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7 de dezembro de 2014

À Imaculada Conceição



Virgem formosa, que do sol vestida,
De luzentes estrelas coroada,
Do sol supremo fostes tão prezada,
Que em vós trouxe sua luz e nossa vida.


Virgem, do alto esposo recebida,
Tanto mais humil, quanto mais alçada,
Só vós pera o Criador fostes criada,
Só vós entre as humanas escolhida.


Qual sai a aurora, que trazendo o dia,
O céu, esmalta de púrpura e de ouro,
E as negras nuvens fogem de improviso:



Tal vós, estrela clara e nosso guia,
Trazendo à terra vosso alto tesouro
Convertestes o pranto de Eva em riso. 


Frei Agostinho da Cruz (1540-1619)

1 de janeiro de 2012

É preciso viver em estado de permanente paixão! Homilia Ano Novo 2012.



1.Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar Eucaristia. Festa dos crentes, centro da vida cristã, sacramento da nossa salvação!
Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar Santa Maria Mãe de Deus e também nossa Mãe, a partir da Cruz, Medianeira de todas as graças e dons de Deus para nós!
Eis-nos no primeiro dia do ano a celebrar o Dia Mundial da Paz, que é Jesus, o Príncipe da Paz, nascido no Presépio de Belém.
Motivos solenes para esta solenidade litúrgica. Corações abertos e ao alto para acolher a bênção que Deus ensinou a Moisés, no Sinai, e que se estende, hoje e sempre, sobre nós. «O Senhor te abençoe e te proteja. / O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. / O senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz».
Bênção que é para nós e para todos os homens e mulheres de boa vontade vigor, força, êxito e felicidade.
Bênção que vem de Deus como dom, graça, gratuidade, prenda e presente, mas que não dispensa o nosso acolhimento e o nosso compromisso, em gestos concretos com os que caminham ao nosso lado.

2.Hoje, uma vez mais, e como temos feito desde o início do Advento, queremos aprender na escola do presépio. Hoje, especialmente, seguimos o caminho e os passos dos pastores, e aprendemos de Maria, a contemplar esse rosto de Jesus Menino, que nos manifesta a totalidade de Deus, irrompendo a carne do mundo, apenas porque quis e quer e porque ama!
São os pastores, que, acordando, nos guiam ao presépio e nos ensinam a ver o que tantos quiseram ver e não viram e ouvir e não ouviram: o Menino do Presépio, envolvido em panos, é mesmo Deus. «A humanidade de Deus é o traço decisivo do cristianismo e da cultura ocidental», assim escreveu o dominicano José Augusto Mourão, falecido este ano.

3.Fabulosa e inédita Mensagem que Bento XVI escreve para este Dia Mundial da Paz. Dirige-a especialmente aos jovens. “Educar os jovens para a justiça e para a paz”. A merecer a nossa leitura, a nossa meditação e a nossa acção.
Aqui eleva-se a fasquia. Reconhece-se na juventude o vigor e o entusiasmo que o nosso mundo precisa, em tempos difíceis, marcados por tantas crises, com especial enfoque na crise económica e financeira. Evoca-se a acção, que vimos inúmeras vezes, nos últimos tempos, de jovens sedentos, inquietos, insatisfeitos. Não é por acaso que a Revista “Time” elegeu como personalidade do ano 2011, a figura do “Manifestante”.
Bento XVI deixa na sua Mensagem uma palavra de incentivo, de proximidade de compreensão, de carinho, de estima e de admiração a todos os jovens. É a esses que o Papa pede ousadia e coragem sabendo que a Igreja olha-os com esperança.
E escreve-lhes: “Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.” É grande e belo o desafio que lhes faz!
Mas a palavra do Papa volta-se às famílias, olhando-as como “células originais da sociedade” e como primeiras educadoras das jovens gerações. Papel fundamental dado aos pais, no seu dever e missão de educar os seus filhos. “Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem”, escreve Bento XVI.
Palavra papal virada, ainda, aos responsáveis das instituições com tarefas educativas. “Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar activamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna”, diz na mesma Mensagem.
Palavra do Papa a alertar os responsáveis políticos, “pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar” e ainda palavra desafiadora aos meios de comunicação social que têm a função não só de informar, mas também de contribuir e “concorrer notavelmente para a educação dos jovens”.
Mensagem desafiadora! A não ignorar. A pegar, a ler, e a fazer por todos, sem excepção.

4.Neste início de ano gostava de desafiar cada um e cada uma ainda com as palavras do dominicano José Augusto Mourão: “O que é preciso é viver em estado permanente de paixão e fazer da vida a beleza, a procurar”.
Claro que procurando a vida, procuramos Deus, origem e fundamento da nossa existência humana. E procurando Deus, e encontrando-O encontramo-nos e achamos o sentido e a felicidade que ansiamos e pela qual suspiramos cada dia!

Pe. JAC

8 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição da Virgem Maria. A mais perfeita criatura humana!

Sois toda bela, Senhora Nossa.
Uma alma orientada
Desde sempre para o Senhor
Num impulso imenso de amor
Que brota do Amor.

Desde o primeiro instante da sua existência
Inteira e totalmente consagrada ao Senhor.
Desde o despertar da sua consciência
Não afrouxando ou fechando o impulso para Deus.

