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1 de maio de 2010

Mês de Maio. Mês da Mãe. Mês de Maria


Começamos o mês mariano por excelência. Todos os meses são marianos porque em todos os meses, Maria não deixa nunca de ser a nossa Mãe. Este é especial. Em cada dia deste mês, dentro das possibilidades, tentarei deixar uma pequena reflexão para a oração do terço. Uso uma edição do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, da minha Arquidiocese de Braga, que saiu este ano, chamada “Trinta e um dias com Maria”. Tem uma vertente vocacional impressa pela dinâmica do Ano Sacerdotal.
Acima de tudo, que Nossa Senhora seja louvada. A nossa devoção a Maria é importante porque Deus quer, Ela merece e nós precisamos…

Dia 1
Estamos no início de um mês marcado pela devoção a Nossa Senhora. Hoje é dia de S. José Operário.
O centro da nossa fé é Cristo, e a nossa chegada até Ele possui diversos caminhos. Um deles é, inevitavelmente, Maria, modelo de fé e vida para os cristãos.
Nas palavras da cruz dirigidas a Maria e a João, Maria torna-se Mãe da Igreja. Ela foi a primeira a dizer Sim, a primeira no Apostolado.
Falar em apostolado remete para o ano sacerdotal que estamos a viver. Somos povo sacerdotal, mas entre os consagrados pelo baptismo há um número restrito de escolhidos que assume o sacerdócio ministerial pelo sacramento da Ordem.
Com os olhos em Maria, rezamos pelas vocações, pelos seminários que as formam e pelos sacerdotes deles saídos, a fim de realizarem bem aquilo para que foram preparados: o anúncio da boa nova.
Contemplamos os mistérios gozosos e, neles, uma série de alegres e felizes anúncios à família de Nazaré e, por ela, à humanidade.

19 de janeiro de 2010

A Graça do Congresso Sacerdotal


Acabado de chegar, passo, em primeiro, para pedir desculpa pela ausência. De facto não tive oportunidade (leia-se problemas técnicos) para passar cá durante a última semana.

De 12 a 15 de Janeiro, estive em Braga no Congresso Internacional Sobre o Presbítero "À Escuta da Palavra" que foi uma graça do Espírito Santo que continuamente vivifica, anima e renova a Igreja.

Foram 4 dias plenos. Os assuntos tratados, a elevação dos conferencistas, os momentos culturais, as celebrações eucarísticas e as Laudes foram oportunidades magníficas de partilha, enriquecimento e maior compromisso pessoal.

Muito foi dito. Algo haverá a mudar em cada um, primeiro, e, depois, a nível hierárquico. Espero que não tarde.

Deixo ficar aqui as conclusões do Congresso.
Houve variados ecos na comunicação social. Também podem ser lidos, com a devida isenção, é claro.

No site do Auditório Vita e particularmente no Site do Congresso podem ser vistos vídeos com entrevistas aso oradores convidados. Vale a pena ver.

Só terá valido a pena se o que se falou for transposto para a vida quer dos bispos, presbíteros e diáconos quer dos próprios leigos. Todos juntos formamos a Igreja de Cristo.

30 de setembro de 2009

Cinema para padres de Braga ainda não tem lista definida


Enzo Bianchi e Rui Alberto foram os oradores convidados para a primeira sessão


O ciclo de cinema sobre a figura do presbítero, que a Arquidiocese de Braga promove durante este Ano Sacerdotal no âmbito da formação permanente do Clero, ainda não tem uma lista de filmes definida e encerrada. A informação foi avançada ao Diário do Minho pelo padre Arlindo Cunha, sacerdote da Diocese do Porto e que coordena este projecto, a pedido da Equipa de Formação Permanente do Clero.
O responsável pela iniciativa garantiu ontem, desmentindo alguma informação veiculada na comunicação social, que a listagem de filmes «ainda não está definida». Confirmando que fez à Equipa de Formação Permanente do Clero uma sugestão de «alguns filmes», disse, contudo, que estão confirmados apenas dois, o que passou ontem e o próximo filme a projectar brevemente. «Nem sequer o terceiro filme está escolhido», atirou, desmentido que estejam escolhidos os filmes a projectar.
Arlindo Cunha explicou, antes da projecção do primeiro filme, que o objectivo passa por analisar diferentes tipos de padres que foram sendo retratados no cinema. O sacerdote que é também professor no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo começou por elucidar os sacerdotes e seminaristas presentes em relação à evolução de pensamento da Igreja sobre a sétima arte. «Condenado inicialmente até por meio de uma encíclica, hoje o cinema é uma das maravilhas queridas de Deus», sustentou.
Por seu lado, o cónego Vítor Novais, Reitor do Seminário Conciliar de Braga e membro da Equipa responsável pela Formação Permanente do Clero, garantiu que a iniciativa terá a exibição de nove filmes, divididos em três séries. Mas, «a listagem não está definida, apenas sugerida» garantiu o capitular, destacando que se trata de uma «iniciativa de carácter formativo apenas aberta ao Clero da Arquidiocese».

