17 de novembro de 2017

Valoriza os teus talentos! Não os enterres, nem congeles, não guardes só para ti!



O Evangelho está cheio de uma teologia simples, a teologia da semente, do fermento, de inícios que devem florescer. Cabe-nos a nós o trabalho paciente e inteligente de quem cuida dos rebentos. (…)
A parábola dos talentos é o poema da criatividade, mas sem voos retóricos. (…) Aquilo que tu podes fazer é apenas uma gota no oceano, mas é essa gota que pode dar sentido a toda a tua vida.
A parábola dos talentos é um convite a não ter medo, porque o medo paralisa, torna-nos vencidos e estéreis. Quantas vezes temos renunciado a vencer apenas pelo medo de ficar derrotados. O Evangelho ajuda-nos de três formas: a não ter medo, a não meter medo e a libertar do medo. (…)
Não há nenhuma tirania, nenhum capitalismo da quantidade no Evangelho. Com efeito quem devolve dez talentos não é melhor do que quem entrega quatro. (…) Qualquer que seja o dom que recebeste, pequeno ou grande, o essencial é que tu o valorizes. As contas de Deus não são quantitativas, mas qualitativas.



Ermes Ronchi e Marina Marcolini, in A esperança que nasce da Palavra

16 de novembro de 2017

I DIA MUNDIAL DOS POBRES - para um novo estilo de vida!




Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida. Na verdade, a oração, o caminho do discipulado e a conversão encontram, na caridade que se torna partilha, a prova da sua autenticidade evangélica. E deste modo de viver derivam alegria e serenidade de espírito, porque se toca com as mãos a carne de Cristo. Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia. O Corpo de Cristo, partido na sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irmãos e irmãs mais frágeis. (…)

Portanto somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma. 

EXCERTO DA MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO 
(19 DE NOVEMBRO DE 2017) | «Não amemos com palavras, mas com obras»


10 de novembro de 2017

Oração da Semana dos Seminários


Deus, nosso Pai,
que pela Vossa Palavra tudo criastes e tudo sustentais,
nós Vos damos graças
pelo dom do Vosso Filho, Jesus,
Palavra viva e reconciliadora.
N’Ele manifestais o esplendor da Vossa glória, para que, acreditando n’Ele,
vivamos segundo a Palavra que nos cria de novo.
Nós Vos bendizemos
pelo dom do ministério sacerdotal,
pelo qual associais aos primeiros discípulos,
que acreditaram em Jesus,
outros companheiros que continuam a servir à humanidade
o alimento da Palavra,
o banquete da Eucaristia
e a via da Reconciliação.
Nós Vos pedimos pelos seminaristas e seus educadores,
para que abram os corações à Palavra
e a vivam com desassombro,
dando testemunho da Vossa alegria no mundo.
Maria, mãe de Jesus e nossa mãe,
vós que conheceis as necessidades humanas
e ensinais a viver como diz o vosso Filho,
abri novos corações para a disponibilidade
de viver ao serviço da alegria.
Maria, repeti hoje aos nossos corações:
“Fazei o que Ele vos disser”.
Amen. 

Vidas acesas...



O Evangelho não condena o esquecimento de uma noite, mas uma vida inteira vazia, que não se acendeu (...). Ou damos luz e iluminamos alguém, ou não existimos. Parábola exigente e ao mesmo tempo consoladora. Mesmo que seja noite, mesmo que o azeite seja pouco, o Senhor vem. O seu atraso consome e cansa: com efeito, todas as raparigas adormecem, tanto as prudentes como as insensatas. É uma experiência que todos temos feito: temo-nos cansado, talvez algum dia tenhamos parado, e isso sucedeu até aos melhores dentre nós. 
Mas eis que, na escuridão, a meio da noite, uma voz nos despertou. Deus não é aquele que te apanha em flagrante, mas uma voz que te desperta. A minha verdadeira força não está na minha resistência ao cansaço, mas na voz de Deus, que mesmo que tarde virá, que desperta a vida do meio de todos os desconfortos, que me consola dizendo que não está cansado de mim, que desenha um mundo cheio de luzes e de encontros. 
Basta-me ter um coração que escuta, reavivá-lo como se fosse uma lâmpada e sair ao encontro de um abraço. 

