23 de abril de 2009

Um sentido consentido

A pedido:

Anseio por ter um sentido
que me abarque totalmente
e me faça não desejar mais...

Um tormento bravo me percorre
e me persegue sem cessar
como que um espinho cravado
que não posso arrancar.

E assim vivo
Gemendo, mas caminhante
(outro diria: cavaleiro andante)
e como o outro
eu busco anelante
nada mais que o sentido.

Uma viagem louca,
arrebatadora e poderosa
nunca terminada
sempre em confecção
qual eterna peregrinação.

E quando vejo um luzeiro
e penso que é a Luz
logo me animo;
mas a treva e o negrume
desfazem-me esperanças vãs.

Não desisto!
Quero saciar o meu desejo
que me afoga
e tanta vez faz sofrer.

inédito 2008

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...