27 de abril de 2009

Um ramo de amendoeira




Um ramo de amendoeira
Floresce em pleno Inverno.
Apesar da intempérie
Do frio arrasador
Da turbulência gélida
Que tudo arrasta para o lamaçal.

Apesar do lodo mórbido
Que tudo suja
O ramo brota verde
Como esperança de futuro
Como anúncio primaveril
Como augúrio de algo novo
Que está crescendo e a florir.

É como este ramo
Pueril e verdejante
Que eu quero ser.

É assim que pretendo
Situar-me perante a vida:
O bom e mau que possa trazer.


inédito José António Carneiro

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