29 de setembro de 2012

Diário da Missão Jubilar. Viver, evangelizar, celebrar e servir na alegria




Diário da Missão Jubilar 9


Um jubileu é simultaneamente um momento de chegada, num tempo histórico concreto, a dizer-nos que o vigor do tempo, o dinamismo da vida e o encanto da fé não se diluem com os anos, que aparentemente tudo envelhecem e desgastam.
A alegria que queremos viver e celebrar na busca da própria raiz bíblica e etimológica do Jubileu convida-nos a olhar com gratidão a nossa história e todos quantos a construíram e cimentaram solidamente: bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos (as), consagrados (as) e leigos (as).
Sabemos como se foram definindo e multiplicando, nestes setenta e cinco anos, as comunidades cristãs, com o crescimento das paróquias, em número e em população, com a vinda de várias comunidades religiosas e com o surgimento de diversificadas instituições sociais, culturais e educativas. Conhecemos igualmente tantos dinamismos pastorais que foram surgindo ao longo do tempo, inspirados na ousadia profética de quem vê antecipar-se o futuro e quer caminhar ao ritmo do Espírito que diariamente conduz a Igreja.
O tempo vivido e a hora agora celebrada dizem-nos da maturidade da fé de tantas pessoas, habitadas por este sonho de Deus que, dia a dia, crescem na fidelidade e se sentem disponíveis para a missão como discípulos de Jesus, o Mestre.
De década em década, fomos vendo surgir instituições e estruturas que configuraram a identidade da Igreja que somos, como Diocese, e que determinaram e promoveram muito do bem conseguido e da missão até hoje realizada.
De todas as instituições, que na Diocese nasceram, destaca-se a criação e a construção do belo e funcional edifício do Seminário de Santa Joana, para aí se prepararem os futuros sacerdotes diocesanos, a dizer-nos da abençoada decisão, logo no início do ministério episcopal do nosso primeiro bispo. Nesta sua intuição, nas reflexões pastorais aí inspiradas e na mobilização que implementou na Diocese em ordem à construção do Seminário, encontraremos sempre o paradigma para outras iniciativas que, nos diferentes âmbitos da missão pastoral e da edificação das infraestruturas físicas, foram surgindo.
Queremos, assim, em comunhão de Igreja e em uníssono, dar graças a Deus e reconhecer o bem aqui realizado por meio de quem nos precedeu ou connosco partilha a alegria pascal da missão. E quanto bem o Senhor realizou com todos quantos nos precederam!
A memória agradecida do passado compromete e fortalece as forças dos agentes, no tempo presente, e abre o nosso coração às energias do futuro. O tempo dá-nos esta tríplice dimensão. O presente é o ponto de encontro que nos possibilita viver e celebrar, com alegria, o crescimento da Igreja que somos: «Hoje é o dia que o Senhor fez» (Sal 118, 24).

Da Mensagem de D. António Francisco, para a Missão Jubilar


Pe. JAC

1 comentário:

  1. Há diários que são, sucessivamente, um contar de dias e de história(s). Verdadeiros diários de bordo, de uma viagem que se adivinha bela, cheia e grande.

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