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2 de agosto de 2009

Faculdades da UCP-Braga leccionam primeiro doutoramento em religião


Teologia, Filosofia e Ciências Sociais unidas em projecto piloto



“Estudos da Religião” é a designação de um curso de doutoramento que vai ser leccionado através de um projecto piloto que junta as Faculdades de Teologia, de Filosofia e de Ciências Sociais, do Centro Regional de Braga, da Universidade Católica Portuguesa (UCP). A informação, avançada ao Diário do Minho por João Duque, refere ainda que se trata do primeiro doutoramento na área em Portugal, embora esta seja uma área científica muito comum no estrangeiro.
Os objectivos desta leccionação, que tem as inscrições abertas na secretaria da Faculdade de Filosofia, passam por porporcionar um contexto adequado para uma investigação multidisciplinar sobre o fenómeno religioso. Além disso, as três faculdades de Braga da UCP pretendem potenciar uma abordagem interdisciplinar do fenómeno religioso e proporcionar formação altamente qualificada.
Segundo a informação enviada ao DM, a leccionação da parte curricular terá lugar às sextas-feiras à noite e sábados de manhã, sendo que ocorrerá em dois semestres que abordarão temas como História das religiões nos mundos clássicos e lusófonos, Religião no pensamento e na literatura lusófonos, Pensamento pós-secular, Religião e violência, (Des)Encontros contemporâneos entre religião e ciência, Religião e tolerância: desafio educativo, Religiosidades contemporâneas: aproximações psico-sociológicas e Religião, multiculturalidade e laicidade. Depois, os restantes semestres destinam-se à elaboração da dissertação e ao respectivo seminário de acompanhamento.
Para leccionar o novo doutoramento sobre religião, as três faculdades contam com um vasto leque de docentes composto por um catedrático (Pio Alves de Sousa), um com provas de agregação prestadas (José da Silva Lima) e vários professores associados, auxiliares e assistentes das três faculdades bracarenses da UCP: Alfredo Dinis, Manuel Sumares, João Duque, José Gama, Isabel Varanda, António de Sousa Fernandes, José Paulo Abreu, José Carlos de Miranda, José Martins, José Dias Costa, Joaquim Machado, Diana Vallescar, Fabrizia Raguso e Joaquim Félix de Carvalho.

Grupo de investigação
sobre situação religiosa
no Norte do País
Entretanto, na Faculdade de Teologia de Braga, as novidades para o próximo anos lectivo não se ficam por aqui. Como já tinha sido anunciado há alguns meses, vai começar também uma especialização em Teologia Pastoral/Prática.
Esta nova formação pode conferir, conforme a frequência do curso, o doutoramento em Teologia Pastoral (frequência completa de oito semestres com a apresentação de tese de doutoramento), ou pode conferir licenciatura canónica ou o grau de mestrado especializado em Teologia Pastoral (frequência da parte curricular com elaboração de dissertação intermédia, no final do 4.º semestre).
Segundo o director adjunto da Faculdade de Teologia pretende-se impulsionar o desenvolvimento desta área, especificamente em Braga. João Duque sublinha ainda que um dos objectivos no novo curso é a criação de um grupo de investigadores para analisar a situação sócio-religiosa na região norte do País.

24 de março de 2009

As "polémicas" afirmações papais ou "A polémica do latex"

Desmorona-se um mundo inteiro! O Papa disse que o preservativo não é solução para o problema da Sida. Percebo e tolero as opiniões oponentes. Mas é mentira o que disse o Papa?
Continue a ler o que encontrei num blogue que sigo:


Em entrevista ao National Review, Edward C. Green, diretor do Projeto de Pesquisa em Prevenção da AIDS da Universidade de Harvard, afirmou que as "controversas" afirmações feitas pelo Papa Bento XVI sobre o uso de preservativos estão corretas.

"O Papa está certo", disse "ou para ser mais preciso, as melhores evidências que temos confirmam as palavras do Papa". Ele destaca que "os preservativos têm-se provado ineficientes 'num nível populacional'".

"Existe," acrescenta Green "uma associação consistente demonstrada pelos nossos melhores estudos, incluindo as 'Pesquisas Demográficas de Saúde', financiadas pelos EUA, entre uma maior disponibilidade e uso de preservativos e uma taxa superior (não inferior) de infecção pelo HIV. Isto pode ocorrer devido em parte a um fenómeno conhecido como 'compensação de risco', o que significa que quando se utiliza uma 'tecnologia' de redução de risco, tais como preservativos, algumas vezes perde-se o benefício (redução de risco), por 'compensação', ou seja, por que passam a ocorrer mais oportunidades do que se teria sem a tecnologia de redução de risco".

Green acrescentou: "Também constatamos o que foi afirmado pelo Papa, a 'monogamia' é a única resposta positiva para a AIDS na África, ao contrário da 'abstinência'. A melhor e mais recente evidência empírica mostra que a redução de parceiros sexuais múltiplos e concorrentes é, isoladamente, a mais importante mudança de comportamento que pode ser associada com uma redução na taxa de infecção pelo HIV."

