são escravos do que têm...
São os que sabem
que o caminho de santidade
se faz com a verdade
de ser o que se é
e viver alicerçado na fé.

Para Deus importante é ser,
agir de coração e crer...
que um gesto de amor
não tem preço, só tem valor.


Pe. JAC





10 de novembro de 2012

Diário da Missão Jubilar: um sinal da alegria e da esperança cristãs












A primeira Missão 11, da Missão Jubilar dos 75 anos da Restauração da Diocese de Aveiro decorre amanhã. O Dia do Anúncio convida cada pessoa a colocar na sua casa o estandarte da Missão Jubilar. Cada estandarte colocado de modo visível para o mundo, é uma manifestação de alegria de ter Cristo em casa. É uma forma diferente de abalar a indiferença - patologia disseminada pela superficialidade dos dias. Queremos com cada estandarte colocado nas nossas varandas, janelas e espaços exteriores iluminar o nosso mundo com a esperança que brota da Cruz de Cristo. 

Vive esta hora!


Pe. JAC

4 de novembro de 2012

Uma história de amor entrelaçado! Poema no XXXI domingo comum




De que vale aos homens
Passar os dias a cumprir ordens,
Se não souberem que o Amor
É o caminho proposto pelo Senhor?

De que vale uma fé
Carregada de obrigações,
Se não escutar a voz de Deus
E deixar que Ele molde os corações?

O que diz o mandamento
É convite para escutar
Porque Deus tem sempre algo novo para falar.

Todo e qualquer mandamento
Que oprime e não liberta
Não é mandado por Jesus.

O mandamento maior
É o do Amor entrelaçado
A Deus e aos irmãos.

Quando amar com o amor de Cristo
Não terei histórias de amor para contar.
Serei eu mesmo uma história de amor.


Pe. JAC

31 de outubro de 2012

Todos os Santos. A santidade é a normalidade do bem!





"A flor do mundo é a santidade. Essa forma de Deus presente em todos os tempos, em todas as latitudes, em todas as culturas. O que salva o mundo é a santidade: ela dá flexibilidade à dureza, torna uno o dividido, dá liberdade ao aprisionado, põe esperança nos corações abatidos, esconde o pão no regaço dos famintos, abraça-se à dor dos que choram e dança com outros a sua alegria. A santidade é um sulco invisível, mas torna tudo nítido em seu redor. A santidade é anónima e sem alarde. A santidade não é heróica: expressa-se no pequeno, no quotidiano, no usual. O pecado é a banalidade do mal. A santidade é a normalidade do bem. Como fica demonstrado neste poema de Maria de Lourdes Belchior:

«Hoje é dia de todos os santos: dos que têm auréola
e dos que não foram canonizados.
Dia de todos os santos: daqueles que viveram, serenos
e brandos, sem darem nas vistas e que no fim
dos tempos hão de seguir o Cordeiro.
Hoje é dia de todos os Santos: santos barbeiros e
santos cozinheiros, jogadores de football e porque
não? comerciantes, mercadores, caldeireiros e arrumadores
(porque não arrumadoras? se até
é mais frequente que sejam elas a encaminhar o espectador?)
Ao longo dos séculos, no silêncio da noite e à
claridade do dia foram tuas testemunhas; disseram sim/sim e não/não; gastaram palavras,
poucas, em rodeios, divagações. Foram teus
imitadores e na transparência dos seus gestos a
Tua imagem se divisava. Empreendedores e bravos
ou tímidos e mansos, traziam-te no coração,
Olharam o mundo com amor e os
homens como irmãos.
Do chão que pisavam
rebentava a esperança de um futuro de justiça e de salvação
e o seu presente era já quase só amor.
Cortejo inumerável de homens e mulheres que Te
seguiram e contigo conviveram, de modo admirável:
com os que tinham fome partilharam o seu pão
olharam compadecidos as dores do
mundo e sofreram perseguição por causa da Justiça
Foram limpos de coração e por isso
dos seus olhos jorrou pureza e dos seus lábios
brotaram palavras de consolação.
Amaram-Te e amaram o mundo.
Cantaram os teus louvores e a beleza da Criação.
E choraram as dores dos que desesperam.
Tiveram gestos de indignação e palavras proféticas
que rasgavam horizontes límpidos.
Estes são os que seguem o Cordeiro
porque te conheceram e reconheceram e de ti receberam
o dom de anunciar ao mundo a justiça e a salvação»."

