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13 de setembro de 2009

Arcebispo incentiva catequistas a trabalhar em unidade pastoral



Mais de 3500 pessoas no Sameiro em dia de formação e convívio




O Arcebispo de Braga incentivou mais de 3500 catequistas a trabalhar em unidade pastoral, abrangendo as paróquias vizinhas ou mesmo o arciprestado. D. Jorge Ortiga encerrou, ontem no Sameiro, o Dia Arquidiocesano do Catequista e deixou claro que a catequese é um «ministério imprescindível» para a Igreja e para o mundo porque «tem por missão dizer quem é Cristo» e ensinar às jovens gerações os valores evangélicos que continuam «actualíssimos».
No encerramento da jornada de formação e convívio, que reuniu no Sameiro perto de quatro milhares de catequistas, o responsável máximo da Arquidiocese de Braga sustentou que é necessário começar a apostar num trabalho de unidade pastoral, mesmo em âmbito de catequese, uma vez que esse vai ser o futuro da Igreja, dada a diminuição do número de sacerdotes e a necessidade de estes se juntarem em unidades pastorais.
«É uma necessidade de reorganização da própria Igreja», frisou o prelado que aproveitou a celebração da Palavra para apelar a uma certa abertura dos catequistas para esta nova forma de trabalho, que já vai conhecendo boas experiências em algumas realidades da Arquidiocese.
D. Jorge Ortiga pediu também que todas as paróquias tenham um catequista coordenador e que este tenha consigo uma equipa que o ajude a suscitar iniciativas de formação para os catequistas.
Na mesma linha, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa desafiou a que aqueles que aceitam o ministério de ser catequistas o façam com «estabilidade e permanência». E explicou: «é importante haver nas comunidades catequistas que aceitem este ministério durante dois ou três anos, mas é também fundamental que haja homens e mulheres que abraçam este serviço como uma vocação para toda a vida».
Manifestando a gratidão da Arquidiocese e de toda a Igreja aos catequistas, D. Jorge Ortiga denunciou «um certo tempo – o de campanha eleitoral – em que se ouvem muitas palavras, promessas e discursos», mas que «esquece os valores». «Hoje fala-se de crise mas a maior é a crise de valores», frisou, alentando os catequistas a que se não envergonhem de defender valores como a honestidade, a verdade, a autenticidade, a coerência, a fidelidade e a transparência.
Antes do final da celebração – animada com vários cânticos – o Arcebispo Primaz entregou os diplomas aos catequistas que este ano terminaram o seu estágio de catequese. Por sua vez, estes fizeram o compromisso com a missão.

Adesão dos catequistas
superou expectativas

O Dia Arquidiocesano do Catequista arrancou com uma conferência/formação que foi orientada por Isabel Oliveira que é a responsável pela secção da catequese na Diocese do Porto. Na cripta do Sameiro, a oradora apresentou o tema “Palavra de Deus e Eucaristia” para realçar «os ensinamentos do Concílio e do Magistério eclesial» em relação à centralidade da Eucaristia na Igreja e na própria actividade pastoral, concretamente na catequese.
«Sem Eucaristia não há catequese, nem catequistas, porque não há pessoas apaixonadas por Cristo, que vivem, celebram e transmitem a sua fé», afirmou, relevando que «o catequista é um crente, uma pessoa de fé», que tem por missão «dizer Cristo».
Para que a celebração da Eucaristia seja verdadeiramente vivida, a responsável sugeriu que se faça um prévia catequese à própria celebração que ajude a perceber a simbologia, o rito e o mistério próprio da celebração.
Salientando, depois, a necessidade de ir «beber à fonte da Eucaristia», Isabel Oliveira afirmou que «sem Eucaristia o catequista não ama e não testemunha».
À margem da conferência de abertura do dia, o padre Luís Miguel Rodrigues, manifestou a sua satisfação pela adesão massiva dos catequistas da Arquidiocese. Para o responsável do Departamento Arquidiocesano de Catequese esta adesão dos catequistas demonstra a importância desta jornada e manifesta também a necessidade que os catequistas sentem em formar-se.
Esperados cerca de 2500 catequistas o número foi bem superior, marcando presença na jornada de formação e convívio mais de 3500 catequistas provenientes de todos os arciprestados. Mesmo assim, longe de atingir e de congregar todos os catequistas: a Arquidiocese de Braga tem cerca de 8500 mil, dos quais mais de seis mil estão registados no Departamento Arquidiocesano de Catequese.

11 de julho de 2009

D. Jorge Ortiga quer padres fiéis e alegres


Convento de Montariol acolheu Retiro do Clero



Durante cinco dias desta semana, 22 padres da Arquidiocese de Braga estiveram em retiro no Convento Franciscano de Montariol, em Braga, sob orientação do Abade do Mosteiro de Singeverga, D. Luís Aranha. O retiro terminou com a presença do Arcebispo de Braga que deixou uma mensagem de optimismo aos sacerdotes para viverem o ministério com fidelidade e alegria.
O último dia do retiro ficou marcado pela Eucaristia de encerramento, presidida por D. Jorge Ortiga e concelebrada pelos sacerdotes presentes, às 11h30, em Montariol.
Na homilia da celebração, o prelado deixou uma mensagem de optimismo e de esperança. Em pleno Ano Sacerdotal, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa desafiou os padres a um exame de consciência sobre a identidade do sacerdote e pediu que cada um saiba viver o ministério com fidelidade e alegria. «A Igreja quer padres fiéis e alegres», disse.
Depois da missa, o Arcebispo participou marcou presença no almoço conclusivo.
O Retiro do Clero contou com a presença de alguns dos padres que durante este ano celebram as Bodas de Prata e de Ouro sacerdotais.
Recorde-se que os sacerdotes que celebram as Bodas de Prata são seis e Bodas de Ouro são 17.
Plano de informação
e ação face à Gripe A
Noutro âmbito, em declarações à Rádio Renascença, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, admitiu que a Igreja poderá avançar com um plano de informação e acção face à gripe A, dependendo da evolução da doença em Portugal.
D. Jorge Ortiga recorda que a Igreja desempenha um papel social relevante, dado o grande número de pessoas a que chega, e afirma que o mais importante é passar a informação e evitar o alarmismo desnecessário.
«Se a Igreja for solicitada ou se nós próprios reconhecermos que é necessária uma campanha de sensibilização, estou convencido de que cada Bispo, na sua diocese, dará orientações para que os sacerdotes, nas Eucaristias, avisem, criando, por um lado, condições de tranquilidade e, por outro, informando para os cuidados a ter», afirmou.
«É necessário não alarmar, mas ter uma acção activa para evitar o que é possível e a Igreja não deixará de o fazer”, defendeu o Arcebispo Primaz.