Impulso destinado a (re)erguer a humanidade caída,
Humanidade que representa plenamente,
E que, nela, estende ao Pai
Duas mãos que suplicam
para que caia o Orvalho
desça o Justo
para que venha a Paz
E apareça o Salvador!

Pureza virginal
Cândida inocência
Que, por todos, arrisca oferecer-se,
Sem limites, sem restrições
À santíssima vontade de Deus.

Lugar privilegiado
Trigo  imaculado sobre a eira
Donde vem para nós
A vida que sacia a nossa secura!

Pureza incomparável,
Diamante precioso,
Ornado do ouro mais fino
Habitado da luz mais pura
Que dá claridade
A tantos que jazem na escuridão.

Perfeita inocência
Que não é inconsistência infantil,
Que desfaz a sabedoria do mundo
E frustra a astúcia do Maligno
Que acredita, de corpo e alma,
Na Palavra recebida
E dela se faz escrava
Abrindo para nós
O paraíso selado,
Outrora, em Eva, fechado.

Candura generosa
Que diz, mesmo com medo, “Estou aqui!”
Um “Sim” perfeito e pleno
Perante o assombro dos Céus,
O amor definitivo entregue ao poder do Espírito
Para regenerar todos os humanos em Deus.

Glória da nossa terra,
Honra do nosso povo.
Jóia incomparável
Habitada pelo Espírito,
Por todas as chamas de amor.
Pentecostes em que participamos
Na coroa dos santos.

Mãe de uma geração imensa
Advogada dos pobres
Guia de todas as nossas misérias
Para a fonte caudalosa da Vida
Para o bendito fruto da Cruz
Que dá felicidade eterna e imortal
Aos filhos, para sempre, arrancados à morte.

Por Maria até Jesus!
A Ti clamamos hoje e sempre:
Ó Maria concebida sem pecado.
Rogai por nós que recorremos a Vós.
Amem!

Adaptado de Marcel Denis, usado nas homilias das Eucaristias que presido neste dia!
Pe. JAC

7 de dezembro de 2011

Advento 2011. Imaculada Conceição


Ó Senhora imaculada, silenciosa,
De sorriso virginal,
Frescura envolvida na canção formosa
Do amanhecer inicial.
Senhora do vestido simples da graça
Que íntima aurora Te deu,
Florindo, sobre a luz da terra que passa,
À luz primeira do Céu.
Senhora, o teu celeste olhar de padroeira
Floresça em nosso interior,
Abrindo a senda da pureza verdadeira
Que nos conduza ao Senhor.
Da Liturgia das Horas

7 de outubro de 2011

Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário. Aprender na escola de Maria a ser discípulo de Jesus Cristo.
Partilho e rezo:

Sobre a morte de Maria

I

O mesmo grande Anjo que outrora
lhe trouxera a mensagem da conceção,
ali estava, aguardando a sua atenção,
e disse: o tempo do teu aparecimento é agora.
E ela perturbou-se como antes e mostrou
ser de novo a serva, assentindo profundamente.
Mas ele irradiava e, aproximando-se infinitamente,
desapareceu como que no rosto dela e mandou
aos Apóstolos que se tinham afastado
que se juntassem na casa da encosta,
a casa da Ceia derradeira. Eles vieram a passo pesado
e entraram cheios de temor: ali se encontrava posta
sobre estreito leito, aquela que tinha mergulhado
misteriosamente no declínio e na eleição,
imaculada, como criatura de indiviso coração,
escutando o coro angelical com ar maravilhado.
Então, quando os viu atrás das suas velas,
expectantes, arrancou-se ao excesso de harmonia
das vozes e ofereceu-lhes ainda as duas vestes belas,
de todo o coração, as únicas que possuía,
e ergueu a sua face para este aqui e aquele além...
(Ó fonte de inomináveis lágrimas em caudais!)

Mas ela reclinou-se nos seus requebros finais
e atraiu os céus para tão perto de Jerusalém
que a sua alma, ao escapar,
apenas teve de um pouco se elevar:
e já a levava Aquele que tudo dela sabia
para a Natureza divina a que ela pertencia.

II

Quem poderia pensar que até à sua chegada
o vasto Céu imperfeito era?
O Ressuscitado ocupara a sua morada,
porém a seu lado, havia vinte e quatro anos, estivera
um trono vazio. E todos já começavam
a habituar-se à pura ausência
que estava como que fechada, pois a ofuscavam
os raios de luz do Filho em permanência.

E assim ela também, ao entrar no Céu naquele dia,
não se dirigiu a Ele, por muito que o desejasse;
ali não havia ligar, só Ele lá se encontrava e resplandecia
numa claridade que a ela lhe doía.
Porém, como agora essa figura comovente
aos bem-aventurados se juntasse
e discretamente, luz na liz, um lugar viesse ocupar,
expandu-se então do seu ser um brilho incandescente
de tal intensidade que o Anjo que ela estava a iluminar
gritou, ofuscado: quem é esta?
Houve um silêncio de espanto. Depois todos viram em festa
Deus Pai nas alturas Nosso Senhor deter
de modo a, envolto na luz do amanhecer,
o lugar vazio, como um pouco de compunção,
se mostrar, uma réstia de solidão
como algo que ainda suportava, um nada
de tempo terreno, uma cicatriz sarada.
Olharam para ela: o seu olhar com receio aí pousou,
profundamente inclinado, como se sentisse: eu sou
a sua dor mais longa; e, de súbito, caiu para diante.
Mas os Anjos consigo a tomaram
e a apoiaram e cantaram de felicidade exultante
e a elevaram e no lugar cimeiro a colocaram.