(José Tolentino Mendonça, In Pai-nosso que estais na terra)




Pe. JAC

Diário da Missão Jubilar. Missão de toda a Diocese e para todos






O bispo de Aveiro lançou este mês a Missão Jubilar que vai decorrer até 11 de dezembro de 2013, nos 75 anos da restauração da diocese, um tempo de renovação das comunidades e de compromisso na Igreja e na sociedade. Uma ideia mobilizadora que quer chegar ao coração dos 350 mil habitantes do território diocesano.


Numa entrevista concedida à Agência Ecclesia, D. António Francisco, diz da Missão Jubilar:
"A Missão Jubilar não é apenas um conjunto de atividades, mas um espírito novo de sermos Igreja, Igreja de Jesus Cristo no séc. XXI, 50 anos depois do Concílio, no Ano da Fé e 75 anos depois de sermos diocese restaurada".


Ler na íntegra

Pe. JAC

27 de outubro de 2012

Crer mais que querer. Poema no XXX domingo do tempo comum





Na subida para Jerusalém,
Jesus continua a caminhar...
e, no caminho, há sempre mais alguém
para curar, libertar e salvar.

Estava um cego sentado
esquecido e rejeitado,
e na passagem de Jesus
pressentiu salvação e luz.

Com clamor, pediu piedade
queria descobrir a visão...,
Não só dos olhos como do coração
pois queria (vi)ver a eternidade.

Ele cria tanto mais que querer
que a sua fé o salvou...
e com amor, Jesus o curou!

Com o coração pronto a acolher
ele partiu e seguiu Jesus,
guiado pela nova luz!


Pe. JAC

26 de outubro de 2012

Um desabafo: A riqueza e beleza da missão jubilar!




Está para fazer um ano que fui convidado para integrar a comissão coordenadora da Missão Jubilar dos 75 anos da Diocese de Aveiro.
Permito-me e permitam algumas linhas, mesmo sem coordenação, acerca desta experiência que tem sido bela, rica mas, ao mesmo tempo, exigente.

Em primeiro lugar, sendo um "estrangeiro" desta diocese foi com surpresa e algum receio, reconheço, que recebi o convite... Que mais valia seria eu se nem conhecia bem as sedes dos arciprestados componentes desta diocese?... O que é certo é que, depois de rezar a decisão, lá fui, entrando no barco da Missão Jubilar.

Daí para cá, e especialmente a partir de Janeiro passado, depois de constituída a restante comissão, tem sido um corridinho, um verdadeiro corrupio... Reuniões em cima de reuniões, encontros em cima de encontros, ideias em cima de ideias... Estonteantes os périplos que já fiz pela diocese, de arciprestado em arciprestado, de paróquia em paróquia.

Com isto, fui eu que fiquei a ganhar! Conheci lugares que não conhecia. Conheci pessoas, tantas pessoas, que não conhecia. Tive oportunidade de sentir o desejo dos cristãos desta diocese em assumirem e se comprometeram mais e melhor na construção desta Igreja peregrina em Aveiro. Tive oportunidade de contactar com pessoas dispostas a ser Igreja com sentido de responsabilidade e de serviço!

Conheci pessoas fantásticas. Lembro-as e retenho algumas... Uma senhora em Vagos a chorar depois de se aperceber da missão e temer não ser capaz. E depois de uma palavra, a esperança, a confiança e o compromisso... Lembro um senhor em Ílhavo a dizer "é mesmo isto que eu precisava"... Lembro tantos e tantas, de todos os lados, a dizem "obrigado" pelo belo caminho a que se propõe esta MJ... São aos "molhos" os sinais e os indicadores das oportunidades que esta Missão Jubilar confere!

