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12 de outubro de 2012

Diário da Missão Jubilar. As sombras da confiança!





Diário da Missão Jubilar 18


Às vezes, o tempo assusta...
Passa depressa e o sol parece nem ter tempo para brilhar...
A chuva já cai e chão fica escorregadio e alagado.
Sentimo-nos quase descalços, num exercício de perícia e equilíbrio...
Abrimos os braços para abraçar a confiança de que não estamos sós...
E eis que a luz do coração que procura Cristo, transforma a sombra na certeza da presença Daquele está sempre connosco.




Vem viver a festa connosco! 
Vive esta hora!




Pe. JAC

2 de dezembro de 2011

Advento 2011. Queremos ser cegos?


O Senhor virá no esplendor da sua glória
visitar o seu povo e dar-lhe a paz e a vida eterna.

Reconhecer a fragilidade e a humanidade que somos é sinal de “decência mental” e de equilíbrio pessoal.
Não podemos pensar e viver como se fossemos mais do que o que somos na realidade. Isso seria viver na fantasia e na ilusão.
Os dois cegos que pedem a Jesus a cura da sua cegueira sabem bem o que são e o que precisam.
Jesus, que passa fazendo o bem, é capaz, depois do passo da fé que exige, de curar, sarar e salvar.
Hoje devemos pedir a cura das nossas tantas cegueiras, não tanto, possivelmente, de cegueiras físicas, mas de tanta cegueira “espiritual” e opcional, que nos leva a fechar os olhos, impedindo-nos de ver Deus e os irmãos.

Hoje deveríamos todos rezar:
O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.

Salmo 26 (27), 1.4.13-14 (R. 1ª)

14 de novembro de 2009

Esperar o sonho de Deus


Estas são as ideias que partilharei com os cristãos da Unidade Pastoral de Águeda (UPA), neste fim de semana em que celebramos o 33.º domingo do tempo comum.

1. Proximidade do fim do ano litúrgico: “Fim do mundo”

Dia e noite, sol e lua, salvação e angústia, vida e morte, anjos e demónios, felicidade e condenação, inferno e paraíso: são os contrastes que a liturgia apresenta entre o mundo passageiro e terreno e o mundo novo que há-de vir.

A linguagem é apocalíptica – aponta para a realidade do final dos tempos usando imagens simbólicas.

Não devemos, por isso, entender literalmente a mensagem apocalíptica; nada de fazer cálculos e previsões para saber o quando; devemos confiar no cumprimento do anúncio de Jesus em relação à sua última vinda. A nossa atitude é de espera. Assim, desta Palavra que parece desajustada aos nossos dias, devemos retirar um convite forte e premente à esperança.

2. “Esperai sempre”
Daniel fala-nos intervenção libertadora de Deus a favor do povo que sofria a perseguição de um poder estrangeiro
É um convite à esperança: viver esperando a vinda do Filho do Homem através da fidelidade e constância aos planos de Deus
Os que permanecem fiéis recebem por recompensa a vida eterna

Evangelho: Marcos

• Deste evangelho recebemos a garantia da chegada de um mundo novo, de vida e felicidade
• Vigilância perante os sinais que anunciam a aparição da nova realidade

3. Esperar o sonho de Deus
Esta Palavra é para nós que vivemos num tempo que deixou de esperar o que quer que seja.

É-nos pedida fidelidade aos valores e aos desígnios de Deus mesmo diante de perseguição que sofremos do mundo em geral. É-nos pedida a perseverança e confiança num Deus que não abandona o povo que lhe é fiel.

Perante tantos dramas que todos os dias nos entram pela porta dentro, graças à comunicação social, somos, a partir desta Palavra, convidados a abrimos a nossa porta à esperança.

Deus não abandona a humanidade. Mais ainda: Deus quer transformar o mundo velho (do egoísmo e do pecado) em mundo novo (de vida e felicidade). Não caminhamos para o abismo, nem para o precipício, caminhamos, como peregrinos, para a vida plena, onde se encontram aqueles que sempre se buscaram e amaram um ao outro: Deus e Humano.