III

Porém, diante do Apóstolo Tomé, chegado
já demasiado tarde, apareceu
o rápido Anjo, há muito para tal compenetrado,
e junto ao lugar da sepultura a ordem deu:

afasta a pedra para o lado. Queres saber
onde está aquela que comove o teu coração?
Vê: como almofada de alfazema, a jazer
se encontrou ali, em breve posição,
para que a Terra tivesse o seu odor
nas dobras, como um pano raro.
Tudo o que está morto (tu o sentes), toda a dor
Estão envoltos no seu aroma claro.

Olha para a mortalha: onde está a brancura
que a torne mais deslumbrante, sem a alterar?
A luz que emana desta morta pura
mais a iluminou do que a luz solar.

Não te admiras de quão suavemente lhe escapou?
Quase como se ela ainda aí estivesse, nada saiu do lugar.
Porém todo o Céu nas alturas se agitou:
Homem, ajoelha-te, segue-me com o olhar e começa a cantar.

Rainer Maria Rilke

8 de dezembro de 2010

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


Nossa Senhora da Conceição
Mãe do Salvador da humanidade
Te oferecemos o nosso coração
Recebe-o como prova de humildade.

Protege, guia e zela
O reino que a Ti foi confiado
Ameniza os caminhos mais sinuosos
E cobre com Teu manto o mais desamparado.

Virgem Imaculada sem mancha
Teu dia é Festa Universal
Rainha de um povo que te venera
Te louvamos Padroeira de Portugal.

Autoria: Isabel Mendes http://apoesiadaisamar.blogspot.com     

1 de maio de 2010

Mês de Maio. Mês da Mãe. Mês de Maria


Começamos o mês mariano por excelência. Todos os meses são marianos porque em todos os meses, Maria não deixa nunca de ser a nossa Mãe. Este é especial. Em cada dia deste mês, dentro das possibilidades, tentarei deixar uma pequena reflexão para a oração do terço. Uso uma edição do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, da minha Arquidiocese de Braga, que saiu este ano, chamada “Trinta e um dias com Maria”. Tem uma vertente vocacional impressa pela dinâmica do Ano Sacerdotal.
Acima de tudo, que Nossa Senhora seja louvada. A nossa devoção a Maria é importante porque Deus quer, Ela merece e nós precisamos…

Dia 1
Estamos no início de um mês marcado pela devoção a Nossa Senhora. Hoje é dia de S. José Operário.
O centro da nossa fé é Cristo, e a nossa chegada até Ele possui diversos caminhos. Um deles é, inevitavelmente, Maria, modelo de fé e vida para os cristãos.
Nas palavras da cruz dirigidas a Maria e a João, Maria torna-se Mãe da Igreja. Ela foi a primeira a dizer Sim, a primeira no Apostolado.
Falar em apostolado remete para o ano sacerdotal que estamos a viver. Somos povo sacerdotal, mas entre os consagrados pelo baptismo há um número restrito de escolhidos que assume o sacerdócio ministerial pelo sacramento da Ordem.
Com os olhos em Maria, rezamos pelas vocações, pelos seminários que as formam e pelos sacerdotes deles saídos, a fim de realizarem bem aquilo para que foram preparados: o anúncio da boa nova.
Contemplamos os mistérios gozosos e, neles, uma série de alegres e felizes anúncios à família de Nazaré e, por ela, à humanidade.

25 de março de 2010

37.º dia da Quaresma: Anunciação do Senhor: Ajoelhados diante de tão grande mistério


«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice
e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril;
porque a Deus nada é impossível».
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra».
Lc 1
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Estamos a nove meses do Natal. Hoje Jesus é concebido no seio de Maria, que aceita fazer-se serva do Senhor porque mais do Servo Sofredor. Ajoelhamos diante de tão grande mistério. Na missa de hoje, ao rezarmos, no Credo, “Incarnou pelo Espírito Santo, no seio de Maria”, somos convidados a ajoelhar. O Verbo de Deus desce à humanidade para elevar a humanidade à divindade. Admirável comércio que nos traz a salvação.
O Anjo expôs os desígnios de Deus a Maria e Ela aceitou a vontade do Pai. Deus vem à terra pelo Sim de Maria, que foi escolhida para ser o primeiro sacrário da terra a albergar a divindade.
A incarnação de Deus liga-se à compaixão: Deus vem porque tem uma paixão pelo humano, Deus está apaixonado pelo humano. Parte da sua iniciativa e destina-se à nossa redenção.
Porque este é um admirável mistério de compaixão, e porque o quero contemplar como mistério de salvação, deixo para contemplação as palavras seguintes:

