9 de setembro de 2009

Voto dos cristãos não é condicionado pela Igreja

Bispos apelam aos valores cristãos



A Igreja não dá orientação de votos eleitorais, mas pede aos cristãos que reflictam nos seus valores e na sua consciência cristã e votem em consonância. O apelo foi deixado ontem, em Fátima, pelo padre Manuel Morujão, no final da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Recordou a nota “O direito e o dever de votar”, o padre Manuel Morujão frisou ser um dever votar nas eleições, mas aponta a necessidade de «se votar segundo a consciência». «Seria uma contradição acreditar em valores familiares, matrimoniais, da moral, da ética, na economia, e na urna votar contrariamente à própria consciência».
Em fase de pré-campanha eleitoral, os partidos políticos apresentaram já os programas que levarão a sufrágio. O porta-voz da CEP indica que os eleitores, «olhando para os programas podem perceber em quem votar».
«Não se trata de votar na direita, na esquerda ou ao centro, mas de votar segundo um programa e os seus correspondentes valores, sendo coerente até ao fim».
Sem avaliar a evolução do debate eleitoral, o jesuíta sublinha ser importante a «consciência cristã, mesmo de qualquer cidadão de boa vontade, perceber se os mais desprotegidos são privilegiados, se os valores éticos, nomeadamente a defesa do casamento e da família, são defendidos nos debates».
Na agenda do Conselho Permanente esteve ainda a preparação da Assembleia Plenária da CEP, agendada os dias 9 a 12 de Novembro. Em causa, na Assembleia, estará a análise da pastoral da Igreja em Portugal. O porta-voz adianta que os bispos vão repensar a pastoral de forma a torná-la «mais organizada e unificada».
Desta reunião saiu também a informação de que a Comissão Episcopal das Missões, dirigida por D. António Couto, prepara um documento sobre a «dimensão missionária da Igreja» e que a CEP prepara ainda um texto sobre «o compromisso dos leigos na vida da Igreja e do mundo».
Em Outubro, a CEP inicia um serviço de “clipping”. «São recortes diários da imprensa diária que vamos enviar a todas as dioceses para que a Igreja se sinta em diálogo com o mundo e perceba o palpitar da vida do mundo para que também adeqúe as suas respostas ao mundo actual».

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