10 de setembro de 2010

Um mar de perdão


Na ternura de um beijo
Que o mar dá na areia
Sinto toda a paciência
de um Deus que é Amor.

Tanta ida, tanta volta,
Tanto esforço dispendido
O mesmo que faz Jesus
Ao pecador arrependido.

Todo o pecado merece
Superar-se pelo amor
pois na cruz se estabelece
O singular Salvador.

Quisesse eu perceber
Quais as medidas de Deus
Teria de conseguir ver
A imensidão do mar…
E isso não bastaria!

Perante toda a grandeza
Desse inédito amor
Vejo-me com confiança
Porque nele já estou salvo.

Graças, Senhor, pelo amor,
Com que em amas
pela certeza da salvação
Que me sussurras ao ouvido,
Brando e mansinho,
Como canto da ave, forte e grave,
Como o bramido do mar.

Pe. JAC
Casa de S. Paulo. Cortegaça.
Retiro para Ordenação Sacerdotal

3 comentários:

  1. Sem palavras.... Muito lindo. Espetacular!!!

    Fiquei a refletir e a vislumbrar o mar...

    obrigada,

    Deus lhe abençoe,

    abraços fraternos

    Gisele

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  2. Perdoado jovem JAC :)
    Poema cheio de ternura como o seu autor!
    Me perdoa?

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  3. Deus nosso Senhor bem sabe como somos fracos e cinzentos, somos aves despenadas e com frio, que necessitam muito do Sol para sobreviver. Vós, senhor Padre, sois um raio de sol na vida de todos nós. Peço a vós e a Deus que nos acompanha sempre, que me dê um pouco do vosso amor pelos outros e a mansidão que acolhe os dias. Por Cristo Nosso Senhor, Amém.
    Obrigado Senhor Padre, pelo tesouro das suas palavras.

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