Compaixão

“Compadecido dos errados caminhos dos homens”, humilhou-se a si próprio, tomando a condição de servo e morrendo na cruz, por amor. Em Cristo, Filho de Deus, feito Homem, realiza-se a compaixão na plenitude. O homem retoma a dignidade perdida e, porque infinitamente amado, recria-se o projecto original da relação consigo, com os outros e com Deus. Por um amor sem medida amado, o homem percebe-se coração de carne e, dignificando-se, arremessa para fora o coração de pedra. E dois corações de carne e milhares e milhões de outros, sempre a nascer, e sem conta, até ao fim dos tempos, fazem o mundo possível. Sem compaixão não seria possível vida. Porque não teria paixão nem coração.
Um beijo, um afago, um sorriso, um abraço, um colo, um despojar-se de si, um encontro de bocas e de lágrimas, um hino de ternura cantado nas longitudes da exclusão, uma vida dada para que o outro viva, um perdão sem mais passado, um retorno duma amizade perdida, um ir, sem volta, ao irmão de longe e encontrá-lo e dizer-lhe “aqui estou, por ti”, um morrer de pena e mágoa por não poder ir mais longe nem poder fazer mais, uma inquietante impotência frente à dor e ao sofrimento alheios, um não saber porquê mas saber crer e esperar, um dar tudo sem nada esperar, um da sem nada querer receber, um passar sem passar adiante e parar, reparar e ver, na frente, o irmão, embora rico ou pobre, mas na indisfarçável urgência de ser amado e acolhido e percebido, para além das aparências...ai, que seria o mundo sem compaixão?!
Artur de Matos, in Revista Boa Nova, Março de 2010.

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A Anunciação é uma festa mariana com acento cristológico. Por isso, neste dia, rezo a Maria:
À vossa protecção nos acolhemos
Santa Mãe de Deus
Não desprezeis as nossas súplicas
em nossas necessidades
Mas livrai-nos de todos os perigos
Ó Virgem Gloriosa e Bendita!

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O mistério da nossa reconciliação

A humildade foi assumida pela majestade, a fraqueza pela força, a mortalidade pela eternidade. Para saldar a dívida da nossa condição humana, a natureza impassível uniu-se à nossa natureza passível, a fim de que, como convinha para nosso remédio, o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pudesse ser submetido à morte como homem e dela estivesse imune como Deus.
Numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na sua humanidade. Por «nossa humanidade» queremos dizer a natureza que o Criador desde o início formou em nós e que Ele assumiu para a renovar.
Mas daquelas coisas que o Enganador trouxe e o homem enganado aceitou, não há nenhum vestígio no Salvador; nem pelo facto de se ter irmanado na comunhão da fragilidade humana Se tornou participante dos nossos delitos.
Assumiu a forma de servo sem mancha de pecado, elevando a humanidade, não diminuindo a divindade: porque aquele aniquilamento pelo qual o Invisível se fez visível, e o Criador e Senhor de todas as coisas quis ser um dos mortais, foi uma condescendência da sua misericórdia, não foi uma quebra no seu poder. Por isso Aquele que, na sua condição divina, fez o homem, assumindo a condição de servo fez-Se homem.
Entra portanto o Filho de Deus na baixeza deste mundo, descendo do trono celeste, mas sem deixar a glória do Pai; é gerado e nasce, de modo totalmente novo.
De modo novo, porque, sendo invisível em Si mesmo, torna-Se visível na nossa natureza; sendo incompreensível, quer ser compreendido; existindo antes do tempo, começa a viver no tempo; o Senhor do Universo toma a condição de servo, obscurecendo a imensidão da sua majestade; o Deus impassível não desdenha ser um homem passível, o imortal submete-Se às leis da morte.
Aquele que é Deus verdadeiro é também verdadeiro homem; e não há ficção alguma nesta unidade, porque n’Ele é perfeita respectivamente a humildade do homem e a grandeza de Deus.
Nem Deus sofre mudança com esta condescendência da sua misericórdia, nem o homem é destruído com a elevação a tão alta dignidade. Cada natureza realiza, em comunhão com a outra, aquilo que lhe é próprio: o Verbo realiza o que é próprio do Verbo, e a carne realiza o que é próprio da carne.
A natureza divina resplandece nos milagres, a humana sucumbe nos sofrimentos. E assim como o Verbo não renuncia à igualdade da glória paterna, assim também a carne não perde a natureza do género humano.
É um só e o mesmo – não nos cansaremos de repeti-lo – verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem.
É Deus, porque no princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus; é homem, porque o Verbo Se fez carne e habitou entre nós.
Das Cartas de São Leão Magno, papa (Sec. V)

E continuamos, até ao fim, até ao extremo:
37º dia. Amor de Deus
38ºdia.De mãos dadas
39ºdia.Mar com sabor a canela
40º dia. O que é a verdade
41º dia. Nova Civilização
42ºdia.Partilhasemfamenor
43º dia. Degrau de silêncio
44º dia. Teresa desabafos
45º dia. A Capela

