10 de setembro de 2009

Recordes dos centros comerciais

Portugal é um país que dadas as suas dimensões não está muito habituado a bater recordes. Isto em todos os sectores da vida social, política, económica e até desportiva e muito mais, no que diz respeito ao volume de investimento em novas áreas comerciais, que aparece como um recorde português dos últimos tempos.
Segundo um estudo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W), em 2008, Portugal foi o quinto país da Europa a inaugurar maior volume de áreas comerciais.
O Diário de Notícias, pela “pena” de Hélder Robalo, apresentava, na sua edição de ontem, um Portugal ao nível dos grandes países europeus no que concerne à construção ou ampliação de grandes superfícies comerciais. O mesmo estudo prevê que até 2010 sejam construídos ou ampliados mais oito conjuntos comerciais.
O trabalho publicado no DN não refere, todavia, Braga (esse foi o meu espanto!), presumindo-se que as aventureiras construções na “Cidade dos Arcebispos” a este nível não figuram nesse mesmo estudo.
Merecem apontamento na peça jornalística o novo Espaço Guimarães e o Nassica Vila do Conde como as grandes superfícies a concluir. Mas, nem uma linha sobre Dolce Vita, Espaço Braga, Retail Park, Eleclerc, Braga Parque, tudo construções ou ampliações recentes de espaços comerciais localizados em Braga.
Percebi depois uma referência a “cidades de segunda linha”, nas quais continuará a ser feito este investimento, porque as “grandes” Lisboa e Porto estão saturadas.
Não duvido que se Portugal bate recordes a este nível, Braga tem um quota parte de responsabilidade. E é só olhar a quantidade de espaços comerciais da cidade.
Com isto não estou nem quero defender a construção de novas áreas comerciais, mas mostro o meu estupor pelo facto de Braga não ser citada ao nível do investimento em áreas comerciais.
Percebo que estes novos espaços dão emprego ou trabalho a muita gente. Porém, há algo que me preocupa e que o citado estudo vai apontando e que tem a ver com um certo resfriamento no investimento comercial já a partir de 2010. Quantos postos de trabalho ficam postos em risco? Não há dúvida que o sector está em crise e as coisas não vão para melhor.

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...