29 de abril de 2009

«Homossexualidade revela imaturidade afectiva»


Padre Vasco Pinto de Magalhães falou ao Clero de Braga

O padre Vasco Pinto de Magalhães defendeu ontem, em Braga, que a «homossexualidade revela imaturidade afectiva» e não é mais que «uma dificuldade de identificação com a complementaridade». O jesuíta falava ao presbitério bracarense, em mais uma Jornada de Formação do Clero, que teve uma particular incidência na celebração do Ano Paulino, com a visita à exposição de Ilda David’ e com a leitura da Carta de S. Paulo aos Gálatas.
A partir do tema “Relação interpessoal. Da liberdade à libertação”, o padre Vasco Pinto de Magalhães dividiu a sua apresentação em três pontos, desenvolvidos em três tempos de intervenção, entre a manhã e a tarde. Foi a terminar o segundo momento que o sacerdote, ao falar das patologias das relações interpessoais, aflorou a questão da homossexualidade, referindo que, antes de mais, esta se liga à questão da educação e que é um «problema de imaturidade e de não desenvolvimento saudável da afectividade».
Para o jesuíta, a homossexualidade tem a ver com a «dificuldade de superação da síndrome de Narciso», ligada à fase dos sete anos de vida da criança. «A síndrome de Narciso é uma excessiva fixação na fase pré-adolescente, em que a criança se procura a si mesma, e, se mais tarde, não supera isso, com a descoberta da complementaridade, está lançada a base para a homossexualidade», afirmou.
Todavia, antes ainda de se referir às patologias das relações interpessoais, o sacerdote que trabalha com jovens universitários, em alguns centros da Companhia de Jesus, começou por destacar a dinâmica privilegiada dessas relações, concretamente o «investimento arriscado» e o «mecanismo de feedback».
Desenvolvendo o segundo, explicou que “feedback” é «fazer eco de uma informação», é uma «restituição de informação». Ao nível das relações interpessoais, é «acolher o outro nas palavras, lê-lo no seu contexto e restituir a informação sem fazer qualquer juízo valorativo».
Sobre este mecanismo e sobre o seu uso em ambiente pastoral, o padre Vasco Pinto de Magalhães frisou que o “feedback” deve ser «mais descritivo que valorativo», «concreto», «deve olhar mais a necessidade do outro que recebe do que o alívio de quem diz», «deve buscar a utilidade», sempre com «sentido de oportunidade».
O encontro, que juntou cerca de uma centena de sacerdotes, serviu ainda para o orador apresentar a correlação entre felicidade e amor.
Para o jesuíta, acompanhado na mesa pelo padre Luís Marinho, «a felicidade é, antes de mais, um dever que um direito», e é também «o modo de a pessoa ser fecunda (felix)», porque «a felicidade é aquilo que cada um pode dar de si aos outros».
Apoiado no pensamento de Teilhard de Chardin, destacou que «a felicidade depende do exercício gradual da pessoa aprender a centrar-se, a descentrar-se e a sobrecentrar-se».
O «centrar-se» liga-se ao «recto amor e apreço de si próprio», que inclui «capacidade de auto-crítica e auto-avaliação». O «descentrar-se», que é simultâneo ao anterior, tem a ver com o «perceber o valor do outro», colocando-o como «centro de gravidade». Estes dois exigem um outro, que esteja para além dos dois, e que é transcendente. «O sobrecentrar-se é encontrar alguém que alarga os horizontes e que oferece ideais», afirmou.
Vasco Pinto de Magalhães apontou, depois disso, «os graus do amor», começando por colocar no primeiro «a aceitação do outro», que implica «comportar-se de tal modo que o outro possa ser outro diante de mim, sem necessidade de se defender».
Num segundo grau, o sacerdote colocou «a amizade» que «só é possível entre poucos» e que «supõe simpatia mútua e mútua liberdade». No terceiro grau, colocou «a conjugalidade» como «descoberta da complementaridade» e, por fim, colocou «a adoração», que se reserva ao Absoluto.

Jornada de formação teve forte componente paulina
A jornada de formação do Clero da Arquidiocese de Braga decorreu ontem, no Auditório S. Frutuoso, no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, e teve uma forte componente direccionada para a celebração do Ano Paulino, particularmente, com a visita à exposição de Ilda David’, que está patente no Seminário, e com a leitura da Carta aos Gálatas, na igreja dedicada ao Apóstolo dos Gentios.
A respeito da exposição, o padre Joaquim Félix disse que esta já foi visitada por mais de 2.300 pessoas, e, apesar de ser um «investimento arriscado da Arquidiocese e do Seminário Conciliar», os ecos «têm sido muito positivos».
O almoço decorreu no Seminário, juntamente com os seminaristas.

2 comentários:

  1. Então se formos ao fundo da questão passional, a Homossexualidade, é imaturidade sim! ela vem do berço, e como tal Vossa Reverência sabe, que nós católicos não devemos abandonar, os filhos da Igreja .E sabemos de antemão, que os destintos Padres vivem sua Homossexualidade com toda a diplomacia Católica, e cristã

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  2. ola casualidade. ninguém falou em abandonar filhos da igreja ou não. falou-se apenas da homossexualidade e não em abandonar os homossexuais. em relação ao celibato sacerdotal permita-me discordar. mas também não é isso que está aqui em causa, e nem sequer em discussão. este post é uma notícia que fiz para o meu jornal sobre um acontecimento eclesial de Braga. Nem é a minha opinião que está aqui traçada. mas obigado pelo comentário.

    fique bem

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