23 de março de 2010

Nossa Senhora da Soledade: Passos de Cristo em Águeda

Nestas celebrações destes três dias que pretendem reafirmar e reforçar a nossa fé em Jesus Cristo, morto, ressuscitado e vivo entre nós, olhamos hoje, em particular, a Mãe, a Senhora das Dores, a mulher atenta e solícita às dores e sofrimentos de quantos se abrem e confiam na misericórdia, na protecção, na compaixão e providência de Deus.
O relato das Bodas de Caná, que ouvimos proclamar, é o nosso contexto para olharmos esta figura singular da história da salvação, como Mulher e Mãe, intercessora e medianeira de todas as graças. Este episódio mostra-nos claramente como a Mãe de Jesus actua junto daqueles que dela necessitam. Ele é verdadeiramente Mãe de clemência e de misericórdia.
S. João começa por dar conhecimento da presença da Mãe de Jesus, do próprio Jesus e dos seus discípulos na festa do casamento.
Maria, a dado passo, percebe que o vinho está para acabar e por isso, cheia de zelo e de prestimosa caridade, observa a Jesus: “Não têm vinho” (Jo 2, 3). Para evitar que os anfitriões passem vergonha diante dos convidados, pede a seu Filho o milagre. Com discrição, mas certa de que Ele o é capaz.
Este pedido de Maria a Jesus traduz a sua relação maternal com a humanidade. Amor materno que antevê a aflição dos filhos, que procura diminuir-lhes o sofrimento, que quer desde sempre dar-lhes o que de melhor puder dar.
Diz a este respeito o Beato José Maria Escrivã: “É próprio de uma mulher [mãe] e de uma solícita dona de casa notar um descuido, prestar atenção a esses pequenos detalhes que tornam agradável a existência humana: e foi assim que Maria se comportou”. É assim que Maria intercede junto de Deus pela humanidade, como se dissesse constantemente: “eles não têm mais vinho”, sugerindo ao Senhor que dê, de novo, aos homens e mulheres daquele tempo e de todos os tempos, a alegria perdida no meio dos seus sofrimentos e tribulações.
A resposta de Jesus à sua Mãe, à primeira vista, poderia parecer dura, mas só àqueles que não possuem uma verdadeira e completa compreensão da Escritura. Disse Ele: “Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora”. (Jo 2, 4).
Ora, analisando melhor a resposta de Jesus, podemos ver como ela é, de facto, elogiosa para Maria. Em primeiro lugar, convém lembrar que Ele a chamou de “mulher”, também no Calvário, dizendo do alto da Cruz: “Mulher, eis o teu filho” (Jo 19, 26).
Além disso, chamando-a de “mulher”, Ele fala como Deus fala às suas criaturas. Mas, ainda mais importante do que isso, Jesus chama sua Mãe de “mulher”, para que todos reconheçam nela aquela “mulher” que profetizou no Génesis, quando amaldiçoou a serpente ou a “mulher” relatada no Apocalipse.
Voltando àquela festa de Caná, Maria adverte os serventes: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2,5). E é ensinando àqueles homens que fiquem atentos ao movimento do seu Filho que Maria se torna também intercessora de Deus junto da humanidade. O milagre, o sinal de Caná, não aconteceria se os serventes não ouvissem e obedecessem ao que Jesus lhes indicaria. Por isso, era necessário que um canal de comunicação se abrisse entre a divindade e a humanidade. E, em Caná, Maria foi essa via comunicadora de vida nova que age movida por uma “caridade preventiva”.
Maria pediu o milagre por caridade e de imediato dá aos servos um conselho que serve para todos nós: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Por este motivo a Igreja a chama de Mãe do Bom Conselho, Mãe que continuamente nos comunica bons conselhos e aspirações.
Vendo as nossas aflições e respondendo com o pedido de que façamos o que Jesus disser, Maria torna-se intercessora de Deus, medianeira. Tal como em Caná, o milagre nas nossas vidas não poderá acontecer se não tivermos olhos e ouvidos abertos para fazer o que o Senhor nos diz. Com Deus, participamos do milagre de fazer vida nova no mundo e é Maria quem nos conduz nesse mistério de amor e construção.
As Bodas de Caná revelam-nos esta Mãe solícita e atenta, presente e actuante na vida dos homens. Com as palavras do poeta Dante, na “Divina Comedia”, rezo a Maria, intercessora e medianeira que continue a ser o que sempre foi: Mulher e Mãe!

Mulher, és tão grande e tanto vales
que, quem graça e a ti não recorre,
seu desejo é o de voar sem ter asas.
A tua benignidade não só socorre
a quem pede, mas muitas vezes,
generosamente, ao pedir, precede.
Em ti, misericórdia, em ti, piedade,
em ti, magnificência, em ti se reúne
tudo quanto na criatura há de bondade!
(Dante Allighieri, Divina Comedia, Paradiso, XXXIII,13-21)

12 de fevereiro de 2010

Maria, Mãe de Deus


Virgem santa gloriosa
De todas a mais formosa
Entre as mulheres da terra.
Ó santa Mãe de ternura
Imaculada e pura
Nosso canto a Ti se eleva.

No teu ventre, Jesus recebeste
E ao mundo apareceste
Como excelsa Mãe de Deus
Nesta vida, caminhantes
Atentos e vigilantes
Conduz-nos até aos Céus.

Ó Maria Mãe de Deus
Abençoa os filhos teus
Te pedimos nesta hora
E no fim da nossa vida
Senhora amada e querida
Vamos para Ti sem demora.