8 de julho de 2009

Papa apresentou Caritas in Veritate



O Papa Bento XVI defende na sua terceira encíclica, “Caritas in Veritate” (A caridade na verdade), uma nova ordem política e financeira internacional, para superar a crise em que o mundo se encontra mergulhado. No documento tornado público ontem, o Papa apresenta como prioridade a «reforma da Organização das Nações Unidas e da arquitectura económica e financeira internacional», sentida em especial «perante o crescimento incessante da interdependência mundial», mesmo no meio de uma «recessão igualmente mundial».

Em vésperas de mais uma reunião do G8, que decorrerá em Áquila, a nova encíclica – endereçada aos Bispos, presbíteros e diáconos, às pessoas consagradas, aos leigos e a todos os homens de boa vontade – diz que a «verdadeira autoridade política mundial» teria como objectivos prioritários «o governo da economia mundial», o desarmamento, «a segurança alimentar e a paz», a defesa do ambiente e as regulações dos fluxos migratórios. Outra necessidade apontada é a de ajudar «as economias atingidas pela crise de modo a prevenir o agravamento da mesma e, em consequência, maiores desequilíbrios».

Denunciando o lucro a todo o custo, Bento XVI sublinhou que «não é suficiente progredir do ponto de vista económico e tecnológico», pois é necessário que o desenvolvimento seja «verdadeiro e integral», assinalando que, em termos absolutos, a riqueza mundial cresceu, «mas aumentam as desigualdades».

Por isso, defende para a economia uma ética «amiga da pessoa», que não esqueça a «dignidade inviolável da pessoa humana e também o valor transcendente das normas morais naturais». «Uma ética económica que prescinda destes dois pilares arrisca-se inevitavelmente a perder o seu cunho específico e a prestar-se a instrumentalizações; mais concretamente, arrisca-se a aparecer em função dos sistemas económico-financeiros existentes, em vez de servir de correcção às disfunções dos mesmos», alerta.

O Pontífice esclarece que é de evitar que a redistribuição da riqueza se faça «à custa de uma redistribuição da pobreza ou até com o seu agravamento, como uma má gestão da situação actual» poderia fazer temer.

Num verdadeiro balanço da actividade económica e social global, o Santo Padre defende que a ajuda mundial seja canalizada para auxiliar os países pobres a eliminar a fome, e também advoga a redução do consumo de energia nos países mais industrializados e uma utilização mais racional e eficaz dos recursos naturais.

Nesta sua primeira encíclica social, o Papa retoma a Doutrina Social da Igreja, que tem na “Populorum Progressio”, de Paulo VI (1967) um documento fundamental, sublinhando que a caridade na verdade é o seu eixo essencial, orientado pelos critérios da justiça e do bem comum.

«A doutrina social nunca deixou de pôr em evidência a importância que tem a justiça distributiva e a justiça social para a própria economia de mercado», acrescentou. «Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade», sublinhou.

Modelos para a globalização

A «sociedade em vias de globalização» é o alvo preferencial de várias considerações de Bento XVI na “Caritas in veritate”. Olhado para as várias intervenções dos seus predecessores em matéria social, o actual Papa considera que a principal novidade da actualidade «foi a explosão da interdependência mundial, já conhecida comummente por globalização».

«A globalização – escreve – é um fenómeno pluridimensional e polivalente, que exige ser compreendido na diversidade e unidade de todas as suas dimensões, incluindo a teológica».

Bento XVI avisa que «o processo de globalização poderia substituir as ideologias com a técnica, passando esta a ser um poder ideológico», pedindo, por isso, uma «formação para a responsabilidade ética no uso da técnica».

O Papa não alinha com as «atitudes fatalistas» a respeito deste fenómeno, que mostra a realidade de «uma humanidade cada vez mais interligada».

«Na época da globalização, a actividade económica não pode prescindir da gratuidade, que difunde e alimenta a solidariedade e a responsabilidade pela justiça e o bem comum em seus diversos sujeitos e actores. Trata-se, em última análise, de uma forma concreta e profunda de democracia económica», observa Bento XVI.

Neste contexto, anota o Papa, «eliminar a fome no mundo tornou-se também um objectivo a alcançar para preservar a paz e a subsistência da terra». «Poderia revelar-se útil considerar as novas fronteiras abertas por um correcto emprego das técnicas de produção agrícola, tanto as tradicionais como as inovadoras, desde que as mesmas tenham sido, depois de adequada verificação, reconhecidas oportunas, respeitadoras do ambiente e tendo em conta as populações mais desfavorecidas», indica.


D. Jorge Ortiga considera texto importante para avaliação dos programas eleitorais

Encíclica chega «na hora exacta»

para a sociedade portuguesa

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, defendeu, em Fátima, que a encíclica “Caritas in veritate”, de Bento XVI, chega «na hora exacta», destacando a importância que o texto pode ter para a avaliação dos programas políticos nas próximas eleições, no nosso país.

Num encontro inédito, destinado a apresentar o novo documento do Papa, o Arcebispo de Braga disse ser necessário discutir o texto «com a sociedade portuguesa», em especial para ajudar a formar um voto mais «consciente», como a CEP já tinha pedido na sua última Assembleia Plenária.

«Esta carta encíclica, se fosse lida e meditada por todos os cristãos e particularmente também pelos políticos, num tempo de eleições que se aproxima estou convencido que seria muito útil», defendeu o prelado.

De acordo com D. Jorge Ortiga, «a Igreja não se quer intrometer em questões políticas, mas há uma doutrina que se repercute em vários sectores da vida».

Nesse sentido, defendeu que “Caritas in veritate” contém um «conjunto de orientações que poderão enriquecer muito a sociedade portuguesa».

«É necessário projectar de novo o nosso caminho», encontrando regras e formas novas de compromisso, acrescentou o presidente da CEP, para quem a crise exige «novos paradigmas de vida», em termos individuais e sociais.

Comentando o título dado pelo Papa à sua terceira encíclica, o Arcebispo de Braga sublinhou que o amor «impele as pessoas a comprometerem-se» e que «a Igreja tem de denunciar determinadas situações em nome da verdade».

Nesse sentido, disse esperar que a carta «chegue ao coração da sociedade portuguesa».

Esta iniciativa inédita visou colocar a Igreja em diálogo «com toda a sociedade».

Aos jornalistas, o presidente da CEP disse ainda que na reunião do Conselho Permanente deste organismo, que decorreu em Fátima, não se abordou em profundidade a nova encíclica porque em cima da mesa estavam questões pendentes para a regulamentação da Concordata.

«Esta regulamentação tem sido feita, particularmente nos últimos tempos, a partir de diálogo sobre os documentos, em várias instâncias. Temos estado neste quase jogo de pingue-pongue», indicou.

«Esperemos que já se esteja a chegar ao fim», acrescentou, admitindo que alguns aspectos ainda necessitarão de uma abordagem posterior.




