11 de dezembro de 2017

Descobrir o essencial!



Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mudar de rota, a mudar de orientação da vida para voltar para o Senhor.
Trata-se, além disso, de descobrir o essencial. João é símbolo da essencialidade e simplificação: os textos falam da sua sobriedade de alimento e da sua pobreza no vestir. A essencialidade da sua mensagem espiritual está ligada à essencialidade do seu viver, do seu corpo, voz, espera.

Luciano Manicardi, Comentário à Liturgia Dominical e Fesiva. Ano B.

2 de dezembro de 2017

Atenção e vigilância são os nomes do Advento



A primeira atitude importante para viver bem é: acautelar-se ou prestar atenção. Atenção quer dizer tensão para, tender para, porque o segredo da nossa vida está para além de nós.
Todos sabemos o que significa uma vida distraída, fazer uma coisa pensando noutra, encontrarmo-nos com as pessoas de modo superficial, e nem sequer recordar a cor dos olhos de quem acabamos de ver ou de fixar. Por isso: prestai atenção!
A segunda atitude é: vigiai. Vigiai porque há um futuro, porque não está tudo aqui, porque tendes uma perspectiva. 
É a vigilância de quem perscruta, na noite, as primeiras luzes da aurora, a vigilância de quem presta muita atenção às pessoas. Atenção e vigilância são os nomes do Advento, e passar pelo mundo como dentro de um imenso santuário, vigiando com veneração diante de cada pessoa, diante de cada traço de Deus.

Ermes Rochi e Marina Marcolini, in A esperança que nasce da Palavra

27 de novembro de 2017

De Que(m) Estamos à Espera?


O Advento mantém-nos humildes, sabendo que somos beneficiários diretos da paciência de Deus para connosco, e que, sem qualquer tempo e esforço despendidos por nós, fomos finalmente recompensados.
Enquanto esperamos juntos na fila durante o Advento, façamo-lo com bom humor e continuemos a dizer "sim" a tudo aquilo que a salvação reserva para nós: sim ao amor pessoal de Deus, sim ao reino de justiça e paz de Jesus, sim a cada oportunidade de servir o Evangelho, e sim a saber que o nosso Deus é nosso companheiro a cada passo da nossa caminhada.
Richard Leonard, sj, De que estamos à espera?, pág, 25 


foto e mais aqui:
http://www.snpcultura.org/de_que_estamos_a_espera_procurando_sentido_advento_natal.html

23 de novembro de 2017

Cristo Rei do Amor!



Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes

a um dos meus irmãos mais pequeninos,
a Mim o fizestes.
Mt 25, 31-46




Há três coisas que me encantam neste evangelho. A primeira é que nos é apresentada aqui uma ideia verdadeiramente impressionante de Deus: Deus é Aquele que estende a mão porque tem necessidadeDevemos enamorar-nos deste Deus enamorado e necessitado como todos os enamorados (...).
A segunda coisa maravilhosa é que os arquivos de Deus não estão cheios dos nossos pecados, como se Ele os tivesse recolhido e posto de parte para os lançar contra nós no último dia. Depois de perdoados, os pecados deixam de existir, são anulados, cancelados, desaparecem. Os arquivos de Deus não estão cheios de pecados mas dos nossos gestos de bondade.
E a terceira coisa é a seguinte: o juízo de Deus está divinamente truncado, porque Ele não olhará para toda a nossa vida, mas apenas para as coisas boas da nossa vidaO tema do juízo não é o pecado, é o bem: esta é a grandeza da nossa fé, a grandeza do coração de Deus.

Ermes Ronchi e Marina Marcolini 

17 de novembro de 2017

Valoriza os teus talentos! Não os enterres, nem congeles, não guardes só para ti!



