5 de outubro de 2013

"Sempre mais!" e "Se eu tivesse fé..." (Dois poema no 27. Domingo comum)




Sempre mais!

Quantas vezes, perdidos, pedimos
"Senhor, aumenta a nossa fé"
e nos esquecemos que ela é
a força maior que sentimos.

A fé é mais que o tamanho do homem
que ousa, com coragem,
sonhar o impossível,
e torná-lo realidade visível.

Não importa quão pequena pareça,
importante é que não pereça
e, que, ao se aprofundar, cresça,
dê fruto, com vigor e floresça.

Isto é a história da nossa vida
que, se for banalmente vivida,
nada tem de especial,
será cíclica e sempre igual.

É preciso arriscar!
Viver com o impulso de amar...
Sempre mais.
É preciso servir!
Agir com o impulso do sentir...
Sempre mais.
É preciso radicalidade!
Servir para além da inutilidade...
Sempre mais...



Se eu tivesse fé...

Se eu tivesse fé
como um grão de mostarda
não deixaria caído em cada estrada,
quem precisa de auxílio.
Se eu tivesse fé
como um grão de mostarda
faria de cada entrada
um passo para ouvir cada gemido.

Se eu tivesse fé
ao ponto de transportar montanhas;
Se a minha confiança
fosse capaz de implantar a esperança
em cada pessoa, nas suas entranhas,
com vigor, com temperança
daria o melhor testemunho
de quem se sabe nas mãos de Deus
a aprender a ser como Jesus!

Mas, a fé que é dom de Deus
também é tarefa humana:
e pode ser sempre mais e aumentar.



Pe. JAC

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...