16 de setembro de 2009

“Chama da Solidariedade” quer chamar mais pessoas para a causa



Périplo iniciado em Braga termina sábado em Viseu


A “Chama da Solidariedade” iniciou ontem em Braga o seu périplo por algumas cidades portuguesas com a intenção de «chamar mais pessoas» para a causa da solidariedade. Numa singela cerimónia na Avenida Central que contou com a presença de vários digirentes distritais e nacionais ligados à solidariedade social foi exaltado o trabalho feito até ao momento neste nível e lançado o alerta para um envolvimento colectivo em torno das dificuldades das franjas mais desfavorecidas da população portuguesa.
Nesta cerimónia de partida, a tocha foi transportada de mão em mão por utentes e educadores de instituições sociais de Braga, desde a Avenida Central até à Avenida da Liberdade. O grupo “Zés Pereiras do Novais” deu animação e colorido à festa tal como as dezenas de crianças presentes.
O percurso da “Chama da Solidariedade” que saiu ontem de Braga termina no sábado em Viseu onde decorre a Festa da Solidariedade 2009. Até lá, a tocha passa por algumas cidades portuguesas.
O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, marcou presença neste «gesto simbólico», referindo que a inciativa pretende «exaltar o muito que se faz neste país em favor dos mais necessitados e carenciados» e «alertar para a necessidade deste envolvimento colectivo».
«Nós somos todos responsáveis por todos», disse, justificando a iniciativa que está empenhada em «chamar mais gente a causa».
Destacando o papel insubstituível das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Lino Maia revelou que «o que se faz no país em favor das populações mais carenciadas é feito por estas instituições». E deixou o pedido: «Quantos mais formos melhor se fará, melhor qualidade de vida se terá e mais esperança conseguiremos para o país».
O dirigente nacional apontou ainda que a crise económica que o país atravessa acentua o trabalho das IPSS que registaram este ano mais solicitações. «Os problemas decorrentes da crise, particularmente a fome e o desemprego» fizeram disparar o número de solicitações a instituições de solidariedade social. Além do mais, para o padre Lino Maia nem os «menores contributos recebidos pelas instituições» impediram de continuar a prestar os seus serviços nem justificaram o encerramento de qualquer uma.
«As IPSS continuam a fazer o seu trabalho e não se mandam utentes embora por contribuírem menos para a instituição», frisou.

Distrito de Braga
precisa mais que nunca
das IPSS
A cerimónia de acendimento da “Chama da Solidariedade” e da sua partida foi presenciada pelo governador civil de Braga. José Lopes felicitou a organização do evento destacando que «actos de solidariedade são indispensáveis e devem ser apoiados».
O governador civil reconheceu que a solidariedade é uma «necessidade permanente» mais ainda no distrito de Braga onde muitas pessoas continuam a precisar de apoios sociais.
«A solidariedade é um sentimento que deve unir todas as pessoas», afirmou, sustentando que a solidariedade «humaniza a vida».
No distrito de Braga há muitas pessoas a precisar de apoio social. «Sempre houve e hoje há mais», revelou José Lopes, declarando que o apoio dado à população mais necessitada serve também para «lhes dizer que não estão isoladas e sozinhas».
«Este gesto iniciado hoje é um sinal que pretende mostrar que nas dificuldade há sempre alguém pronto a ajudar», defendeu o representante do Governo em Braga.
Alargando as declarações à comunicação social presente, o governador civil referiu-se aos incêndios no distrito de Braga, particularmente no ultimo fim-de-semana que foi «muito difícil» e «negro». Aliás, «ainda estão a deflagrar incêndios no distrito» e que estão a merecer um «grande empenho e esforço» das diversas corporações de bombeiros distritais.
«Estamos todos preocupados com essa situação» disse, anotando que as indicações de baixas de temperatura nos próximos dias são um bom sinal para quantos se empenham nas lutas contra os incêndios.

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...