Diário do Minho

4 de julho de 2009

Novo Bispo Auxiliar visitou Arquidiocese de Braga


D. Manuel Linda será ordenado a 20 de Setembro


O novo Bispo Auxiliar de Braga visitou ontem a Arquidiocese, contactando com D. Jorge Ortiga e com D. António Couto, e ficando a conhecer a “nova casa”, o Paço Arquiepiscopal, onde ficará instalado a partir de 20 de Setembro, ao que tudo indica dia da Ordenação episcopal, na Sé de Vila Real.
Na primeira visita à Arquidiocese, depois da nomeação do Papa Bento XVI, D. Manuel Linda esteve reunido com o Arcebispo Primaz e com D. António Couto para ouvir as primeiras indicações dos prelados da Arquidiocese bracarense.
No final da conversa, D. Jorge Ortiga, acompanhado por D. António Couto, mostrou a D. Manuel Linda o Paço Arquiepiscopal e os espaços anexos, particularmente a Galeria dos Arcebispos.
D. Manuel Linda confessou que sente alguma «preocupação» face à nomeação, por se tratar do início de um novo ministério. «Não sei o que é ser bispo», afirmou, mas «sei que venho para uma diocese com uma longa história, que tem sido dirigida por tantos santos Arcebispos, que tem sacerdotes extraordinários e bem formados e ainda um povo de Deus que forma um santo Povo de Deus».
O novo bispo entende a nova missão como colaboração efectiva com o Arcebispo de Braga e com o outro Bispo Auxiliar. «Não venho para fazer coisas, senão aquilo que me pedir o Arcebispo», frisou, prometendo para o seu novo ministério «proximidade afectiva e efectiva» e «simpatia», além de desejar «acalentar a esperança» e «pregar Jesus Cristo crucificado».
D. Manuel Linda deu a conhecer que tem também algumas preocupações pastorais, mas mais ao nível da Igreja universal. Em concreto, apontou a crise vocacional. Embora se manifestem «alguns sinais de superação», o número de padres ordenados não supera o número dos que morrem.
A par da crise vocacional, o novo bispo destacou igualmente a crise familiar. «As famílias estão em crise», afirmou, e isso deve ser motivo de preocupação para todos.
D. Jorge Ortiga, por seu turno, vê a nomeação de D. Manuel Linda como uma graça para a Arquidiocese particularmente por coincidir com o início do Ano Sacerdotal. Segundo o Arcebispo Primaz, tal como estabeleceu o Conselho Presbiteral, a aposta deste ano, do ponto de vista pastoral, passa por os bispos contactarem de uma forma mais próxima e especial com todos os sacerdotes de Braga.
Para o responsável máximo da Arquidiocese, a nomeação do reitor do Seminário de Vila Real, que estudou Humanidades na Faculdade de Filosofia de Braga, não se liga apenas à questão do trabalho pastoral. «O fundamental é o espírito de comunhão que podemos criar entre nós, bispos, e nossa com os sacerdotes», finalizou.

10 de maio de 2009

Arcebispo quer pastoral diocesana dinâmica e não acomodada


“Dei Verbum" será base de trabalho do próximo ano pastoral

O Arcebispo de Braga pediu ontem que toda a pastoral arquidiocesana seja mais dinâmica e não acomodada e que tenha em conta a «centralidade» da Palavra de Deus. D. Jorge Ortiga falava no Conselho Pastoral Arquidiocesano que reuniu para preparar o ano pastoral 2009-2010 que terá como base de trabalho a Constituição Dogmática do Concilio Vaticano II, “Dei Verbum”.
No Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese, D. Jorge Ortiga, acompanhado por D. António Couto, reuniu com os conselheiros para estabelecer a base de trabalho pastoral para o próximo ano, o segundo de um triénio dedicado à Palavra de Deus.
Na palavra de abertura dos trabalhos, o Arcebispo Primaz deu conta que o novo contexto moderno, terminado que está o «plurissecular regime de cristandade», deverá «provocar uma atitude de quem reconhece que vivemos em terra de missão», impelindo a Igreja a viver com uma «consciência missionária».
Desse modo, D. Jorge Ortiga desafiou a igreja arquidiocesana a «efectuar uma verdadeira conversão pastoral colocando a Palavra no centro do tempo que nos toca viver». Aliás, o prelado foi adiante ao dizer que «urge tornar nova a pastoral», não sendo possível contentar-se com pequenas adaptações, nem com conservações, «como se continuássemos no tempo da cristandade».
Outra das ideias deixadas pelo também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) foi a de que a «Palavra edifica a comunidade e que a verdadeira comunidade é a Palavra existente num determinado espaço». Para o prelado a Palavra não permite que a acção pastoral seja estática, mas «permanentemente desafiada a respostas que valem se carregadas da conversão».
Reconhecendo que a Palavra de Deus edifica comunidade, o Arcebispo referiu também que o centro dessa passa pela centralidade do «primeiro anúncio», embora haja a necessidade de «conjugar a primeira evangelização com a evangelização permanente». «A indiferença religiosa está presente em muitos contemporâneos, mas também caracteriza a vida de muitos praticantes que não conseguiram celebrar um verdadeiro encontro com a pessoa de Jesus», lamentou.
Por isso, D. Jorge Ortiga desafiou a «encontrar formas novas e prioridades muito concretas» para o anúncio da Boa Nova, sabendo, igualmente, que esta é para todos.

Cristianismo tem papel público
O presidente da CEP não terminou a sua palavra de abertura sem apontar o dedo a um certo “neutralismo” que alguns quadrantes da sociedade vão exigindo da Igreja. «Existe laicidade e respeitamos todos os contextos. Só que não podemos aceitar um neutralismo, pois acreditamos na universalidade da Boa Nova», afirmou.
Com estas palavras D. Jorge Ortiga defendeu o «papel público» do cristianismo que não pode ser ignorado. «Os cristãos, conscientes de uma laicidade inclusiva, sabem propor, com modelos modernos, uma originalidade de vida que sendo diferente não é algo de residual e arcaico, quase uma espécie em vias de extinção, mas segredo de um verdadeiro humanismo», frisou.

Próximo ano pastoral
para “acolher a Palavra”

Na reunião do Conselho Pastoral Arquidiocesano, o padre Sérgio Torres, apresentou o documento que servirá de base para o programa pastoral de 2009-2010. O objectivo geral será “acolher a Palavra” e procurará ser concretizado por meio de alguns objectivos específicos, concretamente pela dinamização do plano pastoral sobre a Palavra de Deus, pelo estudo e reflexão sobre a “Dei Verbum”, pela celebração do Ano Sacerdotal, promulgado por Bento XVI, e pela celebração dos 300 anos do Lausperene na Arquidiocese.
Os conselheiros abordaram ainda a questão das linhas de acção e ficaram a conhecer uma proposta para a vivência dos tempos litúrgicos do ano, baseada na “Dei Verbum”.
O Conselho Pastoral não terminou se que os presentes fizessem uma avaliação do trabalho desenvolvido pelo organismo nos últimos três anos, já que este conselho termina funções e, em Setembro, será nomeado outro. avaliação destacou que houve uma participação muito positiva os conselheiros. O padre Sérgio Torres afirmou mesmo que foi dos melhores Conselhos Pastorais da Arquidiocese.

