11 de abril de 2009

A mais emblemática procissão da Semana Santa de Braga







Silêncio cobriu a Procissão do Enterro do Senhor



Um silêncio reverencial cobriu, ontem à noite, a cidade de Braga, à passagem da Procissão do Enterro do Senhor, nas principais ruas da cidade de Braga, naquela que é a mais emblemática procissão da Semana Santa de Braga.
A juntar ao silêncio quase sepulcral – interrompido pelo arrastar lento e pesaroso de bandeiras, estandartes, cruzes e ramos de palmeira – um sentimento de luto e pesar inundou os milhares de pessoas que assistiram à procissão que comemora as últimas horas, densas e intensas, da vida de Cristo.
Os bracarenses e muitos turistas, principalmente espanhóis, “vingaram-se” pelo facto de anteontem não ter saído procissão e, ontem, marcaram presença em massa nas principais artérias da cidade.
Com andamento pesaroso e como sinal de luto, grande parte dos intervenientes vão de cabeça coberta. Também os muitos figurados que compõem os quadros bíblicos ligados às últimas horas da vida de Cristo ostentam véus escuros. As matracas dos farricocos vão silenciosas e os fogaréus apagados. Tudo porque a Igreja está órfã já que morreu o seu Senhor.
É precisamente o esquife, transportado por seminaristas e ladeado por lanternas e por elementos da Cruz Vermelha Portuguesa, que desperta a atenção, e também a devoção, de muitas pessoas ao longo do percurso. Atrás deste, ia o Coro Gregoriano de Braga cantando, em latim, o lamento “Ai! Ai! Meu Senhor! Ai! Ai! O nosso Salvador”.
Semelhante atitude de veneração mereceram as imagens de Nossa Senhora das Dores, assim como a relíquia do Santo Lenho, levada pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, que presidiu ao cortejo.
A imponente, solene e longa Procissão do Enterro do Senhor incorporou diversas confrarias e irmandades. Quatro soldados da GNR a cavalo, mais de três dezenas de farricocos, diversos núcleos do Corpo da Cruz Vermelha Portuguesa assim como dezenas de Guias de Portugal abriram a procissão.
Cavaleiros da Ordem Soberana de Malta e também do Santo Sepulcro de Jerusalém também desfilaram na procissão. A Irmandade de Santa Cruz (que levou o andor com a Cruz) e da Misericórdia (com as suas bandeiras, estandartes e andor de Nossa Senhora das Dores), também participaram.
Inseridos na procissão estiveram, igualmente, diversos figurados que representaram momentos concretos da paixão e da morte de Jesus.
As matracas foram em silêncio; os fogaréus apagados e arrastados pelo chão pelos farricocos produziam um ruído que marcava passo, assim como o som das varas dos pegadores dos andores que assinalava um ritmo de andamento grave e solene.
Com saída e chegada à Sé de Braga, o desfile passou pela rua D. Gonçalo Pereira, Largo de São Paulo, Largo Paulo Orósio, Rua do Alcaide, Campo de Santiago, Rua do Anjo, Rua de São Marcos, Largo do Barão de S. Martinho, Rua do Souto, Largo do Paço, Rua D. Diogo de Sousa, Arco da Porta Nova, Avenida S. Miguel-o-Anjo e Rua D. Paio Mendes, até terminar na Sé, com a bênção com o Santo Lenho.

fotos Avelino Lima/DM

1 comentário:

  1. Santa Páscoa!

    Que a Luz de Jesus Ressuscitado ilumine sempre o teu caminho e a tua casa!

    Bjs

    ResponderEliminar

Semear e despertar a esperança!

Depois de muitos dias a ver aquela senhora a fazer aquilo o homem ganhou coragem e perguntou:  -Bom dia! Porque é que todos os dias ...