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29 de dezembro de 2017

Oração da Família

Nós Vos bendizemos, Senhor,
que na vossa infinita misericórdia
quisestes que o vosso Filho, feito homem,
fizesse parte duma família humana,
crescendo no ambiente da intimidade doméstica
e conhecendo as suas preocupações e alegrias.
Humildemente Vos pedimos, Senhor:
guardai e protegei a nossa família
e as famílias de todo o mundo
para que, fortalecidas pela vossa graça,
gozem de prosperidade, vivam na concórdia
e, como Igreja doméstica,
sejam no mundo testemunha da vossa glória.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

24 de novembro de 2016

Misericordia et misera: muito foi feito... Mas ainda não basta!


do Santo Padre Francisco  na conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia 
Francisco 
a quantos lerem está carta apostólica,
misericórdia e paz.

Misericórdia e mísera (Misericordia et misera) são as duas palavras que Santo Agostinho utiliza para descrever o encontro de Jesus com a adúltera (cf. Jo 8, 1-11). Não podia encontrar expressão mais bela e coerente do que esta, para fazer compreender o mistério do amor de Deus quando vem ao encontro do pecador: «Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia».1 Quanta piedade e justiça divina nesta narração! O seu ensinamento, ao mesmo tempo que ilumina a conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, indica o caminho que somos chamados a percorrer no futuro.


19. Muitos sinais concretos de misericórdia foram realizados durante este Ano Santo. Comunidades, famílias e indivíduos crentes redescobriram a alegria da partilha e a beleza da solidariedade. Mas não basta. O mundo continua a gerar novas formas de pobreza espiritual e material, que comprometem a dignidade das pessoas. É por isso que a Igreja deve permanecer vigilante e pronta para individuar novas obras de misericórdia e implementá-las com generosidade e entusiasmo.

Este é o tempo da misericórdia. Cada dia da nossa caminhada é marcado pela presença de Deus, que guia os nossos passos com a força da graça que o Espírito infunde no coração para o plasmar e torná-lo capaz de amar. É o tempo da misericórdia para todos e cada um, para que ninguém possa pensar que é alheio à proximidade de Deus e à força da sua ternura. É o tempo da misericórdia para que quantos se sentem fracos e indefesos, afastados e sozinhos possam individuar a presença de irmãos e irmãs que os sustentam nas suas necessidades. É o tempo da misericórdia para que os pobres sintam pousado sobre si o olhar respeitoso mas atento daqueles que, vencida a indiferença, descobrem o essencial da vida. É o tempo da misericórdia para que cada pecador não se canse de pedir perdão e sentir a mão do Pai, que sempre acolhe e abraça. (21)


31 de outubro de 2012

Todos os Santos. A santidade é a normalidade do bem!





"A flor do mundo é a santidade. Essa forma de Deus presente em todos os tempos, em todas as latitudes, em todas as culturas. O que salva o mundo é a santidade: ela dá flexibilidade à dureza, torna uno o dividido, dá liberdade ao aprisionado, põe esperança nos corações abatidos, esconde o pão no regaço dos famintos, abraça-se à dor dos que choram e dança com outros a sua alegria. A santidade é um sulco invisível, mas torna tudo nítido em seu redor. A santidade é anónima e sem alarde. A santidade não é heróica: expressa-se no pequeno, no quotidiano, no usual. O pecado é a banalidade do mal. A santidade é a normalidade do bem. Como fica demonstrado neste poema de Maria de Lourdes Belchior:

«Hoje é dia de todos os santos: dos que têm auréola
e dos que não foram canonizados.
Dia de todos os santos: daqueles que viveram, serenos
e brandos, sem darem nas vistas e que no fim
dos tempos hão de seguir o Cordeiro.
Hoje é dia de todos os Santos: santos barbeiros e
santos cozinheiros, jogadores de football e porque
não? comerciantes, mercadores, caldeireiros e arrumadores
(porque não arrumadoras? se até
é mais frequente que sejam elas a encaminhar o espectador?)
Ao longo dos séculos, no silêncio da noite e à
claridade do dia foram tuas testemunhas; disseram sim/sim e não/não; gastaram palavras,
poucas, em rodeios, divagações. Foram teus
imitadores e na transparência dos seus gestos a
Tua imagem se divisava. Empreendedores e bravos
ou tímidos e mansos, traziam-te no coração,
Olharam o mundo com amor e os
homens como irmãos.
Do chão que pisavam
rebentava a esperança de um futuro de justiça e de salvação
e o seu presente era já quase só amor.
Cortejo inumerável de homens e mulheres que Te
seguiram e contigo conviveram, de modo admirável:
com os que tinham fome partilharam o seu pão
olharam compadecidos as dores do
mundo e sofreram perseguição por causa da Justiça
Foram limpos de coração e por isso
dos seus olhos jorrou pureza e dos seus lábios
brotaram palavras de consolação.
Amaram-Te e amaram o mundo.
Cantaram os teus louvores e a beleza da Criação.
E choraram as dores dos que desesperam.
Tiveram gestos de indignação e palavras proféticas
que rasgavam horizontes límpidos.
Estes são os que seguem o Cordeiro
porque te conheceram e reconheceram e de ti receberam
o dom de anunciar ao mundo a justiça e a salvação»."

