8 de janeiro de 2009

Jornada da Família em Famalicão

Novo formato coloca evento ao sábado de tarde
Jornada da Família quer ser
provocação e agitação de mentes

Texto e foto: José António Carneiro

Cansados de ouvir falar mal da família e das relações familiares, as equipas de Pastoral Familiar de Santo Adrião e Brufe, Vila Nova de Famalicão, juntamente com os párocos, padre Paulino Carvalho e Francisco Carreira, organizam a IV Jornada da Família, intitulada “A Família seduz-me”, com a finalidade de ser provocação e agitação das mentes.
Com um cartaz promocional que tem representado quatro frutos, os organizadores pretendem sublinhar a multiplicidade e o pluralismo da família. Os frutos são cada um dos membros da família «com uma cor, tonalidade e brilho múltiplos, com um sabor e um gosto distinto», afirmaram numa conferência de imprensa realizada ontem em Famalicão.
Para o padre Francisco Carreira «a família é o lugar da sedução do homem» e essa sedução é feita pela família para os outros e na família para si mesma, defendeu.
«Enquanto a família for lugar de sedução ela será sempre uma esperança para o mundo. A família cristã seduz porque Deus depositou nela as sementes da esperança. A família seduz porque é ela a portadora desse património de confiança e de alma que acalenta a vida», afirmou o pároco frisando que o sinal de esperança no futuro reside na família que é o pilar de toda a história da humanidade.

Neste sentido, o sacerdote desafiou todas as famílias do arciprestado e além deste a participarem no evento porque essa participação irá confirmar que «se tudo começa em casa» e que «se a igreja é a casa dos filhos de Deus, então é lugar para a família marcar presença». «Se tudo começa em casa, participemos na jornada da família», concluiu o padre Francisco Carreira.

Novo formato coloca
jornada ao sábado
A IV edição desta jornada tem, este ano, um novo formato, depois de um trabalho de avaliação e auscultação junto de participantes de encontros anteriores. Em vez de se realizar ao domingo, como as primeiras três sessões, vai decorrer no sábado, dia 31 de Janeiro, da parte da tarde. O programa arranca às 14h30 com o acolhimento, no Centro Cívico e Pastoral, seguindo-se uma conferência pelo casal José Souto Moura e esposa. Pelas 17h00, começa um debate e a iniciativa terminará com uma Eucaristia, pelas 19h15, na Igreja Matriz (Nova) de Famalicão.
Os organizadores informam ainda que os participantes terão nas instalações da Creche-Mãe a possibilidade de deixarem os seus filhos ao cuidado de técnicos e funcionários da instituição.
Em nome dos oito casais que compõem as equipas de Pastoral Familiar das duas comunidades famalicenses, Manuel e Idília Leite falaram das motivações destas jornadas. Terminado um ciclo de três anos pastorais dedicados à família, também esta comissão organizadora terminou uma fase ao nível destas jornadas. Este ano abre-se, por isso, um novo ciclo que aponta para a valorização da família como esperança de futuro através da valorização permanente da dignidade da pessoa humana.
Redescobrir na família as sementes de esperança; potenciar a família para lá das desilusões e seduções mundanas sem as negar ou negligenciar; estimular e seduzir a família cristã para a esperança do Evangelho; dinamizar a fé, como fundamento da esperança, na qual radica o projecto integral de desenvolvimento da família que a Igreja apresenta; reconhecer que a família não vive de conceitos abstractos mas é real, concreta, visível e constituída por pessoas; fazer o discernimento sociológico da família hoje e, finalmente, perceber por que é que nunca, ao longo da história, os casamentos se fizeram tão livremente, com base no amor, e a paternidade nunca foi tão assumida e planeada, são os objectivos delineados para esta IV Jornada da Família.
As inscrições abrem este fim-de-semana e terminam no dia 25 e podem ser feitas no final das Eucaristias e ainda no Cartório ou junto dos elementos organizadores. Como é habitual, todas as paróquias do arciprestado podem associar-se à iniciativa.

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...