Lembro também pessoas da minha paróquia a dizerem-me já "obrigado padre, porque com esta missão já conheci pessoas que em muitos anos de vizinhança não conheci"...

Tem sido tudo cor de rosa? Nem pensar! Também há resistências. Muitas. Algumas, vindas de pessoas impensáveis. Mas também isso faz parte do caminho. E o segredo é transformar dificuldades em oportunidades!
Vai tudo correr como planeamos? Não sei, mas não tem que ser! Sei que o que se planeou não é fruto de uma "cabeça iluminada" mas súmula da reflexão alargada à diocese, serviços, paróquias, padres, religiosos, leigos, movimentos...

Sei e creio que esta hora que Deus dá a esta diocese de Aveiro não pode ser desperdiçada. De facto, há um tempo para tudo. Agora é tempo de Missão Jubilar. Vive esta hora! E viva esta hora!

Estamos em missão!


Pe. JAC

22 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Uma abertura em festa!













Foi um domingo bonito o de ontem. Começou e terminou com arco íris. As belas cores da missão pintaram uma diocese reunida em volta do seu Bispo na sua Catedral. Foi bonito ver tantos rostos, tantas caras, novas e velhas, com rugas e sem rugas, a celebrar a alegria da fé e o compromisso na missão. Somos, agora mais que nunca, uma Igreja em estado de missão. Vive esta hora!

Deixo e partilho alguns excertos da homilia de D. António Francisco na abertura da Missão Jubilar na Sé de Aveiro


1.Jesus escolheu a sua terra (...) para iniciar o Ano de graça do Senhor.
Aquele momento, (...) foi para Jesus o dia sonhado pelo Pai, a hora pensada pelo Espirito que O ungiu e o tempo por Ele desejado para ser tempo novo e único, tempo de vida e de salvação da humanidade.
Esta é, a partir da igreja-mãe da Diocese, casa e escola da fé e da comunhão do Povo de Deus em Aveiro, verdadeira hora jubilar.
Daqui vão partir como mensageiros da profecia de Isaías, testemunhas das bem-aventuranças, discípulos de Jesus e missionários em Seu nome.

2. Do tempo vivido como Diocese, desde 1938, guardamos a memória abençoada, hoje feita profecia e missão (...).
A intuição sentida e a decisão firmada de convocar uma Missão Jubilar, por ocasião dos setenta e cinco anos da restauração da nossa Diocese, inspiram-se na certeza de que é o Espirito de Deus que convoca, acompanha e guia a Igreja, (...), e nos oferece horas com oportunidades únicas (...).
Guardei esta hora, desde o início do meu ministério em Aveiro, no silêncio do meu coração, para que ela chegasse, sem pressa nem precipitação, no momento e da forma por Deus escolhidos(...).
Coloquei, desde logo, a Missão no coração de Deus para que seja Ele a moldar o coração humano (...). Levei esta hora aos pés de Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe, e do brilho do seu olhar, senti que nunca faltará à Missão Jubilar a ternura do seu coração e o dom do seu amor pela Igreja de Aveiro.
A Missão Jubilar é dom de Deus traduzido para todos nós em tesouro de fé a dar sentido e luz à vida de tantas pessoas. É farol de esperança (...) e âncora de caridade a dar firmeza aos pés vacilantes (...).

3."Vive esta hora", com sabor a tempo novo e a novo ardor, na terra que Deus nos deu (...) e no campo aberto e livre do coração humano e das novas realidades do mundo.
Hora de levantar as amarras deste Barco que é a Igreja, que queremos renovada na caridade, educadora da fé, Igreja orante, família de famílias, rosto de esperança para o mundo, para que saibamos colocar Deus nos (...) espaços humanos desertos, sem vida, sem fé, sem esperança e sem amor.
Hora para erguer e alargar a tenda de Deus, (...) nesta nova geografia da missão e neste tempo único da evangelização, uma tenda onde Deus envolva a nossa humanidade.
Hora de mensagem levada às crianças e aos jovens, que lhes fale (...) da alegria de acreditar e do testemunho feliz da vocação que se reflectem na beleza do nosso ministério, na diversidade dos carismas da vida consagrada e no amor das famílias.
Hora de oração, de celebração e de formação da fé, de vivência em comunidade cristã (...).