1 de maio de 2009

Igreja e PCP de mãos dadas contra a crise


D. Jorge Ortiga e Jerónimo de Sousa analisaram situação do país
Igreja e PCP em caminhada comum
contra os problemas sociais

O secretário-geral do PCP reconheceu ontem, em Braga, o trabalho que a Igreja Católica tem feito para combater os problemas sociais e defendeu que há uma caminhada a fazer em conjunto, de forma a dar resposta à situação dramática em que se encontram cada vez mais portugueses. Jerónimo de Sousa falava após um encontro com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que pediu «esperança e uma certa dose de optimismo» para combater a crise.
O líder comunista referiu que, «dentro do respeito pelas diferenças entre um partido político e uma organização religiosa», é possível uma convergência que ajude a encontrar soluções para fazer face a um cenário de «agravamento da situação económica e social, de uma profunda crise, que atinge particularmente quem menos tem e menos pode» e que origina casos desesperados de pobreza e exclusão social.
«É possível uma convergência, com todas as diferenças que existem. É possível uma caminhada em torno destas grandes questões sociais. Pela acção da Igreja, direccionada para os problemas sociais, e tendo em conta a identidade do meu partido, que se afirma dos trabalhadores, há um caminho comum a percorrer, uma luta que é preciso travar com um conteúdo de esperança e confiança que é possível uma vida melhor», sublinhou.
Jerónimo de Sousa reconheceu «o esforço que está a ser feito pela Igreja», nomeadamente de voluntariado, solidariedade, denúncia das situações mais dramáticas e apelo às instituições para que as resolvam. Por isso, e uma vez que ambos têm um conhecimento significativo da realidade social, entende que a actuação conjunta é possível, com a Igreja a continuar com a sua «acção social, directrizes e concepções» e o PCP «a lutar, a chamar os trabalhadores a não baixarem os braços e a apresentar propostas na Assembleia da República».
Contudo, o comunista considerou que esta actuação não deve servir para diminuir a responsabilidade do Estado: «Por muitos esforços generosos que a Igreja e outras instituições façam, se o Governo, através das suas políticas, não assumir as responsabilidade que constam da Constituição da República, os esforços serão no mínimo insuficientes e naturalmente ineficazes no quadro de uma crise que não se sabe quando vai terminar».
O secretário-geral comunista referiu que o partido tem «uma visão estratégica sobre a forma de ultrapassar a crise, mas o que se trata agora é de atender às situação urgentes, particularmente no plano social». O líder defendeu o «alargamento dos critérios de atribuição do subsídio de desemprego, uma vez que mais de 50 por cento dos desempregados, particularmente os jovens, não têm acesso a esse apoio», a fiscalização do “lay-off” e dos despedimentos colectivos.


O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa sublinhou que «a Igreja está próxima da população e conhece as suas necessidades e também se inquieta com o dramatismo de algumas situações». D. Jorge Ortiga lembrou que já não é a primeira vez que manifesta publicamente as suas preocupações com a situação social. «É com esperança e uma certa dose de optimismo que conseguiremos ultrapassar esse dramatismo. Analisar é fundamental, conhecer é imprescindível e denunciar é uma atitude que diz respeito a todos e faz falta», declarou.
O Arcebispo de Braga defendeu que a luta contra a crise se faz «dando as mãos e esperando que o Estado seja capaz de dar uma resposta aos problemas». Na sua perspectiva, a situação exige igualmente que cada um na sua área se comprometa a minorar os problemas sociais. «A Igreja está empenhada em encontrar soluções para os problemas», declarou, assegurando que se solicitarem a sua ajuda esta instituição «estará na primeira fila para dar a Portugal um futuro melhor».
O prelado referiu que «há pessoas que pensam que a doutrina da Igreja é rígida e fixa», quando no seu dia-a-dia «procura a verdade de modo permanente». «Ela procura dialogar com todas as pessoas e estruturas que estão comprometidas no terreno», sublinhou.
D. Jorge Ortiga assegurou que, como Arcebispo de Braga e presidente da Conferência Episcopal, tem «mantido a atitude de dialogar, de receber, de acolher todos os partidos políticos, independentemente da sua cor e ideologia porque é a partir da partilha de ideias que se encontra o caminho mais certo e mais seguro». «Faço isto fora da campanha eleitoral porque nessa altura não me quero confundir ou identificar com ninguém», acrescentou.
O prelado sublinhou a «atitude de pluralismo», reiterando que «a Igreja não está de lado nenhum, nem contra ninguém, mas a favor da dignidade humana» e que «luta para que os homens e as mulheres possam ter uma vida digna, alicerçada na justiça e com condições para que isso aconteça». «A Igreja cumpre as tarefas do anúncio de uma doutrina, da denúncia das situações graves e do compromisso de ajudar a encontrar respostas para esses problemas», enfatizou.