Green dá ainda notícias animadoras, o Papa não está só. "Mais e mais especialistas em AIDS estão aderindo a isto. Os dois países com a pior epidemia de HIV, Suazilândia e Botsuana, ambos lançaram campanhas para desencorajar parceiros múltiplos e concorrentes, e incentivar a fidelidade."

Um livro apresentado no site da sua unidade de pesquisa, em que Green aponta lições da luta contra a AIDS nos países em desenvolvimento, explica:
«As soluções médicas financiadas principalmente por grandes doadores têm tido um impacto pequeno na África, o continente mais duramente atingido pela AIDS. Ao contrário, é uma mudança de comportamento relativamente simples e de baixo custo - acentuando o crescimento da monogamia e o atraso da iniciação sexual entre os jovens - que têm resultado nos maiores avanços na luta contra a AIDS e na redução de sua extensão.»

3 de fevereiro de 2009

Dia da Universidade Católica

D. Jorge Ortiga presidiu à Eucaristia na Sé de Braga
UCP deve ensinar com autoridade
“nova” e diferente doutrina de Cristo

O Arcebispo de Braga defendeu que a missão da Universidade Católica Portuguesa (UCP) passa por ensinar “com autoridade” a “nova” e diferente doutrina de Cristo, em benefício da Igreja e da sociedade em geral. D. Jorge Ortiga falava ontem, na Sé de Braga, durante a Eucaristia que assinalou o Dia da UCP e na qual estiveram docentes, alunos e funcionários desta instituição de ensino superior.
Referindo-se ao tema escolhido para a comemoração do Dia da “Católica” (“Formar para a ética e a verdade”), o Arcebispo de Braga afirmou que «na noite escura da cultura moderna, impõe-se que ousemos, sem critérios de superioridade, aspirar a um ensino com estas duas qualidades: “nova” porque diferente e “com autoridade” porque com competência e excelência».
O prelado começou a homilia notando que a celebração do Dia da UCP é uma «oportunidade para que os fiéis se consciencializem da importância que ela detém no âmbito da missão eclesial». D. Jorge Ortiga foi mais adiante ao dizer que «na actualidade ela adquire estatuto e função imprescindíveis».
Mas, a celebração de ontem teve, para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), um objectivo mais interno e mais respeitante à instituição. «Urge que a Universidade Católica se confronte com a sua identidade e se questione sobre o modo como exerce a sua missão em benefício da Igreja e da sociedade», disse aos presentes que encheram a Sé Catedral.
Enaltecendo o serviço prestado pela UCP à sociedade portuguesa em geral, D. Jorge Ortiga afirmou que «os católicos não podem marginalizar a Universidade Católica», mas «devem colocá-la nas suas intenções, preocupações e generosidade».

Sociedade carente
de verdade e ética
Concentrando a homilia no tema escolhido para a celebração do dia da “Católica”, D. Jorge Ortiga desafiou os cristãos a serem «verdade para os outros», gerando «confiança» e «fidelidade». O prelado bracarense pediu ainda que se suscite «uma cultura de confiança no outro num tempo em que poucos são aqueles que oferecem essa confiança a nível interior ou exterior».
Notando que a verdade gera confiança e fé alertou para o risco da «duplicidade», da «simulação» e da «hipocrisia» e interrogou-se se «não será urgente reimplantar esta cultura no relacionamento mútuo, nos discursos políticos e nos comportamentos dos membros da Igreja».
Nesta linha, o Arcebispo Primaz denunciou, no clima actual do “vale tudo”, que todos os dias, em plenos tribunais, se assiste a «falso testemunho, perjúrio, ofensa à reputação das pessoas, juízos temerários, maledicência, calúnia, lisonja, adulação, ironia, jactância e particularmente mentira».
Entretanto, sobre a ética e explanando a etomologia da palavra que vinda do grego significa “roupa”, o presidente da CEP disse que «formar para a ética é aceitar que a vida, como atitude de confiança radical no outro, tem as suas implicações éticas».
Aproveitando a oportunidade, o prelado referiu-se ao Ano Paulino e pediu aos presentes – tal como Paulo pediu aos Colossenses – que se revistam «de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência».
«Formar para a ética é criar a convicção dum mundo como “casa” comum onde nos “revestimos” de comportamentos e atitudes que mostram que a Palavra de Deus “habita” em tudo quanto fazemos», afirmou o prelado. E concluiu interrogando uma vez mais: «O mundo moderno não necessitará desta visibilidade no quotidiano dos cristãos, dos empresários, dos professores, dos médicos, dos políticos, dos autarcas e dos trabalhadores?».

[A propósito da solenidade de Cristo Rei]

  “Talvez eu não me tenha explicado bem. Ou não entendestes.” Não penseis no futuro. No último dia já estará tudo decidido. Tudo se joga nes...