26 de setembro de 2009

Habemus Papam!



A alegria resultante do anúncio oficial da visita de Bento XVI a Portugal foi “ensombrada” por um lapso aparente e por falta de comunicação institucional. Bento XVI visita Portugal em Maio de 2010 e, ao contrário do que é habitual, o anúncio foi feito primeiro pela Presidência da República e só depois “confirmado” pela Conferência Episcopal.
Claro que este pequeno imbróglio, sem causar uma qualquer revolução ou guerra civil interna, não caiu bem, particularmente ao Episcopado português. Bom, e a Presidência da República logo se mexeu e “limpou o capote”, dizendo que tinha acertado com a Santa Sé o conteúdo e o momento para o anúncio da visita papal, que os Bispos preferiam apenas depois das eleições de amanhã.
A juntar a isto há ainda o facto de, aparentemente, passar a ideia de que o convite foi feito pelo Chefe de Estado português, relegando para segundo plano o convite repetido que os Bispos fizeram a Bento XVI.
Todavia para o Papa aceitar visitar um qualquer país precisa de dois convites oficiais: um do Estado (Presidente da República) e outro da Igreja (Episcopado). Claro que quer os Bispos quer Cavaco Silva convidaram Bento XVI.
Mas a “deselegância” como lhe chamou Aura Miguel, de Cavaco chega ao ponto de dizer Bento XVI vem a Portugal “em resposta ao convite que lhe foi endereçado pelo Presidente da República”. Não diz verdade toda, revelando falta de elegância com a Igreja de Portugal.
A moral da história é que uma notícia jubilosa e feliz para um país marcadamente católico, que manifesta uma fervorosa admiração pelo Santo Padre, esquece-se por “ninharias” de anúncios e de gabinetes de comunicação ou falta dele.
Claro que eu, como cristão, ficaria mais feliz se o anúncio fosse conjunto ou então até, em primeiro, pela Igreja. Mas não foi. Agora há que “acertar agulhas”. Começará a fase da preparação da visita que se espera refrescante e revitalizante para a Igreja Portuguesa e para uma sociedade cada vez mais secularizada.
Fico extremamente feliz com a vinda de Bento XVI que, com a excelência do seu pensamento, a eficácia das suas palavras, o afecto dos gestos e a ternura do olhar – não duvido – cativará ainda mais Portugal e os portugueses.

2 comentários:

  1. O não cumprimento de certos protocolos pode de cerdto modo ferir sensibilidades, mas não é caso para tanto, acho que há coisas mais importantes, do que fazer uma polémica a esse respeito.
    Por vezes há pequenas falhas que até poderiam ser corrigidas.
    Eu fiquei contente com a noticia,que sejam os Bispos, o Presidente da Républica ou o até o Primeiro Ministro ou mesmo o Pároco da minha aldeia que a anuncie,pouco importa.
    O que conta é que a noticia seja verdadeira.
    Peço desculpa pela minha ignorância e incompreensão da ocorrência.

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  2. Concordo com o que diz.
    Mas na Igreja, tal como na vida política e social, há uma coisa que se chama diplomacia. O Vaticano é irreprensível nessa questão.
    Neste caso Cavaco Silva, ou os seus assessores não estiveram bem a esse nível.

    Mas agradeço o comentário

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