Texto Luísa Teresa Ribeiro
Foto Avelino Lima

Diário do Minho, 1 de Maio

29 de março de 2009

Alcoolismo juvenil deve entrar na agenda da Pastoral Familiar


Arcebispo de Braga pediu atenção à educação sexual


O Arcebispo de Braga defendeu ontem que o problema do aumento do consumo de álcool entre os jovens portugueses deve figurar na agenda de trabalho das equipas de Pastoral Familiar e também da Igreja. Do mesmo modo, para D. Jorge Ortiga a questão actual da educação sexual nas escolas merece por parte dos agentes que trabalham em prol da família atenção e discernimento.
O responsável máximo da Arquidiocese de Braga falava ontem numa reunião com os responsáveis dos movimentos ligados à Pastoral da Família e enumerou três âmbitos de acção em que essas associações podem e devem apostar. Os ataques à instituição familiar continuam de muitos lados, uns mais dissimulados que outros e, nessa linha, a Igreja deve dar uma resposta efectiva aos problemas reais das famílias.
As recentes notícias que dão conta do aumento significativo no consumo de álcool entre os jovens portugueses preocupam o prelado bracarense. Por isso, a questão deve ser olhada de frente e a Igreja não se pode alhear a esse problema.
A par deste, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa colocou os problemas que podem advir da aplicação da lei da educação sexual nas escolas concretamente da falta de qualidade de manuais que podem vir a ser utilizados na disciplina. «Tive oportunidade de olhar alguns livros que poderão ser usados na disciplina e o panorama não é muito animador», afirmou D. Jorge Ortiga.
Com uma carga horária mínima de 12 horas por ano lectivo nos ensinos básico e secundário, a educação sexual dos filhos é, para o Arcebispo de Braga, uma questão à qual os pais não se podem demitir, correndo-se o risco de os danos serem graves.
D. Jorge Ortiga apontou ainda o projecto que a Arquidiocese quer levar a cabo e que tem a ver com a construção da Casa Alavanca destinada a «levantar» aqueles que, por variados motivos, experimentam carências sociais. Destacando a necessidade de estar atento aos que sofrem privações e que, por dificuldades económicas próprias do tempo de crise, não têm uma vida condigna, o Arcebispo Primaz afirmou que a nova estrutura não se destina apenas à cidade de Braga, mas estará ao serviço de toda a Arquidiocese. Por isso mesmo é que uma parte do Contributo Penitencial deste ano se destina a essa causa.
Em jeito de balanço, D. Jorge Ortiga disse aos presentes que já foram feitas coisas boas para as famílias, particularmente durante o último triénio pastoral dedicado à família, como por exemplo a criação do CAFVida. Contudo, o caminho não está acabado e, por isso, é necessário continuar. «É a partir das famílias que a Igreja trabalha com as famílias», disse o Arcebispo.
Recordando o trabalho feito por leigos que viu durante os dias da recente visita a Angola, representando junto do Papa os bispos portugueses, D. Jorge Ortiga pediu um compromisso reforçado aos elementos da Pastoral Familiar da Arquidiocese.

Este ano não se celebra
Dia Arquidiocesano da Família
A reunião começou com uma oração/meditação orientada pelo assistente, padre Domingos Paulo Oliveira, que também deu conta do trabalho desenvolvido pelo CAFVida nos dois anos de existência. O também pároco da Sé e de S. João de Souto, com o cónego Manuel Joaquim Costa, referiu ainda o CAF de Ribeirão e falou das conversações que estão em curso para a criação destes centros em Guimarães e em Vila do Conde.
Nos assuntos abordados o destaque vai para a celebração do Dia Arquidiocesano da Família que este ano, por coincidir com a celebração dos 50 anos da inauguração do monumento a Cristo Rei, em Almada, não se vai realizar. A este respeito, o prelado pediu a mobilização de toda a Arquidiocese para participar numa celebração de alcance nacional, junto ao Rio Tejo, que vai decorrer no dia 17 de Maio, pelas 16h00, e que conta com a presença do cardeal José Saraiva Martins, como legado papal.
A VII Jornada da Família, que terá lugar no dia 16 de Maio, também está a ser preparada. “A família e a Palavra” é o tema deste ano, que se divide em duas vertentes: “A família em comunicação” e “A família formada pela Palavra”.
A reunião que decorreu no Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese serviu ainda para se apresentarem as actividades desenvolvidas pelas equipas de Pastoral Familiar, particularmente as dificuldades e os anseios.

12 de março de 2009

Cristãos devem imitar exemplo de São João de Deus



O Arcebispo de Braga destacou ontem, em Areias de Vilar, a actualidade da mensagem do santo fundador da Ordem Hospitaleira que, no seu tempo, foi considerado louco por se esquecer de si para se dar aos outros. Para D. Jorge Ortiga, os cristãos devem imitar essa “loucura” e o exemplo de vida de São João de Deus, particularmente neste tempo santo da Quaresma.
O prelado falava ontem, na igreja paroquial de Areias de Vilar, durante a celebração eucarística da solenidade de São João de Deus que aconteceu no passado domingo e, por causa disso, teve de ser transferida.
Diante de responsáveis, técnicos, pessoal médico e auxiliar e de dezenas de utentes da Casa de Saúde de São José,
D. Jorge Ortiga apontou a actualidade da vida e da mensagem de São João de Deus. Fazendo a ligação ao tempo litúrgico da Quaresma, o prelado defendeu a necessidade de, neste tempo, os cristãos «redescobrirem aquilo que é essencial», e de buscarem isso mesmo com todas as forças.
Na homilia, o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa apontou, ainda, dois caminhos nos quais os cristãos podem ir descobrindo o que realmente conta e é importante na vida. Por um lado, ao nível do sentido da vida humana, é necessá-
rio entendê-la como serviço e doação voluntária aos outros e, por outro, ao nível da renúncia material, aspecto tido em conta na espiritualidade da Quaresma.
No final da Eucaristia, rea-lizou-se uma pequena procissão com a imagem de São João de Deus que foi transportada desde a igreja paroquial até à entrada da Casa de Saúde São José. Aí chegados, D. Jorge Ortiga procedeu à bênção final.
Antes da despedida, o padre José Manuel Machado, que é o capelão e coordenador da pastoral da saúde da instituição que trabalha na área da saúde mental, agradeceu a presença do Arcebispo Primaz e de todos os que acederam ao convite para participar na celebração.
Este sacerdote da Ordem Hospitaleira de São João de Deus disse, no final da Eucaristia, que a sua missão é «zelar pela dimensão espiritual dos utentes» e, em muitos casos, «pelas famílias». Para José Manuel Machado, «em muitos casos, as famílias precisam de mais apoio espiritual que os próprios utentes».
«A minha vida é esta casa de saúde» afirmou, referindo que é superior de uma pequena comunidade da qual fazem parte dois irmãos enfermeiros da Ordem Hospitaleira.

Nova unidade
de vida apoiada
Por seu turno, o director do estabelecimento declarou ao Diário do Minho que, este ano, a Casa de Saúde de São José vai criar o segundo edifício destinado à autonomização dos utentes. Segundo Luís Daniel Fernandes, essa nova unidade de vida apoiada é um caminho intermédio para a reinserção dos utentes que estejam em condições de regressar, na medida do possível, a uma vida social plena.
A Casa de Saúde de São José tem actualmente 215 utentes distribuídos por quatro unidades: duas de doença mental, uma de deficiência mental e uma de psicogeriatria.
A cumprir o terceiro mandato como responsável pela Instituição Particular de Segurança Social (IPSS) na área da saúde (são poucas como esta existentes em Portugal), Luís Fernandes garantiu que a instituição criada há 52 anos está a progredir e a crescer gra-
dualmente. «Este é um trabalho sério e contínuo, não de ninguém em particular, mas
de uma equipa», afirmou.

