10 de fevereiro de 2009

Cegueira branca


Não sei porquê mas o Evangelho do próximo domingo trouxe-me isto à memória, que partilho:


Sou, tantas vezes, cego
De uma cegueira branca
Que, ao contrário da negra,
Não deixa ver o que não me interessa.

E o vírus desta cegueira moderna
Vai alastrando qual bola de neva
E já não sou eu só vítima dela.

Parece que o mundo inteiro está cego
Porque vão vê aquilo que até os cegos vêm:
Que somos desumanos, tantas vezes,
Com aqueles que são iguais a nós.

Trata-se de uma cegueira branca
Que não vê os caídos, os que jazem sem nada
Mas que facilmente se rebaixa
Ao mais podre lamaçal
Para conseguir intentos egoístas.

Triste condição humana!

inédito José António Carneiro
27/11/2008
(depois de ver “Ensaio sobre a cegueira” de Fernando Meireles, inspirado na obra de J. Saramago)

foto aqui

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...