22 de janeiro de 2015

Quando um amigo morre...

Lido mal com a morte. 
Presida eu às exéquias que presida (tantas já este ano de 2015!), procure eu ancorar a minha fé e confiança na Palavra da Vida, o que é certo é que fica sempre a dor, a saudade e quase sempre um silêncio mudo... Faltam as palavras.
Custa, custa sempre! Seja mais ou menos esperada ou pior ainda quando nos apanha friamente de surpresa. 
Morreu um amigo padre. Irmão no sacerdócio do presbitério de Braga.
Morreu aquele que foi meu director nos quase dois anos que trabalhei na Redacção do Jornal Diário do Minho, da Arquidiocese de Braga. 
Morreu muito cedo... 
Descansa agora, Zé Miguel!
Tu que te empenhaste em cumprir a Vontade de Deus que Deus cumpra agora a promessa: "Quem acredita tem a vida eterna". 
Eu creio que Deus cura e dá vida, mas mais que isso Ele salva!



Na Mão de Deus
Na mão de Deus, na sua mão direita, 
Descansou afinal meu coração. 
Do palácio encantado da Ilusão 

Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita 
A ignorância infantil, despojo vão, 
Depois do Ideal e da Paixão 
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada, 
Que a mãe leva ao colo agasalhada 
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto... 
Dorme o teu sono, coração liberto, 
Dorme na mão de Deus eternamente!

Antero de Quental, in "Sonetos"

Comunicado Arquidiocese de Braga:

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