10 de março de 2009

Escola é algo mais que aulas e educação é mais que escola


Arcebispo de Braga encerrou Semana Aberta em São Caetano

A escola é sempre algo mais do que aulas e a educação é mais do que a escola. Esta é a principal conclusão que resultou da jornada de formação que decorreu ontem no Colégio São Caetano, em Braga, encerrada pelo Arcebispo de Braga, na presença de Manuel Lomba, presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS), e do Irmão Andrés Corcuera, em representação do Provincial lassalista.
O dia de formação que reuniu no colégio bracarense especialistas e profissionais ligados à área da educação serviu também para assinalar a conclusão da Semana Aberta promovida pela instituição e para continuar a comemorar os 75 anos de presença em Portugal dos Irmãos La Salle.
D. Jorge Ortiga, que terminou ontem, em Fátima, o retiro da Conferência Episcopal Portuguesa, quis marcar presença na cerimónia de encerramento para manifestar o agradecimento à instituição por promover jornadas de formação sobre a educação na actualidade. Aos presentes, o responsável máximo da CEP disse ainda que «se a escola é algo mais do que as simples aulas, também a educação e algo mais do que a escola».
Para o prelado é importante que no processo educativo entrem outros elementos que não só a escola. «Também a família ou então instituições como esta dos Irmãos La Salle são fundamentais na educação das crianças e dos jovens». E foi mais adiante ao afirmar que «para uma educação integral, que quer formar homens e mulheres no verdadeiro sentido da palavra, é importante olhar o papel supletivo à missão da família e do Estado, que estas instituições desempenham».
Ressalvando que «ao nível da educação não pode haver totalitarismos», D. Jorge Ortiga felicitou os responsáveis do São Caetano pela solicitude que colocam na educação das crianças e dos jovens e pela promoção de iniciativas de carácter formativo, que pretendem buscar soluções novas para os muitos problemas que vão surgindo ao nível da educação.
Antes da intervenção do Arcebispo Primaz, o representante do Provincial lassalista, Andrés Corcuera fez um balanço geral do que foi a jornada de formação na qual se apresentou, em traços gerais, a base da pedagogia de La Salle em lares de educação não-formal. A este respeito ressalvou a inovação dos colégios que buscam soluções novas para os problemas que vão surgindo. Para este responsável, «na educação é preciso trabalhar em rede», já que, só desse modo, podem «ser referência para a sociedade».
Por sua vez, o presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS), agradecendo a jornada de formação, pediu aos responsáveis do Colégio de São Caetano que mantenham a qualidade na educação ministrada aos seus utentes e que, se possível, possam até alargar as respostas sociais no distrito.
Em jeito de balanço, o irmão José Figueiredo disse que a jornada formativa trouxe novas pistas e novos caminhos para que aqueles que trabalham ao nível da educação possam fazer frente aos vários problemas e dilemas que vão surgindo.
O director interno do Colégio São Caetano destacou que a formação promovida quis abrir perspectivas e, por isso, trouxe para reflexão outros contextos quer nacionais que internacionais, concretamente em Espanha e Itália.
Na manhã de ontem, o Irmão José Cuesta, do Colégio La Salle de Palencia falou sobre “Educação não-formal e pedagogia lassalista”.
Além disso, porque a educação é prática, a manhã de ontem encerrou com um painel que quis olhar três contextos diferentes de educação não-formal. O Lar La Salle de Guadix (Andaluzia), o Bairro de Scampia (Nápoles) e o Lar “Mundos de Vida” (Famalicão) foram os contextos apresentados.
Iolanda Ribeiro da Universidade do Minho abriu a parte da tarde com a conferência “Relação empática entre professor-aluno”.

Promover relação empática
entre professores e alunos
Durante a tarde de ontem, algumas dezenas de profissionais ligados à área da educação ouviram Luísa Vieira, do Colégio La Salle de Barcelos, dizer que a educação é uma tarefa difícil e apaixonante. No painel “Experiências pedagógicas entre professor-aluno”, a docente falou do paradigma alternativo que é a «educação cooperativa» que valoriza a reciprocidade no plano educativo e promove a relação entre educadores e educandos.
Para Luísa Vieira é fundamental que a pedagogia seja empática e que haja proximidade entre professores e alunos. Esta metodologia inspirada em São João Baptista de La Salle procura promover o lado positivo dos alunos.
Joana Garrido apresentou, de seguida, o seu testemunho sobre os cinco anos que passou entre os lassalistas em Barcelos. «Foram anos marcantes e decisivos para a pessoa que sou hoje», afirmou. A actual médica veterinária reconheceu que no colégio La Salle a educação é personalizada e vive-se um clima de familiaridade.
Por seu turno, Bruno Figueiredo destacou a importância da existência de várias actividades extra-curriculares nos colégios dos irmãos La Salle. Particularmente, este aluno do 11.º ano falou dos grupos cristãos que permitem criar empatia não só com outros alunos mas particularmente com os professores.

foto: António Silva/DM

15 de fevereiro de 2009

Conselho Arquidiocesano de Pastoral



D. Jorge Ortiga reafirma
necessidade de pastoral bíblica

D. Jorge Ortiga reafirmou ontem de manhã ao Conselho Arquidiocesano de Pastoral reunido em Braga, a necessidade e urgência de uma pastoral mais bíblica, colocando a Palavra de Deus como nascente que deve chegar a todos os recantos do tecido eclesial. Com a presença de D. António Couto, a reunião contou com uma apresentação da carta pastoral “Tomar conta da Palavra”, publicada pelo Arcebispo Primaz a 3 de Janeiro, dia em que completou 21 anos de ordenação episcopal.
No início dos trabalhos, aludindo a essa nota pastoral, D. Jorge Ortiga pediu que o Conselho Pastoral coloque as linhas mestras, os objectivos, as estratégias e os meios que ajudem e predisponham a Arquidiocese a acolher a Palavra de Deus, uma vez que é essa que «convoca, congrega, compromete, provoca comunhão, e dá um novo rosto à vida dos cristãos e das comunidades», expressando no mundo «um estilo de vida que distingue».
Por isso, para o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) a pastoral tem de ser mais bíblica, fazendo com que os cristãos se encontrem com a Palavra, abandonando outras coisas.
Em relação ao caminho já percorrido na Arquidiocese, na linha do trajecto estabelecido no triénio pastoral em curso, o Arcebispo de Braga não crê que seja o suficiente e por isso, destacou a necessidade de estabelecer um «programa pastoral interpelativo e motivador» capaz de, com a Palavra, «encher a liturgia, motivar o compromisso eclesial e dar profundidade à comunhão».
Sobre as dimensões da pastoral da Igreja, o prelado disse que «não há um antes ou primeiro, nem um depois ou secundário», mas «trata-se de uma única missão da Igreja que acontece no anúncio, na celebração, no compromisso e na vivência comunitária».
Apontando falhas a um modelo ritualista e sacramentalista da pastoral do passado, D. Jorge Ortiga defendeu, na abertura do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, que nos tempos actuais «a pastoral vale quando coloca todas as dimensões como igualmente prioritárias».
Segundo o padre António Sérgio Torres, pároco de S. Victor e secretário da Acção Pastoral, o encontro de ontem situou-se como continuação e alargamento do anterior conselho. Ambas as reuniões têm como finalidade preparar uma base de reflexão para que o Conselho Permanente possa elaborar um plano pastoral para 2009-2010.
Reunindo diversos representantes dos movimentos de apostolado e departamentos, o Conselho Pastoral realizado ontem, no Centro Cultural e Pastoral, serviu ainda para que o padre António Sérgio Torres fizesse a apresentação de um tema de carácter mais formativo.
Este tema, segundo o secretário da Acção Pastoral a nível da Arquidiocese, pretendeu reflectir sobre o que falta fazer em relação do documento emanado do Concílio Vaticano II, sobre a Revelação Divina, intitulado “Dei Verbum”.

