10 de Novembro de 2009

Que Deus II!



A diferença que existe entre utopia e a esperança da fé é a mesma que existe entre homem sozinho diante do seu amanhã e o homem que creu no advento de Deus e espera o seu retorno.

Bruno Forte, As quatro noites da salvação.

Que Deus I!





Deus encontra-te onde estás e muda-te o coração e a vida, mudando o mundo à tua volta para que vejas com olhos completamente novos, liberto da tua cegueira.



Bruno Forte, As quatro noites da salvação.

Que Deus!



Ninguém é anónimo diante de Deus:



cada um de nós é um “tu” absolutamente único, singular, objecto de um amor infinito.


Bruno Forte, As quatro noites da salvação.

Semana de Oração pelos Seminários

Palavra incriada e criadora,
Palavra incarnada e reveladora,
Palavra do Pai, salvadora,
Palavra no Espírito Presente,
Palavra que convoca e provoca,
Palavra que chama e envia.



És Tu, Senhor Jesus, a Palavra
definitiva da História;
És Tu, Senhor Jesus, a Palavra
do Pai que se faz ouvir pela força
do Espírito Santo;



És Tu, Senhor Jesus, a Palavra
que toda a humanidade espera.
Faz de nós instrumentos
audazes e fortes
Para que a tua Palavra
se faça ouvir
Na autenticidade do
nosso testemunho,
Na coerência da nossa vida.



Faz de nós mensageiros
fiéis e credíveis
Para que a tua Palavra
seja recebida
Nos corações de tantos jovens
Que querem construir um
mundo melhor,
Que querem colaborar na
edificação do Reino,
Que querem encontrar o seu
lugar na Igreja.



Faz, Senhor, que estejamos
atentos à tua voz
Para que à primeira Palavra
nos levantemos sem demora
E avancemos de imediato
para a missão.



Faz, Senhor, que o nosso
testemunho seja a
nossa oração
Pelos Seminários e
pelos seminaristas
E por todos os jovens a quem
a tua Palavra chama
e envia.



Ámen.

7 de Novembro de 2009

Não basta que Te demos muito…




Não basta, Senhor, que Te demos muito.
Não Te basta receberes muito
Porque tu queres tudo!
Tu deste tudo o que tinhas!
E o que eras.


Quem dá o que tem – seja muito ou pouco –
Cai em graça,
Fica agraciado
Porque só Te podemos servir a Ti.


Não podemos servir a dois senhores.
Tu queres que Te sirvamos
Unicamente a Ti.


Nada devemos antepor a Cristo.


Tu queres tudo
– Ainda que seja pouco.
Queres-nos todos inteiros
– Ainda que sejamos frágeis
Não nos queres fragmentados, nem às partes
Mas totalmente dados.


Também Tu te deste todo.


Queres todo o nosso coração,
O nosso entendimento,
A nossa vida,
A nossa pessoa.


A viúva “valia” pouco aos olhos do seu mundo
Mas deu mais que todos os ricos
Porque se deu toda inteira.


Totus tuus.
É o grito que ressalta e ressoa hoje no meu coração.
Porque se quero ser teu
Tenho que me dar sem reservas e por inteiro.
Não posso ser discípulo
Sem seguir e aprender
A atitude da rica pobre viúva:
Renunciar a tudo
Para me entregar e dar só a Ti.


JAC
03.11.09
XXXII Domingo Tempo Comum. Ano B

Este fim-de-semana vou celebrar na Borralha e em Barrô (sábado) e no Préstimo, Macieira e Castanheira (domingo)

6 de Novembro de 2009

Maravilhamento

Onde houver maravilhamento haverá abertura à novidade de Deus, à impossível possibilidade seu amor, à esperança.

Bruno Forte, As quatro noites da salvação.

5 de Novembro de 2009

Desejo de ver a Deus



Em virtude da tua graça,

O meu único desejo,

O meu desejo ardente, é ver-te.
Que toda a imensidão da terra

Veja a tua salvação, Senhor;

Vendo-a, amo-a: a verdadeira vida é o teu amor!
Neste imenso desejo que me faz vibrar tanto,

Digo a mim mesmo:

Quem pode amar o que não se faz?

Eis porque, Senhor, a Quem desejo ver,

Minh’alma te procura.

Procuro contemplar a tua face.

Suplico-te: não a escondas de mim!
Para merecer ver a tua face claramente,

Caminhar sob a sua luz

E apreciar as suas delícias,
Eu entrego-me, Senhor, sem vacilar,
À vida, à morte.


4 de Novembro de 2009

Apresentação às comunidades da UPA: Uma Igreja sem Fronteiras!