JAC 2006

10 de agosto de 2009

Arcebispo exortou à caridade em tempo de crise económica




Morreu um peregrino a caminho do Santuário da Franqueira





O Santuário de Nossa Senhora da Franqueira, em Barcelos, recebeu, durante do dia de ontem, milhares de peregrinos e devotos de Nossa Senhora. O Arcebispo de Braga presidiu à Eucaristia, ao final da manhã, e explanando alguns ensinamentos de Bento XVI, contidos na última encíclica papal, exortou à caridade, sem esquecer o tempo de crise social e económica e o período de reflexão política que se vive em Portugal, como preparação das próximas Eleições Legislativas (27 de Setembro) e Autárquicas (11 de Outubro).
No recinto em frente ao santuário mariano, localizado na freguesia de Pereira (Barcelos), D. Jorge Ortiga pediu que os cristãos se comprometam com a justiça e com o bem comum. Concretizando, o prelado afirmou que «Portugal, um pouco como todo o mundo, está a atravessar uma crise social e económica» e que, o período de reflexão política que se vive, assim como os programas eleitorais dos partidos, devem olhar os «problemas concretos e reais das pessoas», concretamente a pobreza e a falta de emprego.
Neste sentido, acentuou o pedido para que, particularmente os cristãos, se saibam comprometer em favor da justiça. E atirou: «Não só a justiça dos tribunais que às vezes é defendida, mas outras vezes nem tanto».
Em contrapartida, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa pediu uma justiça que assuma o respeito pela dignidade de pessoas e que se traduza em igualdade de direitos e de deveres.
Noutra linha, e desenvolvendo algumas ideias de Bento XVI, expressas na “Caritas in veritate”, D. Jorge Ortiga defendeu que «a busca do bem-estar individual não de deve sobrepor à busca do bem comum». Para o Arcebispo é fundamental que cada pessoa tenha consciência de que a sociedade é formada por um «nós todos» e que o caminho da construção de um mundo melhor deve assentar na ideia da solidariedade e do bem comum.
Já a terminar a homilia, o Arcebispo Primaz, recordou aos fiéis o exemplo de Nossa Senhora, concretamente a sua «disponibilidade» e a sua «caridade interventiva», que se traduziu em serviço desinteressado aos outros. E concluiu: «caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e se entregou por nós» e «que Nossa Senhora da Franqueira abençoe o vosso concelho de Barcelos e proteja todos os portugueses».
A peregrinação saiu às 08h00, da matriz de Barcelos. Pelas 11h00, chegou ao recinto do santuário. Logo que ali chegou, foram várias as centenas de pessoas que sentiram cumprida a sua devoção ou promessa e foram-se embora, fazendo o percurso descendente, igualmente a pé, enquanto o Arcebispo, acompanhado por diversos párocos, presidia à missa de encerramento.

Homem morre
de ataque cardíaco
Entretanto, a pererginação a Nossa Senhora da Franqueira ficou marcada pela morte de um homem de 67 anos de idade. Segundo informações dos Bombeiros de Barcelinhos, a vítima sofreu uma paragem cárdio-respiratória enquanto seguia em peregrinação e, apesar de ter sido imediatamente assistido, acabou por falecer ainda no local. Posteriormente, foi transportado para a morgue do Hospital de Barcelos.

26 de maio de 2009

Cristãos devem limpar sinais de corrupção do mundo




Vigário geral na peregrinação à Senhora do Pilar

O cónego José Paulo Abreu desafiou os cristãos do arciprestado da Póvoa de Lanhoso a trabalhar na transformação do mundo actual, concretamente limpando dele todos os «sinais de corrupção, falta de verdade e de egoísmo». Na homilia da peregrinação arciprestal ao santuário de Nossa Senhora do Pilar, o vigário geral da Arquidiocese desafiou ainda os milhares de pessoas presentes a não esquecerem a oração do rosário que é a devoção do amor a Nossa Senhora.
Na Eucaristia, concelebrada por uma dezena de párocos, no anfiteatro natural situado junto ao templo mariano, o capitular que presidiu à celebração começou por dar conta da festa litúrgica da Ascensão que «convida a olhar para o Céu, onde está o Filho, juntamente com Deus Pai e com Nossa Senhora». «Ela, no céu, é medianeira de todas as graças e intercessora», afirmou, exortando a que todos os cristãos «coloquem junto de Deus as suas intenções, por meio das mãos de Nossa Senhora».
A festa da Ascensão representa a «entronização de Jesus», fazendo-o «Senhor de tudo, à direita do Pai» mas, permite igualmente contemplar a figura de Nossa Senhora que também teve a honra de ser elevada ao Céu, como recompensa da sua vida cheia de graça e cheia de Deus. Na sua vida terrena, Maria foi «perfeita no amor».
Com veemência, o cónego José Paulo Abreu distinguiu duas formas de as pessoas se situarem perante a vida. Por um lado, «podemos escolher viver nas trevas, com atitudes de ódio, inveja e egoísmo, e estamos, assim, a preparar o inferno». Todavia, «temos também a possibilidade de vivermos na luz, com atitudes de amor, de serviço, de solidariedade e de respeito», afirmou o presidente da celebração, ressalvando que «assim se prepara o Céu».
Mediante a liturgia da Palavra, o vigário geral ainda ressalvou o desafio constantemente colocado aos cristãos e que tem a ver com a construção do Reino de Deus no mundo. «É preciso lutar contra os demónios e expulsar as serpentes ou seja, é urgente combater o mal do mundo e lutar contra as tentações». O capitular elencou de seguida que «o combate ao mal faz-se lutando contra toda a corrupção, o egoísmo e a falta de verdade».
A terminar a reflexão, o sacerdote pediu que os cristãos não esqueçam a devoção do rosário ou do terço. «Como em momentos vários da vida usamos flores para significar a nossa estima e o nosso amor a alguém – elencou o nascimento, as diversas festas, o casamento e até a morte – não podemos esquecer de dar rosas a Nossa Senhora», disse. «Cada ‘Ave Maria’ que rezamos é uma rosa que depomos junto de Nossa Senhora», finalizou.
A peregrinação arciprestal à Senhora do Pilar, apesar de alguma chuva que foi caindo, juntou milhares de pessoas. As paróquias povoenses aderiram ao apelo lançado pelos párocos e fizeram-se representar com estandartes, bandeiras e cruzes paroquias. De realçar a presença de muitos movimentos de apostolado mas, também, de muitas associações e instituições civis, desde logo a Câmara Municipal, com Manuel Baptista a incorporar a peregrinação até ao alto do monte.