26 de dezembro de 2008

Arcebispo envia mensagem a doentes e idosos da diocese


Serviço de saúde mais humanizado
Texto e foto: José António Carneiro

Nas 551 paróquias de Braga, os doentes, os idosos e as pessoas que estão sozinhas podem contar com a proximidade e com a presença do Arcebispo Primaz, que reserva lugar no coração para estas pessoas.
Na visita pastoral a Nogueiró, D. Jorge Ortiga aproveitou a oportunidade para enviar a todas as pessoas que nestes dias estão mais fragilizadas e mais excluídas pela sociedade uma palavra de consolação e esperança, fundada na certeza de uma presença efectiva da Igreja nesses ambientes.
Tratando-se de uma visita pastoral, a uma paróquia onde existe uma casa de saúde mental e na qual o pároco é capelão do Hospital de São Marcos, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa falou da pastoral da saúde e da atenção que se deve ter para uma maior humanização dos serviços de saúde, quer público que privado.
Para a pobreza material a sociedade até vai olhando, principalmente nesta época natalícia com a realização de diversas campanhas de solidariedade, mas corre-se o risco de aqueles que estão doentes e sozinhos não serem tão bafejados por essa mesmas campanhas, denunciou.
Em relação a estes mais fragilizados e abandonados, D. Jorge Ortiga mostrou-se próximo e solícito e pediu que todos os agentes ligados à área da saúde mostrem essa mesma solicitude e atenção para com os doentes.
Na prática, o Arcebispo de Braga apelou a uma maior humanização do serviço de saúde e também a uma reestruturação da pastoral da saúde, de modo a que tudo seja feito para que nada falte, no momento oportuno, a estas pessoas.
O prelado afirmou, ainda, que gostaria de poder visitar todos os hospitais e estabelecimentos de saúde situados no território da Arquidiocese. Na impossibilidade de o fazer, enviou a todos os que lhes estão ligados, quer pessoal médico e auxiliar quer os próprios utentes e doentes, uma mensagem natalícia pautada pela proximidade e pela solicitude.
Para o Arcebispo, a época de Natal pode e deve ficar marcada por um reforço de campanhas que possibilitem uma maior atenção ao humano, na sua dimensão integral. «Há situações de debilidade, de solidão e de doença que não podem passar alheias quer à sociedade quer à Igreja», afirmou.
Sobre o trabalho da Igreja ao nível da assistência manifestou o desejo de ver cada dia concretizadas as obras de misericórdia. Os párocos deverão ser os primeiros nessa solicitude que pode, com certeza, ser cumprida por outros agentes de pastoral, concretamente pelos Ministros Extraordinários da Comunhão.

Visita pastoral a Nogueiró

Cristãos devem ser
templos da Palavra

Foto e Texto: José António Carneiro

O Arcebispo de Braga pediu que os cristãos sejam templos espirituais que acolhem Jesus e a sua palavra. Durante a Eucaristia de encerramento, na visita pastoral a Nogueiró, em Braga, D. Jorge Ortiga, crismou mais de duas dezenas de pessoas às quais deixou o desafio de, na festa de Natal que se aproxima, acolherem Jesus como o Verbo, a Palavra enviada por Deus.
Na homilia da celebração, a partir da primeira leitura da liturgia da Palavra do quarto domingo do Advento, D. Jorge Ortiga, disse que, felizmente, «há já muitos templos físicos e casas de Deus». No entanto, o que pode faltar – e falta mesmo – são templos espirituais ou seja, pessoas que sabem acolher e dar lugar a Deus na sua vida, defendeu.
Também a partir do exemplo de acolhimento que é Nossa Senhora – a figura central do Evangelho de ontem – o prelado desafiou os cristãos a uma atitude de serviço e de confiança em Deus.
Aos paroquianos presentes, D. Jorge Ortiga relembrou a necessidade da formação cristã permanente e da responsabilidade que têm na construção da Igreja.
Terminada a homilia, o Arcebispo de Braga ministrou o sacramento do Crisma a nove indivíduos do sexo masculino e 14 do sexo feminino. Estes que receberam o terceiro sacramento da iniciação cristã prepararam um ofertório solene e uma encenação de acção de graças onde destacaram a ideia de que o Natal é a festa do nascimento de Jesus que é a Palavra enviada por Deus Pai ao mundo.
Antes de terminar a celebração, D. Jorge Ortiga, tal como em outras comunidades do arciprestado, entregou uma Bíblia a uma família da paróquia para que possa correr e passar pela casa de muitos paroquianos e «suscite mais amor nas famílias».
Já no adro da igreja, onde se realizou um pequeno convivo, o prelado soltou uma pomba que tinha sido levada ao altar, simbolizando o Espírito Santo, que desceu sobre os que receberam o sacramento do Crisma.
O padre Miguel Ângelo Costa, pároco de Nogueiró e Tenões, confirmou ao Diário do Minho que a visita pastoral do prelado contribuiu para unir e reunir a comunidade à volta da Palavra de Deus.
Sobre a comunidade paroquial disse que, felizmente, as pessoas aderem aos desafios lançados, mas em relação ao número de agentes de pastoral confessou que «mais pessoas fazem falta e são bem vindas».
Em relação a projectos e a infra-estruturas, o pároco disse que está a ser estudada a possibilidade de se construir uma capela mortuária junto à igreja paroquial.
Também junto da capela de Nossa Senhora da Consolação vão decorrer obras ao nível da recuperação e melhoramentos do adro e zona envolvente. Além disso, segundo o sacerdote, a Junta de Freguesia local tem um projecto para a construção de habitações sociais junto àquele espaço de culto.
O padre Miguel Ângelo Costa, que é também capelão do Hospital de São Marcos, falou ainda da dificuldade ao nível da zona pastoral que se prende com o facto de em muitos colégios haver catequese impedindo, de certa forma, uma identificação das crianças e das famílias com a respectiva comunidade. «Temos sentido essa dificuldade nas reuniões de zona», disse, ressalvando que também a proximidade com Braga leva a uma certa diluição da missão da zona pastoral e do próprio arciprestado.

