26 de março de 2009

Carmelo do Bom Jesus aberto para celebração especial




Meia centena de pessoas
consagrou-se a Nossa Senhora



Meia centena de pessoas participou ontem, ao final da tarde, numa Eucaristia, na capela do Carmelo da Imaculada Conceição, no Bom Jesus, para assinalar o 25.º aniversário da consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria feita, em Roma, por João Paulo II.
A particularidade desta celebração, presidida pelo padre Miguel Ângelo Costa, foi precisamente o acto de consagração a Nossa Senhora, feito com as mesmas palavras que o Papa polaco usou em 1984, diante da imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Com a capela bem composta e em ambiente de profundo recolhimento, os presentes associaram-se às palavras de consagração proferidas pelo pároco de Tenões diante da imagem do Imaculado Coração de Maria e também se confiaram a Maria. «Não são só palavras – disse o sacerdote –, mas seja também a nossa vida, o nosso compromisso de cumprirmos cada vez mais a vontade de Deus».
«Maria vai ouvir-nos. Mais ainda: Ela pega-nos ao colo e leva-nos a Jesus e ao coração do Pai», rematou o padre Miguel Ângelo Costa.
A celebração contou com a animação musical do grupo coral de Santo Adrião e com a presença de elementos da Associação Casa da Irmã Lúcia, ligada ao Carmelo. A comunidade religiosa também se associou à celebração na qual o sacerdote exortou os presentes, à imagem de Maria, a «fazerem a vontade de Deus».
O também capelão do Hospital de São Marcos começou a Eucaristia ressaltando os motivos da festa: por um lado, a celebração litúrgica da Anunciação do Senhor, uma festa que «está relacionada com Jesus e também com Nossa Senhora», afirmou. Por outro lado, a evocação da consagração à Virgem Maria que fez João Paulo II há 25 anos, no Vaticano.
Na breve homilia, o sacerdote estabeleceu uma ligação entre a primeira leitura – que falava da profecia de uma Virgem que iria dar à luz um filho – e o Evangelho – que relatava a anunciação do anjo a Nossa Senhora. «O Evangelho de hoje (ontem) cumpre a profecia: Deus deixa de estar longe e torna-se próximo da humanidade», afirmou.
Apontando o papel relevante de Maria na História da Salvação, apontou-a também como a «mulher que soube fazer a vontade de Deus». Nessa linha, exortou a que a consagração a Maria seja «o compromisso pessoal de fazermos a vontade de Deus» e, com isso, «tornarmos o mundo diferente para melhor».
No final da homilia, durante o Credo, os presentes foram desafiados a ajoelhar às palavras “E incarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria”, como sinal de contemplação profunda do mistério da Incarnação de Cristo.

Entrevista ao "De Colores"

Quando chega um qualquer dissabor fixo-me naquele primeiro amor que me fez firmar a vida toda em Cristo, transformando as dificuldades e...