O cristão é o profeta que testemunha os valores de Deus que são eternos e não efémeros como os do mundo.
Somos, portanto, testemunhas e profetas da esperança. Os dramas do nosso mundo são sinais eloquentes da transformação do mundo velho que se renova, pela força de Deus, até surgir um mundo novo e melhor.

O cristão não se fundamenta no pessimismo e na angústia. Devemos, ser cristãos com “rosto de gente salva”, rosto onde transborda a fé num Deus que caminha connosco até à felicidade eterna.

Devemos olhar a história com confiança e esperança: o cristão é uma pessoa alegre e confiante que olha o futuro com serenidade sabendo de antemão que é Deus Amor quem lhe preside.

Vida eterna é a recompensa para os que vivem na fidelidade aos valores de Deus. Acreditamos, a partir da Ressurreição de Jesus Cristo, que a vida não acaba na morte e, por isso, não nos sentimos derrotados mas optimistas porque Deus reserva a vida eterna e verdadeira para os que estão “inscritos no livro da vida”.

Deus é Senhor da história e fará surgir um mundo novo. Para tal, nós, somos chamados a anunciar com a vida, com palavras e gestos, esse mundo que Deus sonha e projecta. A religião ou a fé não são ópio (Marx) mas, trampolim para nos comprometermos com a história. Que cada um se comprometa neste sonho de Deus e que um dia seja realidade para nós. Aí estará a nossa felicidade, a nossa vida, a nossa eternidade.

24 de setembro de 2009

Salmo de Confiança





O Senhor é a luz que me guia 
e a fonte de minha salvação; 
a quem, então, temerei? 
Ele assegura minha existência; 
o que eu haveria de recear? 


Se malévolos me atacam e me pretendem destruir; 
tropeçam e caem.
Ainda que me cerque um exército, 
não se deixará abalar meu coração 
e mesmo que desfechem guerra contra mim, 
minha fé permanecerá inabalável. 


Um anseio manifestei ao Senhor e sua realização buscarei 
– que eu habite em Sua morada por todos os dias de minha vida, 
a fim de poder contemplar Sua Glória 
e buscar a compreensão de Seus Mandamentos. 


Se uma calamidade ocorrer, Ele me abrigará em Seu tabernáculo; 
guardar-me-á no recôndito de Sua Tenda, 
erguer-me-á acima do cume das montanhas. 


Protegido contra os inimigos que me quiseram destruir, 
trarei então oferendas de gratidão à Sua tenda 
e entoar-Lhe-ei canções de louvor. 


Escuta, ó Senhor, minha voz, 
aproxima-Te de mim 
e concede-me Tua resposta quando a Ti eu clamar. 


Meu coração compreendeu Teu Mandamento 
– “Buscai Minha Presença” – e Tua Presença ele busca. 


Não ocultes de mim Tua face e não me afastes de Ti em ira. 


Tu tens sido meu socorro, portanto não me abandones e não me olvides, 
ó Deus de minha salvação! 


Me abandonaram meu pai e minha mãe, 
mas o Senhor me acolheu. 


Ensina-me Teus caminhos, guia-me pela vereda dos justos 
e protege-me dos que me odeiam. 


Não permita que prevaleça contra mim o furor dos inimigos 
que caluniam e trilham as sendas da violência. 


Eles me fariam desesperar, não fora minha fé perseverante 
de que alcançaria neste mundo a bondade do Senhor. 


Confia pois Nele! 
Assim, fortalecer-se-á teu coração 
por depositares no Senhor toda a tua esperança.

tirado daqui

[A propósito da solenidade de Cristo Rei]

  “Talvez eu não me tenha explicado bem. Ou não entendestes.” Não penseis no futuro. No último dia já estará tudo decidido. Tudo se joga nes...