D. Jorge Ortiga presidiu missa de Natal da UCP

“Católica” tem papel fundamental
na actual missão evangelizadora

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) tem um papel fundamental e uma responsabilidade acrescida na actual missão da evangelização. O Arcebispo de Braga falava assim na missa de Natal daquela instituição de ensino superior, que decorreu ontem, pelo meio-dia, na capela da Faculdade de Teologia, em Braga.
Destacando que a celebração natalícia que se aproxima a passos largos merece da parte de todos os cristãos um empenhamento, D. Jorge Ortiga salientou que a “Católica” – concretamente as pessoas que a constituem – se deve comprometer em anunciar à sociedade e ao mundo que «Cristo continua a ser o único salvador do homem». A cerca de uma centena de alunos, professores e funcionários presentes – as faltas estavam justificadas para quem participasse na celebração – o prelado disse que quer que a UCP seja cada vez mais agente de evangelização, nos mais variados âmbitos da vida social.
Para esse comprometimento, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) entende ser necessário que o programa formativo da universidade proporcione um «verdadeiro encontro com Cristo». Só dessa forma, segundo o prelado, é possível promover e formar mais anunciadores e colaboradores para a missão de evangelização da Igreja.
Daí que, a UCP, enquanto instituição ligada à Igreja, deva mostrar «Cristo ao mundo como salvador e como razão de vida».
Na homilia da celebração, o Arcebispo de Braga exortou a que seja feito um sério exame de consciência sobre o modo como a “Católica” vai desempenhando dia-a-dia a sua missão. É imperioso que «cada um se interrogue sobre o contributo que poderá dar à Igreja para que ela não se anuncie a si mesma, mas a Cristo», disse D. Jorge Ortiga.
Sobre o mundo moderno, o prelado disse que é urgente «olhar os seus problemas» e ir servindo a humanidade que é dada a viver a cada pessoa.
A partir da celebração do ano paulino, D. Jorge Ortiga pediu aos presentes que este Natal de 2008 seja vivido no signo de São Paulo. «O Natal pode, por um lado, ser apenas uma repetição anual, mas pode, por outro, ter uma particularidade e, este ano, essa poderia passar por dar um rosto paulino ao Natal», afirmou.
Nesta linha, e salientando a acção evangelizadora de Paulo, o Arcebispo Primaz destacou a permanente atenção do Apóstolo em preparar cooperadores e auxiliadores para o desempenho da missão. Também a Arquidiocese está apostada na preparação e na formação de agentes de pastoral e, nesse sentido, os Encontros com São Paulo – a decorrer em quatro centros distintos – são para o prelado boas oportunidades que não podem ser desperdiçadas.
A Arquidiocese de Braga, segundo o seu responsável máximo, tem inclusivamente vindo a pensar na criação de uma rede de cooperadores pastorais e evangelizadores.
A festa de Natal da UCP de Braga contou também com uma ceia de Natal que decorreu pelas 20h00 nas instalações do Seminário de Nossa Senhora da Conceição (Seminário Menor). Durante o jantar que reuniu mais de uma centena de presentes, houve variada animação recreativa.

D. Jorge Ortiga em Nogueiró

Igreja está presente nos lugares
onde se ama e serve os irmãos

Texto e foto: José António Carneiro

«A Igreja está presente em todos os lugares onde se ama e serve os irmãos», disse D. Jorge Ortiga durante a visita à Casa de Saúde do Bom Jesus. O Arcebispo de Braga começou ontem a visita pastoral à paróquia de Nogueiró, precisamente, com uma Eucaristia naquela instituição, que assinalou também a celebração natalícia dos colaboradores da casa de saúde que celebrou, recentemente, 75 anos de existência.
Na homilia, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) começou por agradecer às Irmãs Hospitaleiras que «vivem plenamente a lei soberana da hospitalidade, do acolhimento e do serviço». No agradecimento àquela comunidade religiosa, D. Jorge Ortiga englobou todo o pessoal que trabalha na instituição, desde os médicos, enfermeiros, auxiliares, voluntários e funcionários em geral.
Por se tratar de um trabalho, muitas vezes, «escondido» e «desconhecido da sociedade», o Arcebispo de Braga destacou, ainda mais, o seu valor. Todavia, realçou que «a Igreja reconhece esse trabalho», que tem a marca do amor de Deus por todos os humanos.
Neste sentido, e a partir da primeira leitura da missa, pediu aos presentes que vejam em Jesus Cristo a melhor recompensa e o melhor prémio. «Jesus é esse menino pobre e simples mas que grita a todos a felicidade de viver», frisou.
Depois de enaltecer o trabalho realizado em prol dos utentes da casa, denunciou um tipo de sociedade «rotulada pela depressão». E, a par disso, desafiou a que a Casa de Saúde do Bom Jesus continue a realizar e a prestar um bom serviço à sociedade em geral.
A certo momento o prelado afirmou que «se os cristãos fossem capazes de ver em todos os homens a presença viva de Cristo e não fizessem qualquer acepção de pessoas na realização do bem, com certeza, o mundo seria diferente para melhor daquilo que é hoje em dia».
Na projecto de construção de um mundo melhor, é fundamental, no entender de D. Jorge Ortiga, que se usem os mesmos sentimentos que Cristo usava, especialmente o amor e a dedicação sem limites.
O Arcebispo de Braga, acompanhado pelo pároco de Nogueiró, padre Miguel Ângelo Costa, e pelo capelão da instituição, padre Luís Miguel Rodrigues, defendeu ainda que todas as áreas do trabalho humano precisam de uma «dose certa de amor» que, como o sal que se não vê na confecção alimentar, cumpre a sua missão. No cumprimento do dever diário, o prelado pediu que os colaboradores e funcionários da casa usem o profissionalismo aliado ao amor.
Esta visita de D. Jorge Ortiga está inserida no programa mais alargado da visita pastoral à paróquia de Nogueiró. Ontem, o prelado realizou uma série de visitas naquela comunidade.
No sábado, é a vez da catequese paroquial receber o responsável da Arquidiocese e, no domingo, na missa de encerramento, D. Jorge Ortiga ministra o Sacramento da confirmação a mais de duas dezenas de jovens.
Em declarações ao Diário do Minho, a superiora da comunidade religiosa das Irmãs Hospitaleiras disse que esta visita do Arcebispo é importante porque manifesta a ligação à igreja local. Além disso, fez com que a Casa de Saúde de Nogueiró aderisse a várias dinâmicas relacionadas com a Palavra de Deus, num triénio pastoral dedicado à Bíblia.
A celebração do Natal dos colaboradores da instituição começou com a leitura da mensagem enviada pela Superiora Geral, a todos os colaboradores da Província portuguesa.

Missão é partir

“Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.  É parar de dar volta a...