O Evangelho está cheio de uma teologia simples, a teologia da semente, do fermento, de inícios que devem florescer. Cabe-nos a nós o trabalho paciente e inteligente de quem cuida dos rebentos. (…)
A parábola dos talentos é o poema da criatividade, mas sem voos retóricos. (…) Aquilo que tu podes fazer é apenas uma gota no oceano, mas é essa gota que pode dar sentido a toda a tua vida.
A parábola dos talentos é um convite a não ter medo, porque o medo paralisa, torna-nos vencidos e estéreis. Quantas vezes temos renunciado a vencer apenas pelo medo de ficar derrotados. O Evangelho ajuda-nos de três formas: a não ter medo, a não meter medo e a libertar do medo. (…)
Não há nenhuma tirania, nenhum capitalismo da quantidade no Evangelho. Com efeito quem devolve dez talentos não é melhor do que quem entrega quatro. (…) Qualquer que seja o dom que recebeste, pequeno ou grande, o essencial é que tu o valorizes. As contas de Deus não são quantitativas, mas qualitativas.



Ermes Ronchi e Marina Marcolini, in A esperança que nasce da Palavra

16 de novembro de 2017

I DIA MUNDIAL DOS POBRES - para um novo estilo de vida!




Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida. Na verdade, a oração, o caminho do discipulado e a conversão encontram, na caridade que se torna partilha, a prova da sua autenticidade evangélica. E deste modo de viver derivam alegria e serenidade de espírito, porque se toca com as mãos a carne de Cristo. Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia. O Corpo de Cristo, partido na sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irmãos e irmãs mais frágeis. (…)

Portanto somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma. 

EXCERTO DA MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO 
(19 DE NOVEMBRO DE 2017) | «Não amemos com palavras, mas com obras»


10 de novembro de 2017

Oração da Semana dos Seminários


Deus, nosso Pai,
que pela Vossa Palavra tudo criastes e tudo sustentais,
nós Vos damos graças
pelo dom do Vosso Filho, Jesus,
Palavra viva e reconciliadora.
N’Ele manifestais o esplendor da Vossa glória, para que, acreditando n’Ele,
vivamos segundo a Palavra que nos cria de novo.
Nós Vos bendizemos
pelo dom do ministério sacerdotal,
pelo qual associais aos primeiros discípulos,
que acreditaram em Jesus,
outros companheiros que continuam a servir à humanidade
o alimento da Palavra,
o banquete da Eucaristia
e a via da Reconciliação.
Nós Vos pedimos pelos seminaristas e seus educadores,
para que abram os corações à Palavra
e a vivam com desassombro,
dando testemunho da Vossa alegria no mundo.
Maria, mãe de Jesus e nossa mãe,
vós que conheceis as necessidades humanas
e ensinais a viver como diz o vosso Filho,
abri novos corações para a disponibilidade
de viver ao serviço da alegria.
Maria, repeti hoje aos nossos corações:
“Fazei o que Ele vos disser”.
Amen. 

Vidas acesas...



O Evangelho não condena o esquecimento de uma noite, mas uma vida inteira vazia, que não se acendeu (...). Ou damos luz e iluminamos alguém, ou não existimos. Parábola exigente e ao mesmo tempo consoladora. Mesmo que seja noite, mesmo que o azeite seja pouco, o Senhor vem. O seu atraso consome e cansa: com efeito, todas as raparigas adormecem, tanto as prudentes como as insensatas. É uma experiência que todos temos feito: temo-nos cansado, talvez algum dia tenhamos parado, e isso sucedeu até aos melhores dentre nós. 
Mas eis que, na escuridão, a meio da noite, uma voz nos despertou. Deus não é aquele que te apanha em flagrante, mas uma voz que te desperta. A minha verdadeira força não está na minha resistência ao cansaço, mas na voz de Deus, que mesmo que tarde virá, que desperta a vida do meio de todos os desconfortos, que me consola dizendo que não está cansado de mim, que desenha um mundo cheio de luzes e de encontros. 
Basta-me ter um coração que escuta, reavivá-lo como se fosse uma lâmpada e sair ao encontro de um abraço. 

Ermes Ronchi e Marina Marcolini, A esperança que nasce da Palavra

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...