28 de maio de 2009

Somos um bando de anjinhos!

Já não é a primeira vez, nem será a última com certeza, que chego à conclusão que somos um bando de anjinhos! Por norma, esta nossa “virtude” revela-se mais vivaça em contactos com estrangeiros. Explico: o que é que fomos (claro que não fomos nós em sentido literal) quando o Tribunal da Relação de Guimarães decide a “entrega imediata” da menina Alexandra à mãe biológica russa? Pois, desta forma, não me ocorre outra expressão melhor que “anjinhos”!
Que me desculpe a senhora Natália Zarubina, que tenho ouvido falar nestes últimos dias e muito, mas as acusações que faz à família Pinheiro, casal que teve ao seu cuidado a menina Alexandra, entre os 17 meses e os seis anos, são graves e nada aconselhadas a uma “mãe”!
É que essa senhora, mãe biológica, nem a virtude da gratidão consegue manifestar a quem lhe criou e educou a filha. Eles, a família Pinheiro foram pais da Alexandra, foram e são ainda porque amaram e amam a menina. O mesmo não sei se se poderá dizer da senhora Zarubina. Aliás, nestes anos em que a Alexandra esteve com a família Pinheiro onde andou Natália?
Só espero que essas acusações graves, repito, que lançou sobre o casal português não façam parte de um qualquer plano maquiavélico!
Esta nova e triste “novela” (depois de outras como Madeline e Esmeralda) vem demonstrar uma vez mais o quão anjinhos somos todos nós! Parecemos mesmo um país de “anjolas”!
É inadmissível que se tenha dado a guarda da criança à mãe biológica e se esteja agora a verificar, poucos dias depois disso, a ausência de condições desta para ter a menina. Não houve aqui um tempo de transição porquê?
E mais: a verificar-se a ausência de condições é muito improvável que a Alexandra não possa de novo estar com a família afectiva portuguesa porque a lei russa inviabiliza a entrega de crianças a estrangeiros, excepto quando não existem candidatos russos à sua adopção.
Moralidade: a justiça portuguesa não soube acautelar um eventual desenvolvimento negativo da relação entre a criança e a mãe porque qualquer contacto entre a menina e o casal português só acontecerá por boa vontade das autoridades russas ou de quem tiver a sua tutela, seja quem for.
Uma vergonha!

Descobrir o essencial!

Diante do Senhor que vem, reconhecemos que os nossos caminhos não são os seus (cf. Is 55, 9) e somos impelidos a converter-nos, a mud...