Enzo Bianchi
apresentou livro
A recolecção do Clero da Arquidiocese de Braga que decorreu ontem no Auditório Vita teve direito à presença de Enzo Bianchi, ao final da manhã, para apresentar o seu mais recente livro, intitulado “Para uma ética partilhada”.
A obra do Prior da Comunidade Monástica de Bose (Itália), que está dividida em quatro capítulos mais introdução e conclusão, foi apresentada ontem em Braga, pelo próprio autor, ouvido e aplaudido por cerca de duas centenas de pessoas.
Numa comunicação em italiano, com tradução simultânea, Enzo Bianchi apresentou os principais temas que desenvolve no seu mais recente livro, onde se destacam reflexões sobre a relação entre religião e política.
Para o Prior de Bose, autor de vários livros, alguns dos quais best-sellers em Itália, «os cristãos têm um papel fundamental na política» e «na vida social» que não podem nunca descurar.
Em relação à «guerra de civilizações» e aos «choques culturais», o leigo italiano, de 66 anos, defendeu que é fundamental «a Igreja colocar-se em atitude de abertura» e de «caminho conjunto».
No livro traduzido para português e publicado pela Editora Pedra Angular, Bianchi fala de temas como a laicidade, a presença da Igreja no espaço público e globalização, entre outros, para além do tema que dá título ao livro: a ética.


Padre Rui Alberto falou sobre desafios do presbítero
«Cristo é a fisionomia do padre»


O padre Rui Alberto foi convidado para orientar a primeira intervenção da recolecção do Clero da Arquidiocese de Braga que contou com a presença de várias dezenas de sacerdotes e ainda do novo Bispo Auxiliar de Braga, D. Manuel Linda, que presidiu à oração de Laudes com a qual arrancou a jornada formativa.
O orador convidado falou sobre “Desafios e discernimento. Ser padre”, à luz da “Pastores dabo vobis”, documento de João Paulo II sobre o ministério sacerdotal.
O salesiano começou por destacar a actualidade do texto, sem deixar de apontar «algumas questões que o tempo se encarregou de tornar obsoletas».
O objectivo da recolecção, assim como o do documento de João Paulo II, é, para o padre Rui Alberto, «repensar, ler desafios e discernir o ministério sacerdotal», ainda que, esse caminho deva ser feito «sem triunfalismos de vanglória» e «sem lamúrias».
O sacerdote, ordenado há 11 anos, defendeu que «ser padre hoje é igual a sê-lo como em todos os tempos», porque o «padre deve-o ser como Jesus», sempre «respondendo aos desafios concretos de cada tempo». «Cristo é a fisionomia do padre», sublinhou, destacando que «o presbítero está em relação com Cristo, mas com os pés assentes na terra».
Depois de traçar os desafios que o tempo actual, entre a modernidade e a pós-modernidade, trazem à vivência do ministério sacerdotal, Rui Alberto frisou que o discernimento deve ser acompanhado de um «conhecimento profundo» que seja «interpretado à luz da fé», tendo em conta as «complexidades», mas também a «criatividade do Espírito que faz novas todas as coisas».
Antes de terminar e depois de realizar com os presentes um pequeno exercício, o salesiano deixou o desafio de os sacerdotes saberem dialogar com a realidade social actual, aproveitando as oportunidades e transformando o negativo em positivo.
E esquematicamente deixou a seguinte mensagem: é preciso incrementar as forças, superar as fraquezas, aproveitar as oportunidades e transformar as ameaças em oportunidades. «O Santo Cura d’Ars fez isto como ninguém. Neste Ano Sacerdotal podemos aprender isso com ele», concluiu.

31 de agosto de 2009

Simpósio do Clero

Começo amanhã a participação em mais um Simpósio do Clero de Portugal, em Fátima. Espero que seja uma semana de graça. Carregada de Deus. Com a protecção do Santo Cura de Ars, neste Ano Sacerdotal.

Depois das férias e antes da missão (!) um tempo para revitalizar a alma.

Cumprimentos a todos e até breve.

[A propósito da solenidade de Cristo Rei]

  “Talvez eu não me tenha explicado bem. Ou não entendestes.” Não penseis no futuro. No último dia já estará tudo decidido. Tudo se joga nes...