4.Vamos levar a cada família e deixar em cada casa, mês a mês, o eco da Palavra de Deus e da voz da Igreja, que abre a porta da fé e do coração e nos ensina o caminho da confiança, da proximidade, da relação fraterna e da ajuda solidária.
Vamos aprender de Jesus a revestirmo-nos desta identidade feliz que nos vem do baptismo e a vestirmos a alma desta pureza de vida que investe e faz a diferença, sempre que proclama e vive as bem-aventuranças.
Vamos fazer tudo para que, pela fé e pelas obras dos cristãos, brilhe, na nossa terra, «a alegria e o encanto do nosso encontro com Cristo» (Bento XVI).

5.Estamos em Missão. Trabalhemos, como se tudo dependesse do nosso ânimo, do nosso entusiasmo e da nossa entrega. Rezemos, porque a Deus devemos a inspiração, d’Ele esperamos a força e n’Ele reside a eficácia da Missão Jubilar, para que aqui nasça um imenso património de esperança e daqui se anteveja e antecipe este viver renovado da Igreja do futuro.

brevemente ecos aqui e aqui
Pe. JAC

20 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar: Chegou a hora para Viver esta Hora! Hoje é o Dia!





A Igreja de Aveiro quer ser “rosto de esperança, vivendo em permanente abertura solidária ao mundo, crescendo na alegria da fidelidade a Jesus Cristo, organizando-se e renovando-se nas suas estruturas para melhor servir e intervir no meio humano e social em que vive”. A afirmação é de D. António Francisco, Bispo de Aveiro, e assinala os modos e a meta da Missão Jubilar (MJ), que tem início no próximo domingo, na Sé de Aveiro, para assinalar até dezembro de 2013 os 75 anos da restauração desta igreja particular.
A MJ pretende “mexer” com todos os que vivem nos 10 arciprestados (Murtosa, Estarreja, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Aveiro, Ílhavo, Vagos, Oliveira do Bairro, Águeda e Anadia), integrados em paróquias e movimentos cristãos – ou não. Na apresentação das comemorações, em junho passado, o bispo de Aveiro falava em “choque operativo”, em “pôr a Igreja diocesana em estado de missão”, enquanto o P.e Francisco Melo, vigário para a Pastoral Geral e coordenador da MJ, realçava que as iniciativas da missão, principalmente “gestos e atitudes”, hão de envolver cada cristão e as pessoas do seu ambiente, independentemente do grau de ligação à Igreja.

De porta em porta
De junho para cá, a preparação da MJ decorreu em todos os arciprestados com sessões alargadas de informação e encontros de formação para coordenadores paroquiais e “missionários”. Estes últimos são os que todos os meses levarão a todas as pessoas uma pequena brochura (“Missão 11”) com informações e ideias para viver cada dia 11 (ver perguntas e respostas na página 2), a começar já nos próximos dias, com o convite a colocar no exterior de cada casa o estandarte da MJ. “Não se trata só de entregar um papel na caixa do correio. Trata-se de bater porta a porta, passar uma e outra vez, falar, convidar, provocar. Isto não é muito habitual, porque não faz parte do nosso ADN católico, mas é o que pode fazer a diferença”, diz ao “Correio do Vouga” o P.e José António Carneiro, membro da comissão diocesana da MJ.