É regra comummente aceite do viver em sociedade que quando alguém chega a um determinado local para aí viver – como é o meu caso – se apresente aos que já ali estão.
Ora é alicerçado nesse princípio cívico que me apresento a cada um de vós, agora que chego para trabalhar na Unidade Pastoral de Águeda, ou na feliz abreviatura na UPA.
Faço esta minha simples apresentação com amizade e estima por cada um de vós que aqui se encontra e por todos aqueles que não estando aqui são nossos irmãos, porque filhos de Deus.
Chamo-me José António Carneiro, tenho 28 anos, e sou natural de uma vila da cidade de Guimarães que se chama S. Torcato. Sou diácono e pertenço à Arquidiocese de Braga e ao seu presbitério. Provenho de uma família católica, tenho quatro irmãos e depois de concluir os estudos nos Seminários de Braga e de ser ordenado diácono trabalhei em três paróquias do arciprestado de Vila Nova de Famalicão. Depois disso, estive como jornalista no Jornal Diário do Minho, da Arquidiocese de Braga, ao mesmo tempo que colaborava numa instituição social da Igreja que acolhe rapazes oriundos de famílias disfuncionais e ainda em duas paróquias do arciprestado de Braga.
Venho trabalhar convosco, reacendendo uma antiga colaboração entre as dioceses de Braga e Aveiro, e depois de um feliz entendimento entre os seus bispos, respectivamente D. Jorge Ortiga e D. António Francisco.
Venho porque a Igreja não deve ter fronteiras. Quando me ordenei sabia que o estava a fazer para me entregar de corpo e alma a Cristo e à sua Igreja.
Estou cá para anunciar o Evangelho. Sou cristão como vós, baptizado. Sou diácono da Igreja, ordenado para ser ministro de Cristo a quem quero servir futuramente como presbítero. Sou acima de tudo homem, companheiro de viagem, peregrino, como vós, a caminho do Senhor.
Não está definida a periodicidade desta minha estadia ente vós. Fico enquanto os meus superiores e a Igreja mo pedir, sem ir contra a minha pessoa e os meus princípios. Comprometo-me a dar o melhor de mim em favor de Cristo e da Igreja.
Da vossa parte espero amizade, compreensão e também compromisso nesta mesma missão de anunciar o Evangelho.

Podeis contar comigo porque a partir de hoje conto também convosco. Agradecido a todos.

(texto para ler em todas as paróquias e locais de culto da UPA ao longo dos próximos fins-de-semana)

3 de Novembro de 2009

Que eu viva por Ti


Senhor,

Levam-me a ti inteirinho,

Apropria-te de mim, passado a limpo.
Não permitas que nem mesmo

A mais insignificante fibra do meu ser
Seja por ti desconhecida.
Vive somente tu em mim

E faz

Com que eu viva somente para ti.



31 de Outubro de 2009

Solenidade de Todos os Santos




Bem o sabemos, há um Livro da Vida.

E aquele que não foi encontrado inscrito no Livro da Vida

Foi lançado no lago de fogo.



Bem avisado o que vende tudo o que tem

Para adquirir o tesouro escondido no campo.

Vai e, cheio de alegria, vende tudo o que possui,

Para obter o tesouro.

Vai vender tudo, como aquele que encontrou uma pérola de grande valor…



É o que se faz quando se quer adquirir o Reino dos Céus.

Não devemos, efectivamente, adormecer

Sobre falsos bens, bens perecíveis

Que não têm pejo de nos trair no momento da morte:

Há os que se interessam pelo dinheiro, outros pela glória,

Outros pela ciência, a beleza, os prazeres…

Tudo isto é perecível e por vezes desonesto.



Um homem rico teve uma enorme colheita:

Pensa em deitar abaixo os seus celeiros para construir uns maiores,

A fim de aí guardar bens para muitos anos…

Insensato! Nesta mesma noite, virão exigir-te a tua alma!

E os teus bens para quem serão? (Lc 12, 20)



O conselho de Jesus é, antes, de fazer circular os bens,

De pensar nos pobres, de dar gratuitamente,

De fazermos para nós «um tesouro inesgotável».

Porque, «onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração».



O mau rico era um homem ocupado em comer bem.

Não tinha tempo para se distrair de tão séria ocupação.

Não tinha notado o pobre Lázaro,

Junto ao seu portão, a morrer de fome.

Aí está! Era dessas pessoas que estão sempre muito ocupadas,

Demasiado ocupadas para pensar nos outros,

E que, um dia, ficarão muito admiradas quando lhes disserem:

«Ide para longe de mim…

Eu estava nu, esfomeado, na prisão, doente…

E vós nada fizestes por mim…».



Estas pessoas têm boa consciência,

Fizeram-se uma boa consciência…

Tinham mais que fazer que pensar nos pobres, nos miseráveis…

Já pagavam bastantes impostos!



O Reino dos Céus não se adquire sem esforço.

Jesus diz-nos que só os violentos o arrebatam!

E no entanto os conselhos, os apelos, não faltaram:

«Vinde ao Banquete! A sala está preparada!».

Mas, lá está, é preciso fazer violência sobre si mesmo,

Quando se acaba de comprar um campo,

Se vai experimentar uma junta de bois, ou acaba de se casar…



Estamos muito ocupados, só pensamos nos nossos bens,

E, durante esse tempo, «a porta fechou-se»!



O «jovem rico» também ficou bloqueado

No caminho da perfeição: tinha muitos bens!



«A leve tribulação de um momento, diz S. Paulo,

Prepara-nos para uma eternidade de glória» (Ef 1, 18).


Marcel Denis