17 de julho de 2013

Uma “trindade” de anos sacerdotais…


 

 
Faz hoje três anos que fui ordenado padre. Deo Gratias!
Hoje, releio e relembro a mim mesmo os propósitos originais e faço o necessário exame de consciência, iluminado pela Luz de Deus, que me faz ver todos os recantos do coração.
 
Assim escrevi, em 2010, dias antes da minha ordenação:
 

“Ciente das dificuldades do ministério presbiteral, num mundo em transformação e em vertigem, mas confiante na graça de Deus, e abandonado nas suas mãos, quero servir a Deus, a Cristo e à Igreja, no serviço oblativo dos irmãos, não dos que se aproximam de mim, mas daqueles de quem me aproximo, isto é de quem me faço próximo, à imagem do bom samaritano do Evangelho.

Escolho para lema do meu ministério sacerdotal a frase dos Actos dos Apóstolos “Recebereis a força do Espírito Santo e sereis minhas testemunhas até aos confins do mundo”. Em conjunto com os outros colegas diáconos, escolhemos como lema da Ordenação “Tudo faço por causa do Evangelho”.

Condenso nestas duas citações bíblicas o meu desejo e vontade de me entregar todo inteiro a Cristo, que não tem barreiras nem fronteiras. E rezo para que Deus me dê a força de ser fiel, até ao fim. E conto com a vossa oração.”

 


 

E anos antes, ainda no discernimento do Seminário, no meio das Confissões de Santo Agostinho, escrevia e rezava:

 

Caminho de amor

[cf. Santo Agostinho, Confissões, IX, 26,37;27,38]
 

Onde te encontrei
Para te conhecer?
Responder não sei se sei
Mas, um esforço vou fazer!
 
Tu estás acima de mim
E habitas a minha história
A Tua vontade é, assim,
Abarcar minha memória.
 
“Tarde te amei
Beleza tão antiga e tão nova
Porque, Tu estavas dentro de mim
E eu [estava] fora”.
 
Mas, quando Te ouvi
Uma alegria senti
E não a pude guardar
 
Minha vida, decidi,
Entregar-ta só a Ti
Para a poder ganhar!

 


E, por fim, reassumindo cada dia o compromisso de ser transparência de Deus, amando e servindo, agradecendo a todos os que me ajudam a ser sacerdote, releio este “cálice” anónimo da oração sacerdotal:

 
Um sacerdote deve ser simultaneamente pequeno e
grande, nobre de espírito, como de sangue real,
simples e natural, como de raiz camponesa,
um herói na conquista de si mesmo, um
homem que se bateu com Deus, uma
fonte de santificação, um pecador
a quem Deus perdoou, dos seus
desejos o soberano, um
servidor para os
tímidos e os
fracos,

que não
se baixa diante
dos poderosos
mas que

se curva
diante dos pobres,
discípulo do seu
Senhor,

chefe do
seu rebanho,
um mendigo de
mãos totalmente
abertas, um portado
de inúmeros dons, um
homem no campo de batalha,
uma mãe para confortar os doentes,
com a sabedoria da idade e a confiança
duma criança em direcção ao alto, os pés na terra,
feito para a alegria, perito no sofrimento, isento de qualquer
inveja, com perspectivas largas, que fala com franqueza, um amigo
da paz, um inimigo da inércia, fiel para sempre… Tão diferente de mim!

 




 



























 

1 comentário:

  1. Há missões e vocações mesmo bonitas...
    Lembro-me deste dia de há três anos..., do seu imenso sorriso... Lembro-me e sorrio.
    Melhor, hoje, tudo se mantém. A sua vontade, a sua força, a sua dedicação, o seu sorriso e vosso amor... tudo vosso. Deus sente-se em si.
    Por favor, continue...
    Parabéns! É único!

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