Início em festa
No próximo domingo, 21, dia mundial das missões, os cristãos são convidados a participar na abertura solene da MJ, na Sé de Aveiro, a partir das 14h30. A celebração começa às 15h30, mas antes disso, no adro da Sé, haverá muita música, com ranchos e fanfarras em atuações “mais ou menos espontâneas”, segundo explica Pedro Ventura, que também integra a equipa da MJ. Nas imediações da Sé de Aveiro o trânsito estará cortado e condicionado, de modo a circular-se a pé e sem perigo.
Depois da celebração, novamente no adro da Sé, o símbolo da MJ, um barco (concretamente o dóri, do tempo da pesca do bacalhau à linha), será repartido pelas 101 paróquias. Espera-se que nas grandes celebrações diocesanas cada paróquia volte a trazer a sua peça. O barco, já com novas cores (pode-se escrever nas peças e repintá-las), será refeito, mostrando a unidade e diversidade diocesana.
A este início da MJ deu-se o nome de “Génesis”, título do primeiro livro da Bíblia, significando “origem”. Sente-se que este dia é o início de um novo tempo, de uma nova hora na vida da nossa Igreja diocesana.


Os Números da MJ

Os números iniciais da Missão Jubilar já são expressivos.
Note-se que a diocese de Aveiro tem 101 paróquias.

408: Tarjas colocadas nas igrejas paroquiais e noutros edifícios da Igreja católica, por estes dias.
22 407: Estandartes encomendados com base nos pedidos paroquiais. Para pôr no exterior das casas de quem vive a MJ.

95 409: Folhas “Missão 11” que serão impressas em cada mês para entregar porta a porta antes de cada dia 11.

J.P.F.
fonte Correio do Vouga em 17/10/2012

Pe. JAC

Diário da Missão Jubilar. O verdadeiro diário em blog!


Diário da Missão Jubilar 24




Siga aqui o verdadeiro diário da missão!

http://diocese-aveiro.pt/diariodamissao/


Pe. JAC

16 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Somos Barco!


Diário da Missão Jubilar 22



Somos «Barco» que se faz ao largo, sem medo e de amarras soltas. Somos «âncora» de horas firmes e «farol» de esperança para navegar em alto mar. Somos «luz» e «sal», à boa maneira do Evangelho de Jesus e utilizando a linguagem tão própria das gentes da Ria e do Mar. Somos peregrinos em busca de Deus e mensageiros das bem-aventuranças nas terras de Aveiro.

Pe. JAC

15 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Boas notícias!





Diário da Missão Jubilar 21


Na internet, rádio e jornais
Na missa, nos avisos especiais:
Está a mesmo a chegar
A nossa Missão Jubilar!

É já no próximo Domingo...
Todos contamos contigo!
Alegre e motivado,
Confiante e empenhado...
Vem... Vive esta hora!



Pe. JAC

13 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Sursum corda!


Diário da Missão Jubilar 20

Que nesta Missão Jubilar sejamos pessoas ricas dos dons de Deus... Pessoas livres, corações abertos e ao alto, capazes de caminhar sem receio, com a certeza que assim somos dignos deste sonho maior...

Vive esta hora!

Pe. JAC

A Vida é tão mais do que paisagem. Poema acerca do evangelho do XXVIII domingo comum





A Vida é tão mais do que paisagem...
é a totalidade duma viagem:
Não é só preciso partir e chegar,
é bom, no caminho, saber recomeçar.

O caminho que fazemos
não é tão grande quanto o que temos...
É aquilo que somos
que nos leva ao que alcançamos.

Nenhuma riqueza humana
conquista qualquer tesouro no céu...
Para chegar ao coração de Deus
só se requer a riqueza do Amor.

Sejamos livres para amar
sem medo de crescer,
sem medo de correr e de nos perder
para que em Deus nos possamos encontrar.


Pe. JAC

12 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Sonhos altos!





Diário da Missão Jubilar 19

Já se ente no ar...
Voa alto como os sonhos,
Com as nuvens faz desenhos...
Voa no céu inteiro,
Faz sorrir todas as terras da Diocese de Aveiro...
É a nossa Missão Jubilar!



Esta é a hora!
Esta é a tua hora!





Pe. JAC

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...