23 de maio de 2009

Confio na Mãe




Eu te amo minha Mãe
Sou teu filho muito amado
A Ti entrego neste dia
Meu coração confiado.

Eu te amo minha Mãe
Sou teu filho pequenino
Toma-me em tuas mãos
Afaga-me com carinho.

inédito JAC

21 de maio de 2009

Maria, Mãe de Deus




Virgem santa gloriosa
De todas a mais formosa
Entre as mulheres da terra.

Ó santa Mãe de ternura
Imaculada e pura
Nosso canto a Ti se eleva.

No teu ventre, Jesus recebeste
E ao mundo apareceste
Como excelsa Mãe de Deus.

Nesta vida, caminhantes,
Atentos e vigilantes,
Conduz-nos até aos Céus.

Ó Maria Mãe de Deus
Abençoa os filhos teus
Te pedimos nesta hora.

E no fim da nossa vida
Senhora amada e querida
Vamos a Ti sem demora.

inédito José António Carneiro

20 de maio de 2009

Senhora minha




Ó Senhora minha eu te peço
Que não me deixes sozinho
Porque sei que desfaleço.

Fica sempre do meu lado
Para me sentir seguro
Ouve e atende o meu brado.

Contigo sei para onde vou,
Sigo Cristo que me amou,
Antes e em primeiro lugar.

Ele é o Filho gerado
E por Deus foi enviado:
E eu O quero anunciar.

inédito José António Carneiro

13 de maio de 2009

Senhora de Fátima, Senhora do Mundo




Salve, ó Mãe, Senhora vestida de branco
Senhora de Fátima, Senhora do Mundo
Ouve meu clamor que é tão profundo
Vela por mim, faz-me ser mais santo.

Inclina teu coração tão maternal
À pequenez da minha existência
E guarda-me com tua providência
Com teu amor eterno e total.

Ensina-me a viver à tua maneira
Guardando para sempre a Palavra de Jesus
O único caminho certo para Deus.

A Ti entrego a minha vida inteira
Carregando, alegremente, a minha cruz
Até alcançar a Pátria dos Céus.

inédito José António Carneiro

Em dia de 13 Maio, a minha oração à Mãe de Fátima!

7 de maio de 2009

Consagração à Mãe




Ó Santa Mãe, Senhora de Fátima
E teus pés, prostrado e caído por terra
Venho agradecer-Te a tua protecção maternal.

Tu velas por mim
Como Mãe atenta e solícita,
Por mim que tanto preciso.

Mas aqui, no altar do mundo
Venho também reconhecer a minha miséria
O quão pecador sou.

Peço, Senhora, que inclines sempre o Teu olhar
Que não me tires da vista
E que a todo o momento me chames à verdade.

Que eu saiba, como Tu, ser discípulo de Cristo
Que guarda a Palavra
Que a torna acção na vida concreta;
Que saiba anunciar,
Transmitir o Evangelho.
Que me sinta Igreja, corpo de Cristo,
Do Teu Filho e Filho de Deus.

A Ele também me entrego
E nEle, com Ele e por Ele,
Entregar-me a Ti,
Consagrar-me de todo o coração,
Com todas minhas as forças e por inteiro.

O Maria Virgine, Mater Dei, ora pro nobis.
Totus tuus.

inédito José António Carneiro

21 de abril de 2009

Tribuna barroca do século XVIII dá brilho à igreja de Serzedelo


Restauro custou à paróquia povoense 35 mil euros

A paróquia de São Pedro de Serzedelo, na Póvoa de Lanhoso, está a recuperar a tribuna e a capela-mor da sua igreja paroquial, que volta a ganhar, deste modo, novo brilho. A obra, acompanhada pelo Instituto de História e Arte Cristã da Arquidiocese (IHAC), custa cerca de 35 mil euros e estará concluída no próximo sábado, para acolher a imagem da Virgem Peregrina (ver abaixo), que visita as comunidades de Calvos e de Serzedelo, no arciprestado povoense.
O padre António Pereira Lopes, pároco de Serzedelo e ainda de Calvos, disse que desde o início a comunidade paroquial acatou bem a missão de preservar o seu rico património monumental e arquitectónico e, por isso, empenhou-se nesta obra que será paga na totalidade pelos paroquianos.
«Não pedimos dinheiro a nenhuma instituição», revelou o sacerdote, notando que houve envolvimento da quase totalidade dos habitantes de Serzedelo. Já em 1996, num restauro global da igreja «foram gastos mais de 17 mil contos (85 mil euros), pagos pelos paroquianos».
O sacerdote, que está há quase 50 anos na comunidade paroquial, salientou ainda o acompanhamento da obra pelo IHAC e a abertura que, particularmente o cónego José Paulo Abreu, manifestou em relação ao projecto de preservação e restauro da tribuna e capela-mor da igreja paroquial de Serzedelo.
A obra foi executada, in loco, por Joana Magalhães e Sandra Lopes, técnicas do IHAC, acompanhadas de uma equipa de carpintaria composta por um entalhador e dois marceneiros. Arrancou em Outubro do ano transacto e estará finalizada nos próximos dias.
Sobre o trabalho propriamente dito, Joana Magalhães apontou que, em primeiro lugar, houve necessidade de estabilizar e nivelar a tribuna que estava literalmente desalinhada, correndo o sério risco de ruir. As causas da visível degradação da tribuna da igreja, agora restaurada, tinham a ver com a humidade e com o ataque à madeira da chamada formiga-branca.
Diga-se que a tribuna da igreja paroquial de São Pedro de Serzedelo, na Póvoa da Lanhoso, é uma jóia da arte barroca portuguesa do século XVIII. É concretamente composta de motivos eucarísticos e acarreta 83 figuras de anjinhos.
Para facilitar o trabalho faseado de limpeza e de restauro, algumas partes da tribuna foram desmontadas e trazidas para Braga, a fim de serem limpas e desinfectadas e, de novo, pintadas e douradas, respeitando a traça original, que entretanto sofreu alterações ao longo dos anos.
Já na fase final da obra de recuperação e restauro, a equipa no local está a pintar e a recolorir partes do tecto da capela-mor e a substituir algumas madeiras degradadas.



