28 de agosto de 2015

Santo Agostinho: a paixão da busca!



Tarde te amei, 
beleza tão antiga e tão nova, 
tarde te amei! 
E eis que estavas dentro de mim 
e eu fora, 
e aí te procurava, 
e eu, sem beleza, 
precipitava-me nessas coisas belas 
que tu fizeste. 
Tu estavas comigo e eu não estava contigo. 
Retinham-me longe de ti 
aquelas coisas que não seriam, 
se em ti não fossem. 
Chamaste, e clamaste, e rompeste a minha surdez; 
brilhaste, cintilaste, e afastaste a minha cegueira; 
exalaste o teu perfume, 
e eu respirei e suspiro por ti; 
saboreei-te, e tenho fome e sede; 
tocaste-me, e inflamei-me no desejo da tua paz. 

(Confissões, X Livro, 38)

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Nada estará perdido enquanto estivermos em busca. 
(De Música 6,23)

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...