30 de abril de 2009

Separação




Querer-te mal, porquê? Foste quem eras!
Um corpo gentil e perfeito
Que se moldava ao meu
A qualquer modo e jeito,
No bosque de todos os sonhos.

Que culpa tinhas tu quando esperavas
O lugar prometido no meu peito
E sais da vida e do meu leito
Com a simplicidade que chegavas.

A culpa tenho-a eu
Porque fui triste
Ao desejar no alto do meu sonho
Abraçar o bem que não existe.

Fui essa coisa fútil e complicada
Não me encontrando onde pensava
E encontrando-me onde não há nada.

inédito José António Carneiro

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...