Imagem Peregrina de Fátima
visita terras de Lanhoso

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima estará nas paróquias de Calvos e de Serzedelo entre os dias 25 de Abril e 10 de Junho.
Assim, na semana que abre o mês de Maio, tradicionalmente chamado “Mês de Maria”, os habitantes das duas comunidades terão oportunidade de ter entre si, presidindo a diversas celebrações, a Imagem da Virgem de Fátima.
Foi preparado um programa que engloba diversas celebrações de Palavra, visitas e orações diante da Imagem.
No próximo sábado, a imagem será recebida em Calvos, às 19h00; às 20h30, será a vez de Serzedelo, com uma saudação pública, no largo da igreja, seguida de Eucaristia.
Para o dia 3 de Maio, Dia da Mãe, está marcada uma Eucaristia às 10h30, que terá por intenção todas as mães e filhos da paróquia e que contará ainda com a presença da Imagem de Nossa Senhora de Fátima.
“Que a Virgem Peregrina se torne apelo a uma adesão mais consciente à Palavra” – este foi, segundo o pároco de Serzedelo e de Calvos, o apelo e desafio deixado pelo Arcebispo de Braga às duas comunidades paroquiais.

26 de março de 2009

Carmelo do Bom Jesus aberto para celebração especial




Meia centena de pessoas
consagrou-se a Nossa Senhora



Meia centena de pessoas participou ontem, ao final da tarde, numa Eucaristia, na capela do Carmelo da Imaculada Conceição, no Bom Jesus, para assinalar o 25.º aniversário da consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria feita, em Roma, por João Paulo II.
A particularidade desta celebração, presidida pelo padre Miguel Ângelo Costa, foi precisamente o acto de consagração a Nossa Senhora, feito com as mesmas palavras que o Papa polaco usou em 1984, diante da imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Com a capela bem composta e em ambiente de profundo recolhimento, os presentes associaram-se às palavras de consagração proferidas pelo pároco de Tenões diante da imagem do Imaculado Coração de Maria e também se confiaram a Maria. «Não são só palavras – disse o sacerdote –, mas seja também a nossa vida, o nosso compromisso de cumprirmos cada vez mais a vontade de Deus».
«Maria vai ouvir-nos. Mais ainda: Ela pega-nos ao colo e leva-nos a Jesus e ao coração do Pai», rematou o padre Miguel Ângelo Costa.
A celebração contou com a animação musical do grupo coral de Santo Adrião e com a presença de elementos da Associação Casa da Irmã Lúcia, ligada ao Carmelo. A comunidade religiosa também se associou à celebração na qual o sacerdote exortou os presentes, à imagem de Maria, a «fazerem a vontade de Deus».
O também capelão do Hospital de São Marcos começou a Eucaristia ressaltando os motivos da festa: por um lado, a celebração litúrgica da Anunciação do Senhor, uma festa que «está relacionada com Jesus e também com Nossa Senhora», afirmou. Por outro lado, a evocação da consagração à Virgem Maria que fez João Paulo II há 25 anos, no Vaticano.
Na breve homilia, o sacerdote estabeleceu uma ligação entre a primeira leitura – que falava da profecia de uma Virgem que iria dar à luz um filho – e o Evangelho – que relatava a anunciação do anjo a Nossa Senhora. «O Evangelho de hoje (ontem) cumpre a profecia: Deus deixa de estar longe e torna-se próximo da humanidade», afirmou.
Apontando o papel relevante de Maria na História da Salvação, apontou-a também como a «mulher que soube fazer a vontade de Deus». Nessa linha, exortou a que a consagração a Maria seja «o compromisso pessoal de fazermos a vontade de Deus» e, com isso, «tornarmos o mundo diferente para melhor».
No final da homilia, durante o Credo, os presentes foram desafiados a ajoelhar às palavras “E incarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria”, como sinal de contemplação profunda do mistério da Incarnação de Cristo.

22 de novembro de 2008

[A propósito da solenidade de Cristo Rei]

  “Talvez eu não me tenha explicado bem. Ou não entendestes.” Não penseis no futuro. No último dia já estará tudo decidido. Tudo se joga nes...