Ermes Ronchi e Marina Marcolini, A esperança que nasce da Palavra

2 de novembro de 2017

Peregrinos na santidade



Nós Vos adoramos, Senhor nosso Deus, 
única fonte de santidade, admirável em todos os Santos, 
e confiadamente Vos pedimos a graça 
de chegarmos também nós à plenitude do vosso amor 
e passarmos desta mesa de peregrinos 
ao banquete da pátria celeste. 

(Oração de pós comunhão)

30 de outubro de 2017

Todos salvos pela esperança. Santos e Fiéis Defuntos


Chorar, amargamente, quem nos morre, é um ato profundamente cristão. Só não o será o desespero completo, perante essa morte. Porque seremos salvos pela esperança. A perdição seria o desespero, simplesmente.


29 de outubro de 2017

O mesmo amor semelhante e indiviso


“Ama a Deus com todo o coração” não significa: ama só a Deus, reservando todo o coração para Ele, mas ama-o sem meias medidas. E verás que te soba coração, ou antes, que te cresce o coração, para amares o marido, a mulher, o filho, o familiar, o amigo, a ti próprio. Deus não é ciumento, não rouba o coração: multiplica-o.
“Amarás com toda a tua mente”: o amor torna-te inteligente, faz-te entender melhor, chegar mais fundo, chegar primeiro. “Amarás com todas as tuas forças”: o amor torna-te forte, capaz de enfrentar qualquer obstáculo, qualquer fadiga e dificuldade.
Jesus acrescenta: "O segundo é semelhante ao primeiro". "Amarás o homem"  é semelhante a "amarás a Deus". O próximo é semelhante a Deus. Esta é a grande novidade trazida por Jesus: o próximo tem rosto, voz e coração semelhante a Deus. 
O próximo deve ser escutado como uma palavra santa, o rosto do outro deve ser lido como um livro sagrado, e o seu grito deve ser feito teu como se fosse Palavra de Deus. 

Ermes Ronchi e Marina Marcolini, in “A Esperança que nasce da Palavra”  




«Os discípulos de Jesus nunca poderão separar estes dois amores. Tal como, numa árvore, não se podem separar as raízes da sua copa: quanto mais amarem a Deus, mais intensificam o amor aos irmãos e às irmãs; quanto mais amarem os irmãos e as irmãs, mais aprofundam o amor a Deus». 
C. Lubich

27 de outubro de 2017

Halloween. Uma festa católica!?




No último dia de Outubro, um pouco por todo o mundo, festeja-se o “Halloween”, cujo nome resulta da contração de “All Hallows' Evening”, que significa literalmente “Vigília de Todos os Santos”. Esta Vigília manteve-se na tradição católica até à reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. 
Trata-se de uma festa que teve início entre os católicos irlandeses que, nas vésperas da Vigília de Todos os Santos, se vestiam com símbolos pagãos para “gozarem” e ridicularizarem os antigos costumes do paganismo.

O Halloween é, pois, a cristianização de um festival pagão, de origem Celta, que se chamava “Samhain”. Portanto, o fantasiar-se de monstro ou de bruxa pode até ter começado com os pagãos, mas no “Samhain”, não no “Halloween”. Os católicos adotaram esse costume mudando a finalidade: manifestar a supremacia de Cristo sobre todas as coisas.

Pergunta essencial: será que as festas de Halloween dos nossos dias, massificadas e globalizadas pela cultura americana, muitas até realizadas nos nossos espaços pastorais, ainda mantêm esta finalidade?

Valoriza os teus talentos! Não os enterres, nem congeles, não guardes só para ti!

O Evangelho está cheio de uma teologia simples, a teologia da semente, do fermento, de inícios que devem florescer. Cabe-nos a nós o ...