13 de setembro de 2009

Arcebispo incentiva catequistas a trabalhar em unidade pastoral



Mais de 3500 pessoas no Sameiro em dia de formação e convívio




O Arcebispo de Braga incentivou mais de 3500 catequistas a trabalhar em unidade pastoral, abrangendo as paróquias vizinhas ou mesmo o arciprestado. D. Jorge Ortiga encerrou, ontem no Sameiro, o Dia Arquidiocesano do Catequista e deixou claro que a catequese é um «ministério imprescindível» para a Igreja e para o mundo porque «tem por missão dizer quem é Cristo» e ensinar às jovens gerações os valores evangélicos que continuam «actualíssimos».
No encerramento da jornada de formação e convívio, que reuniu no Sameiro perto de quatro milhares de catequistas, o responsável máximo da Arquidiocese de Braga sustentou que é necessário começar a apostar num trabalho de unidade pastoral, mesmo em âmbito de catequese, uma vez que esse vai ser o futuro da Igreja, dada a diminuição do número de sacerdotes e a necessidade de estes se juntarem em unidades pastorais.
«É uma necessidade de reorganização da própria Igreja», frisou o prelado que aproveitou a celebração da Palavra para apelar a uma certa abertura dos catequistas para esta nova forma de trabalho, que já vai conhecendo boas experiências em algumas realidades da Arquidiocese.
D. Jorge Ortiga pediu também que todas as paróquias tenham um catequista coordenador e que este tenha consigo uma equipa que o ajude a suscitar iniciativas de formação para os catequistas.
Na mesma linha, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa desafiou a que aqueles que aceitam o ministério de ser catequistas o façam com «estabilidade e permanência». E explicou: «é importante haver nas comunidades catequistas que aceitem este ministério durante dois ou três anos, mas é também fundamental que haja homens e mulheres que abraçam este serviço como uma vocação para toda a vida».
Manifestando a gratidão da Arquidiocese e de toda a Igreja aos catequistas, D. Jorge Ortiga denunciou «um certo tempo – o de campanha eleitoral – em que se ouvem muitas palavras, promessas e discursos», mas que «esquece os valores». «Hoje fala-se de crise mas a maior é a crise de valores», frisou, alentando os catequistas a que se não envergonhem de defender valores como a honestidade, a verdade, a autenticidade, a coerência, a fidelidade e a transparência.
Antes do final da celebração – animada com vários cânticos – o Arcebispo Primaz entregou os diplomas aos catequistas que este ano terminaram o seu estágio de catequese. Por sua vez, estes fizeram o compromisso com a missão.

Adesão dos catequistas
superou expectativas

O Dia Arquidiocesano do Catequista arrancou com uma conferência/formação que foi orientada por Isabel Oliveira que é a responsável pela secção da catequese na Diocese do Porto. Na cripta do Sameiro, a oradora apresentou o tema “Palavra de Deus e Eucaristia” para realçar «os ensinamentos do Concílio e do Magistério eclesial» em relação à centralidade da Eucaristia na Igreja e na própria actividade pastoral, concretamente na catequese.
«Sem Eucaristia não há catequese, nem catequistas, porque não há pessoas apaixonadas por Cristo, que vivem, celebram e transmitem a sua fé», afirmou, relevando que «o catequista é um crente, uma pessoa de fé», que tem por missão «dizer Cristo».
Para que a celebração da Eucaristia seja verdadeiramente vivida, a responsável sugeriu que se faça um prévia catequese à própria celebração que ajude a perceber a simbologia, o rito e o mistério próprio da celebração.
Salientando, depois, a necessidade de ir «beber à fonte da Eucaristia», Isabel Oliveira afirmou que «sem Eucaristia o catequista não ama e não testemunha».
À margem da conferência de abertura do dia, o padre Luís Miguel Rodrigues, manifestou a sua satisfação pela adesão massiva dos catequistas da Arquidiocese. Para o responsável do Departamento Arquidiocesano de Catequese esta adesão dos catequistas demonstra a importância desta jornada e manifesta também a necessidade que os catequistas sentem em formar-se.
Esperados cerca de 2500 catequistas o número foi bem superior, marcando presença na jornada de formação e convívio mais de 3500 catequistas provenientes de todos os arciprestados. Mesmo assim, longe de atingir e de congregar todos os catequistas: a Arquidiocese de Braga tem cerca de 8500 mil, dos quais mais de seis mil estão registados no Departamento Arquidiocesano de Catequese.

Descobrir o essencial!

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