(José Tolentino Mendonça, In Pai-nosso que estais na terra)




Pe. JAC

27 de outubro de 2012

Crer mais que querer. Poema no XXX domingo do tempo comum





Na subida para Jerusalém,
Jesus continua a caminhar...
e, no caminho, há sempre mais alguém
para curar, libertar e salvar.

Estava um cego sentado
esquecido e rejeitado,
e na passagem de Jesus
pressentiu salvação e luz.

Com clamor, pediu piedade
queria descobrir a visão...,
Não só dos olhos como do coração
pois queria (vi)ver a eternidade.

Ele cria tanto mais que querer
que a sua fé o salvou...
e com amor, Jesus o curou!

Com o coração pronto a acolher
ele partiu e seguiu Jesus,
guiado pela nova luz!


Pe. JAC

12 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar. As sombras da confiança!





Diário da Missão Jubilar 18


Às vezes, o tempo assusta...
Passa depressa e o sol parece nem ter tempo para brilhar...
A chuva já cai e chão fica escorregadio e alagado.
Sentimo-nos quase descalços, num exercício de perícia e equilíbrio...
Abrimos os braços para abraçar a confiança de que não estamos sós...
E eis que a luz do coração que procura Cristo, transforma a sombra na certeza da presença Daquele está sempre connosco.




Vem viver a festa connosco! 
Vive esta hora!




Pe. JAC

6 de outubro de 2012

Liberdade infinita do Amor. Poema para o XXVII domingo comum




Não há outro nome para o Amor.
Toda a definição é (im)perfeita,
qualquer aproximação incompleta...

Amor é tão grande como o tempo,
mas não acaba com os dias nem as horas...
Não é um contrato, muito menos contratempo
como o são as leis ocas e vazias.

Jesus Cristo, Senhor,
ensina-nos o Amor...
verdadeiro e indestrutível,
eterno e indivisível...
sentimento uno,
partilhado (en)canto em uníssono...

Amor é a expressão maior da esperança,
como faz cada criança,
mesmo (des)protegida de plena razão
entrega todo o seu coração,
à liberdade infinita do Amor.


Pe. JAC

29 de setembro de 2012

Estatura maior. Poema para o XXVI domingo comum.





















Jesus continua a ensinar
a irracionalidade de amar:
Todo o discípulo precisa de saber
que é preciso ser paciente e compreensivo,
acolhedor e inclusivo...,
Aceitar cada irmão e não obstaculizar
abrindo mãos e coração de par em par.

Seguir Jesus é uma opção livre
que implica determinação,
entrega e radicalidade...,
Prescindir da banal normalidade
de simplesmente ser por existir
para viver sempre a servir!

O tamanho e a estatura maior
serão sempre os do Amor.
E quando nos deixarmos invadir
seremos transformados por Cristo Senhor!


Pe. JAC

29 de dezembro de 2011

Natal 2011. Um Deus Menino!



No espaço que Deus me deu,
a Vida é uma esperança
e o ser uma promessa.

E o sonho?
Uma estrela.
E a verdade?
O horizonte expresso em afinidade.
E a alegria?
Uma primavera a tempo oportuno.
E a felicidade?
Um estilo apropriado.
E o homem?
Alguém que nasce?
E Deus?
Simplesmente Menino...
para todo aquele que, por Ele
se deixa identificar!

Pe. Olímpio, s.j.

[A propósito da solenidade de Cristo Rei]

  “Talvez eu não me tenha explicado bem. Ou não entendestes.” Não penseis no futuro. No último dia já estará tudo decidido. Tudo se joga nes...